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África do Sul

Weslley Dantas é vice-campeão do Ballito Pro 2026

Weslley Dantas é vice-campeão do Ballito Pro 2026, conquista seu melhor resultado no Challenger Series e larga forte na busca pelo CT.

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Weslley Dantas 26BallitoCS KM2 7298 Kody McGregor

Weslley Dantas é vice-campeão do Ballito Pro 2026. Foto: WSL / Kody McGregor

Weslley Dantas foi o grande destaque brasileiro na primeira etapa do Challenger Series 2026. O surfista de Ubatuba terminou como vice-campeão do Ballito Pro, disputado na África do Sul, e conquistou o melhor resultado de sua carreira no circuito de acesso da World Surf League (WSL). O título ficou com o norte-americano Cole Houshmand, enquanto, no feminino, a portuguesa Teresa Bonvalot venceu a compatriota Francisca Veselko em uma final inédita para Portugal.

O vice-campeonato coloca Weslley entre os primeiros colocados do ranking do Challenger Series e o credencia como um dos candidatos à classificação para o Championship Tour de 2027.

Weslley and Cole 26BallitoCS 0D3A6565 Pierre Tostee

Weslley e Cole Houshmand no pódio da etapa. Foto: WSL / Pierre Tostee

Weslley Dantas faz grande campanha no Ballito Pro

A campanha de Weslley Dantas no Ballito Pro foi construída com apresentações consistentes e um surfe progressivo, principalmente nos aéreos de frontside que marcaram sua participação durante toda a semana.

No Finals Day, o brasileiro superou o norte-americano Taj Lindblad nas quartas de final e depois derrotou Jackson Bunch para garantir presença na decisão.

Na grande final, Weslley encontrou outro especialista em manobras aéreas: Cole Houshmand. O brasileiro começou forte e mostrou novamente seu repertório de aéreos, mas viu o adversário responder com um impressionante straight air, que recebeu 8.90 pontos, a maior nota da bateria.

Mesmo assim, Weslley permaneceu vivo na disputa até os minutos finais. Sua melhor onda valeu 7.83, e ele encerrou a decisão precisando de 5.41 pontos para virar o confronto. O placar terminou em 13.23 a 12.53, diferença de apenas 0.70 ponto.

Após a final, Weslley comemorou o melhor resultado de sua trajetória no Challenger Series.

“É uma sensação incrível conquistar esse resultado. Vim para cá pensando que talvez pudesse conseguir pelo menos um quinto lugar. Não sabia o que ia acontecer, então estou muito feliz. Agora é continuar trabalhando, dando o meu melhor e, espero, alcançar meu objetivo de me classificar no fim da temporada”, afirmou o brasileiro.

Weslley Dantas 26BallitoCS 0D3A6200 Pierre Tostee

Weslley larga forte na corrida por uma vaga na elite mundial. Foto: WSL / Pierre Tostee

Vice-campeonato anima corrida pelo Championship Tour

O vice-campeonato de Weslley Dantas no Ballito Pro representa um passo importante na luta por uma vaga inédita na elite mundial.

Com apenas cinco etapas no calendário do Challenger Series, largar com um segundo lugar significa conquistar uma pontuação valiosa logo no início da temporada e reduzir a pressão para os próximos eventos.

Além da pontuação, o desempenho mostrou que Weslley chega competitivo para enfrentar alguns dos principais nomes do circuito, incluindo atletas recém-saídos do Championship Tour.

Ian Gouveia 26BallitoCS KM2 5224 Kody McGregor

Ian Gouveia chega às quartas de final da etapa. Foto: WSL / Kody McGregor

Outros brasileiros também pontuaram em Ballito

Além de Weslley Dantas, o Brasil colocou outros surfistas nas fases decisivas da competição.

Ryan Kainalo e Ian Gouveia chegaram às quartas de final, encerrando suas campanhas entre os oito melhores da etapa.

No feminino, Laura Raupp foi a brasileira com melhor desempenho ao alcançar as quartas de final. Sophia Medina acabou eliminada na segunda fase por uma diferença mínima de apenas 0.03 ponto para a segunda colocada da bateria, enquanto Tainá Hinckel se despediu ainda na estreia.

