Brasil
Hang Loose Surf Attack 2026 define campeões em Maresias
Hang Loose Surf Attack 2026 define campeões em Maresias. Veja os vencedores da etapa, os títulos do circuito e os destaques da temporada.
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2 meses atrásem
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aos-midia
Carol Bastides e Bernardo Pires comemoram os títulos do Hang Loose Surf Attack 2026, em Maresias. Foto: Erik Medalha
O Hang Loose Surf Attack 2026 chegou ao fim no sábado (19), na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Com isso, a terceira e última etapa definiu os campeões da competição e também os títulos da temporada nas categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18, no masculino e feminino.
Clique aqui para ver os resultados e rankings completos
Dessa forma, John Muller, Vini Palma, Bernardo Pires, Julia Stefani, Isabel Meyer, Alexia Oliveira e Maria Clara subiram ao lugar mais alto do pódio na etapa decisiva. Bernardo, por sua vez, conquistou uma dobradinha ao vencer tanto a Sub-12 quanto a Sub-14.
Além disso, sete dos oito vencedores em Maresias terminaram a temporada como campeões de suas respectivas categorias. Nesse caso, a única mudança aconteceu na Sub-16 feminina: Isabel Meyer venceu a etapa, enquanto Carol Bastides conquistou o título do circuito.

Vini Palma, campeão da Sub-16 do Hang Loose Surf Attack 2026. Foto: Erik Medalha
Resultados da terceira etapa do Hang Loose Surf Attack
A seguir, confira os quatro finalistas de cada categoria na terceira e última etapa do Hang Loose Surf Attack 2026.
Feminino
Sub-12
1º Maria Clara (GUA)
2º Ayla Lopes (PB)
3º Laura de Souza (SAN)
4º Nayma Mathey (UBA)
Sub-14
1º Alexia Oliveira (PB)
2º Isabel Meyer (BER)
3º Maria Clara (GUA)
4º Gabriela Rigo (UBA)
Sub-16
1º Isabel Meyer (BER)
2º Isabelly Knut (SAN)
3º Carol Bastides (PGD)
4º Eduarda Stefani (PGD)
Sub-18
1º Julia Stefani (PGD)
2º Carol Bastides (PGD)
3º Alexia Oliveira (PB)
4º Mariana Elias (UBA)
Masculino
Sub-12
1º Bernardo Pires (PGD)
2º Thomaz Monteiro (SSB)
3º Alex Russo (UBA)
4º Kalani Sakugawa (BER)
Sub-14
1º Bernardo Pires (PGD)
2º Theo Baladi (SSB)
3º Izau Signorini (SVI)
4º Eric Grattz (ES)
Sub-16
1º Vini Palma (PGD)
2º Calebe Simoes (UBA)
3º Matheus Jhones (GUA)
4º Izau Signorini (SVI)
Sub-18
1º John Muller (GUA)
2º Calebe Simoes (UBA)
3º Kalani Robles (UBA)
4º Eduardo Mulford (UBA)
Resultado por associações em Maresias
Na disputa entre as associações, Ubatuba também terminou a etapa decisiva na liderança. Em seguida, Guarujá e Praia Grande completaram as três primeiras posições.
1º Ubatuba (UBA) — 11.251 pontos
2º Guarujá (GUA) — 9.580 pontos
3º Praia Grande (PGD) — 9.286 pontos
4º Santos (SAN) — 8.551 pontos
5º São Sebastião (SSB) — 7.487 pontos
6º Bertioga (BER) — 3.045 pontos
7º Caraguatatuba (CAR) — 2.915 pontos
8º Mongaguá (MON) — 2.063 pontos
9º Itanhaém (ITA) — 1.718 pontos
10º São Vicente (SVI) — 1.095 pontos
11º Grande São Paulo (GSP) — 1.088 pontos
12º Peruíbe (PER) — 1.035 pontos
Ilhabela (ILB) — 0 ponto, sem classificação.

