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Competições

Corte do Championship Tour é decidido por 0,19

Jake Marshall e Barron Mamiya empataram em pontos no corte do Championship Tour. Uma diferença de apenas 0,19 decidiu a última vaga.

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Jake Marshall ficou à frente de Barron Mamiya no desempate pela última vaga do corte do Championship Tour.

Jake Marshall garantiu a 22ª e última vaga do corte masculino após um desempate com Barron Mamiya decidido por apenas 0,19 na média das baterias. Foto: WSL / Thiago Diz

O corte masculino do Championship Tour terminou com uma das definições mais apertadas da temporada. Jake Marshall e Barron Mamiya encerraram as nove primeiras etapas empatados em 17.705 pontos, justamente na disputa pela 22ª e última posição que garantia presença nas etapas de Portugal e Filipinas.

O empate na pontuação obrigou a aplicação dos critérios previstos no regulamento da WSL. E nem mesmo o primeiro deles foi suficiente para separar os dois norte-americanos.

Nesse primeiro desempate, são comparados os melhores resultados válidos de cada surfista, começando pelo melhor e seguindo até o pior. Jake e Barron apresentavam exatamente a mesma sequência entre os sete resultados que contavam para o ranking no corte.

Cada um tinha uma quinta colocação, com 4.745 pontos, três nonos lugares, de 3.320 pontos cada, e três 17º lugares, valendo 1.000 pontos cada.

A soma era idêntica: 17.705 pontos.

Por isso, a definição da última vaga precisou avançar para o critério seguinte.

Apenas 0,19 separou Jake e Barron

Persistindo o empate, o regulamento determina a utilização da média de pontuação por bateria ao longo da temporada.

Foi aí que apareceu a pequena diferença que decidiu o corte:

Jake Marshall — 11,59
Barron Mamiya — 11,40

A diferença foi de apenas 0,19.

Com a vantagem, Jake terminou Trestles em 22º lugar, enquanto Barron ficou em 23º.

Na prática, esses 0,19 tiveram uma consequência enorme. Jake garantiu presença nas duas etapas seguintes do Championship Tour, enquanto Barron ficou abaixo do corte.

Jake, portanto, poderá competir em Portugal e nas Filipinas. Barron não participa dessas duas etapas e retorna ao circuito em Pipeline, última parada da temporada.

O que diz o regulamento

O caso chama atenção porque a quantidade de vitórias em baterias, os resultados descartados ou a ordem em que os resultados foram conquistados não serviram como critérios adicionais para definir a vaga.

O regulamento prevê primeiro a comparação dos melhores resultados que efetivamente contam para o ranking. Como Jake e Barron permaneceram empatados nessa comparação, foi necessário utilizar a média das baterias.

Por apenas 0,19, Jake levou a melhor.

A situação mostra também como detalhes acumulados durante toda a temporada podem acabar decidindo uma vaga no momento do corte. Uma bateria disputada meses antes, por exemplo, poderia ter sido suficiente para alterar essa média e, consequentemente, a posição final dos dois.

Uma curiosidade ainda pode envolver os dois

Depois que AOS Mídia publicou o caso, uma pergunta feita por um seguidor levantou outro cenário curioso.

Barron poderia voltar a ultrapassar Jake no ranking mesmo sem disputar Portugal e Filipinas?

AOS Mídia apurou que sim, existe essa possibilidade, embora o cenário seja pouco provável.

Antes de Pipeline, os atletas que ficaram abaixo do corte retornam ao ranking, e todos passam a computar nove resultados. Caso Jake e Barron estejam novamente empatados em pontos, será necessário aplicar novamente os critérios de desempate.

Para que a situação ganhe importância, Jake precisaria ter resultados muito ruins nas duas próximas etapas, sem conseguir abrir vantagem em pontos sobre Barron. Além disso, seus somatórios em Portugal e Filipinas precisariam ser baixos o suficiente para reduzir a atual média de 11,59.

Se, antes de Pipeline, os dois estiverem novamente empatados e a média de Jake tiver caído abaixo dos atuais 11,40 de Barron, Barron poderia passar para 22º e Jake cair para 23º, mesmo sem Barron ter competido nas duas etapas anteriores.

