Caio Ibelli leva mais uma no Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Ted Grambeau
Os highlights da Twin Fin mostram mais uma grande atuação de Caio Ibelli no Surfing Champions Trophy 2026. Depois de vencer a Single Fin, o brasileiro também conquistou a categoria de duas quilhas nas ondas de Sultans, nas Maldivas.
Além disso, o segundo dia de disputas teve aéreos, manobras rápidas e uma nota 9 de Travis Logie. Assista ao vídeo abaixo e confira os melhores momentos da competição.
Assista aos highlights da Twin Fin no Surfing Champions Trophy 2026, realizado nas ondas de Sultans.
O que aparece nos highlights da Twin Fin?
O vídeo reúne os melhores momentos das baterias classificatórias, semifinais e final. Entre os destaques, estão os aéreos de Caio Ibelli, o surfe criativo de Mason Ho e as fortes manobras de backside de Travis Logie.
Ao mesmo tempo, Sultans apresentou ondas consistentes na faixa de quatro pés. O vento fraco também ajudou a manter o mar limpo durante a tarde. Dessa forma, os competidores puderam explorar toda a velocidade das pranchas twin fin.
Embora as biquilhas sejam associadas a linhas mais soltas, os atletas elevaram o nível técnico. Por isso, o público acompanhou rasgadas críticas, mudanças rápidas de direção e várias tentativas de aéreo.
Travis Logie é o segundo colocado na categoria Twin Fin. Foto: Ted Grambeau
Caio Ibelli começa com vitória
Caio Ibelli abriu sua campanha com 14,27 pontos. Como resultado, o brasileiro venceu Bede Durbidge e Felicity Palmateer na segunda bateria classificatória.
Ibelli mostrou confiança desde sua primeira entrada no mar. Afinal, as pranchas twin fin fazem parte de suas escolhas há cerca de dois anos. Consequentemente, ele conseguiu aproveitar a velocidade do equipamento nas paredes de Sultans.
Na semifinal, porém, Mason Ho aumentou a pressão. O havaiano recebeu 7,27 pontos e voltou à disputa nos minutos finais.
Logo depois, Ibelli encontrou uma das melhores ondas do dia. Primeiramente, acelerou pela linha. Em seguida, lançou um grande aéreo reto e conectou uma sequência de curvas críticas.
Os juízes deram 8,37 pontos para a apresentação. Assim, o brasileiro venceu a semifinal com 15,37 e garantiu sua vaga na decisão.
Travis Logie recebe a maior nota
No outro lado da chave, Travis Logie também construiu uma campanha de destaque. Em primeiro lugar, o sul-africano venceu sua bateria com 16,17 pontos, a maior soma da categoria.
Posteriormente, Logie reencontrou Bede Durbidge na semifinal. Os dois se classificaram juntos para a elite mundial em 2005. Portanto, a bateria trouxe de volta uma rivalidade com mais de duas décadas de história.
Logie realizou algumas das manobras mais fortes exibidas nos highlights. Como resultado, recebeu 9,00 pontos, a maior nota para uma única onda no segundo dia.
Além disso, o sul-africano acrescentou 6,90 ao placar. Com 15,90 pontos, eliminou Durbidge, que terminou com 14,90.
Dessa maneira, Logie encerrou uma sequência de cinco eliminações nas semifinais do Surfing Champions Trophy. Contudo, Caio Ibelli já aguardava o sul-africano na decisão.
Aéreos decidem a final da Twin Fin
Travis Logie começou a final construindo seu placar com paciência. Primeiramente, recebeu 7,00 pontos. Depois disso, aumentou sua soma com uma nota 7,13.
Caio Ibelli respondeu com 7,00 em sua primeira nota válida. Logo depois, assumiu o controle da bateria ao executar uma série rápida de manobras críticas. A apresentação recebeu 8,27 pontos.
O momento decisivo, porém, ainda estava por vir. Ibelli encontrou outra boa onda e completou um grande aéreo reverse. Além disso, continuou atacando a parede com várias curvas.
Os juízes deram mais 7,60 pontos ao brasileiro. Como resultado, Ibelli terminou a bateria com 15,87, enquanto Logie somou 14,13.
Depois da decisão, Logie brincou que aéreos não deveriam ser permitidos com twin fins. No entanto, também reconheceu a superioridade do adversário e afirmou que Ibelli era o melhor surfista da competição até aquele momento.
