Conecte-se conosco
Imagem do ChatGPT 8 de out. de 2026, 13 48 41

Notícias

Tânio Barreto relembra Peterson Rosa e a raça do Bronco

Peterson Rosa é lembrado por Tânio Barreto em histórias de raça, viagens e bastidores que marcaram uma geração do surfe brasileiro.

Publicado

em

peterson rosa

Peterson Rosa, o Bronco, aparece em uma das histórias contadas por Tânio Barreto no Fala Papah!

Peterson Rosa aparece em uma das histórias mais divertidas contadas por Tânio Barreto no Fala Papah!. Ao recordar o início da carreira internacional, o campeão brasileiro relembrou uma viagem à Ilha Reunião ao lado do Bronco e de Marco Polo. Além da confusão vivida durante uma competição, Tânio explicou por que a determinação de Peterson marcou sua formação como atleta.

A lembrança surgiu durante uma comparação entre diferentes gerações do surfe brasileiro. Segundo Tânio, os brasileiros encontravam um ambiente muito mais hostil no circuito internacional naquela época. Hoje, por outro lado, nomes como Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora, Filipe Toledo e Adriano de Souza ajudaram a mudar essa realidade.

Peterson Rosa na viagem à Ilha Reunião

Tânio contou que viajou para a Ilha Reunião com Peterson Rosa e Marco Polo. Durante a competição, ele precisou passar pelas fases preliminares antes de chegar ao evento principal.

Em uma das baterias, restava aproximadamente um minuto quando Tânio precisava de uma nota próxima de 9,50. Então, ao perceber uma série entrando no point break de esquerda, começou a remar de volta para o pico.

Segundo o relato, a movimentação provocou reclamações e xingamentos. Mesmo assim, Tânio seguiu para a série e conseguiu pegar a onda. Ele afirma que recebeu 9,80 e virou a bateria.

Entretanto, o resultado criou um problema fora da água. Tânio contou que algumas pessoas na praia ficaram irritadas e, por isso, decidiu correr de volta para o local onde estava hospedado.

Foi justamente nesse momento que Peterson Rosa entrou no centro da história.

“Meu irmão, os caras querem me dar porrada”, contou Tânio ao relembrar o que disse ao amigo.

A resposta do Bronco foi imediata.

“Tu vai voltar para lá, senão tu vai apanhar é aqui”, recordou Tânio, entre risadas.

“O Bronco era bronco”

A resenha, porém, vai além da ameaça bem-humorada. Tânio explicou que gostava de viajar com Peterson justamente pela personalidade intensa do paranaense.

“O Bronco era bronco”, resumiu.

Segundo Tânio, Peterson cobrava muito dos surfistas mais jovens que estavam ao seu redor. Além disso, aquela postura ajudava o grupo a enfrentar situações que poderiam intimidar atletas ainda pouco acostumados ao circuito internacional.

Tânio contou que chegou assustado depois da confusão na Ilha Reunião. Peterson, no entanto, não permitiu que ele simplesmente permanecesse escondido no quarto. Assim, a situação acabou se tornando uma das lembranças que simbolizam a influência do Bronco naquela fase de sua carreira.

“Então a gente ganhava aquela raça também dele e isso me ajudou muito”, afirmou.

Peterson Rosa como referência de competitividade

Ao falar sobre Peterson Rosa, Tânio também destacou uma característica que considerava fundamental: a capacidade de competir.

Na avaliação do alagoano, existiam surfistas tecnicamente melhores no circuito mundial. Peterson, entretanto, conseguia vencer com as características que possuía. Para Tânio, isso representava determinação e raça.

A convivência em Florianópolis reforçou essa impressão. Tânio relembrou sessões em que Peterson entrava no mar em condições grandes enquanto outros surfistas ainda avaliavam se deveriam enfrentar as ondas.

Com isso, o Bronco também ajudava a aumentar a confiança dos atletas mais novos. Marco Polo foi outro nome citado por Tânio ao recordar aquela turma acostumada a surfar em condições pesadas.

A história mostra um lado da formação dos surfistas brasileiros que vai além de treinamento, técnica e resultados. Naquela geração, viajar com atletas mais experientes também significava aprender a lidar com pressão, localismo, ondas grandes e situações inesperadas fora da água.

