Conecte-se conosco
835b29c2 1709 4ea9 bba7 11d50f150f73

Competições

Chloé Calmon garante vaga no WSL Finals de Longboard

Chloé Calmon cai nas quartas do Mundial de Longboard em El Salvador, mas garante vaga na grande final do Circuito.

Publicado

em

Chloé Calmon, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Chloé Calmon carimba vaga entre as oito finalistas do Circuito Mundial de Longboard da World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Duas finais havaianas fecharam o Surf City El Salvador Longboard Classic apresentado por Corona, na sexta-feira em La Libertad, El Salvador. Na primeira, o número 1 no ranking do World Surf League (WSL) Longboard Tour 2023, Kaniela Stewart, derrotou o jovem John Michael Van Hohenstein. Depois, a líder Kelis Kaleopaa perdeu para Sophia Culhane, que começou o dia derrotando Chloé Calmon nas quartas de final. A brasileira está entre as top-8 do ranking, que vão disputar o título mundial no Original Sprout Malibu Longboard Championships, no melhor dia de ondas na janela de 3 a 13 de outubro em Malibu Beach, na Califórnia.

Chloé Calmon é a esperança de um primeiro título mundial feminino do Brasil no Longboard. O masculino, o também carioca Phil Rajzman foi campeão duas vezes. Phil Rajzman é, na verdade, o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial na World Surf League, em 2007, bem antes do surgimento da geração “Brazilian Storm”. Gabriel Medina ganhou o primeiro dele somente 7 anos depois, em 2014, quando foi iniciado este domínio verde-amarelo de 7 títulos conquistados nas últimas 9 temporadas. Depois do Medina, Adriano de Souza foi o campeão em 2015 e em 2016 Phil Rajzman conseguiu outro feito inédito, de ser o primeiro brasileiro a ganhar dois títulos mundiais.

A carioca Chloé Calmon já chegou perto de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de Longboard três vezes. Ela foi vice-campeã no ano do bicampeonato de Phil Rajzman em 2016 e perdeu também a decisão dos títulos de 2017 e 2019, para a havaiana Honolua Blomfield. A nova chance de Chloé Calmon é agora no formato que está sendo implantado pela World Surf League no Original Sprout Malibu Longboard Championships. Os títulos mundiais serão decididos em um único dia, no sistema mata-mata inspirado no WSL Finals em Lowers Trestles, onde só deu Brasil desde 2021, com Gabriel Medina e Filipe Toledo ganhando as três primeiras edições.

Sophia Culhane e Kaniela Stewart, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Sophia Culhane e Kaniela Stewart vencem o Surf City El Salvador Longboard Classic em El Sunzal. Foto: Divulgação WSL

A campeã do Surf City El Salvador Longboard Classic, Sophia Culhane, estava empatada com Chloé Calmon em quinto lugar no ranking. A bateria entre elas pelas quartas de final, valia a quarta posição e a havaiana conseguiu vencer, deixando a carioca em sexto lugar. Com isso, Chloé terá que competir no primeiro confronto da decisão do título mundial em Malibu Beach. As suas primeiras adversárias, são as norte-americanas Rachael Tilly e Mason Schremmer, que terminaram respectivamente na sétima e oitava colocação no ranking das três etapas, realizadas em Huntington Beach na Califórnia e nas direitas de Bells Beach na Austrália e de El Sunzal em El Salvador.

CAMINHO DO TÍTULO – Se Chloé Calmon vencer essa primeira bateria em Malibu Beach, terá outro confronto de três competidoras no caminho do título mundial, com a quarta e quinta do ranking, a tricampeã mundial Honolua Blomfield e a francesa Alice Lemoigne. A primeira colocada segue então para o primeiro duelo mulher a mulher, contra a número 3, Sophia Culhane. Quem ganhar esse terceiro confronto, disputa com a vice-líder e bicampeã mundial, Soleil Errico, a chance de decidir o título de 2023 na melhor de 3 baterias do Original Sprout Malibu Longboard Championships, com a número 1, Kelis Kaleopaa. Quem ganhar 2, será consagrada como campeã mundial de 2023.

