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Laura Raupp e Lucas Silveira conquistam o bi do QS em Floripa

Confira os resultados finais do QS 3.000 na Praia Mole de Florianópolis, com Laura Raupp e Lucas Silveira fazendo história.

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Laura Raupp e Lucas Silveira conquistam o inédito bicampeonato no QS 3.000 em Floripa. Foto: WSL / Marcio David

A estreia do WSL Layback Pro na Praia da Joaquina contou com Laura Raupp e Lucas Silveira conquistando o inédito bicampeonato nas cinco edições deste evento da World Surf League na Ilha de Santa Catarina. As outras quatro aconteceram na Praia Mole e agora mudou para a Joaquina, que há 9 anos não recebia uma etapa do Qualifying Series (QS). As finais foram um presente para comemorar o aniversário de 352 anos de Florianópolis, com Laura ganhando o duelo de campeãs sul-americanas com a peruana Daniella Rosas e o Lucas batendo um recorde histórico, para superar a nota 10 do Heitor Mueller na reedição da decisão do ano passado. O QS 3000 terminou no domingo e nesta segunda-feira começa o Floripa Pro, abrindo o Circuito Catarinense Profissional com apresentação da Layback e da Prefeitura de Florianópolis na Joaquina.

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Laura Raupp competiu em casa na Praia da Joaquina e achou as melhores ondas para usar a potência do seu backside. Foto: WSL / Marcio David

Laura Raupp conquista bicampeonato histórico

A catarinense Laura Raupp foi quem conseguiu o primeiro bicampeonato da história do WSL Layback Pro em Florianópolis. Ela tinha vencido a primeira edição na Praia Mole em 2021, quando tinha apenas 15 anos de idade e estreava em etapas do QS. A primeira chance do bi inédito foi no ano passado, mas Laurinha perdeu a final para Tainá Hinckel. Agora competiu em casa na Praia da Joaquina e achou as melhores ondas para usar a potência do seu backside, com batidas explosivas para superar a campeã do Layback Pro 2022, Daniella Rosas, por 13,50 a 10,17 pontos. A peruana estava invicta esse ano, vinha de vitórias no QS 1000 do Peru e do Ceará, é recordista com três títulos sul-americanos da WSL South America e terminou como vice-campeã dessa vez.

“Eu estou muito, muito, muito feliz. Literalmente, só eu sei quais são meus objetivos, o que eu tracei para essa temporada e, nossa, eu consegui cumprir tudo”, contou Laura Raupp. “Quando tocou a buzina de término lá fora, eu comecei a chorar porque, de verdade, era tudo o que eu podia sonhar. Fiquei feliz de ter conseguido o título sul-americano ontem, mas não era só isso que eu queria, então estou muito feliz com a vitória na última etapa da temporada. Eu surfo na Joaca quase todos os dias, ainda mais quando tem altas ondas que nem deu ontem, hoje e todos esses dias do evento. Agora sou bicampeã do Layback Pro aqui em Floripa, então só tenho a agradecer”.

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Lucas Silveira ffaz o maior placar da história do campeonato, 19,37 pontos com notas 9,87 e 9,50. Foto: WSL / Marcio David

Recorde histórico de Lucas Silveira

O carioca Lucas Silveira, que há muitos anos mora em Florianópolis, também pode se dizer local da Joaquina como a Laura Raupp, pois surfa essas ondas quase todos os dias. Ele já tinha garantido classificação para o Challenger Series 2025, ao passar para a sua segunda final consecutiva no WSL Layback Pro. E poderia ser o primeiro bicampeão dessa etapa, que acontece desde 2021. Ele viu o Heitor Mueller já começar com um aéreo fantástico, que valeu a única nota 10 na Praia da Joaquina. Então, Lucas Silveira teve que correr atrás e acabou fazendo o maior placar da história do campeonato, 19,37 pontos com notas 9,87 e 9,50, superando os 19,13 da vitória do Michael Rodrigues na final de 2022 na Praia Mole.

“Foi a melhor bateria da minha vida, sem dúvidas”, afirmou Lucas Silveira. “Eu nunca somei tão alto assim e ainda do jeito que começou, com aquele aéreo do Heitor (Mueller), que eu vi de camarote. O aéreo foi gigante e quando ele voou, foi animal, ele caiu certinho e na hora eu sabia que ia ser 10, porque foi gigante. Foi bom, porque desde o início, eu já fui buscando high-scores (nota alta) e acabou que eu fiz alguns na bateria. Foi show de surfe e no final, pra fechar com chave de ouro, acertei a manobra que eu tentei acertar o campeonato inteiro. Aí, só na última onda, eu consegui acertar pra fechar esse meu maior somatório da vida”.

