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Competições

Brasil convoca seleção de peso para Mundial no Peru

Seleção Brasileira de Surfe é convocada para o Mundial ISA 2026, no Peru, em busca de vagas extras para os Jogos Olímpicos 2028.

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Yago Dora representa a Seleção Brasileira de Surfe no Mundial ISA 2026

Atual campeão mundial, Yago Dora integra a Seleção Brasileira que disputará o ISA World Surfing Games 2026, no Peru. Foto: Pablo Franco/ISA.

A Seleção Brasileira de Surfe já tem seus seis representantes para o ISA World Surfing Games 2026, que acontecerá de 6 a 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru. Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel defenderão o Brasil na competição, que integra o caminho de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) anunciou a convocação com um objetivo importante: conquistar vagas extras para o país nas próximas Olimpíadas. Para isso, os brasileiros buscarão os melhores resultados possíveis nas disputas masculina e feminina por equipes.

Seleção reúne campeões mundiais e atletas olímpicos

O time masculino contará com dois campeões mundiais: Yago Dora, atual detentor do título, e Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 e medalhista de ouro nos Jogos de Tóquio 2020. Além deles, Miguel Pupo, vencedor da etapa do Championship Tour em Lower Trestles nesta temporada, completará a equipe.

A Surf Brasil utilizou o ranking do circuito mundial de 2026 como critério para definir os três representantes masculinos.

No feminino, Luana Silva e Tainá Hinckel, que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, estarão ao lado de Laura Raupp, campeã brasileira de 2025.

Inicialmente, Sophia Medina também tinha condições de integrar a equipe pelo ranking do Challenger Series. Entretanto, a surfista recusou o convite. Com isso, a confederação convocou Tainá Hinckel para completar o trio feminino.

Luana Silva integra a equipe feminina do Brasil para o ISA World Surfing Games 2026

Representante do Brasil nos Jogos de Paris 2024, Luana Silva está confirmada na seleção feminina para o Mundial de 2026. Foto: Pablo Franco/ISA.

Brasil busca vagas extras para Los Angeles 2028

O principal objetivo da participação brasileira no Peru será conquistar as vagas adicionais que a competição oferece para os Jogos Olímpicos de 2028.

De acordo com as regras atualizadas da International Surfing Association (ISA), cada país poderá levar normalmente até dois surfistas por gênero para as Olimpíadas. No entanto, os resultados por equipes nos Mundiais de 2026 e 2027 poderão garantir uma terceira vaga.

Essas vagas extras pertencem ao país, e não necessariamente aos atletas que participarem da conquista. Portanto, no caso brasileiro, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a Surf Brasil terão a responsabilidade de definir os representantes, respeitando os critérios de elegibilidade.

Além disso, o Brasil já conhece a importância desse caminho. Em 2024, a seleção conquistou os títulos masculino e feminino por equipes no Mundial da ISA. Dessa forma, garantiu a possibilidade de disputar os Jogos de Paris com três atletas em cada categoria.

Agora, a equipe brasileira tentará repetir o desempenho para ampliar suas oportunidades em Los Angeles.

Italo Ferreira defenderá o Brasil no Mundial ISA 2026 em Punta Rocas, no Peru

Campeão mundial de 2019 e primeiro campeão olímpico do surfe, Italo Ferreira representará o Brasil na busca por vagas extras para Los Angeles 2028. Foto: Pablo Jimenez/ISA.

Atletas do CT começam direto na terceira fase

Uma das principais novidades do Mundial de 2026 envolve os representantes do Championship Tour. Pela nova regra, esses surfistas entrarão diretamente na terceira rodada da competição.

A ISA adotou a medida como parte das mudanças no sistema de classificação olímpica. Além de beneficiar os atletas da elite mundial, a decisão permitirá que outros competidores tenham mais oportunidades de avançar nas primeiras fases.

Segundo o cronograma divulgado pela ISA, a cerimônia de abertura acontecerá em 6 de novembro. Já as primeiras baterias estão previstas para o dia 7, enquanto a terceira rodada deverá começar no dia 11.

