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Competições

Resumo do quarto dia do Challenger Series em Saquarema

Alegrias e tristezas marcam o quarto dia do Challenger Series da WSL na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ).

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Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Luana Silva perde nas oitavas em Saquarema e está fora da briga pelas vagas do Challenger Series da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

O Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil definiu as quartas de final femininas na terça-feira, com as brasileiras Luana Silva e Tainá Hinckel perdendo nas últimas baterias das oitavas de final. Foi um dia só de competição feminina e de muita alegria para seis surfistas que tiveram suas classificações confirmadas para a elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) de 2024. Restam três vagas para serem decididas e Samuel Pupo, Mateus Herdy e Michael Rodrigues, estão na briga por elas. Essa batalha ficou para a quinta-feira, pois analisando a previsão das ondas, já foi decretado que não haverá competição na quarta-feira em Itaúna.

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Nenhum brasileiro conseguiu classificação pelo Challenger Series 2023 ainda, para se juntar a Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira, João Chianca, Yago Dora, Caio Ibelli, Miguel Pupo e Tatiana Weston-Webb no CT 2024. Dos seis nomes oficializados pela World Surf League, três são da categoria masculina que nem competiram na terça-feira, os havaianos Eli Hanneman, Imaikalani deVault e o norte-americano Jake Marshall. Pelo ranking feminino, a australiana India Robinson e a norte-americana Sawyer Lindblad, foram confirmadas antes mesmo de disputar as oitavas de final.

A única classificação garantida dentro d´água, foi a da norte-americana Alyssa Spencer, no confronto direto com a australiana Isabella Nichols. Quem vencesse, confirmava seu nome no CT 2024. Alyssa vem de vitória no Challenger Series de Portugal e foi a campeã do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil no ano passado. Ela surfou a melhor onda da bateria e a nota 8,50 recebida, decidiu a vitória por 15,33 a 8,50 pontos. Depois do primeiro título em etapas do Challenger Series, Alyssa Spencer agora festejou classificação para o CT, nas mesmas ondas da Praia de Itaúna.

“Realmente, acho que tenho uma ligação especial com Saquarema. Não sei se são as ondas, a energia das pessoas. No ano passado, a minha primeira vitória em Challenger Series foi aqui, agora foi onde me classifiquei para o CT, então já é um lugar muito especial para mim”, disse Alyssa Spencer. “Eu fiquei tão perto da vaga nos três últimos anos, as pessoas sempre me perguntando se ia ser o ano e eu estava cansada de ouvir isso. Então, realmente é um grande alívio ter conseguido me classificar agora”.

Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Alyssa Spencer se emociona ao garantir a classificação para o Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz

Com este resultado, Luana Silva conseguiria tirar o último lugar no G-5 da Isabella Nichols, se chegasse nas semifinais do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Ela enfrentou a nova top da elite da WSL, Sawyer Lindblad. A norte-americana já entrou no mar sabendo que sua vaga estava confirmada. Mas surfou com muita força e velocidade, estabelecendo um novo recorde no Challenger Series de Saquarema, 16,17 pontos com notas 8,17 e 8,00, contra 14,63 da brasileira.

“É incrível saber que já estou classificada (para o CT) e meu objetivo sempre foi conseguir a vaga com 18 anos (de idade), então estou muito feliz por ter conquistado isso”, disse Sawyer Lindblad. “As pessoas da minha cidade, sempre me ajudaram bastante a surfar meu máximo e já teve mais surfistas de San Clemente se classificando aqui, a Alyssa (Spencer), o Crosby (Colapinto). Então, estou muito animada para o próximo ano. Foi uma longa temporada e bom que vou ficar um tempo em casa, com a família”.

