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Valentin Neves é pura emoção no QS da WSL em Imbituba

Valentin Neves brilha com virada e homenageia o pai na etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 na praia da Vila, em Imbituba (SC).

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Valentin Neves protagoniza momento emocionante no segundo dia da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 em Imbituba (SC). Foto: Marcio David / WSL Brasil

O segundo dia de disputas da terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, evento QS 4.000 válido pelo ranking sul-americano da WSL, foi marcado por duelos acirrados e pela estreia dos Top 32 pré-classificados do evento na praia da Vila, em Imbituba (SC).

A competição começou às 8h, com a realização do Round dos 64, e contou com grandes nomes do Circuito Mundial vestindo a lycra, entre eles o campeão mundial de 2015, Adriano de Souza (BRA), que protagonizou um confronto empolgante contra seu atleta mentorado e atual integrante do Championship Tour (CT), Miguel Pupo (BRA).

A próxima chamada está marcada para às 7h30 desta sexta-feira (19), com expectativa de realização do terceiro round masculino e da estreia da categoria feminina.

Valentin Neves abre o dia com virada sensacional e dedica vitória ao pai, Leo Neves

Valentin Neves (BRA) foi o responsável por abrir o dia de competições no round dos 64 com uma virada emocionante nos últimos momentos da primeira bateria. O surfista carioca garantiu a classificação com 6.33 pontos decisivos, mostrando todo seu potencial na Praia da Vila, e fechando sua participação com uma entrevista emocionante para a transmissão ao vivo da WSL e do portal Terra.

“Queria dedicar essa bateria pro meu pai, que tá lá em cima. Tô amarradão de poder fazer o meu melhor, de fazer o que eu amo. Agora é focar no próximo round, sem muita emoção (risos)”, disse Valentin, visivelmente emocionado.

Mais do que um resultado, a vitória também simboliza o orgulho de representar o Centro de Treinamento Léo Neves e tudo que vem sendo construído na instituição que fomenta a modalidade em Saquarema.

“Eu fico muito orgulhoso. A Prefeitura (de Saquarema) está proporcionando tudo isso pra gente. É uma escola que forma o surfista até o profissional, com meninos que desde os 10 anos têm a oportunidade de surfar, de estar junto com a galera mais experiente. Eu sinto uma felicidade enorme em ver isso. Tem o Rickson (Falcão), o Daniel (Templar)… o Daniel quase se classificando para o Challenger… e isso me dá ainda mais gás pra seguir focado. E sinto muito orgulho ter o nome do meu pai representando tudo isso”, finaliza Valentin.

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Adriano de Souza avança em dobradinha com o seu “pupilo” Miguel Pupo. Foto: Marcio David / WSL Brasil

Campeão mundial em 2015, Adriano de Souza avança em duelo com Miguel Pupo

Se durante as etapas do CT, o campeão mundial de 2015 Adriano de Souza costuma ficar fora d’água exercendo seu papel de técnico, desta vez foi diferente. Vestindo novamente a lycra, Mineirinho dividiu a mesma bateria com seu assessorado Miguel Pupo em um duelo de frontside contra backside nas direitas de Imbituba.

Mineiro, de frente pra onda, acabou levando a melhor no confronto, após achar um 6.67 com manobras precisas na Vila. Apesar da “derrota” no confronto direto, Miguel também avançou para o Round dos 32, já que a bateria era formada por quatro surfistas. Fora d’água, o clima seguiu de total parceria entre técnico e atleta.

“Pra mim é o maior prazer estar competindo de novo, vestindo a lycra. É bom porque eu cuido da minha saúde. E competir com o Miguel… Pô, a gente está junto há anos. Tento sempre ajudar ele na parte da mentoria e da competição, sempre tentando fazê-lo competir melhor. Só que, nessa bateria, ele se arrasou (risos)”, brincou Adriano, em tom leve ao lado de Miguel.

“Diz ele que eu só fiz besteira a bateria inteira (risos). Foi uma bateria difícil, né? No meio das férias, competindo com a família. Mas estou feliz de voltar a Imbituba, estar aqui com o Adriano, nosso capitão, meu coach… mas dessa vez eu não vou pagar ele não (risos)”, respondeu Miguel, mantendo o bom humor.

Integrantes do CT em 2025, João Chianca e Samuel Pupo também seguem na competição

Logo na sequência do confronto entre Mineiro e Miguel, na nona bateria do dia, João Chianca (BRA) não conseguiu evitar a virada do australiano Ben Zanatta Creagh (BRA), mas mesmo assim garantiu a sua vaga na Rodada dos 32 ao terminar sua participação na segunda colocação.

Já Samuel Pupo (BRA), que aparece em décimo sexto na lista do CS e vigésimo oitavo no ranking final do CT, fechou o dia com a maior nota desta quinta-feira ao lado de Patrick Plachi (BRA). Ambos anotaram um 7.33 pontos, e Samuca ainda ficou com o maior somatório do dia (13.33 pontos), o segundo maior da competição até o momento. Marco Giorgi (URU), com 13.83 pontos em sua estreia ontem, segue no topo desta tabela.

Além deles, alguns outros integrantes brasileiros do Challenger Series (CS) também puderam entrar na água e lutar por vagas na Terceira Rodada. Foi o caso de Mateus Herdy (BRA), atual segundo colocado nos rankings do CS e da WSL South America que, galgando sua vaga no CT do ano que vem, que levou a melhor na quarta bateria da Segunda Rodada com média 10.66 no somatório.

Todos os surfistas que tiveram high score de 7 pontos para cima venceram suas baterias no Round dos 64, incluindo Vitor Ferreira (BRA) no segundo confronto da rodada, e Ryan Kainalo (BRA), no décimo segundo.

Último campeão de Imbituba, Jadson garante vaga na terceira rodada

Jadson André, que fez história ao vencer Kelly Slater na final do CT em Imbituba em 2010, voltou a competir nas direitas da Praia da Vila nesta quinta-feira (18). Desta vez, o potiguar ficou em segundo lugar na terceira bateria do Round dos 64, garantindo sua vaga na terceira fase do campeonato. Mesmo sem repetir o domínio de 15 anos atrás, Jadson mostrou consistência e experiência para seguir firme na disputa por preciosos pontos no ranking sul-americano da WSL.

Além da ação dentro d’água, a terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 também contou com Aula de Ritmos e Funcional by BB Asset, Clínicas de Altinha, além de ações de educação ambiental nesta quinta-feira, reforçando o compromisso da WSL em pensar todo o ecossistema sustentável que envolve oceanos e praias por onde passa.

Primeiro Round Feminino está previsto para esta sexta-feira

Além da ação no Masculino, nesta sexta-feira (19) também está previsto o início da categoria Feminino, com o particular duelo pelo primeiro lugar no ranking sul-americano de surfe entre Tainá Hinckel (BRA) e Laura Raupp (BRA). Serão oito baterias com 29 atletas competindo por vagas nas oitavas de final.

Para mais informações, visite WorldSurfLeague.com.

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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