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CBSurf

Xangri-lá (RS) recebe o CBSurf Pro Tour

Penúltima etapa do CBSurf Pro Tour começa nesta segunda-feira com 161 surfistas de 12 estados.

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Krystian Kymerson, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Florianópolis, Santa Catarina, SC. Foto: Pablo Jacinto

Krystian Kymerson é o líder do CBSurf Pro Tour 2022. Foto: Pablo Jacinto

O CBSurf Xangri-lá Pro abre nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul, a penúltima etapa do Circuito Profissional da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Um total de 161 surfistas de 12 estados do país, vai competir nas ondas da Praia de Atlântida, em Xangri-lá, no litoral norte gaúcho. Entre eles, o campeão mundial Adriano de Souza, a vice-campeã mundial Silvana Lima e outras dez estrelas que já fizeram parte da elite do Championship Tour. São 137 competidores na categoria masculina e 24 na feminina. As eliminatórias começam as 9h00 da segunda-feira na Praia de Atlântida, com transmissão ao vivo pelo CBSurf.org.br.

Os outros participantes do CBSurf Xangri-lá Pro, que já representaram o Brasil no seleto grupo dos melhores surfistas do mundo, são os cearenses Michael Rodrigues e Heitor Alves, os catarinenses Willian Cardoso e Tomas Hermes, os pernambucanos Ian Gouveia e Paulo Moura, os paranaenses Peterson Crisanto e Jihad Khodr, o paulista Alex Ribeiro e o carioca Raoni Monteiro. Todos já estão escalados para estrear nas ondas da Praia de Atlântida.

Os 137 inscritos na categoria masculina, de 12 estados do Brasil, foram divididos em duas rodadas de 24 baterias com quatro competidores. Os 48 mais bem colocados no ranking profissional da Confederação Brasileira de Surf, formam a lista dos principais cabeças de chave que só estrearão na segunda fase. Os outros 89 entram na rodada inicial, que vai abrir o CBSurf Xangri-lá Pro na segunda-feira. Na categoria feminina, todas as 24 competidoras estão nas seis baterias da primeira fase.

Silvana Lima, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Prainha, São Francisco do Sul, Santa Catarina, SC. Foto: Marcio David

Silvana Lima, em terceiro no ranking feminino, é uma das trações da prova. Foto: Marcio David

O estado de São Paulo é o que possui o maior número de participantes. Serão 40 paulistas disputando baterias na Praia de Atlântida, 37 na categoria masculina e três na feminina. Depois, vem Santa Catarina com 35 surfistas (30 homens e 5 mulheres), seguido pelo Ceará com 16 (12 homens+4 mulheres), Rio de Janeiro com 15 (10+5), Paraná com 12 (10+2), Rio Grande do Sul com 10 homens, Bahia também com 10 (9+1), Pernambuco com 8 (6+2), Rio Grande do Norte com 7 homens, Paraíba com 4 (2+2) e Espírito Santo e Alagoas com 2 homens cada.

O CBSurf Xangri-lá Pro inaugura a reta final da temporada 2022. Depois da etapa do Rio Grande do Sul, só tem mais uma no Ceará para decidir os títulos brasileiros, com o campeão e a campeã recebendo um prêmio extra de 30.000 Reais da Confederação Brasileira de Surf. Outra disputa é pelas vagas para o milionário Dream Tour de 2023, o novo circuito da divisão principal que vai passar a apontar os campeões brasileiros. Serão classificados os 50 melhores do ranking masculino de 2022 e as 16 primeiras colocadas do feminino.

LÍDERES DOS RANKINGS – O capixaba Krystian Kymerson e a catarinense Tainá Hinckel lideram os rankings das quatro etapas da primeira temporada da CBSurf com a diretoria eleita esse ano, com Teco Padaratz como presidente e Paulo Moura na vice-presidência. O Circuito Profissional começou em Maceió (AL) e já passou por Saquarema (RJ), Matinhos (PR) e Florianópolis (SC). Tainá não vai participar do CBSurf Xangri-lá Pro, mas ela só perde a primeira posição se a cearense Silvana Lima, ou a carioca Julia Duarte, vencerem a etapa gaúcha.