História de Peterson Rosa está no Fala Papah!

O relato faz parte do episódio de Tânio Barreto no Fala Papah!, no qual o ex-competidor também relembra Kelly Slater, Andy Irons, Joel Parkinson, Léo Neves, Adriano de Souza e outros personagens de sua trajetória.

A AOS Mídia reuniu outros momentos da entrevista na matéria Tânio Barreto relembra Slater, Andy Irons, tretas e bastidores do surfe.

Além disso, Peterson também aparece entre os personagens lembrados por outros surfistas da mesma geração. No episódio com Christiano Spirro, por exemplo, histórias de Andy Irons, Kelly Slater, Shane Dorian e vários brasileiros ajudam a reconstruir aquele período do circuito. A entrevista está na matéria Christiano Spirro relembra histórias com lendas do surfe.

Já o corte específico sobre Peterson Rosa pode ser assistido no canal do Fala Papah! no YouTube. Nele, Tânio conta a história da Ilha Reunião e explica por que a convivência com o Bronco deixou marcas positivas em sua formação.

Por fim, a lembrança ajuda a entender o significado do apelido que acompanhou Peterson durante a carreira. Para Tânio Barreto, o “Bronco” representava justamente aquela combinação de intensidade, coragem, competitividade e disposição para enfrentar situações difíceis.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Competições

Alejo Muniz prepara nova fase fora das competições

Alejo Muniz inicia nova fase na gestão de atletas após anunciar sua despedida da WSL e se preparar para uma carreira fora das baterias.

Publicado

em

Por

Alejo Muniz prepara nova fase na gestão de atletas após confirmar aposentadoria das competições profissionais


Alejo Muniz prepara uma nova fase profissional após confirmar que vai encerrar a carreira nas competições. Foto: Reprodução AOS Mídia

Alejo Muniz já definiu um dos caminhos que pretende seguir depois de encerrar a carreira competitiva. O surfista vai atuar na gestão de atletas e se tornará sócio da Outside Sports. Além disso, ele já começou a se preparar para a nova função, que pretende unir sua experiência de mais de duas décadas no surfe profissional ao interesse por negócios, contratos e desenvolvimento de carreiras.

No início de 2026, Alejo anunciou que este seria seu último ano como competidor profissional. Agora, ele confirmou à AOS Mídia que a aposentadoria será geral e que não pretende seguir disputando competições profissionais. Pipeline deve marcar sua despedida das baterias.

O anúncio da aposentadoria havia sido feito em fevereiro. Desde então, Alejo passou a avaliar qual caminho seguiria depois de deixar o circuito competitivo.

Alejo Muniz durante competição profissional antes de anunciar aposentadoria


Depois de mais de duas décadas nas competições, Alejo Muniz prepara a transição para a gestão de atletas. Foto: WSL / Emma Sharon

Alejo Muniz explica como surgiu a nova fase

A possibilidade de trabalhar diretamente com gestão de atletas ganhou força durante a etapa de Saquarema. Na ocasião, Alejo conversou com Felipe Freitas, fundador da Outside Sports, sobre os planos para depois da aposentadoria.

Felipe conhece Alejo há mais de 20 anos por suas trajetórias dentro do surfe. Antes de atuar na gestão de atletas e na produção de eventos, também teve experiência como competidor e realizou viagens ligadas ao esporte. Desde 2008, trabalha diretamente com surfistas.

Naquele momento, porém, Alejo ainda não sabia exatamente o que faria no ano seguinte.

“Quando decidi que esse seria meu último ano, ainda não tinha definido o que faria no ano seguinte”, contou Alejo.

Entretanto, havia uma área que já despertava seu interesse. O surfista revelou que sempre gostou da parte de negócios, contratos e negociações. Além disso, segundo ele, nos últimos seis ou sete anos vinha cuidando da própria carreira sem empresário.

Foi durante essas conversas que surgiu o convite para Alejo se tornar sócio da Outside Sports.

“Na hora que ele falou isso, foi como uma luz no fim do túnel”, afirmou.

Alejo Muniz em Pipeline antes da despedida das competições profissionais


Pipeline deve marcar a despedida de Alejo Muniz das competições profissionais. Foto: WSL / Bielmann

Três pontos pesaram na decisão de Alejo Muniz

Segundo o surfista, três fatores foram fundamentais para aceitar o novo desafio. O primeiro é a possibilidade de continuar trabalhando diretamente com o surfe, esporte que marcou toda a sua vida profissional.

