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Yago Dora vence final brasileira em Peniche

Yago Dora vence Italo Ferreira na final do Rip Curl Pro Portugal em Peniche e sobe para o quarto no ranking mundial da WSL.

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Yago Dora entra para a galeria de campeões da etapa em Peniche. Foto: WSL / Manel Geada

Yago Dora brilhou em Supertubos neste domingo (24) e conquistou sua primeira vitória no MEO Rip Curl Pro Portugal. Em uma final entre brasileiros, o surfista catarinense superou Italo Ferreira e somou 10.000 pontos na corrida pelo título mundial da World Surf League (WSL).

Com o resultado, Yago alcança 15.010 pontos e sobe para a quarta colocação no ranking da temporada 2025. A vitória marca o melhor desempenho de sua carreira em Portugal e consolida sua presença entre os principais nomes do circuito.

Durante toda a competição, Yago demonstrou consistência, criatividade e controle nas ondas de Supertubos, enfrentando adversários de peso e se destacando com notas altas. Seu surfe fluido e técnico encantou os juízes e o público.

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Italo Ferreira dá show em Supertubos, termina em segundo na etapa e dispara na liderança do ranking. Foto: WSL / Manel Geada

Neste domingo (23), os brasileiros protagonizaram as baterias decisivas. Nas oitavas de final, Yago venceu Imaikalani deVault (HAW) com 12.17 contra 6.33. Filipe Toledo bateu Jordy Smith (AFS) com 9.43 a 8.47, enquanto Italo Ferreira superou Joel Vaughan (AUS) com 12.84 a 9.00.

Nas quartas, Yago eliminou Jack Robinson (AUS) com 15.50 a 8.50. Italo venceu Rio Waida (IND) por 9.87 a 6.43. Filipe Toledo, por sua vez, foi eliminado por Ethan Ewing (AUS), que somou 12.50 contra 8.96 do brasileiro.

Na semifinal, Yago passou por Ethan com 12.83 a 3.50, enquanto Italo garantiu sua vaga ao vencer Barron Mamiya (HAW) por 11.04 a 9.93. Na grande final, em um duelo equilibrado, Yago levou a melhor com 13.37, contra 12.43 de Italo.

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Filipe Toledo chega às quartas de final e consegue seu melhor resultado na temporada até agora. Foto: WSL / Manel Geada

No feminino, Caroline Marks (EUA) venceu Molly Picklum (AUS) na semifinal 1, enquanto Gabriela Bryan (HAW) passou por Erin Brooks (CAN) na semifinal 2. Na decisão, Marks derrotou Bryan com 7.90 contra 6.97 e conquistou o título da etapa.

A etapa de Peniche, Portugal, é uma das mais tradicionais do Championship Tour da WSL. Disputada nas ondas desafiadoras de Supertubos, ela já rendeu conquistas históricas para o surfe brasileiro. Com a vitória de Yago Dora, o Brasil agora soma sete títulos na categoria masculina em Peniche, consolidando sua hegemonia no evento.

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Caroline Marks leva a melhor entre as mulheres. Foto: WSL / Manel Geada

Brasileiros campeões em Peniche:

2011 – Adriano de Souza
2015 – Filipe Toledo
2017 – Gabriel Medina
2018 – Italo Ferreira
2019 – Italo Ferreira
2023 – João Chianca
2025 – Yago Dora

No feminino, Tatiana Weston-Webb venceu a edição de 2022, sendo até hoje a única brasileira campeã entre as mulheres em Portugal.

Ranking de títulos masculinos por país: Brasil – 7 títulos Austrália – 4 títulos Estados Unidos – 3 títulos Havaí – 1 título

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Gabriela Bryan é vice na categoria feminina. Foto: WSL / Laurent Masurel

Resultados finais – Meo Rip Curl Pro Portugal 2025

Masculino:

1º Yago Dora (BRA) – 13.37
2º Italo Ferreira (BRA) – 12.43
3º Ethan Ewing (AUS)
3º Barron Mamiya (HAW)

Feminino:

1º Caroline Marks (EUA) – 7.90
2º Gabriela Bryan (HAW) – 6.97
3º Erin Brooks (CAN)
3º Molly Picklum (AUS)

Top 10 do ranking masculino após Peniche:

  1. Italo Ferreira (BRA) – 23.885 pts
  2. Barron Mamiya (HAW) – 17.415 pts
  3. Ethan Ewing (AUS) – 15.490 pts
  4. Yago Dora (BRA) – 15.010 pts
  5. Rio Waida (IND) – 13.875 pts
  6. Leonardo Fioravanti (ITA) – 12.450 pts
  7. Jack Robinson (AUS) – 12.160 pts
  8. Kanoa Igarashi (JAP) – 11.385 pts
  9. Filipe Toledo (BRA) – 11.385 pts
  10. Miguel Pupo (BRA) – 10.820 pts

Top 10 do ranking feminino após Peniche:

  1. Caitlin Simmers (EUA) – 22.545 pts
  2. Molly Picklum (AUS) – 19.970 pts
  3. Caroline Marks (EUA) – 19.490 pts
  4. Tyler Wright (AUS) – 17.355 pts
  5. Gabriela Bryan (HAW) – 16.495 pts
  6. Erin Brooks (CAN) – 13.440 pts
  7. Sawyer Lindblad (EUA) – 12.100 pts
  8. Vahine Fierro (FRA) – 11.305 pts
  9. Lakey Peterson (EUA) – 11.305 pts
  10. Bella Kenworthy (EUA) – 10.535 pts

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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