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Competições

Gabriel Medina conquista vaga nas Olimpíadas de Paris

Gabriel Medina vence o ISA Games em Porto Rico de forma espetacular e garante vaga olímpica ‘aos 45 do segundo do tempo’.

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Gabriel Medina conquista vaga olímpica aos ’45 do segundo tempo’, com vitória emocionante no ISA Games em Porto Rico. Foto: ISA / Jersson_Barboza.

Milhares de espectadores se alinharam à beira-mar de Arecibo para assistir a Gabriel Medina (BRA) e Sally Fitzgibbons (AUS) conquistarem a vitória nos Jogos Mundiais de Surfe (WSG) da ISA em 2024. As ondas de 4 a 6 pés atingindo a bancada de Rastrial proporcionaram um cenário emocionante para o dia das finais, que envolvia campeonatos mundiais por equipe, vagas olímpicas nacionais e medalhas de ouro individuais.

Ao longo de uma semana longa com condições variadas, nada impediu o imparável Gabriel Medina (BRA), tricampeão da WSL e campeão mundial júnior da ISA em 2010, que não cometeu um único erro durante todo o evento, vencendo convincentemente todas as baterias em que competiu. Sua vitória, junto com uma medalha de prata da campeã defensora Tatiana Weston-Webb (BRA), contribuiu para um triunfo triplo do Brasil, que levou para casa o campeonato mundial por equipes, bem como as duas vagas olímpicas individuais disponíveis para as equipes mais bem classificadas por gênero. O Brasil terá agora a maior equipe de surfistas nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, com três homens e três mulheres.

Sally Fitzgibbons (AUS) ampliou ainda mais seu próprio recorde como a surfista mais vitoriosa na história da ISA, conquistando sua quinta medalha de ouro sem precedentes (quatro nos Jogos Mundiais de Surfe da ISA e uma no Mundial Júnior da ISA). Mantendo-se na rodada principal até o dia das finais, a surfista de 33 anos caiu na repescagem na última etapa antes da grande final, surfando três baterias no dia, antes de atingir o ápice quando mais importava, destacando ainda mais seu nome nos livros de história e entregando à Austrália uma medalha de bronze por equipes no processo.

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Equipe brasilera leva título por equipes e fica com as duas vagas adicionais em jogo. Foto: Pablo Jimenez

O imparável Gabriel Medina (BRA) conquista sua primeira medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe e garante vaga olímpica para o Brasil

Com Yago Dora (BRA) sendo eliminado na primeira bateria do dia, Gabriel Medina (BRA) precisava de circunstâncias muito específicas para que o Brasil garantisse a vaga olímpica. Na final, isso se tornou ainda mais definitivo; ele precisava vencer, e Ramzi Boukhiam (MAR) precisava ficar em segundo. Qualquer outro cenário e a França ganharia a vaga.

As incríveis performances ao longo da semana dos companheiros de equipe franceses Joan Duru (FRA) e Kauli Vaast (FRA) levaram ambos à final, transformando-a em uma batalha entre surfistas “goofyfoot”. Medina não perdeu tempo em abrir a bateria com um enorme air reverse, finalizado com um ataque à seção final para uma nota de 9.00.

Vaast se manteve ocupado, embora só conseguisse encontrar notas intermediárias. Enquanto isso, Boukhiam utilizou seu surfe poderoso, registrando um 8.17, apoiado por um 7.17 para assumir a liderança na metade da bateria. A cinco minutos do fim, Medina havia conquistado uma apertada liderança, mas Vaast estava encontrando pontuações maiores, ameaçando Boukhiam em segundo lugar. No momento em que o cronômetro soou, no entanto, Medina aumentou sua pontuação total para conquistar a medalha de ouro.

Boukhiam permaneceu em segundo lugar, levando a medalha de prata, Vaast ficou logo atrás, em terceiro, para levar o bronze, Duru em quarto com o cobre, e a tempestade perfeita para o Brasil foi completa. Medina adiciona a medalha de ouro dos Jogos Mundiais de Surfe à medalha de ouro do Mundial Júnior da ISA que conquistou em 2010, aos 16 anos.

