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Brasil

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos e deixa legado no surfe brasileiro

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos. Relembre a Necrose Social, o estilo radical, histórias na Bahia e confira os detalhes da despedida no Rio.

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Dadá Figueiredo, lenda do surfe brasileiro que morreu aos 61 anos

Dadá Figueiredo morre aos 61 anos.

Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos, no sábado (24), deixando uma marca profunda na história do surfe brasileiro. O carioca Dávio Correia de Figueiredo estava internado com pneumonia. Entretanto, não houve divulgação oficial de um laudo detalhando a causa da morte.

Reconhecido como um dos surfistas mais revolucionários dos anos 1980, Dadá ganhou notoriedade pelas manobras inovadoras, pelo comportamento contestador e por sua ligação com o movimento punk. Além disso, inspirou diferentes gerações com uma abordagem radical que desafiava os padrões das competições.

Por sua vez, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) lamentou a morte do ex-atleta. Em comunicado, a entidade destacou sua autenticidade, a radicalidade nas ondas e a contribuição para transformar a cultura do esporte.

Dadá Figueiredo executa manobra radical e demonstra seu estilo inovador no surfe

Dadá Figueiredo marcou a história do surfe brasileiro com manobras inovadoras, estilo agressivo e uma radicalidade à frente de seu tempo.

Um revolucionário à frente do seu tempo

Nascido em 4 de março de 1965, no Rio de Janeiro, Dadá Figueiredo cresceu surfando nas ondas cariocas. Desde cedo, demonstrou criatividade e uma maneira própria de interpretar as ondas.

Enquanto grande parte dos competidores seguia linhas tradicionais, Dadá incorporava movimentos inspirados no skate. Dessa forma, seus laybacks, batidas verticais, rasgadas e mudanças bruscas de direção surpreendiam o público.

Entretanto, a inovação nem sempre encontrava reconhecimento entre os juízes. Isso porque muitas de suas manobras eram consideradas avançadas demais para os critérios de julgamento daquele período.

Apesar disso, conquistou resultados importantes. Em 1989, foi campeão carioca e venceu o Sea Club Final Heat, em Saquarema. Posteriormente, em 1992, recebeu o reconhecimento de surfista mais hardcore do Brasil. No ano seguinte, foi eleito o melhor freesurfer do país pelos leitores da revista Fluir.

Mais do que os troféus, porém, sua principal contribuição foi ajudar a abrir caminho para o surfe progressivo. Assim, tornou-se uma referência para atletas que buscavam novas maneiras de executar manobras.

Dadá Figueiredo, criador da Necrose Social e ícone da cultura punk no surfe

Criador da Necrose Social, Dadá levou sua personalidade irreverente e a influência do punk rock para dentro e fora d’água.

Necrose Social: a rebeldia também fora d’água

A personalidade contestadora de Dadá ultrapassou os limites das praias e dos campeonatos. Afinal, sua maneira de viver também refletia o desejo de romper padrões.

Ligado ao punk rock, o surfista tocou baixo na banda Os Normais e adotou uma postura crítica em relação às convenções do esporte.

Além disso, criou a marca Anti-Fashion em parceria com o shaper Eduardo Crivella. Posteriormente, lançou a Necrose Social, nome que se tornou um símbolo de sua identidade irreverente.

A Necrose Social esteve associada à fabricação de pranchas e ao universo da moda alternativa. Portanto, representava muito mais do que uma iniciativa comercial: traduzia sua maneira independente de viver o surfe.

Em março de 1994, o jornalista Alceu Toledo Júnior publicou na Folha de S.Paulo uma reportagem sobre a decisão de Dadá de priorizar o freesurfe.

Na ocasião, o surfista declarou:

Estava cansado de ter de competir em lugares com ondas ruins.

Com um novo contrato de patrocínio, Dadá pretendia viajar em busca de ondas, fabricar suas pranchas Necrose Social e dedicar mais tempo à música. Dessa maneira, buscava conciliar o surfe com outros interesses pessoais.

Dadá Figueiredo, ícone do surfe brasileiro nos anos 1980 e 1990

Ícone do surfe nacional nos anos 1980 e 1990, Dadá Figueiredo influenciou gerações com sua criatividade e seu estilo inconfundível.