O segundo ponto envolve justamente a área de negócios. Alejo pretende trabalhar com contratos, reuniões, negociações e relacionamento com atletas e empresas. Dessa forma, ele inicia uma atividade que não depende de seu rendimento físico e que poderá desenvolver por muitos anos.

Por fim, o terceiro fator está ligado a uma realização pessoal e à possibilidade de devolver ao esporte parte do que recebeu durante a carreira.

“Quero devolver ao esporte tudo o que o surfe me proporcionou. Acho que vai ser uma gratidão muito grande conseguir um patrocínio para algum atleta e ajudá-lo a correr atrás do seu sonho”, explicou.

A experiência acumulada dentro das competições também será uma das ferramentas dessa nova fase. Ao longo da carreira, Alejo viveu diferentes momentos no circuito internacional e voltou à elite da WSL depois de anos buscando novamente uma vaga entre os principais nomes do mundo.

A AOS Mídia acompanhou, por exemplo, sua participação em Pipeline na temporada de 2025. Relembre a participação de Alejo Muniz em Pipeline pela AOS Mídia.

Alejo Muniz durante competição antes de iniciar nova fase na gestão esportiva


Além da experiência no circuito, Alejo Muniz buscará formação específica para a nova carreira no mercado esportivo. Foto: WSL / Emma Sharon

Alejo Muniz busca formação para a nova carreira

A preparação para a nova função não ficará restrita à experiência adquirida como atleta. Em novembro, Alejo fará em São Paulo o Sport Business Experience: Estratégias que Movem o Jogo, curso presencial promovido pela ESPM em parceria com a Máquina do Esporte.

A formação começa em 9 de novembro e tem carga horária de 18 horas. Entre os temas estão marketing esportivo, gestão de atletas, construção de imagem, posicionamento, negócios no esporte e estratégias utilizadas no mercado esportivo.

Com isso, Alejo pretende combinar o conhecimento adquirido durante anos no circuito profissional com uma preparação específica para a nova carreira fora das competições.

Veja as informações oficiais do Sport Business Experience na ESPM.

Outside passa por mudanças

A chegada de Alejo acontece em meio a outras mudanças na estrutura da Outside Sports. Atualmente, a agência trabalha com nomes como Luana Silva e Ian Gouveia. No caso de Ian, a parceria já passa de dez anos.

Além disso, Gustavo Goldmann passa a atuar em projetos e eventos e também dará suporte às áreas de branding, social media e marketing dos atletas. O profissional já trabalhou com marketing esportivo de marcas como Hurley e Billabong no Brasil.

Outra novidade é Rafael Ribeiro, responsável por uma frente voltada à performance. A proposta inclui o suporte aos atletas e também o trabalho com praticantes de esportes de prancha interessados em melhorar rendimento e preparação para desafios esportivos.

Um projeto-piloto dessa nova área já está sendo desenvolvido com Ian Gouveia.

Último capítulo nas competições

Alejo, entretanto, ainda tem um capítulo importante pela frente antes de concentrar suas energias na nova função. Pipeline deve marcar sua despedida das competições profissionais.

Depois de mais de duas décadas vivendo baterias, viagens e disputas no circuito, o catarinense encerra a carreira competitiva para iniciar uma nova etapa dentro do mesmo esporte.

“O que eu espero dessa nova fase é muito trabalho e muitas conquistas. Acho que é uma área de que vou gostar bastante e espero crescer muito”, afirmou Alejo.

O surfista também pretende usar a experiência acumulada para ajudar atletas que já estão no esporte e, principalmente, as próximas gerações.

Depois de Pipeline, portanto, começa outra carreira. O cenário continua sendo o surfe, mas a função será diferente.

Continue Lendo

Brasil

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos e deixa legado no surfe brasileiro

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos. Relembre a Necrose Social, o estilo radical, histórias na Bahia e confira os detalhes da despedida no Rio.

Publicado

em

Por

Dadá Figueiredo, lenda do surfe brasileiro que morreu aos 61 anos

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos.

Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos, no sábado (24), deixando uma marca profunda na história do surfe brasileiro. O carioca Dávio Correia de Figueiredo estava internado com pneumonia. Entretanto, não houve divulgação oficial de um laudo detalhando a causa da morte.

Reconhecido como um dos surfistas mais revolucionários dos anos 1980, Dadá ganhou notoriedade pelas manobras inovadoras, pelo comportamento contestador e por sua ligação com o movimento punk. Além disso, inspirou diferentes gerações com uma abordagem radical que desafiava os padrões das competições.

Por sua vez, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) lamentou a morte do ex-atleta. Em comunicado, a entidade destacou sua autenticidade, a radicalidade nas ondas e a contribuição para transformar a cultura do esporte.

Dadá Figueiredo executa manobra radical e demonstra seu estilo inovador no surfe

Dadá Figueiredo marcou a história do surfe brasileiro com manobras inovadoras, estilo agressivo e uma radicalidade à frente de seu tempo.

Um revolucionário à frente do seu tempo

Nascido em 4 de março de 1965, no Rio de Janeiro, Dadá Figueiredo cresceu surfando nas ondas cariocas. Desde cedo, demonstrou criatividade e uma maneira própria de interpretar as ondas.

Enquanto grande parte dos competidores seguia linhas tradicionais, Dadá incorporava movimentos inspirados no skate. Dessa forma, seus laybacks, batidas verticais, rasgadas e mudanças bruscas de direção surpreendiam o público.

Entretanto, a inovação nem sempre encontrava reconhecimento entre os juízes. Isso porque muitas de suas manobras eram consideradas avançadas demais para os critérios de julgamento daquele período.

Apesar disso, conquistou resultados importantes. Em 1989, foi campeão carioca e venceu o Sea Club Final Heat, em Saquarema. Posteriormente, em 1992, recebeu o reconhecimento de surfista mais hardcore do Brasil. No ano seguinte, foi eleito o melhor freesurfer do país pelos leitores da revista Fluir.

Mais do que os troféus, porém, sua principal contribuição foi ajudar a abrir caminho para o surfe progressivo. Assim, tornou-se uma referência para atletas que buscavam novas maneiras de executar manobras.

Dadá Figueiredo, criador da Necrose Social e ícone da cultura punk no surfe

Criador da Necrose Social, Dadá levou sua personalidade irreverente e a influência do punk rock para dentro e fora d’água.

Necrose Social: a rebeldia também fora d’água

A personalidade contestadora de Dadá ultrapassou os limites das praias e dos campeonatos. Afinal, sua maneira de viver também refletia o desejo de romper padrões.

Ligado ao punk rock, o surfista tocou baixo na banda Os Normais e adotou uma postura crítica em relação às convenções do esporte.

Além disso, criou a marca Anti-Fashion em parceria com o shaper Eduardo Crivella. Posteriormente, lançou a Necrose Social, nome que se tornou um símbolo de sua identidade irreverente.

A Necrose Social esteve associada à fabricação de pranchas e ao universo da moda alternativa. Portanto, representava muito mais do que uma iniciativa comercial: traduzia sua maneira independente de viver o surfe.

Em março de 1994, o jornalista Alceu Toledo Júnior publicou na Folha de S.Paulo uma reportagem sobre a decisão de Dadá de priorizar o freesurfe.

Na ocasião, o surfista declarou:

Estava cansado de ter de competir em lugares com ondas ruins.

Com um novo contrato de patrocínio, Dadá pretendia viajar em busca de ondas, fabricar suas pranchas Necrose Social e dedicar mais tempo à música. Dessa maneira, buscava conciliar o surfe com outros interesses pessoais.

Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro nos anos 1980 e 1990

Ícone do surfe nacional nos anos 1980 e 1990, Dadá Figueiredo influenciou gerações com sua criatividade e seu estilo inconfundível.

Uma final histórica contra Picuruta Salazar

Entre os episódios mais emblemáticos de sua carreira está a final contra Picuruta Salazar, realizada em maio de 1988, em Pitangueiras, no Guarujá.

A disputa terminou com vitória de Picuruta por 3 votos a 2. Entretanto, o resultado provocou discussões entre surfistas, jornalistas e torcedores.

Anos depois, Alceu Toledo Júnior, que acompanhou a bateria diretamente da areia, revisitou aquele confronto em uma reportagem publicada no Waves, em março de 2023.

