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Notícias

Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos

Noah Klapp acusa Alan Cleland de violência física, sexual e psicológica em relato público. Entenda a denúncia e os desdobramentos na WSL.

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Alan Cleland Jr. durante o Lexus Pipe Pro 2025, em Pipeline, no Havaí

Alan Cleland Jr. foi identificado pela revista australiana Surfing World como o atleta suspenso provisoriamente pela WSL. Foto: WSL / Brent Bielmann

A surfista Noah Klapp acusa Alan Cleland Jr. de violência física, sexual e psicológica durante um relacionamento que, segundo ela, durou aproximadamente um ano, quando tinha 17 anos. Noah publicou a denúncia nas redes sociais nesta segunda-feira (12), em meio à repercussão da suspensão provisória anunciada pela World Surf League (WSL) após denúncias relacionadas a uma reunião privada no Taiti.

Em seu depoimento, Noah descreve episódios de agressões sexuais, violência física, insultos e comportamentos de controle atribuídos ao surfista mexicano. Além disso, afirma que permaneceu em silêncio durante anos por medo de não ser acreditada.

A manifestação ocorreu depois que Noah tomou conhecimento das denúncias relacionadas ao episódio no Taiti. Segundo ela, a decisão de falar publicamente também busca oferecer apoio a outras mulheres que possam ter vivido situações semelhantes.

Noah Klapp, surfista que publicou denúncia contra Alan Cleland Jr.

Noah Klapp denunciou publicamente violência física, sexual e psicológica durante seu relacionamento com Alan Cleland Jr.

Noah Klapp relata violência durante relacionamento

No depoimento publicado em seu Instagram, Noah descreve situações em que, segundo seu relato, Alan Cleland a imobilizava na cama, segurava seus pulsos e a impedia de deixar um quarto.

Além disso, a surfista relata episódios de violência sexual e agressões físicas. Ela afirma que essas experiências deixaram consequências emocionais profundas, com as quais ainda convive.

Durante muito tempo, Noah acreditou que Cleland pudesse mudar seu comportamento. Entretanto, o receio de não ser acreditada contribuiu para que mantivesse sua história restrita a um pequeno grupo de pessoas próximas.

Ao decidir tornar o relato público, ela também fez críticas ao ambiente do surfe profissional. Nesse contexto, questionou comportamentos que considera normalizados na indústria e cobrou medidas contra a violência.

Segundo Noah, sua manifestação também representa uma tentativa de apoiar outras mulheres. Por isso, ela destaca a importância de dar atenção aos relatos de pessoas que afirmam ter sofrido abusos.

Noah Klapp relata os motivos que a levaram a divulgar sua denúncia

A surfista revelou que permaneceu em silêncio durante anos por medo de não ser acreditada e decidiu se manifestar após as denúncias relacionadas ao Taiti.

Alan Cleland foi identificado em apuração australiana

No domingo (11), a WSL anunciou a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026. A decisão ocorreu após a entidade tomar conhecimento de denúncias classificadas como extremamente graves.

Segundo o comunicado oficial da WSL, as alegações estão relacionadas a uma reunião privada realizada no Taiti, em agosto. Além disso, a organização esclareceu que o encontro não tinha qualquer ligação com suas atividades.

Apesar de anunciar a medida disciplinar, a WSL não revelou a identidade do competidor nem detalhou a natureza das denúncias.

O jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, identificou Alan Cleland Jr. como o surfista suspenso.

De acordo com a apuração publicada pela revista, o episódio estaria relacionado a uma reunião após a etapa do Taiti. As denúncias envolveriam uma adolescente australiana e pelo menos três homens.

Por sua vez, a WSL informou que seu Comitê Disciplinar determinou o afastamento provisório do competidor de todos os eventos da organização. A entidade também declarou que continua seguindo seus procedimentos internos e ofereceu assistência às autoridades competentes.

A AOS Mídia já havia publicado uma reportagem apresentando exclusivamente as informações divulgadas oficialmente pela WSL.

É importante distinguir os acontecimentos. O depoimento de Noah refere-se a um relacionamento anterior, enquanto o comunicado da WSL trata de denúncias relacionadas ao episódio no Taiti. Portanto, são situações distintas, embora a surfista tenha decidido se manifestar após tomar conhecimento das notícias recentes.

Alan Cleland deixa de aparecer no site da Quiksilver

Outro desdobramento envolve a relação do mexicano com seus patrocinadores.