Teresa Bonvalot 26BallitoCS 0D3A6361 Pierre Tostee

Teresa Bonvalot comemora o título feminino em Ballito. Foto: WSL / Pierre Tostee

Teresa Bonvalot faz história entre as mulheres

A decisão feminina marcou um momento histórico para o surfe português.

Em uma final entre duas atletas de Portugal, Teresa Bonvalot derrotou Francisca Veselko por 10.33 a 9.10, conquistando seu segundo título no Challenger Series e tornando-se a primeira portuguesa a vencer o Ballito Pro em 57 anos de história do evento.

O resultado teve um significado ainda maior porque Bonvalot disputava sua primeira competição desde que passou por uma cirurgia no pé para tratar complicações causadas por espinhos de ouriço-do-mar.

Francisca and Teresa 26BallitoCS 0D3A6534 Pierre Tostee

Francisca Veselko e Teresa Bonvalot fazem dobradinha portuguesa. Foto: WSL / Pierre Tostee

Próxima etapa será em Huntington Beach

Depois do espetáculo em Ballito, o Challenger Series segue agora para os Estados Unidos.

A segunda etapa da temporada será o tradicional Lexus US Open of Surfing, em Huntington Beach, Califórnia, entre os dias 25 de julho e 2 de agosto.

Com o vice-campeonato na África do Sul, Weslley Dantas chega embalado e entre os principais nomes na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. A regularidade demonstrada em Ballito mostra que o brasileiro tem condições de permanecer na disputa até o fim da temporada e sonhar, pela primeira vez, com um lugar entre a elite do surfe mundial.

Ryan Kainalo 26BallitoCS KM2 6204 Kody McGregor

Ryan Kainalo encerra a semana com o título do Pro Junior e a quinta posição no Challenger Series. Foto: WSL / Kody McGregor

Resultados do Ballito Pro 2026

Masculino

1 Cole Houshmand (EUA)
2 Weslley Dantas (Bra)
3 Jarvis Earle (Aus)
3 Jackson Bunch (Haw)
5 Ryan Kainalo (Bra)
5 Ian Gouveia (Bra)
5 Taj Lindblad (EUA)
5 Jake Marshall (EUA)
9 Vitor Ferreira (Bra)
9 Mateus Herdy (Bra)
9 Deivid Silva (Bra)
25 Edgard Groggia (Bra)
33 Douglas Silva (Bra)
49 Michael Rodrigues (Bra)
65 Rafael Barbosa (Bra)
65 Lucas Silveira (Bra)
73 Gabriel Klaussner (Bra)

Feminino

1 Teresa Bonvalot (Por)
2 Francisca Veselko (Por)
3 Ariane Ochoa (Bas)
3 Sol Aguirre (Per)
5 Laura Raupp (Bra)
5 Sierra Kerr (Aus)
5 Bella Kenworthy (EUA)
5 Eden Walla (EUA)
17 Sophia Medina (Bra)
41 Tainá Hinckel (Bra)

 

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África do Sul

África define classificados para o Challenger Series da WSL

Conheça os surfistas da África que garantiram vaga no Challenger Series 2025 da WSL após o encerramento da temporada do QS africano.

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Adin Masencamp comemora sua vitória no Cape Town Surf Pro e a classificação para o Challenger Series 2025 – Foto: WSL / Kody McGregor

Adin Masencamp comemora sua vitória no Cape Town Surf Pro e a classificação para o Challenger Series 2025. Foto: WSL / Kody McGregor

A última etapa da temporada 2024/2025 do Qualifying Series da WSL África foi decisiva. Realizado nos dias 29 e 30 de março em Long Beach, Kommetjie, o Cape Town Surf Pro QS 1.000 coroou os campeões regionais e confirmou os surfistas africanos classificados para o Challenger Series 2025.

Com ondas de até 1 metro e vento terral constante no domingo, o evento teve performances de alto nível. No masculino, Adin Masencamp conquistou sua primeira vitória na temporada ao superar Luke Thompson em uma revanche acirrada.

