Surfista, ator e apresentador Daniel Sabbá faleceu aos 70 anos após enfrentar sequelas de um grave acidente de moto em 2021. Foto: Divulgação
Daniel Sabbá, surfista, ator e apresentador, faleceu aos 70 anos, após uma longa batalha contra as sequelas de um grave acidente ocorrido em 2021. A notícia foi confirmada por sua família e divulgada nas redes sociais do atleta. O falecimento marca o fim de uma jornada de coragem e resiliência, em que Sabbá enfrentou desafios intensos com positividade e esperança.
A tragédia que mudou sua vida aconteceu na Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, quando Daniel colidiu de moto contra um automóvel. O impacto o deixou com sérias lesões e sem os movimentos do corpo, exigindo um longo e complexo processo de recuperação. Nos últimos meses, sua saúde se agravou, e ele foi internado com um quadro de infecção generalizada, que levou à falência dos rins e a um estado crítico de saúde.
Sabbá com Kelly Slater e Rickson Gracie no Rio de Janeiro. Foto: Arquivo pessoal
A família de Sabbá, liderada por seu filho João Paulo, criou uma campanha de arrecadação para custear os tratamentos, buscando apoio de amigos e fãs. Em fevereiro, Daniel chegou a gravar um vídeo agradecendo as doações e expressando esperança por dias melhores. “Estou voltando, gente”, afirmou na ocasião, com um sorriso otimista.
Daniel Sabbá teve uma carreira marcante no surfe e na televisão. Durante os anos 1980, competiu em diversos campeonatos e se tornou um dos nomes icônicos da cena do surfe carioca. Como apresentador, comandou o “Sabbá Show” na TV Band e na CNT, além de atuar em novelas da TV Globo, como “Paraíso Tropical”, “Belíssima”, “América” e “Pecado Capital”. Seu carisma e paixão pelo esporte e pela vida conquistaram fãs e amigos ao longo das décadas.
A despedida de Daniel emocionou diversos amigos e admiradores. O ator Lucio Mauro Filho foi um dos que prestaram homenagem ao surfista, descrevendo-o como um “guerreiro incansável” e celebrando sua contribuição à cultura carioca e ao surfe brasileiro.
Ícone do surfe carioca e da TV, a trajetória de Sabbá marcou gerações com carisma, resiliência e paixão pelo esporte e entretenimento. Foto: Divulgação
Minha única experiência pessoal com ele foi num evento da Abrasp, na Praia do Grumari. Ele chegou sozinho na final, com uma câmera e um microfone na mão. Eu já sabia quem ele era, mas ele não fazia ideia de quem eu era. Do nada, olhou pra mim e mandou: “Fala, garoto! Segura essa câmera aqui e filma essa entrevista aqui.”
Sem nem dar tempo de eu reagir, ele já estava entrevistando Diego Santos, que tinha acabado de vencer o evento em uma final com Heitor Pereira. E eu, sem entender nada, filmando. Era muito a cara dele: descolado, rápido, dominando a cena. Poderia ter ficado puto, mas achei hilário. Isso ficou marcado na minha memória.
Mesmo diante de adversidades, Daniel manteve uma visão otimista da vida. Em um de seus últimos depoimentos, fez uma reflexão sobre a importância de encarar os desafios com positividade. “A vida é bela”, disse, incentivando outras pessoas a valorizarem cada momento.
Seu legado permanecerá vivo na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo, seja pelo surfe, pelo entretenimento ou pelo exemplo de superação. Neste momento de luto, sua história inspira aqueles que seguem sua trajetória e encontram força em suas palavras e atitudes. Daniel Sabbá parte fisicamente, mas sua luz continuará brilhando nos corações de muitos.
Danilo Couto participa do Fala Papah e fala sobre big surf, perdas, fé, Márcio Freire e os bastidores do esporte. Foto: Alexandre Alessy
O surfista de ondas gigantes Danilo Couto é o convidado do novo episódio do Fala Papah. Em uma conversa profunda e sincera, ele aborda momentos marcantes da carreira, bastidores do big surf mundial e as perdas que transformaram sua visão de vida.
Ao longo do episódio, Danilo relembra sua trajetória no Havaí, a experiência em Waimea Bay e no tradicional Eddie Aikau, além de comentar episódios polêmicos envolvendo julgamentos e notas em competições históricas. Segundo ele, o crescimento do Brasil no cenário das ondas gigantes mudou a dinâmica do esporte.
Além do aspecto competitivo, a conversa ganha um tom mais íntimo quando Danilo fala sobre espiritualidade. Ele compartilha como a perda do amigo Márcio Freire, um dos integrantes dos Mad Dogs, impactou profundamente sua vida. Márcio faleceu surfando em Nazaré, Portugal, deixando um legado que segue influenciando gerações.
O episódio também aborda um momento ainda mais delicado: a perda de sua filha, Tiare Couto. Com serenidade, Danilo reflete sobre fé, continuidade da vida e a importância de manter o amor como base para atravessar períodos difíceis.
Durante a entrevista, ele destaca que a dor pode ser transformada pela espiritualidade e pela certeza de propósito. Para Danilo, o surf sempre foi mais do que performance. É conexão, entrega e missão.
Além disso, o surfista fala sobre sua mudança para o interior da Bahia, onde atualmente administra fazendas de cacau e vive uma rotina diferente da fase intensa no North Shore.
O episódio completo já está disponível no canal Fala Papah. A conversa reforça não apenas a importância do big surf brasileiro, mas também a força da resiliência dentro e fora d’água.
O episódio do Fala Papah! está disponível nas principais plataformas de áudio e vídeo, incluindoYouTube, Spotify e Apple Podcasts, ampliando o alcance da conversa para diferentes públicos. A proposta do podcast é registrar histórias reais e profundas do surfe brasileiro e mundial, com entrevistas conduzidas pelo jornalista Ader Oliveira, criador da AOS Mídia, e patrocínio da Nature Barr.
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal: