Rafael Miranda brilha na Sub-12 do King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação
O King and Queen of the Groms 2026 encerrou no domingo (11), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP), dois dias de competição marcados por boas ondas, sol e praia cheia. Após 11 anos de ausência, o tradicional evento da Quiksilver retornou ao Brasil e, além disso, passou a contar com disputas femininas promovidas pela Roxy.
Entre os meninos, Felipe Homsi, Izau Siguinorini e Rafael Miranda conquistaram os títulos Sub-16, Sub-14 e Sub-12, respectivamente. Já no feminino, Maeva Guastalla venceu a Sub-16, Gabriela Rigo conquistou a Sub-14 e Laura Kanagusiku garantiu a Sub-12.
Além disso, o campeonato reuniu atletas com conquistas recentes no cenário nacional. Entre os destaques estavam Felipe Homsi e Maeva Guastalla, ambos campeões brasileiros Sub-18 de 2026.
Estrutura do King and Queen of the Groms 2026 montada na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Foto: Divulgação
Felipe Homsi conquista a Sub-16 e confirma excelente fase
Recém-coroado campeão brasileiro Sub-18, Felipe Homsi (PB) voltou ao lugar mais alto do pódio. Dessa vez, o paraibano conquistou o título masculino Sub-16 do King and Queen of the Groms.
Na decisão, o paraibano somou 12,00 pontos, com notas 7,00 e 5,00. Com isso, registrou a maior pontuação entre as seis finais e abriu 2,10 pontos de vantagem sobre Vini Palma, segundo colocado com 9,90.
Por sua vez, Izau Siguinorini terminou em terceiro, com 9,55, enquanto Bernardo Brizola completou a bateria com 8,80.
Assim, Felipe acrescentou mais uma conquista à temporada. Além disso, reforçou sua posição entre os destaques da nova geração brasileira.
Crianças participam das atividades de pintura realizadas durante o King and Queen of the Groms 2026. Foto: Divulgação
Izau Siguinorini vence a Sub-14 e disputa duas finais
O desempenho de Izau Siguinorini também chamou atenção em Itamambuca. Além de conquistar a categoria Sub-14, o jovem surfista chegou à decisão da Sub-16.
Na final Sub-14, o campeão somou 11,90 pontos, com notas 6,00 e 5,90. Dessa forma, garantiu a vitória sobre Bernardo Pires, segundo colocado com 6,35.
Enquanto Matheus Jhones terminou em terceiro, com 5,90, Narciso Inacio completou a decisão com 3,95.
Ao disputar a Sub-16, Izau voltou a apresentar um bom desempenho. Entretanto, terminou na terceira colocação, atrás de Felipe Homsi e Vini Palma.
Portanto, sua campanha terminou com um título e dois pódios em Itamambuca. Dessa maneira, o surfista esteve entre os principais nomes do fim de semana.
Além das disputas de surfe, o evento contou com oficinas de customização de ecobags da Quiksilver e Roxy. Foto: Divulgação
Rafael Miranda conquista o título Sub-12
O surfista Rafael Miranda também esteve entre os destaques do King and Queen of the Groms 2026. Afinal, o representante de Ubatuba aproveitou a oportunidade de competir em casa para conquistar mais um título.
Na final masculina Sub-12, o atleta venceu com 9,40 pontos, a partir de notas 5,00 e 4,40. Assim, garantiu a primeira colocação diante de outros três finalistas.
Com 7,70 pontos, Bernardo Pires ficou em segundo, enquanto Gabriel Medeiros terminou em terceiro, com 7,60. Já Thomaz Monteiro completou a decisão com 6,25.
Esse resultado confirmou o bom momento de Rafael. Além disso, representou mais uma vitória em sua trajetória nas competições de base.