Amigo dos dois competidores, Alceu relatou que continuava dividido sobre o julgamento, mesmo décadas depois. Para ele, o empate teria sido uma decisão justa diante das apresentações dos finalistas.

Dessa forma, aquela bateria simbolizou uma fase de transformação do surfe nacional. Naquele período, estilos diferentes disputavam não apenas títulos, mas também o reconhecimento de novas possibilidades técnicas.

Dadá Figueiredo também fez história na Bahia

A ligação de Dadá com o público baiano rendeu episódios memoráveis. Inclusive, sua passagem por Salvador deixou lembranças que continuam vivas entre jornalistas e torcedores.

No fim dos anos 1980, o surfista participou do Fico Surf Festival, realizado na Praia de Stella Maris, em Salvador.

Na edição de 1989, disputada entre 10 e 15 de outubro, Dadá chegou às quartas de final e terminou na quinta colocação. Na ocasião, Pedro Müller conquistou o título daquela etapa do Circuito Brasileiro.

Entretanto, o resultado esportivo não foi o único destaque de sua passagem pela Bahia.

O jornalista Alceu Toledo Júnior, que também nos deixou em 2026, costumava contar ao jornalista Ader Oliveira, da AOS Mídia, uma história envolvendo Dadá e a torcida do Fico Surf Festival.

Segundo a lembrança de Alceu, durante uma das edições do campeonato, o carioca saiu da praia carregado pelo público, que gritava:

“Dadá é nosso rei!”

Embora ainda não tenha sido possível estabelecer com segurança em qual edição ocorreu o episódio, a história demonstra a popularidade do surfista entre os torcedores.

Além disso, revela como Dadá conseguia conquistar o público independentemente dos resultados das competições.

Uma vida de desafios, superação e recomeços

Fora d’água, Dadá também enfrentou períodos difíceis. Sua trajetória, portanto, não foi marcada apenas pelas conquistas esportivas.

Ao longo da vida, enfrentou problemas com álcool e drogas, além de episódios de violência que interromperam momentos importantes da carreira.

Posteriormente, com o apoio da família e da religião, conseguiu reconstruir sua vida. Tornou-se pastor evangélico e passou a compartilhar publicamente sua experiência de recuperação.

Além disso, dedicou-se à fabricação de pranchas e à formação de novos surfistas, desenvolvendo atividades na Barra da Tijuca.

Sua história inspirou o documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, dirigido por Raphael Erichsen.

Produzido em 2014, o filme chegou à Netflix em 2017 e reuniu imagens históricas e depoimentos de pessoas que acompanharam sua trajetória. Entre elas, estavam Alceu Toledo Júnior, Ricardo Bocão e outros personagens do surfe brasileiro.

O legado continua com os filhos

Dadá Figueiredo deixa três filhos, entre eles Dávio Figueiredo, que também construiu sua trajetória no surfe.

Em 2008, Dávio conquistou o título carioca de sua categoria, aos 12 anos. Na ocasião, uma reportagem do ge registrou o orgulho do pai, que acompanhou a premiação e abraçou o filho no pódio.

Além disso, a relação entre os dois foi documentada em sessões de freesurfe. Dessa maneira, pai e filho compartilharam uma história familiar profundamente ligada ao oceano.

Imagens recentes mostram Dadá ainda radical nas ondas

Mesmo décadas depois de revolucionar o surfe brasileiro, Dadá continuava impressionando com suas manobras.

Nos últimos anos, o cinegrafista Eugênio Schuck Sarmento, amigo do surfista e responsável pelo canal Dia Livre, produziu diferentes registros de suas sessões no litoral carioca.

Em abril de 2025, por exemplo, Eugênio filmou Dadá testando uma prancha No Control nas ondas da Barra da Tijuca. As imagens mostram o veterano mantendo seu estilo agressivo e a mesma disposição para atacar as ondas.

Como homenagem, a AOS Mídia reuniu alguns desses registros em um vídeo especial, com imagens de Eugênio Sarmento e edição própria.

Assista à homenagem da AOS Mídia a Dadá Figueiredo

Imagens: Eugênio Sarmento / Dia Livre. Edição: AOS Mídia.