Uma final histórica contra Picuruta Salazar

Entre os episódios mais emblemáticos de sua carreira está a final contra Picuruta Salazar, realizada em maio de 1988, em Pitangueiras, no Guarujá.

A disputa terminou com vitória de Picuruta por 3 votos a 2. Entretanto, o resultado provocou discussões entre surfistas, jornalistas e torcedores.

Anos depois, Alceu Toledo Júnior, que acompanhou a bateria diretamente da areia, revisitou aquele confronto em uma reportagem publicada no Waves, em março de 2023.

Amigo dos dois competidores, Alceu relatou que continuava dividido sobre o julgamento, mesmo décadas depois. Para ele, o empate teria sido uma decisão justa diante das apresentações dos finalistas.

Dessa forma, aquela bateria simbolizou uma fase de transformação do surfe nacional. Naquele período, estilos diferentes disputavam não apenas títulos, mas também o reconhecimento de novas possibilidades técnicas.

Dadá Figueiredo também fez história na Bahia

A ligação de Dadá com o público baiano rendeu episódios memoráveis. Inclusive, sua passagem por Salvador deixou lembranças que continuam vivas entre jornalistas e torcedores.

No fim dos anos 1980, o surfista participou do Fico Surf Festival, realizado na Praia de Stella Maris, em Salvador.

Na edição de 1989, disputada entre 10 e 15 de outubro, Dadá chegou às quartas de final e terminou na quinta colocação. Na ocasião, Pedro Müller conquistou o título daquela etapa do Circuito Brasileiro.

Entretanto, o resultado esportivo não foi o único destaque de sua passagem pela Bahia.

O jornalista Alceu Toledo Júnior, que também nos deixou em 2026, costumava contar ao jornalista Ader Oliveira, da AOS Mídia, uma história envolvendo Dadá e a torcida do Fico Surf Festival.

Segundo a lembrança de Alceu, durante uma das edições do campeonato, o carioca saiu da praia carregado pelo público, que gritava:

“Dadá é nosso rei!”

Embora ainda não tenha sido possível estabelecer com segurança em qual edição ocorreu o episódio, a história demonstra a popularidade do surfista entre os torcedores.

Além disso, revela como Dadá conseguia conquistar o público independentemente dos resultados das competições.

Uma vida de desafios, superação e recomeços

Fora d’água, Dadá também enfrentou períodos difíceis. Sua trajetória, portanto, não foi marcada apenas pelas conquistas esportivas.

Ao longo da vida, enfrentou problemas com álcool e drogas, além de episódios de violência que interromperam momentos importantes da carreira.

Posteriormente, com o apoio da família e da religião, conseguiu reconstruir sua vida. Tornou-se pastor evangélico e passou a compartilhar publicamente sua experiência de recuperação.

Além disso, dedicou-se à fabricação de pranchas e à formação de novos surfistas, desenvolvendo atividades na Barra da Tijuca.

Sua história inspirou o documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, dirigido por Raphael Erichsen.

Produzido em 2014, o filme chegou à Netflix em 2017 e reuniu imagens históricas e depoimentos de pessoas que acompanharam sua trajetória. Entre elas, estavam Alceu Toledo Júnior, Ricardo Bocão e outros personagens do surfe brasileiro.

O legado continua com os filhos

Dadá Figueiredo deixa três filhos, entre eles Dávio Figueiredo, que também construiu sua trajetória no surfe.

Em 2008, Dávio conquistou o título carioca de sua categoria, aos 12 anos. Na ocasião, uma reportagem do ge registrou o orgulho do pai, que acompanhou a premiação e abraçou o filho no pódio.

Além disso, a relação entre os dois foi documentada em sessões de freesurfe. Dessa maneira, pai e filho compartilharam uma história familiar profundamente ligada ao oceano.

Imagens recentes mostram Dadá ainda radical nas ondas

Mesmo décadas depois de revolucionar o surfe brasileiro, Dadá continuava impressionando com suas manobras.

Nos últimos anos, o cinegrafista Eugênio Schuck Sarmento, amigo do surfista e responsável pelo canal Dia Livre, produziu diferentes registros de suas sessões no litoral carioca.

