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Competições

Brasileiros avançam no Pipe Pro em dia de show e notas 10

Italo Ferreira, Miguel Pupo e Ian Gouveia avançam no Pipe Pro 2025. Sexta-feira teve duas notas 10 e condições épicas em Pipeline.

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Ian Gouveia, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Bielmann

Ian Gouveia conseguiu a maior nota entre os brasileiros na sexta-feira no Pipe Pro, um 9.00 em um tubo perfeito. Foto: WSL / Bielmann

O Lexus Pipe Pro 2025, primeira etapa do Championship Tour (CT) da WSL, teve uma sexta-feira de ação intensa, marcada por ondas sólidas entre 6 e 8 pés, disputas acirradas e duas notas 10 dos surfistas Barron Mamiya (HAW) e Jack Robinson (AUS).

Além das performances impressionantes, três brasileiros seguem na disputa pelo título: Italo Ferreira, Miguel Pupo e Ian Gouveia avançaram às quartas de final, enquanto Filipe Toledo, João Chianca, Deivid Silva, Edgard Groggia e Alejo Muniz foram eliminados.

Miguel Pupo, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

Miguel Pupo avançou às quartas de final após um dia incomum com duas interferências a seu favor. Foto: WSL / Tony Hef

Ian Gouveia supera lesão e brilha com o maior desempenho do Brasil

Um dos grandes destaques do Pipe Pro até aqui é Ian Gouveia. O brasileiro entrou na competição dias após levar 22 pontos no joelho, mas isso não o impediu de registrar o maior somatório entre os brasileiros em todas as baterias que disputou até agora.

Na sexta-feira, Ian teve uma performance de alto nível, destacando-se especialmente nas oitavas de final, quando cravou um 9.00 em um longo tubo em Pipeline, a melhor nota entre os brasileiros no dia. Agora, ele encara Kelly Slater nas quartas de final.

Italo Ferreira, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

Campeão mundial e vencedor do Pipe Pro em 2019, Italo Ferreira segue firme na disputa pelo título. Foto: WSL / Tony Heff

Miguel Pupo avança após dia de interferências, mas tem seus méritos

O brasileiro Miguel Pupo viveu um dia atípico e avançou às quartas de final após se envolver em duas interferências em um único dia, um fato raro no surfe de elite.

No round 3, o marroquino Ramzi Boukhiam cometeu uma interferência de remada, prejudicando Miguel. Já nas oitavas de final, foi a vez de João Chianca ser punido com uma interferência de bloqueio no confronto contra o compatriota.

Apesar desses episódios, Miguel Pupo segue como um forte candidato em Pipeline. O brasileiro tem uma relação especial com a onda e já protagonizou performances de alto nível no pico. Agora, ele encara um duelo brasileiro contra Italo Ferreira, campeão mundial e vencedor do Pipe Pro em 2019.

Filipe Toledo, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

Filipe Toledo se despediu nas oitavas de final após um duelo equilibrado contra Jake Marshall. Foto: WSL / Tony Heff

Italo Ferreira avança e garante vaga no Finals Day

Campeão mundial em 2019, Italo Ferreira garantiu sua classificação para o quarto Finals Day da carreira em Pipeline, o primeiro desde 2021. O potiguar mostrou consistência ao longo do evento e eliminou dois adversários antes de avançar às quartas de final.

No round 3, Italo superou o compatriota Edgard Groggia, somando 13.00 pontos contra 5.93 do adversário. Sua melhor onda na bateria foi um 7.50, suficiente para avançar com tranquilidade.

Já nas oitavas de final, o brasileiro enfrentou o havaiano Seth Moniz, vice-campeão do Pipe Pro em 2022. Em uma bateria disputada, Italo cravou um somatório de 14.40, com suas melhores notas sendo um 7.83 e um 6.57, garantindo a vitória contra os 11.83 pontos do havaiano.

Agora, Italo Ferreira terá um duelo brasileiro nas quartas de final contra Miguel Pupo, valendo vaga na semifinal.

João Chianca, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

João Chianca é eliminado nas oitavas de final após sofrer uma punição por interferência contra Miguel Pupo. Foto: WSL / Tony Heff

Como foram as baterias dos brasileiros

O round 3 contou com confrontos diretos entre brasileiros. Italo Ferreira venceu Edgard Groggia, enquanto Filipe Toledo eliminou Deivid Silva. Já João Chianca superou o francês Marco Mignot, e Miguel Pupo venceu o marroquino Ramzi Boukhiam em uma bateria polêmica, onde Boukhiam cometeu uma interferência de remada.