Velório e cremação de Dadá Figueiredo

A última despedida de Dadá Figueiredo está marcada para terça-feira, 27 de outubro de 2026, no Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado de despedida divulgado com os detalhes da cerimônia, o velório terá início às 10h, na capela D do Cemitério e Crematório da Penitência, no bairro do Caju.

Em seguida, a cremação está prevista para 12h, no mesmo complexo funerário.

Local: Cemitério e Crematório da Penitência
Endereço: Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, Caju, Rio de Janeiro (RJ)
Data: terça-feira, 27 de outubro
Velório: 10h, capela D
Cremação: 12h

Assim, a despedida encerra a trajetória de um dos personagens mais originais da história do surfe brasileiro.

Dadá Figueiredo não foi apenas um competidor de destaque. Acima de tudo, foi um pioneiro que questionou padrões, levou o punk para dentro do universo do surfe e ajudou a transformar a maneira de executar manobras.

Por isso, sua ousadia, criatividade e autenticidade permanecerão como referência para diferentes gerações.

Valeu, Dadá!

Continue Lendo

Competições

Gabriel Medina é vice em Portugal; Griffin Colapinto faz história

Gabriel Medina em Portugal é vice após duelo com Griffin Colapinto. Molly Picklum vence no feminino e assume a liderança do ranking.

Publicado

em

Por

Gabriel Medina 26PortugalCT QUA1958 Damien Poullenot

Gabriel Medina conquistou o vice-campeonato em Supertubos após uma final emocionante contra Griffin Colapinto. Foto: Damien Poullenot/WSL.

Gabriel Medina em Portugal voltou a mostrar sua habilidade nos tubos de Supertubos, em Peniche. Na sexta-feira (23), o tricampeão mundial conquistou o vice-campeonato da décima etapa do Championship Tour 2026. Entretanto, Griffin Colapinto levou a melhor em uma final emocionante e venceu por 17,60 a 16,77 pontos.

Com ondas de 6 a 8 pés, Supertubos proporcionou um espetáculo diante de milhares de torcedores. Além disso, outros dois brasileiros chegaram às semifinais: Italo Ferreira e Yago Dora.

Enquanto isso, no feminino, Molly Picklum derrotou Caitlin Simmers e assumiu a liderança do ranking mundial.

Griffin Colapinto 26PortugalCT MGS00319 Manel Geada

Griffin Colapinto conquistou seu terceiro título em Portugal e fez história na etapa de Peniche. Foto: Manel Geada /WSL.

Gabriel Medina em Portugal protagoniza final emocionante

A decisão masculina teve tubos profundos e constantes trocas de liderança. Medina começou melhor, mas Griffin Colapinto reagiu com uma onda de 8,17 pontos.

O brasileiro respondeu em grande estilo. Primeiro, conseguiu 8,57 pontos. Em seguida, arrancou 8,20 e chegou a 16,77 no somatório. Dessa forma, colocou o adversário em uma situação complicada.

No entanto, Colapinto encontrou a onda decisiva. O americano desapareceu dentro de um tubo em Supertubos e saiu sob os aplausos do público. Como resultado, recebeu 9,43 pontos e garantiu a virada.

Com a vitória por 17,60 a 16,77, Griffin tornou-se o primeiro surfista da história a conquistar três títulos na etapa de Portugal.

“Foi uma batalha incrível com Gabriel. Ficamos trocando notas e me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater, quando cresci assistindo àquela geração”, declarou Colapinto, em tradução livre.

Além do feito histórico, o californiano destacou a importância de vencer em um dos palcos mais tradicionais do circuito mundial.

Molly Picklum 26PortugalCT MGS00043 Manel Geada

Molly Picklum venceu Caitlin Simmers na decisão feminina e assumiu a liderança do ranking mundial. Foto: Manel Geada /WSL

Gabriel Medina supera Italo Ferreira na semifinal

Antes de disputar o título, Gabriel Medina enfrentou Italo Ferreira em um confronto brasileiro nas semifinais. O tricampeão mundial levou a melhor por 11,67 a 10,10 pontos e, assim, garantiu sua vaga na decisão.

Na outra semifinal, Griffin Colapinto eliminou Yago Dora por 14,33 a 8,83. Portanto, a etapa portuguesa terminou com três brasileiros entre os quatro melhores colocados no masculino.

