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Competições

Chloé Calmon garante vaga no WSL Finals de Longboard

Chloé Calmon cai nas quartas do Mundial de Longboard em El Salvador, mas garante vaga na grande final do Circuito.

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Chloé Calmon, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Chloé Calmon carimba vaga entre as oito finalistas do Circuito Mundial de Longboard da World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Duas finais havaianas fecharam o Surf City El Salvador Longboard Classic apresentado por Corona, na sexta-feira em La Libertad, El Salvador. Na primeira, o número 1 no ranking do World Surf League (WSL) Longboard Tour 2023, Kaniela Stewart, derrotou o jovem John Michael Van Hohenstein. Depois, a líder Kelis Kaleopaa perdeu para Sophia Culhane, que começou o dia derrotando Chloé Calmon nas quartas de final. A brasileira está entre as top-8 do ranking, que vão disputar o título mundial no Original Sprout Malibu Longboard Championships, no melhor dia de ondas na janela de 3 a 13 de outubro em Malibu Beach, na Califórnia.

Chloé Calmon é a esperança de um primeiro título mundial feminino do Brasil no Longboard. O masculino, o também carioca Phil Rajzman foi campeão duas vezes. Phil Rajzman é, na verdade, o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial na World Surf League, em 2007, bem antes do surgimento da geração “Brazilian Storm”. Gabriel Medina ganhou o primeiro dele somente 7 anos depois, em 2014, quando foi iniciado este domínio verde-amarelo de 7 títulos conquistados nas últimas 9 temporadas. Depois do Medina, Adriano de Souza foi o campeão em 2015 e em 2016 Phil Rajzman conseguiu outro feito inédito, de ser o primeiro brasileiro a ganhar dois títulos mundiais.

A carioca Chloé Calmon já chegou perto de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de Longboard três vezes. Ela foi vice-campeã no ano do bicampeonato de Phil Rajzman em 2016 e perdeu também a decisão dos títulos de 2017 e 2019, para a havaiana Honolua Blomfield. A nova chance de Chloé Calmon é agora no formato que está sendo implantado pela World Surf League no Original Sprout Malibu Longboard Championships. Os títulos mundiais serão decididos em um único dia, no sistema mata-mata inspirado no WSL Finals em Lowers Trestles, onde só deu Brasil desde 2021, com Gabriel Medina e Filipe Toledo ganhando as três primeiras edições.

Sophia Culhane e Kaniela Stewart, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Sophia Culhane e Kaniela Stewart vencem o Surf City El Salvador Longboard Classic em El Sunzal. Foto: Divulgação WSL

A campeã do Surf City El Salvador Longboard Classic, Sophia Culhane, estava empatada com Chloé Calmon em quinto lugar no ranking. A bateria entre elas pelas quartas de final, valia a quarta posição e a havaiana conseguiu vencer, deixando a carioca em sexto lugar. Com isso, Chloé terá que competir no primeiro confronto da decisão do título mundial em Malibu Beach. As suas primeiras adversárias, são as norte-americanas Rachael Tilly e Mason Schremmer, que terminaram respectivamente na sétima e oitava colocação no ranking das três etapas, realizadas em Huntington Beach na Califórnia e nas direitas de Bells Beach na Austrália e de El Sunzal em El Salvador.

CAMINHO DO TÍTULO – Se Chloé Calmon vencer essa primeira bateria em Malibu Beach, terá outro confronto de três competidoras no caminho do título mundial, com a quarta e quinta do ranking, a tricampeã mundial Honolua Blomfield e a francesa Alice Lemoigne. A primeira colocada segue então para o primeiro duelo mulher a mulher, contra a número 3, Sophia Culhane. Quem ganhar esse terceiro confronto, disputa com a vice-líder e bicampeã mundial, Soleil Errico, a chance de decidir o título de 2023 na melhor de 3 baterias do Original Sprout Malibu Longboard Championships, com a número 1, Kelis Kaleopaa. Quem ganhar 2, será consagrada como campeã mundial de 2023.

