Pinga relembra o atendimento a João Chianca após o acidente em Pipeline e elogia o suporte da WSL em conversa com Ader Oliveira no Fala Papah! Foto: Bruno Lemos / @Lemosimages
O seguro da WSL entrou em pauta no Fala Papah! durante uma conversa entre Ader Oliveira e Luiz Henrique Pinga. Ao responder a uma pergunta sobre a proteção dos atletas, Pinga relembrou a assistência recebida por João Chianca após o grave acidente em Pipeline, no Havaí.
Segundo ele, a experiência foi positiva tanto no atendimento do seguro quanto no acompanhamento da equipe da liga. Além disso, o assunto provocou uma reação emocionada ao recordar os cuidados com o brasileiro.
“Não teve problema nenhum com seguro”, afirmou Pinga durante o relato.
O acidente de João Chianca em Pipeline
Em 3 de dezembro de 2023, João Chianca, conhecido como Chumbinho, sofreu um grave acidente durante uma sessão de surfe livre em Pipeline. Após cair de uma onda, foi resgatado inconsciente e levado a um hospital em Honolulu.
O episódio aconteceu fora de uma competição. Ainda assim, colocou em evidência os riscos enfrentados pelos surfistas durante a preparação e a rotina de treinos.
Na época, AOS Mídia publicou um vídeo de Guilherme Tâmega, que participou do socorro. No depoimento, ele contou detalhes do resgate e da recuperação da consciência do brasileiro.
Ao recordar o caso, Pinga destacou a atenção recebida desde o acidente. Segundo seu relato, integrantes da WSL acompanharam a situação e ajudaram durante o atendimento.
Além da assistência do seguro, ele valorizou o envolvimento das pessoas que trabalharam para apoiar João naquele momento. Por isso, sua avaliação foi além das despesas e dos procedimentos.
Pinga também ressaltou que o atendimento envolveu custos elevados. Entretanto, não apresentou valores nem detalhou quais despesas a apólice cobriu.
Assim, o depoimento descreve sua experiência com aquele caso específico. A entrevista não apresenta o contrato nem permite determinar as condições de cobertura para todos os atletas ou situações.
Seguro de vida e de acidentes: o que ele disse
A pergunta inicial enviada ao programa tratava de seguro de vida. Na resposta, Pinga mencionou o seguro de acidentes e fez uma ressalva: não havia conferido se a cobertura discutida estava incluída na apólice.
Em seguida, passou a contar a experiência com João Chianca. Portanto, a dúvida sobre o conteúdo do contrato não deve ser confundida com uma reclamação sobre o atendimento.
Ao contrário, Pinga afirmou que não houve problemas com o seguro no caso que acompanhou. O trecho, porém, não esclarece todas as coberturas previstas nem confirma as condições de um eventual seguro de vida.
O apoio também apareceu na pausa de Filipe Toledo
Além do acidente de João, Pinga comentou a postura da WSL diante da decisão de Filipe Toledo de fazer uma pausa nas competições. Segundo ele, a liga demonstrou acolhimento nas conversas sobre o afastamento.
Os dois assuntos ajudam a entender o foco do depoimento: a assistência aos atletas em momentos difíceis. Mesmo reconhecendo que existem divergências no esporte, Pinga elogiou o suporte recebido nas situações que mencionou.
Assista ao corte no canal Fala Papah! no YouTube e acompanhe a conversa de Pinga com Ader Oliveira sobre o seguro da WSL e os bastidores desse atendimento.
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Lapo Coutinho relembra, no Fala Papah!, a agressão que sofreu no Havaí e conta como o conflito chegou ao fim.
A trajetória de Lapo Coutinho no Havaí também tem episódios de violência. Em entrevista a Ader Oliveira no Fala Papah!, o surfista baiano contou que foi espancado por dez homens. Segundo seu relato, dois rottweilers reforçavam a intimidação e impediam qualquer tentativa de reação.
“Eu fui espancado lá por 10”, afirmou Lapo, ao identificar os agressores como integrantes dos Black Trunks. Durante a conversa, ele explicou como saiu de casa até o local da agressão. Além disso, relembrou o apoio que recebeu de outros moradores e o pedido de desculpas que ouviu anos depois.
Como Lapo Coutinho foi levado até o local
Segundo Lapo, ele cuidava do quintal de casa quando foi chamado para sair. Estava de sunga, vestiu uma camisa e acompanhou os homens. No entanto, o encontro terminou em uma agressão coletiva.