Apesar da derrota na final, Medina deixou Portugal satisfeito com sua atuação. Além disso, o brasileiro elogiou o desempenho do adversário.

“É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito boa. Fazer uma final contra Griffin foi incrível. Ele é um surfista fantástico e tem sido ótimo acompanhar sua evolução. Ele me inspira a buscar ainda mais”, afirmou Medina, em tradução livre.

O resultado de Gabriel Medina em Portugal também representa um impulso importante na reta final da temporada. Afinal, o brasileiro busca manter o bom desempenho nas duas etapas restantes.

Men's Finalists 26PortugalCT QUA2779 Damien Poullenot

Griffin Colapinto superou Gabriel Medina por 17,60 a 16,77 pontos na final masculina. Foto: Damien Poullenot/WSL.

Griffin Colapinto conquista terceiro título em Portugal

Além de alcançar sua terceira vitória em Supertubos, Griffin Colapinto destacou a relação especial que construiu com Portugal ao longo dos anos.

O californiano também revelou que a vitória do irmão Crosby Colapinto em Ericeira serviu como motivação para seu desempenho em Peniche.

“Portugal tem um lugar especial no meu coração. Era um sonho conquistar essa vitória depois que meu irmão venceu em Ericeira. Aquilo realmente me inspirou”, declarou o campeão, em tradução livre.

Dessa forma, Griffin ampliou sua história na etapa portuguesa, onde já havia conquistado dois títulos.

Além disso, o americano valorizou a qualidade das ondas durante a decisão. Segundo ele, a disputa contra Medina lembrou os grandes confrontos protagonizados por Andy Irons e Kelly Slater.

Molly Picklum vence e assume a lycra amarela

Na decisão feminina, Molly Picklum conquistou sua primeira vitória na temporada de 2026. A australiana derrotou Caitlin Simmers por 13,33 a 12,84 pontos e, com isso, assumiu a liderança do ranking mundial.

Atual campeã mundial, Picklum disputou sua terceira final no ano. Dessa vez, conseguiu transformar o bom desempenho em vitória e garantiu a lycra amarela para a próxima etapa.

O confronto reuniu duas campeãs mundiais. Inicialmente, Picklum ganhou vantagem com uma onda de 7,83 pontos. Simmers, por sua vez, reagiu com uma nota 6,67.

Entretanto, a norte-americana não encontrou outra oportunidade suficiente para virar o resultado. Assim, Picklum confirmou a vitória e celebrou seu primeiro título da temporada.

“Era um sonho vencer aqui. Portugal é como uma mistura da energia brasileira com Pipeline, duas das minhas coisas favoritas”, comemorou a australiana, em tradução livre.

Apesar da derrota, Caitlin Simmers também teve motivos para comemorar. Afinal, a campeã mundial de 2024 conquistou seu primeiro pódio no circuito em 2026.

Após Portugal, Gabriel Medina segue para as Filipinas

Após a etapa de Portugal, o Championship Tour segue para Cloud 9, em Siargao, nas Filipinas. A penúltima etapa da temporada está programada para acontecer entre 31 de outubro e 10 de novembro.

Além disso, a competição terá importância direta na definição das primeiras posições do ranking antes da última parada, em Pipeline, no Havaí.

O desempenho de Gabriel Medina em Portugal, portanto, reforça suas expectativas para a sequência do circuito. Da mesma forma, Griffin Colapinto chega às Filipinas motivado pela conquista histórica em Supertubos.

Para acompanhar as próximas etapas, confira as notícias e análises no site da AOS Mídia.

Resultados da etapa de Portugal

Final masculina

  1. Griffin Colapinto (EUA) — 17,60

  2. Gabriel Medina (BRA) — 16,77

Final feminina

  1. Molly Picklum (AUS) — 13,33

  2. Caitlin Simmers (EUA) — 12,84

Semifinais masculinas

  • Gabriel Medina (BRA) 11,67 x 10,10 Italo Ferreira (BRA)

  • Griffin Colapinto (EUA) 14,33 x 8,83 Yago Dora (BRA)

Para conferir os resultados oficiais e o calendário do circuito, acesse o site da World Surf League

Continue Lendo

Bombando

Você não pode copiar conteúdos deste site.