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Brasil

Brasileiros dominam o QS 1000 da Praia da Taíba

Brasileiros vencem três das quatro categorias no QS e Pro Junior na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante (CE).

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Rafael Barbosa é campeão do QS 1.000 e fica em segundo no Pro Junior da WSL na Praia da Taíba. Foto: Lima Junior

O QS 1000 da Praia da Taíba, no Ceará, foi um verdadeiro espetáculo, com o domínio absoluto dos brasileiros em todas as categorias. O evento, válido pela seletiva sul-americana da World Surf League (WSL), contou com grandes performances de jovens talentos que se destacaram desde as semifinais até as decisões.

Pro Junior Masculino

Nas semifinais do Pro Junior Masculino, Ryan Kainalo venceu o primeiro confronto ao somar 12,13 pontos, deixando Samuel Joca em segundo, com 9,07 pontos. No segundo duelo, Rafael Barbosa avançou com a maior somatória da fase, 13,30 pontos, superando Gabriel Klaussner, que marcou 9,76 pontos.

Na final, Ryan Kainalo confirmou o favoritismo e garantou o título ao somar 12,33 pontos. Rafael Barbosa, que já havia se classificado para a final do QS, terminou em segundo lugar com 10,53 pontos.

Daniella Rosas garante a única vitória estrangeira no Ceará. Foto: Lima Junior

Daniella Rosas (ao centro) garante a única vitória estrangeira no Ceará. Foto: Lima Junior

Pro Junior Feminino

A primeira semifinal do Pro Junior Feminino teve a vitória de Laura Raupp, que somou 12,43 pontos, eliminando Isabelle Nalu. No segundo confronto, Kiany Hyakutake avançou à final ao marcar 13,40 pontos, superando a peruana Catalina Zariquiey.

Na decisão, Laura Raupp foi dominante e garantiu o título com 15,27 pontos, deixando Kiany Hyakutake na segunda colocação, com 9,66 pontos.

Laura Raupp faz a festa no Pro Junior feminino. Foto: Lima Junior

Laura Raupp faz a festa no Pro Junior feminino. Foto: Lima Junior

QS Feminino

Nas semifinais do QS Feminino, Carol Bastides venceu um confronto apertado contra Laura Raupp, avançando com 11,04 pontos contra 10,93 pontos da adversária. No outro duelo, a peruana Daniella Rosas derrotou Kiany Hyakutake ao somar 12,50 pontos contra 8,74 pontos da brasileira.

A final foi extremamente equilibrada. Carol Bastides, de apenas 13 anos, quase conseguiu uma virada emocionante, mas terminou apenas 0,13 pontos atrás de Daniella Rosas. A peruana somou 9,86 pontos, enquanto Carol ficou com 9,73 pontos, garantindo um resultado impressionante para a jovem surfista brasileira.

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Aos 13 anos, Carol Bastides bate na trave no QS e vê vitória escapar por apenas 0.13 de diferença. Foto: Lima Junior

QS Masculino

Na primeira semifinal do QS Masculino, Rafael Barbosa mostrou consistência e avançou à final com 14,84 pontos, derrotando Marcos Correa, que fez 9,86 pontos. No segundo confronto, o experiente Jadson André garantiu vaga na decisão ao marcar 15,84 pontos, superando o pupilo Mateus Sena, que ficou com 11,27 pontos.

Na final, Rafael Barbosa imprimiu um forte ritmo diante de Jadson André. O potiguar da Praia da Pipa venceu o duelo com 15,50 pontos, enquanto Jadson, que fez uma interferência, ficou em combination e terminou com 7,50 pontos.

Com esse resultado, Rafael Barbosa se destacou como um dos principais nomes do evento, garantindo não apenas o título do QS Masculino, mas também o vice no Pro Junior.