A havaiana confirmou a primeira posição no ranking, no confronto direto com Honolua Blomfield nas semifinais do Surf City El Salvador Longboard Classic. Isso porque a ex-líder, Soleil Errico, perdeu o duelo de campeãs mundiais das quartas de final, com a também norte-americana Rachael Tilly. As havaianas Kelis e Honolua já tinham vencido as baterias que abriram a sexta-feira, que formaram a primeira semifinal. Rachael Tilly foi a segunda vítima de Sophia Culhane, que tinha derrotado Chloé Calmon numa bateria mais fraca de ondas.

“Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo agora, mas estou muito feliz”, disse Sophia Culhane. “As ondas estavam bem divertidas hoje e a Kelis (Kaleopaa) é uma competidora muito forte. Ela tem um estilo incrível, é uma pessoa incrível e eu a admiro e a amo muito”.

Kaniela Stewart, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Kaniela faz a festa em El Sunzal Foto: Divulgação WSL

ÚLTIMA VAGA NOS TOP-8 – Na categoria masculina, a sexta-feira já começou pelas semifinais e Kaniela Stewart sacramentou o primeiro lugar no ranking, com a vitória sobre o inglês Ben Skinner. Depois dessa bateria entre dois garantidos nos top-8, rolou a dos dois únicos que ainda tentavam entrar no grupo que vai disputar o título mundial em Malibu Beach. Se passasse para a final, o sul-africano Steven Sawyer já confirmava seu nome nos top-8. Mas, perdeu para John Michael Van Hohenstein, que chegou em sua primeira decisão de título em etapas do WSL Longboard Tour.

Para tirar a última vaga nos top-8 do norte-americano Tony Silvagni, o havaiano precisava vencer o campeonato. Só que Kaniela Stewart não deu qualquer chance para o jovem havaiano e já arrancou nota 8,33 na terceira onda que surfou. O máximo que John Michael Van Hohenstein conseguiu foram 5,93 e 5,87, com Kaniela somando 6,50 para vencer o Surf City El Salvador Longboard Classic, por 14,83 a 11,80 pontos. Kaniela Stewart foi o único a ganhar duas das três etapas do WSL Longboard Tour 2023. A primeira foi Huntington Beach Longboard Classic na Califórnia.

“Estou muito feliz e não tem ninguém mais a quem agradecer, do que o Homem lá em cima. Foi Ele que fez isso acontecer. Sem Ele eu não estaria aqui, então obrigado Deus”, disse Kaniela Stewart. “Obrigado também a todos em casa por me assistirem e me apoiarem através de mensagens. Espero que tenhamos boas ondas em Malibu, porque todos estão surfando muito bem. Eu mal posso esperar para competir lá e esperamos trazer esse título mundial de volta para o Havaí”.

Sophia Culhane, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Sophia Culhane foi a algoz de Chloé Calmon nas quartas de final. Foto: Divulgação WSL

TÍTULO MUNDIAL – Com o primeiro lugar no ranking final das três etapas, Kaniela Stewart vai ficar assistindo de camarote a definição do seu adversário na melhor de três baterias, que decidirá o campeão mundial de 2023 no Original Sprout Malibu Longboard Championships. A primeira bateria será entre o 6.o, 7.o e 8.o colocados, respectivamente o francês Edouard Delpero, o filipino Rogelio Jr Esquievel e o norte-americano Tony Silvagni. Quem vencer, enfrentará o 4.o e 5.o, o australiano Declan Wyton e o inglês Ben Skinner.

Depois, começam os confrontos homem a homem. O ganhador da segunda bateria com três surfistas, terá um duro desafio com o tricampeão mundial Taylor Jensen, que ficou em terceiro no ranking e conhece muito bem as ondas de Malibu Beach, um dos berços do esporte das ondas na Califórnia. O vencedor então disputará com o vice-líder, Kai Sallas, quem vai decidir o título mundial na melhor de três baterias com Kaniela Stewart. Os dois havaianos que ficaram nas primeiras posições do ranking, buscam o seu primeiro título mundial.