“Da maneira como aconteceu, fiquei muito emocionado”, disse Medina. “Porque no meio da bateria, eu estava pensando, talvez eu precise de outra nota, porque o Ramzi pegou duas ondas boas, e eu estava esperando por uma surpresa, sabe, uma surpresa de Deus, porque eu pensava que não tinha como o Kauli ou o Joan não ficarem em segundo. Mas eu estava tipo ‘não importa, eu tenho fé, Deus está guiando, então vamos lá, vamos nos divertir’. Então eu tentei me divertir na bateria, não me preocupar com os outros. Eu sabia da minha luta, não havia nada que eu pudesse fazer além de surfar.”

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Sally Fitzgibbons conquista sua quarta medalha de ouro no ISA Games. Foto: ISA / Pablo Franco.

Quarta medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe para Sally Fitzgibbons (AUS) a coloca em uma categoria própria

As quatro finalistas da categoria feminina tiveram a oportunidade de conquistar uma vaga olímpica para suas nações, embora seus cenários fossem muito mais complicados do que os dos homens. A campeã defensora, Tatiana Weston-Webb (BRA), a medalhista duas vezes, Johanne Defay (FRA), a atleta recentemente classificada para Paris 2024 Nadia Erostarbe (ESP) e a surfista mais vitoriosa na história da ISA, Sally Fitzgibbons (AUS), deram tudo de si, sabendo o que estava em jogo para elas e suas nações.

A intérprete mais consistente da semana, Defay, abriu com uma nota de 6.00, mantendo uma vantagem inicial, mas logo foi ultrapassada por um 6.77 de Weston-Webb, com uma forte combinação de duas manobras, antes de Fitzgibbons conquistar um 6.83 com sua surfagem dinâmica. Um segundo 6.00 de Defay a manteve na liderança, com Fitzgibbons e Weston-Webb inicialmente incapazes de complementar suas notas. Conforme a bateria avançava, Fitzgibbons encontrava um 6.27 para consolidar a liderança e conquistar sua inédita quarta medalha de ouro nos Jogos Mundiais de Surfe.

“Estou incrédula”, disse Fitzgibbons, também a medalhista de ouro do Mundial Júnior da ISA em 2007. “Esse tipo de onda me desafiou durante toda a semana, e eu sabia que precisava continuar me colocando no jogo e apenas tentar passar por todas aquelas baterias e chegar à final. Eu realmente tentei relaxar na minha surfada e procurar algumas dessas seções maiores porque são as mais divertidas, e uma surfada cheia de estilo iria ganhar essa final.”

Com Erostarbe incapaz de encontrar uma pontuação significativa, os resultados de Weston-Webb e Defay determinariam o vencedor do ranking feminino por equipe. Se Defay ficasse em primeiro lugar, a França levaria, se Weston-Webb ficasse em segundo ou terceiro, o Brasil levaria.

Fitzgibbons fez tudo ao seu alcance para conquistar a vaga para sua nação, mas no final estava fora de suas mãos, já que Weston-Webb conquistou a medalha de prata, entregando a vaga ao Brasil.

Defay ficou com a medalha de bronze, Erostarbe com o cobre. Weston-Webb estava radiante por completar o quadro e entregar ao Brasil um total de seis vagas olímpicas.

“Era nosso objetivo vir aqui e conquistar essas duas vagas, e conseguimos”, disse Weston-Webb. “A equipe esteve muito focada durante toda a semana, sempre nos apoiando, e é isso que o Brasil representa.”

O esforço de Fitzgibbons para garantir a vaga adicional para a Austrália, aproximando-os o máximo possível, foi um momento agridoce e orgulhoso.

