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Competições

Kanoa Igarashi e Mirai Ikeda garantem primeiras vagas do surfe para LA28

Kanoa Igarashi e Mirai Ikeda vencem os Jogos Asiáticos e se tornam os primeiros surfistas classificados para Los Angeles 2028.

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Kanoa Igarashi e Mirai Ikeda conquistaram as primeiras vagas do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Foto: ISA

Kanoa Igarashi e Mirai Ikeda conquistaram as primeiras vagas do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Foto: ISA

Kanoa Igarashi em LA28 já é uma realidade. O japonês conquistou nesta terça-feira (29) a primeira vaga masculina do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 ao vencer os Jogos Asiáticos de 2026, em Tahara, no Japão. No feminino, Mirai Ikeda também conquistou o ouro e se tornou a primeira mulher classificada para a próxima edição olímpica.

A competição marcou a estreia do surfe nos Jogos Asiáticos. Além disso, abriu oficialmente a corrida pelas vagas da modalidade para LA28. Ao todo, serão 48 surfistas nos próximos Jogos Olímpicos, sendo 24 homens e 24 mulheres.

As vagas conquistadas nos Jogos Asiáticos são individuais. Portanto, Kanoa e Mirai se tornaram os primeiros surfistas classificados para Los Angeles 2028.

Kanoa faz história

Medalhista de prata em Tóquio 2020 e também presente em Paris 2024, Kanoa Igarashi conquistou o ouro masculino e garantiu sua terceira participação consecutiva nos Jogos Olímpicos.

Na final, o japonês derrotou o indonésio I Made Pajar Ariyana por 12,87 a 10,40. Ariyana ficou com a medalha de prata, enquanto Jayuard Alciso, das Filipinas, completou o pódio com o bronze.

No entanto, um dos momentos mais emocionantes da campanha aconteceu antes das quartas de final. Kanoa reencontrou o companheiro de seleção Connor O’Leary, que havia vencido o confronto entre eles na primeira rodada.

Dessa vez, Kanoa precisava de 8,26 nos minutos finais. O japonês acertou um aéreo, recebeu 8,67 e virou a bateria por 15,67 a 15,26.

Mais tarde, na semifinal, Kanoa alcançou 18,33 pontos e conseguiu a única nota 10 de toda a competição.

I Made Pajar Ariyana, Kanoa Igarashi e Jayuard Alciso no pódio masculino dos Jogos Asiáticos de 2026. Foto: ISA

I Made Pajar Ariyana, Kanoa Igarashi e Jayuard Alciso no pódio masculino dos Jogos Asiáticos de 2026. Foto: ISA

Mirai Ikeda também está em LA28

No feminino, Mirai Ikeda completou a dobradinha japonesa. Aos 18 anos, ela conquistou a maior vitória de sua carreira e, logo em sua primeira tentativa de classificação olímpica, garantiu presença em Los Angeles.

Na final, Mirai derrotou a chinesa Siqi Yang por 11,64 a 7,57. Antes disso, a japonesa já havia apresentado uma das performances mais fortes dos Jogos Asiáticos.

Na terceira rodada, Mirai somou 18,53 pontos, maior combinação de duas ondas de toda a competição.

Assim, o Japão encerrou a estreia do surfe nos Jogos Asiáticos com as duas medalhas de ouro. Além disso, Kanoa e Mirai saíram de Tahara como os dois primeiros surfistas classificados para LA28.

Siqi Yang, Mirai Ikeda e Minami Nonaka no pódio feminino dos Jogos Asiáticos de 2026. Foto: ISA

Siqi Yang, Mirai Ikeda e Minami Nonaka no pódio feminino dos Jogos Asiáticos de 2026. Foto: ISA

LA28 será especial para Kanoa

A classificação de Kanoa Igarashi em LA28 também estabelece uma marca histórica. O japonês será o primeiro surfista a disputar as três edições dos Jogos desde a entrada da modalidade no programa olímpico.

Pouco antes dos Jogos Asiáticos, inclusive, Kanoa terminou como vice-campeão em Trestles pelo Championship Tour pelo segundo ano consecutivo. O japonês nasceu e cresceu na Califórnia e conhece profundamente a onda que receberá a disputa olímpica.

Kanoa será também o primeiro surfista a disputar as três edições dos Jogos desde a entrada da modalidade no programa olímpico: Tóquio 2020, Paris 2024 e Los Angeles 2028.

