Luana Silva perde nas oitavas em Saquarema e está fora da briga pelas vagas do Challenger Series da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz
O Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil definiu as quartas de final femininas na terça-feira, com as brasileiras Luana Silva e Tainá Hinckel perdendo nas últimas baterias das oitavas de final. Foi um dia só de competição feminina e de muita alegria para seis surfistas que tiveram suas classificações confirmadas para a elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) de 2024. Restam três vagas para serem decididas e Samuel Pupo, Mateus Herdy e Michael Rodrigues, estão na briga por elas. Essa batalha ficou para a quinta-feira, pois analisando a previsão das ondas, já foi decretado que não haverá competição na quarta-feira em Itaúna.
Nenhum brasileiro conseguiu classificação pelo Challenger Series 2023 ainda, para se juntar a Filipe Toledo, Gabriel Medina, Italo Ferreira, João Chianca, Yago Dora, Caio Ibelli, Miguel Pupo e Tatiana Weston-Webb no CT 2024. Dos seis nomes oficializados pela World Surf League, três são da categoria masculina que nem competiram na terça-feira, os havaianos Eli Hanneman, Imaikalani deVault e o norte-americano Jake Marshall. Pelo ranking feminino, a australiana India Robinson e a norte-americana Sawyer Lindblad, foram confirmadas antes mesmo de disputar as oitavas de final.
A única classificação garantida dentro d´água, foi a da norte-americana Alyssa Spencer, no confronto direto com a australiana Isabella Nichols. Quem vencesse, confirmava seu nome no CT 2024. Alyssa vem de vitória no Challenger Series de Portugal e foi a campeã do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil no ano passado. Ela surfou a melhor onda da bateria e a nota 8,50 recebida, decidiu a vitória por 15,33 a 8,50 pontos. Depois do primeiro título em etapas do Challenger Series, Alyssa Spencer agora festejou classificação para o CT, nas mesmas ondas da Praia de Itaúna.
“Realmente, acho que tenho uma ligação especial com Saquarema. Não sei se são as ondas, a energia das pessoas. No ano passado, a minha primeira vitória em Challenger Series foi aqui, agora foi onde me classifiquei para o CT, então já é um lugar muito especial para mim”, disse Alyssa Spencer. “Eu fiquei tão perto da vaga nos três últimos anos, as pessoas sempre me perguntando se ia ser o ano e eu estava cansada de ouvir isso. Então, realmente é um grande alívio ter conseguido me classificar agora”.
Alyssa Spencer se emociona ao garantir a classificação para o Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz
Com este resultado, Luana Silva conseguiria tirar o último lugar no G-5 da Isabella Nichols, se chegasse nas semifinais do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Ela enfrentou a nova top da elite da WSL, Sawyer Lindblad. A norte-americana já entrou no mar sabendo que sua vaga estava confirmada. Mas surfou com muita força e velocidade, estabelecendo um novo recorde no Challenger Series de Saquarema, 16,17 pontos com notas 8,17 e 8,00, contra 14,63 da brasileira.
“É incrível saber que já estou classificada (para o CT) e meu objetivo sempre foi conseguir a vaga com 18 anos (de idade), então estou muito feliz por ter conquistado isso”, disse Sawyer Lindblad. “As pessoas da minha cidade, sempre me ajudaram bastante a surfar meu máximo e já teve mais surfistas de San Clemente se classificando aqui, a Alyssa (Spencer), o Crosby (Colapinto). Então, estou muito animada para o próximo ano. Foi uma longa temporada e bom que vou ficar um tempo em casa, com a família”.
BRASILEIRAS ELIMINADAS – Luana Silva até surfou bem, destruindo uma direita com uma série de manobras de frontside, que arrancaram 8,13 dos juízes. Ela ficou precisando de 8,05 para vencer, só que não entrou mais nenhuma onda boa, com potencial para tirar uma nota no critério excelente do julgamento. O tempo acabou e a brasileira permaneceu em sexto lugar no ranking, mas com participação garantida no Challenger Series de 2024, para tentar classificação para o CT novamente.
A última bateria do dia foi ainda mais fraca e as duas competidoras só conseguiram surfar três ondas cada uma. A canadense Erin Brooks, de apenas 16 anos de idade, teve mais sorte de começar com uma onda melhor e largou na frente com nota 4,67. A catarinense Tainá Hinckel, de 20 anos, bicampeã sul-americana Pro Junior e líder do ranking regional da WSL South America, que classifica três surfistas para o Challenger Series 2024, só conseguiu notas baixas também, 3,80 e 3,77. A canadense Erin Brooks acabou ganhando a última vaga para as quartas de final, por 8,04 a 7,57 pontos.
