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A história do surf: das origens polinésias ao cenário global

A história do surf: da tradição havaiana à expansão global, o esporte que conquistou o mundo e sua cultura única.

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Representação artística do surfe em sua forma original no Havaí, onde a prática era mais que um esporte, mas parte da cultura e espiritualidade local. - Imagem: Surfing For Life

Representação artística do surf em sua forma original no Havaí, onde a prática era mais que um esporte, mas parte da cultura e espiritualidade local. Imagem: Surfing For Life / A história do surf.

O surf é um dos esportes mais antigos e icônicos do mundo, com uma história rica que remonta a séculos atrás. Ele surgiu nas ilhas da Polinésia, onde era uma prática cultural e espiritual. Relatos indicam que o surfe era central na vida dos povos polinésios muito antes da chegada dos europeus. Na antiga sociedade havaiana, o esporte era conhecido como “he’e nalu”, que significa “deslizar sobre as ondas”.

No Havaí, o surf era mais do que um passatempo: era uma arte profundamente ligada à cultura, espiritualidade e hierarquia social. Reis e chefes tribais utilizavam pranchas maiores e pesadas, feitas de madeira de árvores nobres, enquanto as pessoas comuns usavam pranchas menores. As ondas que os surfistas escolhiam também refletiam sua posição na sociedade.

Duke Kahanamoku, o "Pai do Surfe Moderno", revolucionou o esporte ao levar o surfe do Havaí para o mundo, tornando-se ícone global e símbolo da cultura havaiana.

Duke Kahanamoku, o “Pai do Surf Moderno”, revolucionou o esporte ao levar o surfe do Havaí para o mundo, tornando-se ícone global e símbolo da cultura havaiana.

Com a chegada dos missionários europeus no século XIX, o surf quase desapareceu devido à repressão cultural e à imposição de novos valores religiosos. No entanto, ele sobreviveu em algumas comunidades e começou a renascer no início do século XX, impulsionado por figuras como Duke Kahanamoku, um havaiano que se destacou como nadador olímpico e embaixador do surfe. Duke levou o esporte para fora do Havaí, apresentando-o em lugares como Califórnia e Austrália, ajudando a popularizá-lo globalmente.

Durante os anos 1950 e 1960, o surf passou por uma explosão cultural, especialmente na Califórnia, onde se tornou sinônimo de um estilo de vida descontraído. Foi nessa época que as pranchas começaram a ser feitas de novos materiais, como fibra de vidro e espuma, tornando-as mais leves e acessíveis.

Hoje, o surf é um esporte global, com milhões de praticantes e competições profissionais organizadas pela World Surf League (WSL). Em 2021, o surf fez sua estreia como esporte olímpico nos Jogos de Tóquio, marcando um novo capítulo em sua história. O que começou como uma prática espiritual nas águas do Pacífico tornou-se um fenômeno mundial, mantendo sua essência de conexão com o mar e a natureza.

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Havaí

Andy Irons: Lapo relembra ameaças aos juízes na etapa que definiu o Mundial de 2002

Lapo Coutinho relembra ameaças aos juízes após uma interferência de Andy Irons em Sunset, na etapa que definiu o Mundial de 2002

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Andy Irons, Rip Curl Cup 2002, Sunset Beach, Hawaii. Foto: WSL

Andy Irons conquistou o título mundial de 2002 depois de muita tensão em Sunset Beach, no Havaí. Foto: WSL

Andy Irons conquistou seu primeiro título mundial em 2002, durante o Rip Curl Cup, em Sunset, no Havaí. Entretanto, a conquista aconteceu após uma eliminação: o havaiano cometeu interferência nas quartas de final e precisou aguardar o resultado de Luke Egan para confirmar o campeonato.

Essa etapa é o cenário de uma história que Lapo Coutinho relembrou no Fala Papah!, em conversa com Ader Oliveira. Segundo o ex-juiz, a marcação da interferência provocou ameaças de um grupo de locais, que chegou a sacudir o palanque do julgamento.

Como Andy Irons garantiu o título em Sunset

O Rip Curl Cup era a 11ª e penúltima etapa do WCT de 2002. Na segunda bateria das quartas de final, Andy Irons cometeu interferência e terminou eliminado, enquanto Peterson Rosa e Lee Winkler avançaram. Assim, o havaiano encerrou sua participação no evento em nono lugar.

Luke Egan, então segundo colocado no ranking, também caiu nas quartas. Com esse resultado, ninguém mais poderia alcançar Andy na classificação, mesmo com uma etapa ainda por disputar.

Portanto, Andy e Luke estavam envolvidos na disputa pelo título mundial, mas não se enfrentaram naquela bateria. A combinação dos resultados garantiu a conquista antecipada do havaiano.

Lapo conta o que aconteceu no palanque

Durante a entrevista, Lapo afirmou que estava entre os juízes e identificou uma interferência de remada de Andy Irons. Em sua avaliação, a ação prejudicou a onda de outro competidor e justificava a penalidade.

No entanto, a decisão provocou uma reação intensa fora da água. Segundo seu relato, um grupo de locais se aproximou, ameaçou os juízes e começou a sacudir a estrutura do palanque.

