Caio Ibelli vence a categoria Single Fin na abertura do Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Ted Grambeau
O primeiro dia do Surfing Champions Trophy 2026 entregou tubos, grandes manobras e uma vitória brasileira nas Maldivas. Nas ondas de Sultans, Caio Ibelli superou Bede Durbidge e conquistou o título da categoria Single Fin.
A competição começou na primeira oportunidade do período de espera. Além disso, as condições evoluíram ao longo do dia. As ondas, que inicialmente variavam entre três e quatro pés, chegaram à faixa de quatro a seis pés durante as semifinais.
Assista aos highlights do primeiro dia do Surfing Champions Trophy 2026 nas ondas de Sultans, nas Maldivas.
Sultans recebe a primeira disputa do evento
Após uma manhã de surfe livre, os seis convidados seguiram para Sultans. Ao mesmo tempo, familiares, amigos e hóspedes acompanharam a competição de embarcações posicionadas no canal.
O mar apresentou ondas limpas e paredes longas. Além disso, quase não havia vento. Dessa forma, os atletas encontraram condições ideais para explorar as características das pranchas single fin.
Embora esse tipo de equipamento esteja ligado a linhas mais suaves, os competidores adotaram uma abordagem moderna. Portanto, o público viu manobras fortes, ataques verticais e tentativas de tubo durante todo o dia.
Bede Durbidge fica com o vice-campeonato em Sultans. Foto: Ted Grambeau
Bede Durbidge estabelece o primeiro ritmo
Bede Durbidge começou a disputa com destaque. Primeiramente, o ex-número 2 do mundo somou 15,17 pontos e venceu sua bateria de abertura. Travis Logie também avançou, enquanto Mason Ho encerrou sua participação na categoria.
Logie competiu com uma prancha especial do acervo da Tropicsurf. Anteriormente, o equipamento havia sido utilizado por Kelly Slater no próprio Surfing Champions Trophy.
Mason Ho, por outro lado, concentrou sua estratégia na busca por tubos. O havaiano completou duas passagens menores. Contudo, ficou muito profundo na onda que poderia ter mudado o resultado da bateria.
Caio Ibelli reencontra o ritmo competitivo
Na segunda bateria, Caio Ibelli entrou em ação apenas um segundo após o início do cronômetro. Desde a primeira onda, o brasileiro mostrou uma abordagem vertical e agressiva.
Ibelli melhorou seu desempenho ao longo da disputa. Nos minutos finais, recebeu 7,53 pontos e garantiu a classificação. Enquanto isso, Felicity Palmateer avançou na segunda colocação.
Ahmed Hishaam também mostrou seu estilo nas ondas que conhece profundamente. No entanto, o representante das Maldivas não conseguiu seguir para as semifinais.
Na fase seguinte, Durbidge conteve uma reação de Palmateer. A australiana tentou mudar o resultado em sua última onda, mas terminou a menos de um ponto da classificação.
Logo depois, Ibelli e Travis Logie protagonizaram uma das melhores baterias do dia. O brasileiro marcou 8,00 e 7,93 pontos. Como resultado, somou 15,93, a maior pontuação total da categoria Single Fin.
Nota 9 decide a final em Sultans
Bede Durbidge começou a final com vantagem. Ainda assim, os dois competidores mantiveram uma postura ofensiva e buscaram tubos desde o início.
Em uma troca importante, Durbidge realizou uma sequência de manobras fortes e recebeu 6,93 pontos. Na onda seguinte, porém, Caio Ibelli encontrou o momento decisivo da bateria.
O brasileiro desapareceu dentro de um tubo profundo e saiu com velocidade. Em seguida, executou uma forte rasgada com a mão na borda da prancha. Apesar de quase perder o controle da single fin, conseguiu completar a manobra.
Os juízes deram nota 9,00 para a apresentação. Posteriormente, Ibelli acrescentou 6,47 ao placar e terminou a final com 15,47 pontos. Durbidge somou 13,93 e ficou com o vice-campeonato.
Vitória ganha significado especial
O resultado marcou o reencontro de Caio Ibelli com a vitória. Afinal, o brasileiro havia reduzido sua participação em competições e estava surfando com menos frequência.
Além disso, foi seu primeiro título com a esposa e o filho presentes. Por isso, a conquista teve um significado que ultrapassou o resultado esportivo.