Alexia Oliveira, campeã da Sub-14 do Hang Loose Surf Attack 2026. Foto: Erik Medalha
Ranking final do Hang Loose Surf Attack 2026
Depois da decisão em Maresias, o ranking final confirmou os campeões da temporada. No masculino, John Muller conquistou o título da Sub-18, enquanto Vini Palma terminou no topo da Sub-16. Já Bernardo Pires fechou a temporada com dois títulos, nas categorias Sub-12 e Sub-14.
No feminino, por sua vez, Julia Stefani foi campeã da Sub-18, enquanto Carol Bastides levou a Sub-16. Além disso, Alexia Oliveira conquistou a Sub-14. Por fim, Maria Clara terminou na liderança da Sub-12.
Dessa maneira, confira os quatro primeiros colocados de cada categoria após as três etapas do circuito.

Maria Clara, campeã da Sub-12 do Hang Loose Surf Attack 2026. Foto: Erik Medalha
Feminino
Sub-18
1º Julia Stefani — 3.055 pontos
2º Carol Bastides — 2.690 pontos
3º Alexia Oliveira — 2.583 pontos
4º Isabel Meyer — 2.140 pontos
Sub-16
1º Carol Bastides — 2.765 pontos
2º Isabel Meyer — 2.725 pontos
3º Isabelly Knut — 2.400 pontos
4º Mariana Elias — 2.250 pontos
Sub-14
1º Alexia Oliveira — 3.170 pontos
2º Isabel Meyer — 2.880 pontos
3º Maria Clara — 2.685 pontos
4º Catarina Kobayashi — 2.113 pontos
Sub-12
1º Maria Clara — 3.500 pontos
2º Fernanda Pina — 2.423 pontos
3º Nayma Mathey — 2.405 pontos
4º Laura Kanagusiku — 2.113 pontos
Masculino
Sub-18
1º John Muller — 3.360 pontos
2º Kalani Robles — 2.685 pontos
3º Calebe Simoes — 2.240 pontos
4º Bryan Almeida — 2.085 pontos
Sub-16
1º Vini Palma — 3.170 pontos
2º Calebe Simoes — 2.760 pontos
3º Nicolas Pereira — 2.403 pontos
4º Saymon Rocha — 2.145 pontos
Sub-14
1º Bernardo Pires — 2.725 pontos
2º Matheus Jhones — 2.645 pontos
3º Izau Signorini — 2.565 pontos
4º Theo Baladi — 2.400 pontos
Sub-12
1º Bernardo Pires — 2.780 pontos
2º Thomaz Monteiro — 2.750 pontos
3º Rafael Miranda — 2.525 pontos
4º Kalani Sakugawa — 1.865 pontos
Ranking final por associações
Depois das três etapas, Ubatuba confirmou o título entre as associações. Além disso, Guarujá terminou em segundo, enquanto Praia Grande ficou com a terceira posição.
1º Ubatuba (UBA) — 3.500 pontos
2º Guarujá (GUA) — 3.010 pontos
3º Praia Grande (PGD) — 2.555 pontos
4º Santos (SAN) — 2.285 pontos
5º São Sebastião (SSB) — 2.195 pontos
6º Bertioga (BER) — 2.013 pontos
7º Caraguatatuba (CAR) — 1.876 pontos
8º Mongaguá (MON) — 1.848 pontos
9º Grande São Paulo (GSP) — 1.783 pontos
10º Itanhaém (ITA) — 1.750 pontos
11º São Vicente (SVI) — 1.669 pontos
12º Peruíbe (PER) — 1.068 pontos
13º Ilhabela (ILH) — 450 pontos

Júlia Stefani e John Muller, campeões da Sub-18 do Hang Loose Surf Attack 2026. Foto: Erik Medalha
Do Mundial Júnior para Maresias
Enquanto isso, a decisão do Hang Loose Surf Attack também reuniu atletas que, poucos dias antes, estavam em El Salvador representando o Brasil no Mundial Júnior da ISA.
