Mason Ho fará sua segunda participação no Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy. Foto: Four Seasons / Divulgação
Mason Ho está de volta ao Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy. Conhecido pela criatividade, estilo e por algumas das linhas mais improváveis do surfe atual, o havaiano retorna às Maldivas para disputar a edição de 2026 do tradicional evento realizado no Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa.
A competição acontece entre os dias 4 e 11 de setembro, nas direitas de Sultans, e coloca os convidados à prova utilizando três tipos de equipamento: single fin, twin fin e thruster.
Para Mason, que fará sua segunda participação no Surfing Champions Trophy, o formato é uma oportunidade de experimentar diferentes períodos da história do surfe.
“Eu tento encarar como se estivesse vivendo em outra época. Se é o dia da single fin, penso em caras como Michael Peterson, meu pai e Uncle D. Quando chega o dia da twin fin, começo a pensar em MR e em todas as histórias que meu pai costumava contar”, afirmou Ho.
“É isso que torna esse evento tão único. Você consegue entrar em diferentes eras do surfe ao longo da semana.”
Mason já conhece a experiência de competir no evento nas Maldivas e acredita que isso torna seu retorno ainda mais especial. Foto: Divulgação Four Seasons
Mason Ho e sua relação com diferentes pranchas
Filho do ex-surfista profissional Michael Ho e integrante de uma das famílias mais conhecidas do surfe havaiano, Mason construiu uma trajetória muito particular dentro do esporte.
Em vez de ter sua imagem associada apenas aos resultados competitivos, o havaiano tornou-se conhecido mundialmente pelo freesurf, pelas ondas pesadas e por sua capacidade de encontrar tubos e linhas em lugares onde poucos surfistas se arriscariam.
Essa relação pouco convencional com as ondas também aparece na escolha dos equipamentos. Mason é frequentemente visto utilizando desde pranchas tradicionais até single fins, twins, guns para Pipeline e modelos alternativos.
O formato do Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy, portanto, parece especialmente adequado ao seu estilo.
O evento reúne seis convidados e realiza disputas separadas com single fin, twin fin e thruster. Mais do que simplesmente se adaptar às pranchas, os competidores precisam modificar a maneira de interpretar e surfar Sultans ao longo da semana.
Segunda participação no Surfing Champions Trophy
Mason Ho já conhece a experiência de competir no evento nas Maldivas e acredita que isso torna seu retorno ainda mais especial.
“Da última vez eu realmente não sabia o que esperar. Neste ano, tenho uma pequena ideia, o que me deixa ainda mais animado para voltar saudável”, disse.
“As ondas têm estado muito divertidas nos últimos anos, o resort é incrível e sempre tem uma galera muito legal por perto. Mal posso esperar para voltar.”
O diretor do evento, Mark Winson, também destacou a imprevisibilidade que Mason leva para a competição.
“Mason traz uma energia completamente única para este evento. Você realmente nunca sabe o que ele vai fazer em seguida, seja em uma onda, em uma prancha ou no canal entre as baterias”, afirmou.
“Mas, por trás de toda essa personalidade, está um dos surfistas naturalmente mais talentosos do planeta.”
Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy 2026
Realizado nas direitas de Sultans, o evento tem um dos formatos mais diferentes do surfe competitivo. Os convidados disputam três divisões, utilizando single fin, twin fin e thruster, antes da definição do campeão geral.
A proposta coloca em evidência características como adaptação, escolha de equipamento, estratégia e estilo, elementos que ajudam a explicar a expectativa em torno da participação de Mason Ho.
A edição de 2026 reunirá seis convidados. Além de Mason, outros nomes vêm sendo anunciados pela organização para formar o elenco que estará nas Maldivas em setembro.
Para informações sobre hospedagem e pacotes durante o Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy, os interessados podem entrar em contato com o Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa pelo e-mail reservations.mal@fourseasons.com ou pelo telefone/WhatsApp +960 66 00 888.
Charles Medina e Ader Oliveira durante o podcast Fala Papah. Foto: Almir Lekinho
A relação entre Kelly Slater e Charles Medina rendeu uma história curiosa no Fala Papah!. Durante a entrevista, Ader Oliveira relembrou uma mensagem que Kelly enviou a Gabriel Medina, perguntando se o pai tinha algo contra ele. Charles, por sua vez, explicou por que mantinha distância durante os campeonatos.
Segundo a lembrança de Ader, a mensagem chegou após uma vitória de Gabriel em São Francisco. O jornalista estava na casa onde a família se encontrava e acompanhou a reação à pergunta. Na conversa, Charles esclareceu que sua postura estava ligada à preparação do filho para competir.
A mensagem de Kelly Slater e a explicação de Charles Medina
Ao recordar o episódio, Ader perguntou se aquela distância era intencional. Afinal, Kelly também era conhecido pelo jogo mental nas disputas.
Charles confirmou que procurava limitar a proximidade durante os eventos. Entretanto, explicou que isso não significava falta de admiração pelo adversário.