Caio Ibelli conquista o segundo título
A vitória confirmou uma campanha perfeita de Caio Ibelli nas duas primeiras categorias. Antes de tudo, o brasileiro venceu a Single Fin diante de Bede Durbidge. Em seguida, superou Travis Logie na final da Twin Fin.
Além disso, o resultado mostrou que o instinto competitivo do ex-integrante do Championship Tour continuava ativo. Ibelli chegou às Maldivas depois de passar vários meses surfando pouco. Mesmo assim, recuperou rapidamente seu ritmo.
Por fim, a conquista deixou Caio Ibelli perto de completar uma campanha histórica. Depois de dois títulos, restava apenas a categoria Thruster antes da definição dos finalistas gerais.
Assista ao player acima para conferir todos os highlights da Twin Fin. O vídeo mostra os aéreos, as melhores manobras e a comemoração da segunda vitória consecutiva de Caio Ibelli em Sultans.
Principais resultados da Twin Fin
Campeão: Caio Ibelli — 15,87 pontos na final
Vice-campeão: Travis Logie — 14,13 pontos na final
A nova geração do surfe brasileiro entra em ação na etapa decisiva do Hang Loose Surf Attack 2026, em Maresias. Foto: Erik Medalha
As baterias da terceira e última etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 estão definidas. A competição começa nesta quinta-feira (17), na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), e segue até sábado (19), com a definição dos campeões da 36ª edição do tradicional circuito de base.
A etapa decisiva reunirá atletas das categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18, no masculino e feminino. Os confrontos do primeiro round já foram montados pela organização, incluindo os principais candidatos aos títulos da temporada.
Líderes entram na disputa
No Sub-18 Masculino, John Muller, líder do ranking depois das duas primeiras etapas, estreia na primeira bateria, enquanto Kalani Robles, segundo colocado, está na quinta bateria. Muller chega embalado pela conquista da medalha de cobre no Mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em El Salvador.
A Sub-16 Masculino terá Vini Palma, atual líder da categoria, abrindo sua participação na primeira bateria. Entre seus principais concorrentes, Nicolas Pereira aparece na sexta bateria, enquanto Saymon Rocha está na sétima.
Na Sub-14 Masculino, Matheus Jhones está na quinta bateria do round inicial. Saymon Rocha aparece na quarta, enquanto Lucas Peixoto disputa a oitava bateria.
Já na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda abre a competição na primeira bateria, ao lado de Kalani Sakugawa, Luke Schmidt e Gael Amorim.
Disputas femininas
Entre as meninas, Julia Stefani está na quinta bateria do Sub-18, enquanto Alexia Oliveira, Isabel Meyer, Manu Medeiros e Carol Bastides são as cabeças das quatro primeiras baterias.
No Sub-16, Carol Bastides aparece na quinta bateria e Mariana Elias na sexta. Julia Stefani disputa a terceira bateria.
A Sub-14 terá Alexia Oliveira na quinta bateria, enquanto Isabel Meyer, Joana Costa, Catarina Kobayashi e Maria Clara encabeçam as quatro primeiras.
Na Sub-12 Feminino, Maria Clara, vencedora das duas primeiras etapas da temporada, está na primeira bateria. Fernanda Pina encabeça a segunda e Nayma Mathey a terceira.
Pontuação maior na etapa final
A passagem por Maresias será decisiva para a definição dos campeões individuais do Hang Loose Surf Attack 2026. Na terceira etapa, a pontuação dos atletas terá peso 1,5 no ranking individual, aumentando as possibilidades de mudanças nas classificações das oito categorias.
Já na disputa entre cidades/associações, a pontuação permanece normal, sem o peso adicional. A cidade vencedora da etapa receberá 1.000 pontos para o ranking da temporada.
Depois das duas primeiras etapas, os líderes individuais são John Muller (Sub-18), Vini Palma (Sub-16), Matheus Jhones (Sub-14) e Rafael Miranda (Sub-12), no masculino. No feminino, lideram Julia Stefani (Sub-18), Carol Bastides (Sub-16), Alexia Oliveira (Sub-14) e Maria Clara (Sub-12).
Entre as cidades, Ubatuba chega a Maresias na liderança, seguida por Guarujá e Praia Grande.
A terceira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 tem patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu Wax, A Firma Pizzas, Tachão de Ubatuba, 4 Telecom, Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Associação de Surf de São Sebastião (ASSS) e Associação de Surf de Maresias (ASM). A homologação é da Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf). Hospedagem oficial: Pousada Maréatoa.
Confira as baterias completas da etapa decisiva do Hang Loose Surf Attack 2026 no AOS Mídia.