Ibelli chegou ao evento após uma convocação de última hora. Mesmo assim, recuperou rapidamente o ritmo e demonstrou que seu instinto competitivo continuava ativo.
Com o encerramento da Single Fin, o Surfing Champions Trophy 2026 ainda teria as disputas de Twin Fin e Thruster. Portanto, os highlights do primeiro dia representaram apenas o começo da ação nas Maldivas.
A nova geração do surfe brasileiro entra em ação na etapa decisiva do Hang Loose Surf Attack 2026, em Maresias. Foto: Erik Medalha
As baterias da terceira e última etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 estão definidas. A competição começa nesta quinta-feira (17), na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), e segue até sábado (19), com a definição dos campeões da 36ª edição do tradicional circuito de base.
A etapa decisiva reunirá atletas das categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18, no masculino e feminino. Os confrontos do primeiro round já foram montados pela organização, incluindo os principais candidatos aos títulos da temporada.
Líderes entram na disputa
No Sub-18 Masculino, John Muller, líder do ranking depois das duas primeiras etapas, estreia na primeira bateria, enquanto Kalani Robles, segundo colocado, está na quinta bateria. Muller chega embalado pela conquista da medalha de cobre no Mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em El Salvador.
A Sub-16 Masculino terá Vini Palma, atual líder da categoria, abrindo sua participação na primeira bateria. Entre seus principais concorrentes, Nicolas Pereira aparece na sexta bateria, enquanto Saymon Rocha está na sétima.
Na Sub-14 Masculino, Matheus Jhones está na quinta bateria do round inicial. Saymon Rocha aparece na quarta, enquanto Lucas Peixoto disputa a oitava bateria.
Já na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda abre a competição na primeira bateria, ao lado de Kalani Sakugawa, Luke Schmidt e Gael Amorim.
Disputas femininas
Entre as meninas, Julia Stefani está na quinta bateria do Sub-18, enquanto Alexia Oliveira, Isabel Meyer, Manu Medeiros e Carol Bastides são as cabeças das quatro primeiras baterias.
No Sub-16, Carol Bastides aparece na quinta bateria e Mariana Elias na sexta. Julia Stefani disputa a terceira bateria.
A Sub-14 terá Alexia Oliveira na quinta bateria, enquanto Isabel Meyer, Joana Costa, Catarina Kobayashi e Maria Clara encabeçam as quatro primeiras.
Na Sub-12 Feminino, Maria Clara, vencedora das duas primeiras etapas da temporada, está na primeira bateria. Fernanda Pina encabeça a segunda e Nayma Mathey a terceira.
Pontuação maior na etapa final
A passagem por Maresias será decisiva para a definição dos campeões individuais do Hang Loose Surf Attack 2026. Na terceira etapa, a pontuação dos atletas terá peso 1,5 no ranking individual, aumentando as possibilidades de mudanças nas classificações das oito categorias.
Já na disputa entre cidades/associações, a pontuação permanece normal, sem o peso adicional. A cidade vencedora da etapa receberá 1.000 pontos para o ranking da temporada.
Depois das duas primeiras etapas, os líderes individuais são John Muller (Sub-18), Vini Palma (Sub-16), Matheus Jhones (Sub-14) e Rafael Miranda (Sub-12), no masculino. No feminino, lideram Julia Stefani (Sub-18), Carol Bastides (Sub-16), Alexia Oliveira (Sub-14) e Maria Clara (Sub-12).
Entre as cidades, Ubatuba chega a Maresias na liderança, seguida por Guarujá e Praia Grande.
A terceira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 tem patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu Wax, A Firma Pizzas, Tachão de Ubatuba, 4 Telecom, Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de São Sebastião, Associação de Surf de São Sebastião (ASSS) e Associação de Surf de Maresias (ASM). A homologação é da Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf). Hospedagem oficial: Pousada Maréatoa.
Confira as baterias completas da etapa decisiva do Hang Loose Surf Attack 2026 no AOS Mídia.
Brasil conquistou a medalha de bronze por equipes no Mundial Junior da ISA em El Salvador. Foto: ISA / Pablo Franco
O Brasil encerrou o 2026 Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship entre as três melhores seleções do mundo. A equipe brasileira conquistou a medalha de bronze por equipes e, além disso, colocou dois atletas nas finais individuais: Luara Mandelli, bronze na categoria U18 feminina, e John Muller, cobre na U18 masculina.
