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Competições

As baterias do Challenger Series em Saquarema

Veja a relação de baterias da última etapa do Challenger Series em Saquarema (RJ).

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Samuel Pupo, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Samuel Pupo aposta as suas últimas fichas do ano no Challenger Series em Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Estão definidas as baterias das primeiras fases do Challenger Series da World Surf League (WSL) na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). A prova começa neste sábado, com previsão de ondas com formação regular.

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A grande final da temporada será inaugurada às 7h30 do sábado, com o cantor local de Saquarema, Juceir Junior, cantando o Hino Nacional Brasileiro na Praia de Itaúna.

A expectativa é de que a primeira fase das categorias masculina e feminina possa acontecer no primeiro dia, mas a programação oficial do sábado só será divulgada após a comissão técnica da World Surf League analisar as condições do mar e a previsão das ondas. Os 80 participantes do evento estão divididos em duas fases com baterias formadas por quatro surfistas. Os 48 mais bem colocados no ranking, como os que estão na briga direta por vagas no CT 2024, entram como cabeças de chave na segunda fase.

Os outros 32 competidores estão nos oito confrontos da rodada inicial. Na categoria feminina, as 48 concorrentes ao título da etapa brasileira do Challenger Series, também estão divididas em duas fases, ambas com oito baterias de quatro atletas. As 16 cabeças de chave estreiam na segunda fase, já disputando classificação para as oitavas de final da etapa. As outras 32 participantes entram na rodada inicial.

João Chumbinho Chianca, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Smorigo

João Chianca disputa a etapa como convidado da World Surf League. Foto: WSL / Smorigo

Apenas três surfistas já garantiram suas vagas para o CT 2024, pelo ranking de acesso do Challenger Series, o norte-americano Cole Houshmand e Jacob Willcox e Sally Fitzgibbons, da Austrália. Nas ondas da Praia de Itaúna, serão definidos os oito que completarão a elite dos top-34 no ano que vem e as quatro últimas mulheres para o grupo das top-17. Os únicos brasileiros que chegam no Brasil dentro na zona de classificação para o CT, são Deivid Silva em quinto no ranking e Mateus Herdy na décima e última posição no G-10.

A batalha pelas oito vagas será certamente emocionante no evento, porque 29 surfistas ainda têm chances matemáticas de ultrapassar a pontuação atual do Mateus Herdy. Entre eles, sete são do Brasil e os mais próximos do G-10 são Samuel Pupo, Michael Rodrigues e Jadson André, que saíram da elite esse ano, no corte do meio da temporada. O ranking do Challenger Series computa apenas os quatro melhores resultados, nas seis etapas da divisão de acesso ao CT em 2023.

Luana Silva, Challenger Series 2023, Circuito Mundial de Surfe, Praia de Itaúna, Previsão das Ondas, Saquarema, World Surf League, WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Luana Silva corre atrás da classificação ao Championship Tour. Foto: WSL / Thiago Diz

CHANCES DO BRASIL – Como o quarto pior resultado do Samuel Pupo é menor, de 700 pontos, ele já entra no G-10 se passar a sua primeira bateria na Praia de Itaúna, quando soma 1.700 pontos. Isso porque Mateus Herdy tem 1.900 para trocar em Saquarema. Já Michael Rodrigues precisa chegar nas oitavas de final para superar a pontuação atual do Herdy e Jadson André só nas semifinais. Alejo Muniz já necessita chegar na grande final para isso e Ian Gouveia, Leo Casal e Edgard Groggia, somente com a vitória no Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.

No ranking feminino, Luana Silva é a única brasileira que pode fazer companhia a Tatiana Weston-Webbno CT em 2024. Ambas moram no Havaí e Luana fez parte do grupo das 17 melhores do mundo em 2022, mas não conseguiu passar pelo corte do meio da temporada e tenta se classificar pelo Challenger Series. Ela vem de um vice-campeonato em Portugal e está em sexto no ranking. Para superar a pontuação da australiana Isabella Nichols, que fecha o G-5 no momento, Luana Silva já precisa chegar nas semifinais em Saquarema. As duas estão na lista das 16 cabeças de chave que estreiam só na segunda fase.