BRASILEIRAS ELIMINADAS – Luana Silva até surfou bem, destruindo uma direita com uma série de manobras de frontside, que arrancaram 8,13 dos juízes. Ela ficou precisando de 8,05 para vencer, só que não entrou mais nenhuma onda boa, com potencial para tirar uma nota no critério excelente do julgamento. O tempo acabou e a brasileira permaneceu em sexto lugar no ranking, mas com participação garantida no Challenger Series de 2024, para tentar classificação para o CT novamente.

A última bateria do dia foi ainda mais fraca e as duas competidoras só conseguiram surfar três ondas cada uma. A canadense Erin Brooks, de apenas 16 anos de idade, teve mais sorte de começar com uma onda melhor e largou na frente com nota 4,67. A catarinense Tainá Hinckel, de 20 anos, bicampeã sul-americana Pro Junior e líder do ranking regional da WSL South America, que classifica três surfistas para o Challenger Series 2024, só conseguiu notas baixas também, 3,80 e 3,77. A canadense Erin Brooks acabou ganhando a última vaga para as quartas de final, por 8,04 a 7,57 pontos.

Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Daniel Smorigo

Sawyer Lindblad tem seu nome confirmado na elite mundial. Foto: WSL / Daniel Smorigo

QUARTAS DE FINAL – Na terça-feira na Praia de Itaúna, as norte-americanas conquistaram a maioria das vagas para as quartas de final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Kirra Pinkerton barrou a experiente Sally Fitzgibbons que liderava o ranking. Ela vai enfrentar a portuguesa Francisca Veselko na primeira bateria. Na segunda, Alyssa Spencer segue na busca pelo bicampeonato na etapa brasileira do Challenger Series, com a australiana Sophie McCulloch.

No duelo seguinte, tem a australiana India Robinson, que assumiu o primeiro lugar no ranking com a vitória sobre a sul-africana Sarah Baum. Sua próxima adversária é a espanhola Nadia Erostarbe, única que ainda briga por vaga no CT 2024, mas só consegue com os 10.000 pontos da vitória em Saquarema. A disputa pela última vaga para as semifinais, será entre as duas surfistas que derrotaram as brasileiras nas oitavas de final, a norte-americana Sawyer Lindblad e a canadense Erin Brooks.

Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

India Robinson também está garantida no Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz

CONFIRMADOS NO CT 2024 – Apenas as mulheres competiram na terça-feira, mas os surfistas que vão disputar classificação para as quartas de final, estiveram na Praia de Itaúna, até a comissão técnica da World Surf League anunciar que só seriam realizadas as oitavas de final femininas. Mesmo assim, foi um dia especial para três atletas que tiveram suas vagas no CT confirmadas, os havaianos Eli Hanneman, Imaikalani deVault e o californiano Jake Marshall, devido a combinação das próximas baterias do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.

“É uma loucura tudo isso. É incrível que Deus tenha me escolhido para estar onde estou agora. É quase inacreditável e ainda estou tentando aceitar isso, de que estou classificado para o CT”, disse Eli Hanneman, que diferente de Imaikalani deVault e Jake Marshall, vai fazer parte do grupo dos melhores surfistas do mundo pela primeira vez em 2024. “Acho que à medida que os anos passam, suas expectativas começam a ser mais fortes, os objetivos ficam maiores. Para mim foi assim e estou muito feliz por ter conseguido atingir a meta. Mas, o trabalho duro começa agora e já estou ansioso para competir em Pipe”.

Imaikalani deVault e Eli Hanneman, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Imaikalani deVault e Eli Hanneman são confirmados pela WSL entre os homens. Foto: WSL / Thiago Diz

BRASILEIROS NA BRIGA – No momento, dois brasileiros estão fechando o grupo dos 10 indicados pelo Challenger Series, para a elite dos top-34 do CT. Deivid Silva já perdeu na segunda-feira e despencou da quinta para a nona posição no ranking, restando ficar na torcida para não sair da lista. Em último no G-10 está Samuel Pupo, que terá um confronto direto com o americano Kade Matson, no duelo que vai fechar as oitavas de final. Quem vencer essa bateria, confirma vaga no CT 2024.