Ao todo, cinco atletas do Surf Attack fizeram parte da Seleção Brasileira que conquistou o bronze por equipes: John Muller, Kalani Robles, Carol Bastides, Julia Stefani e Giovanna Rocha. Além do resultado coletivo, John voltou de El Salvador com a medalha de cobre individual na Sub-18.
Poucos dias depois, quatro desses cinco atletas subiram ao pódio em Maresias. John Muller e Julia Stefani venceram suas categorias, enquanto Kalani Robles e Carol Bastides terminaram em terceiro.
Além disso, os resultados do ranking final reforçaram o desempenho do grupo. John foi campeão da Sub-18 e Carol conquistou a Sub-16. Por sua vez, Kalani encerrou o Hang Loose Surf Attack como vice-campeão da Sub-18.

Pódio das associações do Hang Loose Surf Attack 2026, com Ubatuba no topo do ranking. Foto: Erik Medalha
Ubatuba vence entre as associações
Da mesma forma, a disputa entre as associações terminou com Ubatuba no topo. A equipe venceu a terceira etapa e, com isso, confirmou também a primeira colocação no ranking final da temporada.
Na sequência, apareceram Guarujá e Praia Grande. Além disso, Santos ficou na quarta posição, enquanto São Sebastião terminou em quinto. Dessa forma, as cinco primeiras associações repetiram exatamente as mesmas posições na etapa de Maresias e no ranking final do circuito.
Assim, Maresias encerrou mais uma temporada de um dos tradicionais circuitos de formação do surfe brasileiro. Ao longo de sua história, o Surf Attack revelou nomes que posteriormente chegaram à elite mundial, entre eles Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo.
Ao mesmo tempo, uma nova geração encerra 2026 com títulos, pódios e experiência internacional já acumulada.

Isabel Meyer e Bernardo Pires entre os destaques da etapa final do Hang Loose Surf Attack 2026, em Maresias. Foto: Erik Medalha
Patrocínio e apoios
A terceira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 teve patrocínio da Hang Loose. Além disso, o evento contou com apoio da Fu Wax, A Firma Pizzas, Tachão de Ubatuba, 4 Telecom e Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de São Sebastião.
Também apoiaram a etapa a Associação de Surf de São Sebastião (ASSS) e a Associação de Surf de Maresias (ASM). Por fim, a homologação foi da Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf), enquanto a hospedagem oficial foi a Pousada Maréatoa.
Brasil
Dadá Figueiredo morre aos 61 anos e deixa legado no surfe brasileiro
Dadá Figueiredo morre aos 61 anos. Relembre a Necrose Social, o estilo radical, histórias na Bahia e confira os detalhes da despedida no Rio.
Publicado
2 semanas atrásem
25/10/2026Por
aos-midia
Dadá Figueiredo morre aos 61 anos.
Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos, no sábado (24), deixando uma marca profunda na história do surfe brasileiro. O carioca Dávio Correia de Figueiredo estava internado com pneumonia. Entretanto, não houve divulgação oficial de um laudo detalhando a causa da morte.
Reconhecido como um dos surfistas mais revolucionários dos anos 1980, Dadá ganhou notoriedade pelas manobras inovadoras, pelo comportamento contestador e por sua ligação com o movimento punk. Além disso, inspirou diferentes gerações com uma abordagem radical que desafiava os padrões das competições.
Por sua vez, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) lamentou a morte do ex-atleta. Em comunicado, a entidade destacou sua autenticidade, a radicalidade nas ondas e a contribuição para transformar a cultura do esporte.

Dadá Figueiredo marcou a história do surfe brasileiro com manobras inovadoras, estilo agressivo e uma radicalidade à frente de seu tempo.