Alan Cleland Jr. deixou de aparecer na página oficial de atletas da Quiksilver. Além disso, sua antiga página individual no site da marca não está mais disponível.

Enquanto isso, o portal australiano BeachGrit noticiou que Cleland teria perdido os patrocínios da Quiksilver e da Monster.

Entretanto, até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação pública das marcas sobre os termos dos possíveis encerramentos contratuais.

Alan Cleland Jr. em competição profissional de surfe

Alan Cleland Jr. deixou de aparecer na lista de atletas da Quiksilver, e sua antiga página individual no site da marca também não está mais disponível. Foto: WSL / Emma Sharon

AOS Mídia procurou Alan Cleland

Diante da gravidade das acusações apresentadas por Noah Klapp, a AOS Mídia entrou em contato diretamente com Alan Cleland Jr. para solicitar seu posicionamento.

Na mensagem enviada ao mexicano, o veículo ofereceu a oportunidade de comentar as declarações públicas da ex-namorada e apresentar sua manifestação.

Além disso, a AOS Mídia deixou claro que o espaço permanecerá aberto para uma resposta, mesmo após a publicação da reportagem.

Assim, caso o atleta apresente um posicionamento, suas declarações poderão ser acrescentadas à cobertura.

Leia a íntegra do depoimento de Noah Klapp

A seguir, a AOS Mídia apresenta uma tradução integral para o português dos quatro cards publicados por Noah Klapp no Instagram, em 12 de outubro de 2026, além da legenda que acompanha a postagem.

O texto está reproduzido em primeira pessoa, preservando o conteúdo e o sentido das declarações da surfista. Dessa forma, o leitor poderá conhecer diretamente as palavras utilizadas por Noah em sua manifestação pública.

Atenção: o relato contém descrições explícitas de violência física, sexual e psicológica.

Depoimento de Noah Klapp — Parte 1

Chegou a hora de eu falar publicamente.

Uma vez, eu disse a Alan Cleland Jr. que, se algum dia descobrisse outra vítima, contaria toda a verdade sobre o nosso relacionamento.

Namorei Alan por aproximadamente um ano, quando tinha 17 anos. Até hoje, mantive parte da minha história apenas para mim e para um pequeno círculo de pessoas que me apoiam. Nunca falei publicamente sobre esse assunto tão particular e delicado.

Fiquei calada sobre os abusos aos quais ele me submeteu.

Completei 23 anos hoje e acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma menina menor de idade.

É por isso que estou escrevendo esta publicação. Porque sinto que é meu dever, como mulher, tornar minha história pública.

Essa vítima, e talvez outras, merecem todo o apoio de que precisam.

Quero garantir que isso acabe aqui, porque ele já recebeu uma segunda chance que não merecia e demonstrou que continua sendo uma pessoa podre por dentro.

Depoimento de Noah Klapp — Parte 2

Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento.

Ele frequentemente me imobilizava na cama, segurando meus pulsos com toda a força. Ele me agrediu sexualmente muitas vezes.

Ele me chamava de vadia, de puta que só queria chamar atenção. Bloqueava a porta do nosso quarto e não me deixava sair enquanto não tivesse terminado o que queria fazer comigo.

Fugi dele muitas vezes.

Uma lembrança muito clara que tenho é de quando ele puxou a gola do meu suéter com tanta força que pude ouvi-la rasgar junto ao meu pescoço. Caí no chão, e ele me arrastou de volta para dentro, para um lugar onde eu não podia pedir ajuda.

Esse foi um período doloroso da minha vida, que me consumiu e destruiu completamente.

Arrependo-me de tê-lo conhecido, porque os danos que ele me causou são algo de que venho tentando me recuperar há muito tempo.

As coisas pelas quais passei ainda me assombram durante o sono.

Depoimento de Noah Klapp — Parte 3

Sou uma pessoa empática e fui ingênua ao pensar que ele se esforçaria para mudar depois do nosso relacionamento.

Por que não falei nada até agora?

Porra, como eu gostaria de ter falado! E parte de mim se sente culpada por isso.

Mas, naquela época, a única coisa que seria mais dolorosa do que carregar esse trauma comigo seria finalmente contar a minha verdade e não ser acreditada.

Ver a indústria do surfe colocar esse homem em um pedestal depois do nosso relacionamento…

Que cara legal! Surfista do CT! Atleta olímpico! Sempre a alma da festa!