“Dentro da minha história, tive muitos desses momentos de quase lá”, disse Fitzgibbons. “Eu tento realmente observar o que está acontecendo e fazer tudo o que posso. Ganhar essa medalha de ouro para o meu país, esse momento é agora, e isso é tudo o que eu poderia fazer no meu controle. Eu aprendi a lidar com essas situações e realmente ver a beleza nelas. Há decepção ali, mas do outro lado, eu simplesmente não poderia estar mais animada, e é nisso que me concentro.”

O Presidente da ISA, Fernando Aguerre, disse: “Que dia, semana e campeonato incríveis. Nunca esqueceremos Porto Rico, nunca esqueceremos estes melhores Jogos Mundiais de Surfe de todos os tempos. Voltamos para casa como embaixadores de Porto Rico. Nossa esperança é voltar. Parabéns a todos os atletas, a todas as delegações. Nos vemos em julho em Teahupo’o para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.”

Resultados

Ranking por Equipes

Ouro – Brasil
Prata- França
Bronze – Austrália
Cobre – Espanha

Feminino

Ouro – Sally Fitzgibbons (AUS)
Prata – Tatiana Weston-Webb (BRA)
Bronze – Johanne Defay (FRA)
Cobre – Nadia Erostarbe (ESP)

Masculino

Ouro – Gabriel Medina (BRA)
Prata- Ramzi Boukhiam (MAR)
Bronze – Kauli Vaast (FRA)
Cobre – Joan Duru (FRA)

Nações com vagas olímpicas adicionais

2024 WSG

Feminino – Brasil
Masculino – Brasil

2022 WSG

Feminino – Estados Unidos
Masculino – Japão

Atletas classificados para Paris 2024 pelo ISA Games em Porto Rico

Feminino

Anat Lelior (ISR)
Camilla Kemp (ALE)
Janire Gonzalez-Extabarri (ESP)
Nadia Erostarbe (ESP)
Siqi Yang (CHN)
Sol Aguirre (PER)
Tainá Hinckel (BRA)
Yolanda Sequeira (POR)

Masculino

Alonso Correa (PER)
Andy Criere (ESP)
Joan Duru (FRA)
Ramzi Boukhiam (MAR)
Rio Waida (IND)
Tim Elter (ALE)

Atletas que já estavam classificados

Feminino

Classificadas pelo ISA Games 2023

Saffi Vette (NZL)
Sarah Baum (AFR)
Shino Matsuda (JAP)
Vahine Fierro (FRA)

Classificadas pelo Championship Tour 2023

Feminino

Brisa Hennessy (CRC)
Carissa Moore (EUA)
Caroline Marks (EUA)
Johanne Defay (FRA)
Molly Picklum (AUS)
Tatiana Weston-Webb (BRA)
Teresa Bonvalot (POR)
Tyler Wright (AUS)

Masculino

Classificados pelo ISA Games 2023

Alan Cleland Jr (MEX)
Billy Stairmand (NZL)
Kauli Vaast (FRA)
Reo Inaba (JAP)

Classificadas pelo Championship Tour 2023

Ethan Ewing (AUS)
Filipe Toledo (BRA)
Griffin Colapinto (EUA)
Jack Robinson (AUS)
João Chianca (BRA)
John John Florence (EUA)
Jordy Smith (AFR)
Matthew McGillivray (AFR)
Kanoa Igarashi (JAP)
Leonardo Fioravanti (ITA)

 

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ISA

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por 4 anos

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por mais quatro anos e terá LA28 e a expansão mundial do surfe entre os principais desafios.

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Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

Fernando Aguerre foi reeleito por unanimidade para mais quatro anos como presidente da International Surfing Association (ISA). Divulgação ISA

Fernando Aguerre seguirá por mais quatro anos no comando da International Surfing Association (ISA). O argentino foi reeleito por unanimidade durante a Assembleia Geral Anual da entidade e inicia um novo mandato em um momento importante para o crescimento mundial e olímpico do surfe.