Isso, porém, não mudaria o corte. Jake já conquistou o direito de disputar Portugal e Filipinas. A eventual inversão aconteceria posteriormente e teria reflexo no ranking e no seeding para Pipeline.

Caso todos os atletas previstos estejam presentes na etapa havaiana, há ainda uma consequência para o Brasil. Pela projeção atual, Mateus Herdy enfrentaria Barron Mamiya em sua estreia. Se Barron e Jake inverterem as posições, o adversário de Herdy passaria a ser Jake.

É uma possibilidade remota. Mas acrescenta mais uma curiosidade a um corte que já foi decidido por apenas 0,19 na média das baterias.

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Brasil

Conheça os classificados para representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027

Conheça os 12 surfistas da seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 nas categorias Sub-16 e Sub-18.

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Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 e representará o Brasil na categoria no Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

A Seleção Brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027 está definida. O Surf Brasil Base apresentado pela Prefeitura de Navegantes reuniu os atletas na Praia Central, em Santa Catarina, e definiu os representantes do país.

Ao todo, 12 surfistas integram a equipe, divididos entre Sub-16 e Sub-18, no masculino e no feminino. Além das vagas para a competição da International Surfing Association (ISA), o evento decidiu os títulos brasileiros dessas categorias.

As ondas estiveram muito pequenas nas fases decisivas. Mesmo assim, as finais tiveram disputas equilibradas, com diferenças mínimas entre alguns dos principais resultados.

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Felipe Homsi venceu o Sub-18 em Navegantes e garantiu sua vaga na seleção brasileira para o Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Quem vai representar o Brasil no Mundial Júnior ISA 2027?

A seleção reúne atletas de seis estados: Ceará, Santa Catarina, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira os integrantes de cada categoria:

Categoria Atletas classificados
Sub-16 masculino Nicolas Silva (CE), Lucas Velasquez (SC) e Iago Bellotti (PB)
Sub-16 feminino Carol Bastides (SP), Aninha Dagostini (ES) e Hanna Prado (PB)
Sub-18 masculino Felipe Homsi (PB), Pablo Gabriel (RJ) e Michel Demétrio (SC)
Sub-18 feminino Maeva Guastalla (SP), Giovanna Rocha (SP) e Júlia Stefani (SP)

Entretanto, a composição da equipe não corresponde exatamente aos três primeiros de cada final. A idade dos atletas em 2027 e a distribuição das vagas entre as categorias também entram nessa definição.

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Campeã brasileira Sub-16 e vice no Sub-18, Carol Bastides representará o Brasil no Sub-16 do Mundial Júnior ISA 2027. Foto: Pablo Jacinto

Nicolas Silva lidera o trio do Sub-16 masculino

Nicolas Silva conquistou o título brasileiro Sub-16 com 11,00 pontos. Para isso, o cearense combinou notas 6,00 e 5,00 na decisão.

Em seguida, Lucas Velasquez, de Santa Catarina, terminou como vice-campeão, com 7,90. Iago Bellotti, da Paraíba, completou o trio de classificados com 7,30 pontos.

Por sua vez, Felipe Homsi ficou em quarto, com 5,13. Apesar desse resultado no Sub-16, o paraibano garantiu seu lugar na seleção pela categoria Sub-18.

Assim, Nicolas, Lucas e Iago representarão o Brasil no Sub-16 masculino do Mundial Júnior ISA 2027.

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Seleção Brasileira Júnior reúne 12 atletas para representar o país no Mundial Júnior ISA 2027, nas categorias Sub-16 e Sub-18, masculino e feminino. Foto: @brocolisphoto

Carol Bastides, Aninha Dagostini e Hanna Prado formam o Sub-16 feminino

Carol Bastides venceu o Sub-16 feminino com 11,90 pontos, somando notas 6,50 e 5,40. Além disso, a paulista conquistou o vice-campeonato do Sub-18, com 8,66.

Na seleção, porém, Carol integra apenas o time Sub-16. Ao seu lado estarão Aninha Dagostini, do Espírito Santo, e Hanna Prado, da Paraíba.