Jadson André chega à final do QS três dias depois de completar 35 anos. Foto: Lima Junior

Jadson André chega à final do QS três dias depois de completar 35 anos. Foto: Lima Junior

Resultados finais do QS 1000 da Praia da Taíba

QS Masculino

1º lugar – Rafael Barbosa (Brasil) – 15,50 pontos
2º lugar – Jadson André (Brasil) – 7,50 pontos
3º lugar – Marcos Correa (Brasil), Mateus Sena (Brasil)
5º lugar – Romeo Chavez (Colômbia), Lucas Silveira (Brasil), Guilherme Lemos (Brasil), Rodrigo Saldanha (Brasil)

QS Feminino

1º lugar – Daniella Rosas (Peru) – 9,86 pontos
2º lugar – Carol Bastides (Brasil) – 9,73 pontos
3º lugar – Laura Raupp (Brasil), Kiany Hyakutake (Brasil)
5º lugar – Silvana Lima (Brasil), Laiz Costa (Brasil), Arena Rodriguez (Peru), Monik Santos (Brasil)

Pro Junior Masculino

1º lugar – Ryan Kainalo (Brasil) – 12,33 pontos
2º lugar – Rafael Barbosa (Brasil) – 10,53 pontos
3º lugar – Samuel Joca (Brasil), Gabriel Klaussner (Brasil)
5º lugar – Pedro Rian Lima (Brasil), Guilherme Lemos (Brasil), Thiago Passeri (Argentina), Rickson Falcão (Brasil)

Pro Junior Feminino

1º lugar – Laura Raupp (Brasil) – 15,27 pontos
2º lugar – Kiany Hyakutake (Brasil) – 9,66 pontos
3º lugar – Isabelle Nalu (Brasil), Catalina Zariquiey (Peru)
5º lugar – Arena Rodriguez (Peru), Camila Sanday (Peru), Genesis Borja Garcia (Equador), Sarah Ozorio (Brasil)

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Ryan Kainalo leva a melhor na categoria Pro Junior masculina. Foto: Lima Junior

RANKINGS SUL-AMERICANOS DA WSL SOUTH AMERICA:

TOP-10 DO QS MASCULINO 2024/2025 – 8 etapas:

1.o: Lucas Vicente (BRA-SC) – 5.700 pontos

2.o: Franco Radziunas (ARG) – 5.030

3.o: José Francisco (BRA-PB) – 4.440

4.o: Peterson Crisanto (BRA-PR) – 3.990

5.o: Igor Moraes (BRA-SP) – 3.942

5.o: Kaue Germano (BRA-SP) – 3.942

7.o: Cauã Costa (BRA-CE) – 3.723

7.o: Weslley Dantas (BRA-SP) – 3.723

9.o: Nacho Gundesen (ARG) – 3.475

10.o: Mateus Sena (BRA-RN) – 3.395

TOP-10 DO QS FEMININO 2024/2025 – 8 etapas:

1.a: Laura Raupp (BRA-SC) – 9.340 pontos

2.a: Arena Rodriguez (PER) – 7.525

3.a: Daniella Rosas (PER) – 7.282

4.a: Julia Duarte (BRA-RJ) – 5.465

5.a: Vera Jarisz (ARG) – 4.992

6.a: Sol Aguirre (PER) – 4.750

7.a: Juliana dos Santos (BRA-CE) – 4.378

8.a: Silvana Lima (BRA-CE) – 4.078

9.a: Genesis Garcia (EQU) – 3.462

10.a: Kiany Hyakutake (BRA-SC) – 3.443

TOP-10 DO PRO JUNIOR MASCULINO 2025 – 2 etapas:

1.o: Ryan Kainalo (BRA-SP) – 1.500 pontos

1.o: Rickson Falcão (BRA-RJ) – 1.500 pontos

3.o: Gabriel Klaussner (BRA-SP) – 1.450

4.o: Samuel Joca (BRA-RN) – 1.000

4.o: Matheus Neves (BRA-SP) – 1.000

6.o: Cauet Frazão (BRA-CE) – 945

7.o: Thiago Passeri (ARG) – 850

8.o: Rafael Barbosa (BRA-RN) – 800

9.o: Guilherme Lemos (BRA-CE) – 795

10.o: Luan Ferreyra (BRA-PE) – 795

TOP-10 DO PRO JUNIOR FEMININO 2025 – 2 etapas:

1.a: Catalina Zariquiey (PER) – 1.650 pontos

2.a: Arena Rodriguez (PER) – 1.150

2.a: Isabelle Nalu (BRA-SC) – 1.150

4.a: Laura Raupp (BRA-SC) – 1.000

4.a: Camila Sanday (PER) – 1.000

6.a: Genesis Garcia (EQU) – 850

6.a: Estela López (CHL) – 850

8.a: Vera Jarisz (ARG) – 800

8.a: Kiany Hyakutake (BRA-SC) – 800

10.a: Luara Mandelli (BRA-PR) – 700

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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