Dessa maneira, os integrantes do CT terão mais tempo para chegar ao Peru, especialmente aqueles que também participarem da etapa do circuito mundial nas Filipinas.

As disputas acontecerão em Punta Rocas e El Bosque. Por fim, a organização programou as finais para 15 de novembro.

Miguel Pupo completa o time masculino da Seleção Brasileira de Surfe para o Mundial ISA 2026

Miguel Pupo completa o time masculino brasileiro para o Mundial da ISA, que acontecerá de 6 a 15 de novembro, em Punta Rocas. Foto: Pablo Franco/ISA.

Como funciona a classificação olímpica?

O surfe terá 48 participantes nos Jogos de Los Angeles 2028, sendo 24 homens e 24 mulheres.

O Championship Tour de 2028 oferecerá 16 vagas, com oito para cada gênero. Além disso, o ISA World Surfing Games de 2028 classificará outros 14 atletas, divididos igualmente entre homens e mulheres.

As competições continentais também fazem parte do sistema de classificação. Entre elas estão os Jogos Pan-Americanos de 2027, que acontecerão no Peru.

Por outro lado, os Mundiais da ISA de 2026 e 2027 terão uma função especial. Neles, as seleções buscarão as vagas extras por equipes, que poderão elevar para três o número de representantes de um país em cada gênero.

As provas olímpicas de surfe acontecerão entre 15 e 23 de julho de 2028, em Lower Trestles, na Califórnia.

Antes disso, porém, a Seleção Brasileira de Surfe terá no Peru uma oportunidade importante de fortalecer sua campanha olímpica. Afinal, conquistar uma vaga extra já nesta temporada poderá fazer diferença na formação da equipe que disputará os Jogos de Los Angeles.

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Brasil

Guarda do Embaú vai sediar as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surf em novembro

Guarda do Embaú receberá as finais do Catarinense e do Brasileiro de Surfe 2026, com R$ 600 mil em premiações. Confira as datas e os líderes.

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A última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro acontecerá de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em premiação. Imagem: Divulgação/Fecasurf.

A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional de 2026. As duas competições acontecerão em novembro e distribuirão, juntas, R$ 600 mil em premiações. Além disso, os surfistas terão a oportunidade de disputar duas etapas importantes em um intervalo de menos de duas semanas.

O calendário começa com a terceira e última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro, de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em prêmios. Na sequência, entre os dias 21 e 29, o Surf Brasil Pro encerrará a temporada nacional, oferecendo mais R$ 500 mil aos participantes.

Reconhecida como a nona Reserva Mundial de Surfe, a Guarda do Embaú será, portanto, o centro das atenções do surfe profissional brasileiro durante o mês de novembro.

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A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional, com R$ 600 mil em premiações. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Catarinense terá R$ 100 mil em premiação

A Federação Catarinense de Surf (Fecasurf) promove, nesta temporada, o circuito estadual com a maior premiação de sua história. Cada uma das três etapas oferece R$ 100 mil, totalizando R$ 300 mil em 2026.

Na decisão da Guarda do Embaú, os campeões masculino e feminino receberão R$ 15 mil cada. Além disso, a proximidade com a etapa brasileira permitirá que atletas de outros estados participem das duas competições na mesma viagem.

Segundo Renato Melo, presidente da Fecasurf, a escolha das datas busca facilitar a participação dos competidores. Dessa forma, os surfistas poderão reduzir despesas com deslocamentos e aproveitar mais tempo para treinar nas ondas da Guarda do Embaú.

O circuito começou na Praia do Mar Grosso, em Laguna, com vitórias de Caetano Vargas e Kiany Hyakutake. Posteriormente, a Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, recebeu a segunda etapa, vencida por Heitor Mueller e Potira Castaman.

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Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings masculino e feminino do Circuito Catarinense de Surf Pro após duas etapas. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings

Após duas etapas, Heitor Mueller lidera o ranking masculino com 18.600 pontos. O surfista de São Francisco do Sul chega à decisão à frente do bicampeão catarinense Caetano Vargas, que soma 15.000 pontos, e de Luan Wood, terceiro colocado com 12.300.

