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Miguel Pupo e Sophia Medina vencem QS na Praia da Grama

Miguel Pupo e Sophia Medina são os vencedores da etapa do QS da WSL na Praia da Grama.

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Sophia Medina e Miguel Pupo, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Sophia Medina e Miguel Pupo comemoram o título dao QS na Praia da Grama. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Quatro surfistas festejaram títulos na etapa inédita do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) numa piscina de ondas na América Latina. A catarinense Tainá Hinckel e o pernambucano Ian Gouveia foram os campeões nos rankings das cinco etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 e Sophia Medina e Miguel Pupo venceram o primeiro evento da WSL nas ondas perfeitas da Praia da Grama.

As baterias finais contra Tainá Hinckel e Deivid Silva, foram adrenalizantes e completaram o show de surfe no Condomínio Fazenda da Grama, em Itupeva, cidade localizada cerca de 120 km das ondas do litoral paulista.

As baterias decisivas premiaram o surfista mais completo. Nas semifinais e nas finais, cada atleta surfou três ondas nas esquerdas e três nas direitas, com o resultado computando a maior nota em cada direção. Ou seja, foi somado a melhor onda surfada de frontside (de frente para a onda), com a maior de backside (de costas para a onda).

Sophia Medina, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Sophia começou atrás na final, mas conseguiu virar o placar na piscina de ondas. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Na final feminina, Tainá Hinckel largou na frente com nota 9,00 do seu ataque de backside nas esquerdas, contra 7,80 da Sophia Medina. Mas, a irmã do tricampeão mundial, Gabriel Medina, foi melhor de frontside nas direitas, somando uma nota 8,17, contra 6,70 da Tainá. O placar foi encerrado por décimos de diferença: 15,97 a 15,70 pontos.

“Ainda estou digerindo essa vitória e nem acreditei, porque ela (Tainá Hinckel) tinha um 9,0 na esquerda e eu tinha um 7,8, então era difícil reverter um resultado assim”, disse Sophia Medina. “Eu tive que ter muita dedicação, muita garra mesmo, força de vontade, para ganhar esse campeonato na direita. Eu queria mais do que todo mundo ganhar esse campeonato, talvez por isso que ganhei, então só tenho que glorificar o nome de Jesus Cristo, que tem me sustentado até aqui”.

Sophia Medina também comentou sobre ser a primeira campeã de uma etapa do QS disputada numa piscina de ondas na América Latina: “Eu acho que a piscina mostra realmente quem surfa bem. No mar, às vezes tem muito o lance da sorte nas baterias, da escolha das ondas. Mas, sempre trabalhei muito no meu surfe e fiquei feliz quando vi a notícia que ia ter o campeonato na Praia da Grama. Aqui eu pude mostrar meu trabalho finalmente e foi incrível ganhar o primeiro campeonato da WSL em piscina de ondas na América Latina. Então, a gente fez história hoje”.

Tainá Hinckel, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Tainá Hinckel leva virada depois de ótima apresentação nas esquerdas. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Para chegar na final, Sophia Medina passou por outra catarinense nas semifinais, Laura Raupp, que tinha feito os recordes desta etapa nas direitas da Praia da Grama na terça-feira, nota 9,00 e 16,50 pontos.

A vitória sobre Laura Raupp, acabou confirmando o título de campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 para Tainá Hinckel, que já tinha vencido a outra semifinal, contra a jovem Luara Mandelli, de apenas 15 anos de idade.

A final na Praia da Grama foi uma reedição da decisão da primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe esse ano, em Saquarema, vencida por Tainá.

“Estou muito feliz de estar aqui, é um lugar muito gostoso e uma vitória num QS não é fácil pra ninguém, porque todas as meninas estão num nível muito alto”, destacou Sophia Medina. “Parabéns pra Tainá (Hinckel), parabéns pra Laurinha (Raupp), na verdade pra todo mundo que competiu aqui e surfou muito bem desde o início do campeonato. Estou muito feliz de ter ganho o campeonato, ter soltado meu surfe, mostrado um pouco do trabalho que venho fazendo há tanto tempo”.