Aguerre ocupa a presidência da ISA desde 1994. Durante esse período, a modalidade passou por uma transformação significativa. Sobretudo, o surfe conquistou espaço no programa olímpico e fez sua estreia nos Jogos de Tóquio 2020. Depois, voltou ao programa em Paris 2024, com a competição realizada nas ondas de Teahupo’o, no Taiti.

Agora, a atenção da entidade se volta para Los Angeles 2028.

LA28 será prioridade no novo mandato

Um dos principais desafios de Fernando Aguerre será conduzir o surfe até sua terceira participação consecutiva nos Jogos Olímpicos. Em LA28, a disputa acontecerá nas ondas de Lower Trestles, na Califórnia.

Além disso, a ISA pretende continuar trabalhando para ampliar a presença da modalidade em diferentes regiões do planeta. Atualmente, a entidade reúne 120 federações nacionais.

A entrada do Zimbábue, aprovada durante a Assembleia Geral, fez a organização atingir essa marca. Portanto, a expansão internacional continuará entre as prioridades do próximo ciclo.

“O surfe olímpico já foi um sonho impossível, mas juntos tornamos esse sonho realidade”, destacou Aguerre ao comentar sua reeleição.

O dirigente também citou Brisbane 2032. Dessa forma, a ISA já olha além dos próximos Jogos e pretende fortalecer a posição do surfe dentro do Movimento Olímpico.

Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

À frente da ISA desde 1994, Fernando Aguerre teve papel decisivo no processo que levou o surfe aos Jogos Olímpicos. Divulgação ISA

ISA também define nomes do Comitê Executivo

A Assembleia Geral também confirmou outros nomes importantes da administração da entidade. Jean-Luc Arassus, da França, e Barbara Kendall, da Nova Zelândia, foram reeleitos vice-presidentes.

Por outro lado, Afridun Amu, do Afeganistão, foi eleito membro regular do Comitê Executivo da ISA.

Além das eleições, a reunião abordou diferentes áreas de desenvolvimento da entidade. Entre os temas discutidos estavam formação de atletas, antidoping, para surfe, sustentabilidade, proteção dos atletas e apoio às federações nacionais.

Igualdade de gênero ganha destaque

A ISA também apresentou dados relacionados à participação feminina na administração do surfe. Segundo a entidade, 88% das federações filiadas possuem pelo menos uma mulher em posição de liderança.

Além disso, 66% das federações participam de iniciativas voltadas à igualdade de gênero. Ao mesmo tempo, 13 mulheres ocupam atualmente cargos de presidente, CEO ou diretora-executiva nas organizações nacionais ligadas à ISA.

Outro projeto destacado foi o Women’s Judging Program. A iniciativa busca aumentar a participação feminina nos painéis de julgamento e terá uma nova edição durante o ISA World Junior Surfing Championship de 2026, em El Salvador.

Aguerre projeta novo capítulo para o surfe mundial

Após ser reeleito, Fernando Aguerre agradeceu a confiança da comunidade internacional do surfe. O dirigente também reforçou que considera o esporte muito mais do que uma competição.

Para ele, o surfe representa uma cultura e uma forma de conexão com a natureza. Por isso, a ISA pretende combinar o crescimento competitivo da modalidade com iniciativas ambientais, sociais e de desenvolvimento.

Assim, Aguerre inicia mais quatro anos à frente da entidade que governa o surfe mundial. Depois de ajudar a transformar em realidade o antigo objetivo de levar o esporte aos Jogos Olímpicos, o argentino terá agora a missão de fortalecer esse legado e ampliar ainda mais o alcance global do surfe.

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Competições

Surfing Champions Trophy 2026 agita as Ilhas Maldivas

Surfing Champions Trophy 2026 reúne seis atletas nas Maldivas, com disputas em três tipos de prancha entre 4 e 11 de setembro.

