Conecte-se conosco
Imagem do ChatGPT 8 de out. de 2026, 13 48 41

Competições

Gabriel Medina conquista vaga nas Olimpíadas de Paris

Gabriel Medina vence o ISA Games em Porto Rico de forma espetacular e garante vaga olímpica ‘aos 45 do segundo do tempo’.

Publicado

em

BRA_Ath_Gabriel_Medina_Ath_Ph_Jersson_Barboza_Ph_04

Gabriel Medina conquista vaga olímpica aos ’45 do segundo tempo’, com vitória emocionante no ISA Games em Porto Rico. Foto: ISA / Jersson_Barboza.

Milhares de espectadores se alinharam à beira-mar de Arecibo para assistir a Gabriel Medina (BRA) e Sally Fitzgibbons (AUS) conquistarem a vitória nos Jogos Mundiais de Surfe (WSG) da ISA em 2024. As ondas de 4 a 6 pés atingindo a bancada de Rastrial proporcionaram um cenário emocionante para o dia das finais, que envolvia campeonatos mundiais por equipe, vagas olímpicas nacionais e medalhas de ouro individuais.

Ao longo de uma semana longa com condições variadas, nada impediu o imparável Gabriel Medina (BRA), tricampeão da WSL e campeão mundial júnior da ISA em 2010, que não cometeu um único erro durante todo o evento, vencendo convincentemente todas as baterias em que competiu. Sua vitória, junto com uma medalha de prata da campeã defensora Tatiana Weston-Webb (BRA), contribuiu para um triunfo triplo do Brasil, que levou para casa o campeonato mundial por equipes, bem como as duas vagas olímpicas individuais disponíveis para as equipes mais bem classificadas por gênero. O Brasil terá agora a maior equipe de surfistas nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, com três homens e três mulheres.

Sally Fitzgibbons (AUS) ampliou ainda mais seu próprio recorde como a surfista mais vitoriosa na história da ISA, conquistando sua quinta medalha de ouro sem precedentes (quatro nos Jogos Mundiais de Surfe da ISA e uma no Mundial Júnior da ISA). Mantendo-se na rodada principal até o dia das finais, a surfista de 33 anos caiu na repescagem na última etapa antes da grande final, surfando três baterias no dia, antes de atingir o ápice quando mais importava, destacando ainda mais seu nome nos livros de história e entregando à Austrália uma medalha de bronze por equipes no processo.

BRA_ath_Gold_Medal_ath_ph_Pablo_Jimenez_ph-2-1

Equipe brasilera leva título por equipes e fica com as duas vagas adicionais em jogo. Foto: Pablo Jimenez

O imparável Gabriel Medina (BRA) conquista sua primeira medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe e garante vaga olímpica para o Brasil

Com Yago Dora (BRA) sendo eliminado na primeira bateria do dia, Gabriel Medina (BRA) precisava de circunstâncias muito específicas para que o Brasil garantisse a vaga olímpica. Na final, isso se tornou ainda mais definitivo; ele precisava vencer, e Ramzi Boukhiam (MAR) precisava ficar em segundo. Qualquer outro cenário e a França ganharia a vaga.

As incríveis performances ao longo da semana dos companheiros de equipe franceses Joan Duru (FRA) e Kauli Vaast (FRA) levaram ambos à final, transformando-a em uma batalha entre surfistas “goofyfoot”. Medina não perdeu tempo em abrir a bateria com um enorme air reverse, finalizado com um ataque à seção final para uma nota de 9.00.

Vaast se manteve ocupado, embora só conseguisse encontrar notas intermediárias. Enquanto isso, Boukhiam utilizou seu surfe poderoso, registrando um 8.17, apoiado por um 7.17 para assumir a liderança na metade da bateria. A cinco minutos do fim, Medina havia conquistado uma apertada liderança, mas Vaast estava encontrando pontuações maiores, ameaçando Boukhiam em segundo lugar. No momento em que o cronômetro soou, no entanto, Medina aumentou sua pontuação total para conquistar a medalha de ouro.

Boukhiam permaneceu em segundo lugar, levando a medalha de prata, Vaast ficou logo atrás, em terceiro, para levar o bronze, Duru em quarto com o cobre, e a tempestade perfeita para o Brasil foi completa. Medina adiciona a medalha de ouro dos Jogos Mundiais de Surfe à medalha de ouro do Mundial Júnior da ISA que conquistou em 2010, aos 16 anos.