Apesar da vantagem de Heitor, a disputa segue aberta. Afinal, a última etapa distribuirá 10.000 pontos ao vencedor, mantendo diversos competidores na corrida pelo título.

No feminino, Potira Castaman ocupa a primeira posição com 16.700 pontos. A surfista baiana, que mora em Florianópolis há mais de cinco anos, conquistou a liderança após vencer a etapa de Palmas.

Entretanto, a diferença para suas principais adversárias é pequena. Kiany Hyakutake aparece na segunda colocação, com 16.100 pontos, enquanto Valentina Zanoni soma 15.300. Lulu Vivan, com 12.850, também está entre as candidatas ao título.

Assim, tanto no masculino quanto no feminino, a Guarda do Embaú promete uma disputa equilibrada pela conquista dos títulos estaduais.

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Com 18.600 pontos, Heitor Mueller chega à etapa decisiva na liderança do ranking masculino, à frente de Caetano Vargas e Luan Wood. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Surf Brasil Pro distribuirá R$ 500 mil

Logo após a definição dos campeões catarinenses, a Guarda do Embaú receberá a quarta e última etapa do Surf Brasil Pro 2026, entre 21 e 29 de novembro.

A competição distribuirá R$ 500 mil e encerrará a disputa pelos títulos brasileiros profissionais da temporada. Com isso, surfistas de diferentes regiões do país terão uma segunda oportunidade de competir na mesma praia.

De acordo com a Surf Brasil, as inscrições para a etapa nacional seguem abertas até 8 de novembro. O evento contará com disputas nas categorias masculina e feminina.

Além da premiação, a sequência das duas competições deverá movimentar a região e atrair atletas, equipes técnicas e visitantes para a Guarda do Embaú.

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Baiana radicada em Florianópolis, Potira Castaman lidera o ranking feminino com 16.700 pontos e busca seu primeiro título catarinense profissional. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Inscrições abertas para a etapa catarinense

Surfistas de todo o Brasil podem participar da última etapa do Catarinense de Surf Pro. Entretanto, apenas atletas que atendem aos critérios de residência em Santa Catarina poderão pontuar na disputa pelo título estadual.

As inscrições estão disponíveis pela plataforma Atletis. Os interessados também podem consultar informações no site oficial da Fecasurf.

Por fim, a etapa catarinense terá transmissão ao vivo pelos canais da federação, permitindo que o público acompanhe a definição dos campeões de 2026.

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Competições

Brasil conquista cobre no Mundial de Longboard 2026

Brasil termina em quarto no Mundial de Longboard 2026. Alexandre Escobar fica em sexto, e França conquista o título por equipes.

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Seleção Brasileira conquista medalha de cobre no Mundial de Longboard 2026

A Seleção Brasileira conquistou sua sexta medalha de cobre no Mundial de Longboard, terminando em quarto lugar entre 37 países. Foto: Pablo Franco/ISA.

A Seleção Brasileira conquistou a medalha de cobre no Mundial de Longboard 2026, encerrado nesta quinta-feira (22), em El Sunzal, El Salvador. Com isso, o Brasil terminou em quarto lugar entre 37 países e repetiu o resultado de outras cinco edições da competição organizada pela International Surfing Association (ISA).

Apesar da presença no pódio por equipes, o país viveu uma situação inédita. Pela primeira vez nas sete edições do campeonato, nenhum brasileiro chegou às finais que definiram as medalhas individuais.

O capixaba Alexandre Escobar obteve o melhor resultado da equipe, com a sexta colocação. Além disso, garantiu classificação para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, no Peru.

Alexandre Escobar termina em sexto lugar

Alexandre Escobar chegou ao último dia como o único representante brasileiro ainda na disputa por medalhas. No entanto, não conseguiu aproveitar as duas oportunidades de classificação para a grande final masculina.

Na quinta fase do evento principal, o brasileiro enfrentou Edouard Delpero, Benoit Clemente e Sam Christianson. Delpero venceu com 14,83 pontos, enquanto Clemente avançou em segundo, com 14,17.

Escobar, por sua vez, terminou em quarto, com 7,33 pontos. Por isso, precisou disputar a última fase da repescagem para tentar chegar à decisão.