Talvez. Mas, por trás das portas fechadas, um estuprador e abusador.

Como surfista de competição nos últimos dez anos, testemunhei o comportamento desses chamados ídolos.

Aqueles que bebem e festejam antes das competições muitas vezes recebem mais reconhecimento do que os que levam o esporte a sério.

Ou os caras que se relacionam sexualmente com mulheres pelo mundo enquanto têm namorada ou filhos esperando em casa.

Os grupos tóxicos de homens que convencem uns aos outros de que a maneira como agem é aceitável e até incentivam uns aos outros a continuar se comportando dessa forma.

Depoimento de Noah Klapp — Parte 4

Sei que existem muitas outras histórias como a minha nesse pequeno circo que é a indústria do surfe e a WSL.

Está na hora de tomar medidas concretas e parar de idolatrar abusadores.

Então é isso, Alan.

Diferentemente de você, eu cumpro minha palavra.

Quando eu disse que, se soubesse que você tratou outra pessoa de maneira minimamente parecida com a forma como me tratou, eu falaria, estava falando sério.

EU ESTAVA FALANDO SÉRIO QUANDO DISSE QUE FALARIA.

Legenda original de Noah Klapp — Tradução

Aviso de conteúdo sensível: abuso sexual e físico.

À vítima, estou aqui caso você precise de alguém para conversar.

Às outras mulheres ou meninas que são vítimas, eu acredito em vocês.


Fonte do depoimento: Noah Klapp — Instagram @noahklapp, publicação de 12 de outubro de 2026.

Tradução para o português realizada pela AOS Mídia a partir do conteúdo original em inglês.

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Brasil

King and Queen of the Groms consagra nova geração em Itamambuca

King and Queen of the Groms 2026 reúne novos talentos, boas ondas e praia cheia em Ubatuba. Confira os campeões e os resultados das finais.

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Rafael Miranda, King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Rafael Miranda brilha na Sub-12 do King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

O King and Queen of the Groms 2026 encerrou no domingo (11), na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP), dois dias de competição marcados por boas ondas, sol e praia cheia. Após 11 anos de ausência, o tradicional evento da Quiksilver retornou ao Brasil e, além disso, passou a contar com disputas femininas promovidas pela Roxy.

Para rever as baterias, o público pode acessar a transmissão do King and Queen of the Groms 2026, disponível na AOS Mídia.

Entre os meninos, Felipe Homsi, Izau Siguinorini e Rafael Miranda conquistaram os títulos Sub-16, Sub-14 e Sub-12, respectivamente. Já no feminino, Maeva Guastalla venceu a Sub-16, Gabriela Rigo conquistou a Sub-14 e Laura Kanagusiku garantiu a Sub-12.

Além disso, o campeonato reuniu atletas com conquistas recentes no cenário nacional. Entre os destaques estavam Felipe Homsi e Maeva Guastalla, ambos campeões brasileiros Sub-18 de 2026.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Estrutura do King and Queen of the Groms 2026 montada na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Felipe Homsi conquista a Sub-16 e confirma excelente fase

Recém-coroado campeão brasileiro Sub-18, Felipe Homsi (PB) voltou ao lugar mais alto do pódio. Dessa vez, o paraibano conquistou o título masculino Sub-16 do King and Queen of the Groms.

Na decisão, o paraibano somou 12,00 pontos, com notas 7,00 e 5,00. Com isso, registrou a maior pontuação entre as seis finais e abriu 2,10 pontos de vantagem sobre Vini Palma, segundo colocado com 9,90.

Por sua vez, Izau Siguinorini terminou em terceiro, com 9,55, enquanto Bernardo Brizola completou a bateria com 8,80.

Assim, Felipe acrescentou mais uma conquista à temporada. Além disso, reforçou sua posição entre os destaques da nova geração brasileira.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Crianças participam das atividades de pintura realizadas durante o King and Queen of the Groms 2026. Foto: Divulgação

Izau Siguinorini vence a Sub-14 e disputa duas finais

O desempenho de Izau Siguinorini também chamou atenção em Itamambuca. Além de conquistar a categoria Sub-14, o jovem surfista chegou à decisão da Sub-16.

Na final Sub-14, o campeão somou 11,90 pontos, com notas 6,00 e 5,90. Dessa forma, garantiu a vitória sobre Bernardo Pires, segundo colocado com 6,35.

Enquanto Matheus Jhones terminou em terceiro, com 5,90, Narciso Inacio completou a decisão com 3,95.