Ian Gouveia e Tainá Hinckel, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Ian Gouveia e Tainá Hinckel são os campeões do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Foto: WSL / Daniel Smorigo

CAMPEÕES DE 2023 – Tainá Hinckel foi a campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 e segue liderando o ranking regional da WSL South America, que classifica 7 homens e 3 mulheres para o Challenger Series, o circuito de acesso para a elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT).

Sophia Medina permaneceu em segundo lugar neste ranking e Laura Raupp continua fechando o grupo das top-3 da temporada 2023/2024, que prossegue até março do ano que vem.

“Estou muito feliz por ter mostrado meu surfe nesse campeonato. Infelizmente, na final acabei não vencendo por pouco, mas estou amarradona”, disse Tainá Hinckel. “Estou amarradona por ter sido a campeã do Circuito Banco do Brasil esse ano e acredito que tenha sido merecido, pelo fato da constância de resultados. Esse campeonato aqui na piscina foi muito irado e estou feliz de ter participado. Gostaria muito de ter vencido, infelizmente não deu, mas valeu muito toda essa experiência e estou feliz em levar mais dois troféus pra casa”.

Miguel Pupo, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Miguel Pupo segura reação de Deivid Silva e vence a final masculina. Foto: WSL / Daniel Smorigo

O pernambucano Ian Gouveia, que mora na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), também foi consagrado como campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 e lidera o ranking regional da WSL South America, como Tainá Hinckel.

Ian acabou perdendo para o campeão mundial Adriano de Souza e para Alex Ribeiro, na bateria que definiu as duas últimas vagas para as quartas de final. Mesmo com a derrota em nono lugar na Praia da Grama, ele permaneceu em primeiro lugar nos dois rankings.

“Estou amarradão, muito feliz, porque título é título, então se a gente tem a oportunidade de disputar um, é para tentar ganhar”, disse Ian Gouveia. “Este ano tem sido muito especial para mim no QS Regional. Foram duas vitórias no Circuito Banco do Brasil e estou muito feliz em terminar como campeão do circuito de 2023. Ganhei a etapa de Saquarema no Maracanã do Surf e a outra em casa em Maresias, na frente de toda a minha família, que foi muito especial. Ganhar aqui na Praia da Grama seria muito especial também, mas estou saindo daqui com o título, então tá valendo”.

Deivid Silva, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Deivid Silva chega à final com ótimas exibições na Praia da Grama. Foto: WSL / Daniel Smorigo

DECISÃO DE TOPS DO CT – A decisão do título masculino na Praia da Grama, reuniu os dois únicos participantes desta quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, que fazem parte da elite mundial que vai disputar o CT no ano que vem.

Nos confrontos homem a homem, Miguel Pupo derrotou o jovem Lukas Camargo, de apenas 16 anos de idade, depois passou por um dos favoritos ao título nas semifinais, Edgard Groggia. A nota 8,67 recebida com seu ataque de frontside nas esquerdas, foi decisiva para Miguel Pupo vencer esse duelo por 16,17 a 15,30 pontos.

Já o Deivid Silva primeiro barrou o campeão mundial Adriano de Souza nas quartas de final, depois outro ex-top da elite do CT, Alex Ribeiro. Na grande final, Miguel Pupo largou na frente na batalha de frontside nas esquerdas, com uma nota 8,90, contra 7,17 do DVD.

Alex Ribeiro, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Alex Ribeiro chega à semifinal da categoria masculina. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Miguel começou bem também nas direitas, com 7,77, que acabou somando no resultado. Mas o backside do DVD era imbatível e ele chegou a ganhar a maior nota do Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia da Grama, 9,23. A segunda onda que surfou valeu 8,17 e ele atingiria um recorde de 17,40 pontos, se as duas maiores notas das direitas fossem computadas. Mas, na soma da maior surfando de backside, com a maior de frontside, Miguel Pupo ganhou por uma pequena vantagem de 16,67 a 16,40 pontos.

“Esse era meu último evento programado para este ano e quase desisti na última hora. Mas, conversei com o Adriano (de Souza) e ele me falou para eu competir, que era importante, por ser o último campeonato antes de Pipeline (Havaí)”, contou Miguel Pupo. “Acho que depois de tudo que passei esse ano, com a contusão no início da temporada, terminar com a vitória é muito especial para botar um ponto final nessa história”.

