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Desafios do surf feminino: respeito e igualdade na água

Relatos de Tyler Wright e Chloé Calmon expõem desrespeito e intimidação contra mulheres no mar. Leia mais sobre os desafios do surf feminino.

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Tyler Wright, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

A bicampeã mundial de surf, Tyler Wright, denuncia a intimidação e a violência que muitas mulheres enfrentam nas ondas. Foto: WSL / Tony Heff

O surf sempre foi um espaço de liberdade e conexão com a natureza, mas, para muitas mulheres, os desafios do surf feminino vão além da performance nas ondas. A recente declaração da bicampeã mundial Tyler Wright ao site australiano ABC e os relatos da longboarder brasileira Chloé Calmon reforçam uma realidade preocupante: o desrespeito e a intimidação que muitas surfistas enfrentam ao dividir o mar com os homens.

O relato de Tyler Wright e a pesquisa sobre o ambiente do surf

Tyler Wright revelou ao ABC que já foi atacada fisicamente e verbalmente no mar. “Já fui atacada por homens na água, já fui atingida na cabeça, já fui gritada, berrada”, contou a surfista, alertando que esses ambientes podem ser não apenas passivamente perigosos, mas ativamente intimidadores.

A fala de Tyler está em sintonia com um estudo da University of Technology Sydney (UTS), conduzido pelas doutoras Ece Kaya e Leila Khanjaninejad, que mostrou que muitas mulheres sentem-se aterrorizadas ao surfar, pois precisam provar constantemente seu valor dentro d’água. A pesquisa destacou ainda a influência do localismo, onde surfistas locais impõem domínio sobre determinados picos, tornando a experiência ainda mais desafiadora para as mulheres.

O estudo também revelou desigualdade nas oportunidades competitivas e a necessidade de mais mulheres em posições de liderança para promover mudanças estruturais no surfe, desde o nível de base até o profissional.

Samantha Oakes, surfista australiana que costuma surfar com sua filha de 13 anos, Natalia, compartilhou experiências similares. Além de ser cortada repetidamente em ondas, em uma das situações mais graves, ela saiu do mar com um braço quebrado após um incidente. “Há dias em que a onda está perfeita, mas sei que alguns surfistas na água tornarão a experiência horrível”, disse Oakes.

Diante desse cenário, especialistas sugerem que picos de surf implementem códigos de conduta, enquanto organizações têm investido em iniciativas como clubes femininos e cursos gratuitos para mulheres em arbitragem e treinamento.

Chloé Calmon, Original Sprout Malibu Longboard Championships 2023, WSL Longboard World Titles, First Point, Malibu, Santa Monica, Califórnia (EUA). Foto: WSL / Pierucki

Chloé Calmon e os desafios do surf feminino: a longboarder compartilhou sua experiência de desrespeito no surfe e reforçou a importância de se posicionar contra a intimidação na água. Foto: WSL / Pierucki

Chloé Calmon: o desrespeito no surf brasileiro

No Brasil, a longboarder Chloé Calmon expôs episódios recentes que ilustram bem esse problema. Em suas redes sociais, ela compartilhou um caso ocorrido na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, onde um surfista desrespeitou sua prioridade em uma onda e a derrubou de forma intencional. Leia a íntegra do desabafo ao final desta notícia.

Ao confrontá-lo, em vez de reconhecer o erro, o homem a ridicularizou e ameaçou repetir a atitude. “Ele riu da minha cara e disse: ‘Vão ver de novo’. Depois, sentou ao meu lado no outside, tentando me intimidar para que eu não pegasse mais ondas”, relatou a surfista.

Situações como essa têm sido frequentes, e Chloé admitiu que, por muito tempo, preferiu se calar para evitar confrontos. No entanto, ela percebeu que esse silêncio apenas aumentava sua frustração. Agora, ela decidiu se posicionar e incentivar outras mulheres a fazerem o mesmo. “O surfe é respeito acima de tudo. Já aguentei muito calada, mas não vou mais me calar”, declarou.

Segurança e apoio coletivo no surf feminino

Muitas surfistas têm encontrado apoio e segurança ao se unirem na água. Segundo a doutora Ece Kaya, uma das autoras do estudo da UTS, mulheres que participam de clubes de surfe frequentemente surfam juntas para criar um ambiente mais seguro. “Quando se sentem intimidadas por homens na água, elas se reúnem e formam um espaço de proteção”, explicou.