ÚLTIMO DIA DO SURF CITY EL SALVADOR LONGBOARD CLASSIC:

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Sophia Culhane (HAV) por 13,50 pts (7,50+6,00) – US$ 5.000 e 10.000 pts
2.o lugar: Kelis Kaleopaa (HAV) com 12,23 pts (6,40+5,83) – US$ 2.500 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.300 e 6.085 pontos:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) 12,77 x 12,07 Honolua Blomfield (HAV)
2.a: Sophia Culhane (HAV) 13,07 x 11,40 Rachael Tilly (EUA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 1.000 e 4.745 pontos:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) 14,34 x 10,94 Mason Schremmer (EUA)
2.a: Honolua Blomfield (HAV) 13,23 x 13,10 Zoe Grospiron (FRA)
3.a: Rachael Tilly (EUA) 16,86 x 14,83 Soleil Errico (EUA)
4.a: Sophia Culhane (HAV) 13,30 x 12,64 Chloé Calmon (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: Kaniela Stewart (HAV) por 14,83 pts (8,33+6,50) – US$ 5.000 e 10.000 pts
2.o: John Michael Van Hohenstein (HAV) com 11,80 (5,93+5,87) – US$ 2.500 e 7.800 pts

SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 1.300 e 6.085 pontos:
1.a: Kaniela Stewart (HAV) 14,34 x 12,16 Ben Skinner (ING)
2.a: John Michael Van Hohenstein (HAV) 12,80 x 12,20 Steven Sawyer (AFR)

Kelis Kaleopaa, Sophia Culhane, Kaniela Stewart e John Michael Van Hohenstein, Surf City El Salvador Longboard Classic 2023, La Libertad, El Salvador, Circuito Mundial de Longboard, WSL, World Surf League. Foto: Divulgação WSL

Kelis Kaleopaa, Sophia Culhane, Kaniela Stewart e John Michael Van Hohenstein no pódio da etapa salvadorenha. Foto: Divulgação WSL

RANKINGS DO WSL LONGBOARD TOUR 2023 – 3 etapas:

TOP-8 DA CATEGORIA FEMININA:
1.a: Kelis Kaleopaa (HAV) – 21.120 pontos
2.a: Soleil Errico (EUA) – 20.830
3.a: Sophia Culhane (HAV) – 20.830
4.a: Honolua Blomfield (HAV) – 19.970
5.a: Alice Lemoigne (FRA) – 15.865
6.a: Chloé Calmon (BRA) – 15.575
7.a: Rachael Tilly (EUA) – 14.150
8.a: Mason Schremmer (EUA) – 12.810
—–outras sul-americanas no ranking:
13.a: Maria Fernanda Reyes (PER) – 7.970 pontos
17.a: Luana Soares (BRA) – 5.980

TOP-8 DA CATEGORIA MASCULINA:
1.o: Kaniela Stewart (HAV) – 23.320 pontos
2.o: Kai Sallas (HAV) – 18.065
3.o: Taylor Jensen (EUA) – 17.205
4.o: Declan Wyton (AUS) – 14.440
5.o: Ben Skinner (ING) – 14.150
6.o: Edouard Delpero (FRA) – 14.150
7.o: Rogelio Jr Esquievel (PHL) – 14.150
8.o: Tony Silvagni (EUA) – 14.150
—–sul-americanos no ranking:
21.o: Matias Maturano (PER) – 2.660 pontos

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Charles Medina no Fala Papah!

Charles Medina participa do Fala Papah! e comenta disciplina, pressão no esporte, família e os bastidores da formação de atletas.

Publicado

em

Por

Charles Medina Ader Oliveira Fala Papah AOS Midia Podcast

Charles Medina é o novo convidado do podcast Fala Papah! Foto: Divulgação

O novo episódio do podcast Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, traz uma conversa profunda e cheia de reflexões com Charles Medina, um dos nomes mais importantes da história recente do surfe brasileiro. Em um papo sincero, Charlão abordou temas como disciplina, pressão no esporte, equilíbrio emocional e os desafios de ser pai e treinador ao mesmo tempo.

Ao longo do episódio, Charles Medina relembra momentos marcantes da trajetória de Gabriel Medina e Sophia Medina, fala sobre os bastidores da formação de atletas de alto rendimento e compartilha experiências vividas durante anos acompanhando competições pelo mundo.