Antes disso, outros dois brasileiros já terão competido. Mateus Herdy, que está em 11.o lugar no ranking, também poderá já ter festejado sua classificação. Isso se ele passar pelo taitiano Mihimana Braye na segunda bateria e o Jackson Baker ter sido eliminado pelo havaiano Shion Crawford na primeira oitava de final. Se o australiano tiver passado, a batalha continua para os dois, que teriam um confronto direto nas quartas de final.

Já Michael Rodrigues ainda tem que chegar nas semifinais para entrar no G-10. Então tem que primeiro passar pelo jovem catarinense Heitor Mueller, que já derrotou Deivid Silva na segunda-feira, na bateria da terceira fase vencida pelo havaiano Eli Hanneman. Além dos brasileiros Samuel Pupo, Mateus Herdy e Michael Rodrigues, do norte-americano Kade Matson e do australiano Jackson Baker, tem o francês Marco Mignot também com chances nessa batalha pelas três últimas vagas para o CT 2024.

Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Jake Marshall está de volta ao Tour da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

PRÓXIMAS BATERIAS DO CORONA SAQUAREMA PRO:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.500 e 3.320 pontos:
1.a: Jackson Baker (AUS) x Shion Crawford (HAV)
2.a: Mateus Herdy (BRA) x Mihimana Braye (TAH)
3.a: Crosby Colapinto (EUA) x Luke Thompson (AFR)
4.a: Imaikalani deVault (HAV) x Nacho Gundesen (ARG)
5.a: Michael Rodrigues (BRA) x Heitor Mueller (BRA)
6.a: Miguel Pupo (BRA) x Eli Hanneman (HAV)
7.a: Frederico Morais (POR) x Marco Mignot (FRA)
8.a: Kade Matson (EUA) x Samuel Pupo (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 4.745 pontos:
1.a: Francisca Veselko (POR) x Kirra Pinkerton (EUA)
2.a: Alyssa Spencer (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)
3.a: India Robinson (AUS) x Nadia Erostarbe (ESP)
4.a: Sawyer Lindblad (EUA) x Erin Brooks (CAN)

RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO CORONA SAQUAREMA PRO:

OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.500 e 3.320 pontos:
1.a: Kirra Pinkerton (EUA) 13,67 x 10,06 Sally Fitzgibbons (AUS)
2.a: Francisca Veselko (POR) 14,03 x 13,57 Vahine Fierro (FRA)
3.a: Sophie McCulloch (AUS) 14,93 x 9,67 Bella Kenworthy (EUA)
4.a: Alyssa Spencer (EUA) 15,33 x 8,50 Isabella Nichols (AUS)
5.a: Nadia Erostarbe (ESP) 12,13 x 12,00 Tessa Thyssen (FRA)
6.a: India Robinson (AUS) 13,50 x 10,33 Sarah Baum (AFR)
7.a: Sawyer Lindblad (EUA) 16,17 x 14,63 Luana Silva (BRA)
8.a: Erin Brooks (CAN) 8,04 x 7,57 Tainá Hinckel (BRA)

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ISA

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por 4 anos

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por mais quatro anos e terá LA28 e a expansão mundial do surfe entre os principais desafios.

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Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

Fernando Aguerre foi reeleito por unanimidade para mais quatro anos como presidente da International Surfing Association (ISA). Divulgação ISA

Fernando Aguerre seguirá por mais quatro anos no comando da International Surfing Association (ISA). O argentino foi reeleito por unanimidade durante a Assembleia Geral Anual da entidade e inicia um novo mandato em um momento importante para o crescimento mundial e olímpico do surfe.

Aguerre ocupa a presidência da ISA desde 1994. Durante esse período, a modalidade passou por uma transformação significativa. Sobretudo, o surfe conquistou espaço no programa olímpico e fez sua estreia nos Jogos de Tóquio 2020. Depois, voltou ao programa em Paris 2024, com a competição realizada nas ondas de Teahupo’o, no Taiti.