Essa estratégia é adotada por muitas surfistas ao redor do mundo, incluindo a australiana Samantha Oakes, que evita surfar sozinha, especialmente quando está com sua filha. “Se eu não estivesse na água com ela, minha filha não estaria surfando”, afirmou.

Nay Surf Club, Salvador, Bahia, surfe feminino, empoderamento, clube de surf, mulheres. Foto: @daniel_oliveirafotoss

Mulheres unidas contra desafios no surf feminino: a solidariedade entre elas tem sido uma forma de garantir mais segurança e respeito no mar. Foto: @daniel_oliveirafotoss / Nay Surf Club

Avanços e desafios na igualdade dentro do surf feminino

Nos últimos anos, algumas mudanças importantes aconteceram. A World Surf League (WSL) implementou a equiparação da premiação entre homens e mulheres, além de criar eventos exclusivamente femininos. O governo australiano investiu um milhão de dólares na criação de 50 novos clubes femininos de surfe, além de oferecer cursos gratuitos para treinadoras, juízas e outras funções relacionadas ao esporte.

Apesar desses avanços, ainda há muito a ser feito. Dr. Kaya ressalta que, além das premiações, é necessário garantir igualdade nas oportunidades de patrocínio, desenvolvimento de carreira e participação feminina em todas as esferas do surfe.

A cultura do respeito no surf

O respeito às regras de prioridade nas ondas e a boa convivência no lineup são fundamentais para um ambiente mais harmonioso no surfe. A resistência das mulheres em continuar surfando e exigindo respeito é uma forma de transformar essa realidade. Como bem disse Tyler Wright: “O oceano é para todos, e precisamos mudar o comportamento de alguns para garantir o respeito a todos na água”.

Mulheres como Chloé Calmon e Tyler Wright estão quebrando o silêncio e trazendo à tona discussões fundamentais para um surfe mais inclusivo. Falar sobre esse tema e denunciar casos de desrespeito são passos essenciais para que o ambiente dentro d’água seja, de fato, um espaço de liberdade para todos.

Chloé Calmon, Surf City El Salvador Pro, El Sunzal, El Tunco, WSL Longboard Tour 2023. Foto: Divulgação WSL

Chloé admitiu que, por muito tempo, preferiu se calar para evitar confrontos. Foto: Divulgação WSL

Leia abaixo o relato completo de Chloé Calmon

“Eu estava surfando na Praia da Macumba, onde surfo há 20 anos. Peguei uma esquerda da série, já estava posicionada no outside há um tempo esperando por ela. Quando cheguei no inside, um surfista começou a remar para entrar na minha frente e me rabiar. Gritei para chamar a atenção dele, caso não tivesse me visto na onda. Ele continuou remando, olhou para mim e disse: ‘Eu vou atrás’. Ele esperou eu passar por ele para então dropar atrás de mim. No momento do drop, ele posicionou a prancha na minha linha e me derrubou, me tirando da onda que já vinha surfando com prioridade desde o outside.

Já perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu recentemente. Sempre com homens. Até então, nunca confrontei os responsáveis, preferindo evitar estresse e conflito. Mas isso estava apenas me deixando mais frustrada. Quando aconteceu no domingo, decidi falar com o surfista e expor que aquilo foi uma grande falta de respeito.

Quando ele voltou para o outside, fui até ele e disse: ‘Cara, você foi muito covarde na última onda. Eu já vinha na prioridade desde o outside, e você me rabia e me tira da onda. Se quer pegar essa onda da série, sente lá fora comigo e dispute de igual para igual. Você tem o dobro do meu tamanho e quer me intimidar para me tirar da onda? Isso é falta de respeito!’. Ele começou a rir, revirou os olhos e me menosprezou. Então finalizei: ‘A praia inteira viu o que você fez’. Foi quando ele olhou para mim e respondeu: ‘E vão ver de novo’. Ele sentou ao meu lado no outside para me intimidar, tentando me impedir de pegar mais ondas.