Um revolucionário à frente do seu tempo
Nascido em 4 de março de 1965, no Rio de Janeiro, Dadá Figueiredo cresceu surfando nas ondas cariocas. Desde cedo, demonstrou criatividade e uma maneira própria de interpretar as ondas.
Enquanto grande parte dos competidores seguia linhas tradicionais, Dadá incorporava movimentos inspirados no skate. Dessa forma, seus laybacks, batidas verticais, rasgadas e mudanças bruscas de direção surpreendiam o público.
Entretanto, a inovação nem sempre encontrava reconhecimento entre os juízes. Isso porque muitas de suas manobras eram consideradas avançadas demais para os critérios de julgamento daquele período.
Apesar disso, conquistou resultados importantes. Em 1989, foi campeão carioca e venceu o Sea Club Final Heat, em Saquarema. Posteriormente, em 1992, recebeu o reconhecimento de surfista mais hardcore do Brasil. No ano seguinte, foi eleito o melhor freesurfer do país pelos leitores da revista Fluir.
Mais do que os troféus, porém, sua principal contribuição foi ajudar a abrir caminho para o surfe progressivo. Assim, tornou-se uma referência para atletas que buscavam novas maneiras de executar manobras.

Criador da Necrose Social, Dadá levou sua personalidade irreverente e a influência do punk rock para dentro e fora d’água.
Necrose Social: a rebeldia também fora d’água
A personalidade contestadora de Dadá ultrapassou os limites das praias e dos campeonatos. Afinal, sua maneira de viver também refletia o desejo de romper padrões.
Ligado ao punk rock, o surfista tocou baixo na banda Os Normais e adotou uma postura crítica em relação às convenções do esporte.
Além disso, criou a marca Anti-Fashion em parceria com o shaper Eduardo Crivella. Posteriormente, lançou a Necrose Social, nome que se tornou um símbolo de sua identidade irreverente.
A Necrose Social esteve associada à fabricação de pranchas e ao universo da moda alternativa. Portanto, representava muito mais do que uma iniciativa comercial: traduzia sua maneira independente de viver o surfe.
Em março de 1994, o jornalista Alceu Toledo Júnior publicou na Folha de S.Paulo uma reportagem sobre a decisão de Dadá de priorizar o freesurfe.
Na ocasião, o surfista declarou:
Estava cansado de ter de competir em lugares com ondas ruins.
Com um novo contrato de patrocínio, Dadá pretendia viajar em busca de ondas, fabricar suas pranchas Necrose Social e dedicar mais tempo à música. Dessa maneira, buscava conciliar o surfe com outros interesses pessoais.

Ícone do surfe nacional nos anos 1980 e 1990, Dadá Figueiredo influenciou gerações com sua criatividade e seu estilo inconfundível.
Uma final histórica contra Picuruta Salazar
Entre os episódios mais emblemáticos de sua carreira está a final contra Picuruta Salazar, realizada em maio de 1988, em Pitangueiras, no Guarujá.
A disputa terminou com vitória de Picuruta por 3 votos a 2. Entretanto, o resultado provocou discussões entre surfistas, jornalistas e torcedores.
Anos depois, Alceu Toledo Júnior, que acompanhou a bateria diretamente da areia, revisitou aquele confronto em uma reportagem publicada no Waves, em março de 2023.
Amigo dos dois competidores, Alceu relatou que continuava dividido sobre o julgamento, mesmo décadas depois. Para ele, o empate teria sido uma decisão justa diante das apresentações dos finalistas.
Dessa forma, aquela bateria simbolizou uma fase de transformação do surfe nacional. Naquele período, estilos diferentes disputavam não apenas títulos, mas também o reconhecimento de novas possibilidades técnicas.
Dadá Figueiredo também fez história na Bahia
A ligação de Dadá com o público baiano rendeu episódios memoráveis. Inclusive, sua passagem por Salvador deixou lembranças que continuam vivas entre jornalistas e torcedores.
No fim dos anos 1980, o surfista participou do Fico Surf Festival, realizado na Praia de Stella Maris, em Salvador.
