Samuel Pupo garante a vaga no Tour da WSL pelo ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Thiago Diz
A sexta-feira de altas ondas na Praia de Itaúna, terminou em festa brasileira com Samuel Pupo confirmando sua vaga na elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) pelo ranking do Challenger Series. Ele ganhou o confronto direto com o americano Kade Matson, na bateria que fechou as oitavas de final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Agora, restam definir apenas três nomes pelo Challenger Series e Michael Rodrigues garante sua classificação, se passar pelo havaiano Eli Hanneman nas quartas de final. Elas podem ser iniciadas às 7h30 do sábado no Maracanã do Surf da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
“Eu já esperava uma bateria muito boa, porque o Kade (Matson) é um cara que surfa muito forte e a bateria foi perfeita para mim”, disse Samuel Pupo. “Eu fiz tudo o que eu queria, consegui escolher as ondas boas e só tenho que agradecer meu pai, minha mãe, minha família, minha namorada, por todo o apoio deles e é isso, estamos de volta né. Para mim, esse ano foi muito melhor do que no ano passado em questão de surfe. Achei que melhorei bastante, mas a gente sempre tem o que melhorar ainda mais e é isso que venho buscando, a evolução. Venho treinando muito nessa condição, o resultado de hoje mostrou toda a dedicação e quero aproveitar para mandar um beijo pro meu pai (Wagner Pupo), que foi para Portugal, mas não pôde vir para cá”.
Kade Matson perde para Samuel e fica na dependência de outros resultados. Foto: WSL / Daniel Smorigo
Todas as baterias das oitavas de final na sexta-feira de condições desafiadoras do mar na Praia de Itaúna, com ondas passando dos 2 metros de altura, foram emocionantes. Algumas decisivas para quem estava na briga pelas últimas vagas para o CT 2024. A do Samuel Pupo com Kade Matson, foi a única que era um confronto direto, com o vencedor confirmando seu nome no grupo dos 10 indicados pelo Challenger Series. Com a vitória, Samuel Pupo subiu do décimo para o sétimo lugar no ranking e deixou Kade Matson e o brasileiro Deivid Silva ameaçados de saírem da lista no último dia em Saquarema.
O norte-americano até começou melhor, com nota 7,00 contra 5,00 do brasileiro. Mas, Samuca assumiu a ponta com seu ataque de backside numa esquerda enorme, que abriu a parede para fazer quatro manobras que valeram 8,33. Depois, não deu nada certo para Kade Matson, que chegou até a quebrar seu equipamento e teve que trocar de prancha. Já Samuel Pupo pegou outra morra e arriscou tudo num ataque explosivo na junção, sumindo na espuma e reaparecendo em pé na prancha. Os juízes deram nota 8,70, que registrou um novo recorde de 17,03 pontos para o Corona Saquarema Pro 2023.
Miguel e a mãe Jeane Pupo vibram com a classificação de Samuca. Foto: WSL / Thiago Diz
FAMÍLIA PUPO – A mãe dele e o irmão, Miguel Pupo, vibraram bastante junto com seus grandes amigos, João Chianca e Mateus Herdy, além de toda a torcida brasileira na Praia de Itaúna, que comprovou mais uma vez por que é conhecida como o Maracanã do Surf no Brasil. Com a classificação do Samuca, os irmãos Pupo vão iniciar mais um ano juntos no grupo dos melhores surfistas do mundo. Em 2023, ambos saíram no corte da elite no meio da temporada, mas Miguel recebeu o convite da WSL para o CT 2024, por ter sofrido uma lesão em Portugal, que o impediu de competir nas duas etapas da Austrália.
“Graças a Deus, deu tudo certo e mérito total para ele (Samuel Pupo) né”, disse Miguel Pupo. “A gente sabia que tinha uma vantagem do circuito finalizar em Saquarema, que é um lugar muito bom pra ele, então isso deu um pouco de tranquilidade. Eu falei pra ele que não teria outro caminho hoje, senão o de surfar o melhor possível. As primeiras baterias dele foram nervosas, muito táticas, com pouco surfe e falei que agora era a hora de surfar, porque se desse o 100%, isso refletiria na nota e veio aí o maior somatório do evento”.