Em abril de 2025, por exemplo, Eugênio filmou Dadá testando uma prancha No Control nas ondas da Barra da Tijuca. As imagens mostram o veterano mantendo seu estilo agressivo e a mesma disposição para atacar as ondas.

Como homenagem, a AOS Mídia reuniu alguns desses registros em um vídeo especial, com imagens de Eugênio Sarmento e edição própria.

Assista à homenagem da AOS Mídia a Dadá Figueiredo

Imagens: Eugênio Sarmento / Dia Livre. Edição: AOS Mídia.

Velório e cremação de Dadá Figueiredo

A última despedida de Dadá Figueiredo está marcada para terça-feira, 27 de outubro de 2026, no Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado de despedida divulgado com os detalhes da cerimônia, o velório terá início às 10h, na capela D do Cemitério e Crematório da Penitência, no bairro do Caju.

Em seguida, a cremação está prevista para 12h, no mesmo complexo funerário.

Local: Cemitério e Crematório da Penitência
Endereço: Rua Monsenhor Manuel Gomes, 307, Caju, Rio de Janeiro (RJ)
Data: terça-feira, 27 de outubro
Velório: 10h, capela D
Cremação: 12h

Assim, a despedida encerra a trajetória de um dos personagens mais originais da história do surfe brasileiro.

Dadá Figueiredo não foi apenas um competidor de destaque. Acima de tudo, foi um pioneiro que questionou padrões, levou o punk para dentro do universo do surfe e ajudou a transformar a maneira de executar manobras.

Por isso, sua ousadia, criatividade e autenticidade permanecerão como referência para diferentes gerações.

Valeu, Dadá!

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Brasil

Guarda do Embaú vai sediar as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surf em novembro

Guarda do Embaú receberá as finais do Catarinense e do Brasileiro de Surfe 2026, com R$ 600 mil em premiações. Confira as datas e os líderes.

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A última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro acontecerá de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em premiação. Imagem: Divulgação/Fecasurf.

A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional de 2026. As duas competições acontecerão em novembro e distribuirão, juntas, R$ 600 mil em premiações. Além disso, os surfistas terão a oportunidade de disputar duas etapas importantes em um intervalo de menos de duas semanas.

O calendário começa com a terceira e última etapa do Circuito Catarinense de Surf Pro, de 17 a 19 de novembro, com R$ 100 mil em prêmios. Na sequência, entre os dias 21 e 29, o Surf Brasil Pro encerrará a temporada nacional, oferecendo mais R$ 500 mil aos participantes.

Reconhecida como a nona Reserva Mundial de Surfe, a Guarda do Embaú será, portanto, o centro das atenções do surfe profissional brasileiro durante o mês de novembro.

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A Guarda do Embaú, em Palhoça (SC), receberá as decisões dos títulos catarinenses e brasileiros de surfe profissional, com R$ 600 mil em premiações. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Catarinense terá R$ 100 mil em premiação

A Federação Catarinense de Surf (Fecasurf) promove, nesta temporada, o circuito estadual com a maior premiação de sua história. Cada uma das três etapas oferece R$ 100 mil, totalizando R$ 300 mil em 2026.

Na decisão da Guarda do Embaú, os campeões masculino e feminino receberão R$ 15 mil cada. Além disso, a proximidade com a etapa brasileira permitirá que atletas de outros estados participem das duas competições na mesma viagem.

Segundo Renato Melo, presidente da Fecasurf, a escolha das datas busca facilitar a participação dos competidores. Dessa forma, os surfistas poderão reduzir despesas com deslocamentos e aproveitar mais tempo para treinar nas ondas da Guarda do Embaú.

O circuito começou na Praia do Mar Grosso, em Laguna, com vitórias de Caetano Vargas e Kiany Hyakutake. Posteriormente, a Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos, recebeu a segunda etapa, vencida por Heitor Mueller e Potira Castaman.

