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Competições

Brasil conquista cobre no Mundial de Longboard 2026

Brasil termina em quarto no Mundial de Longboard 2026. Alexandre Escobar fica em sexto, e França conquista o título por equipes.

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Seleção Brasileira conquista medalha de cobre no Mundial de Longboard 2026

A Seleção Brasileira conquistou sua sexta medalha de cobre no Mundial de Longboard, terminando em quarto lugar entre 37 países. Foto: Pablo Franco/ISA.

A Seleção Brasileira conquistou a medalha de cobre no Mundial de Longboard 2026, encerrado nesta quinta-feira (22), em El Sunzal, El Salvador. Com isso, o Brasil terminou em quarto lugar entre 37 países e repetiu o resultado de outras cinco edições da competição organizada pela International Surfing Association (ISA).

Apesar da presença no pódio por equipes, o país viveu uma situação inédita. Pela primeira vez nas sete edições do campeonato, nenhum brasileiro chegou às finais que definiram as medalhas individuais.

O capixaba Alexandre Escobar obteve o melhor resultado da equipe, com a sexta colocação. Além disso, garantiu classificação para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, no Peru.

Alexandre Escobar termina em sexto lugar

Alexandre Escobar chegou ao último dia como o único representante brasileiro ainda na disputa por medalhas. No entanto, não conseguiu aproveitar as duas oportunidades de classificação para a grande final masculina.

Na quinta fase do evento principal, o brasileiro enfrentou Edouard Delpero, Benoit Clemente e Sam Christianson. Delpero venceu com 14,83 pontos, enquanto Clemente avançou em segundo, com 14,17.

Escobar, por sua vez, terminou em quarto, com 7,33 pontos. Por isso, precisou disputar a última fase da repescagem para tentar chegar à decisão.

Na bateria decisiva, o norte-americano Tony Silvagni garantiu a primeira vaga. Enquanto isso, Sam Christianson conquistou a segunda classificação ao somar 12,73 pontos.

O sul-africano conseguiu uma nota 6,80 em sua última onda. Dessa forma, ultrapassou Escobar, que terminou com 11,23 pontos. Assim, o brasileiro encerrou sua participação na sexta posição geral.

Alexandre Escobar termina em sexto lugar no Mundial de Longboard 2026

Alexandre Escobar foi o brasileiro mais bem colocado no Mundial de Longboard 2026 e garantiu vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Foto: Pablo Jimenez/ISA.

Brasil mantém sequência no pódio do Mundial de Longboard

Embora não tenha colocado atletas nas finais individuais, a Seleção Brasileira conquistou mais uma medalha de cobre no Mundial de Longboard.

Ao todo, a equipe somou 1.905 pontos e terminou em quarto lugar. A França conquistou o título com 2.665 pontos, apenas 15 à frente dos Estados Unidos. Já o Peru completou o pódio com 2.263 pontos.

Desde a primeira edição independente do campeonato, realizada em 2013, o Brasil sempre terminou entre as quatro melhores seleções. Portanto, manteve essa sequência de resultados em 2026.

O melhor desempenho coletivo aconteceu em 2023, quando a equipe conquistou a prata em El Salvador. Nas outras seis edições, entretanto, ficou em quarto lugar.

Por sua vez, a França ampliou seu histórico de conquistas. Com o resultado em El Salvador, a seleção europeia chegou ao quinto título mundial por equipes.

Seleção da França conquista seu quinto título por equipes no Mundial de Longboard 2026

A França conquistou seu quinto título por equipes, somando 2.665 pontos e superando os Estados Unidos por apenas 15 pontos. Foto: Pablo Franco/ISA.

Carlos Bahia, Chloé Calmon e Atalanta Batista

Além de Alexandre Escobar, outros três brasileiros participaram do Mundial de Longboard 2026.

Carlos Bahia e Chloé Calmon avançaram até a sexta fase da repescagem. No entanto, ambos foram eliminados na quarta-feira (21). Assim, o paulista terminou na nona colocação, enquanto a carioca ficou em 11º lugar.