Na edição de 1989, disputada entre 10 e 15 de outubro, Dadá chegou às quartas de final e terminou na quinta colocação. Na ocasião, Pedro Müller conquistou o título daquela etapa do Circuito Brasileiro.
Entretanto, o resultado esportivo não foi o único destaque de sua passagem pela Bahia.
O jornalista Alceu Toledo Júnior, que também nos deixou em 2026, costumava contar ao jornalista Ader Oliveira, da AOS Mídia, uma história envolvendo Dadá e a torcida do Fico Surf Festival.
Segundo a lembrança de Alceu, durante uma das edições do campeonato, o carioca saiu da praia carregado pelo público, que gritava:
“Dadá é nosso rei!”
Embora ainda não tenha sido possível estabelecer com segurança em qual edição ocorreu o episódio, a história demonstra a popularidade do surfista entre os torcedores.
Além disso, revela como Dadá conseguia conquistar o público independentemente dos resultados das competições.
Uma vida de desafios, superação e recomeços
Fora d’água, Dadá também enfrentou períodos difíceis. Sua trajetória, portanto, não foi marcada apenas pelas conquistas esportivas.
Ao longo da vida, enfrentou problemas com álcool e drogas, além de episódios de violência que interromperam momentos importantes da carreira.
Posteriormente, com o apoio da família e da religião, conseguiu reconstruir sua vida. Tornou-se pastor evangélico e passou a compartilhar publicamente sua experiência de recuperação.
Além disso, dedicou-se à fabricação de pranchas e à formação de novos surfistas, desenvolvendo atividades na Barra da Tijuca.
Sua história inspirou o documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, dirigido por Raphael Erichsen.
Produzido em 2014, o filme chegou à Netflix em 2017 e reuniu imagens históricas e depoimentos de pessoas que acompanharam sua trajetória. Entre elas, estavam Alceu Toledo Júnior, Ricardo Bocão e outros personagens do surfe brasileiro.
O legado continua com os filhos
Dadá Figueiredo deixa três filhos, entre eles Dávio Figueiredo, que também construiu sua trajetória no surfe.
Em 2008, Dávio conquistou o título carioca de sua categoria, aos 12 anos. Na ocasião, uma reportagem do ge registrou o orgulho do pai, que acompanhou a premiação e abraçou o filho no pódio.
Além disso, a relação entre os dois foi documentada em sessões de freesurfe. Dessa maneira, pai e filho compartilharam uma história familiar profundamente ligada ao oceano.
Imagens recentes mostram Dadá ainda radical nas ondas
Mesmo décadas depois de revolucionar o surfe brasileiro, Dadá continuava impressionando com suas manobras.
Nos últimos anos, o cinegrafista Eugênio Schuck Sarmento, amigo do surfista e responsável pelo canal Dia Livre, produziu diferentes registros de suas sessões no litoral carioca.
Em abril de 2025, por exemplo, Eugênio filmou Dadá testando uma prancha No Control nas ondas da Barra da Tijuca. As imagens mostram o veterano mantendo seu estilo agressivo e a mesma disposição para atacar as ondas.
Como homenagem, a AOS Mídia reuniu alguns desses registros em um vídeo especial, com imagens de Eugênio Sarmento e edição própria.
Assista à homenagem da AOS Mídia a Dadá Figueiredo
Imagens: Eugênio Sarmento / Dia Livre. Edição: AOS Mídia.
Velório e cremação de Dadá Figueiredo
A última despedida de Dadá Figueiredo está marcada para terça-feira, 27 de outubro de 2026, no Rio de Janeiro.
De acordo com o comunicado de despedida divulgado com os detalhes da cerimônia, o velório terá início às 10h, na capela D do Cemitério e Crematório da Penitência, no bairro do Caju.
Em seguida, a cremação está prevista para 12h, no mesmo complexo funerário.
