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Decisão sul-africana e brilho havaiano encerram El Salvador Pro

El Salvador Pro 2025 termina com final sul-africana entre Jordy Smith e Matthew McGillivray e vitória de Gabriela Bryan no feminino.

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Jordy Smith vence final sul-africana histórica no El Salvador Pro 2025. Foto: WSL / Aaron Hughes

O El Salvador Pro 2025 terminou neste sábado, 12 de abril, com um capítulo especial para a história do surfe. Pela primeira vez na era moderna do Championship Tour (CT), dois sul-africanos protagonizaram a final masculina: Jordy Smith venceu Matthew McGillivray em Punta Roca, El Salvador, e conquistou sua sétima vitória no circuito mundial. No feminino, a havaiana Gabriela Bryan superou a australiana Isabella Nichols e garantiu o segundo título de sua carreira na elite.

As finais aconteceram em condições desafiadoras, com séries demoradas e ondas entre 1,5 e 2 metros em Punta Roca, também conhecida como La Punta ou Punta Chilama.

Jordy Smith vence e celebra momento histórico para a África do Sul

Com 37 anos e 18 temporadas no Tour, Jordy Smith mostrou que ainda é um dos mais perigosos em direitas longas. Na final, abriu com 7.33 e depois somou 6.93, consolidando um total de 14.26 pontos diante dos 9.33 de McGillivray. O resultado o levou à quinta colocação no ranking mundial.

“Se eu pudesse dedicar essa vitória a duas pessoas: minha esposa, e meu pai”, disse Jordy. “Queria vencer essa final com a prancha do meu pai e consegui. Foram muitas emoções. E dividir isso com outro sul-africano, ainda mais sendo um grande amigo como o Matthew, é muito especial.”

Jordy Smith e Matthew McGillivray fizeram história no El Salvador Pro 2025, protagonizando a primeira decisão 100% sul-africana da era moderna do CT na WSL. Foto: Reprodução AOS Mídia / WSL

Jordy Smith e Matthew McGillivray fizeram história no El Salvador Pro 2025, protagonizando a primeira decisão 100% sul-africana da era moderna do CT na WSL. Foto: Reprodução AOS Mídia / WSL

Quem também celebrou foi o ícone do surfe sul-africano Shaun Tomson, campeão mundial em 1977. Ele comentou:

“Estou empolgado por ver dois sul-africanos na final de um evento da WSL. A última vez que isso aconteceu foi em 1984, quando disputei a final do OP Pro com Mike Burness. É um grande dia para o surfe da nossa terra natal e um resultado que vai inspirar muitos jovens, meninos e meninas, de leste a oeste.”

Primeira final da carreira para McGillivray

Matthew McGillivray conquistou sua primeira final no CT desde que entrou no circuito em 2021. O resultado o fez subir 14 posições no ranking, agora ocupando a 13ª colocação. “Tentei surfar baterias inteligentes e fazer meu melhor”, comentou. “Ainda tenho mais a oferecer e espero mostrar isso nas próximas etapas.”

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Gabriela Bryan faz a festa na categoria feminina. Foto: WSL / Aaron Hughes

Gabriela Bryan volta ao topo com vitória sólida

Com apenas 23 anos, Gabriela Bryan vive sua melhor fase no Tour. Após ser vice-campeã em Portugal e chegar às semifinais em 2024 também em El Salvador, ela desta vez garantiu a taça ao vencer Isabella Nichols por 14.33 a 11.74, com notas 7.83 e 6.50.

“Foi uma montanha-russa”, disse Gabriela. “Cometi erros, mas pedi uma última onda e prometi que não ia desperdiçar. Amo competir aqui. As direitas de Punta Roca são algumas das melhores do mundo.”

Ela também eliminou a atual campeã mundial Caitlin Simmers nas semifinais, repetindo o confronto de 2024 e assumindo a vice-liderança do ranking feminino.

Isabella Nichols retorna às finais e sobe no ranking

Após um início irregular de temporada, Isabella Nichols chegou à sua primeira final em 2025. Superou Molly Picklum nas semifinais e terminou o evento em segundo lugar, subindo para a 7ª posição no ranking.

“Foi uma semana incrível. Amo esse lugar, as pessoas, as ondas”, disse. “Perdi o casamento da minha irmã gêmea, mas valeu a pena. Ela entendeu o quanto isso significava pra mim.”