Na bateria decisiva, o norte-americano Tony Silvagni garantiu a primeira vaga. Enquanto isso, Sam Christianson conquistou a segunda classificação ao somar 12,73 pontos.

O sul-africano conseguiu uma nota 6,80 em sua última onda. Dessa forma, ultrapassou Escobar, que terminou com 11,23 pontos. Assim, o brasileiro encerrou sua participação na sexta posição geral.

Alexandre Escobar termina em sexto lugar no Mundial de Longboard 2026

Alexandre Escobar foi o brasileiro mais bem colocado no Mundial de Longboard 2026 e garantiu vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Foto: Pablo Jimenez/ISA.

Brasil mantém sequência no pódio do Mundial de Longboard

Embora não tenha colocado atletas nas finais individuais, a Seleção Brasileira conquistou mais uma medalha de cobre no Mundial de Longboard.

Ao todo, a equipe somou 1.905 pontos e terminou em quarto lugar. A França conquistou o título com 2.665 pontos, apenas 15 à frente dos Estados Unidos. Já o Peru completou o pódio com 2.263 pontos.

Desde a primeira edição independente do campeonato, realizada em 2013, o Brasil sempre terminou entre as quatro melhores seleções. Portanto, manteve essa sequência de resultados em 2026.

O melhor desempenho coletivo aconteceu em 2023, quando a equipe conquistou a prata em El Salvador. Nas outras seis edições, entretanto, ficou em quarto lugar.

Por sua vez, a França ampliou seu histórico de conquistas. Com o resultado em El Salvador, a seleção europeia chegou ao quinto título mundial por equipes.

Seleção da França conquista seu quinto título por equipes no Mundial de Longboard 2026

A França conquistou seu quinto título por equipes, somando 2.665 pontos e superando os Estados Unidos por apenas 15 pontos. Foto: Pablo Franco/ISA.

Carlos Bahia, Chloé Calmon e Atalanta Batista

Além de Alexandre Escobar, outros três brasileiros participaram do Mundial de Longboard 2026.

Carlos Bahia e Chloé Calmon avançaram até a sexta fase da repescagem. No entanto, ambos foram eliminados na quarta-feira (21). Assim, o paulista terminou na nona colocação, enquanto a carioca ficou em 11º lugar.

Já a pernambucana Atalanta Batista encerrou sua campanha na segunda fase da repescagem. Com isso, terminou em 33º lugar.

Dessa maneira, o Brasil fechou a competição sem medalhas individuais. Apesar disso, manteve sua sequência de participações no pódio da classificação por países.

Benoit Clemente e Alice Lemoigne conquistam o ouro

O peruano Benoit “Piccolo” Clemente conquistou seu segundo título mundial de longboard. Depois de vencer em 2019, ele voltou ao topo do pódio com uma atuação de destaque na final masculina.

Clemente somou 17,30 pontos, com notas 9,07 e 8,23. Além da vitória, estabeleceu novos recordes de nota e somatório do campeonato.

Por sua vez, Tony Silvagni garantiu a prata com 16,10 pontos. Edouard Delpero conquistou o bronze com 15,73, enquanto Sam Christianson ficou com o cobre.

Assim, o peruano conquistou seu segundo ouro individual na história do Mundial de Longboard da ISA.

Pódio masculino do Mundial de Longboard 2026 com Benoit Clemente campeão

Benoit Clemente (Peru) conquistou o bicampeonato mundial, seguido por Tony Silvagni (EUA), Edouard Delpero (França) e Sam Christianson (África do Sul). Foto: Pablo Franco/ISA.

Na disputa feminina, a francesa Alice Lemoigne também voltou ao topo do pódio. Dessa forma, conquistou o tricampeonato mundial de longboard.

A francesa venceu com 14,73 pontos, resultado das notas 7,40 e 7,33. Por sua vez, a norte-americana Avalon Gall terminou em segundo lugar, com 13,00 pontos.

Lia Diaz, da Costa Rica, conquistou o bronze, enquanto Estorya Martínez, de Porto Rico, ficou com o cobre.