Adriano de Souza, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Prainha, São Francisco do Sul, Santa Catarina, SC. Foto: Marcio David

Adriano de Souza também marca presença em Xangri-lá (RS). Foto: Marcio David

Já o bicampeão brasileiro, Krystian Kymerson, vai competir na Praia de Atlântida, pois sua liderança é ameaçada por 13 surfistas. O principal concorrente do capixaba é o vice-líder do ranking, o baiano Yagê Araujo. A briga entre eles é quase a fase a fase. O terceiro colocado, o potiguar Alan Jhones, já precisa chegar nas oitavas de final para superar a pontuação do líder. Os paulistas Marcos Correa, Hizunomê Bettero e o paranaense Peterson Crisanto, só conseguem isso nas semifinais.

O potiguar Mateus Sena, o pernambucano Ian Gouveia e o paraibano Samuel Igo, já têm que chegar na final para ultrapassar Krystian Kymerson no ranking. Outros seis necessitam da vitória no CBSurf Xangri-lá Pro para isso, o cearense Messias Felix, os catarinenses Willian Cardoso e Luiz Mendes e os paulistas Alex Ribeiro e JP Ferreira. Já a briga por vagas no grupo dos top-50 está completamente aberta, com todos os participantes tendo chances de entrar.

O CBSurf Xangri-lá Pro Surf promove a penúltima etapa do Circuito Profissional da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) com realização da Federação Gaúcha de Surf (FGS), junto com a Associação Atlântida Pro Surf (APS) e Associação de Surfe e Esportes de Xangri-lá (ASEMUX) e patrocínio da Prefeitura Municipal de Xangri-lá, Secretaria de Turismo de Xangri-lá, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Restaurante 20 Barra 9, apoio da Monster Energy, Cerveja Amstel, Kinet Telecom, D1 Fitness, Juvesa concessionária Fiat, ASUN Supermercados, Floricultura Gino, APAG Incêndio, Camerite Monitoramento, STV 45 Segurança, Dream Factory, Surfland, Silverbay, Fu-Wax e Açaí do Joca Junior,. A competição será transmitida ao vivo pelo CBSurf.org.br.

Yagê Araújo, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Florianópolis, Santa Catarina, SC. Foto: Pablo Jacinto

Yagê Araújo está na corrida pelo título da categoria masculina. Foto: Pablo Jacinto

BATERIAS DO CBSURF XANGRI-LÁ PRO

PRIMEIRA FASE – 3.a=13.o lugar (3.400 pts) e 4.a=19.o lugar (2.000 pts):

1.a: Julia Duarte (RJ), Karol Ribeiro (RJ), Kiany Hyakutake (SC), Yanca Costa (CE)
2.a: Taís Almeida (RJ), Kemily Sampaio (SP), Natalie Plachi (SC), Potira Castaman (BA)
3.a: Mariana Areno (RJ), Alexia Monteiro (SC), Juliana dos Santos (CE), Yasmin Dias (SC)
4.a: Julia Santos (SP), Sol Carrion (SP), Kayane Reis (RJ), Nathalie Martins (PR)
5.a: Larissa dos Santos (CE), Monik Santos (PE), Nalanda Carvalho (PB), Diana Cristina (PB)
6.a: Silvana Lima (CE), Jessica Bianca (PR), Nicole Santos (PE), Maya Carpinelli (SC)

PRIMEIRA FASE – 3.o=97.o lugar (200 pts) e 4.o=121.o lugar (180 pts):