A conversa também passa pela geração Brazilian Storm e pela transformação do surfe brasileiro após a chegada dos títulos mundiais. Segundo Charlão, o crescimento do esporte fez com que muitos pais passassem a enxergar o surfe de maneira diferente, aumentando também a pressão sobre jovens atletas.

Durante o episódio, Charles destaca a importância do equilíbrio emocional no esporte profissional e reforça que talento sozinho não é suficiente para sustentar uma carreira de alto nível. O convidado ainda fala sobre disciplina, preparação mental, derrotas, amadurecimento e a necessidade de criar um ambiente saudável para o desenvolvimento dos atletas.

Outro momento interessante do podcast acontece quando Charlão relembra histórias envolvendo Kelly Slater, Pipeline, Pipe Masters e episódios marcantes da carreira de Gabriel Medina dentro da World Surf League (WSL). O papo também aborda bastidores de competições, estratégias mentais e a forma como Gabriel foi preparado para lidar com a pressão do circuito mundial.

Durante a conversa com Ader Oliveira, Charles Medina também comenta sobre o papel da família na formação de atletas e explica como a blindagem emocional e a disciplina fizeram diferença ao longo da carreira dos filhos no esporte profissional.

O episódio mostra ainda um lado mais humano da rotina de atletas de elite, discutindo família, educação, responsabilidade e os desafios enfrentados por quem cresce muito cedo dentro do esporte profissional.

Com um formato leve e ao mesmo tempo profundo, o Fala Papah! vem se consolidando como um espaço para conversas autênticas sobre surfe, esporte, lifestyle e bastidores de grandes histórias.

O episódio completo com Charles Medina já está disponível no canal do Fala Papah! no YouTube.

Continue Lendo

Competições

Brasil domina ranking da WSL após etapa histórica em Raglan

Italo Ferreira vence em Raglan, assume liderança da WSL e coloca Brasil no Top 4 do ranking. Finals Day também teve incidente com fotógrafo.

Publicado

em

Por

Miguel Pupo, Italo Ferreira, Gabriel Medina, Yago Dora, Brasil Top 4 WSL AOS Midia

Brasil ocupa as quatro primeiras posições no ranking da WSL depois da etapa em Raglan. Foto: Reprodução AOS Mídia

O domínio brasileiro no Championship Tour 2026 ganhou ainda mais força após a etapa de Raglan, na Nova Zelândia. O Finals Day do Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy confirmou o excelente momento do país no circuito mundial, com vitória de Italo Ferreira, semifinal de Yago Dora e brasileiros ocupando as quatro primeiras posições do ranking da World Surf League (WSL).

A decisão masculina foi marcada por grandes performances nas longas esquerdas de Manu Bay. Italo Ferreira derrotou o australiano Morgan Cibilic na grande final e conquistou sua 11ª vitória da carreira no CT. Com o resultado, o campeão mundial de 2019 retomou a lycra amarela e assumiu a liderança do ranking mundial.

Italo Ferreira 26Raglan 7RV06467 Rambo Estrada

Italo Ferreira vence etapa em Raglan, Nova Zelândia. Foto: WSL / Rambo Estrada

Além do título de Italo, o Brasil voltou a dominar o topo da classificação. Miguel Pupo aparece na vice-liderança, Gabriel Medina ocupa a terceira colocação e Yago Dora fecha o Top 4 da temporada 2026. Samuel Pupo também segue forte na disputa, em sétimo lugar, enquanto Filipe Toledo completa o Top 10 do ranking.

A etapa de Raglan representou uma retomada do domínio brasileiro após a Gold Coast ter sido a única parada do ano sem brasileiros no pódio masculino. Na Nova Zelândia, o cenário voltou a ser amplamente favorável aos atletas do país.

Carissa Moore, Italo Ferreira 26Raglan 7RV06558 Rambo Estrada

Carissa Moore e Italo Ferreira são os campeões da etapa neozelandesa. Foto: WSL / Rambo Estrada

Italo Ferreira vence final eletrizante em Raglan

A final masculina colocou frente a frente dois dos grandes destaques do evento. Morgan Cibilic começou forte, conseguindo uma nota 8.90 com ataques agressivos de backside nas direitas de Manu Bay. No entanto, Italo Ferreira respondeu rapidamente com um 9.33, combinando aéreos e manobras progressivas que levantaram o público presente em Raglan.

