Conecte-se conosco
barra inferior

Brasil

Diego Rosa revela como venceu a depressão e virou campeão

Diego Rosa conta como superou a depressão, voltou ao surfe e conquistou o título mundial master da ISA em entrevista ao Fala Papah.

Publicado

em

BRA ath Diego Rosa ath ph Pablo Franco ph 0423

Campeão mundial master da ISA em 2024, Diego Rosa é o novo convidado do Fala Papah!. Foto: ISA / Pablo Franco

Conquistar um título mundial costuma ser o ponto mais alto da carreira de um atleta. No caso de Diego Rosa, porém, a maior vitória aconteceu muito antes de subir ao lugar mais alto do pódio.

Em entrevista ao podcast Fala Papah!, o campeão mundial master da ISA abriu o coração para contar como enfrentou um período de depressão, se afastou completamente do surfe e precisou reconstruir a própria vida antes de voltar a competir.

A depressão afastou Diego Rosa do surfe

Depois de muitos anos competindo em alto nível, Diego Rosa viu sua carreira mudar de rumo. Sem patrocínio e longe do circuito profissional, entrou em uma fase extremamente difícil.

Durante a conversa, ele revelou que ficou quase dois anos sem surfar, ganhou cerca de 25 quilos e perdeu completamente a motivação para praticar o esporte que sempre fez parte da sua vida.

Segundo Diego, houve momentos em que sequer tinha vontade de sair da cama. Ele também contou que chegou a recorrer ao álcool e só mais tarde compreendeu que estava enfrentando uma depressão.

O surfista fez questão de destacar que, durante muitos anos, acreditava que a depressão era apenas um estado passageiro. Depois de viver essa experiência, mudou completamente sua visão sobre o assunto.

O apoio da família foi fundamental

Outro ponto importante destacado por Diego Rosa foi o apoio recebido durante esse processo.

Ele afirmou que a família, especialmente a esposa, teve papel decisivo para ajudá-lo a reencontrar o caminho. Além disso, contou que buscou forças na espiritualidade e decidiu mudar completamente sua rotina para deixar aquele período para trás.

O surfe se tornou o caminho para a recuperação

Curiosamente, Diego Rosa não voltou ao mar pensando em títulos.

Segundo ele, a decisão de voltar a surfar aconteceu porque precisava recuperar a saúde física e mental.

Com o retorno aos treinos, a disposição voltou, a qualidade de vida melhorou e o esporte passou a ser uma ferramenta para reconstruir sua autoestima. Somente depois desse processo surgiu novamente a vontade de competir.

Pouco tempo depois, vieram os resultados.

Diego conquistou o Campeonato Brasileiro Master, voltou a ter patrocinadores e alcançou o maior feito da carreira ao vencer o Mundial Master da ISA em 2024.

Diego Rosa Gold Medal Ath Ph Jersson Barboza Ph 1

Antes da conquista do ouro, Diego superou a depressão. Foto: ISA / Jersson Barboza 

A música “Curing” nasceu dessa transformação

Durante o episódio, Diego também falou sobre “Curing”, música gravada em parceria com Murilo Naspolini, conhecido artisticamente como Murahead.

A canção retrata exatamente o período mais difícil vivido pelo surfista. A letra aborda sentimentos como escuridão, perda de rumo e a reconstrução até alcançar novamente a esperança.

Segundo Diego, a música representa sua caminhada desde o “fundo do poço” até a conquista do ouro mundial.

Um novo Diego Rosa

Quem acompanhou a carreira de Diego Rosa no circuito profissional certamente percebeu outra mudança.

Conhecido no passado por ser um atleta mais fechado e intenso durante as competições, ele afirma que hoje vive uma fase completamente diferente.

O surfista reconhece que amadureceu, aprendeu com os erros e entende que estar mais leve, sorridente e aberto às pessoas trouxe benefícios dentro e fora do esporte.

Uma mensagem para quem enfrenta momentos difíceis

Ao final da entrevista, Diego Rosa deixou uma mensagem para quem passa por dificuldades semelhantes.

Ele incentivou as pessoas a não desistirem da prática esportiva, ressaltando que o exercício pode ser um importante aliado da saúde física e mental. Também aconselhou atletas a planejarem a vida além da carreira competitiva, evitando que o fim do ciclo esportivo provoque crises emocionais.

Para ele, sempre existe a possibilidade de recomeçar.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ao Vivo

Transmissão ao vivo – Hang Loose Surf Attack 2026 | Maresias

Assista ao vivo à etapa final do Hang Loose Surf Attack 2026, direto da Praia de Maresias, em São Sebastião (SP).