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Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings masculino e feminino do Circuito Catarinense de Surf Pro após duas etapas. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Heitor Mueller e Potira Castaman lideram os rankings

Após duas etapas, Heitor Mueller lidera o ranking masculino com 18.600 pontos. O surfista de São Francisco do Sul chega à decisão à frente do bicampeão catarinense Caetano Vargas, que soma 15.000 pontos, e de Luan Wood, terceiro colocado com 12.300.

Apesar da vantagem de Heitor, a disputa segue aberta. Afinal, a última etapa distribuirá 10.000 pontos ao vencedor, mantendo diversos competidores na corrida pelo título.

No feminino, Potira Castaman ocupa a primeira posição com 16.700 pontos. A surfista baiana, que mora em Florianópolis há mais de cinco anos, conquistou a liderança após vencer a etapa de Palmas.

Entretanto, a diferença para suas principais adversárias é pequena. Kiany Hyakutake aparece na segunda colocação, com 16.100 pontos, enquanto Valentina Zanoni soma 15.300. Lulu Vivan, com 12.850, também está entre as candidatas ao título.

Assim, tanto no masculino quanto no feminino, a Guarda do Embaú promete uma disputa equilibrada pela conquista dos títulos estaduais.

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Com 18.600 pontos, Heitor Mueller chega à etapa decisiva na liderança do ranking masculino, à frente de Caetano Vargas e Luan Wood. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Surf Brasil Pro distribuirá R$ 500 mil

Logo após a definição dos campeões catarinenses, a Guarda do Embaú receberá a quarta e última etapa do Surf Brasil Pro 2026, entre 21 e 29 de novembro.

A competição distribuirá R$ 500 mil e encerrará a disputa pelos títulos brasileiros profissionais da temporada. Com isso, surfistas de diferentes regiões do país terão uma segunda oportunidade de competir na mesma praia.

De acordo com a Surf Brasil, as inscrições para a etapa nacional seguem abertas até 8 de novembro. O evento contará com disputas nas categorias masculina e feminina.

Além da premiação, a sequência das duas competições deverá movimentar a região e atrair atletas, equipes técnicas e visitantes para a Guarda do Embaú.

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Baiana radicada em Florianópolis, Potira Castaman lidera o ranking feminino com 16.700 pontos e busca seu primeiro título catarinense profissional. Foto: Márcio David/Fecasurf.

Inscrições abertas para a etapa catarinense

Surfistas de todo o Brasil podem participar da última etapa do Catarinense de Surf Pro. Entretanto, apenas atletas que atendem aos critérios de residência em Santa Catarina poderão pontuar na disputa pelo título estadual.

As inscrições estão disponíveis pela plataforma Atletis. Os interessados também podem consultar informações no site oficial da Fecasurf.

Por fim, a etapa catarinense terá transmissão ao vivo pelos canais da federação, permitindo que o público acompanhe a definição dos campeões de 2026.

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Alagoas

Tânio Barreto relembra Slater, Andy Irons, tretas e bastidores do surfe

Tânio Barreto relembra Kelly Slater, Andy Irons, rivalidades, política e histórias marcantes da carreira em episódio do Fala Papah!.

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Tânio Barreto e Andy Irons, Aperto de Mãos no Pódio de Surfe, Praia da Vila, Imbituba, Santa Catarina, WCT, Nova Schin Surf Festival, ASP, WSL

Tânio Barreto e Andy Irons em momento histórico no WCT de 2004, que marcou o terceiro e último título mundial do havaiano. Foto: Arquivo pessoal

Tânio Barreto é o convidado do novo episódio do Fala Papah!. Campeão brasileiro e conhecido pelo estilo extremamente estratégico nas competições, o alagoano relembrou momentos marcantes da carreira, rivalidades, histórias de bastidores e passagens pouco conhecidas de sua trajetória dentro e fora do surfe.

Durante aproximadamente uma hora de conversa, Tânio Barreto no Fala Papah falou sobre Kelly Slater, Andy Irons, Joel Parkinson, Léo Neves, Adriano de Souza e outros nomes de uma geração que viveu uma realidade bastante diferente da encontrada atualmente no circuito mundial.

Final com Kelly Slater na Austrália

Uma das histórias mais marcantes aconteceu na Austrália. Tânio chegou à final de uma etapa do circuito classificatório contra Kelly Slater, Adrian Buchan e Phillip MacDonald.