Local: Cemitério e Crematório da Penitência
Endereço: Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, Caju, Rio de Janeiro (RJ)
Data: terça-feira, 27 de outubro
Velório: 10h, capela D
Cremação: 12h
Assim, a despedida encerra a trajetória de um dos personagens mais originais da história do surfe brasileiro.
Dadá Figueiredo não foi apenas um competidor de destaque. Acima de tudo, foi um pioneiro que questionou padrões, levou o punk para dentro do universo do surfe e ajudou a transformar a maneira de executar manobras.
Por isso, sua ousadia, criatividade e autenticidade permanecerão como referência para diferentes gerações.
Valeu, Dadá!
Brasil
Guarda do Embaú vai sediar as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surf em novembro
Guarda do Embaú receberá as finais do Catarinense e do Brasileiro de Surfe 2026, com R$ 600 mil em premiações. Confira as datas e os líderes.
Publicado
2 semanas atrásem
23/10/2026Por
Joao Carvalho
A última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro acontecerá de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em premiação. Imagem: Divulgação/Fecasurf.
A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional de 2026. As duas competições acontecerão em novembro e distribuirão, juntas, R$ 600 mil em premiações. Além disso, os surfistas terão a oportunidade de disputar duas etapas importantes em um intervalo de menos de duas semanas.
O calendário começa com a terceira e última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro, de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em prêmios. Na sequência, entre os dias 21 e 29, o Surf Brasil Pro encerrará a temporada nacional, oferecendo mais R$ 500 mil aos participantes.
Reconhecida como a nona Reserva Mundial de Surfe, a Guarda do Embaú será, portanto, o centro das atenções do surfe profissional brasileiro durante o mês de novembro.

A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional, com R$ 600 mil em premiações. Foto: Márcio David/Fecasurf.
Catarinense terá R$ 100 mil em premiação
A Federação Catarinense de Surf (Fecasurf) promove, nesta temporada, o circuito estadual com a maior premiação de sua história. Cada uma das três etapas oferece R$ 100 mil, totalizando R$ 300 mil em 2026.
Na decisão da Guarda do Embaú, os campeões masculino e feminino receberão R$ 15 mil cada. Além disso, a proximidade com a etapa brasileira permitirá que atletas de outros estados participem das duas competições na mesma viagem.
Segundo Renato Melo, presidente da Fecasurf, a escolha das datas busca facilitar a participação dos competidores. Dessa forma, os surfistas poderão reduzir despesas com deslocamentos e aproveitar mais tempo para treinar nas ondas da Guarda do Embaú.
O circuito começou na Praia do Mar Grosso, em Laguna, com vitórias de Caetano Vargas e Kiany Hyakutake. Posteriormente, a Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, recebeu a segunda etapa, vencida por Heitor Mueller e Potira Castaman.

Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings masculino e feminino do Circuito Catarinense de Surf Pro após duas etapas. Foto: Márcio David/Fecasurf.
Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings
Após duas etapas, Heitor Mueller lidera o ranking masculino com 18.600 pontos. O surfista de São Francisco do Sul chega à decisão à frente do bicampeão catarinense Caetano Vargas, que soma 15.000 pontos, e de Luan Wood, terceiro colocado com 12.300.
Apesar da vantagem de Heitor, a disputa segue aberta. Afinal, a última etapa distribuirá 10.000 pontos ao vencedor, mantendo diversos competidores na corrida pelo título.
No feminino, Potira Castaman ocupa a primeira posição com 16.700 pontos. A surfista baiana, que mora em Florianópolis há mais de cinco anos, conquistou a liderança após vencer a etapa de Palmas.
Entretanto, a diferença para suas principais adversárias é pequena. Kiany Hyakutake aparece na segunda colocação, com 16.100 pontos, enquanto Valentina Zanoni soma 15.300. Lulu Vivan, com 12.850, também está entre as candidatas ao título.