As ameaças descritas por Lapo são atribuídas a pessoas do público, não a Andy Irons ou Luke Egan. Além disso, é importante distinguir os registros: a notícia da época confirma a interferência, as eliminações e a conquista do título. Já os acontecimentos no palanque são apresentados a partir das lembranças do entrevistado.

A revisão das imagens

Lapo também explicou que não tinha, naquele momento, imagens disponíveis para rever o lance antes de decidir. Posteriormente, segundo ele, os juízes conseguiram analisar uma gravação.

Na avaliação do ex-juiz, o vídeo confirmou que a remada de Andy havia prejudicado a onda do adversário. Por isso, ele sustenta que a marcação foi correta, apesar da pressão enfrentada.

O relato mostra um aspecto dos bastidores das competições: além de avaliar o desempenho dos atletas, os responsáveis pelo julgamento precisam lidar com as reações às suas decisões. Naquela ocasião, segundo Lapo, a situação ultrapassou a discordância esportiva e chegou à intimidação.

O que mudou no surfe havaiano?

Depois da história, Ader perguntou quais fatores contribuíram para diminuir a violência no Havaí. Lapo apontou a adoção de regras e punições esportivas mais claras, além de uma atuação policial mais presente.

O entrevistado também mencionou o envelhecimento das figuras envolvidas nos antigos conflitos e as diferenças de comportamento entre gerações. Dessa forma, situou o episódio em um contexto do passado e reconheceu mudanças no ambiente do surfe havaiano.

A conversa reúne, assim, a memória de uma decisão marcante e uma reflexão sobre respeito e segurança nas competições. No Fala Papah!, Lapo compartilha sua perspectiva sobre os bastidores da etapa em que Andy Irons se tornou campeão mundial pela primeira vez.

Você conhecia essa história? Como proteger os juízes da pressão da torcida? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bahia

Vladimir Brichta em Itacaré: memórias e carinho pela cidade

Vladimir Brichta relembra sua ligação com Itacaré, as histórias em família e as mudanças da cidade em conversa no Fala Papah!

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No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Assista ao corte e acompanhe a conversa completa sobre memórias, família e as transformações de Itacaré.

No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Foto: Divulgação Fala Papah!

As lembranças de Vladimir Brichta em Itacaré envolvem família, surfe e uma relação que atravessa diferentes fases da vida. Em entrevista ao Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, o ator contou por que a cidade do litoral sul da Bahia continua sendo um lugar especial para ele.

Durante a conversa, Vladimir relembrou a infância e a adolescência, falou dos encontros familiares e comentou as transformações que acompanhou. Além disso, reconheceu as oportunidades trazidas pelo crescimento e destacou a importância de preservar a natureza e valorizar os moradores.

Um lugar para voltar com a família

A ligação com Itacaré passa pela presença da mãe, que construiu sua vida na região. Segundo Vladimir, o sítio da família preserva referências importantes de sua trajetória, incluindo a represa onde costuma tomar banho.

Por isso, voltar ao lugar representa também um reencontro com suas próprias lembranças. O ator contou que gosta de levar os filhos e compartilhar com eles esse espaço de afeto.

Essa relação aparece nas comemorações familiares. Na entrevista, Vladimir lembrou que escolheu Itacaré para celebrar seus aniversários de 40 e 50 anos. Assim, reuniu pessoas próximas em um lugar que ocupa uma posição importante em sua história.

As mudanças de Itacaré ao longo dos anos

Ao comparar diferentes épocas, Vladimir reconheceu que a cidade mudou bastante. No entanto, deixou claro que não espera encontrar tudo exatamente como era durante sua infância.

Para ele, o crescimento também significa oportunidades para quem vive ali. Afinal, os moradores precisam trabalhar, desenvolver seus negócios e ter acesso a serviços, cultura e lazer.

Nesse contexto, o ator relembrou a participação da mãe em discussões sobre o futuro da cidade. Uma de suas preocupações era incentivar os moradores a manter seus terrenos e buscar condições para criar os próprios negócios.

Dessa forma, a conversa aborda uma questão que acompanha muitos destinos turísticos: como permitir que a população local participe dos benefícios do crescimento.

Natureza e desenvolvimento na mesma conversa

Vladimir também destacou o valor do patrimônio natural de Itacaré. Em sua visão, o desenvolvimento deve caminhar junto com o cuidado ambiental.

Ao falar desse assunto, ele demonstrou preocupação com intervenções que possam prejudicar a paisagem. Entretanto, também reconheceu a satisfação de ver pessoas da cidade conquistando espaço e construindo suas trajetórias.

O relato combina, portanto, saudade e reconhecimento das mudanças positivas. Mais do que desejar uma cidade parada no tempo, Vladimir fala sobre o cuidado com aquilo que torna o lugar especial.

O encanto que continua

Na parte final da conversa, o ator destacou iniciativas culturais, a participação dos moradores e as opções de gastronomia. Além disso, comentou como a organização da comunidade pode contribuir para o futuro da cidade.

Essas observações ajudam a entender por que Itacaré continua presente em sua vida. As lembranças permanecem, enquanto novos encontros e experiências ampliam essa relação.