Meninas participam de uma atividade de altinha na areia de Itamambuca durante o campeonato. Foto: Divulgação
Maeva Guastalla vence a Sub-16 em final de alto nível
Entre as meninas, Maeva Guastalla (SP) chegou a Itamambuca embalada por uma conquista nacional. Afinal, a surfista paulista havia conquistado o título brasileiro Sub-18 de 2026.
Na decisão do King and Queen of the Groms, a atleta venceu a categoria Sub-16 com 11,90 pontos. Para isso, registrou notas 6,25 e 5,65.
Além disso, a final reuniu outra campeã brasileira da temporada. Carol Bastides (SP), vencedora do título nacional Sub-16, terminou na segunda colocação, com 10,65 pontos.
Em seguida, Mariana Elias ficou em terceiro, com 5,00, enquanto Eduarda Stefani completou a bateria com 3,85.
Com esse desempenho, Maeva registrou a maior soma entre as finais femininas. Portanto, sua vitória esteve entre os principais destaques técnicos do campeonato.
Maeva Guastalla celebra o título Sub-16 feminino, ao lado de Carol Bastides (2ª), Mariana Elias (3ª) e Eduarda Stefani (4ª). Foto: Divulgação
Gabriela Rigo e Laura Kanagusiku completam a lista de campeãs
As outras duas categorias femininas também apresentaram novos talentos. Além disso, as decisões reforçaram a presença das meninas no retorno da competição ao Brasil.
Na Sub-14, Gabriela Rigo conquistou o título com 8,40 pontos. Dessa forma, a surfista de Ubatuba superou Catarina Kobayashi, segunda colocada com 5,55.
Com 4,45 pontos, Anahi Botelho terminou em terceiro. Por sua vez, Maria Clara Borges completou a final com 4,30.
Já na Sub-12, Laura Kanagusiku garantiu a vitória com 8,00 pontos. Em seguida, Maria Clara Borges conquistou o vice-campeonato, com 6,00.
A terceira colocação ficou com Naima Mathey, que somou 5,10. Enquanto isso, Anahi Botelho terminou em quarto, com 2,40.
Dessa maneira, as três decisões femininas marcaram o retorno do campeonato ao Brasil com espaço para diferentes nomes da nova geração.
Carol Bastides e Rafael Miranda recebem fones de ouvido Aiwa pelas maiores notas e melhores somatórios no masculino e no feminino, respectivamente, no King and Queen of the Groms 2026. Foto: Divulgação
Aiwa premia Rafael Miranda e Carol Bastides com fones de ouvido
A Aiwa entregou quatro prêmios em fones de ouvido no King and Queen of the Groms 2026: dois no masculino e dois no feminino, destinados à maior nota e ao melhor somatório de cada gênero.
No masculino, Rafael Miranda recebeu as duas premiações pela nota 8,00 e pelo somatório de 15,00 pontos, registrados na estreia da Sub-14 masculina.
Já no feminino, Carol Bastides também conquistou os dois prêmios, com a nota 7,00 e o somatório de 12,75 pontos no round 2 da Sub-16 feminina.
A nova geração também aproveitou as atividades fora d’água durante os dois dias de evento em Itamambuca. Foto: Divulgação
Confira os resultados completos do King and Queen of the Groms 2026
A seguir, confira os quatro finalistas de cada categoria e as respectivas pontuações das decisões disputadas em Itamambuca.