“Não é que eu não gostava do Kelly, é pelo contrário”, afirmou.
Além disso, Charles destacou o respeito pelo histórico do americano. Para ele, enfrentar um competidor daquele nível exigia atenção máxima. Por isso, queria Gabriel inteiramente concentrado no próprio trabalho.
A postura, segundo Charles, valia para o período do campeonato. Fora das disputas, ele reconhecia a importância de Kelly como atleta e o exemplo de dedicação por trás de suas conquistas.
“Meu pai não deixa”: o combinado com Gabriel
Antes da história da mensagem, Charles revelou um acordo que mantinha com Gabriel desde pequeno. Quando não quisesse aceitar um convite ou participar de alguma atividade, o filho podia responder: “Meu pai não deixa.”
Assim, Gabriel não precisava consultar Charles antes de usar a justificativa. O pai aceitava assumir o papel de quem colocava limites.
Com o crescimento da carreira, essa proteção ganhou ainda mais importância. Segundo Charles, o primeiro título mundial trouxe propostas, compromissos e uma procura muito maior pelo surfista.
Por isso, ele procurava organizar as prioridades. O treinamento vinha primeiro, seguido pelos trabalhos e pelas responsabilidades com os patrocinadores. Dessa forma, tentava preservar o tempo necessário para Gabriel continuar evoluindo.
Respeito aos adversários e concentração nas baterias
Charles também ampliou a explicação para outros grandes nomes do circuito. Além de Kelly, citou o respeito por adversários como Mick Fanning e Joel Parkinson.
Na visão dele, reduzir as conversas antes das baterias era uma maneira de levar o confronto a sério. Portanto, a distância fazia parte da postura profissional que buscava manter durante os campeonatos.
O relato mostra como uma atitude percebida como antipatia podia ter outro significado nos bastidores. Enquanto Kelly questionava o comportamento de Charles, o pai de Gabriel pensava em preservar a concentração do filho.
A conversa ainda aborda os limites dessa proteção e o amadurecimento dos atletas. Afinal, acompanhar uma carreira exige também lidar com exposição, cobranças e responsabilidades fora da água.
Uma bateria entre Andy Irons e Armando Daltro terminou com uma prancha furada e tensão dentro da água. Em entrevista ao Fala Papah!, o brasileiro contou que o havaiano atingiu seu equipamento após uma disputa de marcação em Haleiwa.
Segundo Mandinho, tudo começou quando ele conseguiu escapar da marcação de Andy e pegar uma onda. Depois, ao voltar para marcar o adversário, viu a situação mudar.
“Ele enfiou o bico da prancha na minha”, relatou. Na sequência, Armando confirmou que o contato chegou a furar sua prancha.
Como começou a disputa entre Andy Irons e Armando Daltro
Naquela bateria, Andy estava em posição de classificação, enquanto Armando precisava de uma onda para avançar. Por isso, o havaiano tentou limitar a movimentação do brasileiro.
Entretanto, Mandinho percebeu uma oportunidade de escapar. Ele esperou a onda chegar perto e fez um movimento que, segundo seu relato, surpreendeu o adversário.
A estratégia funcionou. Armando conseguiu pegar a onda e virar a disputa entre os dois. Em seguida, voltou ao fundo e passou a marcar Andy.
Foi nesse momento que, de acordo com o brasileiro, o havaiano enfiou o bico da prancha em seu equipamento. Apesar da tensão, Armando disse que não respondeu à provocação.
A prancha furada e o medo de uma agressão
Ao recordar o episódio, Mandinho contou que Andy ficou xingando dentro da água. Além disso, lembrou uma discussão envolvendo Neco Padaratz após a bateria.
Sobre a participação de Neco, porém, Armando fez uma ressalva: acredita que o brasileiro tenha visto o ocorrido e falado com Andy. Ele não afirmou saber exatamente o motivo da discussão.
Mandinho também admitiu que ficou com medo de uma possível agressão. Ainda assim, considerava que não havia feito nada errado ao escapar da marcação.
“Eu só usei a minha esperteza e dei a volta nele”, explicou.
Por fim, Armando contou que saiu rapidamente e se juntou aos outros atletas. Neco venceu a bateria, e Mandinho avançou em segundo lugar.
A estratégia por trás da virada
Antes de contar a história, Armando explicou como estudava as condições do mar e o comportamento dos adversários. Para ele, escolher o posicionamento certo era parte fundamental da competição.
Por exemplo, observava onde entravam as melhores ondas e imaginava quais manobras conseguiria executar nelas. Além disso, acompanhava as baterias anteriores para ajustar sua estratégia.
Na disputa em Haleiwa, essa leitura ajudou o brasileiro a encontrar uma saída para a marcação. Naquela época, a bateria não tinha o sistema de prioridade mencionado na conversa.
Por isso, a disputa por posicionamento tinha um peso importante. No entanto, Armando diferenciou o uso das regras de uma atitude agressiva contra o adversário.
