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Califórnia

Filipe Toledo é bicampeão mundial da WSL

Filipe Toledo fatura o bicampeonato mundial e Carol Marks surpreende Carissa Moore no WSL Finals em Trestles (EUA).

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Filipe Toledo, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: @WSL / Thiago Diz

Filipe Toledo com o troféu do bicampeonato mundial na World Surf League. Foto: @WSL / Thiago Diz

Filipe Toledo é o novo bicampeão mundial no Rip Curl WSL Finals e Caroline Marks é a nova campeã da World Surf League. Os títulos foram decididos nas ondas de 4-6 pés do sábado de praia lotada em Lower Trestles, na Califórnia. Filipe Toledo é o décimo surfista a ganhar dois títulos, em 47 anos de história do Circuito Mundial. Foi o quinto consecutivo do Brasil e o sétimo nos últimos nove disputados no World Surf League (WSL) Championship Tour. (CT) Já Caroline Marks é a primeira norte-americana a ser campeã, desde o tetra da Lisa Andersen em 1994/1995/1996/1997.

“É muito difícil colocar em palavras, todos os sacrifícios que foram feitos para chegar aqui. Foram muitos. Minha primeira filha nasceu 7 anos atrás e eu não estava presente, com ela e a minha esposa. Também não estava no nascimento do meu filho. Mas, sabia que, ao longo do tempo, isso ia valer a pena”, foram as primeiras palavras do novo bicampeão mundial, depois de ser carregado pela torcida desde o mar até a arena do Rip Curl WSL Finals.

Filipe Toledo recebeu o prêmio de US$ 200 mil por cada vitória no WSL Finals. Foto: Divulgação WSL

Filipe entra na galeria de bicampeões mundiais de surf. Foto: @WSL / Thiago Diz

Filipe Toledo é o primeiro brasileiro a conquistar dois títulos consecutivos, igualando um feito que apenas seis surfistas conseguiram desde 1976 até 2022: o tetracampeão Mark Richards em 1979 e 1980, Tom Carroll em 1983 e 1984, Tom Curren em 1985 e 1986, Kelly Slater em 1994 e 1995, enfileirando 5 seguidos até 1998, Andy Irons em 2002 e 2003 e John John Florence em 2016 e 2017. O segundo título de Filipe Toledo, foi o quinto seguido do Brasil e o sétimo dos últimos nove disputados, desde quando Gabriel Medina foi campeão em 2014.

“Tudo isso é um sonho, um sonho realizado”, continuou Filipe Toledo. “Nunca tivemos um brasileiro que ganhou o título consecutivo e os brasileiros estão adorando fazer história. Eu me sinto abençoado. Não foi fácil, nunca é fácil, mas tive muita fé e uma equipe gigante de apoio, o meu time 77, amo todos vocês e minha família, minha esposa, filhos, minha mãe, meu pai, irmãos, irmã, meus amigos. Agora é o momento de comemorar o título”.

Filipe Toledo e Caroline Marks receberam os prêmios de US$ 200 mil pelas vitórias no WSL Finals. Foto: @WSL / Thiago Diz

Filipe Toledo e Caroline Marks com as taças de campeões do WSL Finals. Foto: @WSL / Thiago Diz

Filipe é o único que chegou na decisão de todas as três primeiras edições deste formato do Rip Curl WSL Finals, inaugurado em 2021. As duas primeiras foram encerradas com finais brasileiras em Lower Trestles. Filipe perdeu o título de 2021, no tricampeonato de Gabriel Medina. Mas, foi campeão mundial em 2022 contra Italo Ferreira e agora consegue o bicampeonato, ganhando de Ethan Ewing também por 2 a 0 na melhor de 3 baterias.

O australiano mostrou estar totalmente recuperado da contusão nas costelas, sofrida em uma queda em Teahupo´o, antes do SHISEIDO Tahiti Pro, surfando com muita força e potência nas manobras. Ele não deu qualquer chance para o brasileiro João Chianca na sua primeira bateria em Trestles e nem para o californiano Griffin Colapinto no duelo que definiu o oponente de Filipe Toledo na decisão do título. Os dois deram um show eletrizante na primeira da melhor de três baterias.