“Da maneira como aconteceu, fiquei muito emocionado”, disse Medina. “Porque no meio da bateria, eu estava pensando, talvez eu precise de outra nota, porque o Ramzi pegou duas ondas boas, e eu estava esperando por uma surpresa, sabe, uma surpresa de Deus, porque eu pensava que não tinha como o Kauli ou o Joan não ficarem em segundo. Mas eu estava tipo ‘não importa, eu tenho fé, Deus está guiando, então vamos lá, vamos nos divertir’. Então eu tentei me divertir na bateria, não me preocupar com os outros. Eu sabia da minha luta, não havia nada que eu pudesse fazer além de surfar.”

AUS_ath_Sally_Fitzgibbons_ath_ph_Pablo_Franco_ph_7547

Sally Fitzgibbons conquista sua quarta medalha de ouro no ISA Games. Foto: ISA / Pablo Franco.

Quarta medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe para Sally Fitzgibbons (AUS) a coloca em uma categoria própria

As quatro finalistas da categoria feminina tiveram a oportunidade de conquistar uma vaga olímpica para suas nações, embora seus cenários fossem muito mais complicados do que os dos homens. A campeã defensora, Tatiana Weston-Webb (BRA), a medalhista duas vezes, Johanne Defay (FRA), a atleta recentemente classificada para Paris 2024 Nadia Erostarbe (ESP) e a surfista mais vitoriosa na história da ISA, Sally Fitzgibbons (AUS), deram tudo de si, sabendo o que estava em jogo para elas e suas nações.

A intérprete mais consistente da semana, Defay, abriu com uma nota de 6.00, mantendo uma vantagem inicial, mas logo foi ultrapassada por um 6.77 de Weston-Webb, com uma forte combinação de duas manobras, antes de Fitzgibbons conquistar um 6.83 com sua surfagem dinâmica. Um segundo 6.00 de Defay a manteve na liderança, com Fitzgibbons e Weston-Webb inicialmente incapazes de complementar suas notas. Conforme a bateria avançava, Fitzgibbons encontrava um 6.27 para consolidar a liderança e conquistar sua inédita quarta medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe.

“Estou incrédula”, disse Fitzgibbons, também a medalhista de ouro do Mundial Júnior da ISA em 2007. “Esse tipo de onda me desafiou durante toda a semana, e eu sabia que precisava continuar me colocando no jogo e apenas tentar passar por todas aquelas baterias e chegar à final. Eu realmente tentei relaxar na minha surfada e procurar algumas dessas seções maiores porque são as mais divertidas, e uma surfada cheia de estilo iria ganhar essa final.”

Com Erostarbe incapaz de encontrar uma pontuação significativa, os resultados de Weston-Webb e Defay determinariam o vencedor do ranking feminino por equipe. Se Defay ficasse em primeiro lugar, a França levaria, se Weston-Webb ficasse em segundo ou terceiro, o Brasil levaria.

Fitzgibbons fez tudo ao seu alcance para conquistar a vaga para sua nação, mas no final estava fora de suas mãos, já que Weston-Webb conquistou a medalha de prata, entregando a vaga ao Brasil.

Defay ficou com a medalha de bronze, Erostarbe com o cobre. Weston-Webb estava radiante por completar o quadro e entregar ao Brasil um total de seis vagas olímpicas.

“Era nosso objetivo vir aqui e conquistar essas duas vagas, e conseguimos”, disse Weston-Webb. “A equipe esteve muito focada durante toda a semana, sempre nos apoiando, e é isso que o Brasil representa.”

O esforço de Fitzgibbons para garantir a vaga adicional para a Austrália, aproximando-os o máximo possível, foi um momento agridoce e orgulhoso.

“Dentro da minha história, tive muitos desses momentos de quase lá”, disse Fitzgibbons. “Eu tento realmente observar o que está acontecendo e fazer tudo o que posso. Ganhar essa medalha de ouro para o meu país, esse momento é agora, e isso é tudo o que eu poderia fazer no meu controle. Eu aprendi a lidar com essas situações e realmente ver a beleza nelas. Há decepção ali, mas do outro lado, eu simplesmente não poderia estar mais animada, e é nisso que me concentro.”