Fiquei pensando em como normalizaram essa falta de respeito no surfe. Em que momento isso passou a ser aceitável? Vejo isso acontecendo diariamente com outras meninas no mar. Mas dessa vez, para mim, foi uma vitória, porque foi a primeira vez que me posicionei. Decidi que não vou mais engolir isso, porque está errado. O surfe que aprendi com meu pai é sobre respeito à natureza e ao próximo, independentemente do gênero, idade ou nível de experiência.

Não vou parar de surfar onde quero, nem deixar de me posicionar nas ondas. Sei que algumas meninas não conseguem se expressar, mas quero que essa realidade mude. Não vou deixar esse tipo de situação estragar minhas sessões no mar. No dia em que isso aconteceu, o mar estava lindo, o céu azul, altas ondas. Tem que ser muito infeliz para entrar na água e querer arrumar confusão por uma onda. Mando luz para ele e boas ondas para todos. Recado dado.”

 

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Brasil

King and Queen of the Groms abre espaço para as meninas no Brasil

King and Queen of the Groms volta ao Brasil com categorias femininas. Conheça a história de Carissa Moore e veja como competir em Ubatuba.

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Maria Clara e Valentina Zanoni Roxy Brasil Surfistas

Valentina Zanoni e Maria Clara, atletas da Roxy Brasil, estão entre as jovens surfistas que disputarão o King and Queen of the Groms em Itamambuca.

Depois de 11 anos, uma tradicional competição juvenil de surfe está de volta ao país. Agora, porém, o evento retorna com um novo nome e uma novidade importante. O Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms terá categorias femininas em sua edição brasileira.

A competição acontece nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Além disso, meninas e meninos poderão disputar as categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16.

A inclusão das garotas marca uma nova fase do evento no Brasil. Afinal, nos registros encontrados das antigas edições nacionais, não havia categorias femininas próprias.

Como funcionava o antigo King of the Groms

Anteriormente, a competição recebia o nome Quiksilver King of the Groms. Dentro do antigo formato internacional, diferentes países realizavam etapas para definir os atletas que participariam da final mundial.

O Brasil também recebeu essas competições. Grandes nomes do surfe nacional passaram pelo evento ainda no início de suas carreiras. Entre eles estão Gabriel Medina, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Alejo Muniz e Samuel Pupo.

No entanto, as etapas encontradas nos registros históricos eram voltadas principalmente aos meninos. Isso não impediu que uma jovem havaiana desafiasse essa estrutura e conquistasse seu espaço.

carissa roxy quiksilver king of the groms 2007 hawaii

Carissa Moore tinha 14 anos quando venceu a seletiva havaiana do Quiksilver King of the Groms, em 2007, competindo contra os meninos.

Carissa Moore venceu os meninos em 2007

Em junho de 2007, Carissa Moore disputou a seletiva havaiana do Quiksilver King of the Groms. Na época, ela tinha apenas 14 anos.

O campeonato, realizado em Kewalo Basin, reuniu 64 participantes com até 16 anos. Somente três competidores eram meninas. Ainda assim, Carissa avançou bateria após bateria e venceu o evento.

Na decisão, a havaiana superou Albee Layer, Luke Hitchcock e Ford Archbold. Com o resultado, tornou-se a primeira garota a vencer uma etapa do King of the Groms.

Além disso, Carissa conquistou o direito de representar o Havaí na final mundial que seria realizada na França. A vitória ganhou ainda mais peso porque ocorreu antes de ela construir uma carreira histórica, que teria títulos mundiais e uma medalha de ouro olímpica.

carissa roxy quiksilver king of the groms 2008hawaii

Entre 2007 e 2008, Carissa Moore quebrou barreiras ao competir com os meninos e se destacar no Quiksilver King of the Groms.

Novo nome acompanha a chegada das meninas

Quase duas décadas depois daquele resultado, o evento brasileiro passa a reconhecer as meninas também em seu nome. Assim, o King of the Groms se transforma em Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms.

A mudança não representa apenas uma nova identidade. Pela primeira vez nos registros encontrados do evento no Brasil, as jovens surfistas terão disputas femininas próprias nas três categorias.

Portanto, a edição de Itamambuca poderá revelar uma nova geração de atletas. Ao mesmo tempo, o campeonato retoma uma tradição importante do surfe de base brasileiro.