Michael Rodrigues está a uma bateria da classificação para o Tour. Foto: WSL / Daniel Smorigo
SEGUE NA BRIGA – Quem também se classificou para as quartas de final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil e segue na briga por uma vaga no CT, é o cearense Michael Rodrigues. Assim como Samuel Pupo, ele saiu da elite no corte do meio da temporada e agora só depende dele mesmo para confirmar seu retorno. Para isso, precisa passar pelo havaiano Eli Hanneman, que derrotou Miguel Pupo na sexta-feira, depois do Michael ganhar o duelo brasileiro com o jovem Heitor Mueller.
“Foi muito difícil, especialmente com um monstro desse, que é o Heitor (Mueller), representando muito bem a nova geração”, disse Michael Rodrigues. “É incrível competir com essa nova geração, mas a gente acaba aprendendo com eles, então estou amarradão de ter passado a bateria. Foi mais um passo bem dado e vamos a procura do gol mesmo, que é classificar para o CT. Dessa vez, não quero só classificar, mas fazer a final aqui em Saquarema, pra poder finalizar o ano do melhor jeito. Mas, não está nada nas minhas mãos. Eu acredito em Deus, está tudo nas mãos Dele e estou aqui só seguindo os seus planos”.
Eli Hanneman derrota Miguel Pupo e encara Michael Rodrigues nas quartas. Foto: WSL / Daniel Smorigo
CHALLENGER 2024 – O catarinense Heitor Mueller e o argentino Nacho Gundesen foram as grandes surpresas do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil esse ano. Ambos foram convidados para participar do evento, para substituir surfistas do Challenger Series que não vieram ao Brasil. Nacho foi barrado pelo havaiano Imaikalani deVault e Heitor por Michael Rodrigues. Os dois tentam vaga no Challenger Series do ano que vem, pelo ranking regional da WSL South America e Heitor está mais bem colocado, em quarto lugar na classificação que garante os sete melhores.
“Eu vim para cá na última hora, quase na véspera de começar o campeonato, mas estou muito feliz com a minha performance aqui”, disse Heitor Mueller. “O mar realmente está muito difícil, aumentou bastante de ontem para hoje, mas estou feliz por ter mostrado meu surfe, feito algumas manobras fortes e é isso aí. Se Deus quiser, no ano que vem estarei no Challenger Series e é treinar pra caramba, cada vez mais, para me classificar pro CS nestas três últimas etapas que teremos aqui no Brasil”.
Mihimana Braye supera Mateus Herdy e frustra torcida brasileira em Saquarema. Foto: WSL / Daniel Smorigo
ÚLTIMAS VAGAS – Quem já está garantido no Challenger Series 2024 é outro catarinense, Mateus Herdy, por ter ficado no grupo do 11.o ao 20.o colocado no ranking deste ano. Ele teve a chance de confirmar sua vaga no CT 2024 na sexta-feira, porque o australiano Jackson Baker tinha sido eliminado na bateria anterior, que abriu as oitavas de final. Mas, Mateus Herdy só conseguiu surfar três ondas e também foi barrado pelo taitiano Mihimana Braye, por 11,33 a 10,00 pontos.
Agora restam duas vagas para definir no ranking masculino e uma no feminino. A vitória do Samuel Pupo o levou da décima para a sétima posição, deixando o americano Kade Matson na oitava e o brasileiro Deivid Silva também ameaçado na décima colocação. Os dois podem sair do G-10 se Michael Rodrigues chegar nas semifinais e o francês Marco Mignot na grande final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.
Marco Mignot precisa chegar à final para conseguir a vaga. Foto: WSL / Thiago Diz
QUARTAS DE FINAL DO CORONA SAQUAREMA PRO:
CATEGORIA MASCULINA – 5.o lugar com US$ 3.500 e 4.745 pontos:
1.a: Shion Crawford (HAV) x Mihimana Braye (TAH)
2.a: Crosby Colapinto (EUA) x Imaikalani deVault (HAV)
3.a: Eli Hanneman (HAV) x Michael Rodrigues (BRA)
4.a: Samuel Pupo (BRA) x Marco Mignot (FRA)
CATEGORIA FEMININA – 5.o lugar com US$ 3.500 e 4.745 pontos:
1.a: Francisca Veselko (POR) x Kirra Pinkerton (EUA)
2.a: Alyssa Spencer (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)
3.a: India Robinson (AUS) x Nadia Erostarbe (ESP)
4.a: Sawyer Lindblad (EUA) x Erin Brooks (CAN)
RESULTADOS DA SEXTA-FEIRA NO CORONA SAQUAREMA PRO:
OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.500 e 3.320 pontos:
1.a: Shion Crawford (HAV) 11,83 x 10,50 Jackson Baker (AUS)
2.a: Mihimana Braye (TAH) 11,33 x 10,00 Mateus Herdy (BRA)
3.a: Crosby Colapinto (EUA) 15,93 x 12,03 Luke Thompson (AFR)
4.a: Imaikalani deVault (HAV) 11,17 x 1,60 Nacho Gundesen (ARG)
5.a: Michael Rodrigues (BRA) 9,73 x 9,07 Heitor Mueller (BRA)
6.a: Eli Hanneman (HAV) 12,00 x 8,87 Miguel Pupo (BRA)
7.a: Marco Mignot (FRA) 12,23 x 10,17 Frederico Morais (POR)
8.a: Samuel Pupo (BRA) 17,03 x 7,77 Kade Matson (EUA)
Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl
Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.