Mirai, por outro lado, fará sua estreia olímpica.

Pódios dos Jogos Asiáticos

Masculino: ouro para Kanoa Igarashi (JAP), prata para I Made Pajar Ariyana (IND) e bronze para Jayuard Alciso (FIL).

Feminino: ouro para Mirai Ikeda (JAP), prata para Siqi Yang (CHI) e bronze para Minami Nonaka (JAP).

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Brasil

Surf Brasil Base 2026: conheça os oito campeões brasileiros

Confira os oito campeões brasileiros do Surf Brasil Base 2026 e os resultados das finais do Sub-12 ao Sub-18 em Navegantes.

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Rudá Nascimento no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Rudá Nascimento conquistou seu primeiro título brasileiro ao vencer o Sub-12 com 9,43 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

O Surf Brasil Base 2026 definiu os oito campeões brasileiros na Praia Central, em Navegantes (SC). Enquanto o Nordeste conquistou seis títulos individuais, São Paulo garantiu o pentacampeonato consecutivo por equipes.

Apresentada pela Prefeitura de Navegantes, a competição teve sete finais no domingo (27), em ondas muito pequenas. Apesar das condições, algumas decisões terminaram com diferenças mínimas entre os primeiros colocados.

O Sub-16 feminino, por sua vez, havia sido decidido no sábado, com vitória de Carol Bastides. Assim, o domingo completou a relação de campeões das categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18.

A Paraíba liderou as conquistas individuais com três títulos, enquanto Ceará e São Paulo ficaram com dois cada. Por fim, a Bahia completou a lista com uma vitória.

Além disso, o evento definiu os representantes do país no Mundial Júnior ISA 2027. Nesta edição, três seletivas regionais antecederam a decisão nacional.

Rudá Nascimento e Ayla Lopes conquistam seus primeiros títulos

Rudá Nascimento somou notas 5,73 e 3,70 na final Sub-12 masculina. Dessa forma, o baiano alcançou 9,43 pontos e conquistou seu primeiro título brasileiro.

Entretanto, a confirmação veio após a espera pelas notas das últimas ondas de três finalistas. Rudá registrou a maior nota da bateria, enquanto os adversários terminaram com totais na casa dos oito pontos.

Fernando Medina, da Paraíba, ficou em segundo, com 8,87. Em seguida, Davi Lucca, da Bahia, terminou em terceiro, com 8,73, e Thomaz Monteiro, de São Paulo, em quarto, com 8,10.

Portanto, apenas 0,14 ponto separou Fernando e Davi na disputa pelo vice-campeonato.

Ayla Lopes no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Ayla Lopes venceu o Sub-12 e interrompeu a sequência de títulos de Maria Clara Chuquer, campeã em 2024 e 2025. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Assim como Rudá, Ayla Lopes comemorou seu primeiro título brasileiro. Representando a Paraíba, ela combinou notas 4,50 e 3,10 para vencer o Sub-12 feminino com 7,60 pontos.

Além disso, Ayla interrompeu a sequência de conquistas de Maria Clara Chuquer, campeã em 2024 e 2025. A paulista terminou como vice-campeã, com 6,76 pontos.

Na sequência, Laura de Souza, também de São Paulo, ficou em terceiro, com 6,13. Por fim, Luiza Soares, do Rio Grande do Norte, completou a final com 4,43.

Antes da vitória, Ayla também havia disputado a final Sub-14, na qual terminou em quarto. Assim, encerrou sua participação com duas finais e um título nacional.

Lucas Peixoto e Hanna Prado vencem o Sub-14

Lucas Peixoto surfou apenas duas ondas na final Sub-14 masculina, recebendo notas 5,00 e 4,23. Dessa forma, o cearense conquistou o título com 9,23 pontos.

Além disso, garantiu a segunda vitória do Ceará no evento, após a conquista de Nicolas Silva no Sub-16.

Luca Messenger, de Santa Catarina, terminou em segundo, com 8,73. Em seguida, Narciso Inácio, do Rio Grande do Norte, ficou em terceiro, com 6,40, e Izau Signorini, de São Paulo, em quarto, com 6,10.

Lucas Peixoto no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Lucas Peixoto surfou duas ondas na final e conquistou o título Sub-14 com 9,23 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

No feminino, Hanna Prado conquistou seu primeiro título brasileiro na terceira final que disputou no campeonato. Antes disso, havia terminado em quarto no Sub-16 e em terceiro no Sub-18.

