Campeão mundial master da ISA em 2024, Diego Rosa é o novo convidado do Fala Papah!. Foto: ISA / Pablo Franco
Conquistar um título mundial costuma ser o ponto mais alto da carreira de um atleta. No caso de Diego Rosa, porém, a maior vitória aconteceu muito antes de subir ao lugar mais alto do pódio.
Em entrevista ao podcast Fala Papah!, o campeão mundial master da ISA abriu o coração para contar como enfrentou um período de depressão, se afastou completamente do surfe e precisou reconstruir a própria vida antes de voltar a competir.
A depressão afastou Diego Rosa do surfe
Depois de muitos anos competindo em alto nível, Diego Rosa viu sua carreira mudar de rumo. Sem patrocínio e longe do circuito profissional, entrou em uma fase extremamente difícil.
Durante a conversa, ele revelou que ficou quase dois anos sem surfar, ganhou cerca de 25 quilos e perdeu completamente a motivação para praticar o esporte que sempre fez parte da sua vida.
Segundo Diego, houve momentos em que sequer tinha vontade de sair da cama. Ele também contou que chegou a recorrer ao álcool e só mais tarde compreendeu que estava enfrentando uma depressão.
O surfista fez questão de destacar que, durante muitos anos, acreditava que a depressão era apenas um estado passageiro. Depois de viver essa experiência, mudou completamente sua visão sobre o assunto.
O apoio da família foi fundamental
Outro ponto importante destacado por Diego Rosa foi o apoio recebido durante esse processo.
Ele afirmou que a família, especialmente a esposa, teve papel decisivo para ajudá-lo a reencontrar o caminho. Além disso, contou que buscou forças na espiritualidade e decidiu mudar completamente sua rotina para deixar aquele período para trás.
O surfe se tornou o caminho para a recuperação
Curiosamente, Diego Rosa não voltou ao mar pensando em títulos.
Segundo ele, a decisão de voltar a surfar aconteceu porque precisava recuperar a saúde física e mental.
Com o retorno aos treinos, a disposição voltou, a qualidade de vida melhorou e o esporte passou a ser uma ferramenta para reconstruir sua autoestima. Somente depois desse processo surgiu novamente a vontade de competir.
Pouco tempo depois, vieram os resultados.
Diego conquistou o Campeonato Brasileiro Master, voltou a ter patrocinadores e alcançou o maior feito da carreira ao vencer o Mundial Master da ISA em 2024.
Antes da conquista do ouro, Diego superou a depressão. Foto: ISA / Jersson Barboza
A música “Curing” nasceu dessa transformação
Durante o episódio, Diego também falou sobre “Curing”, música gravada em parceria com Murilo Naspolini, conhecido artisticamente como Murahead.
A canção retrata exatamente o período mais difícil vivido pelo surfista. A letra aborda sentimentos como escuridão, perda de rumo e a reconstrução até alcançar novamente a esperança.
Segundo Diego, a música representa sua caminhada desde o “fundo do poço” até a conquista do ouro mundial.
Um novo Diego Rosa
Quem acompanhou a carreira de Diego Rosa no circuito profissional certamente percebeu outra mudança.
Conhecido no passado por ser um atleta mais fechado e intenso durante as competições, ele afirma que hoje vive uma fase completamente diferente.
O surfista reconhece que amadureceu, aprendeu com os erros e entende que estar mais leve, sorridente e aberto às pessoas trouxe benefícios dentro e fora do esporte.
Uma mensagem para quem enfrenta momentos difíceis
Ao final da entrevista, Diego Rosa deixou uma mensagem para quem passa por dificuldades semelhantes.
Ele incentivou as pessoas a não desistirem da prática esportiva, ressaltando que o exercício pode ser um importante aliado da saúde física e mental. Também aconselhou atletas a planejarem a vida além da carreira competitiva, evitando que o fim do ciclo esportivo provoque crises emocionais.
Para ele, sempre existe a possibilidade de recomeçar.
As praias da Bahia fazem parte da história construída pela Federação Baiana de Surf ao longo de cinco décadas. Foto: Fabriciano Jr.