A havaiana confirmou a primeira posição no ranking, no confronto direto com Honolua Blomfield nas semifinais do Surf City El Salvador Longboard Classic. Isso porque a ex-líder, Soleil Errico, perdeu o duelo de campeãs mundiais das quartas de final, com a também norte-americana Rachael Tilly. As havaianas Kelis e Honolua já tinham vencido as baterias que abriram a sexta-feira, que formaram a primeira semifinal. Rachael Tilly foi a segunda vítima de Sophia Culhane, que tinha derrotado Chloé Calmon numa bateria mais fraca de ondas.

“Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo agora, mas estou muito feliz”, disse Sophia Culhane. “As ondas estavam bem divertidas hoje e a Kelis (Kaleopaa) é uma competidora muito forte. Ela tem um estilo incrível, é uma pessoa incrível e eu a admiro e a amo muito”.

Kaniela Stewart, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Kaniela faz a festa em El Sunzal Foto: Divulgação WSL

ÚLTIMA VAGA NOS TOP-8 – Na categoria masculina, a sexta-feira já começou pelas semifinais e Kaniela Stewart sacramentou o primeiro lugar no ranking, com a vitória sobre o inglês Ben Skinner. Depois dessa bateria entre dois garantidos nos top-8, rolou a dos dois únicos que ainda tentavam entrar no grupo que vai disputar o título mundial em Malibu Beach. Se passasse para a final, o sul-africano Steven Sawyer já confirmava seu nome nos top-8. Mas, perdeu para John Michael Van Hohenstein, que chegou em sua primeira decisão de título em etapas do WSL Longboard Tour.

Para tirar a última vaga nos top-8 do norte-americano Tony Silvagni, o havaiano precisava vencer o campeonato. Só que Kaniela Stewart não deu qualquer chance para o jovem havaiano e já arrancou nota 8,33 na terceira onda que surfou. O máximo que John Michael Van Hohenstein conseguiu foram 5,93 e 5,87, com Kaniela somando 6,50 para vencer o Surf City El Salvador Longboard Classic, por 14,83 a 11,80 pontos. Kaniela Stewart foi o único a ganhar duas das três etapas do WSL Longboard Tour 2023. A primeira foi Huntington Beach Longboard Classic na Califórnia.

“Estou muito feliz e não tem ninguém mais a quem agradecer, do que o Homem lá em cima. Foi Ele que fez isso acontecer. Sem Ele eu não estaria aqui, então obrigado Deus”, disse Kaniela Stewart. “Obrigado também a todos em casa por me assistirem e me apoiarem através de mensagens. Espero que tenhamos boas ondas em Malibu, porque todos estão surfando muito bem. Eu mal posso esperar para competir lá e esperamos trazer esse título mundial de volta para o Havaí”.

Sophia Culhane, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Sophia Culhane foi a algoz de Chloé Calmon nas quartas de final. Foto: Divulgação WSL

TÍTULO MUNDIAL – Com o primeiro lugar no ranking final das três etapas, Kaniela Stewart vai ficar assistindo de camarote a definição do seu adversário na melhor de três baterias, que decidirá o campeão mundial de 2023 no Original Sprout Malibu Longboard Championships. A primeira bateria será entre o 6.o, 7.o e 8.o colocados, respectivamente o francês Edouard Delpero, o filipino Rogelio Jr Esquievel e o norte-americano Tony Silvagni. Quem vencer, enfrentará o 4.o e 5.o, o australiano Declan Wyton e o inglês Ben Skinner.

Depois, começam os confrontos homem a homem. O ganhador da segunda bateria com três surfistas, terá um duro desafio com o tricampeão mundial Taylor Jensen, que ficou em terceiro no ranking e conhece muito bem as ondas de Malibu Beach, um dos berços do esporte das ondas na Califórnia. O vencedor então disputará com o vice-líder, Kai Sallas, quem vai decidir o título mundial na melhor de três baterias com Kaniela Stewart. Os dois havaianos que ficaram nas primeiras posições do ranking, buscam o seu primeiro título mundial.