Jessie van Niekerk garante vaga no Challenger Series após vencer final emocionante em Kommetjie – Foto: WSL / Kody McGregor

Jessie van Niekerk garante vaga no Challenger Series após vencer final emocionante em Kommetjie. Foto: WSL / Kody McGregor

Com um somatório de 15.40 pontos, incluindo uma nota excelente de 8.83, Masencamp garantiu o título e dedicou a vitória à sua mãe, que enfrenta uma batalha contra o câncer.

“Queria muito vencer esse evento por ela. Foi um momento especial, com família e amigos na areia”, declarou Masencamp.

Louise Lepront e Luke Thompson são os campeões regionais da WSL Africa na temporada 2024/2025 – Foto: WSL / Kody McGregor

Louise Lepront e Luke Thompson são os campeões regionais da WSL Africa na temporada 2024/2025. Foto: WSL / Kody McGregor

Na disputa feminina, Jessie van Niekerk venceu Anastasia Venter na final e assegurou sua reclassificação para o Challenger Series. A decisão foi intensa, com Van Niekerk encontrando suas melhores ondas no fim da bateria e administrando a prioridade para impedir a reação de Venter.

Com os resultados, os quatro primeiros colocados no ranking masculino e as duas primeiras no feminino garantiram vaga no Challenger Series 2025. Os surfistas africanos classificados são:

Masculino

  • Luke Thompson (campeão regional)

  • Adin Masencamp

  • Connor Slijpen

  • Luke Slijpen

Feminino

  • Louise Lepront (campeã regional)

  • Jessie van Niekerk

Agora, os classificados se preparam para a estreia do Challenger Series 2025, que começa em junho, em Newcastle, Austrália. A África segue forte na disputa por vagas no Championship Tour da WSL.

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África do Sul

Por que J-Bay saiu do calendário da WSL?

Jornalista sul-africano explica os motivos que levaram J-Bay a ficar fora do calendário do Championship Tour em 2024.

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J-Bay, Jeffreys Bay, África do Sul, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: Divulgação WSL

    J-Bay está fora do calendário do Championship Tour da WSL em 2024. Foto: Divulgação WSL

Nesta quarta-feira, a World Surf League (WSL) anunciou o calendário do Championship Tour em 2024, e a saída de J-Bay, na África do Sul, foi uma das novidades mais lamentadas pelos amantes do esporte.

Segundo o jornalista identificado como “Spike”, em texto publicado pelo site sul-africano Wavescape, a falta de apoio financeiro seria o principal motivo da ausência das perfeitas direitas sul-africanas no calendário da Liga para o próximo ano.

“Fontes próximas ao assunto afirmam que a etapa teve um déficit significativo em 2023, e que a renda total prevista para 2024 indica uma perda similar no próximo ano”, cita o autor Spike.

Apesar do apoio financeiro de alguns patrocinadores, do município de Kouga e da Eastern Cape Parks and Tourism, o investimento necessário não foi disponibilizado e a WSL foi forçada a tomar uma decisão muito desconfortável e dolorosa.

O autor do texto escreveu ainda que, “na Austrália, os governos estaduais estão se esforçando ao máximo para sediar mais eventos da WSL em uma programação já congestionada de eventos no País, porque eles reconhecem o impacto positivo disso na economia local, com uma grande injeção econômica quando milhares de visitantes locais, estaduais e estrangeiros vão para a uma cidade por 10 dias”.

Para Spike, a saída da etapa em J-Bay é uma catástrofe para a comunidade de local, bem como para Eastern Cape. “Os meses magros de inverno normalmente recebem uma injeção maciça de dinheiro do turismo de surf em julho, a maior parte vinda do evento, que sustenta todos até as férias de verão”.

As brigas e rivalidades políticas na África do Sul também podem ter contribuído para isso.”Eles veem uma mina de ouro, mas se não podem se beneficiar, destroem o projeto para que ninguém possa se beneficiar”, disse uma fonte ao autor do texto.

Ainda de acordo com Spike, há uma pequena esperança para 2025, com bastante tempo para planejar uma estratégia que conquiste o tipo de apoio que o evento precisa.

Fonte: Wavescape

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