Mateus Herdy, EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Challenger Series, Ericeira, Portugal, Ribeira D’Ilhas, WSL, World Surf League. Foto: WSL / Poullenot

Mateus Herdy ocupa a décima e última vaga na lista privisória de classificados do Challenger. Foto: WSL / Poullenot

DEFENDENDO VAGAS – Além de Isabella Nichols, vão defender suas vagas a também australiana India Robinson vice-líder do ranking e as norte-americanas Sawyer Lindblad em terceiro lugar e a campeã do primeiro Challenger Series na Praia de Itaúna no ano passado, Alyssa Spencer. Foi ela quem derrotou Luana Silva na final em Portugal, onde a vitória valia a quarta posição no ranking.

No ranking masculino, Deivid Silva em quinto lugar e Mateus Herdy em décimo, são os únicos brasileiros que chegam em Saquarema defendendo vagas no G-10. Os outros seis que vão tentar confirmar suas classificações no Brasil, são o português Frederico Morais, que divide o terceiro lugar no ranking com Jake Marshall, os também norte-americanos Crosby Colapinto em quinto e Kade Matson em nono, além dos havaianos Imaikalani deVault na sétima e Eli Hanneman na oitava posições, respectivamente.

Para obter mais informações sobre as baterias, visite a página da World Surf League.

Deivid Silva, EDP Vissla Ericeira Pro 2023, Challenger Series, Ericeira, Portugal, Ribeira D’Ilhas, WSL, World Surf League. Foto: WSL / Poullenot

Deivid Silva está muito perto de retornar à divisão de elite mundial. Foto: WSL / Poullenot

BATERIAS DO CORONA SAQUAREMA PRO (sujeitas a alterações):

PRIMEIRA FASE – 3.o=65.o lugar (US$ 1.100 e 300 pts) e 4.o=73.o lugar ($ 1.000 e 250 pts):
1.a: Shion Crawford (HAV), Joshua Burke (BRB), Marlon Harrison (AUS), Zac Hedemann (HAV)
2.a: Jordan Lawler (AUS), Mihimana Braye (TAH), Gabriel André (BRA), Marco Giorgi (URU)
3.a: Kian Martin (SUE), John Mark Tokong (FIL), Teva Bouchgua (MAR), Nacho Gundesen (ARG)
4.a: Te Kehukehu Butler (NZL), Tiago Carrique (FRA), Adur Amatriain (ESP), Valentin Neves (BRA)
5.a: Kalani Ball (AUS), Gatien Delahaye (FRA), Connor Slijpen (AFR), Heitor Mueller (BRA)
6.a: Ryan Kainalo (BRA), Tenshi Iwami (JPN), Cauã Costa (BRA), Tyler Gunter (EUA)
7.a: Jarvis Earle (AUS), Daiki Tanaka (JPN), Krystian Kymerson (BRA), Gabriel Klaussner (BRA)
8.a: Sheldon Simkus (AUS), Billy Stairmand (NZL), Matheus Navarro (BRA), Marcos Correa (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada dos 48 cabeças de chave:
—–3.o=33.o lugar (US$ 1.500 e 700 pts) e 4.o=49.o lugar (US$ 1.250 e 600 pts)
1.a: Jacob Willcox (AUS), Dylan Moffat (AUS), Marc Lacomare (FRA), 1.o da 1.a
2.a: Jackson Baker (AUS), Reef Heazlewood (AUS), Miguel Tudela (PER), 2.o da 1.a
3.a: Mateus Herdy (BRA), Nolan Rapoza (EUA), Carlos Munoz (CRC), 1.o da 2.a
4.a: Jake Marshall (EUA), Kauli Vaast (FRA), Ian Gouveia (BRA), 2.o da 2.a
5.a: Crosby Colapinto (EUA), Dimitri Poulos (EUA), Edgard Groggia (BRA), 1.o da 3.a
6.a: Imaikalani deVault (HAV), Jackson Bunch (HAV), Luke Thompson (AFR), 2.o da 3.a
7.a: Morgan Cibilic (AUS), Jett Schilling (EUA), Daniel Emslie (AFR), 1.o da 4.a
8.a: João Chianca (BRA), Adin Masencamp (AFR), Joel Vaughan (AUS), 2.o da 4.a
9.a: Miguel Pupo (BRA), Jorgann Couzinet (FRA), Timothe Bisso (FRA), 1.o da 5.a
10: Michael Rodrigues (BRA), Joan Duru (FRA), Jabe Swierkocki (EUA), 2.o da 5.a
11: Deivid Silva (BRA), Justin Becret (FRA), Maxime Huscenot (FRA), 1.o da 6.a
12: Eli Hanneman (HAV), Jadson André (BRA), Alister Reginato (AUS), 2.o da 6.a
13: Frederico Morais (POR), Mikey McDonagh (AUS), Leo Casal (BRA), 1.o da 7.a
14: Kade Matson (EUA), Marco Mignot (FRA), Lucas Silveira (BRA), 2.o da 7.a
15: Samuel Pupo (BRA), George Pittar (AUS), Rafael Teixeira (BRA), 1.o da 8.a
16: Cole Houshmand (EUA), Alejo Muniz (BRA), Lucca Mesinas (PER), 2.o da 8.a