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Four Seasons Surfing Champions Trophy 2023, Sultan´s, Maldivas. Foto: Divulgação Four Seasons

O cenário paradisíaco de Sultans, nas Maldivas, recebe o Surfing Champions Trophy 2026 entre os dias 4 e 11 de setembro. Foto: Divulgação Four Seasons

O Surfing Champions Trophy 2026 está pronto para transformar as águas cristalinas das Ilhas Maldivas em um palco de técnica, criatividade e adaptação. Entre os dias 4 e 11 de setembro, seis surfistas convidados disputarão a 14ª edição do torneio em Sultans, uma das ondas de direita mais conhecidas do Atol de Malé Norte.

A competição será realizada nas proximidades do Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa. Além disso, o período de espera de oito dias permitirá que os organizadores escolham as melhores condições antes de liberar os atletas para o mar.

Seis surfistas e três tipos de prancha

Mason Ho, Caio Ibelli, Bede Durbidge, Felicity Palmateer, Travis Logie e o surfista maldivo Ahmed Hishaam formam o grupo de competidores. Embora tenham trajetórias bastante diferentes, todos precisarão demonstrar versatilidade para conquistar o título.

Mason Ho, por exemplo, é conhecido por seu estilo instintivo e imprevisível. Já o brasileiro Caio Ibelli, ex-número 8 do mundo, voltará a vestir a lycra de competição três anos após sua última bateria no Championship Tour.

Por outro lado, Bede Durbidge deixará temporariamente sua função de treinador para retornar às disputas. Felicity Palmateer levará ao evento sua experiência em competições, ondas grandes e comunicação. Enquanto isso, Travis Logie retorna ao torneio dez anos depois de sua primeira participação. Finalmente, Ahmed Hishaam contará com uma vantagem especial: o conhecimento adquirido durante uma vida inteira surfando nas águas locais.

Formato exige adaptação dos atletas no Surfing Champions Trophy 2026

O grande diferencial do Surfing Champions Trophy 2026 está no uso de três tipos de prancha. Inicialmente, os atletas competirão com modelos single fin, equipados com uma única quilha. Depois, enfrentarão a divisão twin fin, que utiliza duas quilhas. Por fim, chegarão às modernas pranchas thruster, com três quilhas.

Cada equipamento muda a velocidade, o tempo dos movimentos e as linhas escolhidas na onda. Portanto, dominar apenas uma prancha não será suficiente. O campeão precisará ajustar sua técnica ao longo de todas as fases.

Esse formato valoriza a capacidade de adaptação e, ao mesmo tempo, celebra diferentes períodos da evolução do surfe. Desde sua estreia, em 2011, o evento já recebeu nomes como Kelly Slater, Carissa Moore, Taj Burrow, Joel Parkinson, Rob Machado, Maya Gabeira e Mark Occhilupo.

Caio Ibelli, Austrália

O brasileiro Caio Ibelli está entre os seis surfistas convidados para disputar o Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Arquivo pessoal

Ondas de Sultans favorecem o espetáculo

As condições recentes no Oceano Índico aumentam a expectativa para o campeonato. Uma sequência consistente de ondulações manteve o Atol de Malé Norte ativo nas últimas semanas. Assim, o cenário é promissor para o início do período de espera.

Sultans oferece paredes longas e abertas, ideais para explorar as características de cada prancha. Consequentemente, os competidores poderão apresentar linhas clássicas com as single fins, velocidade com as twin fins e manobras mais modernas com as thrusters.

Em 2025, Michel Bourez conquistou o título geral após retornar de uma lesão. Além da vitória, o taitiano conseguiu a única nota 10 perfeita daquela edição. Agora, seis novos competidores terão a oportunidade de escrever seu nome na história do torneio.

Com grandes atletas, um formato único e uma das paisagens mais impressionantes do planeta, o Surfing Champions Trophy 2026 promete uma semana inesquecível. As pranchas estão prontas, os surfistas estão chegando e o Oceano Índico prepara o último elemento necessário: as ondas.