Entretanto, a vitória no Sub-14 só veio na última onda de Hanna. Com notas 4,50 e 4,13, ela alcançou 8,63 pontos.

Assim, superou Alexia Oliveira, também da Paraíba, por apenas 0,16 ponto. A vice-campeã encerrou a decisão com 8,47.

Na sequência, Lulu Vivan, de Santa Catarina, ficou em terceiro, com 7,20. Por fim, Ayla Lopes terminou em quarto, com 5,63.

Assim como Ayla, Hanna mora em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, e representa a Paraíba no Brasileiro de Base.

Hanna Prado no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Hanna Prado garantiu a vitória no Sub-14 na última onda e comemorou seu primeiro título brasileiro. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Nicolas Silva vence e Carol Bastides chega ao tricampeonato Sub-16

Nicolas Silva abriu as decisões de domingo com uma vitória no Sub-16 masculino. Ao combinar notas 6,00 e 5,00, o cearense conquistou o título com 11,00 pontos.

Segundo Nicolas, o mar apresentou boas ondas nos primeiros dias, mas ficou pequeno no fim do campeonato. Apesar disso, o campeão avaliou positivamente seu desempenho e comemorou a conquista para o Ceará.

Lucas Velasquez, de Santa Catarina, terminou em segundo, com 7,90. Em seguida, Iago Bellotti, da Paraíba, ficou em terceiro, com 7,30, enquanto Felipe Homsi completou a final com 5,13.

Além do título, Nicolas garantiu presença na seleção Sub-16 ao lado de Lucas e Iago.

Nicolas Silva no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Nicolas Silva venceu a primeira final do domingo e conquistou o título Sub-16 com 11,00 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Carol Bastides, por sua vez, conquistou o terceiro título consecutivo no Sub-16, após as vitórias de 2024 e 2025. Dessa forma, a paulista chegou à sexta conquista brasileira nas categorias de base.

Na final de sábado, Carol somou notas 6,50 e 5,40. Assim, alcançou 11,90 pontos, o maior total entre as oito finais.

Em seguida, Aninha Dagostini, do Espírito Santo, ficou em segundo, com 10,36. Giovanna Rocha, de São Paulo, terminou em terceiro, com 6,30, enquanto Hanna Prado ficou em quarto, com 6,23.

Portanto, apenas 0,07 ponto separou Giovanna e Hanna na classificação da bateria.

Carol Bastides no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Carol Bastides conquistou o tricampeonato consecutivo Sub-16 e seu sexto título brasileiro na base. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Felipe Homsi e Maeva Guastalla conquistam o Sub-18

Felipe Homsi abriu a final Sub-18 com uma nota 6,00 e liderou a disputa até o fim. Em seguida, acrescentou 3,57 ao somatório e conquistou o título com 9,57 pontos.

Embora tenha ficado em quarto no Sub-16, o paraibano avaliou que aquela bateria ajudou na adaptação às condições. Segundo Felipe, a experiência permitiu entrar mais conectado com as ondas na decisão seguinte.

Pablo Gabriel, do Rio de Janeiro, terminou em segundo, com 7,66. Na sequência, Michel Demétrio, de Santa Catarina, ficou em terceiro, com 6,23.

Por sua vez, Vini Palma, de São Paulo, completou a final com 6,13. Assim, apenas 0,10 ponto separou o paulista da terceira posição e da vaga na seleção Sub-18.

Felipe Homsi no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Felipe Homsi liderou a final Sub-18 e conquistou o título brasileiro e a classificação para o Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

No feminino, Maeva Guastalla voltou ao topo do pódio nacional após o título Sub-14 de 2024. Ao somar notas 5,00 e 3,77, a surfista de Ubatuba venceu com 8,77 pontos.

No entanto, a diferença para Carol Bastides foi de apenas 0,11 ponto. Além do título Sub-16, Carol conquistou o vice-campeonato Sub-18, com 8,66.

Em seguida, Hanna Prado ficou em terceiro, com 7,30. Por fim, Giovanna Rocha terminou em quarto, com 6,37.

Além da vitória, Maeva comemorou o retorno à seleção brasileira. Após representar o país no Mundial de 2025, no Peru, ela voltará à equipe em 2027.