Filipe Toledo, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: WSL / Pat Nolan

Filipinho fez estrago nas direitas de Lower Trestles. Foto: WSL / Pat Nolan

DECISÃO DO TÍTULO – A torcida que lotou a praia, vibrava intensamente a cada onda surfada. Filipe mostrou toda a versatilidade do seu surfe, combinando manobras de borda abrindo grandes leques de água, com as aéreas em uma velocidade única. Até Kelly Slater já comentou que ele é o melhor surfista nas ondas de alta performance de Lower Trestles.

Filipe começou com nota 7,00, contra 7,33 do Ethan Ewing, que fez 8,50 na segunda, mas o brasileiro igualou a nota 9,00 do australiano contra João Chianca. Na terceira, Ethan fez 8,73 e Filipe conseguiu um 8,97, para vencer com o maior placar do Rip Curl WSL Finals 2023, 17,97 a 17,23 pontos.

Ethan Ewing, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: Divulgação WSL

Ethan Ewing endurece as batalhas no WSL Finals e fica com um honroso vice-campeonato. Foto: Divulgação WSL

Na segunda bateria, o mar já havia mudado bastante, com as séries demorando mais para entrar, então a escolha das melhores ganhou peso decisivo naquela condição de mar. Os dois demoraram para surfar suas primeiras ondas e Ethan Ewing até ganhou a maior nota, 7,67, mas foi a única boa que ele achou. Filipe Toledo conseguiu 7,50 e 6,77 em duas seguidas, para vencer por 14,27 a 12,37 pontos, sacramentando o bicampeonato mundial no Rip Curl WSL Finals, com o mesmo placar de 2 a 0 sobre Italo Ferreira no ano passado.

“Faz 10 anos que eu surfo aqui todos os dias, então eu sabia como a maré ia influenciar nas séries (de ondas), quando iam ficar mais espaçadas”, disse Filipe Toledo, que mora em San Clemente, onde fica Trestles. “Eu sabia que precisaria pegar umas ondas logo no início da bateria, porque o Ethan só ia me vencer, se pegasse as maiores das séries. Mas, eu sabia que iam demorar, então segui com minha estratégia, porque sabia que ia funcionar e funcionou”.

João Chumbinho Chianca, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: Divulgação WSL

João Chianca avança na estreia, mas cai diante de um inspirado Ethan Ewing e fica em quarto lugar. Foto: Divulgação WSL

TOP-4 DO MUNDO – Apesar de não conseguir o título mundial, que a Austrália não vence desde o tricampeonato de Mick Fanning em 2013, Ethan Ewing mostrou estar muito bem fisicamente. Logo na primeira bateria que disputou em Trestles, contra o brasileiro João Chianca, o australiano massacrou suas ondas com um ataque fortíssimo de frontside. Ele largou na frente com nota 7,83, a segunda foi 8,60 e a terceira ganhou 9,00 dos juízes. Ethan Ewing venceu por 17,60 a 14,57 pontos, mas Chumbinho já tinha garantido o quarto lugar no ranking final de 2023, com a vitória sobre Jack Robinson por uma larga vantagem de 15,33 a 11,87 pontos.

As marcas da vitória de Ethan Ewing sobre João Chianca, só foram batidas por Filipe Toledo. O australiano depois enfrentou o ídolo local e dono da torcida que lotou Trestles no sábado, Griffin Colapinto. Ethan surfou bem de novo, usando muita força nas manobras e já começou com uma nota excelente, 8,17. Depois, foi trocando o 7,00 da sua segunda onda, por 8,13 da terceira e pelo 8,93 da quarta, para derrotar Griffin Colapinto por 17,10 a 15,96 pontos.

Caroline Marks, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: WSL / Pat Nolan

Caroline Marks arrepia as ondas de Lower Trestles e conquista o seu primeiro título mundial. Foto: WSL / Pat Nolan

CAMPEÃ MUNDIAL – Na decisão do título feminino, Carissa Moore não conseguiu o perseguido hexacampeonato e viu a jovem Caroline Marks, 21 anos, entrar na galeria de campeãs mundiais. O ataque vertical e potente de backside da surfista da Flórida, estava imbatível nas direitas de Trestles. O caminho do título começou com uma disputa de vaga para os Jogos Olímpicos de Paris 204, contra Caitlin Simmers, que tinha passado pela australiana Molly Picklum.

As duas se enfrentaram na decisão do SHISEIDO Tahiti Pro no palco das Olimpíadas, com Caroline Marks sendo a campeã nos tubos de Teahupoo. Então, certamente queria estar lá disputando medalhas para os Estados Unidos, junto com a havaiana Carissa Moore. Essa primeira bateria em Trestles foi fraca de ondas, mas Carolina venceu Caitlin novamente, por 11,67 a 10,36 pontos. Já contra a bicampeã mundial Tyler Wright, as ondas estavam bem melhores e Marks mostrou todo o potencial do seu surfe, ganhando notas 8,33 e 9,07 dos juízes.