Ao disputar a Sub-16, Izau voltou a apresentar um bom desempenho. Entretanto, terminou na terceira colocação, atrás de Felipe Homsi e Vini Palma.

Portanto, sua campanha terminou com um título e dois pódios em Itamambuca. Dessa maneira, o surfista esteve entre os principais nomes do fim de semana.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Além das disputas de surfe, o evento contou com oficinas de customização de ecobags da Quiksilver e Roxy. Foto: Divulgação

Rafael Miranda conquista o título Sub-12

O surfista Rafael Miranda também esteve entre os destaques do King and Queen of the Groms 2026. Afinal, o representante de Ubatuba aproveitou a oportunidade de competir em casa para conquistar mais um título.

Na final masculina Sub-12, o atleta venceu com 9,40 pontos, a partir de notas 5,00 e 4,40. Assim, garantiu a primeira colocação diante de outros três finalistas.

Com 7,70 pontos, Bernardo Pires ficou em segundo, enquanto Gabriel Medeiros terminou em terceiro, com 7,60. Já Thomaz Monteiro completou a decisão com 6,25.

Esse resultado confirmou o bom momento de Rafael. Além disso, representou mais uma vitória em sua trajetória nas competições de base.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Meninas participam de uma atividade de altinha na areia de Itamambuca durante o campeonato. Foto: Divulgação

Maeva Guastalla vence a Sub-16 em final de alto nível

Entre as meninas, Maeva Guastalla (SP) chegou a Itamambuca embalada por uma conquista nacional. Afinal, a surfista paulista havia conquistado o título brasileiro Sub-18 de 2026.

Na decisão do King and Queen of the Groms, a atleta venceu a categoria Sub-16 com 11,90 pontos. Para isso, registrou notas 6,25 e 5,65.

Além disso, a final reuniu outra campeã brasileira da temporada. Carol Bastides (SP), vencedora do título nacional Sub-16, terminou na segunda colocação, com 10,65 pontos.

Em seguida, Mariana Elias ficou em terceiro, com 5,00, enquanto Eduarda Stefani completou a bateria com 3,85.

Com esse desempenho, Maeva registrou a maior soma entre as finais femininas. Portanto, sua vitória esteve entre os principais destaques técnicos do campeonato.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Maeva Guastalla celebra o título Sub-16 feminino, ao lado de Carol Bastides (2ª), Mariana Elias (3ª) e Eduarda Stefani (4ª). Foto: Divulgação

Gabriela Rigo e Laura Kanagusiku completam a lista de campeãs

As outras duas categorias femininas também apresentaram novos talentos. Além disso, as decisões reforçaram a presença das meninas no retorno da competição ao Brasil.

Na Sub-14, Gabriela Rigo conquistou o título com 8,40 pontos. Dessa forma, a surfista de Ubatuba superou Catarina Kobayashi, segunda colocada com 5,55.

Com 4,45 pontos, Anahi Botelho terminou em terceiro. Por sua vez, Maria Clara Borges completou a final com 4,30.

Já na Sub-12, Laura Kanagusiku garantiu a vitória com 8,00 pontos. Em seguida, Maria Clara Borges conquistou o vice-campeonato, com 6,00.

A terceira colocação ficou com Naima Mathey, que somou 5,10. Enquanto isso, Anahi Botelho terminou em quarto, com 2,40.

Dessa maneira, as três decisões femininas marcaram o retorno do campeonato ao Brasil com espaço para diferentes nomes da nova geração.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Carol Bastides e Rafael Miranda recebem fones de ouvido Aiwa pelas maiores notas e melhores somatórios no masculino e no feminino, respectivamente, no King and Queen of the Groms 2026. Foto: Divulgação

Aiwa premia Rafael Miranda e Carol Bastides com fones de ouvido

A Aiwa entregou quatro prêmios em fones de ouvido no King and Queen of the Groms 2026: dois no masculino e dois no feminino, destinados à maior nota e ao melhor somatório de cada gênero.

No masculino, Rafael Miranda recebeu as duas premiações pela nota 8,00 e pelo somatório de 15,00 pontos, registrados na estreia da Sub-14 masculina.

Já no feminino, Carol Bastides também conquistou os dois prêmios, com a nota 7,00 e o somatório de 12,75 pontos no round 2 da Sub-16 feminina.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

A nova geração também aproveitou as atividades fora d’água durante os dois dias de evento em Itamambuca. Foto: Divulgação

Confira os resultados completos do King and Queen of the Groms 2026

A seguir, confira os quatro finalistas de cada categoria e as respectivas pontuações das decisões disputadas em Itamambuca.

