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Marco Giorgi arranca maior nota na abertura do QS em Imbituba

Marco Giorgi registra maior pontuação na abertura da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 na praia da Vila, em Imbituba (SC).

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Marco Giorgi arranca maior nota na abertura da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 em Imbituba (SC). Foto: Marcio David / WSL Brasil

Após 15 anos, surfistas de todo o mundo voltaram a se encontrar em Imbituba para um evento oficial da WSL, a terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025. O evento é válido pelo Qualifying Series (QS) e vale 4.000 pontos para o ranking sul-americano da entidade.

A ação começou às 8h15 com a disputa do Round dos 96 masculino em um cenário típico da Praia da Vila: início de manhã chuvoso, seguido por sol à tarde e ondas desafiadoras quebrando com formação regular, predominantemente para a direita.

A próxima chamada está programada para esta quinta-feira (18), às 7h30, com expectativa de início do Segundo Round masculino às 8h.

Marco Giorgi arranca maior nota e maior somatório desta quarta-feira

O uruguaio radicado em Santa Catarina, Marco Giorgi (URU), foi o grande destaque desta quarta-feira no Round dos 96, ao conquistar a maior nota individual (8.5 pontos) e o maior somatório do dia (13.83 pontos) na bateria de número 12. A performance veio logo em sua primeira onda, com duas rasgadas potentes e uma finalização na junção, surfando de frente para a direita. Com uma apresentação sólida, Giorgi se mostrou confortável nas desafiadoras condições do mar, que ele comparou ao Havaí durante a entrevista para a transmissão oficial do evento após a vitória.

“É sempre difícil aqui, o campo é grande, a Vila exige da gente, mas as direitas estavam ali. Gosto desse tipo de surfe, de tirar a pranchinha maior do armário, às vezes até com teia de aranha (risos) e cair num mar assim”, conta o surfista que usou uma 6’1 round pin com boa litragem para manobras, e disse ter se sentido em casa:

“A prancha está viva, bem no pé. De manhã ainda testei uma 6’3, porque o swell está grosso, meio atípico, mas se eu entrasse com essa prancha do dia a dia agora, ela sumiria nas ondas”.

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Wiggolly Dantas também faz bonito na praia da Vila. Foto: Marcio David / WSL Brasil

Comparada à Haleiwa, ondulação de Imbituba desafia competidores no primeiro dia de janela

As condições desafiadoras do mar em Imbituba, com ondas volumosas, pressão e correnteza intensa, renderam comparações com picos clássicos do Havaí, como Haleiwa e Sunset Beach não só por Giorgi, mas por outros competidores. Surfistas acostumados a esse tipo de cenário levaram vantagem no primeiro dia de provas, como os locais de Saquarema Valentin Neves (BRA) e Rickson Falcão (BRA), respectivamente na primeira e terceira baterias do dia, além de Wiggolly Dantas (BRA), que usou sua experiência para avançar no segundo confronto.

“Eu estava ali dentro e pensava como parecia com Haleiwa. A correnteza forte exige muito, tem que estar com o físico em dia. Consegui uma boa onda no fim da bateria e garanti a classificação”, disse Wiggolly, que anotou a segunda maior nota da quarta-feira, uma 7.17, e mostrou mais uma vez sua consistência em mares pesados.

Já o estreante Luigi Wengrover (BRA), que disputa seu primeiro QS, brilhou com personalidade e saiu radiante do mar após conquistar a vitória no décimo quarto confronto, avançando junto com o argentino Nacho Gundesen (ARG) para a próxima fase.

“Quando deram o resultado final, eu nem acreditei que tinha passado em primeiro. Estou muito feliz mesmo. É meu primeiro QS e que evento, né? Que evento gigante!”, vibrou Wengrover. Para ele, as condições do mar também jogaram a favor:

“Essa onda se encaixa com meu surfe. É uma onda com um pouquinho mais de tamanho, mais volume, mais pressão. Estou feliz em ter feito uma boa bateria e avançado”, finaliza.

Transmissões no portal Terra elevam o alcance do QS 4.000 para fãs em todo o Brasil

A WSL anunciou nesta terça-feira (16) uma parceria inédita com o Terra, que passa a ser o parceiro de mídia oficial do Circuito Banco do Brasil de Surfe em 2025. Para quem não pôde acompanhar in loco na Praia da Vila o QS 4.000, o streaming foi um dos grandes destaques do dia, oferecendo conteúdo relevante e de alta qualidade.

Entre uma bateria e outra, o ex-top da elite mundial e atual comentarista da WSL, Renan Rocha, relembrou momentos históricos de diferentes gerações do surfe brasileiro, das décadas de 70 e 80 até o recente título mundial de Yago Dora (BRA) em 2025, destacando também o protagonismo de Santa Catarina na construção desse legado.

A transmissão ainda levou os espectadores aos bastidores do evento, revelando a estrutura pensada para garantir o bem-estar dos atletas, com áreas dedicadas à fisioterapia, assistência médica, catering, espaço de descanso, vestiários, racks para pranchas e outros serviços exclusivos oferecidos pelo Circuito Banco do Brasil de Surfe.

Ações de conscientização ambiental movimentam a Praia da Vila

O primeiro dia da janela do evento também contou com uma programação paralela voltada ao bem-estar e à conscientização ambiental. A manhã começou com Clínica de Altinha e Aula de Funcional by BB Asset, além de uma ação especial conduzida pela SulGesso por meio do Projeto Imbé, iniciativa socioambiental que trabalha temas ligados à sustentabilidade com foco em crianças.

A atividade do dia abordou a conservação do butiá, planta nativa em risco de extinção. O projeto desenvolveu uma técnica inovadora que quebra a dormência das sementes, permitindo a germinação em até 60 dias — um processo que, na natureza, pode levar mais de dois anos. Durante as oficinas, também foram abordados temas como reciclagem, energia solar (por meio da oficina fotovoltaica), agricultura e cultivo de hortas em um viveiro modelo.

As crianças participam ativamente dessas experiências, em uma abordagem que acredita no poder transformador da educação ambiental desde a infância. Para a SulGesso, essa é uma forma concreta de retribuir à sociedade os recursos que dela recebe, promovendo impacto positivo e duradouro na região.

Assista AO VIVO

O Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba QS 4,000 faz parte do Qualifying Series (QS) 2025 da World Surf League (WSL) e tem o orgulho de ser patrocinado pelo Banco do Brasil, a Prefeitura de Imbituba, Corona Cero, e com mídia oficial oferecida pela NSC Esporte, Terra e com transmissão ao vivo pelo site da WorldSurfLeague.com, app da WSL e canal de YouTube da WSL.

Sobre a WSL

A World Surf League (WSL) é a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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