A manobra foi um “layback”, que sacramentou o inédito bicampeonato e consecutivo no Layback Pro. Além dos 8.000 dólares oferecidos ao campeão do QS 3000, tinha um prêmio especial de 1.000 reais da Dare Challenge, para quem fizesse o maior somatório do campeonato. Lucas Silveira era o recordista desde sexta-feira, quando venceu uma bateria por 15,94 pontos. Nas semifinais, ele chegou perto disso, totalizando 15,83 na bateria com o paulista Daniel Adisaka, que confirmou sua vaga no Challenger Series 2025. Na segunda semifinal, Heitor Mueller derrotou outro paulista, Alex Ribeiro, por 15,80 e já largou na frente da decisão do título, com o incrível “alley-oop” que mandou numa direita logo no início da bateria.

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Heitor Mueller começa a final com um aéreo fantástico que valeu a única nota 10 na Praia da Joaquina. Foto: WSL / Marcio David

Dare Challenge na decisão

Ele voou muito alto, aterrissou com segurança e os cinco juízes deram nota 10 para o aéreo perfeito do catarinense. Logo, Heitor Mueller pega uma esquerda para mostrar a força do seu backside e aumentar o recorde de pontos para 16,60. Lucas Silveira responde forte com seu ataque de backside nas esquerdas, que arrancaram notas 8,33 e 7,60. Ele ficou precisando de 8,28 e seguiu achando boas esquerdas, para passar à frente somando 8,80 no placar de 17,13 pontos. Mas, Lucas ainda massacrou outra esquerda com três pancadas de backside, que valeram 9,50. E no último minuto, pegou uma direita e mandou um layback animal numa junção cavernosa, para ganhar 9,87 dos juízes e totalizar incríveis 19,37 pontos. Com o layback, faturou o prêmio de 8.000 dólares do bicampeonato no WSL Layback Pro e recuperou os 1.000 reais do Dare Challenge.

“Foi surreal essa bateria, não tem nem o que falar, porque foi emocionante do começo ao fim”, disse Heitor Mueller. “Eu consegui aquele aéreo do 10 no início, o alley-oop, aí me emocionei um pouco. Mas foi muito irado, muita vibe dentro d´água. A gente só queria surfar, só soltar o máximo do surfe e fiquei felizão do Lucas (Silveira) ter ganhado de novo. Óbvio que eu queria vencer, mas ele foi bizarro e só tenho que agradecer a todo mundo que veio aqui na praia hoje e assistiu esse show de surfe”.

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Daniela Rosas disputa a sua terceira final seguida nas três etapas do QS que aconteceram esse ano. Foto: WSL / Marcio David

Duelo de campeãs

A vice-campeã Daniella Rosas também ficou satisfeita com o resultado. Era a sua terceira final seguida nas três etapas do QS que aconteceram esse ano. A peruana foi bicampeã em casa no QS 1000 de Señoritas e venceu também o WSL Taíba Pro em São Gonçalo do Amarante. Este evento do Ceará também teve a categoria Pro Junior Sub-20 e Laura Raupp ganhou a final catarinense com Kiany Hyakutake. Na Praia da Joaquina, o domingo decisivo foi só de duelos das campeãs nas quatro edições do Layback Pro na Praia Mole. No primeiro, a campeã do primeiro Layback em 2021, Laura Raupp, ganhou da campeã de 2023, Silvana Lima. E no segundo, Daniella Rosas vencedora em 2022, derrotou a defensora do título, Tainá Hinckel.

Aí veio a decisão entre a nova campeã sul-americana, Laura Raupp, com a vice-campeã, Daniella Rosas, que ia apontar a primeira bicampeã da história do WSL Layback Pro. Laurinha surfou a primeira onda e já mandou uma pancada explosiva de backside, que ganhou nota 7,17 e Daniella começou com 4,50. Não entraram muitas ondas na bateria, mas Laurinha acha outra esquerda para atacar forte a junção e receber 6,33. Com essa nota, Daniella Rosas ficou precisando de uma nota 9,00 e o máximo que conseguiu foi 5,67. Laura Raupp então festejou o primeiro bicampeonato da história do WSL Layback Pro em Floripa, por 13,50 a 10,17 pontos.

“Muito obrigado a todos que estão aqui hoje, a todos os locais da praia que deixaram a gente surfar e foi tudo incrível”, disse Daniella Rosas, no pódio. “A final dos homens foi alucinante, foi uma das melhores finais que eu já vi, sem dúvidas. A final com a Laura (Raupp) também foi incrível, a gente sempre se enfrenta nos eventos, no Challenger, com a Tainá (Hinckel), Silvana (Lima), todas as meninas estão fortíssimas. Parabéns pra todo mundo, parabéns patrocinadores e obrigado a Joaquina por tudo”.