Já a pernambucana Atalanta Batista encerrou sua campanha na segunda fase da repescagem. Com isso, terminou em 33º lugar.

Dessa maneira, o Brasil fechou a competição sem medalhas individuais. Apesar disso, manteve sua sequência de participações no pódio da classificação por países.

Benoit Clemente e Alice Lemoigne conquistam o ouro

O peruano Benoit “Piccolo” Clemente conquistou seu segundo título mundial de longboard. Depois de vencer em 2019, ele voltou ao topo do pódio com uma atuação de destaque na final masculina.

Clemente somou 17,30 pontos, com notas 9,07 e 8,23. Além da vitória, estabeleceu novos recordes de nota e somatório do campeonato.

Por sua vez, Tony Silvagni garantiu a prata com 16,10 pontos. Edouard Delpero conquistou o bronze com 15,73, enquanto Sam Christianson ficou com o cobre.

Assim, o peruano conquistou seu segundo ouro individual na história do Mundial de Longboard da ISA.

Pódio masculino do Mundial de Longboard 2026 com Benoit Clemente campeão

Benoit Clemente (Peru) conquistou o bicampeonato mundial, seguido por Tony Silvagni (EUA), Edouard Delpero (França) e Sam Christianson (África do Sul). Foto: Pablo Franco/ISA.

Na disputa feminina, a francesa Alice Lemoigne também voltou ao topo do pódio. Dessa forma, conquistou o tricampeonato mundial de longboard.

A francesa venceu com 14,73 pontos, resultado das notas 7,40 e 7,33. Por sua vez, a norte-americana Avalon Gall terminou em segundo lugar, com 13,00 pontos.

Lia Diaz, da Costa Rica, conquistou o bronze, enquanto Estorya Martínez, de Porto Rico, ficou com o cobre.

Além disso, Alice Lemoigne ampliou seu histórico de conquistas na competição. A francesa também havia conquistado o ouro em 2019 e 2023, além da prata em 2025.

Pódio feminino do Mundial de Longboard 2026 com Alice Lemoigne tricampeã

Alice Lemoigne (França) conquistou o tricampeonato mundial. Avalon Gall (EUA) ficou com a prata, Lia Diaz (Costa Rica) com o bronze e Estorya Martínez (Porto Rico) com o cobre. Foto: Pablo Franco/ISA.

Mundial define vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027

Além das medalhas, o Mundial de Longboard 2026 também definiu classificados para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, no Peru.

Entre os brasileiros, Alexandre Escobar garantiu uma vaga na categoria masculina. Já Chloé Calmon aparece na relação feminina com classificação provisória.

No feminino, Avalon Gall, dos Estados Unidos, Lia Diaz, da Costa Rica, e Estorya Martínez, de Porto Rico, também estão entre as classificadas.

Enquanto isso, Benoit Clemente, do Peru, Tony Silvagni, dos Estados Unidos, e Jonathan Melendres, do México, aparecem entre os classificados masculinos, além de Alexandre Escobar.

O argentino Surfiel Gil também integra a relação, porém sua classificação ainda é provisória.

Resultados e classificação final por equipes

Por fim, a classificação geral confirmou a França como campeã mundial por equipes, seguida por Estados Unidos e Peru. O Brasil terminou em quarto lugar, enquanto o Japão completou as cinco primeiras posições.

Confira abaixo o quadro de resultados do Mundial de Longboard 2026. A arte reúne os medalhistas das categorias masculina e feminina, os classificados para Lima 2027 e a pontuação das cinco melhores seleções.

Infográfico AOS Mídia com medalhistas do Mundial de Longboard 2026, classificados para Lima 2027 e classificação por equipes

Medalhistas, classificados para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 e classificação por equipes do Mundial de Longboard 2026. Arte: AOS Mídia. Fonte: Surf Brasil/ISA.

Fonte: Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) e International Surfing Association (ISA).