O campeão também falou sobre a final que fechou o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, entre dois surfistas da elite que vai disputar o CT no ano que vem: “Acho que isso mostra o nível que o surfe brasileiro está. Nós dois estamos na elite e isso é muito bom pra molecada também, porque a gente tenta passar um bom exemplo para eles. Eu queria mostrar minha versatilidade de poder vencer em ondas de tubos, ondas de manobras e na piscina também. Este era meu objetivo, de conseguir troféu de campeão em qualquer lugar”.

Edgard Groggia, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Edgard Groggia também faz excelente campanha na piscina de ondas. Foto: WSL / Daniel Smorigo

RESULTADOS DA QUARTA-FEIRA NA PRAIA DA GRAMA:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
(surfam 3 direitas=D e 3 esquerdas=E somando a maior nota de cada direção)

Campeão: Miguel Pupo (BRA) por 16,67 pts (8,90+7,77) – 1.000 pontos nos rankings
Vice-campeão: Deivid Silva (BRA) com 16,40 pts (9,23+7,17) – 800 pontos
Maior nota de frontside nas esquerdas: Miguel Pupo 8,90 x 7,17 Deivid Silva
Maior nota de backside nas direitas: Deivid Silva 9,23 x 7,77 Miguel Pupo

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
(surfam 3 direitas=D e 3 esquerdas=E somando a maior nota de cada direção)

Resultado da 1.a semifinal: D+E = Miguel Pupo (BRA) 16,17 x 15,30 Edgard Groggia (BRA)
1.a nas direitas: Miguel Pupo de backside 7,50 x 6,90 Edgard Groggia de frontside
1.a nas esquerdas: Miguel Pupo de frontside 8,67 x 8,40 Edgard Groggia de backside

Resultado da 2.a semifinal: D+E = Deivid Silva (BRA) 16,87 x 13,73 Alex Ribeiro (BRA)
2.a nas direitas: Deivid Silva 8,50 x 6,40 Alex Ribeiro ambos de backside
2.a nas esquerdas: Deivid Silva 8,37 x 7,33 Alex Ribeiro ambos de frontside

QUARTAS DE FINAL: 4 baterias nas direitas – 5.o lugar com 500 pontos:

1.a: Miguel Pupo (BRA) 16,00 x 12,34 Lukas Camargo (BRA)
2.a: Edgard Groggia (BRA) 16,67 x 15,37 Alonso Correa (PER)
3.a: Alex Ribeiro (BRA) 15,20 x 14,94 Ryan Kainalo (BRA)
4.a: Deivid Silva (BRA) 15,77 x 12,57 Adriano de Souza (BRA)

TERCEIRA FASE: 4 baterias nas esquerdas – 1.o e 2.o=Quartas de Final:
3.o=9.o lugar (350 pts) e 4.o=13.o lugar (295 pts)

1.a: 1-Miguel Pupo (BRA), 2-Alonso Correa (PER), 3-Lucas Vicente (BRA), 4-Nacho Gundesen (ARG)
2.a: 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Lukas Camargo (BRA), 3-Peterson Crisanto (BRA), 4-Luel Felipe (BRA)
3.a: 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Deivid Silva (BRA), 3-Rafael Teixeira (BRA), 4-Mateus Sena (BRA)
4.a: 1-Adriano de Souza (BRA), 2-Alex Ribeiro (BRA), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Wesley Leite (BRA)

Sophia Medina, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Sophia vibra depois da final. Foto: WSL / Daniel Smorigo

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
(surfam 3 direitas=D e 3 esquerdas=E somando a maior nota de cada direção)

Campeã: Sophia Medina (BRA) por 15,97 pts (8,17+7,80) – 1.000 pontos nos rankings
Vice-campeã: Tainá Hinckel (BRA) com 15,70 pts (9,00+6,70) – 800 pontos
Maior nota de backside nas esquerdas: Tainá Hinckel 9,00 x 7,80 Sophia Medina
Maior nota de frontside nas direitas: Sophia Medina 8,17 x 6,70 Tainá Hinckel