ÚLTIMO DIA DO SURF CITY EL SALVADOR LONGBOARD CLASSIC:

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Sophia Culhane (HAV) por 13,50 pts (7,50+6,00) – US$ 5.000 e 10.000 pts
2.o lugar: Kelis Kaleopaa (HAV) com 12,23 pts (6,40+5,83) – US$ 2.500 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.300 e 6.085 pontos:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) 12,77 x 12,07 Honolua Blomfield (HAV)
2.a: Sophia Culhane (HAV) 13,07 x 11,40 Rachael Tilly (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.000 e 4.745 pontos:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) 14,34 x 10,94 Mason Schremmer (EUA)
2.a: Honolua Blomfield (HAV) 13,23 x 13,10 Zoe Grospiron (FRA)
3.a: Rachael Tilly (EUA) 16,86 x 14,83 Soleil Errico (EUA)
4.a: Sophia Culhane (HAV) 13,30 x 12,64 Chloé Calmon (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: Kaniela Stewart (HAV) por 14,83 pts (8,33+6,50) – US$ 5.000 e 10.000 pts
2.o: John Michael Van Hohenstein (HAV) com 11,80 (5,93+5,87) – US$ 2.500 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.300 e 6.085 pontos:
1.a: Kaniela Stewart (HAV) 14,34 x 12,16 Ben Skinner (ING)
2.a: John Michael Van Hohenstein (HAV) 12,80 x 12,20 Steven Sawyer (AFR)

Kelis Kaleopaa, Sophia Culhane, Kaniela Stewart e John Michael Van Hohenstein, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Kelis Kaleopaa, Sophia Culhane, Kaniela Stewart e John Michael Van Hohenstein no pódio da etapa salvadorenha. Foto: Divulgação WSL

RANKINGS DO WSL LONGBOARD TOUR 2023 – 3 etapas:

TOP-8 DA CATEGORIA FEMININA:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) – 21.120 pontos
2.a: Soleil Errico (EUA) – 20.830
3.a: Sophia Culhane (HAV) – 20.830
4.a: Honolua Blomfield (HAV) – 19.970
5.a: Alice Lemoigne (FRA) – 15.865
6.a: Chloé Calmon (BRA) – 15.575
7.a: Rachael Tilly (EUA) – 14.150
8.a: Mason Schremmer (EUA) – 12.810
—–outras sul-americanas no ranking:
13.a: Maria Fernanda Reyes (PER) – 7.970 pontos
17.a: Luana Soares (BRA) – 5.980

TOP-8 DA CATEGORIA MASCULINA:
1.o: Kaniela Stewart (HAV) – 23.320 pontos
2.o: Kai Sallas (HAV) – 18.065
3.o: Taylor Jensen (EUA) – 17.205
4.o: Declan Wyton (AUS) – 14.440
5.o: Ben Skinner (ING) – 14.150
6.o: Edouard Delpero (FRA) – 14.150
7.o: Rogelio Jr Esquievel (PHL) – 14.150
8.o: Tony Silvagni (EUA) – 14.150
—–sul-americanos no ranking:
21.o: Matias Maturano (PER) – 2.660 pontos

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ISA

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por 4 anos

Fernando Aguerre é reeleito presidente da ISA por mais quatro anos e terá LA28 e a expansão mundial do surfe entre os principais desafios.

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Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

Fernando Aguerre foi reeleito por unanimidade para mais quatro anos como presidente da International Surfing Association (ISA). Divulgação ISA

Fernando Aguerre seguirá por mais quatro anos no comando da International Surfing Association (ISA). O argentino foi reeleito por unanimidade durante a Assembleia Geral Anual da entidade e inicia um novo mandato em um momento importante para o crescimento mundial e olímpico do surfe.

Aguerre ocupa a presidência da ISA desde 1994. Durante esse período, a modalidade passou por uma transformação significativa. Sobretudo, o surfe conquistou espaço no programa olímpico e fez sua estreia nos Jogos de Tóquio 2020. Depois, voltou ao programa em Paris 2024, com a competição realizada nas ondas de Teahupo’o, no Taiti.