Assim, tanto no masculino quanto no feminino, a Guarda do Embaú promete uma disputa equilibrada pela conquista dos títulos estaduais.

Com 18.600 pontos, Heitor Mueller chega à etapa decisiva na liderança do ranking masculino, à frente de Caetano Vargas e Luan Wood. Foto: Márcio David/Fecasurf.
Surf Brasil Pro distribuirá R$ 500 mil
Logo após a definição dos campeões catarinenses, a Guarda do Embaú receberá a quarta e última etapa do Surf Brasil Pro 2026, entre 21 e 29 de novembro.
A competição distribuirá R$ 500 mil e encerrará a disputa pelos títulos brasileiros profissionais da temporada. Com isso, surfistas de diferentes regiões do país terão uma segunda oportunidade de competir na mesma praia.
De acordo com a Surf Brasil, as inscrições para a etapa nacional seguem abertas até 8 de novembro. O evento contará com disputas nas categorias masculina e feminina.
Além da premiação, a sequência das duas competições deverá movimentar a região e atrair atletas, equipes técnicas e visitantes para a Guarda do Embaú.

Baiana radicada em Florianópolis, Potira Castaman lidera o ranking feminino com 16.700 pontos e busca seu primeiro título catarinense profissional. Foto: Márcio David/Fecasurf.
Inscrições abertas para a etapa catarinense
Surfistas de todo o Brasil podem participar da última etapa do Catarinense de Surf Pro. Entretanto, apenas atletas que atendem aos critérios de residência em Santa Catarina poderão pontuar na disputa pelo título estadual.
As inscrições estão disponíveis pela plataforma Atletis. Os interessados também podem consultar informações no site oficial da Fecasurf.
Por fim, a etapa catarinense terá transmissão ao vivo pelos canais da federação, permitindo que o público acompanhe a definição dos campeões de 2026.
Alagoas
Tânio Barreto relembra Slater, Andy Irons, tretas e bastidores do surfe
Tânio Barreto relembra Kelly Slater, Andy Irons, rivalidades, política e histórias marcantes da carreira em episódio do Fala Papah!.
Publicado
2 semanas atrásem
22/10/2026Por
aos-midia
Tânio Barreto e Andy Irons em momento histórico no WCT de 2004, que marcou o terceiro e último título mundial do havaiano. Foto: Arquivo pessoal
Tânio Barreto é o convidado do novo episódio do Fala Papah!. Campeão brasileiro e conhecido pelo estilo extremamente estratégico nas competições, o alagoano relembrou momentos marcantes da carreira, rivalidades, histórias de bastidores e passagens pouco conhecidas de sua trajetória dentro e fora do surfe.
Durante aproximadamente uma hora de conversa, Tânio Barreto no Fala Papah falou sobre Kelly Slater, Andy Irons, Joel Parkinson, Léo Neves, Adriano de Souza e outros nomes de uma geração que viveu uma realidade bastante diferente da encontrada atualmente no circuito mundial.
Final com Kelly Slater na Austrália
Uma das histórias mais marcantes aconteceu na Austrália. Tânio chegou à final de uma etapa do circuito classificatório contra Kelly Slater, Adrian Buchan e Phillip MacDonald.
No entanto, a importância daquele resultado ia muito além da bateria decisiva. Um ano antes, no mesmo país, Tânio sofreu uma forte crise de hipoglicemia depois de uma sequência de viagens e treinamentos sem descanso adequado.
Ele precisou abandonar a competição e voltar para o Brasil. Por isso, retornar no ano seguinte e chegar à final representou uma vitória particular.
Segundo Tânio, aquela experiência reforçou uma característica que acompanhou toda a sua carreira: a preparação. Ele reconhece que nem sempre se considerou o surfista mais talentoso, mas procurava compensar isso com treinamento físico, concentração e estratégia.
A vitória sobre Joel Parkinson que ajudou Andy Irons
Outro momento histórico aconteceu na etapa do circuito mundial em Imbituba, em 2004.