“É muito inspirador ter meu nome nessa lista das Olimpíadas”, disse Caroline Marks. “Este era um dos meus objetivos, mas ser campeã mundial, é uma loucura! Eu passei por uma situação estranha no ano passado e fiquei duvidando de mim mesma. Estou me sentindo tão bem agora, isso é tão bom e realmente não sei o que dizer. Estou muito emocionada com tudo que aconteceu esse ano”.

Carissa Moore, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: WSL / Cait Miers

Carissa Moore perde mais um título depois de fazer uma bela campanha no Tour. Foto: WSL / Cait Miers

DECISÃO DO TÍTULO – Na primeira final de três baterias contra Carissa Moore, Caroline Marks repetiu seu ataque agressivo de backside e somou 8,67 com 8,43, na vitória por 17,10 a 14,97 pontos das notas 7,70 e 7,27 da havaiana. Na segunda bateria, a surfista da Flórida começou botando pressão sobre a pentacampeã mundial, com o 7,00 e 7,60 que recebeu nas duas primeiras ondas. O máximo que Carissa Moore conseguiu foi 6,93 e 6,60 e acabou perdendo mais uma chance de conseguir seu sexto título. No ano passado, viu Stephanie Gilmore ganhar o oitavo dela e agora é Caroline Marks que entra neste seleto grupo de campeãs mundiais.

“A Carissa (Moore) foi uma grande inspiração para mim, durante o crescimento de toda a minha vida”, destacou Caroline Marks. “Ela teve um ano excelente e era um sonho meu estar na final com ela. Acabei de pegar uma prancha ótima e tenho muitos familiares e bons amigos aqui, eu realmente sinto esse apoio e foi muito importante, então estava tudo fluindo pra mim hoje. Acabei de viver um dia especial com o oceano, então, uau, é muito bom”.

A decisão do Rip Curl WSL Finals foi mesmo entre as melhores surfistas da temporada. Elas encabeçam a lista de recordes do CT 2023, com Carissa Moore no topo com nota 9,67 e 18,00 pontos nas semifinais do Surf Ranch Pro. Caroline Marks foi quem chegou mais perto dessa melhor apresentação do ano, com o 9,63 e os 17,80 pontos nas direitas de Jeffreys Bay, na primeira fase da etapa da África do Sul.

Filipe Toledo, Rip Curl WSL Finals 2023, Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), World Surf League, Circuito Mundial de Surf. Foto: WSL / Pat Nolan

Filipe Toledo joga água pra cima em Lowers. Foto: WSL / Pat Nolan

RESULTADOS DO RIP CURL WSL FINALS 2023:

DECISÃO DO TÍTULO MUNDIAL MASCULINO:
Bicampeão: Filipe Toledo (BRA) por 2 a 0
2.a final: Filipe Toledo (BRA) 14,27 x 12,37 Ethan Ewing (AUS)
1.a final: Filipe Toledo (BRA) 17,97 x 17,23 Ethan Ewing (AUS)
—————-
3.a bateria: Ethan Ewing (AUS) 17,10 x 15,96 Griffin Colapinto (EUA)
2.a bateria: Ethan Ewing (AUS) 17,60 x 14,57 João Chianca (BRA)
1.a bateria: João Chianca (BRA) 15,33 x 11,87 Jack Robinson (AUS)

DECISÃO DO TÍTULO MUNDIAL FEMININO:
Campeã de 2023: Caroline Marks (EUA) por 2 x 0
2.a final: Caroline Marks (EUA) 14,60 x 13,53 Carissa Moore (HAV)
1.a final: Caroline Marks (EUA) 17,10 x 14,97 Carissa Moore (HAV)
—————-
3.a bateria: Caroline Marks (EUA) 17,40 x 13,70 Tyler Wright (AUS)
2.a bateria: Caroline Marks (EUA) 11,67 x 10,36 Caitlin Simmers (EUA)
1.a bateria: Caitlin Simmers (EUA) 15,17 x 12,17 Molly Picklum (AUS)