Além de Deivid e Groggia, outro brasileiro eliminado nesta fase foi Alejo Muniz, que caiu diante do australiano Ethan Ewing.

Nas oitavas de final, Filipe Toledo foi eliminado por Jake Marshall (EUA), apesar de ter surfado um bom tubo para o Backdoor e recebido 5.67 dos juízes. Filipinho chegou a virar a bateria nos minutos finais, mas viu o norte-americano retomar a liderança na onda seguinte.

Outro confronto brasileiro nas oitavas foi entre João Chianca e Miguel Pupo. Chumbinho sofreu uma interferência de bloqueio contra Miguel, o que contribuiu para a sua eliminação. Pupo agora avança às quartas de final, onde terá um duelo brasileiro contra Italo Ferreira.

Barron Mamiya, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Tony Heff

Barron Mamiya brilhou em Pipeline e conquistou uma nota 10 perfeita contra John John Florence. Foto: WSL / Tony Heff

Notas 10 e domínio havaiano

O dia também foi histórico com dois tubos perfeitos. O havaiano Barron Mamiya repetiu o feito de 2024 e eliminou John John Florence com um 10. Já Jack Robinson, vencedor da etapa em 2023, anotou um 10 em um Backdoor cavernoso, mas acabou sendo eliminado por Alan Cleland.

Previsão das ondas para o sábado

Para o dia decisivo do Pipe Pro, as condições seguem sólidas, mas com uma leve redução de tamanho pela manhã.

  • Tamanho do mar: Ondas entre 6 e 8 pés pela manhã, com um leve aumento no período da tarde devido a um novo swell de noroeste.
  • Formação: Condições favorecendo mais os tubos de Backdoor. Ainda há um pouco de ondulação de nordeste, mas bem menor do que nos últimos dias.
  • Vento: Brisa leve de leste-sudeste pela manhã, ganhando força ao longo do dia, chegando a 9-12 nós do leste, proporcionando boas a excelentes condições para o surfe.
Kelly Slater, Lexus Pipe Pro 2025, Banzai Pipeline, Hawaii, North Shore de Oahu, WSL, World Surf League, Circuito Mundial de Surf, Havaí. Foto: WSL / Bielmann

Aos 53 anos, Kelly Slater segue impressionando e alcançou sua 100ª vitória em baterias do CT em Pipeline. Foto: WSL / Bielmann

Possível cronograma do Pipe Pro

A competição terá chamada às 14h45 e início previsto para 15h03. Não haverá transmissão ao vivo pelo YouTube da WSL para quem estiver no país. A partir das quartas de final, a transmissão está disponível somente via Sportv, Globoplay, site da WSL e aplicativo da WSL devido ao contrato da liga com a Globo.

Quartas de final – Feminino
15h03 – Lakey Peterson (EUA) x Isabella Nichols (AUS)
15h33 – Caroline Marks (EUA) x Tyler Wright (AUS)
16h03 – Caitlin Simmers (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)
16h33 – Brisa Hennessy (CRC) x Molly Picklum (AUS)

Quartas de final – Masculino
17h03 – Italo Ferreira (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
17h33 – Barron Mamiya (EUA) x Jake Marshall (EUA)
18h03 – Ian Gouveia (BRA) x Kelly Slater (EUA)
18h33 – George Pittar (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

Semifinais – Feminino
19h03 – Lakey Peterson (EUA) x Tyler Wright (AUS)
19h43 – Caitlin Simmers (EUA) x Molly Picklum (AUS)

Semifinais – Masculino
20h23 – Primeira Semifinal
21h03 – Segunda Semifinal

Finais – Feminino e Masculino
21h43 – Final Feminina
22h23 – Final Masculina

 

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Notícias

Charles Medina elogia Mineirinho e fala de sua relação com Gabriel

Charles Medina elogia Mineirinho, fala da relação com Gabriel e relembra a medalha olímpica que recebeu do filho. Confira no Fala Papah!

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Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.

O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.

Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”

Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.

“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.

“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.

Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.

Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.

A presença como pai e torcedor

Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.

“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.

A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.

O convite de Gabriel para as Olimpíadas

Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.

Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.

Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.

Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.

Charles e Gabriel Medina Jogos de Paris 2024 Medalha de Bronze Olimpiadas

Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal

A medalha olímpica que ficou com Charles

Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.

“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.

Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.

Apoiar sem atrapalhar o atleta

O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.

Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.

Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.

Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.