Agora, a atenção da entidade se volta para Los Angeles 2028.

LA28 será prioridade no novo mandato

Um dos principais desafios de Fernando Aguerre será conduzir o surfe até sua terceira participação consecutiva nos Jogos Olímpicos. Em LA28, a disputa acontecerá nas ondas de Lower Trestles, na Califórnia.

Além disso, a ISA pretende continuar trabalhando para ampliar a presença da modalidade em diferentes regiões do planeta. Atualmente, a entidade reúne 120 federações nacionais.

A entrada do Zimbábue, aprovada durante a Assembleia Geral, fez a organização atingir essa marca. Portanto, a expansão internacional continuará entre as prioridades do próximo ciclo.

“O surfe olímpico já foi um sonho impossível, mas juntos tornamos esse sonho realidade”, destacou Aguerre ao comentar sua reeleição.

O dirigente também citou Brisbane 2032. Dessa forma, a ISA já olha além dos próximos Jogos e pretende fortalecer a posição do surfe dentro do Movimento Olímpico.

Fernando Aguerre, presidente da International Surfing Association. Divulgação ISA

À frente da ISA desde 1994, Fernando Aguerre teve papel decisivo no processo que levou o surfe aos Jogos Olímpicos. Divulgação ISA

ISA também define nomes do Comitê Executivo

A Assembleia Geral também confirmou outros nomes importantes da administração da entidade. Jean-Luc Arassus, da França, e Barbara Kendall, da Nova Zelândia, foram reeleitos vice-presidentes.

Por outro lado, Afridun Amu, do Afeganistão, foi eleito membro regular do Comitê Executivo da ISA.

Além das eleições, a reunião abordou diferentes áreas de desenvolvimento da entidade. Entre os temas discutidos estavam formação de atletas, antidoping, para surfe, sustentabilidade, proteção dos atletas e apoio às federações nacionais.

Igualdade de gênero ganha destaque

A ISA também apresentou dados relacionados à participação feminina na administração do surfe. Segundo a entidade, 88% das federações filiadas possuem pelo menos uma mulher em posição de liderança.

Além disso, 66% das federações participam de iniciativas voltadas à igualdade de gênero. Ao mesmo tempo, 13 mulheres ocupam atualmente cargos de presidente, CEO ou diretora-executiva nas organizações nacionais ligadas à ISA.

Outro projeto destacado foi o Women’s Judging Program. A iniciativa busca aumentar a participação feminina nos painéis de julgamento e terá uma nova edição durante o ISA World Junior Surfing Championship de 2026, em El Salvador.

Aguerre projeta novo capítulo para o surfe mundial

Após ser reeleito, Fernando Aguerre agradeceu a confiança da comunidade internacional do surfe. O dirigente também reforçou que considera o esporte muito mais do que uma competição.

Para ele, o surfe representa uma cultura e uma forma de conexão com a natureza. Por isso, a ISA pretende combinar o crescimento competitivo da modalidade com iniciativas ambientais, sociais e de desenvolvimento.

Assim, Aguerre inicia mais quatro anos à frente da entidade que governa o surfe mundial. Depois de ajudar a transformar em realidade o antigo objetivo de levar o esporte aos Jogos Olímpicos, o argentino terá agora a missão de fortalecer esse legado e ampliar ainda mais o alcance global do surfe.

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Competições

Surfing Champions Trophy 2026 agita as Ilhas Maldivas

Surfing Champions Trophy 2026 reúne seis atletas nas Maldivas, com disputas em três tipos de prancha entre 4 e 11 de setembro.