O Presidente da ISA, Fernando Aguerre, disse: “Que dia, semana e campeonato incríveis. Nunca esqueceremos Porto Rico, nunca esqueceremos estes melhores Jogos Mundiais de Surfe de todos os tempos. Voltamos para casa como embaixadores de Porto Rico. Nossa esperança é voltar. Parabéns a todos os atletas, a todas as delegações. Nos vemos em julho em Teahupo’o para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.”

Resultados

Ranking por Equipes

Ouro – Brasil
Prata- França
Bronze – Austrália
Cobre – Espanha

Feminino

Ouro – Sally Fitzgibbons (AUS)
Prata – Tatiana Weston-Webb (BRA)
Bronze – Johanne Defay (FRA)
Cobre – Nadia Erostarbe (ESP)

Masculino

Ouro – Gabriel Medina (BRA)
Prata- Ramzi Boukhiam (MAR)
Bronze – Kauli Vaast (FRA)
Cobre – Joan Duru (FRA)

Nações com vagas olímpicas adicionais

2024 WSG

Feminino – Brasil
Masculino – Brasil

2022 WSG

Feminino – Estados Unidos
Masculino – Japão

Atletas classificados para Paris 2024 pelo ISA Games em Porto Rico

Feminino

Anat Lelior (ISR)
Camilla Kemp (ALE)
Janire Gonzalez-Extabarri (ESP)
Nadia Erostarbe (ESP)
Siqi Yang (CHN)
Sol Aguirre (PER)
Tainá Hinckel (BRA)
Yolanda Sequeira (POR)

Masculino

Alonso Correa (PER)
Andy Criere (ESP)
Joan Duru (FRA)
Ramzi Boukhiam (MAR)
Rio Waida (IND)
Tim Elter (ALE)

Atletas que já estavam classificados

Feminino

Classificadas pelo ISA Games 2023

Saffi Vette (NZL)
Sarah Baum (AFR)
Shino Matsuda (JAP)
Vahine Fierro (FRA)

Classificadas pelo Championship Tour 2023

Feminino

Brisa Hennessy (CRC)
Carissa Moore (EUA)
Caroline Marks (EUA)
Johanne Defay (FRA)
Molly Picklum (AUS)
Tatiana Weston-Webb (BRA)
Teresa Bonvalot (POR)
Tyler Wright (AUS)

Masculino

Classificados pelo ISA Games 2023

Alan Cleland Jr (MEX)
Billy Stairmand (NZL)
Kauli Vaast (FRA)
Reo Inaba (JAP)

Classificadas pelo Championship Tour 2023

Ethan Ewing (AUS)
Filipe Toledo (BRA)
Griffin Colapinto (EUA)
Jack Robinson (AUS)
João Chianca (BRA)
John John Florence (EUA)
Jordy Smith (AFR)
Matthew McGillivray (AFR)
Kanoa Igarashi (JAP)
Leonardo Fioravanti (ITA)

 

View this post on Instagram

 

A post shared by AOS Mídia (@aosmidia_)

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Charles Medina elogia Mineirinho e fala de sua relação com Gabriel

Charles Medina elogia Mineirinho, fala da relação com Gabriel e relembra a medalha olímpica que recebeu do filho. Confira no Fala Papah!

Publicado

em

Por

Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.

O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.

Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”

Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.

“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.

“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.

Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.

Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.

A presença como pai e torcedor

Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.

“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.

A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.

O convite de Gabriel para as Olimpíadas

Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.

Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.

Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.

Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.

Charles e Gabriel Medina Jogos de Paris 2024 Medalha de Bronze Olimpiadas

Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal

A medalha olímpica que ficou com Charles

Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.

“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.

Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.

Apoiar sem atrapalhar o atleta

O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.

Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.

Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.

Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.

Apoie quem apoia o podcast: use o cupom FALAPAPAH e ganhe 15% de desconto no site da Naturebarr.

Continue Lendo

ISA

ISA anuncia suspensão provisória após denúncias

ISA anuncia suspensão provisória de atleta após denúncias no surfe. Entenda a medida, as regras de proteção e sua relação com o caso da WSL.

Publicado

em

Por

Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, palco das disputas de surf nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.

Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.

O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.

ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.

De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.

A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.

Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.

O que diz o Código de Ética da ISA?

O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.

Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.

Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.

Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.

Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.

Entidade possui canal para denúncias de abuso

A ISA também mantém uma política de proteção dos atletas, conhecida internacionalmente como safeguarding.