Convidado para competir, Tânio avançou até a semifinal. No caminho, enfrentou Joel Parkinson, que disputava diretamente o título mundial contra Andy Irons.
Tânio venceu a bateria e, com isso, confirmou matematicamente o tricampeonato de Irons.
Depois da disputa, Andy agradeceu ao brasileiro e chegou a brincar que ele teria uma espécie de “green card” no Havaí.
Ainda assim, Tânio contou que a realidade nas ondas havaianas continuou dura. Naquela época, os brasileiros ainda enfrentavam muito mais resistência nos principais picos do arquipélago.
“Traumatizei muita gente”
Se existe um trecho que resume o lado competitivo de Tânio Barreto, ele aparece quando o ex-surfista fala sobre suas famosas marcações.
Christiano Spirro já havia brincado no Fala Papah! sobre a maneira como Tânio perseguia adversários dentro das baterias. Questionado sobre o assunto, Tânio não fugiu da fama.
Ele contou que estudava profundamente as regras e procurava entender como poderia fragilizar mentalmente o adversário. Além disso, afirmou que muitos competidores ficaram incomodados com suas estratégias.
“Traumatizei muita gente”, resumiu.
Tânio também recordou uma semifinal na Austrália em que a disputa ficou ainda mais quente. Durante uma remada por uma onda, ele e um adversário australiano chegaram a trocar socos dentro d’água.
Além disso, lembrou confrontos estratégicos contra nomes como Léo Neves e Adriano de Souza. Na Praia da Tiririca, em Itacaré, por exemplo, uma marcação contra Léo levou os dois para muito longe da área principal de competição.
Para Tânio, porém, aquilo fazia parte do jogo. Seu objetivo era encontrar uma maneira de neutralizar adversários tecnicamente superiores e aumentar suas chances de vitória.
Da Europa à política
A conversa também passa pela decisão de morar em Barcelona e competir no circuito europeu.
Na época, Tânio chegou a questionar o modelo de formação dos surfistas brasileiros. Para ele, o Brasil produzia bons campeões nacionais, porém ainda precisava preparar melhor os jovens para o cenário internacional.
Anos depois, a chegada de nomes como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora mudou esse panorama.
Posteriormente, Tânio também entrou na política. Foi candidato a vereador, concorreu a deputado estadual e chegou à presidência estadual de um partido em Santa Catarina.
Segundo ele, essa experiência trouxe aprendizados, mas também grandes decepções. Em determinado momento, Tânio decidiu deixar a vida partidária para voltar a priorizar a praia, o surfe e a família.
Federação Alagoana e volta às origens
Outro capítulo importante foi a passagem pela presidência da Federação Alagoana de Surf.
Tânio afirma que utilizou sua experiência como atleta, empresário e político para organizar eventos e buscar recursos para o surfe do estado.
Sua gestão terminou recentemente. Em vez de disputar uma nova eleição, ele optou por encerrar o ciclo e voltar a dedicar mais tempo à própria vida.
Apesar disso, fez críticas à oposição que assumiu posteriormente e afirmou esperar que a nova administração mantenha o compromisso com os atletas e com a realização de competições.
Para Tânio, Alagoas ainda possui talento e boas ondas suficientes para revelar novos nomes no cenário nacional. Entretanto, o investimento continua sendo um dos principais obstáculos.
Uma trajetória de competição e superação
Ao olhar para trás, Tânio aponta uma frustração principal: não ter conseguido se consolidar no circuito mundial.
Por outro lado, sua trajetória reúne título brasileiro, finais internacionais, vitórias contra grandes nomes, temporadas no Havaí e na Europa e histórias que ajudam a contar uma fase importante do surfe nacional.
O episódio completo de Tânio Barreto no Fala Papah! já está disponível e traz ainda muitas outras histórias, resenhas e bastidores de uma das gerações mais competitivas do surfe brasileiro.
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