Sawyer Lindblad tem seu nome confirmado na elite mundial. Foto: WSL / Daniel Smorigo
QUARTAS DE FINAL – Na terça-feira na Praia de Itaúna, as norte-americanas conquistaram a maioria das vagas para as quartas de final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Kirra Pinkerton barrou a experiente Sally Fitzgibbons que liderava o ranking. Ela vai enfrentar a portuguesa Francisca Veselko na primeira bateria. Na segunda, Alyssa Spencer segue na busca pelo bicampeonato na etapa brasileira do Challenger Series, com a australiana Sophie McCulloch.
No duelo seguinte, tem a australiana India Robinson, que assumiu o primeiro lugar no ranking com a vitória sobre a sul-africana Sarah Baum. Sua próxima adversária é a espanhola Nadia Erostarbe, única que ainda briga por vaga no CT 2024, mas só consegue com os 10.000 pontos da vitória em Saquarema. A disputa pela última vaga para as semifinais, será entre as duas surfistas que derrotaram as brasileiras nas oitavas de final, a norte-americana Sawyer Lindblad e a canadense Erin Brooks.
India Robinson também está garantida no Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz
CONFIRMADOS NO CT 2024 – Apenas as mulheres competiram na terça-feira, mas os surfistas que vão disputar classificação para as quartas de final, estiveram na Praia de Itaúna, até a comissão técnica da World Surf League anunciar que só seriam realizadas as oitavas de final femininas. Mesmo assim, foi um dia especial para três atletas que tiveram suas vagas no CT confirmadas, os havaianos Eli Hanneman, Imaikalani deVault e o californiano Jake Marshall, devido a combinação das próximas baterias do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.
“É uma loucura tudo isso. É incrível que Deus tenha me escolhido para estar onde estou agora. É quase inacreditável e ainda estou tentando aceitar isso, de que estou classificado para o CT”, disse Eli Hanneman, que diferente de Imaikalani deVault e Jake Marshall, vai fazer parte do grupo dos melhores surfistas do mundo pela primeira vez em 2024. “Acho que à medida que os anos passam, suas expectativas começam a ser mais fortes, os objetivos ficam maiores. Para mim foi assim e estou muito feliz por ter conseguido atingir a meta. Mas, o trabalho duro começa agora e já estou ansioso para competir em Pipe”.
Imaikalani deVault e Eli Hanneman são confirmados pela WSL entre os homens. Foto: WSL / Thiago Diz
Antes disso, outros dois brasileiros já terão competido. Mateus Herdy, que está em 11.o lugar no ranking, também poderá já ter festejado sua classificação. Isso se ele passar pelo taitiano Mihimana Braye na segunda bateria e o Jackson Baker ter sido eliminado pelo havaiano Shion Crawford na primeira oitava de final. Se o australiano tiver passado, a batalha continua para os dois, que teriam um confronto direto nas quartas de final.
Já Michael Rodrigues ainda tem que chegar nas semifinais para entrar no G-10. Então tem que primeiro passar pelo jovem catarinense Heitor Mueller, que já derrotou Deivid Silva na segunda-feira, na bateria da terceira fase vencida pelo havaiano Eli Hanneman. Além dos brasileiros Samuel Pupo, Mateus Herdy e Michael Rodrigues, do norte-americano Kade Matson e do australiano Jackson Baker, tem o francês Marco Mignot também com chances nessa batalha pelas três últimas vagas para o CT 2024.