Além disso, Alice Lemoigne ampliou seu histórico de conquistas na competição. A francesa também havia conquistado o ouro em 2019 e 2023, além da prata em 2025.

Pódio feminino do Mundial de Longboard 2026 com Alice Lemoigne tricampeã

Alice Lemoigne (França) conquistou o tricampeonato mundial. Avalon Gall (EUA) ficou com a prata, Lia Diaz (Costa Rica) com o bronze e Estorya Martínez (Porto Rico) com o cobre. Foto: Pablo Franco/ISA.

Mundial define vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027

Além das medalhas, o Mundial de Longboard 2026 também definiu classificados para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027, no Peru.

Entre os brasileiros, Alexandre Escobar garantiu uma vaga na categoria masculina. Já Chloé Calmon aparece na relação feminina com classificação provisória.

No feminino, Avalon Gall, dos Estados Unidos, Lia Diaz, da Costa Rica, e Estorya Martínez, de Porto Rico, também estão entre as classificadas.

Enquanto isso, Benoit Clemente, do Peru, Tony Silvagni, dos Estados Unidos, e Jonathan Melendres, do México, aparecem entre os classificados masculinos, além de Alexandre Escobar.

O argentino Surfiel Gil também integra a relação, porém sua classificação ainda é provisória.

Resultados e classificação final por equipes

Por fim, a classificação geral confirmou a França como campeã mundial por equipes, seguida por Estados Unidos e Peru. O Brasil terminou em quarto lugar, enquanto o Japão completou as cinco primeiras posições.

Confira abaixo o quadro de resultados do Mundial de Longboard 2026. A arte reúne os medalhistas das categorias masculina e feminina, os classificados para Lima 2027 e a pontuação das cinco melhores seleções.

Infográfico AOS Mídia com medalhistas do Mundial de Longboard 2026, classificados para Lima 2027 e classificação por equipes

Medalhistas, classificados para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 e classificação por equipes do Mundial de Longboard 2026. Arte: AOS Mídia. Fonte: Surf Brasil/ISA.

Fonte: Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) e International Surfing Association (ISA).

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Alagoas

Tânio Barreto relembra Slater, Andy Irons, tretas e bastidores do surfe

Tânio Barreto relembra Kelly Slater, Andy Irons, rivalidades, política e histórias marcantes da carreira em episódio do Fala Papah!.

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Tânio Barreto e Andy Irons, Aperto de Mãos no Pódio de Surfe, Praia da Vila, Imbituba, Santa Catarina, WCT, Nova Schin Surf Festival, ASP, WSL

Tânio Barreto e Andy Irons em momento histórico no WCT de 2004, que marcou o terceiro e último título mundial do havaiano. Foto: Arquivo pessoal

Tânio Barreto é o convidado do novo episódio do Fala Papah!. Campeão brasileiro e conhecido pelo estilo extremamente estratégico nas competições, o alagoano relembrou momentos marcantes da carreira, rivalidades, histórias de bastidores e passagens pouco conhecidas de sua trajetória dentro e fora do surfe.

Durante aproximadamente uma hora de conversa, Tânio Barreto no Fala Papah falou sobre Kelly Slater, Andy Irons, Joel Parkinson, Léo Neves, Adriano de Souza e outros nomes de uma geração que viveu uma realidade bastante diferente da encontrada atualmente no circuito mundial.

Final com Kelly Slater na Austrália

Uma das histórias mais marcantes aconteceu na Austrália. Tânio chegou à final de uma etapa do circuito classificatório contra Kelly Slater, Adrian Buchan e Phillip MacDonald.

No entanto, a importância daquele resultado ia muito além da bateria decisiva. Um ano antes, no mesmo país, Tânio sofreu uma forte crise de hipoglicemia depois de uma sequência de viagens e treinamentos sem descanso adequado.

Ele precisou abandonar a competição e voltar para o Brasil. Por isso, retornar no ano seguinte e chegar à final representou uma vitória particular.

Segundo Tânio, aquela experiência reforçou uma característica que acompanhou toda a sua carreira: a preparação. Ele reconhece que nem sempre se considerou o surfista mais talentoso, mas procurava compensar isso com treinamento físico, concentração e estratégia.