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Matthew McGillivray fica em segundo lugar na histórica decisão sul-africana. Foto: WSL / Aaron Hughes

Brasileiros ficam fora do Finals Day

A sexta-feira foi de eliminações importantes para o surfe brasileiro. Nenhum representante do país avançou ao Finals Day.

Um dos destaques foi Alejo Muniz, que empatou com Cole Houshmand nas oitavas de final (14.33 a 14.33) e perdeu pelo critério de desempate: a maior nota da bateria (8.50 de Cole). Alejo precisava de 7.34 e recebeu 7.33. Três dos cinco juízes apontaram a virada a seu favor, mas as regras da WSL descartam automaticamente a maior e a menor nota.

Italo Ferreira, líder isolado do ranking, avançou às quartas após vencer Ramzi Boukhiam (14.26), mas foi superado por Jordy Smith (13.90) após uma nota 8.67 logo no início da bateria. Mesmo com a eliminação, Italo segue na liderança do ranking masculino com 28.630 pontos.

Yago Dora venceu Connor O’Leary nas oitavas (13.17) e perdeu para Matthew McGillivray nas quartas (12.60 a 11.00). Mesmo com um corte no pé e nove pontos de sutura, o catarinense foi até as quartas de final e agora ocupa o terceiro lugar no ranking.

João Chianca perdeu para Ethan Ewing (14.76 a 9.33), enquanto Miguel Pupo venceu Alan Cleland (15.33) nas oitavas, mas caiu nas quartas diante de Houshmand (11.50 x 5.97). Miguel agora aparece em 7º lugar no ranking, com campanha sólida na temporada.

Livres do corte

Uma semana impressionante de disputas de alto nível e surfe de classe mundial dos melhores colocados no ranking — Italo Ferreira (nº 1), Ethan Ewing (nº 2) e Yago Dora (nº 3) — garantiu a permanência dos três atletas na segunda metade da temporada. As classificações para as quartas de final foram suficientes para colocá-los oficialmente fora da zona de corte da metade do ano, mantendo vivas as chances de todos chegarem ao Top 5 e disputarem o título mundial de 2025.

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Isabella Nichols é a vice-campeã feminina. Foto: WSL / Aaron Hughes

Próximas etapas do Championship Tour 2025

A próxima etapa do Championship Tour 2025 será o Rip Curl Pro Bells Beach, de 18 a 28 de abril, em Victoria, Austrália. Em seguida, o Tour segue em solo australiano com o Bonsoy Gold Coast Pro (3 a 13 de maio, em Queensland) e o Western Australia Margaret River Pro (17 a 27 de maio, em Margaret River). Na sequência, os atletas viajam aos Estados Unidos para disputar o Lexus Trestles Pro, entre 9 e 17 de junho, na Califórnia. Logo depois, o circuito desembarca no Brasil com o Vivo Rio Pro, marcado para os dias 21 a 29 de junho, em Saquarema (RJ). A reta final da temporada inclui o Corona Open J-Bay, de 11 a 20 de julho, na África do Sul, o Tahiti Pro, de 7 a 16 de agosto, na Polinésia Francesa, e os campeões serão coroados no WSL Finals em Cloudbreak, Fiji, entre 27 de agosto e 4 de setembro.

Final Feminina – Surf City El Salvador Pro 2025

1º – Gabriela Bryan (Havaí) – 14.33
2º – Isabella Nichols (Austrália) – 11.74

Final Masculina – Surf City El Salvador Pro 2025

1º – Jordy Smith (África do Sul) – 14.26
2º – Matthew McGillivray (África do Sul) – 9.33

Semifinais Femininas

1: Gabriela Bryan (Havaí) 10.16 derrotou Caitlin Simmers (Estados Unidos) 9.67
2: Isabella Nichols (Austrália) 13.33 derrotou Molly Picklum (Austrália) 8.27

Semifinais Masculinas

1: Matthew McGillivray (África do Sul) 13.84 derrotou Crosby Colapinto (Estados Unidos) 9.50
2: Jordy Smith (África do Sul) 15.67 derrotou Cole Houshmand (Estados Unidos) 10.00

Os campeões do Surf City El Salvador Pro 2025, Jordy Smith (África do Sul) e Gabriela Bryan (Havaí).Foto: WSL / Aaron Hughes

Os campeões do Surf City El Salvador Pro 2025, Jordy Smith (África do Sul) e Gabriela Bryan (Havaí).
Foto: WSL / Aaron Hughes

Top 5 do ranking feminino após o El Salvador Pro

  1. Caitlin Simmers (Estados Unidos) – 28.630 pts

  2. Gabriela Bryan (Havaí) – 26.495 pts

  3. Molly Picklum (Austrália) – 26.055 pts

  4. Caroline Marks (Estados Unidos) – 22.100 pts

  5. Tyler Wright (Austrália) – 19.965 pts

Outras brasileiras no ranking feminino:
14ª Luana Silva – 10.440 pts
17ª Tatiana Weston-Webb – 7.310 pts
Atenção: Tatiana anunciou sua saída do Tour para cuidar da saúde mental.