Publicado

em

Por

Acompanhe ao vivo a terceira e última etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, direto da Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A competição acontece de 17 a 19 de setembro e define os campeões da temporada.

Nesta página, você acompanha as notas, resultados e classificação das baterias em tempo real durante a etapa decisiva.

O circuito mais tradicional das categorias de base do surfe brasileiro chega à decisão reunindo alguns dos principais talentos da nova geração do país. Além disso, a etapa de Maresias terá peso maior no ranking individual, deixando ainda mais aberta a disputa pelos títulos de 2026.

Ao longo de sua história, o Hang Loose Surf Attack revelou atletas que chegaram à elite mundial e marcaram época no surfe brasileiro, como Adriano de Souza, Gabriel Medina e Filipe Toledo.

Hang Loose Surf Attack 2026 ao vivo

A etapa decisiva será realizada na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), entre os dias 17 e 19 de setembro de 2026.

A programação de cada dia será definida pela organização de acordo com as condições do mar. Portanto, os horários das baterias poderão sofrer alterações ao longo da competição.

Cronograma sujeito a alterações pela organização, conforme as condições do mar.

Baterias da etapa final

As baterias da terceira etapa já estão definidas. A competição reúne atletas das categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18, no masculino e feminino.

Confira aqui as baterias completas do Hang Loose Surf Attack em Maresias.

Sistema de pontuação

A terceira e última etapa terá peso 1,5 no ranking individual. Dessa forma, os resultados em Maresias terão importância ainda maior na definição dos campeões da temporada.

  • 1ª etapa: até 1.000 pontos
  • 2ª etapa: até 1.000 pontos
  • 3ª etapa (final): até 1.500 pontos

Já no ranking de cidades/associações, a pontuação permanece normal. Assim, a cidade vencedora da etapa receberá 1.000 pontos.

Premiação

Nas categorias Sub-14, Sub-16 e Sub-18, no masculino e feminino, a premiação individual será:

  • 1º lugar: R$ 1.000
  • 2º lugar: R$ 800
  • 3º lugar: R$ 500
  • 4º lugar: R$ 400

A premiação em dinheiro não se aplica às categorias Sub-12.

Além disso, haverá premiação para as cidades:

  • Cidade campeã: R$ 1.000
  • Cidade vice-campeã: R$ 500

Patrocínio e apoio

A terceira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 tem patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu Wax, A Firma Pizzas, Tachão de Ubatuba, 4 Telecom, Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Associação de Surf de São Sebastião (ASSS) e Associação de Surf de Maresias (ASM).

Além disso, a homologação é da Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf). A hospedagem oficial é a Pousada Maréatoa.

Hang Loose Surf Attack 2026 em Maresias

Continue Lendo

Bahia

Circuito Itacaré é SURF 2026 na Praia da Tiririca

Etapa do Circuito Itacaré é SURF 2026 acontece em 17 e 18 de outubro, na Praia da Tiririca, com competição, ações ambientais e cultura.

Publicado

em

Por

Circuito Itacaré é SURF 2026 reúne surf, cultura e meio ambiente na Praia da Tiririca. Foto: Fabriciano Jr.

Circuito Itacaré é SURF 2026 reúne surf, cultura e meio ambiente na Praia da Tiririca. Foto: Fabriciano Jr.

Nos dias 17 e 18 de outubro, a Praia da Tiririca, em Itacaré, recebe mais uma etapa do Circuito Itacaré é SURF 2026. Atletas de diferentes regiões da Bahia disputarão pontos no circuito. Além disso, a programação reunirá ações ambientais, exposições, artistas, comerciantes locais, um workshop e música.

Considerada um dos principais palcos do surf baiano, a Tiririca receberá competidores locais e de outras regiões do estado. Ao mesmo tempo, a etapa dará visibilidade aos talentos de Itacaré e à nova geração da modalidade.

Espaço Além das Ondas reúne instituições e comunidade local

O Circuito Itacaré é SURF foi criado para integrar esporte, meio ambiente, cultura, conhecimento e economia local. Por isso, as atividades não ficarão restritas às baterias da competição.

Durante o evento, o espaço Além das Ondas reunirá exposições e ações da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e do Projeto Baleia Jubarte. Sediada em Ilhéus, a UESC atua na região sul da Bahia. Já o Projeto Baleia Jubarte desenvolve trabalhos de pesquisa, educação ambiental e conservação da espécie. A instituição também mantém uma base em Itacaré.