Com poucas ondas na reta final da bateria, Italo administrou a vantagem e confirmou a vitória por 17.50 a 15.80. O título também reforçou a evolução do brasileiro em ondas longas de esquerda, consideradas algumas das mais clássicas do Championship Tour.

No feminino, a havaiana Carissa Moore venceu Sawyer Lindblad e voltou ao topo do pódio após se tornar mãe. A brasileira Luana Silva perdeu a liderança do ranking para Gabriela Bryan, mas segue muito próxima da ponta na vice-liderança da temporada.

Italo Ferreira 26Raglan DSC05906 Oscar Hetherington

Italo levanta o público com seus aéreos em Raglan. Foto: WSL / Oscar Hetherington

Incidente com fotógrafo marcou o Finals Day

O Finals Day em Raglan também ficou marcado por um susto fora das ondas. Durante a semifinal masculina entre Yago Dora e Italo Ferreira, um fotógrafo que fazia a cobertura da bateria sofreu um ferimento no pé após um incidente envolvendo um animal marinho na água. A disputa foi imediatamente paralisada, e os atletas deixaram o mar enquanto o profissional recebia atendimento.

Segundo apuração do AOS Mídia, o pé de pato utilizado pelo fotógrafo chegou a ser arrancado do pé durante o incidente. O profissional recebeu atendimento ainda no local e foi encaminhado ao hospital. Pelas imagens obtidas pelo canal, o ferimento aparentava ser localizado, sem sinais visíveis de lesões mais extensas. Até o momento, a WSL não confirmou oficialmente qual animal esteve envolvido no caso.

Imagens mostram os ferimentos sofridos pelo fotógrafo Ed Sloane durante incidente na água em Manu Bay, Raglan. Foto: Arquivo pessoal

Imagens mostram os ferimentos sofridos pelo fotógrafo Ed Sloane durante incidente na água em Manu Bay, Raglan. Foto: Arquivo pessoal

O fotógrafo revelou posteriormente nas redes sociais que precisará passar por um procedimento cirúrgico após o incidente, mas tranquilizou os seguidores ao afirmar que deve ficar bem. Na publicação, ele descreveu o episódio como “algo digno de pesadelo”, relatando que o animal surgiu “diretamente de baixo” durante a cobertura da bateria. O profissional também agradeceu o suporte da equipe médica da WSL, do water patrol e das pessoas presentes no local no momento do atendimento.

Biólogos consultados pelo AOS Mídia analisaram as imagens do ferimento e avaliam que as marcas aparentam ser mais compatíveis com mordida de leão-marinho, lobo-marinho ou algum animal semelhante. A análise leva em consideração o padrão das perfurações e dos cortes, descritos como mais espaçados e localizados. Segundo esses especialistas, ataques típicos de tubarão costumam apresentar marcas diferentes, com múltiplas perfurações e cortes mais alinhados ao formato das arcadas dentárias. Ainda assim, não há confirmação oficial sobre qual animal esteve envolvido no incidente.

The last few shots I took before something thought they’d see how I went for breakfa

Yago Dora em um dos últimos registros de Ed Sloane antes do incidente. Foto: WSL / Ed Sloane

Apesar do susto e da repercussão nas redes sociais, registros públicos e arquivos da imprensa neozelandesa apontam que incidentes desse tipo seguem sendo raros nos tradicionais points da região, como Manu Bay, Indicators e Whale Bay.

Próxima etapa do Championship Tour

A próxima parada do Championship Tour 2026 será o Surf City El Salvador Pro Presented by Corona Cero, com janela entre os dias 5 e 15 de junho. O Brasil chega embalado para a sequência da temporada e novamente como principal força do circuito mundial.