PRIMEIRA FASE – 3.a=33.o lugar (US$ 1.500 e 700 pts) e 4.a=41.o lugar ($ 1.250 e 650 pts):
1.a: Daniella Rosas (PER), Ella McCaffray (EUA), Eweleiula Wong (HAV), Catalina Zariquiey (PER)
2.a: Yolanda Hopkins (POR), Kirra Pinkerton (EUA), Sara Wakita (JPN), Zoe Steyn (AFR)
3.a: Zoe McDougall (HAV), Nyxie Ryan (AUS), Silvana Lima (BRA), Karol Ribeiro (BRA)
4.a: Leilani McGonagle (CRC), Carolina Mendes (POR), Natasha Van Greunen (AFR), Bruna Carderelli (BRA)
5.a: Ariane Ochoa (ESP), Sophia Medina (BRA), Laura Raupp (BRA), Taís Almeida (BRA)
6.a: Nanaho Tsuzuki (JPN), Tessa Thyssen (FRA), Jessie Van Niekerk (AFR), Camilla Kemp (ALE)
7.a: Sol Aguirre (PER), Amuro Tsuzuki (JPN), Minami Nonaka (JPN), Arena Rodriguez Vargas (PER)
8.a: Erin Brooks (CAN), Pauline Ado (FRA), Anon Matsuoka (JPN), Tainá Hinckel (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada das 16 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Oitavas de Final:
—–3.a=17.o lugar (US$ 2.100 e 1.900 pts) e 4.a=25.o lugar (US$ 2.000 e 1.700 pts)
1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) e Francisca Veselko (POR), 1.a da 1.a e 2.a da 2.a
2.a: Ellie Harrison (AUS) e Vahine Fierro (FRA), 1.a da 2.a e 2.a da 1.a
3.a: Isabella Nichols (AUS) e Bella Kenworthy (EUA), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a
4.a: Alyssa Spencer (EUA) e Sophie McCulloch (AUS), 1.a da 4.a e 2.a da 3.a
5.a: India Robinson (AUS) e Nadia Erostarbe (ESP), 1.a da 5.a e 2.a da 6.a
6.a: Bronte Macaulay (AUS) e Sarah Baum (AFR), 1.a da 6.a e 2.a da 5.a
7.a: Luana Silva (BRA) e Teresa Bonvalot (POR), 1.a da 7.a e 2.a da 8.a
8.a: Sawyer Lindblad (EUA) e Zahli Kelly (AUS), 1.a da 8.a e 2.a da 7.a

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Charles Medina elogia Mineirinho e fala de sua relação com Gabriel

Charles Medina elogia Mineirinho, fala da relação com Gabriel e relembra a medalha olímpica que recebeu do filho. Confira no Fala Papah!

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Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Gabriel Medina, Charles e Adriano de Souza juntos em Portugal. Em entrevista anterior ao Fala Papah!, Charles elogiou o trabalho de Mineirinho e falou sobre sua relação com o filho. Foto: @wsl

Charles Medina elogia Mineirinho e explica como procura respeitar o trabalho do treinador de Gabriel Medina em entrevista ao Fala Papah!. Na conversa com Ader Oliveira, ele também relembra a participação nas Olimpíadas de Paris 2024 e conta que recebeu do filho a medalha de bronze conquistada no Tahiti.

O corte resgata uma entrevista gravada antes da etapa de Portugal de 2026. Portanto, as declarações retratam aquele momento da relação entre os dois e não representam um anúncio sobre mudanças ou planos futuros da equipe.