Artistas e comerciantes locais participarão do espaço. Assim, o público poderá acompanhar a competição e conhecer iniciativas ligadas ao ambiente marinho, à cultura e à economia da cidade. No entanto, o material do evento ainda não detalha as ações que cada participante apresentará.

Workshop com Rodrigo Bareja e música

A programação prevê um workshop com Rodrigo Bareja, que já atuou na área de Comunicação e Marketing da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). A atividade deve promover a troca de conhecimentos e experiências com atletas, profissionais e interessados em surf. Por enquanto, o tema, o horário e os demais detalhes do workshop ainda estão em definição.

Além disso, a música fará parte da programação dos dois dias. Os artistas e horários das apresentações ainda não foram informados. Dessa forma, a competição e as atividades fora da água devem reunir diferentes públicos na Praia da Tiririca.

Com essa proposta, o Circuito Itacaré é SURF 2026 reforça a ligação de Itacaré com a modalidade. Ao mesmo tempo, abre espaço para instituições, artistas e comerciantes locais participarem do evento.

Serviço

Evento: etapa do Circuito Itacaré é SURF 2026
Quando: 17 e 18 de outubro de 2026
Onde: Praia da Tiririca, Itacaré (BA)
Contato por WhatsApp: (73) 99831-2421

Cronograma sujeito a alterações pela organização, conforme as condições do mar.

Continue Lendo

Bahia

Lapo Coutinho relembra grandes tretas no Havaí

Lapo Coutinho relembra no Fala Papah grandes tretas do surfe no Havaí, com histórias de Fast Eddie, Biju, Neco, Andy Irons e outros.

Publicado

em

Por

Lapo Coutinho no Fala Papah!

Lapo Coutinho volta com tudo ao Fala Papah! Foto: Divulgação

O Havaí ocupa um lugar especial na história do surfe mundial. No entanto, quem acompanhou o North Shore em outras décadas sabe que o cenário também viveu períodos muito mais tensos. No novo episódio do Fala Papah!, Lapo Coutinho relembra algumas das maiores tretas que presenciou durante seus anos no arquipélago.

Lapo está de volta ao podcast depois da repercussão de sua primeira participação. Desta vez, porém, o programa é praticamente inteiro dedicado às histórias de conflitos, localismo, rivalidades e situações que marcaram uma época do surfe havaiano.

Logo no início, ele explica que o contexto era muito diferente do atual. Além disso, ressalta que o Havaí mudou bastante ao longo dos anos e que muitas das situações relatadas pertencem a outro momento da história do esporte.

Fast Eddie, Biju e outras histórias

Ao longo da conversa, Lapo passa por personagens conhecidos de diferentes gerações. Entre eles estão Fast Eddie, Marcelo Biju, Maurício Pelé, Neco Padaratz, Paulo Moura, Peterson Rosa e Andy Irons.

Uma das histórias envolve Marcelo Biju e uma confusão no Havaí. Em outro momento, Lapo relembra um episódio envolvendo Maurício Pelé no Backdoor Shootout em Honolua Bay. Posteriormente, aparecem também as histórias de Neco e de Paulo Moura, além de situações envolvendo havaianos conhecidos daquela época.

O programa ainda entra nos bastidores das competições. Lapo conta, por exemplo, como determinadas situações podiam colocar até mesmo juízes e integrantes da organização sob enorme pressão. Assim, o episódio ajuda a mostrar um lado do circuito profissional que dificilmente aparecia nas transmissões.

Andy Irons e a pressão de uma disputa mundial

Já na parte final, Lapo relembra um episódio envolvendo Andy Irons durante uma disputa pelo título mundial. A história mostra como a tensão competitiva podia se misturar ao ambiente do North Shore.

Além das brigas, o episódio procura explicar por que esse cenário mudou. Segundo Lapo, o aumento do profissionalismo, regras mais claras nas competições e uma atuação maior das autoridades contribuíram para reduzir os episódios de violência. Ao mesmo tempo, uma geração que protagonizou aquele período envelheceu e o próprio ambiente do surfe profissional se transformou.

Dessa forma, o novo Fala Papah! não se resume a uma sequência de histórias de pancadaria. O programa também funciona como um registro de uma fase do Havaí que marcou gerações de surfistas brasileiros.

Lapo Coutinho viveu de perto boa parte desse período. Agora, ele reúne algumas dessas histórias e explica como era estar no North Shore quando, como ele próprio resume no episódio, “o bicho pegava”.

Veja também:

Continue Lendo

Bombando

Você não pode copiar conteúdos deste site.