No entanto, a importância daquele resultado ia muito além da bateria decisiva. Um ano antes, no mesmo país, Tânio sofreu uma forte crise de hipoglicemia depois de uma sequência de viagens e treinamentos sem descanso adequado.

Ele precisou abandonar a competição e voltar para o Brasil. Por isso, retornar no ano seguinte e chegar à final representou uma vitória particular.

Segundo Tânio, aquela experiência reforçou uma característica que acompanhou toda a sua carreira: a preparação. Ele reconhece que nem sempre se considerou o surfista mais talentoso, mas procurava compensar isso com treinamento físico, concentração e estratégia.

A vitória sobre Joel Parkinson que ajudou Andy Irons

Outro momento histórico aconteceu na etapa do circuito mundial em Imbituba, em 2004.

Convidado para competir, Tânio avançou até a semifinal. No caminho, enfrentou Joel Parkinson, que disputava diretamente o título mundial contra Andy Irons.

Tânio venceu a bateria e, com isso, confirmou matematicamente o tricampeonato de Irons.

Depois da disputa, Andy agradeceu ao brasileiro e chegou a brincar que ele teria uma espécie de “green card” no Havaí.

Ainda assim, Tânio contou que a realidade nas ondas havaianas continuou dura. Naquela época, os brasileiros ainda enfrentavam muito mais resistência nos principais picos do arquipélago.

“Traumatizei muita gente”

Se existe um trecho que resume o lado competitivo de Tânio Barreto, ele aparece quando o ex-surfista fala sobre suas famosas marcações.

Christiano Spirro já havia brincado no Fala Papah! sobre a maneira como Tânio perseguia adversários dentro das baterias. Questionado sobre o assunto, Tânio não fugiu da fama.

Ele contou que estudava profundamente as regras e procurava entender como poderia fragilizar mentalmente o adversário. Além disso, afirmou que muitos competidores ficaram incomodados com suas estratégias.

“Traumatizei muita gente”, resumiu.

Tânio também recordou uma semifinal na Austrália em que a disputa ficou ainda mais quente. Durante uma remada por uma onda, ele e um adversário australiano chegaram a trocar socos dentro d’água.

Além disso, lembrou confrontos estratégicos contra nomes como Léo Neves e Adriano de Souza. Na Praia da Tiririca, em Itacaré, por exemplo, uma marcação contra Léo levou os dois para muito longe da área principal de competição.

Para Tânio, porém, aquilo fazia parte do jogo. Seu objetivo era encontrar uma maneira de neutralizar adversários tecnicamente superiores e aumentar suas chances de vitória.

Da Europa à política

A conversa também passa pela decisão de morar em Barcelona e competir no circuito europeu.

Na época, Tânio chegou a questionar o modelo de formação dos surfistas brasileiros. Para ele, o Brasil produzia bons campeões nacionais, porém ainda precisava preparar melhor os jovens para o cenário internacional.

Anos depois, a chegada de nomes como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Yago Dora mudou esse panorama.

Posteriormente, Tânio também entrou na política. Foi candidato a vereador, concorreu a deputado estadual e chegou à presidência estadual de um partido em Santa Catarina.

Segundo ele, essa experiência trouxe aprendizados, mas também grandes decepções. Em determinado momento, Tânio decidiu deixar a vida partidária para voltar a priorizar a praia, o surfe e a família.

Federação Alagoana e volta às origens

Outro capítulo importante foi a passagem pela presidência da Federação Alagoana de Surf.

Tânio afirma que utilizou sua experiência como atleta, empresário e político para organizar eventos e buscar recursos para o surfe do estado.

Sua gestão terminou recentemente. Em vez de disputar uma nova eleição, ele optou por encerrar o ciclo e voltar a dedicar mais tempo à própria vida.

Apesar disso, fez críticas à oposição que assumiu posteriormente e afirmou esperar que a nova administração mantenha o compromisso com os atletas e com a realização de competições.

Para Tânio, Alagoas ainda possui talento e boas ondas suficientes para revelar novos nomes no cenário nacional. Entretanto, o investimento continua sendo um dos principais obstáculos.