Sub-12 masculino
Rafael Miranda — 9,40 pontos
Bernardo Pires — 7,70 pontos
Gabriel Medeiros — 7,60 pontos
Thomaz Monteiro — 6,25 pontos
Sub-14 masculino
Izau Siguinorini — 11,90 pontos
Bernardo Pires — 6,35 pontos
Matheus Jhones — 5,90 pontos
Narciso Inacio — 3,95 pontos
Sub-16 masculino
Felipe Homsi — 12,00 pontos
Vini Palma — 9,90 pontos
Izau Siguinorini — 9,55 pontos
Bernardo Brizola — 8,80 pontos
Sub-12 feminino
Laura Kanagusiku — 8,00 pontos
Maria Clara Borges — 6,00 pontos
Naima Mathey — 5,10 pontos
Anahi Botelho — 2,40 pontos
Sub-14 feminino
Gabriela Rigo — 8,40 pontos
Catarina Kobayashi — 5,55 pontos
Anahi Botelho — 4,45 pontos
Maria Clara Borges — 4,30 pontos
Sub-16 feminino
Maeva Guastalla — 11,90 pontos
Carol Bastides — 10,65 pontos
Mariana Elias — 5,00 pontos
Eduarda Stefani — 3,85 pontos
Laura Kanagusiku conquista o título Sub-12 feminino, seguida por Maria Clara Borges (2ª), Naima Mathey (3ª) e Anahi Botelho (4ª). Foto: Divulgação
Sol, boas ondas e atividades movimentam Itamambuca
Além das disputas, o King and Queen of the Groms movimentou a Praia de Itamambuca durante o fim de semana. Dessa forma, a competição também reuniu atletas, familiares e público em diferentes atividades.
O tempo ensolarado e as boas condições do mar contribuíram para o ambiente do evento. Enquanto os atletas buscavam suas melhores ondas, os espectadores acompanhavam as baterias na areia.
A programação contou ainda com aulas de yoga e altinha, assim como oficinas de customização de ecobags da Quiksilver e Roxy.
Com isso, o campeonato ofereceu experiências para crianças, jovens e adultos. Ao mesmo tempo, reuniu esporte e atividades ligadas à cultura de praia.
Segundo Karol Lopes, gerente de Marketing do grupo Action Brands, o resultado superou as expectativas.
“O King and Queen of the Groms superou as minhas expectativas. Tivemos dois dias de sol, ótimas ondas, atletas focados e um verdadeiro show de surf dentro d’água. Além das disputas, as ativações na areia também foram bem legais! A galera presente pôde fazer aulas de yoga e altinha, customizar ecobags da Quiksilver e Roxy, além de outras atividades que reforçaram o espírito e o lifestyle das nossas marcas. Foi um final de semana incrível, onde pudemos celebrar o surf, a nova geração de talentos (que vem com tudo!) e a conexão com a comunidade”, declarou Karol.
Crianças se divertem nas pranchas de equilíbrio durante o King and Queen of the Groms 2026, em Itamambuca. A atividade também estimula a coordenação motora e o equilíbrio. Foto: Divulgação
Competição histórica abre novo capítulo no Brasil
Criado pela Quiksilver, o King of the Groms fez parte da trajetória de surfistas que posteriormente chegaram à elite mundial. Entre eles, estão nomes como Alejo Muniz, Wiggolly Dantas, Gabriel Medina, Filipe Toledo e Caio Ibelli.
Em 2009, por exemplo, Medina conquistou o título internacional na França com duas notas 10 em uma final contra Caio Ibelli.
Filipe Toledo também disputou uma decisão internacional, em 2010. Posteriormente, Samuel Pupo chegou a quatro finais consecutivas entre 2015 e 2018, conquistando dois títulos na fase Young Guns.
Com o retorno ao Brasil, a competição iniciou uma nova etapa. Afinal, a parceria entre Quiksilver e Roxy abriu espaço para disputas masculinas e femininas nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16.
Assim, o King and Queen of the Groms 2026 encerrou o fim de semana apresentando novos talentos. Além disso, fortaleceu o calendário do surfe de base brasileiro.
O Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms 2026 acontece neste sábado (10) e domingo (11), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A competição marca o retorno de um dos eventos mais tradicionais do surfe de base ao Brasil, após 11 anos.
Além da transmissão ao vivo disponível nesta página, o público pode acompanhar as notas, as baterias e os resultados atualizados das categorias masculinas e femininas Sub-12, Sub-14 e Sub-16.
Notas e baterias em tempo real
Acompanhe as pontuações dos atletas, os confrontos e as classificações ao longo dos dois dias de competição.