SURFISTAS QUE GANHARAM MAIS DE UM TÍTULO MUNDIAL:
11 – Kelly Slater (EUA) em 1992/94/95/96/97/98/2005/2006/2008/2010/2011
4 – Mark Richards (AUS) em 1979/1980/1981/1982
3 – Tom Curren (EUA) em 1985/1986/1990
3 – Andy Irons (HAV) em 2002/2003/2004
3 – Mick Fanning (AUS) em 2007/2009/2013
3 – Gabriel Medina (BRA) em 2014/2018/2021
2 – Tom Carroll (AUS) em 1983/1984
2 – Damien Hardman (AUS) em 1987/1991
2 – John John Florence (HAV) em 2016/2017
2 – Filipe Toledo (BRA) em 2022 e 2023

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Califórnia

Vaquinha apoia Victor Bernardo após grave acidente

Vaquinha no GoFundMe ajuda Victor Bernardo e Johnni com despesas médicas após grave acidente de carro nos Estados Unidos.

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Victor Victor Bernardo e Johnni enfrentam um longo processo de recuperação após o grave acidente de carro nos Estados Unidos.

Victor Bernardo e Johnni enfrentam um longo processo de recuperação após o grave acidente de carro nos Estados Unidos.

Uma vaquinha para Victor Bernardo e sua esposa, Johnni Bufkin Bernardo, foi criada no GoFundMe após o casal sofrer um grave acidente de carro nos Estados Unidos. A campanha busca ajudar a cobrir os custos médicos, a reabilitação e as despesas do cotidiano durante o longo período em que os dois ficarão impossibilitados de trabalhar.

O acidente aconteceu na noite de 17 de agosto, quando Victor e Johnni retornavam de Catalina Island, na Califórnia. A colisão envolveu um caminhão na Interstate 5, conhecida como I-5.

A gravidade da ocorrência exigiu atendimento imediato. Victor Bernardo foi transportado de helicóptero para um centro de trauma, enquanto Johnni foi levada de ambulância. Os dois foram internados na Unidade de Terapia Intensiva e precisaram passar por múltiplas cirurgias de emergência para estabilizar seus quadros.

Victor Bernardo

Victor era um dos convidados do Four Seasons Maldives Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Divulgação

Victor e Johnni ainda não têm previsão de alta

Victor sofreu uma fratura na perna e um grave ferimento acima do joelho. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar o membro, mas o equipamento já foi retirado. Antes de uma das cirurgias, um dos médicos manifestou confiança na recuperação do surfista e em sua possibilidade de retornar à água.

Johnni também sofreu ferimentos graves e precisou ser submetida a procedimentos cirúrgicos. Mesmo machucada, ela conseguiu telefonar do local do acidente para avisar pessoas próximas e pedir ajuda.

As circunstâncias exatas da colisão não foram divulgadas. A família e os responsáveis pela campanha decidiram manter os detalhes em sigilo para preservar a privacidade do casal neste momento delicado.

Recuperação pode levar até um ano

A campanha Support Victor and Johnni’s Long Road to Recovery, organizada no GoFundMe por Catherine Patterson, informa que Victor e Johnni ainda precisarão enfrentar novas cirurgias, medicamentos e um extenso processo de reabilitação.

Os dois permanecerão afastados do trabalho por tempo indeterminado. No cenário mais otimista, o retorno às atividades poderá acontecer em aproximadamente seis meses. Entretanto, a recuperação completa pode levar até um ano.

A arrecadação pretende ajudar não apenas com os procedimentos médicos, mas também com aluguel, alimentação, parcelas do carro, medicamentos e cuidados com o gato do casal.

Comunidade do surfe se mobiliza

Desde que o acidente se tornou público, familiares, amigos e integrantes da comunidade internacional do surfe vêm demonstrando apoio a Victor e Johnni. Atletas como Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que enviaram mensagens ao casal.

Victor Bernardo havia sido anunciado recentemente como um dos convidados do Four Seasons Surfing Champions Trophy 2026, nas Maldivas. Por causa do acidente e do longo tratamento pela frente, o brasileiro precisou deixar a competição.

Quem puder contribuir pode acessar a campanha no GoFundMe. Compartilhar a vaquinha também é uma forma importante de ajudar Victor e Johnni durante essa jornada de recuperação.

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América do Norte

US Open of Surfing: Jake Marshall e Sierra Kerr vencem

US Open of Surfing: Jake Marshall e Sierra Kerr vencem. Veja os destaques brasileiros, os rankings do Challenger Series e a corrida pelo CT.