Charles Medina elogia Mineirinho e explica os limites dos “pitacos”

Ao ser questionado sobre sua relação com Gabriel, Charles afirmou que os dois estavam vivendo uma convivência mais de pai e filho do que de treinador e atleta.

“Às vezes eu dou um pitaquinho ali, mas bem de leve”, explicou. Em seguida, reconheceu a capacidade de Adriano de Souza, o Mineirinho, que trabalhava com Gabriel.

“Eu sei que o Mineiro é muito capaz também”, declarou Charles.

Além do elogio, ele explicou por que evita interferir. Na sua avaliação, assistir a uma bateria pela televisão e apontar um erro isolado pode desconsiderar os vários acertos do trabalho realizado.

Por isso, Charles destacou a importância de respeitar o profissional que acompanha o atleta. Na entrevista, também elogiou as atuações de Gabriel, tanto na parte técnica quanto nas decisões dentro das baterias.

A presença como pai e torcedor

Durante a conversa, Charles contou que seus conselhos ao filho envolviam manter o foco e a humildade. Além disso, manifestou a intenção de acompanhar algumas etapas como pai e torcedor.

“Se Deus quiser, vamos levantar ele lá no Havaí esse ano”, disse, expressando sua torcida naquele momento.

A fala resume o desejo de estar próximo e participar das conquistas do filho. Entretanto, deve ser entendida no contexto da gravação, sem antecipar decisões sobre a composição da equipe.

O convite de Gabriel para as Olimpíadas

Charles também relembrou o convite que recebeu de Gabriel para acompanhá-lo nas Olimpíadas de Paris 2024. As disputas de surfe aconteceram em Teahupoʻo, no Tahiti.

Segundo ele, a experiência permitiu reunir os dois lados dessa relação. Em alguns momentos, ajudou com sua experiência técnica. Em outros, esteve presente principalmente como pai.

Embora não pudesse ficar tão próximo da água quanto imaginava, Charles contou que permaneceu com Gabriel e conversou com ele durante aqueles dias.

Ao avaliar a competição, afirmou que via boas chances de ouro para o filho. No entanto, lamentou a falta de ondas no momento decisivo.

Charles e Gabriel Medina Jogos de Paris 2024 Medalha de Bronze Olimpiadas

Para Charles, acompanhar as Olimpíadas em Teahupoo e receber a medalha de bronze de Gabriel foram motivos de orgulho. Foto: Arquivo pessoal

A medalha olímpica que ficou com Charles

Entre as lembranças da viagem, Charles revelou um gesto especial de Gabriel: o filho lhe deu a medalha olímpica.

“O Gabriel até me deu a medalha olímpica”, contou.

Para Charles, acompanhar a competição e receber esse reconhecimento foram motivos de orgulho. Assim, o relato mostra uma dimensão da conquista que vai além do resultado esportivo: a história construída entre pai e filho.

Apoiar sem atrapalhar o atleta

O corte também aborda a influência das pessoas próximas durante as competições. Charles explica que pais, amigos, treinadores e parceiros precisam perceber quando sua presença contribui para o desempenho do atleta.

Na sua visão, esse cuidado exige equilíbrio. Afinal, alguém pode ser importante na vida pessoal e, ainda assim, precisar dar espaço em determinados momentos da competição.

Por fim, a conversa chega à trajetória de Sophia Medina. Charles fala sobre evolução, dedicação e a importância de não transformar o desejo por resultados em pressão excessiva.

Confira a entrevista e acompanhe as reflexões de Charles sobre Gabriel, Mineirinho e a relação entre família e esporte.

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ISA

ISA anuncia suspensão provisória após denúncias

ISA anuncia suspensão provisória de atleta após denúncias no surfe. Entenda a medida, as regras de proteção e sua relação com o caso da WSL.

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Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, palco das disputas de surf nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anunciou a suspensão provisória de um atleta de suas competições e reforçou seu compromisso com a segurança e a proteção dos surfistas. Foto: Pablo Jimenez / ISA

A ISA anuncia suspensão provisória de um atleta em meio à repercussão de denúncias graves de abuso na comunidade do surfe. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (14), a International Surfing Association informou que seu Comitê Executivo decidiu impedir temporariamente a participação do competidor em eventos sancionados pela entidade.