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Alagoas

Tânio Barreto relembra Slater, Andy Irons, tretas e bastidores do surfe

Tânio Barreto relembra Kelly Slater, Andy Irons, rivalidades, política e histórias marcantes da carreira em episódio do Fala Papah!.

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Tânio Barreto e Andy Irons, Aperto de Mãos no Pódio de Surfe, Praia da Vila, Imbituba, Santa Catarina, WCT, Nova Schin Surf Festival, ASP, WSL

Tânio Barreto e Andy Irons em momento histórico no WCT de 2004, que marcou o terceiro e último título mundial do havaiano. Foto: Arquivo pessoal

Tânio Barreto é o convidado do novo episódio do Fala Papah!. Campeão brasileiro e conhecido pelo estilo extremamente estratégico nas competições, o alagoano relembrou momentos marcantes da carreira, rivalidades, histórias de bastidores e passagens pouco conhecidas de sua trajetória dentro e fora do surfe.

Durante aproximadamente uma hora de conversa, Tânio Barreto no Fala Papah falou sobre Kelly Slater, Andy Irons, Joel Parkinson, Léo Neves, Adriano de Souza e outros nomes de uma geração que viveu uma realidade bastante diferente da encontrada atualmente no circuito mundial.

Final com Kelly Slater na Austrália

Uma das histórias mais marcantes aconteceu na Austrália. Tânio chegou à final de uma etapa do circuito classificatório contra Kelly Slater, Adrian Buchan e Phillip MacDonald.

No entanto, a importância daquele resultado ia muito além da bateria decisiva. Um ano antes, no mesmo país, Tânio sofreu uma forte crise de hipoglicemia depois de uma sequência de viagens e treinamentos sem descanso adequado.

Ele precisou abandonar a competição e voltar para o Brasil. Por isso, retornar no ano seguinte e chegar à final representou uma vitória particular.

Segundo Tânio, aquela experiência reforçou uma característica que acompanhou toda a sua carreira: a preparação. Ele reconhece que nem sempre se considerou o surfista mais talentoso, mas procurava compensar isso com treinamento físico, concentração e estratégia.

A vitória sobre Joel Parkinson que ajudou Andy Irons

Outro momento histórico aconteceu na etapa do circuito mundial em Imbituba, em 2004.

Convidado para competir, Tânio avançou até a semifinal. No caminho, enfrentou Joel Parkinson, que disputava diretamente o título mundial contra Andy Irons.

Tânio venceu a bateria e, com isso, confirmou matematicamente o tricampeonato de Irons.

Depois da disputa, Andy agradeceu ao brasileiro e chegou a brincar que ele teria uma espécie de “green card” no Havaí.

Ainda assim, Tânio contou que a realidade nas ondas havaianas continuou dura. Naquela época, os brasileiros ainda enfrentavam muito mais resistência nos principais picos do arquipélago.

“Traumatizei muita gente”

Se existe um trecho que resume o lado competitivo de Tânio Barreto, ele aparece quando o ex-surfista fala sobre suas famosas marcações.

Christiano Spirro já havia brincado no Fala Papah! sobre a maneira como Tânio perseguia adversários dentro das baterias. Questionado sobre o assunto, Tânio não fugiu da fama.

Ele contou que estudava profundamente as regras e procurava entender como poderia fragilizar mentalmente o adversário. Além disso, afirmou que muitos competidores ficaram incomodados com suas estratégias.

“Traumatizei muita gente”, resumiu.

Tânio também recordou uma semifinal na Austrália em que a disputa ficou ainda mais quente. Durante uma remada por uma onda, ele e um adversário australiano chegaram a trocar socos dentro d’água.

Além disso, lembrou confrontos estratégicos contra nomes como Léo Neves e Adriano de Souza. Na Praia da Tiririca, em Itacaré, por exemplo, uma marcação contra Léo levou os dois para muito longe da área principal de competição.