O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.

Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.

A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.

Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL

O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.

Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.

Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.

Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.

AOS Mídia noticiou o primeiro comunicado na reportagem sobre a suspensão anunciada pela WSL após denúncias no Tahiti.

Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.

Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.

ISA não informa prazo para decisão definitiva

Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.

Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.

A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.

Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.


Fontes: International Surfing Association (ISA), Código de Ética e Política de Proteção dos Atletas; World Surf League (WSL); e revista australiana Surfing World.

Veja também: carrossel da AOS Mídia sobre o comunicado da ISA no Instagram.

Continue Lendo

Competições

Challenger Series em Ericeira: resultados e ranking dos brasileiros

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira. Confira a campanha dos brasileiros e o ranking antes da última etapa do Challenger Series.

Publicado

em

Por

Crosby Colapinto comemora o título do Challenger Series em Ericeira

Crosby Colapinto venceu em Ericeira e, por isso, chegou ao terceiro lugar do ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

O Challenger Series em Ericeira terminou nesta segunda-feira (12/10) com títulos de Crosby Colapinto e Brisa Hennessy. Além disso, Edgard Groggia e Laura Raupp chegaram às semifinais e foram os melhores brasileiros. Já Sierra Kerr garantiu sua classificação para a elite de 2027.

Com isso, falta apenas uma etapa da temporada 2026/27 do circuito de acesso da WSL. Enquanto isso, Ryan Kainalo segue na liderança masculina, e Ian Gouveia permanece no top 10. Por outro lado, Deivid Silva deixou a zona de classificação.

Challenger Series em Ericeira teve finais com quatro atletas

A organização acelerou o cronograma porque a previsão das ondas exigia ajustes após uma semana de condições difíceis. Por isso, manteve quatro surfistas por bateria até as finais.

Crosby Colapinto somou notas 8 e 6,10 na decisão masculina. Assim, venceu com 14,10 pontos e superou Joel Vaughan, Justin Becret e Alonso Correa. Como resultado, o norte-americano subiu 15 posições e chegou ao terceiro lugar do ranking.

Por sua vez, Brisa Hennessy conquistou a final feminina com 13,17 pontos. Enquanto Lucy Darragh terminou em segundo, Sierra Kerr e Vahine Fierro completaram a decisão. Dessa forma, a costarriquenha ganhou 20 posições e alcançou o quarto lugar na classificação.

Brisa Hennessy na etapa de Ericeira do Challenger Series

Brisa Hennessy venceu em Portugal e, por isso, saltou 20 posições e entrou na zona de classificação para o CT de 2027. Foto: WSL / Manel Geada

Groggia brilha e sobe 25 posições

Edgard Groggia também se destacou nas quartas do Challenger Series em Ericeira. Afinal, somou notas 9 e 8, venceu sua bateria com 17 pontos e avançou para a semifinal.

No entanto, o brasileiro somou 9,80 pontos na fase seguinte e ficou fora da decisão. Assim, Alonso Correa e Joel Vaughan conquistaram as duas vagas da bateria.

Apesar disso, Groggia encerrou a etapa como o melhor brasileiro no masculino. Além disso, saltou 25 posições e chegou ao 28º lugar do ranking, com 7.709 pontos.

Além de Groggia, Ian Gouveia também alcançou as quartas. Entretanto, seus 12,13 pontos não bastaram para avançar diante de Ian Gentil e Oscar Berry.

Brisa Hennessy e Crosby Colapinto, campeões em Ericeira

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira e, assim, fortaleceram suas campanhas no Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

Top 10 masculino após o Challenger Series em Ericeira

Enquanto Groggia ganhou posições, Ryan Kainalo manteve a liderança do ranking masculino. Além disso, a WSL já havia confirmado sua vaga no CT de 2027.

Ryan soma 22.645 pontos. Já Weslley Dantas segue em quarto, enquanto Ian Gouveia ocupa a décima posição. Portanto, o Brasil permanece com três representantes entre os dez primeiros.