Segundo a organização, o afastamento tem caráter preventivo e busca proteger a segurança e o bem-estar dos atletas. Entretanto, a ISA ressaltou que a decisão não representa uma conclusão sobre a responsabilidade da pessoa envolvida.

O comunicado oficial da ISA não revela a identidade do competidor. Além disso, a entidade não informou um prazo para a conclusão de seus procedimentos de investigação e análise.

ISA anuncia suspensão provisória e reforça proteção aos atletas

A decisão foi tomada pelo Comitê Executivo da ISA, responsável por aprovar o afastamento preventivo enquanto o caso passa por novas verificações.

De acordo com a entidade, a medida está fundamentada em seu Código de Conduta e Política de Proteção dos Atletas, além do Código de Ética. Esses documentos estabelecem normas de comportamento, mecanismos de denúncia e procedimentos disciplinares.

A ISA também reafirmou seu compromisso com o devido processo, a confidencialidade e os direitos de todas as pessoas envolvidas.

Portanto, a suspensão não deve ser interpretada como uma punição definitiva. Trata-se de uma medida esportiva provisória, cuja continuidade dependerá dos procedimentos previstos nos regulamentos da entidade.

O que diz o Código de Ética da ISA?

O Código de Ética da ISA estabelece regras para prevenir e combater diferentes formas de violência, assédio, discriminação e abuso no ambiente esportivo.

Entre as condutas proibidas estão abuso sexual, violência física, intimidação, assédio psicológico e comportamentos que comprometam a segurança dos participantes.

Além disso, o documento prevê medidas provisórias durante investigações, incluindo a suspensão de pessoas envolvidas em denúncias, quando necessário para proteger os participantes.

Outro ponto importante é que a ISA pode iniciar investigações de maneira independente. Conforme seu Código de Ética, denúncias de terceiros e informações divulgadas pela imprensa também podem motivar uma apuração.

Entretanto, o comunicado desta quarta-feira não esclarece quais informações específicas levaram o Comitê Executivo a adotar a medida.

Entidade possui canal para denúncias de abuso

A ISA também mantém uma política de proteção dos atletas, conhecida internacionalmente como safeguarding.

O programa estabelece mecanismos de prevenção, educação e denúncia, com atenção especial a menores de idade e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo a entidade, atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e outros profissionais ligados às suas atividades devem respeitar essas normas.

Além disso, a ISA disponibiliza um canal oficial para denúncias de assédio e abuso. Os relatos podem ser apresentados de maneira confidencial ou anônima, embora o anonimato possa limitar determinadas etapas da investigação.

A organização também proíbe retaliações contra pessoas que apresentam denúncias de boa-fé ou colaboram com procedimentos de apuração.

Decisão ocorre após suspensão anunciada pela WSL

O anúncio da ISA acontece três dias depois de a World Surf League (WSL) confirmar a suspensão provisória de um competidor do Championship Tour masculino de 2026.

Na ocasião, a WSL informou que havia recebido denúncias de natureza extremamente grave relacionadas a um encontro privado realizado no Tahiti, em agosto. A organização também esclareceu que o encontro não tinha vínculo com suas atividades.

Embora não tenha divulgado oficialmente o nome do competidor, a WSL confirmou seu afastamento provisório de todos os eventos da liga.

Posteriormente, o jornalista australiano Nick Carroll, da revista Surfing World, apontou o mexicano Alan Cleland Jr. como o atleta suspenso.

AOS Mídia noticiou o primeiro comunicado na reportagem sobre a suspensão anunciada pela WSL após denúncias no Tahiti.

Já a ISA não identificou o atleta em seu novo comunicado nem confirmou expressamente que sua decisão envolve o mesmo competidor afastado pela WSL.

Por isso, as duas manifestações precisam ser apresentadas com essa distinção. Não é possível atribuir à ISA uma identificação que ela não divulgou oficialmente.

ISA não informa prazo para decisão definitiva

Até o momento, a ISA não anunciou uma data para a conclusão da análise. A organização também afirmou que não fará novos comentários sobre as circunstâncias individuais do caso nesta etapa.

Enquanto isso, a suspensão provisória impede a participação do atleta envolvido em eventos sancionados pela entidade.

A ISA destacou ainda que continuará trabalhando com federações nacionais e parceiros para reforçar os princípios de segurança, respeito e integridade no surfe mundial.