A competição terminou neste domingo (13), em La Bocana, El Salvador. A Austrália conquistou o título por equipes, seguida pelos Estados Unidos. Por sua vez, o Brasil terminou em terceiro, com 5.430 pontos, à frente do Peru, quarto colocado.
Luara Mandelli conquistou o bronze na U18 e colocou o Brasil novamente no pódio feminino do Mundial Junior após 20 anos. Foto: ISA / Jersson Barboza
Luara faz história
O principal resultado feminino do Brasil veio com Luara Mandelli. A brasileira terminou em terceiro lugar na U18 e, com isso, conquistou uma medalha que encerrou uma espera de 20 anos.
De acordo com a ISA, Luara tornou-se apenas a segunda brasileira a conquistar uma medalha feminina na história do Mundial Junior. Antes dela, Diana de Souza havia conquistado o bronze em 2006.
Na decisão, a australiana Leihani Zoric conquistou o ouro. Aos 13 anos, ela se tornou a campeã U18 mais jovem da história da ISA. Enquanto isso, Zoie Zietz, da Holanda, ficou com a prata. Já a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou em quarto.
John Muller chegou à grande final da U18 masculina e conquistou a medalha de cobre para o Brasil. Foto: ISA / Sean Evans
John entre os melhores
Na U18 masculina, John Muller também garantiu presença na grande final. Dessa forma, o brasileiro terminou o Mundial entre os quatro melhores da categoria e levou a medalha de cobre.
O título ficou com o norte-americano Jett Maughan. Na sequência, os australianos Ben Zanatta Creagh e Ocean Lancaster completaram o pódio, respectivamente, em segundo e terceiro lugares.
Além de John, o Brasil ficou muito perto de colocar outro representante na decisão. Ryan Martins terminou em quinto lugar na mesma categoria.
Na U16 masculina, Arthur Vilar também fez uma campanha de destaque. Ao final da competição, o brasileiro ficou na sétima colocação entre 124 competidores.
Ryan Martins ficou perto da decisão e encerrou sua participação em quinto lugar na U18 masculina. Foto: ISA / Sean Evans
Bronze por equipes
A soma das campanhas individuais colocou novamente o Brasil no pódio por equipes. Assim, com 5.430 pontos, a seleção conquistou o bronze e repetiu a terceira colocação obtida em 2025.
A Austrália foi campeã com 8.078 pontos e chegou ao seu 10º título por equipes na história do Mundial Junior, além do terceiro consecutivo. Por outro lado, os Estados Unidos ficaram com a prata, com 6.048 pontos. Por fim, Peru e Japão completaram os cinco primeiros.
Brasil repetiu o resultado de 2025 e terminou pelo segundo ano consecutivo com o bronze por equipes. Foto: ISA / Sean Evans
Todos os brasileiros
Na Boys U16, Arthur Vilar foi 7º, enquanto Michel Demétrio e Petrus Dantas dividiram a 25ª colocação. Já na Boys U18, John Muller terminou em 4º, Ryan Martins em 5º e Kalani Robles em 28º.
Entre as meninas, Carol Bastides foi 19ª, Julia Stefani 25ª e Giovanna Rocha 37ª na Girls U16. Na Girls U18, por sua vez, além do bronze de Luara Mandelli, Valentina Zanoni terminou em 13º lugar e Maria Clara em 37º.
Dessa maneira, o Brasil deixou El Salvador com duas medalhas individuais e uma por equipes. Além disso, quatro atletas brasileiros terminaram entre os sete melhores de suas respectivas categorias.
O Four Seasons Surfing Champions Trophy reúne grandes nomes do surfe mundial nas Maldivas. Foto: Divulgação.
O Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy é considerado um dos campeonatos de surfe mais luxuosos do mundo. Desde 2011, o evento reúne lendas do esporte e convidados especiais no Four Seasons Resort Maldives, na ilha de Kuda Huraa.
Além disso, a competição chama a atenção por seu formato diferente. Os surfistas disputam três categorias: Single Fin, Twin Fin e Thruster. Depois disso, os melhores atletas participam da final que define o campeão geral.
A seguir, confira todos os campeões e vice-campeões do Surfing Champions Trophy. Além da classificação geral, veja também os vencedores das categorias Single Fin, Twin Fin e Thruster.