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Finalists Lexus US Open of Surfing 2026 TSP 4964 Tommy Pierucki

Finalistas do US Open of Surfing em Huntington Beach, Califórnia (EUA). Foto: WSL / Tommy Pierucki

O US Open of Surfing chegou ao fim neste domingo (2), em Huntington Beach, na Califórnia (EUA), coroando o norte-americano Jake Marshall e a australiana Sierra Kerr como campeões da segunda etapa do Challenger Series da World Surf League (WSL). Além dos títulos inéditos na divisão de acesso, ambos assumiram a liderança dos rankings rumo ao Championship Tour (CT) de 2027.

Mesmo sem representantes nas semifinais, o Brasil teve campanhas consistentes ao longo da competição e segue muito bem colocado na disputa por vagas na elite mundial. Após duas etapas, quatro brasileiros aparecem entre os dez primeiros do ranking masculino.

US Open of Surfing consagra Jake Marshall e Sierra Kerr

A final masculina colocou frente a frente dois atletas experientes do Championship Tour. Jake Marshall derrotou Kanoa Igarashi por 14,77 a 14,07 em uma bateria decidida apenas nos segundos finais.

Marshall virou a disputa ao receber nota 8,00 em sua última onda. Igarashi ainda encontrou uma oportunidade antes do cronômetro zerar, mas sua nota ficou abaixo dos 7,31 necessários para recuperar a liderança.

“Foi um dos anos mais difíceis da minha carreira. Nunca havia vencido um evento da WSL e conquistar esse título diante da minha família significa tudo para mim”, afirmou Marshall após a conquista.

Na decisão feminina, Sierra Kerr superou a compatriota Isla Huppatz por 12,50 a 11,90. A australiana conquistou sua primeira vitória no Challenger Series poucos meses após retornar às competições depois de enfrentar a doença de Lyme, que a afastou das disputas por vários meses.

A final repetiu o duelo entre as duas na decisão do Mundial Júnior deste ano. Huppatz chegou a assumir a liderança, mas Kerr respondeu rapidamente com nota 6,00 para confirmar o título e assumir a liderança do ranking.

Gabriel Klaussner Lexus US Open of Surfing 2026 TSP 0315 Tommy Pierucki

Gabriel Klaussner faz brilhante campanha na etapa. Foto: WSL / Tommy Pierucki

Brasileiros se destacam no US Open of Surfing

Apesar de não colocar atletas nas semifinais, o Brasil acumulou boas campanhas em Huntington Beach.

Uma das grandes histórias da etapa foi Gabriel Klaussner. Depois de disputar o evento desde a primeira fase, o paulista chegou às quartas de final e só foi eliminado pelo futuro campeão Jake Marshall, que venceu por 14,07 a 12,20.

Outro destaque foi Mateus Herdy, protagonista da melhor bateria das quartas de final. Contra o norte-americano Griffin Colapinto, o brasileiro registrou a maior nota do domingo (8,67), mas acabou derrotado por 16,00 a 14,50. O resultado, porém, fez Herdy subir cinco posições no ranking, chegando ao sexto lugar.

Deivid Silva, Huntington Beach, Califórnia (EUA). Foto: WSL / Tommy Pierucki

Deivid Silva também faz bonito em Huntington. Foto: WSL / Tommy Pierucki

Deivid Silva também teve uma campanha marcante. No sábado, eliminou o então líder do ranking, Cole Houshmand, antes de ser derrotado nas quartas de final pelo norte-americano Hayden Rodgers.

Douglas Silva alcançou as oitavas de final, onde perdeu para Kanoa Igarashi em uma bateria equilibrada. Fora da chave principal, Dodô venceu a Expression Session, garantindo um prêmio de US$ 500.

Quem segue como principal brasileiro na classificação é Weslley Dantas. Vice-campeão da primeira etapa, ele foi eliminado logo em sua estreia, mas em uma bateria extremamente equilibrada. Weslley somou 12,10 pontos, apenas 0,20 atrás de Jackson Bunch, segundo colocado da bateria, e 0,40 abaixo de Mateus Herdy, vencedor do confronto. Mesmo assim, manteve a terceira colocação geral do Challenger Series.

Mateus Herdy Lexus US Open of Surfing 2026 TSP 0710 Tommy Pierucki

Mateus Herdy completa o trio brasileiro no Finals Day. Foto: WSL / Tommy Pierucki

Ranking do Challenger Series

Com a vitória no US Open of Surfing, Jake Marshall assumiu a liderança do ranking masculino com 14.745 pontos, seguido por Cole Houshmand, com 13.320.