Agora, a atenção da entidade se volta para Los Angeles 2028.

LA28 será prioridade no novo mandato

Um dos principais desafios de Fernando Aguerre será conduzir o surfe até sua terceira participação consecutiva nos Jogos Olímpicos. Em LA28, a disputa acontecerá nas ondas de Lower Trestles, na Califórnia.

Além disso, a ISA pretende continuar trabalhando para ampliar a presença da modalidade em diferentes regiões do planeta. Atualmente, a entidade reúne 120 federações nacionais.

A entrada do Zimbábue, aprovada durante a Assembleia Geral, fez a organização atingir essa marca. Portanto, a expansão internacional continuará entre as prioridades do próximo ciclo.

“O surfe olímpico já foi um sonho impossível, mas juntos tornamos esse sonho realidade”, destacou Aguerre ao comentar sua reeleição.

O dirigente também citou Brisbane 2032. Dessa forma, a ISA já olha além dos próximos Jogos e pretende fortalecer a posição do surfe dentro do Movimento Olímpico.

Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

À frente da ISA desde 1994, Fernando Aguerre teve papel decisivo no processo que levou o surfe aos Jogos Olímpicos. Divulgação ISA

ISA também define nomes do Comitê Executivo

A Assembleia Geral também confirmou outros nomes importantes da administração da entidade. Jean-Luc Arassus, da França, e Barbara Kendall, da Nova Zelândia, foram reeleitos vice-presidentes.

Por outro lado, Afridun Amu, do Afeganistão, foi eleito membro regular do Comitê Executivo da ISA.

Além das eleições, a reunião abordou diferentes áreas de desenvolvimento da entidade. Entre os temas discutidos estavam formação de atletas, antidoping, para surfe, sustentabilidade, proteção dos atletas e apoio às federações nacionais.

Igualdade de gênero ganha destaque

A ISA também apresentou dados relacionados à participação feminina na administração do surfe. Segundo a entidade, 88% das federações filiadas possuem pelo menos uma mulher em posição de liderança.

Além disso, 66% das federações participam de iniciativas voltadas à igualdade de gênero. Ao mesmo tempo, 13 mulheres ocupam atualmente cargos de presidente, CEO ou diretora-executiva nas organizações nacionais ligadas à ISA.

Outro projeto destacado foi o Women’s Judging Program. A iniciativa busca aumentar a participação feminina nos painéis de julgamento e terá uma nova edição durante o ISA World Junior Surfing Championship de 2026, em El Salvador.

Aguerre projeta novo capítulo para o surfe mundial

Após ser reeleito, Fernando Aguerre agradeceu a confiança da comunidade internacional do surfe. O dirigente também reforçou que considera o esporte muito mais do que uma competição.

Para ele, o surfe representa uma cultura e uma forma de conexão com a natureza. Por isso, a ISA pretende combinar o crescimento competitivo da modalidade com iniciativas ambientais, sociais e de desenvolvimento.

Assim, Aguerre inicia mais quatro anos à frente da entidade que governa o surfe mundial. Depois de ajudar a transformar em realidade o antigo objetivo de levar o esporte aos Jogos Olímpicos, o argentino terá agora a missão de fortalecer esse legado e ampliar ainda mais o alcance global do surfe.

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Competições

Surfing Champions Trophy 2026 agita as Ilhas Maldivas

Surfing Champions Trophy 2026 reúne seis atletas nas Maldivas, com disputas em três tipos de prancha entre 4 e 11 de setembro.

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Four Seasons Surfing Champions Trophy 2023, Sultan´s, Maldivas. Foto: Divulgação Four Seasons

O cenário paradisíaco de Sultans, nas Maldivas, recebe o Surfing Champions Trophy 2026 entre os dias 4 e 11 de setembro. Foto: Divulgação Four Seasons

O Surfing Champions Trophy 2026 está pronto para transformar as águas cristalinas das Ilhas Maldivas em um palco de técnica, criatividade e adaptação. Entre os dias 4 e 11 de setembro, seis surfistas convidados disputarão a 14ª edição do torneio em Sultans, uma das ondas de direita mais conhecidas do Atol de Malé Norte.