1.a: Pericles Dimitri (PR), Bino Lopes (BA), Ramiro Rubim (SC)
2.a: Santiago dos Santos (CE), Kayan Medeiros (RN), Edson de Pra (PR), Luiz Henrique (RS)
3.a: Uriel Sposaro (SC), Luã da Silveira (SC), Bruno Moraes (SC), Stefano Paz (RS)
4.a: Amando Tenorio (AL), Leo Andrade (BA), Douglas Noronha (SP), Eduardo Motta (SP)
5.a: Tomas Hermes (SC), Ricardo Ferreira (SP), Lucas Cainan (PR)
6.a: Fabricio Bulhões (BA), Walley Guimarães (SC), Gabriel Debatim (PR), Saullo Marques (BA)
7.a: Yuri Gonçalves (SC), Diogo Santos (BA), José Muniz (SC), Netto Moura (SC)
8.a: Kim Matheus (SP), Derek Souza (SP), Victor Valentim (PR)
9.a: Luan Ferreyra (PE), Felipe Oliveira (SP), Alan Donato (PE), Anderson Pikachu (RJ)
10: Victor Costa (RN), Luy Gonzales (RS), Tanio Barreto (AL), Artur Silva (CE)
11: Pedro Neves (RJ), Giovani Pontes (SP), Flavio Nakagima (SP), Matheus Gomes (SP)
12: Luan Hanada (SP), Luan Wood (SC), Kayki Araujo (SC)
13: Daniel Adisaka (SP), Diego Rosa (SC), Leonardo Berbet (RN)
14: Luel Felipe (PE), Dodo Veiga (SP), Henrique Liberato (SP), Marcel de Rose (RS)
15: Geovane Ferreira (SP), Fellipe Ximenes (SC), Cauet Frazão (RJ), Leandro Silva (SC)
16: Wallace Vasco (SC), Kaique Timidate (SC), Lucas Vicente (SC), Luigi Wengrover (RS)
17: Rafael Teixeira (ES), Gustavo Costa (SP), André Luiz (SC), Rafael Venuto (CE)
18: Odarci Nonato (SP), Mathias Ramos (CE), Giovani Reis (RS), Kaique Garcia (RS)
19: Hedieferson Junior (SC), Caio Knappi (RJ), Marcus Cintra (CE), Daniel Matos (BA)
20: Luciano Brulher (SP), Igor Moraes (SP), Aminandes Pamplona (PR)
21: Renan Peres (SP), Gustavo Borges (RS), Ricardo Kjellin (RS), Lucas Ribas (RJ)
22: Janninfer de Souza (CE), Derek Adriano (SC), Eric Bahia (SP), Ryan Martins (SC)
23: Niccolas Padaratz (SC), Wesley Leite (SP), Yan Feder (RJ), José Luis Mello (RS)
24: Patrick Plachi (SC), Kainan Meira (PR), Tayrom Silva (SC)

SEGUNDA FASE – entrada dos 48 cabeças de chave:

———3.o=49.o lugar (1.000 pts) e 4.o=73.o lugar (600 pts)
1.a: Alan Jhones (RN), Leonardo Barcelos (SC)
2.a: Daniel Templar (RJ), Robson Santos (SP)
3.a: Israel Junior (RN), Adriano de Souza (SP)
4.a: Messias Felix (CE), Michel Roque (CE)
5.a: Peterson Crisanto (PR), Theo Fresia (RJ)
6.a: Gabriel André (SP), Heitor Alves (CE)
7.a: Michael Rodrigues (CE), Kaue Germano (SP)
8.a: Mateus Sena (RN), Caetano Vargas (SC)
9.a: Willian Cardoso (SC), Tales Araujo (SP)
10: JP Ferreira (SP), Jihad Khodr (PR)
11: Luan Carvalho (SP), Alandreson Martins (BA)
12: Yage Araujo (BA), Pedro Dib (SP)
13: Krystian Kymerson (ES), Rodrigo Saldanha (SP)
14: Paulo Moura (PE), Deyvson Santos (RN)
15: Alex Ribeiro (SP), Diego Aguiar (SP)
16: Luiz Mendes (SC), Glauciano Rodrigues (CE)
17: Ian Gouveia (PE), Leo Casal (SC)
18: Weslley Dantas (SP), Bruno Galini (BA)
19: Gabriel Klaussner (SP), José Francisco (PB)
20: Hizunomê Bettero (SP), Thiago Eduardo (CE)
21: Samuel Igo (PB), Douglas Silva (PE)
22: Raoni Monteiro (RJ), Vitor Ferreira (RJ)
23: Cauã Gonçalves (SP), Lucas Catapam (PR)
24: Marcos Correa (SP), Pedro Nogueira (SC)

RANKINGS DO CIRCUITO BRASILEIRO CBSURF PRO TOUR:

TOP-10 DO RANKING MASCULINO – 4 etapas:

01: Krystian Kymerson (ES) – 18.900 pontos
02: Yage Araujo (BA) – 17.700
03: Alan Jhones (RN) – 16.200
04: Marcos Correa (SP) – 14.100
05: Hizunomê Bettero (SP) – 13.300
06: Peterson Crisanto (PR) – 13.100
07: Mateus Sena (RN) – 12.800
08: Ian Gouveia (PE) – 12.200
09: Samuel Igo (PB) – 12.000
10: Messias Felix (CE) – 11.400

TOP-10 DO RANKING FEMININO – 4 etapas:

01: Tainá Hinckel (SC) – 33.000 pontos
02: Julia Duarte (RJ) – 24.700
03: Silvana Lima (CE) – 23.600
04: Julia Santos (SP) – 18.900
05: Mariana Areno (RJ) – 18.500
06: Yanca Costa (RJ) – 18.400
07: Larissa dos Santos (CE) – 17.200
08: Taís Almeida (RJ) – 15.000
09: Kemily Sampaio (SP) – 14.200
10: Monik Santos (PE) – 14.100

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Brasil

Surf Brasil Base 2026: conheça os oito campeões brasileiros

Confira os oito campeões brasileiros do Surf Brasil Base 2026 e os resultados das finais do Sub-12 ao Sub-18 em Navegantes.

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Rudá Nascimento no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Rudá Nascimento conquistou seu primeiro título brasileiro ao vencer o Sub-12 com 9,43 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

O Surf Brasil Base 2026 definiu os oito campeões brasileiros na Praia Central, em Navegantes (SC). Enquanto o Nordeste conquistou seis títulos individuais, São Paulo garantiu o pentacampeonato consecutivo por equipes.

Apresentada pela Prefeitura de Navegantes, a competição teve sete finais no domingo (27), em ondas muito pequenas. Apesar das condições, algumas decisões terminaram com diferenças mínimas entre os primeiros colocados.

O Sub-16 feminino, por sua vez, havia sido decidido no sábado, com vitória de Carol Bastides. Assim, o domingo completou a relação de campeões das categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18.

A Paraíba liderou as conquistas individuais com três títulos, enquanto Ceará e São Paulo ficaram com dois cada. Por fim, a Bahia completou a lista com uma vitória.

Além disso, o evento definiu os representantes do país no Mundial Júnior ISA 2027. Nesta edição, três seletivas regionais antecederam a decisão nacional.

Rudá Nascimento e Ayla Lopes conquistam seus primeiros títulos

Rudá Nascimento somou notas 5,73 e 3,70 na final Sub-12 masculina. Dessa forma, o baiano alcançou 9,43 pontos e conquistou seu primeiro título brasileiro.

Entretanto, a confirmação veio após a espera pelas notas das últimas ondas de três finalistas. Rudá registrou a maior nota da bateria, enquanto os adversários terminaram com totais na casa dos oito pontos.

Fernando Medina, da Paraíba, ficou em segundo, com 8,87. Em seguida, Davi Lucca, da Bahia, terminou em terceiro, com 8,73, e Thomaz Monteiro, de São Paulo, em quarto, com 8,10.

Portanto, apenas 0,14 ponto separou Fernando e Davi na disputa pelo vice-campeonato.

Ayla Lopes no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Ayla Lopes venceu o Sub-12 e interrompeu a sequência de títulos de Maria Clara Chuquer, campeã em 2024 e 2025. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Assim como Rudá, Ayla Lopes comemorou seu primeiro título brasileiro. Representando a Paraíba, ela combinou notas 4,50 e 3,10 para vencer o Sub-12 feminino com 7,60 pontos.

Além disso, Ayla interrompeu a sequência de conquistas de Maria Clara Chuquer, campeã em 2024 e 2025. A paulista terminou como vice-campeã, com 6,76 pontos.

Na sequência, Laura de Souza, também de São Paulo, ficou em terceiro, com 6,13. Por fim, Luiza Soares, do Rio Grande do Norte, completou a final com 4,43.

Antes da vitória, Ayla também havia disputado a final Sub-14, na qual terminou em quarto. Assim, encerrou sua participação com duas finais e um título nacional.

Lucas Peixoto e Hanna Prado vencem o Sub-14

Lucas Peixoto surfou apenas duas ondas na final Sub-14 masculina, recebendo notas 5,00 e 4,23. Dessa forma, o cearense conquistou o título com 9,23 pontos.

Além disso, garantiu a segunda vitória do Ceará no evento, após a conquista de Nicolas Silva no Sub-16.

Luca Messenger, de Santa Catarina, terminou em segundo, com 8,73. Em seguida, Narciso Inácio, do Rio Grande do Norte, ficou em terceiro, com 6,40, e Izau Signorini, de São Paulo, em quarto, com 6,10.

Lucas Peixoto no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Lucas Peixoto surfou duas ondas na final e conquistou o título Sub-14 com 9,23 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

No feminino, Hanna Prado conquistou seu primeiro título brasileiro na terceira final que disputou no campeonato. Antes disso, havia terminado em quarto no Sub-16 e em terceiro no Sub-18.

Entretanto, a vitória no Sub-14 só veio na última onda de Hanna. Com notas 4,50 e 4,13, ela alcançou 8,63 pontos.

Assim, superou Alexia Oliveira, também da Paraíba, por apenas 0,16 ponto. A vice-campeã encerrou a decisão com 8,47.

Na sequência, Lulu Vivan, de Santa Catarina, ficou em terceiro, com 7,20. Por fim, Ayla Lopes terminou em quarto, com 5,63.

Assim como Ayla, Hanna mora em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, e representa a Paraíba no Brasileiro de Base.

Hanna Prado no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Hanna Prado garantiu a vitória no Sub-14 na última onda e comemorou seu primeiro título brasileiro. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Nicolas Silva vence e Carol Bastides chega ao tricampeonato Sub-16

Nicolas Silva abriu as decisões de domingo com uma vitória no Sub-16 masculino. Ao combinar notas 6,00 e 5,00, o cearense conquistou o título com 11,00 pontos.

Segundo Nicolas, o mar apresentou boas ondas nos primeiros dias, mas ficou pequeno no fim do campeonato. Apesar disso, o campeão avaliou positivamente seu desempenho e comemorou a conquista para o Ceará.

Lucas Velasquez, de Santa Catarina, terminou em segundo, com 7,90. Em seguida, Iago Bellotti, da Paraíba, ficou em terceiro, com 7,30, enquanto Felipe Homsi completou a final com 5,13.

Além do título, Nicolas garantiu presença na seleção Sub-16 ao lado de Lucas e Iago.

Nicolas Silva no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Nicolas Silva venceu a primeira final do domingo e conquistou o título Sub-16 com 11,00 pontos. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Carol Bastides, por sua vez, conquistou o terceiro título consecutivo no Sub-16, após as vitórias de 2024 e 2025. Dessa forma, a paulista chegou à sexta conquista brasileira nas categorias de base.

Na final de sábado, Carol somou notas 6,50 e 5,40. Assim, alcançou 11,90 pontos, o maior total entre as oito finais.

Em seguida, Aninha Dagostini, do Espírito Santo, ficou em segundo, com 10,36. Giovanna Rocha, de São Paulo, terminou em terceiro, com 6,30, enquanto Hanna Prado ficou em quarto, com 6,23.

Portanto, apenas 0,07 ponto separou Giovanna e Hanna na classificação da bateria.

Carol Bastides no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Carol Bastides conquistou o tricampeonato consecutivo Sub-16 e seu sexto título brasileiro na base. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

Felipe Homsi e Maeva Guastalla conquistam o Sub-18

Felipe Homsi abriu a final Sub-18 com uma nota 6,00 e liderou a disputa até o fim. Em seguida, acrescentou 3,57 ao somatório e conquistou o título com 9,57 pontos.

Embora tenha ficado em quarto no Sub-16, o paraibano avaliou que aquela bateria ajudou na adaptação às condições. Segundo Felipe, a experiência permitiu entrar mais conectado com as ondas na decisão seguinte.

Pablo Gabriel, do Rio de Janeiro, terminou em segundo, com 7,66. Na sequência, Michel Demétrio, de Santa Catarina, ficou em terceiro, com 6,23.

Por sua vez, Vini Palma, de São Paulo, completou a final com 6,13. Assim, apenas 0,10 ponto separou o paulista da terceira posição e da vaga na seleção Sub-18.

Felipe Homsi no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Felipe Homsi liderou a final Sub-18 e conquistou o título brasileiro e a classificação para o Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

No feminino, Maeva Guastalla voltou ao topo do pódio nacional após o título Sub-14 de 2024. Ao somar notas 5,00 e 3,77, a surfista de Ubatuba venceu com 8,77 pontos.

No entanto, a diferença para Carol Bastides foi de apenas 0,11 ponto. Além do título Sub-16, Carol conquistou o vice-campeonato Sub-18, com 8,66.

Em seguida, Hanna Prado ficou em terceiro, com 7,30. Por fim, Giovanna Rocha terminou em quarto, com 6,37.

Além da vitória, Maeva comemorou o retorno à seleção brasileira. Após representar o país no Mundial de 2025, no Peru, ela voltará à equipe em 2027.

