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As baterias do Challenger Series em Saquarema

Veja a relação de baterias da última etapa do Challenger Series em Saquarema (RJ).

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Samuel Pupo, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Samuel Pupo aposta as suas últimas fichas do ano no Challenger Series em Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Estão definidas as baterias das primeiras fases do Challenger Series da World Surf League (WSL) na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). A prova começa neste sábado, com previsão de ondas com formação regular.

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A grande final da temporada será inaugurada às 7h30 do sábado, com o cantor local de Saquarema, Juceir Junior, cantando o Hino Nacional Brasileiro na Praia de Itaúna.

A expectativa é de que a primeira fase das categorias masculina e feminina possa acontecer no primeiro dia, mas a programação oficial do sábado só será divulgada após a comissão técnica da World Surf League analisar as condições do mar e a previsão das ondas. Os 80 participantes do evento estão divididos em duas fases com baterias formadas por quatro surfistas. Os 48 mais bem colocados no ranking, como os que estão na briga direta por vagas no CT 2024, entram como cabeças de chave na segunda fase.

Os outros 32 competidores estão nos oito confrontos da rodada inicial. Na categoria feminina, as 48 concorrentes ao título da etapa brasileira do Challenger Series, também estão divididas em duas fases, ambas com oito baterias de quatro atletas. As 16 cabeças de chave estreiam na segunda fase, já disputando classificação para as oitavas de final da etapa. As outras 32 participantes entram na rodada inicial.

João Chumbinho Chianca, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Smorigo

João Chianca disputa a etapa como convidado da World Surf League. Foto: WSL / Smorigo

Apenas três surfistas já garantiram suas vagas para o CT 2024, pelo ranking de acesso do Challenger Series, o norte-americano Cole Houshmand e Jacob Willcox e Sally Fitzgibbons, da Austrália. Nas ondas da Praia de Itaúna, serão definidos os oito que completarão a elite dos top-34 no ano que vem e as quatro últimas mulheres para o grupo das top-17. Os únicos brasileiros que chegam no Brasil dentro na zona de classificação para o CT, são Deivid Silva em quinto no ranking e Mateus Herdy na décima e última posição no G-10.

A batalha pelas oito vagas será certamente emocionante no evento, porque 29 surfistas ainda têm chances matemáticas de ultrapassar a pontuação atual do Mateus Herdy. Entre eles, sete são do Brasil e os mais próximos do G-10 são Samuel Pupo, Michael Rodrigues e Jadson André, que saíram da elite esse ano, no corte do meio da temporada. O ranking do Challenger Series computa apenas os quatro melhores resultados, nas seis etapas da divisão de acesso ao CT em 2023.

Luana Silva, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Luana Silva corre atrás da classificação ao Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz

CHANCES DO BRASIL – Como o quarto pior resultado do Samuel Pupo é menor, de 700 pontos, ele já entra no G-10 se passar a sua primeira bateria na Praia de Itaúna, quando soma 1.700 pontos. Isso porque Mateus Herdy tem 1.900 para trocar em Saquarema. Já Michael Rodrigues precisa chegar nas oitavas de final para superar a pontuação atual do Herdy e Jadson André só nas semifinais. Alejo Muniz já necessita chegar na grande final para isso e Ian Gouveia, Leo Casal e Edgard Groggia, somente com a vitória no Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.

No ranking feminino, Luana Silva é a única brasileira que pode fazer companhia a Tatiana Weston-Webbno CT em 2024. Ambas moram no Havaí e Luana fez parte do grupo das 17 melhores do mundo em 2022, mas não conseguiu passar pelo corte do meio da temporada e tenta se classificar pelo Challenger Series. Ela vem de um vice-campeonato em Portugal e está em sexto no ranking. Para superar a pontuação da australiana Isabella Nichols, que fecha o G-5 no momento, Luana Silva já precisa chegar nas semifinais em Saquarema. As duas estão na lista das 16 cabeças de chave que estreiam só na segunda fase.

Mateus Herdy, EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Challenger Series, Ericeira, Portugal, Ribeira D’Ilhas, WSL, World Surf League. Foto: WSL / Poullenot

Mateus Herdy ocupa a décima e última vaga na lista privisória de classificados do Challenger. Foto: WSL / Poullenot

DEFENDENDO VAGAS – Além de Isabella Nichols, vão defender suas vagas a também australiana India Robinson vice-líder do ranking e as norte-americanas Sawyer Lindblad em terceiro lugar e a campeã do primeiro Challenger Series na Praia de Itaúna no ano passado, Alyssa Spencer. Foi ela quem derrotou Luana Silva na final em Portugal, onde a vitória valia a quarta posição no ranking.

No ranking masculino, Deivid Silva em quinto lugar e Mateus Herdy em décimo, são os únicos brasileiros que chegam em Saquarema defendendo vagas no G-10. Os outros seis que vão tentar confirmar suas classificações no Brasil, são o português Frederico Morais, que divide o terceiro lugar no ranking com Jake Marshall, os também norte-americanos Crosby Colapinto em quinto e Kade Matson em nono, além dos havaianos Imaikalani deVault na sétima e Eli Hanneman na oitava posições, respectivamente.

Para obter mais informações sobre as baterias, visite a página da World Surf League.

