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Brasil

Mateus Sena e Adauto Sena fazem final potiguar no QS em Natal

Mateus Sena e Adauto Sena fazem final potiguar no QS 1.000 da World Surf League (WSL) na praia de Miami, em Natal (RN).

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Mateus Sena e Adauto Sena na final potiguar do primeiro WQS QS do RN (Crédito da Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam)

Mateus Sena e Adauto Sena na final potiguar do primeiro WQS QS do RN. Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam.

No último dia 3 de novembro, a praia de Miami, em Natal (RN), foi palco da emocionante final do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024. A competição, válida pelo Qualifying Series da World Surf League (WSL), reuniu atletas de alto nível e proporcionou performances memoráveis. O potiguar Mateus Sena e a peruana Sol Aguirre foram os grandes vencedores da etapa, garantindo 1.000 pontos no ranking regional da WSL e prêmios em dinheiro.

No masculino, a disputa pelo título foi acirrada entre os potiguares Mateus e Adauto Sena. Mateus saiu vitorioso, somando 15,73 pontos, com ondas de 8,50 e 7,23, e levou para casa US$ 2.000. Adauto, também com uma boa atuação, ficou com o segundo lugar, acumulando 13,50 pontos, e garantiu US$ 1.000. Ambos os atletas foram destaques durante o evento, superando desafios e avançando com consistência nas baterias.

Sol Aguirre vibrando com a sua terceira vitória no QS e a primeira em 2024 (Crédito da Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam)

Sol Aguirre vibra com a sua terceira vitória no QS e a primeira em 2024. Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam.

Nas semifinais, Mateus Sena se impôs sobre Cauã Costa (CE) com 15,24 pontos contra 12,17, enquanto Adauto derrotou Emanoel Tobias (RN) por 13,77 a 11,47, em uma disputa equilibrada. Na fase anterior, Mateus havia vencido Kauã Hanson (PB) por 12,86 a 12,33, e Adauto superado Yuri Barros (PB) com 12,03 a 6,67.

No feminino, Sol Aguirre, do Peru, brilhou ao conquistar o título com 12,00 pontos, derrotando a cearense Juliana dos Santos, que somou 9,64 pontos. Aguirre teve uma performance de destaque, especialmente nas semifinais, onde derrotou Arena Rodriguez Vargas (PER) com 15,17 pontos, enquanto Juliana venceu Vera Jarisz (ARG) por 10,70 a 7,67. Sol teve seu melhor desempenho com ondas de 6,17 e 5,83 na final, garantindo também US$ 2.000 e 1.000 pontos.

O Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 foi uma importante oportunidade para os atletas conquistarem pontos valiosos no ranking da WSL e para os surfistas do Brasil e do Peru mostrarem seu talento em um dos maiores eventos do surfe nacional. Com as vitórias de Mateus Sena e Sol Aguirre, a competição se consolidou como um marco na temporada.

Mateus Sena, Sol Aguirre, Juliana dos Santos e Adauto Sena no pódio (Crédito da Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam)

Mateus Sena, Sol Aguirre, Juliana dos Santos e Adauto Sena no pódio. Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam.

CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE 2024 – 5 etapas:

TOP-10 DO RANKING MASCULINO:
Campeão: Mateus Sena (RN) – 2.216 pontos
2.o: José Francisco (PB) – 2.150
3.o: Nacho Gundesen (ARG) – 1.866
4.o: Cauã Costa (CE) – 1.800
5.o: Matheus Navarro (SC) – 1.561
6.o: Vitor Ferreira (RJ) – 1.450
7.o: Peterson Crisanto (PR) – 1.350
8.o: Wesley Leite (SP) – 1.316
9.o: Lucas Vicente (SC) – 1.282
10.o: Weslley Dantas (SP) – 1.266

TOP-10 DO RANKING FEMININO:
Campeã: Laura Raupp (SC) – 4.300 pontos
2.a: Daniella Rosas (PER) – 2.800
3.a: Vera Jarisz (ARG) – 2.150
3.a: Julia Duarte (RJ) – 2.150
5.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 2.100
6.a: Sol Aguirre (PER) – 2.000
7.a: Juliana dos Santos (CE) – 1.945
8.a: Silvana Lima (CE) – 1.795
9.a: Tainá Hinckel (SC) – 1.390
10.a: Alexia Monteiro (SC) – 1.345

Laura Raupp e Mateus Sena campeões do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024 (Crédito da Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam)

Laura Raupp e Mateus Sena campeões do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2024. Foto: Aleko Stergiou / WSL Latam.

SUL-AMERICANO DO QS 2024/2025 DA WSL SOUTH AMERICA:
(classificam 7 homens e 3 mulheres para o Challenger Series 2025)

TOP-10 DO RANKING MASCULINO – 6 etapas:
1.o: Lucas Vicente (BRA) – 5.616 pontos
2.o: Franco Radziunas (ARG) – 4.590
3.o: José Francisco (BRA) – 4.440
4.o: Peterson Crisanto (BRA) – 3.895
5.o: Igor Moraes (BRA) – 3.792
6.o: Cauã Costa (BRA) – 3.723
7.o: Kaue Germano (BRA) – 3.592
8.o: Nacho Gundesen (ARG) – 3.475
9.o: Mateus Sena (BRA) – 3.195
10.o: Rickson Falcão (BRA) – 3.182

TOP-10 DO RANKING FEMININO – 6 etapas:
1.a: Laura Raupp (BRA) – 9.340 pontos
2.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 7.375
3.a: Daniella Rosas (PER) – 6.732
4.a: Julia Duarte (BRA) – 5.465
5.a: Vera Jarisz (ARG) – 4.992
6.a: Juliana dos Santos (BRA) – 4.378
7.a Silvana Lima (BRA) – 4.078
8.a: Sol Aguirre (PER) – 4.050
9.a: Alexia Monteiro (BRA) – 3.220
10.a: Kiany Hyakutake (BRA) – 3.143

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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