Maeva Guastalla no Surf Brasil Base 2026 em Navegantes

Maeva Guastalla venceu o Sub-18 e voltou a conquistar um título brasileiro após a vitória no Sub-14 em 2024. Foto: Pablo Jacinto / SurfBrasil

São Paulo conquista o pentacampeonato por equipes

São Paulo conquistou o título por equipes pelo quinto ano consecutivo, com 17.215 pontos. Em seguida, Santa Catarina terminou em segundo, com 15.251.

A Paraíba ficou em terceiro, com 11.935 pontos, enquanto o Ceará completou as quatro primeiras posições com 6.980.

Embora o Nordeste tenha vencido seis categorias individuais, São Paulo liderou a classificação estadual. Os títulos paulistas vieram com Carol Bastides, no Sub-16, e Maeva Guastalla, no Sub-18.

Premiação das equipes estaduais no Surf Brasil Base 2026

São Paulo liderou a classificação por equipes, seguido por Santa Catarina, Paraíba e Ceará. Foto: Brocolis / SurfBrasil

Surf Brasil Base define os 12 representantes para o Mundial

Além dos títulos nacionais, a competição definiu os 12 representantes do Brasil no Mundial Júnior ISA 2027. O time Sub-18 masculino foi o último a ficar completo, após a final de domingo.

As outras três equipes, por sua vez, já estavam definidas no sábado. Entretanto, a lista da seleção não corresponde exatamente aos três primeiros de cada final.

Isso porque a formação considera a idade dos atletas em 2027 e a distribuição das vagas entre as categorias. Por isso, confira os detalhes na matéria sobre os classificados para representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027.

Seleção Brasileira Júnior classificada para o Mundial ISA 2027

Os 12 classificados representarão o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027, no Sub-16 e Sub-18, masculino e feminino. Foto: Brocolis / SurfBrasil

Resultados completos das finais do Surf Brasil Base 2026

Por fim, confira a classificação dos quatro finalistas de cada categoria. Além dos nomes e estados, a arte reúne as notas e os totais das oito decisões.

Resultados completos das finais Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18 do Surf Brasil Base 2026

Classificação dos quatro finalistas de cada categoria. Clique na imagem para ampliar. Arte: AOS Mídia.

Com informações de João Carvalho, assessor de imprensa da Confederação Brasileira de Surf.

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Brasil

Conheça os classificados para representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027

Conheça os 12 surfistas da seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 nas categorias Sub-16 e Sub-18.

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Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 e representará o Brasil na categoria no Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

A Seleção Brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 está definida. O Surf Brasil Base apresentado pela Prefeitura de Navegantes reuniu os atletas na Praia Central, em Santa Catarina, e definiu os representantes do país.

Conheça os campeões brasileiros de 2026

Ao todo, 12 surfistas integram a equipe, divididos entre Sub-16 e Sub-18, no masculino e no feminino. Além das vagas para a competição da International Surfing Association (ISA), o evento decidiu os títulos brasileiros dessas categorias.

As ondas estiveram muito pequenas nas fases decisivas. Mesmo assim, as finais tiveram disputas equilibradas, com diferenças mínimas entre alguns dos principais resultados.

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Felipe Homsi venceu o Sub-18 em Navegantes e garantiu sua vaga na seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Quem vai representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027?

A seleção reúne atletas de seis estados: Ceará, Santa Catarina, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira os integrantes de cada categoria:

Categoria Atletas classificados
Sub-16 masculino Nicolas Silva (CE), Lucas Velasquez (SC) e Iago Bellotti (PB)
Sub-16 feminino Carol Bastides (SP), Aninha Dagostini (ES) e Hanna Prado (PB)
Sub-18 masculino Felipe Homsi (PB), Pablo Gabriel (RJ) e Michel Demétrio (SC)
Sub-18 feminino Maeva Guastalla (SP), Giovanna Rocha (SP) e Júlia Stefani (SP)

Entretanto, a composição da equipe não corresponde exatamente aos três primeiros de cada final. A idade dos atletas em 2027 e a distribuição das vagas entre as categorias também entram nessa definição.

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Campeã brasileira Sub-16 e vice no Sub-18, Carol Bastides representará o Brasil no Sub-16 do Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Nicolas Silva lidera o trio do Sub-16 masculino

Nicolas Silva conquistou o título brasileiro Sub-16 com 11,00 pontos. Para isso, o cearense combinou notas 6,00 e 5,00 na decisão.