O Brasil aparece com quatro atletas entre os dez primeiros:

  • 3º Weslley Dantas — 9.700
  • 6º Mateus Herdy — 8.065
  • 7º Deivid Silva — 8.065
  • 10º Ian Gouveia — 6.445

Também aparecem no ranking:

  • 17º Gabriel Klaussner — 4.995
  • 18º Ryan Kainalo — 4.995
  • 19º Douglas Silva — 4.020
  • 28º Vitor Ferreira — 3.570
  • 47º Edgard Groggia — 2.300
  • 55º Michael Rodrigues — 1.300
  • 66º Rafael Barbosa — 1.000
  • 79º Lucas Silveira — 600

Entre as mulheres, Laura Raupp ocupa a 11ª colocação, seguida por Sophia Medina (43ª) e Tainá Hinckel (48ª).

Weslley Dantas. Foto: WSL / Megan Youngblood

Weslley Dantas segue como melhor brasileiro no ranking. Foto: WSL / Megan Youngblood

Próxima etapa será no Brasil

O Challenger Series volta entre 26 de setembro e 3 de outubro, em São Sebastião (SP), com previsão de realização na Praia de Maresias.

A etapa brasileira será decisiva para a sequência da temporada. Ao final do circuito, os 10 primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem vaga no Championship Tour de 2027.

O US Open of Surfing deixou a disputa ainda mais equilibrada e mostrou que o Brasil segue como um dos países mais fortes na briga por vagas na elite mundial do surfe.

Veja o ranking completo na página da WSL.

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América do Norte

Trestles é confirmada como sede do surfe nas Olimpíadas de 2028

ISA e Comitê Olímpico confirmam Trestles, na Califórnia, como sede do surfe nos Jogos Olímpicos de 2028. Conheça os detalhes.

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A ISA e o Comitê Olímpico confirmaram Trestles, na Califórnia, como sede do surfe nos Jogos Olímpicos de 2028. Conheça os detalhes e depoimentos oficiais. Foto: ISA / Sean Evans

A ISA e o Comitê Olímpico confirmaram Trestles, na Califórnia, como sede do surfe nos Jogos Olímpicos de 2028. Foto: ISA / Sean Evans

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA28), em parceria com a International Surfing Association (ISA) e o Comitê Olímpico Internacional (COI), confirmou oficialmente que Trestles, na Califórnia, será o local da competição de surfe nos Jogos Olímpicos de 2028. A decisão encerra um processo de avaliação técnica e estratégica para garantir o melhor cenário competitivo para os atletas.

Localizada em San Clemente, Trestles é considerada uma das melhores ondas de alta performance do mundo. Reconhecida pela consistência, qualidade e valor simbólico para a comunidade do surfe, a praia tem um longo histórico como sede de eventos internacionais e campeonatos nacionais dos Estados Unidos.

O presidente da ISA, Fernando Aguerre, celebrou a escolha e reforçou a importância da decisão para a continuidade da presença do surfe nos Jogos:

“Após o sucesso incrível do surfe em Teahupo’o, e conversando com muitos dos principais atletas do mundo, sabíamos que qualquer solução para LA28 precisava envolver as melhores ondas de performance – e não há dúvidas de que esse lugar é Trestles.”
“Agradecemos à equipe do LA28 e ao Comitê Olímpico Internacional por apoiarem as melhores condições possíveis para os atletas”, completou Aguerre.

Além do presidente, a atleta e presidente da Comissão de Atletas da ISA, Justine Dupont, também aprovou a escolha:

“Em nome dos surfistas e da nossa comissão, estou muito feliz com a decisão de levar o surfe olímpico para Trestles. Para nós, a qualidade e a consistência das ondas devem ser prioridade, e Trestles é a escolha certa.”

Com essa confirmação, Trestles se junta à lista de locais históricos do surfe olímpico, sucedendo Tsurigasaki Beach, no Japão (2021), e Teahupo’o, no Taiti (2024). A decisão reforça o compromisso da ISA e do COI em realizar as competições em picos icônicos e desafiadores, alinhados à evolução e ao prestígio da modalidade no cenário esportivo mundial.

O surfe faz parte da programação olímpica desde Tóquio 2020 e, com a escolha de Trestles, o esporte reafirma sua conexão com a juventude, a inovação e o espírito competitivo em alto nível.

 

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