Resultados finais — Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy

Final feminina

  1. Carissa Moore (Haw) — 17.90
  2. Sawyer Lindblad (EUA) — 16.67

Final masculina

  1. Italo Ferreira (Bra) — 17.50
  2. Morgan Cibilic (Aus) — 15.80

Semifinais masculinas

Bateria 1
Morgan Cibilic (Aus) 15.34 x 12.20 Griffin Colapinto (EUA)

Bateria 2
Italo Ferreira (Bra) 15.10 x 12.33 Yago Dora (Bra)

Italo Ferreira 26Raglan DSC05937 Oscar Hetherington

A festa da torcida para Italo. Foto: WSL / Oscar Hetherington

Ranking masculino da WSL 2026 após Raglan

  1. Italo Ferreira (Bra) — 22.725 pts
  2. Miguel Pupo (Bra) — 21.385 pts
  3. Gabriel Medina (Bra) — 20.525 pts
  4. Yago Dora (Bra) — 19.630 pts
  5. George Pittar (Aus) — 17.640 pts
  6. Ethan Ewing (Aus) — 16.745 pts
  7. Samuel Pupo (Bra) — 16.575 pts
  8. Griffin Colapinto (EUA) — 16.490 pts
  9. Leonardo Fioravanti (Ita) — 16.130 pts
  10. Filipe Toledo (Bra) — 15.150 pts

Ranking feminino da WSL 2026 após Raglan

  1. Gabriela Bryan (Haw) — 27.180 pts
  2. Luana Silva (Bra) — 24.570 pts
  3. Molly Picklum (Aus) — 22.885 pts
  4. Caitlin Simmers (EUA) — 21.610 pts
  5. Sawyer Lindblad (EUA) — 20.795 pts
  6. Carissa Moore (Haw) — 20.000 pts
  7. Isabella Nichols (Aus) — 18.540 pts
  8. Bettylou Sakura Johnson (Haw) — 17.345 pts
  9. Caroline Marks (EUA) — 15.870 pts
  10. Tyler Wright (Aus) — 14.555 pts

Continue Lendo

Brasil

Hang Loose Surf Attack 2026 abre temporada no Guarujá

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 teve altas ondas, chuva e grandes performances na Praia do Tombo, no Guarujá.

Publicado

em

Por

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Finalistas da Sub-18 masculina na primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, na Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, na Praia do Tombo, em Guarujá (SP), reunindo alguns dos principais nomes da nova geração do surfe brasileiro.

Clique aqui para ver os resultados e ranking do Hang Loose Surf Attack

Mesmo com muita chuva e tempo fechado durante os três dias de competição, a Praia do Tombo não negou ondas. O mar apresentou ondas de até um metro e meio de altura, com direitas e esquerdas abrindo com qualidade e proporcionando ótimas performances aos atletas ao longo de todo o evento.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-18 feminina. Foto: Erik Medalha

Na categoria Sub 18 Masculino, John Muller, do Guarujá, conquistou a vitória após superar Kalani Robles, de Ubatuba, na grande final. Vini Palma, de Praia Grande, e Nicolas Pereira, do Ceará, completaram o pódio da categoria.

Já no Sub 16 Masculino, Nicolas Pereira brilhou nas boas ondas do Tombo e garantiu o título diante de Saymon Rocha, também do Ceará. Keoni Renno, de Ubatuba, terminou na terceira colocação, seguido por Vini Palma.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-16 masculina. Foto: Erik Medalha

No Sub 14 Masculino, o domínio cearense apareceu novamente com Lucas Peixoto levando a melhor sobre Saymon Rocha na decisão. Matheus Jhones, do Guarujá, e Bernardo Pires, de Praia Grande, fecharam a final.

Entre os mais novos, Ruda Nascimento, da Bahia, venceu a categoria Sub 12 Masculino, deixando Fernando Medina, de Praia Grande, na segunda posição. Thomas Monteiro, de São Sebastião, e Bernardo Pires completaram a final.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-16 feminina. Foto: Erik Medalha

No feminino, Julia Stefani, de Praia Grande, venceu a categoria Sub 18 Feminino após uma final equilibrada contra Luiza Savoi, de Ubatuba. Maeva Guastala e Carol Bastides também chegaram à decisão.

Carol Bastides, por sua vez, conquistou o título do Sub 16 Feminino diante de Alexia de Oliveira. Giovanna Rocha e Isabel Meyer também avançaram à grande final.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-14 masculina. Foto: Erik Medalha

Na categoria Sub 14 Feminino, Alexia de Oliveira garantiu a vitória sobre Maria Clara em mais uma bateria bastante disputada. Isabel Meyer e Catarina Kobayashi completaram a decisão.