Ao relembrar a cena, o baiano descreveu os cães próximos enquanto recebia os golpes. Diante daquela situação, decidiu não reagir. Sentou no chão e colocou as mãos sobre a cabeça para se proteger.
O relato surgiu durante uma conversa sobre a violência enfrentada por brasileiros no surfe havaiano. Na avaliação de Lapo, muitos precisavam suportar intimidações porque voltariam ao arquipélago para competir nas temporadas seguintes.
Assim, o episódio ajuda a compreender o ambiente que ele descreve: além dos desafios dentro da água, havia conflitos e ameaças em terra.
O apoio de outros locais no Havaí
Apesar da agressão, Lapo contou que encontrou apoio entre moradores de outras partes da ilha. Segundo ele, pessoas do West Side assumiram sua defesa e ajudaram a mudar o rumo do conflito.
Com isso, a disputa passou a envolver os próprios locais. O baiano lembrou que essa proteção foi importante para chegar a um acordo e encerrar as ameaças.
Durante a entrevista, ele também associou aquele período à sua rotina de estudos na Universidade do Havaí. Portanto, as dificuldades não se limitavam ao surfe: interferiam na vida que construía no arquipélago.
O pedido de desculpas e o convite de Natal
Anos depois, a história ganhou outro capítulo. Lapo afirmou que recebeu um pedido de desculpas quando voltou ao Havaí, em 1997. Além disso, contou que o assunto voltou a aparecer em conversas posteriores.
Ao recordar o encerramento do conflito, ele mencionou até um convite para passar o Natal com o homem com quem havia se desentendido. Entretanto, preferiu não participar da celebração, pois ainda considerava tudo muito recente.
A lembrança levou a um momento de humor na entrevista. Lapo contou que enviou uma moqueca preparada com um peixe que havia recebido anteriormente do próprio anfitrião. A história arrancou risadas durante a conversa com Ader Oliveira.
Ainda assim, o tom descontraído do desfecho não diminui a gravidade da agressão narrada. O depoimento reúne medo, relações de amizade e tentativas de reconciliação em um capítulo marcante da trajetória de Lapo Coutinho no Havaí.
Assista ao corte no canal Fala Papah! no YouTube e acompanhe o relato nas palavras do próprio Lapo.
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Charles Medina e Ader Oliveira durante o podcast Fala Papah. Foto: Almir Lekinho
A relação entre Kelly Slater e Charles Medina rendeu uma história curiosa no Fala Papah!. Durante a entrevista, Ader Oliveira relembrou uma mensagem que Kelly enviou a Gabriel Medina, perguntando se o pai tinha algo contra ele. Charles, por sua vez, explicou por que mantinha distância durante os campeonatos.
Segundo a lembrança de Ader, a mensagem chegou após uma vitória de Gabriel em São Francisco. O jornalista estava na casa onde a família se encontrava e acompanhou a reação à pergunta. Na conversa, Charles esclareceu que sua postura estava ligada à preparação do filho para competir.
A mensagem de Kelly Slater e a explicação de Charles Medina
Ao recordar o episódio, Ader perguntou se aquela distância era intencional. Afinal, Kelly também era conhecido pelo jogo mental nas disputas.
Charles confirmou que procurava limitar a proximidade durante os eventos. Entretanto, explicou que isso não significava falta de admiração pelo adversário.
“Não é que eu não gostava do Kelly, é pelo contrário”, afirmou.
Além disso, Charles destacou o respeito pelo histórico do americano. Para ele, enfrentar um competidor daquele nível exigia atenção máxima. Por isso, queria Gabriel inteiramente concentrado no próprio trabalho.
A postura, segundo Charles, valia para o período do campeonato. Fora das disputas, ele reconhecia a importância de Kelly como atleta e o exemplo de dedicação por trás de suas conquistas.
“Meu pai não deixa”: o combinado com Gabriel
Antes da história da mensagem, Charles revelou um acordo que mantinha com Gabriel desde pequeno. Quando não quisesse aceitar um convite ou participar de alguma atividade, o filho podia responder: “Meu pai não deixa.”
Assim, Gabriel não precisava consultar Charles antes de usar a justificativa. O pai aceitava assumir o papel de quem colocava limites.
Com o crescimento da carreira, essa proteção ganhou ainda mais importância. Segundo Charles, o primeiro título mundial trouxe propostas, compromissos e uma procura muito maior pelo surfista.