Brasil conquistou a medalha de bronze por equipes no Mundial Junior da ISA em El Salvador. Foto: ISA / Pablo Franco
O Brasil encerrou o 2026 Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship entre as três melhores seleções do mundo. A equipe brasileira conquistou a medalha de bronze por equipes e, além disso, colocou dois atletas nas finais individuais: Luara Mandelli, bronze na categoria U18 feminina, e John Muller, cobre na U18 masculina.
A competição terminou neste domingo (13), em La Bocana, El Salvador. A Austrália conquistou o título por equipes, seguida pelos Estados Unidos. Por sua vez, o Brasil terminou em terceiro, com 5.430 pontos, à frente do Peru, quarto colocado.
Luara Mandelli conquistou o bronze na U18 e colocou o Brasil novamente no pódio feminino do Mundial Junior após 20 anos. Foto: ISA / Jersson Barboza
Luara faz história
O principal resultado feminino do Brasil veio com Luara Mandelli. A brasileira terminou em terceiro lugar na U18 e, com isso, conquistou uma medalha que encerrou uma espera de 20 anos.
De acordo com a ISA, Luara tornou-se apenas a segunda brasileira a conquistar uma medalha feminina na história do Mundial Junior. Antes dela, Diana de Souza havia conquistado o bronze em 2006.
Na decisão, a australiana Leihani Zoric conquistou o ouro. Aos 13 anos, ela se tornou a campeã U18 mais jovem da história da ISA. Enquanto isso, Zoie Zietz, da Holanda, ficou com a prata. Já a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou em quarto.
John Muller chegou à grande final da U18 masculina e conquistou a medalha de cobre para o Brasil. Foto: ISA / Sean Evans
John entre os melhores
Na U18 masculina, John Muller também garantiu presença na grande final. Dessa forma, o brasileiro terminou o Mundial entre os quatro melhores da categoria e levou a medalha de cobre.
O título ficou com o norte-americano Jett Maughan. Na sequência, os australianos Ben Zanatta Creagh e Ocean Lancaster completaram o pódio, respectivamente, em segundo e terceiro lugares.
Além de John, o Brasil ficou muito perto de colocar outro representante na decisão. Ryan Martins terminou em quinto lugar na mesma categoria.
Na U16 masculina, Arthur Vilar também fez uma campanha de destaque. Ao final da competição, o brasileiro ficou na sétima colocação entre 124 competidores.
Ryan Martins ficou perto da decisão e encerrou sua participação em quinto lugar na U18 masculina. Foto: ISA / Sean Evans
Bronze por equipes
A soma das campanhas individuais colocou novamente o Brasil no pódio por equipes. Assim, com 5.430 pontos, a seleção conquistou o bronze e repetiu a terceira colocação obtida em 2025.
A Austrália foi campeã com 8.078 pontos e chegou ao seu 10º título por equipes na história do Mundial Junior, além do terceiro consecutivo. Por outro lado, os Estados Unidos ficaram com a prata, com 6.048 pontos. Por fim, Peru e Japão completaram os cinco primeiros.
Brasil repetiu o resultado de 2025 e terminou pelo segundo ano consecutivo com o bronze por equipes. Foto: ISA / Sean Evans
Todos os brasileiros
Na Boys U16, Arthur Vilar foi 7º, enquanto Michel Demétrio e Petrus Dantas dividiram a 25ª colocação. Já na Boys U18, John Muller terminou em 4º, Ryan Martins em 5º e Kalani Robles em 28º.
Entre as meninas, Carol Bastides foi 19ª, Julia Stefani 25ª e Giovanna Rocha 37ª na Girls U16. Na Girls U18, por sua vez, além do bronze de Luara Mandelli, Valentina Zanoni terminou em 13º lugar e Maria Clara em 37º.
Dessa maneira, o Brasil deixou El Salvador com duas medalhas individuais e uma por equipes. Além disso, quatro atletas brasileiros terminaram entre os sete melhores de suas respectivas categorias.
O Four Seasons Surfing Champions Trophy reúne grandes nomes do surfe mundial nas Maldivas. Foto: Divulgação.
O Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy é considerado um dos campeonatos de surfe mais luxuosos do mundo. Desde 2011, o evento reúne lendas do esporte e convidados especiais no Four Seasons Resort Maldives, na ilha de Kuda Huraa.
Além disso, a competição chama a atenção por seu formato diferente. Os surfistas disputam três categorias: Single Fin, Twin Fin e Thruster. Depois disso, os melhores atletas participam da final que define o campeão geral.