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ISA

ISA anuncia suspensão provisória após denúncias

ISA anuncia suspensão provisória de atleta após denúncias no surfe. Entenda a medida, as regras de proteção e sua relação com o caso da WSL.

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Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, palco das disputas de surf nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.

Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.

O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.

ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.

De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.

A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.

Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.

O que diz o Código de Ética da ISA?

O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.

Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.

Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.

Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.

Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.

Entidade possui canal para denúncias de abuso

A ISA também mantém uma política de proteção dos atletas, conhecida internacionalmente como safeguarding.

O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.

Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.

A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.

Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL

O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.

Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.

Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.

Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.

AOS Mídia noticiou o primeiro comunicado na reportagem sobre a suspensão anunciada pela WSL após denúncias no Tahiti.

Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.

Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.

ISA não informa prazo para decisão definitiva

Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.

Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.

A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.

Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.


Fontes: International Surfing Association (ISA), Código de Ética e Política de Proteção dos Atletas; World Surf League (WSL); e revista australiana Surfing World.

Veja também: carrossel da AOS Mídia sobre o comunicado da ISA no Instagram.

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Competições

Challenger Series em Ericeira: resultados e ranking dos brasileiros

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira. Confira a campanha dos brasileiros e o ranking antes da última etapa do Challenger Series.

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Crosby Colapinto comemora o título do Challenger Series em Ericeira

Crosby Colapinto venceu em Ericeira e, por isso, chegou ao terceiro lugar do ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

O Challenger Series em Ericeira terminou nesta segunda-feira (12/10) com títulos de Crosby Colapinto e Brisa Hennessy. Além disso, Edgard Groggia e Laura Raupp chegaram às semifinais e foram os melhores brasileiros. Já Sierra Kerr garantiu sua classificação para a elite de 2027.

Com isso, falta apenas uma etapa da temporada 2026/27 do circuito de acesso da WSL. Enquanto isso, Ryan Kainalo segue na liderança masculina, e Ian Gouveia permanece no top 10. Por outro lado, Deivid Silva deixou a zona de classificação.

Challenger Series em Ericeira teve finais com quatro atletas

A organização acelerou o cronograma porque a previsão das ondas exigia ajustes após uma semana de condições difíceis. Por isso, manteve quatro surfistas por bateria até as finais.

Crosby Colapinto somou notas 8 e 6,10 na decisão masculina. Assim, venceu com 14,10 pontos e superou Joel Vaughan, Justin Becret e Alonso Correa. Como resultado, o norte-americano subiu 15 posições e chegou ao terceiro lugar do ranking.

Por sua vez, Brisa Hennessy conquistou a final feminina com 13,17 pontos. Enquanto Lucy Darragh terminou em segundo, Sierra Kerr e Vahine Fierro completaram a decisão. Dessa forma, a costarriquenha ganhou 20 posições e alcançou o quarto lugar na classificação.

Brisa Hennessy na etapa de Ericeira do Challenger Series

Brisa Hennessy venceu em Portugal e, por isso, saltou 20 posições e entrou na zona de classificação para o CT de 2027. Foto: WSL / Manel Geada

Groggia brilha e sobe 25 posições

Edgard Groggia também se destacou nas quartas do Challenger Series em Ericeira. Afinal, somou notas 9 e 8, venceu sua bateria com 17 pontos e avançou para a semifinal.

No entanto, o brasileiro somou 9,80 pontos na fase seguinte e ficou fora da decisão. Assim, Alonso Correa e Joel Vaughan conquistaram as duas vagas da bateria.

Apesar disso, Groggia encerrou a etapa como o melhor brasileiro no masculino. Além disso, saltou 25 posições e chegou ao 28º lugar do ranking, com 7.709 pontos.

Além de Groggia, Ian Gouveia também alcançou as quartas. Entretanto, seus 12,13 pontos não bastaram para avançar diante de Ian Gentil e Oscar Berry.

Brisa Hennessy e Crosby Colapinto, campeões em Ericeira

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira e, assim, fortaleceram suas campanhas no Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

Top 10 masculino após o Challenger Series em Ericeira

Enquanto Groggia ganhou posições, Ryan Kainalo manteve a liderança do ranking masculino. Além disso, a WSL já havia confirmado sua vaga no CT de 2027.

Ryan soma 22.645 pontos. Já Weslley Dantas segue em quarto, enquanto Ian Gouveia ocupa a décima posição. Portanto, o Brasil permanece com três representantes entre os dez primeiros.