Como fazer a inscrição

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo e-mail qsilvergrooms@outlook.com. O valor é de R$ 150.

O responsável pelo atleta deve enviar o comprovante de pagamento, uma cópia de documento com foto e os seguintes dados:

  • categoria;
  • nome completo;
  • CPF;
  • nome de bateria;
  • endereço;
  • perfil no Instagram.

O pagamento deve ser realizado pela chave Pix luiz@theboxsm.com.br.

O Quiksilver and Roxy King and Queen of the Groms acontece nos dias 10 e 11 de outubro, em Itamambuca. Como as vagas dependem da inscrição por e-mail, os interessados devem enviar toda a documentação solicitada.

Este conteúdo integra a cobertura especial da AOS Mídia, em parceria com Quiksilver e Roxy.

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Bodyboard

Brasileiras no Wahine Pro: título mundial e lugar nos pódios

Brasileiras no Wahine Pro conquistam título mundial com Soraia Rocha, vice mundial com Luna Hardman e pódios nas três categorias.

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Finalistas do ArcelorMittal Wahine Bodyboard Pro 2026 em Jacaraípe

Finalistas do ArcelorMittal Wahine Bodyboard Pro 2026 em Jacaraípe, Serra (ES). Foto: Divulgação

As brasileiras brilharam no ArcelorMittal Wahine Bodyboard Pro 2026, em Jacaraípe, na Serra (ES), com título mundial e presença nas três finais. Soraia Rocha conquistou o Mundial Master, enquanto Luna Hardman encerrou a temporada como vice-campeã mundial profissional.

Além disso, Maylla Venturin e Melissa Souza ficaram em segundo lugar na etapa nas categorias profissional e Júnior, respectivamente. Já Joselani Amorim e Elizangela Fragoso subiram ao pódio da Master, ampliando a presença brasileira entre as melhores da competição.

Dessa forma, o Brasil reuniu resultados expressivos em diferentes categorias. Ao longo da disputa, as atletas garantiram classificações nos últimos segundos e protagonizaram finais apertadas diante do público em casa.

Pódio da categoria Master no Wahine Bodyboard Pro 2026

Pódio da categoria Master no Wahine Bodyboard Pro 2026. Foto: Divulgação

Soraia Rocha conquista o título mundial Master

Soraia Rocha assegurou o principal título brasileiro no encerramento do evento. Na final Master, venceu Marta Leitão por apenas 0,50 ponto. Assim, conquistou tanto a etapa quanto o título mundial.

Antes da decisão, Soraia superou duas compatriotas. Primeiro, venceu Juliana Dourado nas quartas de final. Em seguida, derrotou Joselani Amorim por dois pontos na semifinal.

Enquanto isso, Elizangela Fragoso chegou à outra semifinal, mas perdeu para Marta Leitão. Com isso, Joselani e Elizangela terminaram empatadas em terceiro lugar.

Ao vencer a final, Soraia colocou o Brasil no topo do pódio Master. Além do título, a delegação brasileira celebrou a presença de três atletas entre as quatro primeiras colocadas.

Campeãs mundiais da IBC em 2026

Campeãs mundiais da IBC em 2026. Foto: Divulgação

Luna Hardman fecha temporada como vice-campeã mundial

Além da conquista na Master, o Brasil teve destaque no ranking mundial profissional com Luna Hardman. A atleta encerrou a temporada como vice-campeã mundial, somando outro resultado importante para o país.

No penúltimo dia, Luna registrou a maior soma do Round 6, com 14,50 pontos. Em seguida, enfrentou Alice Teotônio nas quartas de final, em uma bateria decidida por uma diferença mínima.

Apesar da boa campanha, Luna perdeu o confronto por apenas 0,40 ponto. Dessa forma, terminou o Wahine Pro em quinto lugar e fechou o ano com o vice mundial.

Maylla Venturin leva o Brasil à final profissional

Finalistas da categoria profissional no Wahine Bodyboard Pro 2026

Finalistas da etapa na categoria profissional. Foto: Divulgação

Maylla Venturin, por sua vez, garantiu a presença brasileira na final profissional da etapa. Para isso, venceu Alice Teotônio na semifinal, com uma apresentação que incluiu uma onda de sete pontos.