A seguir, confira todos os campeões e vice-campeões do Surfing Champions Trophy. Além da classificação geral, veja também os vencedores das categorias Single Fin, Twin Fin e Thruster.
Campeões gerais do Surfing Champions Trophy
Em primeiro lugar, vale conhecer os vencedores da principal disputa do evento. A final geral reúne os surfistas que mais se destacaram durante cada edição. Portanto, vencer essa bateria representa a maior conquista do torneio.
Em primeiro lugar, Taj Burrow aparece como o maior campeão geral do evento. Além disso, Josh Kerr conquistou duas edições consecutivas. Por sua vez, Kelly Slater venceu o torneio em 2022. Já em 2026, Caio Ibelli garantiu o primeiro título geral do Brasil. Em resumo, a relação de vencedores reúne diferentes gerações do surfe mundial.
Campeões por categoria
Antes da decisão geral, os convidados precisam mostrar versatilidade. Afinal, cada categoria exige uma forma diferente de interpretar as ondas de Sultans. Dessa forma, o evento valoriza tanto a técnica quanto a capacidade de adaptação.
Single Fin (Monoquilha)
Primeiramente, os atletas competem com pranchas de uma quilha. A Single Fin favorece linhas mais longas e maior controle da velocidade. Ao mesmo tempo, o equipamento exige precisão durante as curvas.
Primeiramente, Mark Occhilupo venceu a categoria na edição inaugural. Depois disso, nomes como Tom Curren, Taj Burrow e Kelly Slater também chegaram ao topo. Além disso, brasileiros como Pedro Henrique, Neco Padaratz e Adriano de Souza disputaram finais. Por sua vez, Jadson André conquistou o título em 2024. Finalmente, Caio Ibelli ampliou a presença brasileira ao vencer em 2026.
Twin Fin (Biquilha)
Em seguida, entram em cena as pranchas de duas quilhas. Por serem rápidas e soltas, elas favorecem curvas abertas e mudanças de direção. Além disso, a Twin Fin oferece mais liberdade para manobras criativas.
Em primeiro lugar, as biquilhas ampliam a velocidade dos competidores nas ondas de Sultans. Por isso, a categoria costuma produzir apresentações criativas. Além disso, Mark Occhilupo, Taylor Knox e Shane Dorian aparecem entre os vencedores. Por outro lado, atletas brasileiros também alcançaram resultados importantes. Por fim, Caio Ibelli conquistou o título de 2026 diante de Travis Logie.
Thruster (Triquilha)
Por fim, os surfistas usam as tradicionais pranchas de três quilhas. Essa configuração oferece mais controle e estabilidade. Consequentemente, os atletas conseguem executar um surfe mais próximo do circuito competitivo moderno.
Em seguida, o histórico da Thruster mostra uma ligação maior com o surfe competitivo moderno. Além disso, a categoria já teve campeões como Kelly Slater, Taj Burrow e Joel Parkinson. Ao mesmo tempo, brasileiros como Phil Rajzman, Neco Padaratz e Alejo Muniz chegaram às finais. Já em 2025, Jessé Mendes terminou com o vice-campeonato. Finalmente, Bede Durbidge venceu Mason Ho na decisão de 2026.
Quem é o maior campeão do evento?
O histórico do Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy reúne alguns dos principais nomes do surfe mundial. Entre eles, Taj Burrow ocupa uma posição especial. O australiano é o maior campeão geral, com títulos em 2016, 2017 e 2024.
Além disso, Josh Kerr venceu duas edições consecutivas, em 2018 e 2019. Do mesmo modo, Kelly Slater, Joel Parkinson e Shane Dorian também deixaram seus nomes na história do campeonato.
O Brasil, por sua vez, alcançou o topo da classificação geral em 2026. Caio Ibelli venceu as categorias Single Fin e Twin Fin. Posteriormente, o brasileiro também conquistou a grande final. Assim, tornou-se o primeiro atleta do país a vencer o título geral.
Um formato diferente no surfe mundial
O Surfing Champions Trophy valoriza diferentes estilos, equipamentos e gerações. Isso porque os convidados precisam adaptar o surfe às características de cada prancha.
Como resultado, o formato produz disputas imprevisíveis e promove reencontros entre grandes nomes do esporte. Mais do que isso, a competição ajuda a contar a história da evolução das pranchas.
Portanto, o evento não premia apenas o surfista mais técnico. Acima de tudo, consagra o competidor que demonstra maior versatilidade nas ondas de Sultans.