A competição será realizada nas proximidades do Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa. Além disso, o período de espera de oito dias permitirá que os organizadores escolham as melhores condições antes de liberar os atletas para o mar.

Seis surfistas e três tipos de prancha

Mason Ho, Caio Ibelli, Bede Durbidge, Felicity Palmateer, Travis Logie e o surfista maldivo Ahmed Hishaam formam o grupo de competidores. Embora tenham trajetórias bastante diferentes, todos precisarão demonstrar versatilidade para conquistar o título.

Mason Ho, por exemplo, é conhecido por seu estilo instintivo e imprevisível. Já o brasileiro Caio Ibelli, ex-número 8 do mundo, voltará a vestir a lycra de competição três anos após sua última bateria no Championship Tour.

Por outro lado, Bede Durbidge deixará temporariamente sua função de treinador para retornar às disputas. Felicity Palmateer levará ao evento sua experiência em competições, ondas grandes e comunicação. Enquanto isso, Travis Logie retorna ao torneio dez anos depois de sua primeira participação. Finalmente, Ahmed Hishaam contará com uma vantagem especial: o conhecimento adquirido durante uma vida inteira surfando nas águas locais.

Formato exige adaptação dos atletas no Surfing Champions Trophy 2026

O grande diferencial do Surfing Champions Trophy 2026 está no uso de três tipos de prancha. Inicialmente, os atletas competirão com modelos single fin, equipados com uma única quilha. Depois, enfrentarão a divisão twin fin, que utiliza duas quilhas. Por fim, chegarão às modernas pranchas thruster, com três quilhas.

Cada equipamento muda a velocidade, o tempo dos movimentos e as linhas escolhidas na onda. Portanto, dominar apenas uma prancha não será suficiente. O campeão precisará ajustar sua técnica ao longo de todas as fases.

Esse formato valoriza a capacidade de adaptação e, ao mesmo tempo, celebra diferentes períodos da evolução do surfe. Desde sua estreia, em 2011, o evento já recebeu nomes como Kelly Slater, Carissa Moore, Taj Burrow, Joel Parkinson, Rob Machado, Maya Gabeira e Mark Occhilupo.

Caio Ibelli, Austrália

O brasileiro Caio Ibelli está entre os seis surfistas convidados para disputar o Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Arquivo pessoal

Ondas de Sultans favorecem o espetáculo

As condições recentes no Oceano Índico aumentam a expectativa para o campeonato. Uma sequência consistente de ondulações manteve o Atol de Malé Norte ativo nas últimas semanas. Assim, o cenário é promissor para o início do período de espera.

Sultans oferece paredes longas e abertas, ideais para explorar as características de cada prancha. Consequentemente, os competidores poderão apresentar linhas clássicas com as single fins, velocidade com as twin fins e manobras mais modernas com as thrusters.

Em 2025, Michel Bourez conquistou o título geral após retornar de uma lesão. Além da vitória, o taitiano conseguiu a única nota 10 perfeita daquela edição. Agora, seis novos competidores terão a oportunidade de escrever seu nome na história do torneio.

Com grandes atletas, um formato único e uma das paisagens mais impressionantes do planeta, o Surfing Champions Trophy 2026 promete uma semana inesquecível. As pranchas estão prontas, os surfistas estão chegando e o Oceano Índico prepara o último elemento necessário: as ondas.

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Competições

Ryan Kainalo vence em Pantín e sobe para 3º no CS

Ryan Kainalo vence o QS 6000 de Pantín, soma 6.000 pontos e salta para 3º no Challenger Series. Ian Gouveia também avança no ranking.