Top 5 do ranking masculino após o El Salvador Pro

  1. Italo Ferreira – 28.630 pts

  2. Ethan Ewing – 20.235 pts

  3. Yago Dora – 19.755 pts

  4. Barron Mamiya – 18.745 pts

  5. Jordy Smith – 17.970 pts

Demais brasileiros no ranking masculino

7º Miguel Pupo – 15.565 pts
11º Filipe Toledo – 12.715 pts
18º Ian Gouveia – 9.010 pts
23º João Chianca – 8.235 pts
28º Alejo Muniz – 7.310 pts
29º Deivid Silva – 7.310 pts
32º Samuel Pupo – 4.255 pts
33º Edgard Groggia – 4.255 pts
35º Gabriel Medina – 1.060 pts
Observação: Gabriel Medina está lesionado e não participou de nenhuma etapa até agora.

 

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ISA

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por 4 anos

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por mais quatro anos e terá LA28 e a expansão mundial do surfe entre os principais desafios.

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Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

Fernando Aguerre foi reeleito por unanimidade para mais quatro anos como presidente da International Surfing Association (ISA). Divulgação ISA

Fernando Aguerre seguirá por mais quatro anos no comando da International Surfing Association (ISA). O argentino foi reeleito por unanimidade durante a Assembleia Geral Anual da entidade e inicia um novo mandato em um momento importante para o crescimento mundial e olímpico do surfe.

Aguerre ocupa a presidência da ISA desde 1994. Durante esse período, a modalidade passou por uma transformação significativa. Sobretudo, o surfe conquistou espaço no programa olímpico e fez sua estreia nos Jogos de Tóquio 2020. Depois, voltou ao programa em Paris 2024, com a competição realizada nas ondas de Teahupo’o, no Taiti.

Agora, a atenção da entidade se volta para Los Angeles 2028.

LA28 será prioridade no novo mandato

Um dos principais desafios de Fernando Aguerre será conduzir o surfe até sua terceira participação consecutiva nos Jogos Olímpicos. Em LA28, a disputa acontecerá nas ondas de Lower Trestles, na Califórnia.

Além disso, a ISA pretende continuar trabalhando para ampliar a presença da modalidade em diferentes regiões do planeta. Atualmente, a entidade reúne 120 federações nacionais.

A entrada do Zimbábue, aprovada durante a Assembleia Geral, fez a organização atingir essa marca. Portanto, a expansão internacional continuará entre as prioridades do próximo ciclo.

“O surfe olímpico já foi um sonho impossível, mas juntos tornamos esse sonho realidade”, destacou Aguerre ao comentar sua reeleição.

O dirigente também citou Brisbane 2032. Dessa forma, a ISA já olha além dos próximos Jogos e pretende fortalecer a posição do surfe dentro do Movimento Olímpico.

Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

À frente da ISA desde 1994, Fernando Aguerre teve papel decisivo no processo que levou o surfe aos Jogos Olímpicos. Divulgação ISA

ISA também define nomes do Comitê Executivo

A Assembleia Geral também confirmou outros nomes importantes da administração da entidade. Jean-Luc Arassus, da França, e Barbara Kendall, da Nova Zelândia, foram reeleitos vice-presidentes.

Por outro lado, Afridun Amu, do Afeganistão, foi eleito membro regular do Comitê Executivo da ISA.

Além das eleições, a reunião abordou diferentes áreas de desenvolvimento da entidade. Entre os temas discutidos estavam formação de atletas, antidoping, para surfe, sustentabilidade, proteção dos atletas e apoio às federações nacionais.

Igualdade de gênero ganha destaque

A ISA também apresentou dados relacionados à participação feminina na administração do surfe. Segundo a entidade, 88% das federações filiadas possuem pelo menos uma mulher em posição de liderança.