Sub-12 masculino

  1. Rafael Miranda — 9,40 pontos
  2. Bernardo Pires — 7,70 pontos
  3. Gabriel Medeiros — 7,60 pontos
  4. Thomaz Monteiro — 6,25 pontos

Sub-14 masculino

  1. Izau Siguinorini — 11,90 pontos
  2. Bernardo Pires — 6,35 pontos
  3. Matheus Jhones — 5,90 pontos
  4. Narciso Inacio — 3,95 pontos

Sub-16 masculino

  1. Felipe Homsi — 12,00 pontos
  2. Vini Palma — 9,90 pontos
  3. Izau Siguinorini — 9,55 pontos
  4. Bernardo Brizola — 8,80 pontos

Sub-12 feminino

  1. Laura Kanagusiku — 8,00 pontos
  2. Maria Clara Borges — 6,00 pontos
  3. Naima Mathey — 5,10 pontos
  4. Anahi Botelho — 2,40 pontos

Sub-14 feminino

  1. Gabriela Rigo — 8,40 pontos
  2. Catarina Kobayashi — 5,55 pontos
  3. Anahi Botelho — 4,45 pontos
  4. Maria Clara Borges — 4,30 pontos

Sub-16 feminino

  1. Maeva Guastalla — 11,90 pontos
  2. Carol Bastides — 10,65 pontos
  3. Mariana Elias — 5,00 pontos
  4. Eduarda Stefani — 3,85 pontos
King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Laura Kanagusiku conquista o título Sub-12 feminino, seguida por Maria Clara Borges (2ª), Naima Mathey (3ª) e Anahi Botelho (4ª). Foto: Divulgação

Sol, boas ondas e atividades movimentam Itamambuca

Além das disputas, o King and Queen of the Groms movimentou a Praia de Itamambuca durante o fim de semana. Dessa forma, a competição também reuniu atletas, familiares e público em diferentes atividades.

O tempo ensolarado e as boas condições do mar contribuíram para o ambiente do evento. Enquanto os atletas buscavam suas melhores ondas, os espectadores acompanhavam as baterias na areia.

A programação contou ainda com aulas de yoga e altinha, assim como oficinas de customização de ecobags da Quiksilver e Roxy.

Com isso, o campeonato ofereceu experiências para crianças, jovens e adultos. Ao mesmo tempo, reuniu esporte e atividades ligadas à cultura de praia.

Segundo Karol Lopes, gerente de Marketing do grupo Action Brands, o resultado superou as expectativas.

“O King and Queen of the Groms superou as minhas expectativas. Tivemos dois dias de sol, ótimas ondas, atletas focados e um verdadeiro show de surf dentro d’água. Além das disputas, as ativações na areia também foram bem legais! A galera presente pôde fazer aulas de yoga e altinha, customizar ecobags da Quiksilver e Roxy, além de outras atividades que reforçaram o espírito e o lifestyle das nossas marcas. Foi um final de semana incrível, onde pudemos celebrar o surf, a nova geração de talentos (que vem com tudo!) e a conexão com a comunidade”, declarou Karol.

King and Queen of the Groms 2026, apresentado por Quiksilver e Roxy, em Itamambuca, Ubatuba (SP). Foto: Divulgação

Crianças se divertem nas pranchas de equilíbrio durante o King and Queen of the Groms 2026, em Itamambuca. A atividade também estimula a coordenação motora e o equilíbrio. Foto: Divulgação

Competição histórica abre novo capítulo no Brasil

Criado pela Quiksilver, o King of the Groms fez parte da trajetória de surfistas que posteriormente chegaram à elite mundial. Entre eles, estão nomes como Alejo Muniz, Wiggolly Dantas, Gabriel Medina, Filipe Toledo e Caio Ibelli.

Em 2009, por exemplo, Medina conquistou o título internacional na França com duas notas 10 em uma final contra Caio Ibelli.

Filipe Toledo também disputou uma decisão internacional, em 2010. Posteriormente, Samuel Pupo chegou a quatro finais consecutivas entre 2015 e 2018, conquistando dois títulos na fase Young Guns.

Com o retorno ao Brasil, a competição iniciou uma nova etapa. Afinal, a parceria entre Quiksilver e Roxy abriu espaço para disputas masculinas e femininas nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16.