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Ryan Kainalo Carry Up 26Pantin 3066 Masurel

Ryan Kainalo conquistou em Pantín a maior vitória de sua carreira. Foto: WSL / Laurent Masurel

Ryan Kainalo conquistou neste domingo (30) a maior vitória de sua carreira. O brasileiro de 20 anos venceu o ABANCA Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, primeiro QS 6000 Internacional da temporada. Além do título, o resultado provocou uma grande mudança na situação do surfista na corrida pela elite mundial.

Com os 6.000 pontos conquistados em Pantín, Ryan subiu 15 posições. Dessa forma, o brasileiro agora aparece em terceiro lugar no ranking masculino do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Além disso, o resultado na Espanha reforçou a presença brasileira entre os primeiros colocados. Atualmente, o Brasil tem três surfistas no Top 5 e cinco entre os dez melhores do ranking.

Ryan Kainalo decide título nos minutos finais

Ryan foi um dos grandes destaques da semana em Pantín. Durante a competição, o brasileiro apresentou um surfe agressivo, com fortes manobras de borda e aéreos.

Na decisão, Ryan enfrentou o australiano Kobi Clements. O brasileiro começou bem e conseguiu 7,17. No entanto, Clements respondeu com 8,67 e assumiu a liderança.

Com isso, Ryan chegou aos dois minutos finais precisando de 6,68 para virar a bateria.

Na última oportunidade, o brasileiro começou a onda com um carve. Em seguida, encontrou uma seção e completou uma rotação aérea.

A nota foi 6,77. Assim, Ryan assumiu a liderança e garantiu o título por apenas 0,10 ponto: 13,94 a 13,84.

“É a maior vitória da minha carreira. Com esses pontos indo para o ranking do Challenger Series, agora estou no jogo”, afirmou Ryan após a conquista.

Ryan Kainalo 26Pantin 3019 Masurel

Ryan somou 6.000 pontos com o título do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro. Foto: WSL / Laurent Masurel

Vitória leva Ryan ao Top 3 do Challenger Series

O troféu foi importante, mas os 6.000 pontos conquistados na Espanha também tiveram impacto direto na temporada de Ryan Kainalo.

Antes de Pantín, o brasileiro ocupava a 18ª colocação. Depois da vitória, ganhou 15 posições e chegou ao terceiro lugar do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Dessa maneira, Ryan aparece atrás apenas dos norte-americanos Jake Marshall e Cole Houshmand.

Os pontos conquistados no QS Internacional já estão incorporados ao total apresentado no ranking do Challenger Series. No entanto, a classificação consultada após o evento ainda não mostra essa pontuação separadamente na coluna “Intl QS”.

No caso de Ryan, a conta permite identificar a inclusão do resultado. O brasileiro tinha 4.745 e 250 pontos referentes aos dois primeiros eventos. Agora, com os 6.000 conquistados em Pantín, o total chega exatamente aos 10.995 pontos apresentados na classificação.

Portanto, embora a coluna específica ainda não mostre os 6.000 pontos, o resultado de Pantín já está considerado no total de Ryan.

Podium Men and Women 26Pantin 3248 Masurel

Pódio do QS 6000 Internacional de Pantín. Foto: WSL / Laurent Masurel

Brasil coloca três surfistas no Top 5

Ian Gouveia também saiu fortalecido da etapa espanhola. O brasileiro chegou às semifinais e, consequentemente, ganhou posições importantes na classificação.

Ian subiu cinco lugares e agora ocupa a quinta posição do Challenger Series, com 10.105 pontos.

Curiosamente, sua campanha terminou justamente diante de Ryan Kainalo. Os dois brasileiros se enfrentaram na semifinal, e Ryan venceu por 14,03 a 5,57.