Para Tânio, porém, aquilo fazia parte do jogo. Seu objetivo era encontrar uma maneira de neutralizar adversários tecnicamente superiores e aumentar suas chances de vitória.

Da Europa à política

A conversa também passa pela decisão de morar em Barcelona e competir no circuito europeu.

Na época, Tânio chegou a questionar o modelo de formação dos surfistas brasileiros. Para ele, o Brasil produzia bons campeões nacionais, porém ainda precisava preparar melhor os jovens para o cenário internacional.

Anos depois, a chegada de nomes como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora mudou esse panorama.

Posteriormente, Tânio também entrou na política. Foi candidato a vereador, concorreu a deputado estadual e chegou à presidência estadual de um partido em Santa Catarina.

Segundo ele, essa experiência trouxe aprendizados, mas também grandes decepções. Em determinado momento, Tânio decidiu deixar a vida partidária para voltar a priorizar a praia, o surfe e a família.

Federação Alagoana e volta às origens

Outro capítulo importante foi a passagem pela presidência da Federação Alagoana de Surf.

Tânio afirma que utilizou sua experiência como atleta, empresário e político para organizar eventos e buscar recursos para o surfe do estado.

Sua gestão terminou recentemente. Em vez de disputar uma nova eleição, ele optou por encerrar o ciclo e voltar a dedicar mais tempo à própria vida.

Apesar disso, fez críticas à oposição que assumiu posteriormente e afirmou esperar que a nova administração mantenha o compromisso com os atletas e com a realização de competições.

Para Tânio, Alagoas ainda possui talento e boas ondas suficientes para revelar novos nomes no cenário nacional. Entretanto, o investimento continua sendo um dos principais obstáculos.

Uma trajetória de competição e superação

Ao olhar para trás, Tânio aponta uma frustração principal: não ter conseguido se consolidar no circuito mundial.

Por outro lado, sua trajetória reúne título brasileiro, finais internacionais, vitórias contra grandes nomes, temporadas no Havaí e na Europa e histórias que ajudam a contar uma fase importante do surfe nacional.

O episódio completo de Tânio Barreto no Fala Papah! já está disponível e traz ainda muitas outras histórias, resenhas e bastidores de uma das gerações mais competitivas do surfe brasileiro.

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Notícias

Charles Medina elogia Mineirinho e fala de sua relação com Gabriel

Charles Medina elogia Mineirinho, fala da relação com Gabriel e relembra a medalha olímpica que recebeu do filho. Confira no Fala Papah!

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Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.

O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.

Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”

Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.

“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.

“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.

Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.

Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.

A presença como pai e torcedor

Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.

“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.

A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.

O convite de Gabriel para as Olimpíadas

Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.

Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.

Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.

Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.

Charles e Gabriel Medina Jogos de Paris 2024 Medalha de Bronze Olimpiadas

Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal

A medalha olímpica que ficou com Charles

Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.

“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.

Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.

Apoiar sem atrapalhar o atleta

O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.

Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.

Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.

Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.

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ISA

ISA anuncia suspensão provisória após denúncias

ISA anuncia suspensão provisória de atleta após denúncias no surfe. Entenda a medida, as regras de proteção e sua relação com o caso da WSL.

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Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, palco das disputas de surf nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.

Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.

O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.

ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.

De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.

A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.

Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.

O que diz o Código de Ética da ISA?

O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.

Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.

Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.

Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.

Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.

Entidade possui canal para denúncias de abuso

A ISA também mantém uma política de proteção dos atletas, conhecida internacionalmente como safeguarding.

O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.

Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.

A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.

Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL

O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.

Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.

Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.

Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.

AOS Mídia noticiou o primeiro comunicado na reportagem sobre a suspensão anunciada pela WSL após denúncias no Tahiti.

Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.

Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.

ISA não informa prazo para decisão definitiva

Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.

Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.

A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.

Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.


Fontes: International Surfing Association (ISA), Código de Ética e Política de Proteção dos Atletas; World Surf League (WSL); e revista australiana Surfing World.

Veja também: carrossel da AOS Mídia sobre o comunicado da ISA no Instagram.

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Bombando

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