Aninha terminou a final em segundo, com 10,36 pontos. Já Hanna ficou em quarto, com 6,23, apenas 0,07 ponto atrás da terceira colocada, Giovanna Rocha.

No entanto, Giovanna completou 16 anos em 2026 e não poderá disputar o Sub-16 no próximo Mundial. Dessa forma, Hanna conquistou a vaga nessa categoria, enquanto Giovanna garantiu presença no Sub-18.

Felipe Homsi conquista o título e a vaga no Sub-18

Felipe Homsi venceu a final do Sub-18 masculino com 9,57 pontos. O paraibano somou notas 6,00 e 3,57 para conquistar o título brasileiro.

Na sequência, Pablo Gabriel, do Rio de Janeiro, garantiu o vice-campeonato com 7,66. Michel Demétrio, de Santa Catarina, terminou em terceiro, com 6,23, e também entrou na seleção.

Por outro lado, Vini Palma ficou em quarto, com 6,13 pontos, e não conquistou a vaga. Assim, apenas 0,10 ponto separou o paulista da terceira posição.

Com esses resultados, Felipe, Pablo e Michel formam o time brasileiro Sub-18 masculino para o Mundial Júnior ISA 2027.

Sub-18 feminino terá Maeva, Giovanna e Júlia

Maeva Guastalla conquistou o título brasileiro Sub-18 com 8,77 pontos. A paulista superou Carol Bastides por apenas 0,11 ponto na decisão.

Enquanto isso, Hanna Prado terminou em terceiro, com 7,30. Giovanna Rocha completou a final em quarto, com 6,37.

Entretanto, Carol e Hanna já estavam destinadas ao time Sub-16. Dessa maneira, Maeva e Giovanna garantiram seus lugares na equipe Sub-18.

A terceira vaga ficou com Júlia Stefani, também de São Paulo. Embora tenha parado nas semifinais, ela superou a irmã Paula Stefani no critério de desempate.

Isso porque Júlia venceu três baterias ao longo da competição, contra duas de Paula. Assim, o Sub-18 feminino terá três representantes paulistas no Mundial.

Idade em 2027 influencia a formação da seleção

A classificação para o Mundial considera a idade no ano da competição. Portanto, o resultado conquistado em 2026 precisa respeitar a elegibilidade do atleta para 2027.

Pelo regulamento vigente da ISA, quem completar 17 anos em 2027 não poderá disputar o Sub-16. Da mesma forma, quem completar 19 anos naquele ano estará fora do Sub-18.

Por isso, os resultados das finais e a relação de integrantes da seleção apresentam diferenças. O caso de Giovanna Rocha mostra como esse critério interfere na distribuição das vagas.

Sub-12 terá decisões neste domingo

Enquanto a seleção para o Mundial já está definida, o Surf Brasil Base ainda terá as decisões do Sub-12 masculino e feminino neste domingo.

Essas finais completarão os resultados da competição na Praia Central. O balanço completo do evento também reunirá os campeões e as classificações das categorias Sub-12 e Sub-14.

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Brasil

King and Queen of the Groms abre espaço para as meninas no Brasil

King and Queen of the Groms volta ao Brasil com categorias femininas. Conheça a história de Carissa Moore e veja como competir em Ubatuba.

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Maria Clara e Valentina Zanoni Roxy Brasil Surfistas

Valentina Zanoni e Maria Clara, atletas da Roxy Brasil, estão entre as jovens surfistas que disputarão o King and Queen of the Groms em Itamambuca.

Depois de 11 anos, uma tradicional competição juvenil de surfe está de volta ao país. Agora, porém, o evento retorna com um novo nome e uma novidade importante. O Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms terá categorias femininas em sua edição brasileira.

A competição acontece nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Além disso, meninas e meninos poderão disputar as categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16.

A inclusão das garotas marca uma nova fase do evento no Brasil. Afinal, nos registros encontrados das antigas edições nacionais, não havia categorias femininas próprias.

Como funcionava o antigo King of the Groms

Anteriormente, a competição recebia o nome Quiksilver King of the Groms. Dentro do antigo formato internacional, diferentes países realizavam etapas para definir os atletas que participariam da final mundial.