Resultados do King and Queen of the Groms 2026
Os resultados serão atualizados conforme o encerramento das baterias. Ao final da competição, esta página também reunirá os campeões e os principais destaques de cada categoria.
O retorno de uma competição histórica
O King of the Groms ajudou a revelar talentos como Gabriel Medina, Caio Ibelli e Filipe Toledo. Além disso, Samuel Pupo marcou a história da competição ao conquistar dois títulos internacionais consecutivos, em 2017 e 2018, já na fase Young Guns.
Agora, com a participação da Roxy, o evento também valoriza a nova geração feminina. Dessa forma, meninas e meninos terão a oportunidade de escrever novos capítulos dessa história em Itamambuca.
Acompanhe esta página durante os dias 10 e 11 de outubro para conferir as atualizações da competição.
Rickson Falcão em ação no Dream Tour 2024. O surfista foi baleado na noite de sexta-feira (9), em Saquarema (RJ). Foto: David Castro
O surfista Rickson Falcão, de 19 anos, foi baleado na noite de sexta-feira (9 de outubro), em Saquarema, no Rio de Janeiro. O ataque aconteceu na Avenida Oceânica, no bairro de Itaúna, próximo à praia que recebe a etapa brasileira da elite mundial do surfe. Apesar dos ferimentos, o atleta passou por cirurgia e está fora de perigo.
AOS Mídia entrou em contato com a Outside Sports, agência responsável pela carreira do atleta, que confirmou o ocorrido. Além disso, a agência informou que Rickson está bem e não corre risco de morte.
Campeão sul-americano Pro Junior da WSL em 2025, Rickson representa a nova geração do surfe brasileiro. Foto: Nicolas Diaz
Rickson Falcão foi atingido por três disparos
Segundo informações recebidas por AOS Mídia, o surfista estava tomando açaí com amigos quando homens armados passaram pelo local e começaram a atirar. Naquele momento, o grupo foi surpreendido pelos disparos.
De acordo com o relato inicial, os tiros teriam como alvo outra pessoa, sem ligação com os amigos. No entanto, as circunstâncias e a motivação do ataque ainda dependem de esclarecimentos oficiais.
Rickson sofreu três ferimentos provocados pelos tiros. Dois foram de raspão, no ombro e na perna. Já o terceiro projétil atingiu a região próxima à fíbula. Por isso, o atleta precisou passar por uma cirurgia para a retirada da bala.
Após o procedimento, o surfista publicou uma foto no hospital e tranquilizou seus seguidores. Na mensagem, confirmou que havia passado pela cirurgia e estava fora de perigo. Dessa forma, seus esforços agora estão concentrados na recuperação.
Natural de Saquarema, Rickson conquistou a medalha de bronze no Mundial Júnior da ISA de 2024, em El Salvador. Foto: ISA / Pablo Jimenez
Ataque na Avenida Oceânica deixou outros feridos
De acordo com informações preliminares divulgadas pelo perfil local Saquarema da Informação, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas durante o ataque. Além disso, a publicação relatou momentos de correria no estabelecimento atingido.
Segundo o perfil, os disparos partiram de um carro em direção a um bar na Avenida Oceânica, principal via do bairro de Itaúna. Na ocasião, o estabelecimento estava movimentado. Como resultado, os tiros provocaram correria entre as pessoas presentes.
O relato inicial também informou que as vítimas foram encaminhadas para unidades de saúde. Uma delas estaria em estado grave no momento da divulgação das informações. Entretanto, o estado de saúde das demais pessoas ainda depende de confirmação oficial.
Até o momento, as circunstâncias completas do episódio permanecem sem esclarecimento oficial. Por isso, as informações sobre o número de vítimas e a dinâmica do ataque devem ser tratadas como preliminares.