Uma trajetória de competição e superação

Ao olhar para trás, Tânio aponta uma frustração principal: não ter conseguido se consolidar no circuito mundial.

Por outro lado, sua trajetória reúne título brasileiro, finais internacionais, vitórias contra grandes nomes, temporadas no Havaí e na Europa e histórias que ajudam a contar uma fase importante do surfe nacional.

O episódio completo de Tânio Barreto no Fala Papah! já está disponível e traz ainda muitas outras histórias, resenhas e bastidores de uma das gerações mais competitivas do surfe brasileiro.

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Bahia

Vladimir Brichta em Itacaré: memórias e carinho pela cidade

Vladimir Brichta relembra sua ligação com Itacaré, as histórias em família e as mudanças da cidade em conversa no Fala Papah!

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No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Assista ao corte e acompanhe a conversa completa sobre memórias, família e as transformações de Itacaré.

No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Foto: Divulgação Fala Papah!

As lembranças de Vladimir Brichta em Itacaré envolvem família, surfe e uma relação que atravessa diferentes fases da vida. Em entrevista ao Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, o ator contou por que a cidade do litoral sul da Bahia continua sendo um lugar especial para ele.

Durante a conversa, Vladimir relembrou a infância e a adolescência, falou dos encontros familiares e comentou as transformações que acompanhou. Além disso, reconheceu as oportunidades trazidas pelo crescimento e destacou a importância de preservar a natureza e valorizar os moradores.

Um lugar para voltar com a família

A ligação com Itacaré passa pela presença da mãe, que construiu sua vida na região. Segundo Vladimir, o sítio da família preserva referências importantes de sua trajetória, incluindo a represa onde costuma tomar banho.

Por isso, voltar ao lugar representa também um reencontro com suas próprias lembranças. O ator contou que gosta de levar os filhos e compartilhar com eles esse espaço de afeto.

Essa relação aparece nas comemorações familiares. Na entrevista, Vladimir lembrou que escolheu Itacaré para celebrar seus aniversários de 40 e 50 anos. Assim, reuniu pessoas próximas em um lugar que ocupa uma posição importante em sua história.

As mudanças de Itacaré ao longo dos anos

Ao comparar diferentes épocas, Vladimir reconheceu que a cidade mudou bastante. No entanto, deixou claro que não espera encontrar tudo exatamente como era durante sua infância.

Para ele, o crescimento também significa oportunidades para quem vive ali. Afinal, os moradores precisam trabalhar, desenvolver seus negócios e ter acesso a serviços, cultura e lazer.

Nesse contexto, o ator relembrou a participação da mãe em discussões sobre o futuro da cidade. Uma de suas preocupações era incentivar os moradores a manter seus terrenos e buscar condições para criar os próprios negócios.

Dessa forma, a conversa aborda uma questão que acompanha muitos destinos turísticos: como permitir que a população local participe dos benefícios do crescimento.

Natureza e desenvolvimento na mesma conversa

Vladimir também destacou o valor do patrimônio natural de Itacaré. Em sua visão, o desenvolvimento deve caminhar junto com o cuidado ambiental.

Ao falar desse assunto, ele demonstrou preocupação com intervenções que possam prejudicar a paisagem. Entretanto, também reconheceu a satisfação de ver pessoas da cidade conquistando espaço e construindo suas trajetórias.

O relato combina, portanto, saudade e reconhecimento das mudanças positivas. Mais do que desejar uma cidade parada no tempo, Vladimir fala sobre o cuidado com aquilo que torna o lugar especial.

O encanto que continua

Na parte final da conversa, o ator destacou iniciativas culturais, a participação dos moradores e as opções de gastronomia. Além disso, comentou como a organização da comunidade pode contribuir para o futuro da cidade.

Essas observações ajudam a entender por que Itacaré continua presente em sua vida. As lembranças permanecem, enquanto novos encontros e experiências ampliam essa relação.

No Fala Papah!, Vladimir Brichta compartilha esse olhar pessoal sobre uma cidade que faz parte de sua história. Assista ao corte e acompanhe a conversa completa sobre memórias, família e as transformações de Itacaré.

E você: qual lembrança guarda de Itacaré? Compartilhe nos comentários.

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