O Brasil também recebeu essas competições. Grandes nomes do surfe nacional passaram pelo evento ainda no início de suas carreiras. Entre eles estão Gabriel Medina, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Alejo Muniz e Samuel Pupo.

No entanto, as etapas encontradas nos registros históricos eram voltadas principalmente aos meninos. Isso não impediu que uma jovem havaiana desafiasse essa estrutura e conquistasse seu espaço.

carissa roxy quiksilver king of the groms 2007 hawaii

Carissa Moore tinha 14 anos quando venceu a seletiva havaiana do Quiksilver King of the Groms, em 2007, competindo contra os meninos.

Carissa Moore venceu os meninos em 2007

Em junho de 2007, Carissa Moore disputou a seletiva havaiana do Quiksilver King of the Groms. Na época, ela tinha apenas 14 anos.

O campeonato, realizado em Kewalo Basin, reuniu 64 participantes com até 16 anos. Somente três competidores eram meninas. Ainda assim, Carissa avançou bateria após bateria e venceu o evento.

Na decisão, a havaiana superou Albee Layer, Luke Hitchcock e Ford Archbold. Com o resultado, tornou-se a primeira garota a vencer uma etapa do King of the Groms.

Além disso, Carissa conquistou o direito de representar o Havaí na final mundial que seria realizada na França. A vitória ganhou ainda mais peso porque ocorreu antes de ela construir uma carreira histórica, que teria títulos mundiais e uma medalha de ouro olímpica.

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Entre 2007 e 2008, Carissa Moore quebrou barreiras ao competir com os meninos e se destacar no Quiksilver King of the Groms.

Novo nome acompanha a chegada das meninas

Quase duas décadas depois daquele resultado, o evento brasileiro passa a reconhecer as meninas também em seu nome. Assim, o King of the Groms se transforma em Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms.

A mudança não representa apenas uma nova identidade. Pela primeira vez nos registros encontrados do evento no Brasil, as jovens surfistas terão disputas femininas próprias nas três categorias.

Portanto, a edição de Itamambuca poderá revelar uma nova geração de atletas. Ao mesmo tempo, o campeonato retoma uma tradição importante do surfe de base brasileiro.

Como fazer a inscrição

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo e-mail qsilvergrooms@outlook.com. O valor é de R$ 150.

O responsável pelo atleta deve enviar o comprovante de pagamento, uma cópia de documento com foto e os seguintes dados:

  • categoria;
  • nome completo;
  • CPF;
  • nome de bateria;
  • endereço;
  • perfil no Instagram.

O pagamento deve ser realizado pela chave Pix luiz@theboxsm.com.br.

O Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms acontece nos dias 10 e 11 de outubro, em Itamambuca. Como as vagas dependem da inscrição por e-mail, os interessados devem enviar toda a documentação solicitada.

Este conteúdo integra a cobertura especial da AOS Mídia, em parceria com Quiksilver e Roxy.

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Competições

Ondas surfadas em 2026: Italo lidera no total, e Herdy na média

Veja o total de ondas surfadas em 2026 e a média por bateria de 10 brasileiros. Levantamento da AOS compara os registros de 9 etapas.

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Italo Ferreira durante a etapa de Raglan

Italo Ferreira lidera o total de ondas surfadas entre os 10 brasileiros analisados: 224 em 28 baterias, nas 9 etapas do levantamento. Foto: WSL

Quem lidera a contagem de ondas surfadas em 2026 entre os brasileiros analisados pela AOS Mídia? No levantamento de 9 etapas, Italo Ferreira aparece na frente, com 224 ondas. Entretanto, quando a comparação considera a média por bateria, Mateus Herdy assume a liderança.

A pesquisa reúne os registros de 10 atletas brasileiros, de abril a setembro. Portanto, os resultados representam esse recorte, sem estabelecer uma classificação de todos os brasileiros ou da temporada completa.

Italo Ferreira lidera no total de ondas surfadas

Italo somou 224 ondas em 28 baterias. Em seguida, Yago Dora aparece com 189 ondas, também em 28 confrontos. Por sua vez, Gabriel Medina completa os três primeiros, com 181 ondas em 25 baterias.