Além disso, 66% das federações participam de iniciativas voltadas à igualdade de gênero. Ao mesmo tempo, 13 mulheres ocupam atualmente cargos de presidente, CEO ou diretora-executiva nas organizações nacionais ligadas à ISA.

Outro projeto destacado foi o Women’s Judging Program. A iniciativa busca aumentar a participação feminina nos painéis de julgamento e terá uma nova edição durante o ISA World Junior Surfing Championship de 2026, em El Salvador.

Aguerre projeta novo capítulo para o surfe mundial

Após ser reeleito, Fernando Aguerre agradeceu a confiança da comunidade internacional do surfe. O dirigente também reforçou que considera o esporte muito mais do que uma competição.

Para ele, o surfe representa uma cultura e uma forma de conexão com a natureza. Por isso, a ISA pretende combinar o crescimento competitivo da modalidade com iniciativas ambientais, sociais e de desenvolvimento.

Assim, Aguerre inicia mais quatro anos à frente da entidade que governa o surfe mundial. Depois de ajudar a transformar em realidade o antigo objetivo de levar o esporte aos Jogos Olímpicos, o argentino terá agora a missão de fortalecer esse legado e ampliar ainda mais o alcance global do surfe.

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Competições

Surfing Champions Trophy 2026 agita as Ilhas Maldivas

Surfing Champions Trophy 2026 reúne seis atletas nas Maldivas, com disputas em três tipos de prancha entre 4 e 11 de setembro.

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Four Seasons Surfing Champions Trophy 2023, Sultan´s, Maldivas. Foto: Divulgação Four Seasons

O cenário paradisíaco de Sultans, nas Maldivas, recebe o Surfing Champions Trophy 2026 entre os dias 4 e 11 de setembro. Foto: Divulgação Four Seasons

O Surfing Champions Trophy 2026 está pronto para transformar as águas cristalinas das Ilhas Maldivas em um palco de técnica, criatividade e adaptação. Entre os dias 4 e 11 de setembro, seis surfistas convidados disputarão a 14ª edição do torneio em Sultans, uma das ondas de direita mais conhecidas do Atol de Malé Norte.

A competição será realizada nas proximidades do Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa. Além disso, o período de espera de oito dias permitirá que os organizadores escolham as melhores condições antes de liberar os atletas para o mar.

Seis surfistas e três tipos de prancha

Mason Ho, Caio Ibelli, Bede Durbidge, Felicity Palmateer, Travis Logie e o surfista maldivo Ahmed Hishaam formam o grupo de competidores. Embora tenham trajetórias bastante diferentes, todos precisarão demonstrar versatilidade para conquistar o título.

Mason Ho, por exemplo, é conhecido por seu estilo instintivo e imprevisível. Já o brasileiro Caio Ibelli, ex-número 8 do mundo, voltará a vestir a lycra de competição três anos após sua última bateria no Championship Tour.

Por outro lado, Bede Durbidge deixará temporariamente sua função de treinador para retornar às disputas. Felicity Palmateer levará ao evento sua experiência em competições, ondas grandes e comunicação. Enquanto isso, Travis Logie retorna ao torneio dez anos depois de sua primeira participação. Finalmente, Ahmed Hishaam contará com uma vantagem especial: o conhecimento adquirido durante uma vida inteira surfando nas águas locais.

Formato exige adaptação dos atletas no Surfing Champions Trophy 2026

O grande diferencial do Surfing Champions Trophy 2026 está no uso de três tipos de prancha. Inicialmente, os atletas competirão com modelos single fin, equipados com uma única quilha. Depois, enfrentarão a divisão twin fin, que utiliza duas quilhas. Por fim, chegarão às modernas pranchas thruster, com três quilhas.

Cada equipamento muda a velocidade, o tempo dos movimentos e as linhas escolhidas na onda. Portanto, dominar apenas uma prancha não será suficiente. O campeão precisará ajustar sua técnica ao longo de todas as fases.

Esse formato valoriza a capacidade de adaptação e, ao mesmo tempo, celebra diferentes períodos da evolução do surfe. Desde sua estreia, em 2011, o evento já recebeu nomes como Kelly Slater, Carissa Moore, Taj Burrow, Joel Parkinson, Rob Machado, Maya Gabeira e Mark Occhilupo.