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Competições

Ryan Kainalo vence em Pantín e sobe para 3º no CS

Ryan Kainalo vence o QS 6000 de Pantín, soma 6.000 pontos e salta para 3º no Challenger Series. Ian Gouveia também avança no ranking.

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Ryan Kainalo Carry Up 26Pantin 3066 Masurel

Ryan Kainalo conquistou em Pantín a maior vitória de sua carreira. Foto: WSL / Laurent Masurel

Ryan Kainalo conquistou neste domingo (30) a maior vitória de sua carreira. O brasileiro de 20 anos venceu o ABANCA Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, primeiro QS 6000 Internacional da temporada. Além do título, o resultado provocou uma grande mudança na situação do surfista na corrida pela elite mundial.

Com os 6.000 pontos conquistados em Pantín, Ryan subiu 15 posições. Dessa forma, o brasileiro agora aparece em terceiro lugar no ranking masculino do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Além disso, o resultado na Espanha reforçou a presença brasileira entre os primeiros colocados. Atualmente, o Brasil tem três surfistas no Top 5 e cinco entre os dez melhores do ranking.

Ryan Kainalo decide título nos minutos finais

Ryan foi um dos grandes destaques da semana em Pantín. Durante a competição, o brasileiro apresentou um surfe agressivo, com fortes manobras de borda e aéreos.

Na decisão, Ryan enfrentou o australiano Kobi Clements. O brasileiro começou bem e conseguiu 7,17. No entanto, Clements respondeu com 8,67 e assumiu a liderança.

Com isso, Ryan chegou aos dois minutos finais precisando de 6,68 para virar a bateria.

Na última oportunidade, o brasileiro começou a onda com um carve. Em seguida, encontrou uma seção e completou uma rotação aérea.

A nota foi 6,77. Assim, Ryan assumiu a liderança e garantiu o título por apenas 0,10 ponto: 13,94 a 13,84.

“É a maior vitória da minha carreira. Com esses pontos indo para o ranking do Challenger Series, agora estou no jogo”, afirmou Ryan após a conquista.

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Ryan somou 6.000 pontos com o título do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro. Foto: WSL / Laurent Masurel

Vitória leva Ryan ao Top 3 do Challenger Series

O troféu foi importante, mas os 6.000 pontos conquistados na Espanha também tiveram impacto direto na temporada de Ryan Kainalo.

Antes de Pantín, o brasileiro ocupava a 18ª colocação. Depois da vitória, ganhou 15 posições e chegou ao terceiro lugar do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Dessa maneira, Ryan aparece atrás apenas dos norte-americanos Jake Marshall e Cole Houshmand.

Os pontos conquistados no QS Internacional já estão incorporados ao total apresentado no ranking do Challenger Series. No entanto, a classificação consultada após o evento ainda não mostra essa pontuação separadamente na coluna “Intl QS”.

No caso de Ryan, a conta permite identificar a inclusão do resultado. O brasileiro tinha 4.745 e 250 pontos referentes aos dois primeiros eventos. Agora, com os 6.000 conquistados em Pantín, o total chega exatamente aos 10.995 pontos apresentados na classificação.

Portanto, embora a coluna específica ainda não mostre os 6.000 pontos, o resultado de Pantín já está considerado no total de Ryan.

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Pódio do QS 6000 Internacional de Pantín. Foto: WSL / Laurent Masurel

Brasil coloca três surfistas no Top 5

Ian Gouveia também saiu fortalecido da etapa espanhola. O brasileiro chegou às semifinais e, consequentemente, ganhou posições importantes na classificação.

Ian subiu cinco lugares e agora ocupa a quinta posição do Challenger Series, com 10.105 pontos.

Curiosamente, sua campanha terminou justamente diante de Ryan Kainalo. Os dois brasileiros se enfrentaram na semifinal, e Ryan venceu por 14,03 a 5,57.