Top 10 masculino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista Representação Pontos
1º Ryan Kainalo Brasil 22.645
2º Jackson Bunch Havaí 18.725
3º Crosby Colapinto Estados Unidos 18.540
4º Weslley Dantas Brasil 17.600
5º Jake Marshall Estados Unidos 17.245
6º Joel Vaughan Austrália 14.920
7º Alonso Correa Peru 14.534
8º Ian Gentil Havaí 14.338
9º Lucca Mesinas Peru 13.850
10º Ian Gouveia Brasil 13.425
Edgard Groggia durante o Challenger Series em Ericeira

Edgard Groggia chegou à semifinal após somar notas 9 e 8 nas quartas. Com isso, subiu 25 posições no ranking. Foto: WSL / Manel Geada

Deivid Silva deixa a zona de classificação

Por outro lado, Deivid Silva perdeu cinco posições e saiu do top 10. Com isso, passou ao 14º lugar, com 11.665 pontos. Portanto, precisará recuperar terreno na reta final para voltar à zona de acesso.

Além disso, outros brasileiros recuaram no ranking após Ericeira. Veja, a seguir, as posições e pontuações desses atletas:

  • Mateus Herdy: 25º, com 9.265 pontos; caiu nove posições.
  • Gabriel Klaussner: 26º, com 8.805 pontos; caiu seis posições.
  • Douglas Silva: 30º, com 7.448 pontos; caiu seis posições.
  • Vitor Ferreira: 48º, com 5.060 pontos; caiu cinco posições.
  • Rafael Barbosa: 67º, com 2.960 pontos; caiu cinco posições.
  • Lucas Silveira: 82º, com 1.230 pontos; caiu duas posições.
Laura Raupp durante a etapa de Ericeira

Laura Raupp chegou à semifinal em Ericeira e, assim, avançou para o 14º lugar do ranking. Foto: WSL / Damien Poullenot

Laura Raupp e Sophia Medina avançam no ranking

Por sua vez, Laura Raupp foi a melhor brasileira no feminino em Portugal. Primeiro, avançou nas quartas com 11,10 pontos. Depois, somou 10,50 na semifinal, mas Brisa Hennessy e Sierra Kerr ficaram com as vagas na decisão.

Apesar da eliminação, Laura ganhou cinco posições no ranking. Assim, chegou ao 14º lugar, com 13.090 pontos.

Sophia Medina, por sua vez, parou nas quartas com 7,24 pontos. Ainda assim, subiu duas posições e chegou ao 18º lugar, com 12.000 pontos.

Portanto, Laura e Sophia são as brasileiras mais bem colocadas. No entanto, ambas seguem fora do top 6, faixa de classificação para a elite.

Sierra Kerr na etapa de Ericeira do Challenger Series

Além de garantir sua vaga no CT de 2027, Sierra Kerr manteve a liderança do ranking feminino após Ericeira. Foto: WSL / Manel Geada

Top 6 feminino: Sierra Kerr lidera e garante vaga

Enquanto as brasileiras buscam uma vaga, Sierra Kerr já garantiu seu lugar na elite. Afinal, a WSL confirmou nesta segunda-feira sua classificação para o Championship Tour de 2027. Além disso, a australiana mantém a liderança, com 26.830 pontos.

Enquanto isso, a vitória colocou Brisa Hennessy entre as seis primeiras. Assim, a zona de classificação feminina após o Challenger Series em Ericeira ficou desta forma:

Top 6 feminino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista País Pontos
1ª Sierra Kerr Austrália 26.830
2ª Francisca Veselko Portugal 22.245
3ª Teresa Bonvalot Portugal 19.955
4ª Brisa Hennessy Costa Rica 18.340
5ª Eden Walla Estados Unidos 17.695
6ª Alyssa Spencer Estados Unidos 17.190
Ryan Kainalo durante o Challenger Series em Ericeira

Ryan Kainalo segue na liderança do Challenger Series. Além disso, já tem vaga confirmada na elite de 2027. Foto: WSL / Damien Poullenot

Newcastle recebe a última etapa em março

Por fim, Newcastle receberá a quinta e última etapa do Challenger Series, de 1º a 7 de março de 2027. Ao final da temporada, os dez primeiros homens e as seis primeiras mulheres conquistarão vagas no CT.

Antes disso, o calendário prevê o QS 6.000 Internacional de Taiwan, de 14 a 22 de novembro. Portanto, os atletas ainda terão uma oportunidade de somar pontos antes da decisão na Austrália.

Para conferir mais detalhes, consulte os resultados oficiais da etapa na WSL.

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