Jake Marshall está de volta ao Tour da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz
PRÓXIMAS BATERIAS DO CORONA SAQUAREMA PRO:
OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.500 e 3.320 pontos:
1.a: Jackson Baker (AUS) x Shion Crawford (HAV)
2.a: Mateus Herdy (BRA) x Mihimana Braye (TAH)
3.a: Crosby Colapinto (EUA) x Luke Thompson (AFR)
4.a: Imaikalani deVault (HAV) x Nacho Gundesen (ARG)
5.a: Michael Rodrigues (BRA) x Heitor Mueller (BRA)
6.a: Miguel Pupo (BRA) x Eli Hanneman (HAV)
7.a: Frederico Morais (POR) x Marco Mignot (FRA)
8.a: Kade Matson (EUA) x Samuel Pupo (BRA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 3.500 e 4.745 pontos:
1.a: Francisca Veselko (POR) x Kirra Pinkerton (EUA)
2.a: Alyssa Spencer (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)
3.a: India Robinson (AUS) x Nadia Erostarbe (ESP)
4.a: Sawyer Lindblad (EUA) x Erin Brooks (CAN)
RESULTADOS DA TERÇA-FEIRA NO CORONA SAQUAREMA PRO:
OITAVAS DE FINAL – 9.o lugar com US$ 2.500 e 3.320 pontos:
1.a: Kirra Pinkerton (EUA) 13,67 x 10,06 Sally Fitzgibbons (AUS)
2.a: Francisca Veselko (POR) 14,03 x 13,57 Vahine Fierro (FRA)
3.a: Sophie McCulloch (AUS) 14,93 x 9,67 Bella Kenworthy (EUA)
4.a: Alyssa Spencer (EUA) 15,33 x 8,50 Isabella Nichols (AUS)
5.a: Nadia Erostarbe (ESP) 12,13 x 12,00 Tessa Thyssen (FRA)
6.a: India Robinson (AUS) 13,50 x 10,33 Sarah Baum (AFR)
7.a: Sawyer Lindblad (EUA) 16,17 x 14,63 Luana Silva (BRA)
8.a: Erin Brooks (CAN) 8,04 x 7,57 Tainá Hinckel (BRA)
Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl
Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.
O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.
Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”
Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.
“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.
“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.
Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.
Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.
A presença como pai e torcedor
Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.
“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.
A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.
O convite de Gabriel para as Olimpíadas
Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.
Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.
Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.
Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.
Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal
A medalha olímpica que ficou com Charles
Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.
“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.
Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.
Apoiar sem atrapalhar o atleta
O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.
Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.
Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.
Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.
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A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA
A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.
Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.
O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.
ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas
A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.
De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.
A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.
Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.
O que diz o Código de Ética da ISA?
O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.
Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.
Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.
Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.
Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.
O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.
Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.
A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.
Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL
O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.
Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.
Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.
Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.
Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.
Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.
ISA não informa prazo para decisão definitiva
Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.
Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.
A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.
Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
Crosby Colapinto venceu em Ericeira e, por isso, chegou ao terceiro lugar do ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot
O Challenger Series em Ericeira terminou nesta segunda-feira (12/10) com títulos de Crosby Colapinto e Brisa Hennessy. Além disso, Edgard Groggia e Laura Raupp chegaram às semifinais e foram os melhores brasileiros. Já Sierra Kerr garantiu sua classificação para a elite de 2027.
Com isso, falta apenas uma etapa da temporada 2026/27 do circuito de acesso da WSL. Enquanto isso, Ryan Kainalo segue na liderança masculina, e Ian Gouveia permanece no top 10. Por outro lado, Deivid Silva deixou a zona de classificação.
Challenger Series em Ericeira teve finais com quatro atletas
A organização acelerou o cronograma porque a previsão das ondas exigia ajustes após uma semana de condições difíceis. Por isso, manteve quatro surfistas por bateria até as finais.
Crosby Colapinto somou notas 8 e 6,10 na decisão masculina. Assim, venceu com 14,10 pontos e superou Joel Vaughan, Justin Becret e Alonso Correa. Como resultado, o norte-americano subiu 15 posições e chegou ao terceiro lugar do ranking.
Por sua vez, Brisa Hennessy conquistou a final feminina com 13,17 pontos. Enquanto Lucy Darragh terminou em segundo, Sierra Kerr e Vahine Fierro completaram a decisão. Dessa forma, a costarriquenha ganhou 20 posições e alcançou o quarto lugar na classificação.
Brisa Hennessy venceu em Portugal e, por isso, saltou 20 posições e entrou na zona de classificação para o CT de 2027. Foto: WSL / Manel Geada
Groggia brilha e sobe 25 posições
Edgard Groggia também se destacou nas quartas do Challenger Series em Ericeira. Afinal, somou notas 9 e 8, venceu sua bateria com 17 pontos e avançou para a semifinal.
No entanto, o brasileiro somou 9,80 pontos na fase seguinte e ficou fora da decisão. Assim, Alonso Correa e Joel Vaughan conquistaram as duas vagas da bateria.
Apesar disso, Groggia encerrou a etapa como o melhor brasileiro no masculino. Além disso, saltou 25 posições e chegou ao 28º lugar do ranking, com 7.709 pontos.
Além de Groggia, Ian Gouveia também alcançou as quartas. Entretanto, seus 12,13 pontos não bastaram para avançar diante de Ian Gentil e Oscar Berry.
Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira e, assim, fortaleceram suas campanhas no Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot
Top 10 masculino após o Challenger Series em Ericeira
Enquanto Groggia ganhou posições, Ryan Kainalo manteve a liderança do ranking masculino. Além disso, a WSL já havia confirmado sua vaga no CT de 2027.