Em janeiro de 2026, Rickson terminou em quinto lugar no Mundial Pro Junior da WSL, disputado nas Filipinas. Foto: WSL
Praia de Itaúna recebe a elite do surfe mundial
O ataque aconteceu em uma das regiões mais conhecidas do surfe brasileiro. Afinal, a Praia de Itaúna, em Saquarema, recebe a etapa brasileira do Championship Tour (CT) da World Surf League desde 2017.
A competição não aconteceu em 2020 e 2021 devido à pandemia. Entretanto, o evento retornou em 2022 e manteve sua presença no calendário nos anos seguintes. Dessa forma, Itaúna completou cinco edições anuais consecutivas em 2026.
Conhecida como Maracanã do Surfe, a praia reúne anualmente alguns dos melhores surfistas do planeta. Além disso, milhares de torcedores acompanham as disputas nas areias de Itaúna.
Saquarema também recebe eventos do Qualifying Series, Pro Junior e Challenger Series. Assim, o município se consolidou como um dos principais centros do surfe competitivo internacional.
Rickson Falcão durante etapa da WSL realizada em setembro de 2026, na Praia de Itaúna, em Saquarema. Foto: WSL / Gabriel Heusi
Rickson Falcão é destaque da nova geração
Natural de Saquarema, Rickson Falcão acumula resultados expressivos em competições nacionais e internacionais. Recentemente, o surfista vinha disputando o Qualifying Series (QS), buscando uma vaga no Challenger Series, circuito de acesso à elite mundial da WSL.
Em 2024, o brasileiro chegou à grande final do Mundial Júnior da ISA, em El Salvador. Na ocasião, conquistou a medalha de bronze na categoria Sub-18. Assim, encerrou sua participação entre os principais nomes do campeonato.
Ainda naquele ano, recebeu um convite para disputar o Challenger Series de Saquarema. Competindo em casa, avançou até as oitavas de final e terminou na nona colocação. Dessa vez, sua campanha terminou diante do francês Marco Mignot.
Na bateria decisiva, Mignot venceu por 15,50 a 15,10 pontos. Posteriormente, o francês também conquistou o título da etapa.
Título sul-americano e Mundial Pro Junior
Em 2025, Rickson sagrou-se campeão sul-americano Pro Junior da WSL. Durante a campanha, conquistou vitórias no Peru e em Saquarema. Além disso, terminou como vice-campeão da etapa final, disputada no Chile.
Com isso, garantiu sua classificação para o Mundial Pro Junior de 2026, realizado nas Filipinas. Na competição, terminou na quinta colocação. Assim, consolidou sua presença entre os destaques da categoria.
Surfista brasileiro durante competição do circuito nacional na Praia de São Conrado. Foto: David Castro
Rickson Falcão conquistou bons resultados no QS em 2026
Na temporada de 2026, Rickson continuou sua transição para o circuito profissional. Além disso, manteve boas apresentações nas competições do Qualifying Series sul-americano.
Em fevereiro, chegou à final do QS 2000 de Señoritas, em Punta Hermosa, no Peru. Na decisão, conquistou o vice-campeonato, superado pelo compatriota Ryan Kainalo. Dessa forma, começou a temporada com um resultado importante na busca por uma vaga no Challenger Series.
Na mesma competição, Rickson também subiu ao pódio do Pro Junior da WSL, terminando na terceira colocação. Assim, conseguiu se destacar nas duas categorias disputadas em Señoritas.
Em março, voltou a apresentar um bom desempenho no Layback Pro Costão Floripa, disputado na Praia do Santinho, em Florianópolis (SC). Dessa vez, avançou até as quartas de final e terminou na quinta colocação, após ser eliminado por Douglas Silva.
Esses resultados reforçaram sua evolução na passagem das categorias de base para o circuito profissional. Ao mesmo tempo, mantiveram o atleta na disputa por posições importantes no ranking regional.