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Four Seasons Surfing Champions Trophy 2023, Sultan´s, Maldivas. Foto: Divulgação Four Seasons

O cenário paradisíaco de Sultans, nas Maldivas, recebe o Surfing Champions Trophy 2026 entre os dias 4 e 11 de setembro. Foto: Divulgação Four Seasons

O Surfing Champions Trophy 2026 está pronto para transformar as águas cristalinas das Ilhas Maldivas em um palco de técnica, criatividade e adaptação. Entre os dias 4 e 11 de setembro, seis surfistas convidados disputarão a 14ª edição do torneio em Sultans, uma das ondas de direita mais conhecidas do Atol de Malé Norte.

A competição será realizada nas proximidades do Four Seasons Resort Maldives at Kuda Huraa. Além disso, o período de espera de oito dias permitirá que os organizadores escolham as melhores condições antes de liberar os atletas para o mar.

Seis surfistas e três tipos de prancha

Mason Ho, Caio Ibelli, Bede Durbidge, Felicity Palmateer, Travis Logie e o surfista maldivo Ahmed Hishaam formam o grupo de competidores. Embora tenham trajetórias bastante diferentes, todos precisarão demonstrar versatilidade para conquistar o título.

Mason Ho, por exemplo, é conhecido por seu estilo instintivo e imprevisível. Já o brasileiro Caio Ibelli, ex-número 8 do mundo, voltará a vestir a lycra de competição três anos após sua última bateria no Championship Tour.

Por outro lado, Bede Durbidge deixará temporariamente sua função de treinador para retornar às disputas. Felicity Palmateer levará ao evento sua experiência em competições, ondas grandes e comunicação. Enquanto isso, Travis Logie retorna ao torneio dez anos depois de sua primeira participação. Finalmente, Ahmed Hishaam contará com uma vantagem especial: o conhecimento adquirido durante uma vida inteira surfando nas águas locais.

Formato exige adaptação dos atletas no Surfing Champions Trophy 2026

O grande diferencial do Surfing Champions Trophy 2026 está no uso de três tipos de prancha. Inicialmente, os atletas competirão com modelos single fin, equipados com uma única quilha. Depois, enfrentarão a divisão twin fin, que utiliza duas quilhas. Por fim, chegarão às modernas pranchas thruster, com três quilhas.

Cada equipamento muda a velocidade, o tempo dos movimentos e as linhas escolhidas na onda. Portanto, dominar apenas uma prancha não será suficiente. O campeão precisará ajustar sua técnica ao longo de todas as fases.

Esse formato valoriza a capacidade de adaptação e, ao mesmo tempo, celebra diferentes períodos da evolução do surfe. Desde sua estreia, em 2011, o evento já recebeu nomes como Kelly Slater, Carissa Moore, Taj Burrow, Joel Parkinson, Rob Machado, Maya Gabeira e Mark Occhilupo.

Caio Ibelli, Austrália

O brasileiro Caio Ibelli está entre os seis surfistas convidados para disputar o Surfing Champions Trophy 2026. Foto: Arquivo pessoal

Ondas de Sultans favorecem o espetáculo

As condições recentes no Oceano Índico aumentam a expectativa para o campeonato. Uma sequência consistente de ondulações manteve o Atol de Malé Norte ativo nas últimas semanas. Assim, o cenário é promissor para o início do período de espera.

Sultans oferece paredes longas e abertas, ideais para explorar as características de cada prancha. Consequentemente, os competidores poderão apresentar linhas clássicas com as single fins, velocidade com as twin fins e manobras mais modernas com as thrusters.

Em 2025, Michel Bourez conquistou o título geral após retornar de uma lesão. Além da vitória, o taitiano conseguiu a única nota 10 perfeita daquela edição. Agora, seis novos competidores terão a oportunidade de escrever seu nome na história do torneio.

Com grandes atletas, um formato único e uma das paisagens mais impressionantes do planeta, o Surfing Champions Trophy 2026 promete uma semana inesquecível. As pranchas estão prontas, os surfistas estão chegando e o Oceano Índico prepara o último elemento necessário: as ondas.

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Competições

Ryan Kainalo vence em Pantín e sobe para 3º no CS

Ryan Kainalo vence o QS 6000 de Pantín, soma 6.000 pontos e salta para 3º no Challenger Series. Ian Gouveia também avança no ranking.