Caio Ibelli, Austrália

O brasileiro Caio Ibelli está entre os seis surfistas convidados para disputar o Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Arquivo pessoal

Ondas de Sultans favorecem o espetáculo

As condições recentes no Oceano Índico aumentam a expectativa para o campeonato. Uma sequência consistente de ondulações manteve o Atol de Malé Norte ativo nas últimas semanas. Assim, o cenário é promissor para o início do período de espera.

Sultans oferece paredes longas e abertas, ideais para explorar as características de cada prancha. Consequentemente, os competidores poderão apresentar linhas clássicas com as single fins, velocidade com as twin fins e manobras mais modernas com as thrusters.

Em 2025, Michel Bourez conquistou o título geral após retornar de uma lesão. Além da vitória, o taitiano conseguiu a única nota 10 perfeita daquela edição. Agora, seis novos competidores terão a oportunidade de escrever seu nome na história do torneio.

Com grandes atletas, um formato único e uma das paisagens mais impressionantes do planeta, o Surfing Champions Trophy 2026 promete uma semana inesquecível. As pranchas estão prontas, os surfistas estão chegando e o Oceano Índico prepara o último elemento necessário: as ondas.

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Ryan Kainalo vence em Pantín e sobe para 3º no CS

Ryan Kainalo vence o QS 6000 de Pantín, soma 6.000 pontos e salta para 3º no Challenger Series. Ian Gouveia também avança no ranking.

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Ryan Kainalo conquistou em Pantín a maior vitória de sua carreira. Foto: WSL / Laurent Masurel

Ryan Kainalo conquistou neste domingo (30) a maior vitória de sua carreira. O brasileiro de 20 anos venceu o ABANCA Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, primeiro QS 6000 Internacional da temporada. Além do título, o resultado provocou uma grande mudança na situação do surfista na corrida pela elite mundial.

Com os 6.000 pontos conquistados em Pantín, Ryan subiu 15 posições. Dessa forma, o brasileiro agora aparece em terceiro lugar no ranking masculino do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Além disso, o resultado na Espanha reforçou a presença brasileira entre os primeiros colocados. Atualmente, o Brasil tem três surfistas no Top 5 e cinco entre os dez melhores do ranking.

Ryan Kainalo decide título nos minutos finais

Ryan foi um dos grandes destaques da semana em Pantín. Durante a competição, o brasileiro apresentou um surfe agressivo, com fortes manobras de borda e aéreos.

Na decisão, Ryan enfrentou o australiano Kobi Clements. O brasileiro começou bem e conseguiu 7,17. No entanto, Clements respondeu com 8,67 e assumiu a liderança.

Com isso, Ryan chegou aos dois minutos finais precisando de 6,68 para virar a bateria.

Na última oportunidade, o brasileiro começou a onda com um carve. Em seguida, encontrou uma seção e completou uma rotação aérea.

A nota foi 6,77. Assim, Ryan assumiu a liderança e garantiu o título por apenas 0,10 ponto: 13,94 a 13,84.

“É a maior vitória da minha carreira. Com esses pontos indo para o ranking do Challenger Series, agora estou no jogo”, afirmou Ryan após a conquista.

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Ryan somou 6.000 pontos com o título do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro. Foto: WSL / Laurent Masurel

Vitória leva Ryan ao Top 3 do Challenger Series

O troféu foi importante, mas os 6.000 pontos conquistados na Espanha também tiveram impacto direto na temporada de Ryan Kainalo.

Antes de Pantín, o brasileiro ocupava a 18ª colocação. Depois da vitória, ganhou 15 posições e chegou ao terceiro lugar do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Dessa maneira, Ryan aparece atrás apenas dos norte-americanos Jake Marshall e Cole Houshmand.

Os pontos conquistados no QS Internacional já estão incorporados ao total apresentado no ranking do Challenger Series. No entanto, a classificação consultada após o evento ainda não mostra essa pontuação separadamente na coluna “Intl QS”.

No caso de Ryan, a conta permite identificar a inclusão do resultado. O brasileiro tinha 4.745 e 250 pontos referentes aos dois primeiros eventos. Agora, com os 6.000 conquistados em Pantín, o total chega exatamente aos 10.995 pontos apresentados na classificação.

Portanto, embora a coluna específica ainda não mostre os 6.000 pontos, o resultado de Pantín já está considerado no total de Ryan.

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Pódio do QS 6000 Internacional de Pantín. Foto: WSL / Laurent Masurel

Brasil coloca três surfistas no Top 5

Ian Gouveia também saiu fortalecido da etapa espanhola. O brasileiro chegou às semifinais e, consequentemente, ganhou posições importantes na classificação.