Por isso, ele procurava organizar as prioridades. O treinamento vinha primeiro, seguido pelos trabalhos e pelas responsabilidades com os patrocinadores. Dessa forma, tentava preservar o tempo necessário para Gabriel continuar evoluindo.
Respeito aos adversários e concentração nas baterias
Charles também ampliou a explicação para outros grandes nomes do circuito. Além de Kelly, citou o respeito por adversários como Mick Fanning e Joel Parkinson.
Na visão dele, reduzir as conversas antes das baterias era uma maneira de levar o confronto a sério. Portanto, a distância fazia parte da postura profissional que buscava manter durante os campeonatos.
O relato mostra como uma atitude percebida como antipatia podia ter outro significado nos bastidores. Enquanto Kelly questionava o comportamento de Charles, o pai de Gabriel pensava em preservar a concentração do filho.
A conversa ainda aborda os limites dessa proteção e o amadurecimento dos atletas. Afinal, acompanhar uma carreira exige também lidar com exposição, cobranças e responsabilidades fora da água.
Uma bateria entre Andy Irons e Armando Daltro terminou com uma prancha furada e tensão dentro da água. Em entrevista ao Fala Papah!, o brasileiro contou que o havaiano atingiu seu equipamento após uma disputa de marcação em Haleiwa.
Segundo Mandinho, tudo começou quando ele conseguiu escapar da marcação de Andy e pegar uma onda. Depois, ao voltar para marcar o adversário, viu a situação mudar.
“Ele enfiou o bico da prancha na minha”, relatou. Na sequência, Armando confirmou que o contato chegou a furar sua prancha.
Como começou a disputa entre Andy Irons e Armando Daltro
Naquela bateria, Andy estava em posição de classificação, enquanto Armando precisava de uma onda para avançar. Por isso, o havaiano tentou limitar a movimentação do brasileiro.
Entretanto, Mandinho percebeu uma oportunidade de escapar. Ele esperou a onda chegar perto e fez um movimento que, segundo seu relato, surpreendeu o adversário.
A estratégia funcionou. Armando conseguiu pegar a onda e virar a disputa entre os dois. Em seguida, voltou ao fundo e passou a marcar Andy.
Foi nesse momento que, de acordo com o brasileiro, o havaiano enfiou o bico da prancha em seu equipamento. Apesar da tensão, Armando disse que não respondeu à provocação.
A prancha furada e o medo de uma agressão
Ao recordar o episódio, Mandinho contou que Andy ficou xingando dentro da água. Além disso, lembrou uma discussão envolvendo Neco Padaratz após a bateria.
Sobre a participação de Neco, porém, Armando fez uma ressalva: acredita que o brasileiro tenha visto o ocorrido e falado com Andy. Ele não afirmou saber exatamente o motivo da discussão.
Mandinho também admitiu que ficou com medo de uma possível agressão. Ainda assim, considerava que não havia feito nada errado ao escapar da marcação.
“Eu só usei a minha esperteza e dei a volta nele”, explicou.
Por fim, Armando contou que saiu rapidamente e se juntou aos outros atletas. Neco venceu a bateria, e Mandinho avançou em segundo lugar.
A estratégia por trás da virada
Antes de contar a história, Armando explicou como estudava as condições do mar e o comportamento dos adversários. Para ele, escolher o posicionamento certo era parte fundamental da competição.
Por exemplo, observava onde entravam as melhores ondas e imaginava quais manobras conseguiria executar nelas. Além disso, acompanhava as baterias anteriores para ajustar sua estratégia.
Na disputa em Haleiwa, essa leitura ajudou o brasileiro a encontrar uma saída para a marcação. Naquela época, a bateria não tinha o sistema de prioridade mencionado na conversa.
Por isso, a disputa por posicionamento tinha um peso importante. No entanto, Armando diferenciou o uso das regras de uma atitude agressiva contra o adversário.
Neco Padaratz e Kieren Perrow também aparecem no relato
O corte reúne outras lembranças da carreira de Mandinho. Entre elas, estão três derrotas seguidas para Neco Padaratz, com quem mantinha uma boa relação.
Apesar da frustração de perder repetidamente para o mesmo competidor, Armando disse que não conseguiu guardar mágoa do amigo.
Além disso, relembrou uma disputa com Kieren Perrow em Margaret River. Segundo ele, os dois encostaram as bordas das pranchas e receberam uma interferência dupla.
Essas histórias mostram como estratégia, rivalidade e amizade conviviam no circuito. O episódio com Andy, entretanto, se destaca pelo dano à prancha e pela tensão que Armando descreve.