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Ryan Kainalo Carry Up 26Pantin 3066 Masurel

Ryan Kainalo conquistou em Pantín a maior vitória de sua carreira. Foto: WSL / Laurent Masurel

Ryan Kainalo conquistou neste domingo (30) a maior vitória de sua carreira. O brasileiro de 20 anos venceu o ABANCA Pantin Classic Galicia Pro, na Espanha, primeiro QS 6000 Internacional da temporada. Além do título, o resultado provocou uma grande mudança na situação do surfista na corrida pela elite mundial.

Com os 6.000 pontos conquistados em Pantín, Ryan subiu 15 posições. Dessa forma, o brasileiro agora aparece em terceiro lugar no ranking masculino do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Além disso, o resultado na Espanha reforçou a presença brasileira entre os primeiros colocados. Atualmente, o Brasil tem três surfistas no Top 5 e cinco entre os dez melhores do ranking.

Ryan Kainalo decide título nos minutos finais

Ryan foi um dos grandes destaques da semana em Pantín. Durante a competição, o brasileiro apresentou um surfe agressivo, com fortes manobras de borda e aéreos.

Na decisão, Ryan enfrentou o australiano Kobi Clements. O brasileiro começou bem e conseguiu 7,17. No entanto, Clements respondeu com 8,67 e assumiu a liderança.

Com isso, Ryan chegou aos dois minutos finais precisando de 6,68 para virar a bateria.

Na última oportunidade, o brasileiro começou a onda com um carve. Em seguida, encontrou uma seção e completou uma rotação aérea.

A nota foi 6,77. Assim, Ryan assumiu a liderança e garantiu o título por apenas 0,10 ponto: 13,94 a 13,84.

“É a maior vitória da minha carreira. Com esses pontos indo para o ranking do Challenger Series, agora estou no jogo”, afirmou Ryan após a conquista.

Ryan Kainalo 26Pantin 3019 Masurel

Ryan somou 6.000 pontos com o título do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro. Foto: WSL / Laurent Masurel

Vitória leva Ryan ao Top 3 do Challenger Series

O troféu foi importante, mas os 6.000 pontos conquistados na Espanha também tiveram impacto direto na temporada de Ryan Kainalo.

Antes de Pantín, o brasileiro ocupava a 18ª colocação. Depois da vitória, ganhou 15 posições e chegou ao terceiro lugar do Challenger Series, com 10.995 pontos.

Dessa maneira, Ryan aparece atrás apenas dos norte-americanos Jake Marshall e Cole Houshmand.

Os pontos conquistados no QS Internacional já estão incorporados ao total apresentado no ranking do Challenger Series. No entanto, a classificação consultada após o evento ainda não mostra essa pontuação separadamente na coluna “Intl QS”.

No caso de Ryan, a conta permite identificar a inclusão do resultado. O brasileiro tinha 4.745 e 250 pontos referentes aos dois primeiros eventos. Agora, com os 6.000 conquistados em Pantín, o total chega exatamente aos 10.995 pontos apresentados na classificação.

Portanto, embora a coluna específica ainda não mostre os 6.000 pontos, o resultado de Pantín já está considerado no total de Ryan.

Podium Men and Women 26Pantin 3248 Masurel

Pódio do QS 6000 Internacional de Pantín. Foto: WSL / Laurent Masurel

Brasil coloca três surfistas no Top 5

Ian Gouveia também saiu fortalecido da etapa espanhola. O brasileiro chegou às semifinais e, consequentemente, ganhou posições importantes na classificação.

Ian subiu cinco lugares e agora ocupa a quinta posição do Challenger Series, com 10.105 pontos.

Curiosamente, sua campanha terminou justamente diante de Ryan Kainalo. Os dois brasileiros se enfrentaram na semifinal, e Ryan venceu por 14,03 a 5,57.