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
(surfam 3 direitas=D e 3 esquerdas=E somando a maior nota de cada direção)

Resultado da 1.a semifinal: D+E = Tainá Hinckel (BRA) 16,23 x 11,06 Luara Mandelli (BRA)
1.a nas direitas: Tainá Hinckel 8,33 x 5,23 Luara Mandelli ambas de frontside
1.a nas esquerdas: Tainá Hinckel 7,90 x 5,83 Luara Mandelli ambas de backside
Resultado da 2.a semifinal: D+E = Sophia Medina (BRA) 15,20 x 13,40 Laura Raupp (BRA)
2.a nas direitas: Sophia Medina 7,67 x 6,40 Laura Raupp ambas de frontside
2.a nas esquerdas: Sophia Medina 7,53 x 7,00 Laura Raupp ambas de backside

QUARTAS DE FINAL: 4 baterias nas esquerdas – 5.o lugar com 500 pontos:

1.a: Tainá Hinckel (BRA) 15,70 x 8,27 Vera Jarisz (ARG)
2.a: Luara Mandelli (BRA) 12,67 x 11,47 Karol Ribeiro (BRA)
3.a: Laura Raupp (BRA) 15,50 x 9,77 Mariana Areno (BRA)
4.a: Sophia Medina (BRA) 14,90 x 8,87 Juliana dos Santos (BRA)

Sophia Medina, Deivid Silva e famílias, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Miguel Pupo, Deivid Silva e suas famílias no pódio. Foto: WSL / Daniel Smorigo

RANKINGS DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE 2023:

TOP-5 DA CATEGORIA FEMININA – 5 etapas:

1.a: Tainá Hinckel (SC) – 3.300 pontos
2.a: Laura Raupp (SC) – 3.150
3.a: Sophia Medina (SP) – 2.650
4.a: Vera Jarisz (ARG) – 2.445
5.a: Juliana dos Santos (CE) – 2.050

TOP-5 DA CATEGORIA MASCULINA – 5 etapas:

1.o: Ian Gouveia (PE) – 2.416 pontos
2.o: Edgard Groggia (SP) – 1.945
3.o: Gabriel Klaussner (SP) – 1.916
4.o: Cauã Costa (CE) – 1.850
5.o: Rodrigo Saldanha (SP) – 1.811

Luara Mandelli, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Luara Mandelli é semifinalista na categoria feminina. Foto: WSL / Daniel Smorigo

RANKINGS SUL-AMERICANOS 2023/2024 DA WSL SOUTH AMERICA:

TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA – 9 etapas:

1.o: Ian Gouveia (BRA) – 6.550 pontos
2.o: Mateus Herdy (BRA) – 6.182
3.o: Cauã Costa (BRA) – 5.405
4.o: Rafael Teixeira (BRA) – 4.818
5.o: Heitor Mueller (BRA) – 4.671
6.o: Luel Felipe (BRA) – 4.395
7.o: Edgard Groggia (BRA) – 3.945
8.o: Gabriel Klaussner (BRA) – 3.775
9.o: Mateus Sena (BRA) – 3.707
10.o: Lucas Vicente (BRA) – 3.658

TOP-10 DA CATEGORIA FEMININA – 9 etapas:

1.a: Tainá Hinckel (BRA) – 8.925 pontos
2.a: Sophia Medina (BRA) – 7.145
3.a: Laura Raupp (BRA) – 6.265
4.a: Isabelle Nalu (BRA) – 5.337
5.a: Vera Jarisz (ARG) – 5.322
6.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 4.723
7.a: Melanie Giunta (PER) – 4.140
8.a: Naire Marquez (BRA) – 4.078
9.a: Karol Ribeiro (BRA) – 3.980
10.a: Kalea Gervasi (PER) – 3.871

Laura Raupp, Piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP), Wavegarden, World Surf League, QS, Circuito Banco do Brasil de Surfe, Fazenda da Grama, Wave Pool. Foto: WSL / Daniel Smorigo

Laura Raupp para na semi da categoria feminina. Foto: WSL / Daniel Smorigo

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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capa aos midia fala papah fabio silva

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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