Assim, a decisão representa mais um posicionamento institucional diante das denúncias recentes. Entretanto, o afastamento preventivo não constitui uma conclusão de culpa nem substitui eventuais investigações conduzidas pelas autoridades competentes.


Fontes: International Surfing Association (ISA), Código de Ética e Política de Proteção dos Atletas; World Surf League (WSL); e revista australiana Surfing World.

Veja também: carrossel da AOS Mídia sobre o comunicado da ISA no Instagram.

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Competições

Challenger Series em Ericeira: resultados e ranking dos brasileiros

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira. Confira a campanha dos brasileiros e o ranking antes da última etapa do Challenger Series.

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Crosby Colapinto comemora o título do Challenger Series em Ericeira

Crosby Colapinto venceu em Ericeira e, por isso, chegou ao terceiro lugar do ranking do Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

O Challenger Series em Ericeira terminou nesta segunda-feira (12/10) com títulos de Crosby Colapinto e Brisa Hennessy. Além disso, Edgard Groggia e Laura Raupp chegaram às semifinais e foram os melhores brasileiros. Já Sierra Kerr garantiu sua classificação para a elite de 2027.

Com isso, falta apenas uma etapa da temporada 2026/27 do circuito de acesso da WSL. Enquanto isso, Ryan Kainalo segue na liderança masculina, e Ian Gouveia permanece no top 10. Por outro lado, Deivid Silva deixou a zona de classificação.

Challenger Series em Ericeira teve finais com quatro atletas

A organização acelerou o cronograma porque a previsão das ondas exigia ajustes após uma semana de condições difíceis. Por isso, manteve quatro surfistas por bateria até as finais.

Crosby Colapinto somou notas 8 e 6,10 na decisão masculina. Assim, venceu com 14,10 pontos e superou Joel Vaughan, Justin Becret e Alonso Correa. Como resultado, o norte-americano subiu 15 posições e chegou ao terceiro lugar do ranking.

Por sua vez, Brisa Hennessy conquistou a final feminina com 13,17 pontos. Enquanto Lucy Darragh terminou em segundo, Sierra Kerr e Vahine Fierro completaram a decisão. Dessa forma, a costarriquenha ganhou 20 posições e alcançou o quarto lugar na classificação.

Brisa Hennessy na etapa de Ericeira do Challenger Series

Brisa Hennessy venceu em Portugal e, por isso, saltou 20 posições e entrou na zona de classificação para o CT de 2027. Foto: WSL / Manel Geada

Groggia brilha e sobe 25 posições

Edgard Groggia também se destacou nas quartas do Challenger Series em Ericeira. Afinal, somou notas 9 e 8, venceu sua bateria com 17 pontos e avançou para a semifinal.

No entanto, o brasileiro somou 9,80 pontos na fase seguinte e ficou fora da decisão. Assim, Alonso Correa e Joel Vaughan conquistaram as duas vagas da bateria.

Apesar disso, Groggia encerrou a etapa como o melhor brasileiro no masculino. Além disso, saltou 25 posições e chegou ao 28º lugar do ranking, com 7.709 pontos.

Além de Groggia, Ian Gouveia também alcançou as quartas. Entretanto, seus 12,13 pontos não bastaram para avançar diante de Ian Gentil e Oscar Berry.

Brisa Hennessy e Crosby Colapinto, campeões em Ericeira

Crosby Colapinto e Brisa Hennessy venceram em Ericeira e, assim, fortaleceram suas campanhas no Challenger Series. Foto: WSL / Damien Poullenot

Top 10 masculino após o Challenger Series em Ericeira

Enquanto Groggia ganhou posições, Ryan Kainalo manteve a liderança do ranking masculino. Além disso, a WSL já havia confirmado sua vaga no CT de 2027.

Ryan soma 22.645 pontos. Já Weslley Dantas segue em quarto, enquanto Ian Gouveia ocupa a décima posição. Portanto, o Brasil permanece com três representantes entre os dez primeiros.