Maeva Guastalla no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Maeva Guastalla venceu o Sub-18 e voltou a conquistar um título brasileiro após a vitória no Sub-14 em 2024. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

São Paulo conquista o pentacampeonato por equipes

São Paulo conquistou o título por equipes pelo quinto ano consecutivo, com 17.215 pontos. Em seguida, Santa Catarina terminou em segundo, com 15.251.

A Paraíba ficou em terceiro, com 11.935 pontos, enquanto o Ceará completou as quatro primeiras posições com 6.980.

Embora o Nordeste tenha vencido seis categorias individuais, São Paulo liderou a classificação estadual. Os títulos paulistas vieram com Carol Bastides, no Sub-16, e Maeva Guastalla, no Sub-18.

Premiação das equipes estaduais no Surf Brasil Base 2026

São Paulo liderou a classificação por equipes, seguido por Santa Catarina, Paraíba e Ceará. Foto: Brocolis / SurfBrasil

Surf Brasil Base define os 12 representantes para o Mundial

Além dos títulos nacionais, a competição definiu os 12 representantes do Brasil no Mundial Júnior ISA 2027. O time Sub-18 masculino foi o último a ficar completo, após a final de domingo.

As outras três equipes, por sua vez, já estavam definidas no sábado. Entretanto, a lista da seleção não corresponde exatamente aos três primeiros de cada final.

Isso porque a formação considera a idade dos atletas em 2027 e a distribuição das vagas entre as categorias. Por isso, confira os detalhes na matéria sobre os classificados para representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027.

Seleção Brasileira Júnior classificada para o Mundial ISA 2027

Os 12 classificados representarão o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027, no Sub-16 e Sub-18, masculino e feminino. Foto: Brocolis / SurfBrasil

Resultados completos das finais do Surf Brasil Base 2026

Por fim, confira a classificação dos quatro finalistas de cada categoria. Além dos nomes e estados, a arte reúne as notas e os totais das oito decisões.

Resultados completos das finais Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18 do Surf Brasil Base 2026

Classificação dos quatro finalistas de cada categoria. Clique na imagem para ampliar. Arte: AOS Mídia.

Com informações de João Carvalho, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Surf.

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Brasil

Conheça os classificados para representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027

Conheça os 12 surfistas da seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 nas categorias Sub-16 e Sub-18.

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Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 e representará o Brasil na categoria no Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

A Seleção Brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 está definida. O Surf Brasil Base apresentado pela Prefeitura de Navegantes reuniu os atletas na Praia Central, em Santa Catarina, e definiu os representantes do país.

Conheça os campeões brasileiros de 2026

Ao todo, 12 surfistas integram a equipe, divididos entre Sub-16 e Sub-18, no masculino e no feminino. Além das vagas para a competição da International Surfing Association (ISA), o evento decidiu os títulos brasileiros dessas categorias.

As ondas estiveram muito pequenas nas fases decisivas. Mesmo assim, as finais tiveram disputas equilibradas, com diferenças mínimas entre alguns dos principais resultados.

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Felipe Homsi venceu o Sub-18 em Navegantes e garantiu sua vaga na seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Quem vai representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027?

A seleção reúne atletas de seis estados: Ceará, Santa Catarina, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira os integrantes de cada categoria:

Categoria Atletas classificados
Sub-16 masculino Nicolas Silva (CE), Lucas Velasquez (SC) e Iago Bellotti (PB)
Sub-16 feminino Carol Bastides (SP), Aninha Dagostini (ES) e Hanna Prado (PB)
Sub-18 masculino Felipe Homsi (PB), Pablo Gabriel (RJ) e Michel Demétrio (SC)
Sub-18 feminino Maeva Guastalla (SP), Giovanna Rocha (SP) e Júlia Stefani (SP)

Entretanto, a composição da equipe não corresponde exatamente aos três primeiros de cada final. A idade dos atletas em 2027 e a distribuição das vagas entre as categorias também entram nessa definição.

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Campeã brasileira Sub-16 e vice no Sub-18, Carol Bastides representará o Brasil no Sub-16 do Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Nicolas Silva lidera o trio do Sub-16 masculino

Nicolas Silva conquistou o título brasileiro Sub-16 com 11,00 pontos. Para isso, o cearense combinou notas 6,00 e 5,00 na decisão.

Em seguida, Lucas Velasquez, de Santa Catarina, terminou como vice-campeão, com 7,90. Iago Bellotti, da Paraíba, completou o trio de classificados com 7,30 pontos.