Com a atualização após Pantín, o Brasil passou a ter três representantes entre os cinco primeiros colocados:

3º Ryan Kainalo – 10.995 pontos
4º Wesley Dantas – 10.180 pontos
5º Ian Gouveia – 10.105 pontos

Além deles, Deivid Silva aparece na sétima posição, com 9.025 pontos. Mateus Herdy, por sua vez, ocupa o décimo lugar, com 8.065.

Assim, o Brasil tem cinco representantes entre os dez primeiros colocados do Challenger Series masculino.

Ian Gouveia 26Pantin 1819 Masurel

Ian Gouveia chegou às semifinais em Pantín e subiu para o quinto lugar no Challenger Series. Foto: WSL / Laurent Masurel

Sierra Kerr vence no feminino

No feminino, Sierra Kerr confirmou a grande fase. A australiana derrotou a portuguesa Maria Salgado por 13,10 a 5,17 na decisão. Com isso, Sierra também conquistou os 6.000 pontos de Pantín.

A australiana já liderava o Challenger Series. Além disso, vinha da vitória no US Open of Surfing, seu primeiro título no circuito.

Agora, com o resultado na Espanha, Sierra chegou a 20.745 pontos e fortaleceu ainda mais sua campanha na corrida pelo Championship Tour.

Antes da final, Sierra também protagonizou uma das melhores baterias do dia. Na semifinal, por exemplo, a australiana derrotou a norte-americana Eden Walla por 15,00 a 13,20.

Resultados do ABANCA Pantin Classic Galicia Pro

Masculino

Final

Ryan Kainalo (BRA) 13,94 x 13,84 Kobi Clements (AUS)

Semifinais

1 Ryan Kainalo (BRA) 14,03 x 5,57 Ian Gouveia (BRA)
2 Kobi Clements (AUS) 13,90 x 13,34 Jorgann Couzinet (FRA)

Quartas de final

1 Ryan Kainalo (BRA) 11,57 x 9,23 Levi Slawson (EUA)
2 Ian Gouveia (BRA) 14,94 x 13,67 Eden Hasson (AUS)
3 Kobi Clements (AUS) 13,13 x 8,04 Hans Odriozola (ALE)
4 Jorgann Couzinet (FRA) 14,84 x 9,93 Caleb Tancred (AUS)

Feminino

Final

Sierra Kerr (AUS) 13,10 x 5,17 Maria Salgado (POR)

Semifinais

1 Maria Salgado (POR) 12,16 x 9,27 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS)
2 Sierra Kerr (AUS) 15,00 x 13,20 Eden Walla (EUA)

Quartas de final

1 Maria Salgado (POR) 12,50 x 8,40 Carla Morera De La Vall (ESP)
2 Janire Gonzalez Etxabarri (BAS) 11,66 x 9,77 Nanaho Tsuzuki (JAP)
3 Eden Walla (EUA) 11,83 x 11,00 India Robinson (AUS)
4 Sierra Kerr (AUS) 13,83 x 8,97 Anon Matsuoka (JAP)

Próximo QS 6000 será em Portugal

Por fim, os competidores terão pouco tempo para descanso. O segundo QS 6000 Internacional da temporada acontece em Matosinhos, Portugal, entre 1º e 6 de setembro.

A etapa será mais uma oportunidade para somar pontos importantes na corrida pelo Championship Tour. Por isso, o evento ganha peso especial para os brasileiros que já aparecem nas primeiras posições.

Ryan Kainalo chega a Portugal em uma situação completamente diferente daquela que tinha antes de Pantín. Afinal, o brasileiro saiu do 18º lugar, conquistou a maior vitória de sua carreira e agora ocupa a terceira posição do Challenger Series.

Ian Gouveia também chega fortalecido. Além disso, com cinco brasileiros atualmente no Top 10, a disputa pelas vagas na elite mundial ganha ainda mais importância para o surf brasileiro nas próximas etapas.

Em suma, Pantín mudou significativamente o cenário do Challenger Series para Ryan Kainalo. O brasileiro chegou à Espanha em 18º, saiu como campeão e segue para Portugal ocupando o Top 3 da corrida pela elite.

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