Com a atualização após Pantín, o Brasil passou a ter três representantes entre os cinco primeiros colocados:

3º Ryan Kainalo – 10.995 pontos
4º Wesley Dantas – 10.180 pontos
5º Ian Gouveia – 10.105 pontos

Além deles, Deivid Silva aparece na sétima posição, com 9.025 pontos. Mateus Herdy, por sua vez, ocupa o décimo lugar, com 8.065.

Assim, o Brasil tem cinco representantes entre os dez primeiros colocados do Challenger Series masculino.

Ian Gouveia 26Pantin 1819 Masurel

Ian Gouveia chegou às semifinais em Pantín e subiu para o quinto lugar no Challenger Series. Foto: WSL / Laurent Masurel

Sierra Kerr vence no feminino

No feminino, Sierra Kerr confirmou a grande fase. A australiana derrotou a portuguesa Maria Salgado por 13,10 a 5,17 na decisão. Com isso, Sierra também conquistou os 6.000 pontos de Pantín.

A australiana já liderava o Challenger Series. Além disso, vinha da vitória no US Open of Surfing, seu primeiro título no circuito.

Agora, com o resultado na Espanha, Sierra chegou a 20.745 pontos e fortaleceu ainda mais sua campanha na corrida pelo Championship Tour.

Antes da final, Sierra também protagonizou uma das melhores baterias do dia. Na semifinal, por exemplo, a australiana derrotou a norte-americana Eden Walla por 15,00 a 13,20.

Resultados do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro

Masculino

Final

Ryan Kainalo (BRA) 13,94 x 13,84 Kobi Clements (AUS)

Semifinais

1 Ryan Kainalo (BRA) 14,03 x 5,57 Ian Gouveia (BRA)
2 Kobi Clements (AUS) 13,90 x 13,34 Jorgann Couzinet (FRA)

Quartas de final

1 Ryan Kainalo (BRA) 11,57 x 9,23 Levi Slawson (EUA)
2 Ian Gouveia (BRA) 14,94 x 13,67 Eden Hasson (AUS)
3 Kobi Clements (AUS) 13,13 x 8,04 Hans Odriozola (ALE)
4 Jorgann Couzinet (FRA) 14,84 x 9,93 Caleb Tancred (AUS)

Feminino

Final

Sierra Kerr (AUS) 13,10 x 5,17 Maria Salgado (POR)

Semifinais

1 Maria Salgado (POR) 12,16 x 9,27 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS)
2 Sierra Kerr (AUS) 15,00 x 13,20 Eden Walla (EUA)

Quartas de final

1 Maria Salgado (POR) 12,50 x 8,40 Carla Morera De La Vall (ESP)
2 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS) 11,66 x 9,77 Nanaho Tsuzuki (JAP)
3 Eden Walla (EUA) 11,83 x 11,00 India Robinson (AUS)
4 Sierra Kerr (AUS) 13,83 x 8,97 Anon Matsuoka (JAP)

Próximo QS 6000 será em Portugal

Por fim, os competidores terão pouco tempo para descanso. O segundo QS 6000 Internacional da temporada acontece em Matosinhos, Portugal, entre 1º e 6 de setembro.

A etapa será mais uma oportunidade para somar pontos importantes na corrida pelo Championship Tour. Por isso, o evento ganha peso especial para os brasileiros que já aparecem nas primeiras posições.

Ryan Kainalo chega a Portugal em uma situação completamente diferente daquela que tinha antes de Pantín. Afinal, o brasileiro saiu do 18º lugar, conquistou a maior vitória de sua carreira e agora ocupa a terceira posição do Challenger Series.

Ian Gouveia também chega fortalecido. Além disso, com cinco brasileiros atualmente no Top 10, a disputa pelas vagas na elite mundial ganha ainda mais importância para o surf brasileiro nas próximas etapas.

Em suma, Pantín mudou significativamente o cenário do Challenger Series para Ryan Kainalo. O brasileiro chegou à Espanha em 18º, saiu como campeão e segue para Portugal ocupando o Top 3 da corrida pela elite.

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