Por sua vez, Felipe Homsi ficou em quarto, com 5,13. Apesar desse resultado no Sub-16, o paraibano garantiu seu lugar na seleção pela categoria Sub-18.

Assim, Nicolas, Lucas e Iago representarão o Brasil no Sub-16 masculino do Mundial Júnior ISA 2027.

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Seleção Brasileira Júnior reúne 12 atletas para representar o país no Mundial Júnior ISA 2027, nas categorias Sub-16 e Sub-18, masculino e feminino. Foto: @brocolisphoto

Carol Bastides, Aninha Dagostini e Hanna Prado formam o Sub-16 feminino

Carol Bastides venceu o Sub-16 feminino com 11,90 pontos, somando notas 6,50 e 5,40. Além disso, a paulista conquistou o vice-campeonato do Sub-18, com 8,66.

Na seleção, porém, Carol integra apenas o time Sub-16. Ao seu lado estarão Aninha Dagostini, do Espírito Santo, e Hanna Prado, da Paraíba.

Aninha terminou a final em segundo, com 10,36 pontos. Já Hanna ficou em quarto, com 6,23, apenas 0,07 ponto atrás da terceira colocada, Giovanna Rocha.

No entanto, Giovanna completou 16 anos em 2026 e não poderá disputar o Sub-16 no próximo Mundial. Dessa forma, Hanna conquistou a vaga nessa categoria, enquanto Giovanna garantiu presença no Sub-18.

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Nicolas Silva leva a melhor na Sub-16 masculina. Foto: Pablo Jacinto

Felipe Homsi conquista o título e a vaga no Sub-18

Felipe Homsi venceu a final do Sub-18 masculino com 9,57 pontos. O paraibano somou notas 6,00 e 3,57 para conquistar o título brasileiro.

Na sequência, Pablo Gabriel, do Rio de Janeiro, garantiu o vice-campeonato com 7,66. Michel Demétrio, de Santa Catarina, terminou em terceiro, com 6,23, e também entrou na seleção.

Por outro lado, Vini Palma ficou em quarto, com 6,13 pontos, e não conquistou a vaga. Assim, apenas 0,10 ponto separou o paulista da terceira posição.

Com esses resultados, Felipe, Pablo e Michel formam o time brasileiro Sub-18 masculino para o Mundial Júnior ISA 2027.

Sub-18 feminino terá Maeva, Giovanna e Júlia

Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 com 8,77 pontos. A paulista superou Carol Bastides por apenas 0,11 ponto na decisão.

Enquanto isso, Hanna Prado terminou em terceiro, com 7,30. Giovanna Rocha completou a final em quarto, com 6,37.

Entretanto, Carol e Hanna já estavam destinadas ao time Sub-16. Dessa maneira, Maeva e Giovanna garantiram seus lugares na equipe Sub-18.

A terceira vaga ficou com Júlia Stefani, também de São Paulo. Embora tenha parado nas semifinais, ela superou a irmã Paula Stefani no critério de desempate.

Isso porque Júlia venceu três baterias ao longo da competição, contra duas de Paula. Assim, o Sub-18 feminino terá três representantes paulistas no Mundial.

Idade em 2027 influencia a formação da seleção

A classificação para o Mundial considera a idade no ano da competição. Portanto, o resultado conquistado em 2026 precisa respeitar a elegibilidade do atleta para 2027.

Pelo regulamento vigente da ISA, quem completar 17 anos em 2027 não poderá disputar o Sub-16. Da mesma forma, quem completar 19 anos naquele ano estará fora do Sub-18.

Por isso, os resultados das finais e a relação de integrantes da seleção apresentam diferenças. O caso de Giovanna Rocha mostra como esse critério interfere na distribuição das vagas.

Sub-12 terá decisões neste domingo

Enquanto a seleção para o Mundial já está definida, o Surf Brasil Base ainda terá as decisões do Sub-12 masculino e feminino neste domingo.

Essas finais completarão os resultados da competição na Praia Central. O balanço completo do evento também reunirá os campeões e as classificações das categorias Sub-12 e Sub-14.

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Competições

Corte do Championship Tour é decidido por 0,19

Jake Marshall e Barron Mamiya empataram em pontos no corte do Championship Tour. Uma diferença de apenas 0,19 decidiu a última vaga.

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Jake Marshall ficou à frente de Barron Mamiya no desempate pela última vaga do corte do Championship Tour.