A Federação Baiana de Surf completou 50 anos no dia 27 de julho de 2026. Fundada em 1976, no antigo Clube Português, na Pituba, em Salvador, a entidade acompanhou o crescimento do esporte e participou de alguns dos capítulos mais importantes do surfe na Bahia.
A criação da Federação foi idealizada por Ivo Almeida e por outros apaixonados pelo esporte, entre eles Carlão, Tourão, Menandro, Paulinho Grimaldi, Popó e Maurício Abubakir. Naquele período, o surfe ainda começava a se organizar como modalidade esportiva na Bahia e no Brasil.
Ao longo de cinco décadas, a entidade contribuiu para a realização de campeonatos, formação de atletas, desenvolvimento de novos talentos e fortalecimento institucional do surfe baiano. A trajetória também foi construída por meio de parcerias com organizações como ABRASP, Confederação Brasileira de Surf, antiga ASP e WSL, além de empresas, prefeituras e Governo do Estado.
O litoral baiano recebeu campeonatos que revelaram talentos e fortaleceram o surfe no estado. Foto: Fabriciano Jr.
Federação Baiana de Surf e seus grandes campeões
A história da Federação Baiana de Surf está diretamente ligada às conquistas de atletas que levaram o nome da Bahia ao cenário nacional e internacional.
Jojó de Olivença tornou-se o primeiro baiano campeão brasileiro profissional, o primeiro bicampeão nacional e o primeiro surfista negro a integrar a elite mundial. Mandinho permaneceu durante sete temporadas entre os melhores do mundo e conquistou o título do WQS, circuito que atualmente corresponde ao Challenger Series.
Christiano Spirro também protagonizou resultados históricos ao vencer duas vezes o australiano Mark Occhilupo no Rio de Janeiro e superar o tricampeão mundial Andy Irons em Fiji.
Nas ondas gigantes, Danilo Couto, Márcio Freire e Yuri Soledade formaram o grupo que ficou conhecido mundialmente como Mad Dogs. Os três baianos tornaram-se referências no Big Surf pelo pioneirismo, coragem e contribuição ao desenvolvimento da modalidade.
Outro nome de destaque nessa trajetória é o ilheense Dijackson Santos. Primeiro tricampeão brasileiro e campeão mundial de parasurf, o atleta contou com o acompanhamento da Federação e com o apoio de programas de incentivo, como o Bolsa Atleta.
Seu histórico de conquistas reforça a presença da Bahia no parasurf e mostra a importância de iniciativas voltadas à formação e ao desenvolvimento de atletas.
Campeonato Baiano revelou diferentes gerações
Durante os 50 anos da Federação Baiana de Surf, o Campeonato Baiano revelou e consagrou várias gerações. A relação de campeões e atletas que marcaram a competição inclui Christiano Spirro, Armando Daltro, Jojó de Olivença, Bino Lopes, Marco Fernandez, Rudá Carvalho, Franklin Serpa, Bruno Galini, Maria Eduarda, entre muitos outros.
A Bahia também recebeu competições nacionais e internacionais vencidas por nomes como Kanoa Igarashi, Adriano de Souza e Alex Ribeiro. Esses eventos ajudaram a consolidar o litoral baiano como palco de grandes disputas do surfe.
A construção desse legado passou pelo trabalho de diferentes diretorias e presidentes. Em 2015, a entidade conquistou o inédito título de campeã brasileira de base.
FBSurf projeta os próximos 50 anos
Sob a presidência de Alisson Reis, a FBSurf chega ao cinquentenário com o desafio de preservar sua história e, ao mesmo tempo, preparar o surfe baiano para o futuro.
A entidade pretende continuar trabalhando para tornar o esporte mais forte, popular e profissional, ampliando oportunidades e revelando novos talentos. O cinquentenário representa, portanto, não apenas uma celebração das conquistas do passado, mas também a renovação do compromisso com as próximas gerações.
Acompanhe toda a emoção da segunda etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, direto de Ubatuba (SP).
O circuito mais tradicional das categorias de base do surfe brasileiro chega à sua segunda parada da temporada reunindo alguns dos principais talentos do país, que seguem na disputa pelo título de 2026.