Top 10 masculino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista Representação Pontos
1º Ryan Kainalo Brasil 22.645
2º Jackson Bunch Havaí 18.725
3º Crosby Colapinto Estados Unidos 18.540
4º Weslley Dantas Brasil 17.600
5º Jake Marshall Estados Unidos 17.245
6º Joel Vaughan Austrália 14.920
7º Alonso Correa Peru 14.534
8º Ian Gentil Havaí 14.338
9º Lucca Mesinas Peru 13.850
10º Ian Gouveia Brasil 13.425
Edgard Groggia durante o Challenger Series em Ericeira

Edgard Groggia chegou à semifinal após somar notas 9 e 8 nas quartas. Com isso, subiu 25 posições no ranking. Foto: WSL / Manel Geada

Deivid Silva deixa a zona de classificação

Por outro lado, Deivid Silva perdeu cinco posições e saiu do top 10. Com isso, passou ao 14º lugar, com 11.665 pontos. Portanto, precisará recuperar terreno na reta final para voltar à zona de acesso.

Além disso, outros brasileiros recuaram no ranking após Ericeira. Veja, a seguir, as posições e pontuações desses atletas:

  • Mateus Herdy: 25º, com 9.265 pontos; caiu nove posições.
  • Gabriel Klaussner: 26º, com 8.805 pontos; caiu seis posições.
  • Douglas Silva: 30º, com 7.448 pontos; caiu seis posições.
  • Vitor Ferreira: 48º, com 5.060 pontos; caiu cinco posições.
  • Rafael Barbosa: 67º, com 2.960 pontos; caiu cinco posições.
  • Lucas Silveira: 82º, com 1.230 pontos; caiu duas posições.
Laura Raupp durante a etapa de Ericeira

Laura Raupp chegou à semifinal em Ericeira e, assim, avançou para o 14º lugar do ranking. Foto: WSL / Damien Poullenot

Laura Raupp e Sophia Medina avançam no ranking

Por sua vez, Laura Raupp foi a melhor brasileira no feminino em Portugal. Primeiro, avançou nas quartas com 11,10 pontos. Depois, somou 10,50 na semifinal, mas Brisa Hennessy e Sierra Kerr ficaram com as vagas na decisão.

Apesar da eliminação, Laura ganhou cinco posições no ranking. Assim, chegou ao 14º lugar, com 13.090 pontos.

Sophia Medina, por sua vez, parou nas quartas com 7,24 pontos. Ainda assim, subiu duas posições e chegou ao 18º lugar, com 12.000 pontos.

Portanto, Laura e Sophia são as brasileiras mais bem colocadas. No entanto, ambas seguem fora do top 6, faixa de classificação para a elite.

Sierra Kerr na etapa de Ericeira do Challenger Series

Além de garantir sua vaga no CT de 2027, Sierra Kerr manteve a liderança do ranking feminino após Ericeira. Foto: WSL / Manel Geada

Top 6 feminino: Sierra Kerr lidera e garante vaga

Enquanto as brasileiras buscam uma vaga, Sierra Kerr já garantiu seu lugar na elite. Afinal, a WSL confirmou nesta segunda-feira sua classificação para o Championship Tour de 2027. Além disso, a australiana mantém a liderança, com 26.830 pontos.

Enquanto isso, a vitória colocou Brisa Hennessy entre as seis primeiras. Assim, a zona de classificação feminina após o Challenger Series em Ericeira ficou desta forma:

Top 6 feminino do Challenger Series após Ericeira
Posição Surfista País Pontos
1ª Sierra Kerr Austrália 26.830
2ª Francisca Veselko Portugal 22.245
3ª Teresa Bonvalot Portugal 19.955
4ª Brisa Hennessy Costa Rica 18.340
5ª Eden Walla Estados Unidos 17.695
6ª Alyssa Spencer Estados Unidos 17.190
Ryan Kainalo durante o Challenger Series em Ericeira

Ryan Kainalo segue na liderança do Challenger Series. Além disso, já tem vaga confirmada na elite de 2027. Foto: WSL / Damien Poullenot

Newcastle recebe a última etapa em março

Por fim, Newcastle receberá a quinta e última etapa do Challenger Series, de 1º a 7 de março de 2027. Ao final da temporada, os dez primeiros homens e as seis primeiras mulheres conquistarão vagas no CT.

Antes disso, o calendário prevê o QS 6.000 Internacional de Taiwan, de 14 a 22 de novembro. Portanto, os atletas ainda terão uma oportunidade de somar pontos antes da decisão na Austrália.

Para conferir mais detalhes, consulte os resultados oficiais da etapa na WSL.

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