A vitória sobre Joel Parkinson que ajudou Andy Irons

Outro momento histórico aconteceu na etapa do circuito mundial em Imbituba, em 2004.

Convidado para competir, Tânio avançou até a semifinal. No caminho, enfrentou Joel Parkinson, que disputava diretamente o título mundial contra Andy Irons.

Tânio venceu a bateria e, com isso, confirmou matematicamente o tricampeonato de Irons.

Depois da disputa, Andy agradeceu ao brasileiro e chegou a brincar que ele teria uma espécie de “green card” no Havaí.

Ainda assim, Tânio contou que a realidade nas ondas havaianas continuou dura. Naquela época, os brasileiros ainda enfrentavam muito mais resistência nos principais picos do arquipélago.

“Traumatizei muita gente”

Se existe um trecho que resume o lado competitivo de Tânio Barreto, ele aparece quando o ex-surfista fala sobre suas famosas marcações.

Christiano Spirro já havia brincado no Fala Papah! sobre a maneira como Tânio perseguia adversários dentro das baterias. Questionado sobre o assunto, Tânio não fugiu da fama.

Ele contou que estudava profundamente as regras e procurava entender como poderia fragilizar mentalmente o adversário. Além disso, afirmou que muitos competidores ficaram incomodados com suas estratégias.

“Traumatizei muita gente”, resumiu.

Tânio também recordou uma semifinal na Austrália em que a disputa ficou ainda mais quente. Durante uma remada por uma onda, ele e um adversário australiano chegaram a trocar socos dentro d’água.

Além disso, lembrou confrontos estratégicos contra nomes como Léo Neves e Adriano de Souza. Na Praia da Tiririca, em Itacaré, por exemplo, uma marcação contra Léo levou os dois para muito longe da área principal de competição.

Para Tânio, porém, aquilo fazia parte do jogo. Seu objetivo era encontrar uma maneira de neutralizar adversários tecnicamente superiores e aumentar suas chances de vitória.

Da Europa à política

A conversa também passa pela decisão de morar em Barcelona e competir no circuito europeu.

Na época, Tânio chegou a questionar o modelo de formação dos surfistas brasileiros. Para ele, o Brasil produzia bons campeões nacionais, porém ainda precisava preparar melhor os jovens para o cenário internacional.

Anos depois, a chegada de nomes como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora mudou esse panorama.

Posteriormente, Tânio também entrou na política. Foi candidato a vereador, concorreu a deputado estadual e chegou à presidência estadual de um partido em Santa Catarina.

Segundo ele, essa experiência trouxe aprendizados, mas também grandes decepções. Em determinado momento, Tânio decidiu deixar a vida partidária para voltar a priorizar a praia, o surfe e a família.

Federação Alagoana e volta às origens

Outro capítulo importante foi a passagem pela presidência da Federação Alagoana de Surf.

Tânio afirma que utilizou sua experiência como atleta, empresário e político para organizar eventos e buscar recursos para o surfe do estado.

Sua gestão terminou recentemente. Em vez de disputar uma nova eleição, ele optou por encerrar o ciclo e voltar a dedicar mais tempo à própria vida.

Apesar disso, fez críticas à oposição que assumiu posteriormente e afirmou esperar que a nova administração mantenha o compromisso com os atletas e com a realização de competições.

Para Tânio, Alagoas ainda possui talento e boas ondas suficientes para revelar novos nomes no cenário nacional. Entretanto, o investimento continua sendo um dos principais obstáculos.

Uma trajetória de competição e superação

Ao olhar para trás, Tânio aponta uma frustração principal: não ter conseguido se consolidar no circuito mundial.

Por outro lado, sua trajetória reúne título brasileiro, finais internacionais, vitórias contra grandes nomes, temporadas no Havaí e na Europa e histórias que ajudam a contar uma fase importante do surfe nacional.

O episódio completo de Tânio Barreto no Fala Papah! já está disponível e traz ainda muitas outras histórias, resenhas e bastidores de uma das gerações mais competitivas do surfe brasileiro.

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Bombando

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