Deivid Silva, EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Challenger Series, Ericeira, Portugal, Ribeira D’Ilhas, WSL, World Surf League. Foto: WSL / Poullenot

Deivid Silva está muito perto de retornar à divisão de elite mundial. Foto: WSL / Poullenot

BATERIAS DO CORONA SAQUAREMA PRO (sujeitas a alterações):

PRIMEIRA FASE – 3.o=65.o lugar (US$ 1.100 e 300 pts) e 4.o=73.o lugar ($ 1.000 e 250 pts):
1.a: Shion Crawford (HAV), Joshua Burke (BRB), Marlon Harrison (AUS), Zac Hedemann (HAV)
2.a: Jordan Lawler (AUS), Mihimana Braye (TAH), Gabriel André (BRA), Marco Giorgi (URU)
3.a: Kian Martin (SUE), John Mark Tokong (FIL), Teva Bouchgua (MAR), Nacho Gundesen (ARG)
4.a: Te Kehukehu Butler (NZL), Tiago Carrique (FRA), Adur Amatriain (ESP), Valentin Neves (BRA)
5.a: Kalani Ball (AUS), Gatien Delahaye (FRA), Connor Slijpen (AFR), Heitor Mueller (BRA)
6.a: Ryan Kainalo (BRA), Tenshi Iwami (JPN), Cauã Costa (BRA), Tyler Gunter (EUA)
7.a: Jarvis Earle (AUS), Daiki Tanaka (JPN), Krystian Kymerson (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)
8.a: Sheldon Simkus (AUS), Billy Stairmand (NZL), Matheus Navarro (BRA), Marcos Correa (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada dos 48 cabeças de chave:
—–3.o=33.o lugar (US$ 1.500 e 700 pts) e 4.o=49.o lugar (US$ 1.250 e 600 pts)
1.a: Jacob Willcox (AUS), Dylan Moffat (AUS), Marc Lacomare (FRA), 1.o da 1.a
2.a: Jackson Baker (AUS), Reef Heazlewood (AUS), Miguel Tudela (PER), 2.o da 1.a
3.a: Mateus Herdy (BRA), Nolan Rapoza (EUA), Carlos Munoz (CRC), 1.o da 2.a
4.a: Jake Marshall (EUA), Kauli Vaast (FRA), Ian Gouveia (BRA), 2.o da 2.a
5.a: Crosby Colapinto (EUA), Dimitri Poulos (EUA), Edgard Groggia (BRA), 1.o da 3.a
6.a: Imaikalani deVault (HAV), Jackson Bunch (HAV), Luke Thompson (AFR), 2.o da 3.a
7.a: Morgan Cibilic (AUS), Jett Schilling (EUA), Daniel Emslie (AFR), 1.o da 4.a
8.a: João Chianca (BRA), Adin Masencamp (AFR), Joel Vaughan (AUS), 2.o da 4.a
9.a: Miguel Pupo (BRA), Jorgann Couzinet (FRA), Timothe Bisso (FRA), 1.o da 5.a
10: Michael Rodrigues (BRA), Joan Duru (FRA), Jabe Swierkocki (EUA), 2.o da 5.a
11: Deivid Silva (BRA), Justin Becret (FRA), Maxime Huscenot (FRA), 1.o da 6.a
12: Eli Hanneman (HAV), Jadson André (BRA), Alister Reginato (AUS), 2.o da 6.a
13: Frederico Morais (POR), Mikey McDonagh (AUS), Leo Casal (BRA), 1.o da 7.a
14: Kade Matson (EUA), Marco Mignot (FRA), Lucas Silveira (BRA), 2.o da 7.a
15: Samuel Pupo (BRA), George Pittar (AUS), Rafael Teixeira (BRA), 1.o da 8.a
16: Cole Houshmand (EUA), Alejo Muniz (BRA), Lucca Mesinas (PER), 2.o da 8.a

PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (US$ 1.500 e 700 pts) e 4.a=41.o lugar ($ 1.250 e 650 pts):
1.a: Daniella Rosas (PER), Ella McCaffray (EUA), Eweleiula Wong (HAV), Catalina Zariquiey (PER)
2.a: Yolanda Hopkins (POR), Kirra Pinkerton (EUA), Sara Wakita (JPN), Zoe Steyn (AFR)
3.a: Zoe McDougall (HAV), Nyxie Ryan (AUS), Silvana Lima (BRA), Karol Ribeiro (BRA)
4.a: Leilani McGonagle (CRC), Carolina Mendes (POR), Natasha Van Greunen (AFR), Bruna Carderelli (BRA)
5.a: Ariane Ochoa (ESP), Sophia Medina (BRA), Laura Raupp (BRA), Taís Almeida (BRA)
6.a: Nanaho Tsuzuki (JPN), Tessa Thyssen (FRA), Jessie Van Niekerk (AFR), Camilla Kemp (ALE)
7.a: Sol Aguirre (PER), Amuro Tsuzuki (JPN), Minami Nonaka (JPN), Arena Rodriguez Vargas (PER)
8.a: Erin Brooks (CAN), Pauline Ado (FRA), Anon Matsuoka (JPN), Tainá Hinckel (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada das 16 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Oitavas de Final:
—–3.a=17.o lugar (US$ 2.100 e 1.900 pts) e 4.a=25.o lugar (US$ 2.000 e 1.700 pts)
1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) e Francisca Veselko (POR), 1.a da 1.a e 2.a da 2.a
2.a: Ellie Harrison (AUS) e Vahine Fierro (FRA), 1.a da 2.a e 2.a da 1.a
3.a: Isabella Nichols (AUS) e Bella Kenworthy (EUA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a
4.a: Alyssa Spencer (EUA) e Sophie McCulloch (AUS), 1.a da 4.a e 2.a da 3.a
5.a: India Robinson (AUS) e Nadia Erostarbe (ESP), 1.a da 5.a e 2.a da 6.a
6.a: Bronte Macaulay (AUS) e Sarah Baum (AFR), 1.a da 6.a e 2.a da 5.a
7.a: Luana Silva (BRA) e Teresa Bonvalot (POR), 1.a da 7.a e 2.a da 8.a
8.a: Sawyer Lindblad (EUA) e Zahli Kelly (AUS), 1.a da 8.a e 2.a da 7.a

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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