Neco Padaratz e Kieren Perrow também aparecem no relato
O corte reúne outras lembranças da carreira de Mandinho. Entre elas, estão três derrotas seguidas para Neco Padaratz, com quem mantinha uma boa relação.
Apesar da frustração de perder repetidamente para o mesmo competidor, Armando disse que não conseguiu guardar mágoa do amigo.
Além disso, relembrou uma disputa com Kieren Perrow em Margaret River. Segundo ele, os dois encostaram as bordas das pranchas e receberam uma interferência dupla.
Essas histórias mostram como estratégia, rivalidade e amizade conviviam no circuito. O episódio com Andy, entretanto, se destaca pelo dano à prancha e pela tensão que Armando descreve.
Fábio Silva relembrou no Fala Papah! a decisão de abandonar o tour durante uma viagem para J-Bay. Foto: Claudemir Clarentino
Fábio Silva abandonou o tour durante uma viagem que deveria levá-lo a mais uma etapa da elite mundial do surfe. A caminho de Jeffreys Bay, na África do Sul, o cearense decidiu voltar ao Brasil. Em entrevista ao Fala Papah!, gravada no Titanzinho, ele explicou os motivos daquela escolha.
Conhecido como Fabinho, o surfista relembrou as dificuldades com o inglês e a falta de uma equipe de acompanhamento. Além disso, falou sobre a reação dos patrocinadores. Ao olhar para trás, reconheceu que poderia ter pedido uma pausa antes de deixar o circuito.
A viagem que terminou antes da competição
O destino era J-Bay, uma das ondas mais conhecidas do circuito mundial. Segundo Fabinho, aquela seria sua segunda visita à etapa. No entanto, as dificuldades acumuladas já pesavam na rotina de viagens e competições.
Durante o relato, ele localizou a interrupção do trajeto em Joanesburgo. Em vez de seguir para disputar o campeonato, pediu ajuda para organizar o retorno ao Brasil.
Os patrocinadores fizeram os trâmites da volta. Assim, a viagem terminou sem que ele chegasse à etapa de Jeffreys Bay.
A decisão, porém, foi além de uma ausência no campeonato. Fabinho estava deixando a elite que havia batalhado para alcançar.
Por que Fábio Silva abandonou o tour?
Ao explicar os motivos, o surfista destacou a pressão e a falta de estrutura para lidar com aquela fase da carreira. Por isso, decidiu interromper sua participação no circuito.
“Eu tava me sentindo numa pressão tão grande que eu resolvi mesmo abandonar o tour por falta de estrutura”, afirmou.
O inglês, por exemplo, era uma das principais dificuldades. Segundo ele, a limitação atrapalhava sua autonomia nas viagens e a convivência dentro do circuito.
Além disso, Fabinho relatou ter sentido preconceito por não dominar o idioma. Ele também lembrou os questionamentos sobre seu estilo de surfe, marcado pela velocidade e pelas manobras progressivas.
Apesar disso, a falta de estrutura não significava ausência de apoio financeiro. Na entrevista, ele explicou que os patrocinadores ajudavam com passagens, hospedagem e inscrições.
Por outro lado, faltava uma equipe para acompanhá-lo no dia a dia. Portanto, ter os custos das viagens cobertos não resolvia todas as dificuldades que enfrentava.
A reação dos patrocinadores
Depois de voltar, Fabinho precisou lidar com a repercussão da decisão. Segundo seu relato, colegas e representantes da organização entraram em contato. Além disso, a saída gerou entrevistas e matérias na imprensa especializada.
Os patrocinadores, no entanto, ficaram decepcionados. O surfista reconheceu que havia compromissos ligados à sua participação no circuito, aos resultados e à exposição das marcas.
Afinal, sua carreira também envolvia a responsabilidade de representar quem financiava suas viagens e competições. Ao mesmo tempo, ele enfrentava dificuldades pessoais para continuar no tour.
Ainda assim, Fabinho não deixou de reconhecer o apoio recebido. Ao contar a história, falou tanto da ajuda dos patrocinadores quanto da frustração que sua escolha provocou.
O que Fabinho faria diferente
Ao olhar para trás, Fábio Silva afirmou que poderia ter comunicado à organização sua necessidade de dar um tempo. Dessa forma, teria pedido uma pausa antes de tomar a decisão de abandonar o circuito.
Entretanto, a pressão era tão grande que ele optou por voltar ao Brasil. Hoje, ao revisitar aquele momento, considera que poderia ter conduzido a situação de outra maneira.
Por fim, o surfista explicou que a experiência mudou sua forma de pensar sobre escolhas e compromissos. Seu relato mostra as dificuldades que existiam por trás da conquista de uma vaga na elite mundial.
Para conhecer todos os detalhes, assista ao corte completo de Fábio Silva no Fala Papah!. Acompanhe a história nas palavras do próprio surfista e deixe sua opinião nos comentários.
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