O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.
Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”
Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.
“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.
“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.
Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.
Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.
A presença como pai e torcedor
Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.
“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.
A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.
O convite de Gabriel para as Olimpíadas
Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.
Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.
Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.
Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.
Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal
A medalha olímpica que ficou com Charles
Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.
“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.
Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.
Apoiar sem atrapalhar o atleta
O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.
Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.
Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.
Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.
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A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA
A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.
Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.
O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.
ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas
A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.
De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.
A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.
Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.
O que diz o Código de Ética da ISA?
O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.
Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.
Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.
Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.
Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.
O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.
Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.
A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.
Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL
O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.
Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.
Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.
Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.
Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.
Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.
ISA não informa prazo para decisão definitiva
Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.
Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.
A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.
Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
Crosby Colapinto venceu em Ericeira e, por isso, chegou ao terceiro lugar do ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot
O Challenger Series em Ericeira terminou nesta segunda-feira (12/10) com títulos de Crosby Colapinto e Brisa Hennessy. Além disso, Edgard Groggia e Laura Raupp chegaram às semifinais e foram os melhores brasileiros. Já Sierra Kerr garantiu sua classificação para a elite de 2027.
Com isso, falta apenas uma etapa da temporada 2026/27 do circuito de acesso da WSL. Enquanto isso, Ryan Kainalo segue na liderança masculina, e Ian Gouveia permanece no top 10. Por outro lado, Deivid Silva deixou a zona de classificação.
Challenger Series em Ericeira teve finais com quatro atletas
A organização acelerou o cronograma porque a previsão das ondas exigia ajustes após uma semana de condições difíceis. Por isso, manteve quatro surfistas por bateria até as finais.
Crosby Colapinto somou notas 8 e 6,10 na decisão masculina. Assim, venceu com 14,10 pontos e superou Joel Vaughan, Justin Becret e Alonso Correa. Como resultado, o norte-americano subiu 15 posições e chegou ao terceiro lugar do ranking.
Por sua vez, Brisa Hennessy conquistou a final feminina com 13,17 pontos. Enquanto Lucy Darragh terminou em segundo, Sierra Kerr e Vahine Fierro completaram a decisão. Dessa forma, a costarriquenha ganhou 20 posições e alcançou o quarto lugar na classificação.
Brisa Hennessy venceu em Portugal e, por isso, saltou 20 posições e entrou na zona de classificação para o CT de 2027. Foto: WSL / Manel Geada
Groggia brilha e sobe 25 posições
Edgard Groggia também se destacou nas quartas do Challenger Series em Ericeira. Afinal, somou notas 9 e 8, venceu sua bateria com 17 pontos e avançou para a semifinal.
No entanto, o brasileiro somou 9,80 pontos na fase seguinte e ficou fora da decisão. Assim, Alonso Correa e Joel Vaughan conquistaram as duas vagas da bateria.
Apesar disso, Groggia encerrou a etapa como o melhor brasileiro no masculino. Além disso, saltou 25 posições e chegou ao 28º lugar do ranking, com 7.709 pontos.
Além de Groggia, Ian Gouveia também alcançou as quartas. Entretanto, seus 12,13 pontos não bastaram para avançar diante de Ian Gentil e Oscar Berry.
Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira e, assim, fortaleceram suas campanhas no Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot
Top 10 masculino após o Challenger Series em Ericeira
Enquanto Groggia ganhou posições, Ryan Kainalo manteve a liderança do ranking masculino. Além disso, a WSL já havia confirmado sua vaga no CT de 2027.
Ryan soma 22.645 pontos. Já Weslley Dantas segue em quarto, enquanto Ian Gouveia ocupa a décima posição. Portanto, o Brasil permanece com três representantes entre os dez primeiros.