Ian subiu cinco lugares e agora ocupa a quinta posição do Challenger Series, com 10.105 pontos.

Curiosamente, sua campanha terminou justamente diante de Ryan Kainalo. Os dois brasileiros se enfrentaram na semifinal, e Ryan venceu por 14,03 a 5,57.

Com a atualização após Pantín, o Brasil passou a ter três representantes entre os cinco primeiros colocados:

3º Ryan Kainalo – 10.995 pontos
4º Wesley Dantas – 10.180 pontos
5º Ian Gouveia – 10.105 pontos

Além deles, Deivid Silva aparece na sétima posição, com 9.025 pontos. Mateus Herdy, por sua vez, ocupa o décimo lugar, com 8.065.

Assim, o Brasil tem cinco representantes entre os dez primeiros colocados do Challenger Series masculino.

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Ian Gouveia chegou às semifinais em Pantín e subiu para o quinto lugar no Challenger Series. Foto: WSL / Laurent Masurel

Sierra Kerr vence no feminino

No feminino, Sierra Kerr confirmou a grande fase. A australiana derrotou a portuguesa Maria Salgado por 13,10 a 5,17 na decisão. Com isso, Sierra também conquistou os 6.000 pontos de Pantín.

A australiana já liderava o Challenger Series. Além disso, vinha da vitória no US Open of Surfing, seu primeiro título no circuito.

Agora, com o resultado na Espanha, Sierra chegou a 20.745 pontos e fortaleceu ainda mais sua campanha na corrida pelo Championship Tour.

Antes da final, Sierra também protagonizou uma das melhores baterias do dia. Na semifinal, por exemplo, a australiana derrotou a norte-americana Eden Walla por 15,00 a 13,20.

Resultados do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro

Masculino

Final

Ryan Kainalo (BRA) 13,94 x 13,84 Kobi Clements (AUS)

Semifinais

1 Ryan Kainalo (BRA) 14,03 x 5,57 Ian Gouveia (BRA)
2 Kobi Clements (AUS) 13,90 x 13,34 Jorgann Couzinet (FRA)

Quartas de final

1 Ryan Kainalo (BRA) 11,57 x 9,23 Levi Slawson (EUA)
2 Ian Gouveia (BRA) 14,94 x 13,67 Eden Hasson (AUS)
3 Kobi Clements (AUS) 13,13 x 8,04 Hans Odriozola (ALE)
4 Jorgann Couzinet (FRA) 14,84 x 9,93 Caleb Tancred (AUS)

Feminino

Final

Sierra Kerr (AUS) 13,10 x 5,17 Maria Salgado (POR)

Semifinais

1 Maria Salgado (POR) 12,16 x 9,27 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS)
2 Sierra Kerr (AUS) 15,00 x 13,20 Eden Walla (EUA)

Quartas de final

1 Maria Salgado (POR) 12,50 x 8,40 Carla Morera De La Vall (ESP)
2 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS) 11,66 x 9,77 Nanaho Tsuzuki (JAP)
3 Eden Walla (EUA) 11,83 x 11,00 India Robinson (AUS)
4 Sierra Kerr (AUS) 13,83 x 8,97 Anon Matsuoka (JAP)

Próximo QS 6000 será em Portugal

Por fim, os competidores terão pouco tempo para descanso. O segundo QS 6000 Internacional da temporada acontece em Matosinhos, Portugal, entre 1º e 6 de setembro.

A etapa será mais uma oportunidade para somar pontos importantes na corrida pelo Championship Tour. Por isso, o evento ganha peso especial para os brasileiros que já aparecem nas primeiras posições.

Ryan Kainalo chega a Portugal em uma situação completamente diferente daquela que tinha antes de Pantín. Afinal, o brasileiro saiu do 18º lugar, conquistou a maior vitória de sua carreira e agora ocupa a terceira posição do Challenger Series.

Ian Gouveia também chega fortalecido. Além disso, com cinco brasileiros atualmente no Top 10, a disputa pelas vagas na elite mundial ganha ainda mais importância para o surf brasileiro nas próximas etapas.

Em suma, Pantín mudou significativamente o cenário do Challenger Series para Ryan Kainalo. O brasileiro chegou à Espanha em 18º, saiu como campeão e segue para Portugal ocupando o Top 3 da corrida pela elite.

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