Top 10 masculino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista Representação Pontos
1º Ryan Kainalo Brasil 22.645
2º Jackson Bunch Havaí 18.725
3º Crosby Colapinto Estados Unidos 18.540
4º Weslley Dantas Brasil 17.600
5º Jake Marshall Estados Unidos 17.245
6º Joel Vaughan Austrália 14.920
7º Alonso Correa Peru 14.534
8º Ian Gentil Havaí 14.338
9º Lucca Mesinas Peru 13.850
10º Ian Gouveia Brasil 13.425
Edgard Groggia durante o Challenger Series em Ericeira

Edgard Groggia chegou à semifinal após somar notas 9 e 8 nas quartas. Com isso, subiu 25 posições no ranking. Foto: WSL / Manel Geada

Deivid Silva deixa a zona de classificação

Por outro lado, Deivid Silva perdeu cinco posições e saiu do top 10. Com isso, passou ao 14º lugar, com 11.665 pontos. Portanto, precisará recuperar terreno na reta final para voltar à zona de acesso.

Além disso, outros brasileiros recuaram no ranking após Ericeira. Veja, a seguir, as posições e pontuações desses atletas:

  • Mateus Herdy: 25º, com 9.265 pontos; caiu nove posições.
  • Gabriel Klaussner: 26º, com 8.805 pontos; caiu seis posições.
  • Douglas Silva: 30º, com 7.448 pontos; caiu seis posições.
  • Vitor Ferreira: 48º, com 5.060 pontos; caiu cinco posições.
  • Rafael Barbosa: 67º, com 2.960 pontos; caiu cinco posições.
  • Lucas Silveira: 82º, com 1.230 pontos; caiu duas posições.
Laura Raupp durante a etapa de Ericeira

Laura Raupp chegou à semifinal em Ericeira e, assim, avançou para o 14º lugar do ranking. Foto: WSL / Damien Poullenot

Laura Raupp e Sophia Medina avançam no ranking

Por sua vez, Laura Raupp foi a melhor brasileira no feminino em Portugal. Primeiro, avançou nas quartas com 11,10 pontos. Depois, somou 10,50 na semifinal, mas Brisa Hennessy e Sierra Kerr ficaram com as vagas na decisão.

Apesar da eliminação, Laura ganhou cinco posições no ranking. Assim, chegou ao 14º lugar, com 13.090 pontos.

Sophia Medina, por sua vez, parou nas quartas com 7,24 pontos. Ainda assim, subiu duas posições e chegou ao 18º lugar, com 12.000 pontos.

Portanto, Laura e Sophia são as brasileiras mais bem colocadas. No entanto, ambas seguem fora do top 6, faixa de classificação para a elite.

Sierra Kerr na etapa de Ericeira do Challenger Series

Além de garantir sua vaga no CT de 2027, Sierra Kerr manteve a liderança do ranking feminino após Ericeira. Foto: WSL / Manel Geada

Top 6 feminino: Sierra Kerr lidera e garante vaga

Enquanto as brasileiras buscam uma vaga, Sierra Kerr já garantiu seu lugar na elite. Afinal, a WSL confirmou nesta segunda-feira sua classificação para o Championship Tour de 2027. Além disso, a australiana mantém a liderança, com 26.830 pontos.

Enquanto isso, a vitória colocou Brisa Hennessy entre as seis primeiras. Assim, a zona de classificação feminina após o Challenger Series em Ericeira ficou desta forma:

Top 6 feminino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista País Pontos
1ª Sierra Kerr Austrália 26.830
2ª Francisca Veselko Portugal 22.245
3ª Teresa Bonvalot Portugal 19.955
4ª Brisa Hennessy Costa Rica 18.340
5ª Eden Walla Estados Unidos 17.695
6ª Alyssa Spencer Estados Unidos 17.190
Ryan Kainalo durante o Challenger Series em Ericeira

Ryan Kainalo segue na liderança do Challenger Series. Além disso, já tem vaga confirmada na elite de 2027. Foto: WSL / Damien Poullenot

Newcastle recebe a última etapa em março

Por fim, Newcastle receberá a quinta e última etapa do Challenger Series, de 1º a 7 de março de 2027. Ao final da temporada, os dez primeiros homens e as seis primeiras mulheres conquistarão vagas no CT.

Antes disso, o calendário prevê o QS 6.000 Internacional de Taiwan, de 14 a 22 de novembro. Portanto, os atletas ainda terão uma oportunidade de somar pontos antes da decisão na Austrália.

Para conferir mais detalhes, consulte os resultados oficiais da etapa na WSL.

Continue Lendo

Bombando

Você não pode copiar conteúdos deste site.