Fechando as finais femininas, Maria Clara venceu a categoria Sub 12 Feminino, superando Laura de Souza na bateria decisiva. Fernanda Pina e Nayma Mathey também chegaram à final.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-14 feminina. Foto: Erik Medalha

No ranking por cidades da primeira etapa, Ubatuba terminou na liderança com 7680 pontos, seguido por Guarujá com 6920 pontos e Praia Grande com 5520 pontos.

Além dos títulos das categorias, o evento também premiou os atletas que conquistaram as maiores somatórias da etapa. Vini Palma registrou 16.15 pontos em 20 possíveis na segunda fase da categoria Sub 16 Masculino, garantindo uma das melhores performances do campeonato.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-12 masculina. Foto: Erik Medalha

Já Alexia de Oliveira brilhou na final da categoria Sub 14 Feminino ao somar 14.00 pontos. Como premiação especial, ambos receberam um forno elétrico oferecido pela Layr.

A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 contou com patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu-Wax, além da colaboração da Prefeitura Municipal de Guarujá, Associação de Surf do Guarujá, Senses Praia Hotel, Açaí Granola, SR Veículos e Tachão de Ubatuba.

As próximas etapas do Hang Loose Surf Attack 2026 já estão definidas. A segunda parada do circuito acontece em Ubatuba, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na tradicional Praia de Itamambuca. Já a terceira e última etapa do campeonato será realizada em Maresias.

Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Categoria Sub-12 feminina. Foto: Erik Medalha

Resultados finais

Sub 18 masculino

  1. John Muller (Guarujá)
  2. Kalani Robles (Ubatuba)
  3. Vini Palma (Praia Grande)
  4. Nicolas Pereira (Ceará)

Sub 16 masculino

  1. Nicolas Pereira (Ceará)
  2. Saymon Rocha (Ceará)
  3. Keoni Renno (Ubatuba)
  4. Vini Palma (Praia Grande)

Sub 14 masculino

  1. Lucas Peixoto (Ceará)
  2. Saymon Rocha (Ceará)
  3. Matheus Jhones (Guarujá)
  4. Bernardo Pires (Praia Grande)

Sub 12 masculino

  1. Ruda Nascimento (Bahia)
  2. Fernando Medina (Praia Grande)
  3. Thomas Monteiro (São Sebastião)
  4. Bernardo Pires (Praia Grande)

Sub 18 feminino

  1. Julia Stefani (Praia Grande)
  2. Luiza Savoi (Ubatuba)
  3. Maeva Guastala (Ubatuba)
  4. Carol Bastides (Praia Grande)

Sub 16 feminino

  1. Carol Bastides (Praia Grande)
  2. Alexia de Oliveira
  3. Giovanna Rocha (Guarujá)
  4. Isabel Meyer (Bertioga)

Sub 14 feminino

  1. Alexia de Oliveira
  2. Maria Clara (Guarujá)
  3. Isabel Meyer (Bertioga)
  4. Catarina Kobayashi (Ubatuba)

Sub 12 feminino

  1. Maria Clara (Guarujá)
  2. Laura de Souza (Santos)
  3. Fernanda Pina (Santos)
  4. Nayma Mathey (Ubatuba)
Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Ubatuba vence a disputa por cidades e Guarujá fica com o vice. Foto: Erik Medalha

Ranking por cidades

  1. Ubatuba — 7680 pontos
  2. Guarujá — 6920 pontos
  3. Praia Grande — 5520 pontos
  4. Santos — 5198 pontos
  5. São Sebastião — 4786 pontos
  6. São Paulo — 2425 pontos
  7. Bertioga — 2240 pontos
  8. Mongaguá — 1795 pontos
  9. Itanhaém — 1590 pontos
  10. Caraguatatuba — 1480 pontos
  11. Peruíbe — 1090 pontos
  12. São Vicente — 610 pontos
  13. Ilhabela — 360 pontos
Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha

Vini Palma e Alexia de Oliveira são premiados pelas maiores somatórias da etapa. Foto: Erik Medalha

Continue Lendo

Bombando

Você não pode copiar conteúdos deste site.