Na quarta posição, Mateus Herdy registra 162 ondas. Logo depois, Miguel Pupo aparece com 139, seguido por Samuel Pupo, com 128.

Além disso, Filipe Toledo e João Chianca estão empatados: cada um surfou 126 ondas. Por fim, Luana Silva registra 123, enquanto Alejo Muniz soma 65.

No entanto, a quantidade de baterias varia entre os atletas. Por isso, o total de ondas conta apenas uma parte dessa história.

Mateus Herdy durante a etapa de Trestles

Mateus Herdy tem a maior média do grupo: 9,53 ondas por bateria, com 162 ondas surfadas em 17 confrontos. Foto: WSL / Pat Nolan

Mateus Herdy tem a maior média por bateria

Para comparar a quantidade de ondas por confronto, dividimos o total surfado pelo número de baterias disputadas. Dessa forma, calculamos quantas ondas cada atleta pega, em média, a cada participação.

Com 162 ondas em 17 confrontos, Herdy alcança a maior média do grupo: 9,53 ondas por bateria. Assim, embora tenha disputado menos baterias que Italo, ele lidera nesse indicador.

Em seguida, Filipe Toledo e João Chianca dividem a segunda posição, com 8,40. Afinal, ambos registram os mesmos números: 126 ondas em 15 baterias.

Logo depois, Italo aparece com média de 8,00. Por sua vez, Medina registra 7,24, enquanto Yago tem 6,75.

Na sequência estão Samuel Pupo, com 6,40, Luana Silva, com 6,15, e Miguel Pupo, com 5,56. Por fim, Alejo Muniz apresenta a menor média do grupo: 5,42 ondas por bateria.

Alejo Muniz durante a etapa de El Salvador em 2025

Alejo Muniz registra a menor média entre os 10 brasileiros analisados: 5,42 ondas por bateria, com 65 ondas em 12 confrontos. Foto: WSL / Aaron Hughes

Confira os números dos 10 brasileiros

Para facilitar a comparação, a tabela apresenta os atletas em ordem de quantidade total de ondas surfadas. Além disso, mostra o número de baterias e a média de cada participante.

Atleta Ondas surfadas Baterias Média por bateria
Italo Ferreira 224 28 8,00
Yago Dora 189 28 6,75
Gabriel Medina 181 25 7,24
Mateus Herdy 162 17 9,53
Miguel Pupo 139 25 5,56
Samuel Pupo 128 20 6,40
Filipe Toledo 126 15 8,40
João Chianca 126 15 8,40
Luana Silva 123 20 6,15
Alejo Muniz 65 12 5,42

O que a quantidade de ondas revela?

O total mostra quantas ondas cada atleta surfou nas baterias registradas. Por outro lado, a média relaciona essa quantidade ao número de confrontos disputados.

Contudo, pegar mais ondas não comprova, por si só, um desempenho melhor. Afinal, esses números não medem a qualidade das manobras nem explicam as decisões de cada surfista.

Além disso, o levantamento reúne participações em etapas e fases diferentes. Luana Silva, por exemplo, disputa a categoria feminina. Por isso, a comparação exige contexto e não estabelece superioridade entre os atletas.

Como a AOS calculou os resultados

Primeiramente, somamos as ondas de cada atleta nas tabelas de baterias dos registros reunidos para a pesquisa. Em seguida, dividimos esse total pelo número de confrontos disponíveis.

A contagem inclui todas as ondas registradas, e não apenas as duas notas que compõem o placar. Portanto, a média apresentada mede quantidade de ondas, não pontuação. Para facilitar a leitura, arredondamos os resultados para duas casas decimais.

O levantamento utiliza transcrições fornecidas à pesquisa, sem validação independente na base oficial da WSL. Assim, seus resultados se limitam às 9 etapas documentadas.

Assista ao vídeo da AOS Mídia e participe da conversa no Instagram.

E para você: pegar mais ondas por bateria influencia o resultado ou revela mais sobre o perfil de cada surfista?

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