Assim, o King and Queen of the Groms 2026 encerrou o fim de semana apresentando novos talentos. Além disso, fortaleceu o calendário do surfe de base brasileiro.

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Notícias

WSL suspende surfista do CT após denúncias no Tahiti

WSL suspende surfista do CT masculino após denúncias relacionadas a um encontro no Tahiti. Confira o que diz o comunicado oficial.

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Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Circuito Mundial de Surf, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Poullenot

WSL suspende surfista do CT após denúncias no Tahiti. Foto: WSL / Poullenot

A WSL suspende surfista do Championship Tour masculino de 2026 após tomar conhecimento de denúncias classificadas como extremamente graves. A World Surf League anunciou a medida no domingo (11), por meio de um comunicado oficial. Segundo a entidade, as alegações estão relacionadas a uma conduta envolvendo um encontro particular realizado no Tahiti, em agosto.

A WSL não identificou o atleta. Além disso, não apresentou detalhes sobre as denúncias. Por isso, o comunicado não permite estabelecer o que efetivamente aconteceu nem atribuir uma conduta específica ao competidor.

O que a WSL informou sobre o episódio no Tahiti?

De acordo com a nota, o encontro ocorreu fora das atividades organizadas pela liga. A WSL destacou que a reunião particular não tinha qualquer vínculo com a entidade.

No entanto, a organização ressaltou que todos os competidores devem respeitar as normas de conduta previstas em seu regulamento, a qualquer momento.

Após tomar conhecimento das alegações, o Comitê Disciplinar da WSL determinou a suspensão provisória do atleta. Dessa forma, o competidor fica afastado de todos os eventos organizados pela entidade.

A medida, portanto, não se restringe a uma competição específica do calendário mundial.

O que significa a suspensão provisória?

A suspensão provisória representa uma medida disciplinar adotada enquanto o procedimento segue em andamento.

Nesse sentido, é importante distinguir o afastamento anunciado pela WSL de uma conclusão definitiva sobre as denúncias.

A própria entidade informou que continuará seguindo seus procedimentos internos. Entretanto, não esclareceu quais etapas ainda precisam ser cumpridas nem apresentou um prazo para a conclusão do processo.

Além disso, a WSL reafirmou seu compromisso com os valores e a integridade do surfe profissional.

O que ainda não foi esclarecido pela WSL?

Embora tenha anunciado a suspensão, a WSL não divulgou a identidade do competidor. Também não detalhou a natureza das alegações nem descreveu a conduta que motivou a medida disciplinar.

A organização informou que ofereceu assistência às autoridades competentes. No entanto, o comunicado não especifica a existência de investigações policiais formais ou acusações criminais.

Portanto, não é possível tirar essas conclusões com base exclusivamente nas informações divulgadas pela entidade.

A WSL também declarou que não poderá fornecer outros esclarecimentos neste momento.

WSL suspende surfista: comunicado oficial é a referência

O afastamento envolve um competidor do Championship Tour, principal divisão do circuito mundial de surfe.

A temporada de 2026 passou por mudanças no formato das competições. A AOS Mídia já explicou, em outra reportagem, como o corte do Championship Tour alterou a estrutura das etapas.

No caso da suspensão, porém, a entidade não apresentou informações sobre eventuais consequências para o calendário competitivo ou para o ranking.

Por enquanto, o comunicado oficial da WSL, publicado em 11 de outubro, permanece como a referência primária para as informações divulgadas pela organização.

Posicionamento da AOS Mídia

AOS Mídia tem como princípio trabalhar com informações devidamente apuradas e verificadas.

Diante da gravidade deste assunto, optamos por apresentar exclusivamente as informações divulgadas oficialmente pela WSL, sem avançar sobre questões que ainda não conseguimos confirmar por nossos próprios meios.

Seguiremos acompanhando os desdobramentos e poderemos ampliar nossa cobertura à medida que tivermos novos elementos.

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Havaí

Morre Larry Bertlemann, pioneiro do surfe moderno, aos 71 anos

Larry Bertlemann morre aos 71 anos no Havaí. Relembre a trajetória do pioneiro do surfe moderno, suas conquistas e sua influência no skate.