Jake Marshall garantiu a 22ª e última vaga do corte masculino após um desempate com Barron Mamiya decidido por apenas 0,19 na média das baterias. Foto: WSL / Thiago Diz

O corte masculino do Championship Tour terminou com uma das definições mais apertadas da temporada. Jake Marshall e Barron Mamiya encerraram as nove primeiras etapas empatados em 17.705 pontos, justamente na disputa pela 22ª e última posição que garantia presença nas etapas de Portugal e Filipinas.

O empate na pontuação obrigou a aplicação dos critérios previstos no regulamento da WSL. E nem mesmo o primeiro deles foi suficiente para separar os dois norte-americanos.

Nesse primeiro desempate, são comparados os melhores resultados válidos de cada surfista, começando pelo melhor e seguindo até o pior. Jake e Barron apresentavam exatamente a mesma sequência entre os sete resultados que contavam para o ranking no corte.

Cada um tinha uma quinta colocação, com 4.745 pontos, três nonos lugares, de 3.320 pontos cada, e três 17º lugares, valendo 1.000 pontos cada.

A soma era idêntica: 17.705 pontos.

Por isso, a definição da última vaga precisou avançar para o critério seguinte.

Apenas 0,19 separou Jake e Barron

Persistindo o empate, o regulamento determina a utilização da média de pontuação por bateria ao longo da temporada.

Foi aí que apareceu a pequena diferença que decidiu o corte:

Jake Marshall — 11,59
Barron Mamiya — 11,40

A diferença foi de apenas 0,19.

Com a vantagem, Jake terminou Trestles em 22º lugar, enquanto Barron ficou em 23º.

Na prática, esses 0,19 tiveram uma consequência enorme. Jake garantiu presença nas duas etapas seguintes do Championship Tour, enquanto Barron ficou abaixo do corte.

Jake, portanto, poderá competir em Portugal e nas Filipinas. Barron não participa dessas duas etapas e retorna ao circuito em Pipeline, última parada da temporada.

O que diz o regulamento

O caso chama atenção porque a quantidade de vitórias em baterias, os resultados descartados ou a ordem em que os resultados foram conquistados não serviram como critérios adicionais para definir a vaga.

O regulamento prevê primeiro a comparação dos melhores resultados que efetivamente contam para o ranking. Como Jake e Barron permaneceram empatados nessa comparação, foi necessário utilizar a média das baterias.

Por apenas 0,19, Jake levou a melhor.

A situação mostra também como detalhes acumulados durante toda a temporada podem acabar decidindo uma vaga no momento do corte. Uma bateria disputada meses antes, por exemplo, poderia ter sido suficiente para alterar essa média e, consequentemente, a posição final dos dois.

Uma curiosidade ainda pode envolver os dois

Depois que AOS Mídia publicou o caso, uma pergunta feita por um seguidor levantou outro cenário curioso.

Barron poderia voltar a ultrapassar Jake no ranking mesmo sem disputar Portugal e Filipinas?

AOS Mídia apurou que sim, existe essa possibilidade, embora o cenário seja pouco provável.

Antes de Pipeline, os atletas que ficaram abaixo do corte retornam ao ranking, e todos passam a computar nove resultados. Caso Jake e Barron estejam novamente empatados em pontos, será necessário aplicar novamente os critérios de desempate.

Para que a situação ganhe importância, Jake precisaria ter resultados muito ruins nas duas próximas etapas, sem conseguir abrir vantagem em pontos sobre Barron. Além disso, seus somatórios em Portugal e Filipinas precisariam ser baixos o suficiente para reduzir a atual média de 11,59.

Se, antes de Pipeline, os dois estiverem novamente empatados e a média de Jake tiver caído abaixo dos atuais 11,40 de Barron, Barron poderia passar para 22º e Jake cair para 23º, mesmo sem Barron ter competido nas duas etapas anteriores.

Isso, porém, não mudaria o corte. Jake já conquistou o direito de disputar Portugal e Filipinas. A eventual inversão aconteceria posteriormente e teria reflexo no ranking e no seeding para Pipeline.

Caso todos os atletas previstos estejam presentes na etapa havaiana, há ainda uma consequência para o Brasil. Pela projeção atual, Mateus Herdy enfrentaria Barron Mamiya em sua estreia. Se Barron e Jake inverterem as posições, o adversário de Herdy passaria a ser Jake.

É uma possibilidade remota. Mas acrescenta mais uma curiosidade a um corte que já foi decidido por apenas 0,19 na média das baterias.

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