Ao longo de sua história, o Hang Loose Surf Attack revelou atletas que marcaram época no surfe mundial, como Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo, além de diversos outros competidores que hoje se destacam nos cenários nacional e internacional.
Local e período do evento
Ubatuba (SP)
31 de julho a 2 de agosto de 2026
Categorias em disputa
Masculino e feminino:
Sub-12
Sub-14
Sub-16
Sub-18
Cronograma
O cronograma oficial será divulgado pela organização mais próximo do início da competição, de acordo com as condições do mar.
Sistema de pontuação
O ranking do Hang Loose Surf Attack 2026 é definido pela soma dos resultados das três etapas do circuito.
1ª etapa: 1.000 pontos
2ª etapa: 1.000 pontos
3ª etapa (final): 1.500 pontos
A etapa decisiva terá peso maior na definição dos campeões da temporada.
Premiação
A premiação por etapa seguirá o seguinte formato:
1º lugar: R$ 1.000
2º lugar: R$ 800
3º lugar: R$ 500
4º lugar: R$ 400
A premiação não se aplica à categoria Sub-12.
Além da premiação individual, haverá premiação para as cidades:
Cidade campeã: R$ 1.000
Cidade vice-campeã: R$ 500
Patrocínio e apoio
A segunda etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 conta com patrocínio da Hang Loose.
O evento é uma realização da Associação Ubatuba de Surf (AUS), com apoio da Fu Wax, Prefeitura Municipal de Ubatuba, Tachão de Ubatuba, Restaurante Quintal do Mar e Pousada Canto do Dado.
Homologação: Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf).
Iapa, fundador da Neuronha, fala sobre Fernando de Noronha, surfe, fotografia, empreendedorismo e preservação no novo episódio do Fala Papah!
O novo episódio do Fala Papah! traz uma conversa inspiradora com Rildo Iaponã, mais conhecido como Iapa, fundador da marca Neuronha e um dos empreendedores mais conhecidos de Fernando de Noronha.
Em um bate-papo conduzido por Ader Oliveira, Iapa relembra sua trajetória desde os primeiros passos no surfe até a decisão de construir uma vida em uma das ilhas mais famosas do mundo. O episódio também revela bastidores pouco conhecidos de sua carreira como fotógrafo, empreendedor e incentivador do surfe local.
Ao longo da conversa, Iapa conta como Fernando de Noronha transformou sua maneira de enxergar a vida, fala sobre os desafios enfrentados antes de chegar à ilha e explica como nasceu a Neuronha, marca que hoje se tornou uma das principais referências quando o assunto é Noronha.
Outro tema abordado é a convivência com artistas, atletas e personalidades que visitam Fernando de Noronha ao longo do ano. Sem focar em fofocas, o episódio mostra como a simplicidade da ilha aproxima pessoas de diferentes estilos de vida e contribui para criar um ambiente único.
O podcast também abre espaço para discutir a importância da preservação ambiental. Iapa faz um alerta para que turistas respeitem os animais, mantenham distância da fauna local e entendam que a maior lembrança de Fernando de Noronha não está em conchas ou pedras retiradas da natureza, mas nas experiências vividas durante a viagem.
Para os apaixonados pelo surfe, o episódio ainda traz uma reflexão sobre a evolução do esporte, o mercado do surfwear, a formação de atletas em Fernando de Noronha e o apoio que a Neuronha oferece ao surfe local, incluindo nomes como Michael Rodrigues, Luel Felipe e Monik Santos.
Iapa é o criador da marca Neuronha. Foto: Divulgação
Durante a entrevista, Iapa também compartilha sua visão como empreendedor, analisa as transformações do turismo em Fernando de Noronha e explica por que acredita que a ilha exerce um impacto tão profundo sobre quem a conhece.
Mais do que uma conversa sobre surfe ou negócios, o episódio apresenta uma história de escolhas, propósito e conexão com um dos lugares mais especiais do Brasil.
O episódio completo já está disponível no canal Fala Papah! no YouTube e também nas principais plataformas de áudio. É uma oportunidade para conhecer um lado pouco explorado de Fernando de Noronha através da experiência de quem vive na ilha há décadas e participa ativamente do seu desenvolvimento cultural, esportivo e turístico.