Com a atualização após Pantín, o Brasil passou a ter três representantes entre os cinco primeiros colocados:

3º Ryan Kainalo – 10.995 pontos
4º Wesley Dantas – 10.180 pontos
5º Ian Gouveia – 10.105 pontos

Além deles, Deivid Silva aparece na sétima posição, com 9.025 pontos. Mateus Herdy, por sua vez, ocupa o décimo lugar, com 8.065.

Assim, o Brasil tem cinco representantes entre os dez primeiros colocados do Challenger Series masculino.

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Ian Gouveia chegou às semifinais em Pantín e subiu para o quinto lugar no Challenger Series. Foto: WSL / Laurent Masurel

Sierra Kerr vence no feminino

No feminino, Sierra Kerr confirmou a grande fase. A australiana derrotou a portuguesa Maria Salgado por 13,10 a 5,17 na decisão. Com isso, Sierra também conquistou os 6.000 pontos de Pantín.

A australiana já liderava o Challenger Series. Além disso, vinha da vitória no US Open of Surfing, seu primeiro título no circuito.

Agora, com o resultado na Espanha, Sierra chegou a 20.745 pontos e fortaleceu ainda mais sua campanha na corrida pelo Championship Tour.

Antes da final, Sierra também protagonizou uma das melhores baterias do dia. Na semifinal, por exemplo, a australiana derrotou a norte-americana Eden Walla por 15,00 a 13,20.

Resultados do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro

Masculino

Final

Ryan Kainalo (BRA) 13,94 x 13,84 Kobi Clements (AUS)

Semifinais

1 Ryan Kainalo (BRA) 14,03 x 5,57 Ian Gouveia (BRA)
2 Kobi Clements (AUS) 13,90 x 13,34 Jorgann Couzinet (FRA)

Quartas de final

1 Ryan Kainalo (BRA) 11,57 x 9,23 Levi Slawson (EUA)
2 Ian Gouveia (BRA) 14,94 x 13,67 Eden Hasson (AUS)
3 Kobi Clements (AUS) 13,13 x 8,04 Hans Odriozola (ALE)
4 Jorgann Couzinet (FRA) 14,84 x 9,93 Caleb Tancred (AUS)

Feminino

Final

Sierra Kerr (AUS) 13,10 x 5,17 Maria Salgado (POR)

Semifinais

1 Maria Salgado (POR) 12,16 x 9,27 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS)
2 Sierra Kerr (AUS) 15,00 x 13,20 Eden Walla (EUA)

Quartas de final

1 Maria Salgado (POR) 12,50 x 8,40 Carla Morera De La Vall (ESP)
2 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS) 11,66 x 9,77 Nanaho Tsuzuki (JAP)
3 Eden Walla (EUA) 11,83 x 11,00 India Robinson (AUS)
4 Sierra Kerr (AUS) 13,83 x 8,97 Anon Matsuoka (JAP)

Próximo QS 6000 será em Portugal

Por fim, os competidores terão pouco tempo para descanso. O segundo QS 6000 Internacional da temporada acontece em Matosinhos, Portugal, entre 1º e 6 de setembro.

A etapa será mais uma oportunidade para somar pontos importantes na corrida pelo Championship Tour. Por isso, o evento ganha peso especial para os brasileiros que já aparecem nas primeiras posições.

Ryan Kainalo chega a Portugal em uma situação completamente diferente daquela que tinha antes de Pantín. Afinal, o brasileiro saiu do 18º lugar, conquistou a maior vitória de sua carreira e agora ocupa a terceira posição do Challenger Series.

Ian Gouveia também chega fortalecido. Além disso, com cinco brasileiros atualmente no Top 10, a disputa pelas vagas na elite mundial ganha ainda mais importância para o surf brasileiro nas próximas etapas.

Em suma, Pantín mudou significativamente o cenário do Challenger Series para Ryan Kainalo. O brasileiro chegou à Espanha em 18º, saiu como campeão e segue para Portugal ocupando o Top 3 da corrida pela elite.

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