Na sequência, Maylla enfrentou Namika Yamashita, que já havia assegurado o título mundial. A japonesa venceu a decisão, enquanto a brasileira ficou com o segundo lugar no Wahine Pro.

Assim, Maylla terminou a etapa no pódio da categoria profissional. Seu resultado somou-se ao vice mundial de Luna e reforçou o destaque das brasileiras na competição.

Melissa Souza garante mais um pódio para as brasileiras

Pódio da categoria Júnior no Wahine Bodyboard Pro 2026

Pódio da categoria Júnior no Wahine Bodyboard Pro 2026. Foto: Divulgação

Na Júnior, Melissa Souza protagonizou uma classificação emocionante. Nos últimos segundos da semifinal, conseguiu uma onda de seis pontos e venceu Alice Teotônio.

Com isso, avançou à final contra Luana Dourado. A portuguesa, porém, levou a melhor e conquistou o título mundial da categoria. Melissa encerrou a etapa como vice-campeã, garantindo mais um pódio brasileiro.

Assim, as brasileiras terminaram o Wahine Pro com conquistas nas três categorias. Além do título mundial de Soraia e do vice mundial de Luna, o país celebrou os pódios de Maylla, Melissa, Joselani e Elizangela.

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Brasil

Sophia Medina sobe 20 posições no Challenger Series

Sophia Medina é 3ª no QS 6000 de Saquarema e sobe 20 posições no Challenger Series. Veja o ranking e entenda o impacto na corrida pelo CT.

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Sophia Medina 26REMA aleko 2

Sophia Medina foi a melhor brasileira no QS 6000 internacional disputado na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). Foto: WSL / Aleko Stergiou

Sophia Medina ganhou terreno importante no ranking do Challenger Series após terminar em terceiro lugar no Rema Saquarema Surf Festival, QS 6000 internacional disputado na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). Com isso, a brasileira subiu 20 posições e passou a ocupar o 25º lugar, com 5.560 pontos.

Sophia chegou às semifinais e ficou muito perto de disputar o título. Além disso, contra a norte-americana Alyssa Spencer, ela conseguiu a maior nota da bateria, um 7,33. No entanto, Spencer avançou por apenas 0,17 ponto: 10,50 a 10,33.

Em seguida, Alyssa confirmou a boa campanha e conquistou o título. Por fim, na decisão feminina, a norte-americana superou a espanhola Ariane Ochoa por 14,13 a 10,06.

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Com o terceiro lugar em Saquarema, Sophia subiu 20 posições e chegou ao 25º lugar no Challenger Series. Foto: WSL / Gabriel Heusi

Sophia Medina salta 20 posições

O terceiro lugar rendeu a Sophia Medina 3.660 pontos como resultado de QS 6000 internacional. Dessa forma, a brasileira saltou 20 posições no ranking do Challenger Series, saindo do 45º para o 25º lugar.

Laura Raupp, por sua vez, continua como a brasileira mais bem colocada no feminino. Ela aparece na 14ª posição, com 6.985 pontos. Enquanto isso, Sophia soma agora 5.560.

Além disso, a liderança permanece com a australiana Sierra Kerr, que tem 20.745 pontos.

Sophia e Charles Medina, 26Rema DIZ 8865 THIAGO DIZ

Sophia ao lado de Charles durante o QS 6000 de Saquarema. Foto: WSL / Thiago Diz

Ranking feminino do Challenger Series

  1. Sierra Kerr (AUS) – 20.745 pontos
  2. Teresa Bonvalot (POR) – 13.590 pontos
  3. Eden Walla (EUA) – 13.150 pontos
  4. Francisca Veselko (POR) – 12.545 pontos
  5. Ariane Ochoa (ESP) – 11.465 pontos
  6. Ellie Harrison (AUS) – 11.020 pontos

14. Laura Raupp (BRA) – 6.985 pontos

25. Sophia Medina (BRA) – 5.560 pontos

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Alyssa Spencer conquistou o título feminino em Saquarema ao vencer Ariane Ochoa na final por 14,13 a 10,06. Foto: WSL / Thiago Diz

Por que o QS 6000 mexe no Challenger Series?