Campeões gerais do Surfing Champions Trophy
Em primeiro lugar, vale conhecer os vencedores da principal disputa do evento. A final geral reúne os surfistas que mais se destacaram durante cada edição. Portanto, vencer essa bateria representa a maior conquista do torneio.
Em primeiro lugar, Taj Burrow aparece como o maior campeão geral do evento. Além disso, Josh Kerr conquistou duas edições consecutivas. Por sua vez, Kelly Slater venceu o torneio em 2022. Já em 2026, Caio Ibelli garantiu o primeiro título geral do Brasil. Em resumo, a relação de vencedores reúne diferentes gerações do surfe mundial.
Campeões por categoria
Antes da decisão geral, os convidados precisam mostrar versatilidade. Afinal, cada categoria exige uma forma diferente de interpretar as ondas de Sultans. Dessa forma, o evento valoriza tanto a técnica quanto a capacidade de adaptação.
Single Fin (Monoquilha)
Primeiramente, os atletas competem com pranchas de uma quilha. A Single Fin favorece linhas mais longas e maior controle da velocidade. Ao mesmo tempo, o equipamento exige precisão durante as curvas.
Primeiramente, Mark Occhilupo venceu a categoria na edição inaugural. Depois disso, nomes como Tom Curren, Taj Burrow e Kelly Slater também chegaram ao topo. Além disso, brasileiros como Pedro Henrique, Neco Padaratz e Adriano de Souza disputaram finais. Por sua vez, Jadson André conquistou o título em 2024. Finalmente, Caio Ibelli ampliou a presença brasileira ao vencer em 2026.
Twin Fin (Biquilha)
Em seguida, entram em cena as pranchas de duas quilhas. Por serem rápidas e soltas, elas favorecem curvas abertas e mudanças de direção. Além disso, a Twin Fin oferece mais liberdade para manobras criativas.
Em primeiro lugar, as biquilhas ampliam a velocidade dos competidores nas ondas de Sultans. Por isso, a categoria costuma produzir apresentações criativas. Além disso, Mark Occhilupo, Taylor Knox e Shane Dorian aparecem entre os vencedores. Por outro lado, atletas brasileiros também alcançaram resultados importantes. Por fim, Caio Ibelli conquistou o título de 2026 diante de Travis Logie.
Thruster (Triquilha)
Por fim, os surfistas usam as tradicionais pranchas de três quilhas. Essa configuração oferece mais controle e estabilidade. Consequentemente, os atletas conseguem executar um surfe mais próximo do circuito competitivo moderno.
Em seguida, o histórico da Thruster mostra uma ligação maior com o surfe competitivo moderno. Além disso, a categoria já teve campeões como Kelly Slater, Taj Burrow e Joel Parkinson. Ao mesmo tempo, brasileiros como Phil Rajzman, Neco Padaratz e Alejo Muniz chegaram às finais. Já em 2025, Jessé Mendes terminou com o vice-campeonato. Finalmente, Bede Durbidge venceu Mason Ho na decisão de 2026.
Quem é o maior campeão do evento?
O histórico do Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy reúne alguns dos principais nomes do surfe mundial. Entre eles, Taj Burrow ocupa uma posição especial. O australiano é o maior campeão geral, com títulos em 2016, 2017 e 2024.
Além disso, Josh Kerr venceu duas edições consecutivas, em 2018 e 2019. Do mesmo modo, Kelly Slater, Joel Parkinson e Shane Dorian também deixaram seus nomes na história do campeonato.
O Brasil, por sua vez, alcançou o topo da classificação geral em 2026. Caio Ibelli venceu as categorias Single Fin e Twin Fin. Posteriormente, o brasileiro também conquistou a grande final. Assim, tornou-se o primeiro atleta do país a vencer o título geral.
Um formato diferente no surfe mundial
O Surfing Champions Trophy valoriza diferentes estilos, equipamentos e gerações. Isso porque os convidados precisam adaptar o surfe às características de cada prancha.
Como resultado, o formato produz disputas imprevisíveis e promove reencontros entre grandes nomes do esporte. Mais do que isso, a competição ajuda a contar a história da evolução das pranchas.
Portanto, o evento não premia apenas o surfista mais técnico. Acima de tudo, consagra o competidor que demonstra maior versatilidade nas ondas de Sultans.