Agora, após o episódio ocorrido em Saquarema, Rickson concentra suas atenções na recuperação dos ferimentos. Por enquanto, o mais importante é sua recuperação, antes de qualquer perspectiva de retorno às competições.
AOS Mídia deseja uma pronta recuperação ao surfista.
Danilo Couto relembra como construiu amizades e conquistou o respeito dos locais no Havaí, em entrevista ao Fala Papah!. Foto: Fred Pompermayer
A experiência de Danilo Couto no Havaí foi marcada por amizades, aprendizado e uma conquista gradual de respeito. Durante sua participação no Fala Papah!, o surfista conversou com Ader Oliveira sobre localismo e explicou como construiu sua relação com os havaianos.
Segundo Danilo, chegar com humildade e compreender a dinâmica dentro da água fizeram diferença nessa trajetória. Além disso, morar no arquipélago permitiu criar vínculos que iam além das temporadas de surfe.
“Fui conquistando o meu respeito aos poucos”, contou o baiano, ao recordar sua convivência com os locais.
Como Danilo Couto encontrou seu espaço no Havaí
Ao responder sobre possíveis dificuldades por ser brasileiro, Danilo afirmou que teve uma boa adaptação. Embora tenha precisado se posicionar em algumas situações no início, ele destacou as amizades que construiu ao longo dos anos.
Com o tempo, passou a conviver e viajar com havaianos. Dessa forma, sua presença deixou de ser apenas a de um visitante que aparecia durante os melhores meses de ondas.
Segundo o surfista, essa proximidade fez com que alguns o considerassem, de certa maneira, um local. Entretanto, o reconhecimento veio aos poucos, como resultado da convivência e da postura que adotou.
Esperar a vez e aproveitar as oportunidades
Para Danilo, entender o funcionamento do pico é fundamental. Durante a entrevista, ele citou atitudes como respeitar a vez dos outros, esperar o momento certo e evitar desperdiçar oportunidades.
Na avaliação do baiano, os locais observam o comportamento de quem chega. Por isso, a maneira de agir dentro da água pode influenciar a recepção de um visitante.
Além do respeito, ele destacou a disposição para encarar as ondas. O surfista precisa demonstrar atitude quando surge sua oportunidade, sem ignorar a dinâmica de quem já está no mar.
Assim, Danilo relaciona a conquista de espaço a uma combinação de paciência, convivência e comprometimento com o surfe.
O localismo mudou ao longo dos anos?
Danilo também comentou as mudanças que percebeu no Havaí. Segundo ele, os excessos foram maiores no passado. Hoje, a presença de câmeras e a estrutura do esporte tornam determinadas atitudes mais visíveis.
Ainda assim, ele considera que os havaianos continuam protegendo suas ondas e observando quem chega. Na sua avaliação, os visitantes também passaram a compreender melhor essa dinâmica.
O relato apresenta sua experiência pessoal com o localismo. Ao falar sobre o tema, Danilo enfatiza que conseguiu construir uma convivência positiva e duradoura com os moradores.
A diferença entre convivência e preconceito no esporte
Durante a conversa, Danilo fez uma distinção importante. Ele afirmou que sentiu pouco preconceito por parte dos havaianos, mas identificou resistência aos brasileiros no ambiente esportivo.
Para o baiano, o crescimento do Brasil no surfe provocou incômodo em outros espaços. Por outro lado, sua relação cotidiana com os locais do Havaí foi marcada por afinidades e amizades.
Segundo ele, brasileiros que chegam com tranquilidade e respeito podem ser bem recebidos. Já atitudes de desrespeito tendem a gerar conflitos.
A trajetória de Danilo Couto no Havaí mostra como o respeito pode ser construído ao longo do tempo. Mais do que encontrar boas ondas, sua experiência envolveu aprender a conviver e fazer parte de uma comunidade.
Assista ao corte no canal Fala Papah! no YouTube e confira a conversa de Danilo Couto com Ader Oliveira sobre localismo, respeito e surfe no Havaí.
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