Além do salto de Sophia, o resultado de Saquarema chama atenção para um fator importante na corrida pelas vagas no Championship Tour.

Os atletas podem computar no ranking do Challenger Series seu melhor resultado em um QS 6000 internacional, independentemente do país onde a competição seja realizada. Por isso, esses eventos também podem provocar mudanças importantes na classificação.

Além disso, vários atletas ainda não possuem um resultado de QS 6000 internacional computado. Consequentemente, o ranking pode mudar à medida que esses surfistas acrescentarem sua melhor pontuação.

Mateus Herdy, por exemplo, ocupa atualmente a 11ª colocação no Challenger Series masculino. No entanto, o brasileiro ainda não tem um resultado de QS 6000 internacional contabilizado.

Portanto, a classificação ainda pode sofrer alterações conforme mais atletas disputarem esses eventos.

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Heitor Mueller foi o melhor brasileiro no masculino e chegou às quartas de final do QS 6000 de Saquarema. Foto: WSL / Aleko Stergiou

Heitor Mueller é o melhor brasileiro no masculino

Enquanto isso, no masculino, Heitor Mueller foi o brasileiro que chegou mais longe no QS 6000 de Saquarema. Ele avançou até as quartas de final, quando enfrentou o australiano Jacob Wilcox.

A bateria foi equilibrada. No entanto, Wilcox levou a melhor por 15,23 a 14,90 e encerrou a campanha do brasileiro.

Em seguida, a competição chegou à decisão masculina. Jackson Bunch derrotou Luke Tema por 15,74 a 11,34. Com isso, o norte-americano garantiu o título e os 6.000 pontos da vitória.

Resultados das finais em Saquarema

Feminino

Alyssa Spencer (EUA) 14,13 x 10,06 Ariane Ochoa (ESP)

Masculino

Jackson Bunch (EUA) 15,74 x 11,34 Luke Tema (NZL)

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Jackson Bunch venceu o QS 6000 de Saquarema e assumiu a vice-liderança do Challenger Series, com 15.405 pontos. Foto: WSL / Thiago Diz

Weslley Dantas segue líder

Com os 6.000 pontos conquistados em Saquarema, Jackson Bunch subiu três posições no Challenger Series. Como consequência, o norte-americano assumiu a vice-liderança, com 15.405 pontos.

Ainda assim, a liderança continua brasileira. Weslley Dantas permanece na primeira posição, com 15.700 pontos. Portanto, apenas 295 pontos separam os dois primeiros colocados.

Além disso, o Brasil possui Ryan Kainalo, Ian Gouveia e Deivid Silva dentro do Top 10. Mateus Herdy, por sua vez, aparece logo depois, na 11ª posição.

Top 10 masculino do Challenger Series

  1. Weslley Dantas (BRA) – 15.700 pontos
  2. Jackson Bunch (EUA) – 15.405 pontos
  3. Jake Marshall (EUA) – 14.745 pontos
  4. Cole Houshmand (EUA) – 13.320 pontos
  5. Ryan Kainalo (BRA) – 10.995 pontos
  6. Ian Gouveia (BRA) – 10.105 pontos
  7. Lucca Mesinas (PER) – 9.105 pontos
  8. Deivid Silva (BRA) – 9.025 pontos
  9. Hayden Rodgers (EUA) – 8.575 pontos
  10. Taj Lindblad (EUA) – 8.065 pontos
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Weslley Dantas segue na liderança do Challenger Series, com 15.700 pontos, 295 à frente de Jackson Bunch. Foto: WSL / Aleko Stergiou

Challenger Series segue em Maresias

Agora, a corrida pelas vagas no Championship Tour continua no Brasil. A próxima etapa do Challenger Series será realizada em Maresias, São Sebastião (SP), entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro.

Além disso, a etapa ganha ainda mais importância diante da proximidade entre vários atletas no ranking. Ao mesmo tempo, os QS 6000 internacionais continuam sendo uma oportunidade para acrescentar pontos à classificação.

Para Sophia Medina, porém, Saquarema já provocou uma mudança significativa. Além do terceiro lugar em Itaúna, a brasileira deixou a competição 20 posições acima no Challenger Series e mais próxima das principais colocadas na disputa.

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