Top 10 masculino do Challenger Series após Ericeira
Posição
Surfista
Representação
Pontos
1º
Ryan Kainalo
Brasil
22.645
2º
Jackson Bunch
Havaí
18.725
3º
Crosby Colapinto
Estados Unidos
18.540
4º
Weslley Dantas
Brasil
17.600
5º
Jake Marshall
Estados Unidos
17.245
6º
Joel Vaughan
Austrália
14.920
7º
Alonso Correa
Peru
14.534
8º
Ian Gentil
Havaí
14.338
9º
Lucca Mesinas
Peru
13.850
10º
Ian Gouveia
Brasil
13.425
Edgard Groggia chegou à semifinal após somar notas 9 e 8 nas quartas. Com isso, subiu 25 posições no ranking. Foto: WSL / Manel Geada
Deivid Silva deixa a zona de classificação
Por outro lado, Deivid Silva perdeu cinco posições e saiu do top 10. Com isso, passou ao 14º lugar, com 11.665 pontos. Portanto, precisará recuperar terreno na reta final para voltar à zona de acesso.
Além disso, outros brasileiros recuaram no ranking após Ericeira. Veja, a seguir, as posições e pontuações desses atletas:
Mateus Herdy: 25º, com 9.265 pontos; caiu nove posições.
Gabriel Klaussner: 26º, com 8.805 pontos; caiu seis posições.
Douglas Silva: 30º, com 7.448 pontos; caiu seis posições.
Vitor Ferreira: 48º, com 5.060 pontos; caiu cinco posições.
Rafael Barbosa: 67º, com 2.960 pontos; caiu cinco posições.
Lucas Silveira: 82º, com 1.230 pontos; caiu duas posições.
Laura Raupp chegou à semifinal em Ericeira e, assim, avançou para o 14º lugar do ranking. Foto: WSL / Damien Poullenot
Laura Raupp e Sophia Medina avançam no ranking
Por sua vez, Laura Raupp foi a melhor brasileira no feminino em Portugal. Primeiro, avançou nas quartas com 11,10 pontos. Depois, somou 10,50 na semifinal, mas Brisa Hennessy e Sierra Kerr ficaram com as vagas na decisão.
Apesar da eliminação, Laura ganhou cinco posições no ranking. Assim, chegou ao 14º lugar, com 13.090 pontos.
Sophia Medina, por sua vez, parou nas quartas com 7,24 pontos. Ainda assim, subiu duas posições e chegou ao 18º lugar, com 12.000 pontos.
Portanto, Laura e Sophia são as brasileiras mais bem colocadas. No entanto, ambas seguem fora do top 6, faixa de classificação para a elite.
Além de garantir sua vaga no CT de 2027, Sierra Kerr manteve a liderança do ranking feminino após Ericeira. Foto: WSL / Manel Geada
Top 6 feminino: Sierra Kerr lidera e garante vaga
Enquanto as brasileiras buscam uma vaga, Sierra Kerr já garantiu seu lugar na elite. Afinal, a WSL confirmou nesta segunda-feira sua classificação para o Championship Tour de 2027. Além disso, a australiana mantém a liderança, com 26.830 pontos.
Enquanto isso, a vitória colocou Brisa Hennessy entre as seis primeiras. Assim, a zona de classificação feminina após o Challenger Series em Ericeira ficou desta forma:
Top 6 feminino do Challenger Series após Ericeira
Posição
Surfista
País
Pontos
1ª
Sierra Kerr
Austrália
26.830
2ª
Francisca Veselko
Portugal
22.245
3ª
Teresa Bonvalot
Portugal
19.955
4ª
Brisa Hennessy
Costa Rica
18.340
5ª
Eden Walla
Estados Unidos
17.695
6ª
Alyssa Spencer
Estados Unidos
17.190
Ryan Kainalo segue na liderança do Challenger Series. Além disso, já tem vaga confirmada na elite de 2027. Foto: WSL / Damien Poullenot
Newcastle recebe a última etapa em março
Por fim, Newcastle receberá a quinta e última etapa do Challenger Series, de 1º a 7 de março de 2027. Ao final da temporada, os dez primeiros homens e as seis primeiras mulheres conquistarão vagas no CT.
Antes disso, o calendário prevê o QS 6.000 Internacional de Taiwan, de 14 a 22 de novembro. Portanto, os atletas ainda terão uma oportunidade de somar pontos antes da decisão na Austrália.