Ryan soma 22.645 pontos. Já Weslley Dantas segue em quarto, enquanto Ian Gouveia ocupa a décima posição. Portanto, o Brasil permanece com três representantes entre os dez primeiros.
Top 10 masculino do Challenger Series após Ericeira
Posição
Surfista
Representação
Pontos
1º
Ryan Kainalo
Brasil
22.645
2º
Jackson Bunch
Havaí
18.725
3º
Crosby Colapinto
Estados Unidos
18.540
4º
Weslley Dantas
Brasil
17.600
5º
Jake Marshall
Estados Unidos
17.245
6º
Joel Vaughan
Austrália
14.920
7º
Alonso Correa
Peru
14.534
8º
Ian Gentil
Havaí
14.338
9º
Lucca Mesinas
Peru
13.850
10º
Ian Gouveia
Brasil
13.425
Edgard Groggia chegou à semifinal após somar notas 9 e 8 nas quartas. Com isso, subiu 25 posições no ranking. Foto: WSL / Manel Geada
Deivid Silva deixa a zona de classificação
Por outro lado, Deivid Silva perdeu cinco posições e saiu do top 10. Com isso, passou ao 14º lugar, com 11.665 pontos. Portanto, precisará recuperar terreno na reta final para voltar à zona de acesso.
Além disso, outros brasileiros recuaram no ranking após Ericeira. Veja, a seguir, as posições e pontuações desses atletas:
Mateus Herdy: 25º, com 9.265 pontos; caiu nove posições.
Gabriel Klaussner: 26º, com 8.805 pontos; caiu seis posições.
Douglas Silva: 30º, com 7.448 pontos; caiu seis posições.
Vitor Ferreira: 48º, com 5.060 pontos; caiu cinco posições.
Rafael Barbosa: 67º, com 2.960 pontos; caiu cinco posições.
Lucas Silveira: 82º, com 1.230 pontos; caiu duas posições.
Laura Raupp chegou à semifinal em Ericeira e, assim, avançou para o 14º lugar do ranking. Foto: WSL / Damien Poullenot
Laura Raupp e Sophia Medina avançam no ranking
Por sua vez, Laura Raupp foi a melhor brasileira no feminino em Portugal. Primeiro, avançou nas quartas com 11,10 pontos. Depois, somou 10,50 na semifinal, mas Brisa Hennessy e Sierra Kerr ficaram com as vagas na decisão.
Apesar da eliminação, Laura ganhou cinco posições no ranking. Assim, chegou ao 14º lugar, com 13.090 pontos.
Sophia Medina, por sua vez, parou nas quartas com 7,24 pontos. Ainda assim, subiu duas posições e chegou ao 18º lugar, com 12.000 pontos.
Portanto, Laura e Sophia são as brasileiras mais bem colocadas. No entanto, ambas seguem fora do top 6, faixa de classificação para a elite.
Além de garantir sua vaga no CT de 2027, Sierra Kerr manteve a liderança do ranking feminino após Ericeira. Foto: WSL / Manel Geada
Top 6 feminino: Sierra Kerr lidera e garante vaga
Enquanto as brasileiras buscam uma vaga, Sierra Kerr já garantiu seu lugar na elite. Afinal, a WSL confirmou nesta segunda-feira sua classificação para o Championship Tour de 2027. Além disso, a australiana mantém a liderança, com 26.830 pontos.
Enquanto isso, a vitória colocou Brisa Hennessy entre as seis primeiras. Assim, a zona de classificação feminina após o Challenger Series em Ericeira ficou desta forma:
Top 6 feminino do Challenger Series após Ericeira
Posição
Surfista
País
Pontos
1ª
Sierra Kerr
Austrália
26.830
2ª
Francisca Veselko
Portugal
22.245
3ª
Teresa Bonvalot
Portugal
19.955
4ª
Brisa Hennessy
Costa Rica
18.340
5ª
Eden Walla
Estados Unidos
17.695
6ª
Alyssa Spencer
Estados Unidos
17.190
Ryan Kainalo segue na liderança do Challenger Series. Além disso, já tem vaga confirmada na elite de 2027. Foto: WSL / Damien Poullenot
Newcastle recebe a última etapa em março
Por fim, Newcastle receberá a quinta e última etapa do Challenger Series, de 1º a 7 de março de 2027. Ao final da temporada, os dez primeiros homens e as seis primeiras mulheres conquistarão vagas no CT.
Antes disso, o calendário prevê o QS 6.000 Internacional de Taiwan, de 14 a 22 de novembro. Portanto, os atletas ainda terão uma oportunidade de somar pontos antes da decisão na Austrália.