Em seguida, Lucas Velasquez, de Santa Catarina, terminou como vice-campeão, com 7,90. Iago Bellotti, da Paraíba, completou o trio de classificados com 7,30 pontos.

Por sua vez, Felipe Homsi ficou em quarto, com 5,13. Apesar desse resultado no Sub-16, o paraibano garantiu seu lugar na seleção pela categoria Sub-18.

Assim, Nicolas, Lucas e Iago representarão o Brasil no Sub-16 masculino do Mundial Júnior ISA 2027.

Seleção Brasileira Junior Surf Brasil Base foto brocolisphoto

Seleção Brasileira Júnior reúne 12 atletas para representar o país no Mundial Júnior ISA 2027, nas categorias Sub-16 e Sub-18, masculino e feminino. Foto: @brocolisphoto

Carol Bastides, Aninha Dagostini e Hanna Prado formam o Sub-16 feminino

Carol Bastides venceu o Sub-16 feminino com 11,90 pontos, somando notas 6,50 e 5,40. Além disso, a paulista conquistou o vice-campeonato do Sub-18, com 8,66.

Na seleção, porém, Carol integra apenas o time Sub-16. Ao seu lado estarão Aninha Dagostini, do Espírito Santo, e Hanna Prado, da Paraíba.

Aninha terminou a final em segundo, com 10,36 pontos. Já Hanna ficou em quarto, com 6,23, apenas 0,07 ponto atrás da terceira colocada, Giovanna Rocha.

No entanto, Giovanna completou 16 anos em 2026 e não poderá disputar o Sub-16 no próximo Mundial. Dessa forma, Hanna conquistou a vaga nessa categoria, enquanto Giovanna garantiu presença no Sub-18.

Nicolas Silva dia 5 Surf Brasil Base foto Pablo Jacinto

Nicolas Silva leva a melhor na Sub-16 masculina. Foto: Pablo Jacinto

Felipe Homsi conquista o título e a vaga no Sub-18

Felipe Homsi venceu a final do Sub-18 masculino com 9,57 pontos. O paraibano somou notas 6,00 e 3,57 para conquistar o título brasileiro.

Na sequência, Pablo Gabriel, do Rio de Janeiro, garantiu o vice-campeonato com 7,66. Michel Demétrio, de Santa Catarina, terminou em terceiro, com 6,23, e também entrou na seleção.

Por outro lado, Vini Palma ficou em quarto, com 6,13 pontos, e não conquistou a vaga. Assim, apenas 0,10 ponto separou o paulista da terceira posição.

Com esses resultados, Felipe, Pablo e Michel formam o time brasileiro Sub-18 masculino para o Mundial Júnior ISA 2027.

Sub-18 feminino terá Maeva, Giovanna e Júlia

Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 com 8,77 pontos. A paulista superou Carol Bastides por apenas 0,11 ponto na decisão.

Enquanto isso, Hanna Prado terminou em terceiro, com 7,30. Giovanna Rocha completou a final em quarto, com 6,37.

Entretanto, Carol e Hanna já estavam destinadas ao time Sub-16. Dessa maneira, Maeva e Giovanna garantiram seus lugares na equipe Sub-18.

A terceira vaga ficou com Júlia Stefani, também de São Paulo. Embora tenha parado nas semifinais, ela superou a irmã Paula Stefani no critério de desempate.

Isso porque Júlia venceu três baterias ao longo da competição, contra duas de Paula. Assim, o Sub-18 feminino terá três representantes paulistas no Mundial.

Idade em 2027 influencia a formação da seleção

A classificação para o Mundial considera a idade no ano da competição. Portanto, o resultado conquistado em 2026 precisa respeitar a elegibilidade do atleta para 2027.

Pelo regulamento vigente da ISA, quem completar 17 anos em 2027 não poderá disputar o Sub-16. Da mesma forma, quem completar 19 anos naquele ano estará fora do Sub-18.

Por isso, os resultados das finais e a relação de integrantes da seleção apresentam diferenças. O caso de Giovanna Rocha mostra como esse critério interfere na distribuição das vagas.

Sub-12 terá decisões neste domingo

Enquanto a seleção para o Mundial já está definida, o Surf Brasil Base ainda terá as decisões do Sub-12 masculino e feminino neste domingo.

Essas finais completarão os resultados da competição na Praia Central. O balanço completo do evento também reunirá os campeões e as classificações das categorias Sub-12 e Sub-14.

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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