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Larry Bertlemann surfando em Sunset Beach, no Havaí

Larry Bertlemann marcou a história do surfe com seu estilo inovador nos anos 1970. Foto: Dan Merkel

Larry Bertlemann, um dos pioneiros do surfe moderno, morreu no sábado (10), aos 71 anos, em Honolulu, no Havaí. Segundo a família, o ex-surfista faleceu no Queen’s Medical Center, após complicações de um ataque cardíaco. A informação foi confirmada à emissora Hawaii News Now.

Conhecido como “The Rubberman”, Bertlemann marcou os anos 1970 com um estilo inovador. Suas curvas fechadas, mudanças rápidas de direção e movimentos próximos à água romperam padrões da época. Além disso, ele explorou manobras aéreas quando essa abordagem ainda era pouco comum. Por isso, tornou-se uma referência para diferentes gerações.

Larry Bertlemann ajudou a transformar o surfe

Nascido em Hilo, em 1955, o havaiano cresceu em Honolulu e começou a surfar ainda criança, nas ondas de Waikiki. Desde cedo, chamou atenção pela criatividade e pela habilidade de mudar a linha da prancha em frações de segundo. Assim, desenvolveu uma abordagem que o diferenciou de outros surfistas de sua geração.

Na década de 1970, Larry Bertlemann trabalhou com o shaper Ben Aipa e utilizou pranchas do modelo stinger. Com isso, conseguiu explorar curvas agressivas e trajetórias pouco convencionais. Seu surfe misturava velocidade, flexibilidade e improvisação. Além disso, sua capacidade de executar movimentos inesperados ampliou as possibilidades de manobras nas ondas.

Além da influência técnica, o havaiano conquistou resultados expressivos. Em 1973, venceu o campeonato nacional dos Estados Unidos. No ano seguinte, ganhou o Duke Kahanamoku Classic. Também chegou ao pódio em eventos como o Pipeline Masters e o Smirnoff Pro. Dessa forma, consolidou seu nome entre os principais surfistas da época.

Larry Bertlemann em fotografia histórica de Art Brewer nos anos 1970

 Larry Bertlemann ganhou projeção internacional e estampou capas das principais revistas de surfe da época. Foto: Art Brewer

A influência de Bertlemann no skate

O impacto de Larry Bertlemann ultrapassou as ondas. Na Califórnia, integrantes do grupo Zephyr, conhecido como Z-Boys, buscaram inspiração em seus movimentos. Entre eles estavam Tony Alva, Jay Adams e Stacy Peralta. Assim, o estilo do havaiano também ajudou a transformar a maneira como os skatistas exploravam suas manobras.

Ao levar a linguagem do surfe para o asfalto, esses skatistas exploraram curvas profundas e posições baixas. Dessa forma, ajudaram a desenvolver um estilo que marcou a evolução da modalidade. Por exemplo, o nome do havaiano ficou associado aos Bert slides, manobra de skate inspirada nesse tipo de curva.

Além disso, a ligação entre os dois esportes reforçou a importância de Bertlemann fora das competições de surfe. Afinal, seus movimentos também serviram de referência para uma geração que ajudou a popularizar o skate moderno.

Larry Bertlemann surfando em Sunset Beach, no Havaí, em 1977

Larry Bertlemann, pioneiro do surfe moderno, durante uma sessão em Sunset Beach, no Havaí. Foto: Art Brewer

Reconhecimento dentro e fora da água

Bertlemann também se destacou pela personalidade e pela presença na mídia. Durante os anos 1970, apareceu em oito capas das revistas Surfing e Surfer. Além disso, atraiu patrocinadores de fora do mercado tradicional do esporte, como Pepsi, Toyota e United Airlines.

Ao mesmo tempo, sua imagem ajudou a ampliar a visibilidade do surfe para além do público especializado. Dessa maneira, o havaiano ganhou reconhecimento tanto pelas manobras quanto pela personalidade marcante.

Em 2014, o Surfing Walk of Fame homenageou o havaiano na categoria Surf Champion. O reconhecimento reforçou o lugar que ele ocupa na história do esporte.

De acordo com a nota divulgada pela família, Bertlemann também teve uma trajetória como artista. Além disso, deixou três filhos, oito netos e nove bisnetos. Até o momento da divulgação, os familiares não haviam anunciado os detalhes da despedida.

Seu legado ajuda a entender a evolução do surfe, desde a tradição havaiana até as manobras atuais. Afinal, Larry Bertlemann não apenas acompanhou uma mudança de época. Ele ajudou a abrir novos caminhos para o esporte.

Veja Larry Bertlemann em ação

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