No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Assista ao corte e acompanhe a conversa completa sobre memórias, família e as transformações de Itacaré.

E você: qual lembrança guarda de Itacaré? Compartilhe nos comentários.

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Indonésia

Crocodilo nas Mentawai é encontrado morto após aparecer em Lance’s Right

Crocodilo nas Mentawai é encontrado morto após aparecer em Lance’s Right (HT’s). Entenda a operação das autoridades e o desfecho do caso.

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Crocodilo nas Mentawai: animal encontrado morto na região de Katiet, Indonésia. Foto: Reprodução

Corpo do crocodilo foi movimentado com auxílio de uma escavadeira antes de ser enterrado na região de Katiet.

Um crocodilo nas Mentawai foi encontrado morto neste sábado (17), dois dias após ser avistado nas proximidades de Lance’s Right, uma das ondas mais famosas da Indonésia. O corpo do animal apareceu nas águas de Katiet, na ilha de Sipora. Posteriormente, equipes enterraram a carcaça com o auxílio de uma escavadeira.

O episódio ganhou repercussão porque as Ilhas Mentawai estão entre os destinos mais procurados por surfistas do mundo. Além disso, o avistamento ocorreu perto de uma bancada frequentada por visitantes e embarcações de surfe.

Avistamento em Lance’s Right, a famosa HT’s

Segundo o portal indonésio Covesia, o crocodilo apareceu na quinta-feira (15), por volta das 7h, no horário local. Um estrangeiro que estava em uma embarcação registrou o animal no mar.

A cena ocorreu em Lance’s Right, também conhecida como HT’s ou Hollow Trees. Trata-se de uma direita tubular que quebra sobre uma bancada de coral e atrai surfistas experientes de vários países.

O pico também já foi destaque na AOS Mídia, em uma sessão de tubos da havaiana Coco Ho em Hollow Trees.

Após a circulação das imagens do crocodilo, o governo das Mentawai mobilizou militares e policiais. O diretor local de Turismo, Juventude e Esportes, Aban Barnabas Sikaraja, confirmou a autenticidade do registro.

Além disso, ele informou que houve uma operação para capturar o animal ainda naquele dia.

Crocodilo nas Mentawai: animal encontrado morto na região de Katiet, Indonésia. Foto: Reprodução

Crocodilo avistado nas águas das Ilhas Mentawai, próximo à região de Katiet, na Indonésia.

Crocodilo nas Mentawai: corpo encontrado no mar

No sábado (17), o portal Nusatime informou que a carcaça do crocodilo apareceu flutuando perto da praia de Katiet.

Em seguida, equipes retiraram o corpo da faixa costeira e utilizaram uma escavadeira para enterrá-lo.

De acordo com a publicação, a medida buscou evitar o mau cheiro da decomposição e possíveis problemas sanitários. O jornal também relatou que agentes haviam neutralizado o animal para proteger a população.

Entretanto, ainda não há explicação oficial detalhada sobre a causa da morte, nem sobre o método utilizado durante a operação. Por isso, não é possível afirmar que o crocodilo tenha sido morto a tiros.

Crocodilo nas Mentawai: animal encontrado morto na região de Katiet, Indonésia. Foto: Reprodução

Lance’s Right, também conhecida como Hollow Trees, é uma das ondas mais famosas das Ilhas Mentawai.

Outros registros de crocodilos no arquipélago

O caso de Katiet não é o único avistamento recente nas Mentawai. Em julho de 2026, o italiano Leonardo Fioravanti divulgou imagens de um crocodilo em Macaronis, outro pico conhecido do arquipélago.

Na ocasião, Fioravanti viajava com Jack Robinson e Kanoa Igarashi, também integrantes da elite mundial. A revista Stab noticiou o episódio em 20 de julho.

Além disso, o experiente navegador Martin Daly já havia divulgado registros de crocodilos na região em anos anteriores.

Entretanto, não há comprovação de que o animal visto em Macaronis seja o mesmo encontrado em Katiet.

Crocodilo nas Mentawai: animal encontrado morto na região de Katiet, Indonésia. Foto: Reprodução

Em abril de 2025, o experiente navegador Martin Daly já havia divulgado imagens de um crocodilo nas Mentawai, em um registro associado à região de Macaronis.

Crocodilos também vivem no ambiente marinho

Embora sejam frequentemente associados a rios e manguezais, os crocodilos de água salgada também circulam pelo oceano.

Segundo o Australian Museum, a espécie Crocodylus porosus consegue atravessar grandes distâncias em mar aberto. Além disso, ocorre naturalmente em diversas regiões da Indonésia.

Assim, a presença de um crocodilo no litoral não significa, por si só, que ele esteja fora de seu habitat.

Ao mesmo tempo, a proximidade desses animais com áreas frequentadas por moradores e surfistas exige atenção às orientações de segurança.

O desfecho em Lance’s Right reacende a discussão sobre a convivência entre pessoas e animais selvagens. Afinal, como conciliar a segurança da população com a preservação da fauna em um dos destinos mais famosos do surfe mundial?

Créditos das imagens:

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Bombando

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