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Lucas Vicente e Laura Raupp erguem os troféus de campeões sul-americanos da WSL. Foto: WSL / Marcio David

Confirmados no Challenger

O WSL Layback Pro fechou a temporada 2024/2025 da WSL South America e a lista das classificações para o Challenger Series 2025. Os catarinenses Lucas Vicente e Laura Raupp festejaram seus primeiros títulos de campeões sul-americanos da World Surf League no sábado. Os outros que vão disputar vagas para o CT 2026 a partir de junho na Austrália, são os vice-campeões Franco Radziunas da Argentina e Daniella Rosas do Peru, Lucas Silveira e outra peruana, Arena Rodriguez, que ficaram em terceiro no ranking, além do Peterson Crisanto (4.o), José Francisco (5.o), Wesley Leite (6.o) e Igor Moraes (7.o). No domingo, Lucas Silveira tirou Kaue Germano da lista dos 7 classificados pelo ranking da WSL South America.

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Finalistas do QS 3.000 na Joaquina. Foto: WSL / Marcio David

Resultados finais do QS 3.000 na Praia Mole

Categoria masculina

  • Campeão: Lucas Silveira (BRA) – 19,37 pts (9,87+9,50) – US$ 8.000 e 3.000 pts
  • Vice-campeão: Heitor Mueller (BRA) – 16,77 pts (10,0+6,77) – US$ 4.000 e 2.340 pts

Semifinais – 3º lugar com US$ 2.000 e 1.825 pontos:

  • Lucas Silveira (BRA) 15,83 x 14,00 Daniel Adisaka (BRA)
  • Heitor Mueller (BRA) 15,80 x 12,27 Alex Ribeiro (BRA)

Categoria feminina

  • Campeã: Laura Raupp (BRA) – 13,50 pts (7,17+6,33) – US$ 8.000 e 3.000 pts
  • Vice-campeã: Daniella Rosas (PER) – 10,17 pts (5,67+4,50) – US$ 4.000 e 2.340 pts

Semifinais – 3º lugar com US$ 2.000 e 1.825 pontos:

  • Laura Raupp (BRA) 14,83 x 7,83 Silvana Lima (BRA)
  • Daniella Rosas (PER) 12,07 x 9,33 Tainá Hinckel (BRA)

Rankings sul-americanos 2024/2025 da WSL South America

Top 10 Masculino – 9 etapas

  1. Lucas Vicente (BRA) – 6.030 pontos
  2. Franco Radziunas (ARG) – 5.060
  3. Lucas Silveira (BRA) – 5.020
  4. Peterson Crisanto (BRA) – 4.640
  5. José Francisco (BRA) – 4.440
  6. Wesley Leite (BRA) – 4.350
  7. Igor Moraes (BRA) – 4.222
  8. Kaue Germano (BRA) – 3.942
  9. Michael Rodrigues (BRA) – 3.796
  10. Cauã Costa (BRA) – 3.723

Top 10 Feminino – 9 etapas

    1. Laura Raupp (BRA) – 11.340 pontos
    2. Daniella Rosas (PER) – 8.622
    3. Arena Rodriguez (PER) – 7.670
    4. Vera Jarisz (ARG) – 5.765
    5. Julia Duarte (BRA) – 5.465
    6. Silvana Lima (BRA) – 5.403
    7. Juliana dos Santos (BRA) – 5.301
    8. Sol Aguirre (PER) – 4.880
    9. Tainá Hinckel (BRA) – 4.360
    10. Isabelle Nalu (BRA) – 4.158

 

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Bahia

Daniel Cady fala sobre família e propósito no Fala Papah

Daniel Cady fala sobre família, paternidade, surfe, disciplina e momento atual em entrevista a Ader Oliveira no podcast Fala Papah.

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Ader Oliveira Fala Papah Daniel Cady Podcast

Ader Oliveira e Daniel Cady durante o Fala Papah. Foto: Estúdio Canais da Hora

Daniel Cady, nutricionista de formação e criador de conteúdo, participou do podcast Fala Papah, apresentado por Ader Oliveira, e protagonizou uma conversa profunda sobre família, paternidade, disciplina e o momento atual de sua vida.

Logo no início, Daniel Cady deixa claro que vive uma fase de maior clareza e reorganização pessoal. Sem entrar em temas superficiais, ele aborda o presente com foco em construção, rotina e propósito. Segundo ele, o momento é de olhar para dentro, ajustar prioridades e seguir com mais consciência.

A relação com os filhos e o impacto do surfe

A paternidade aparece como eixo central da conversa. Daniel Cady fala com frequência sobre os filhos e destaca a importância de estar presente no desenvolvimento deles.

Um dos pontos mais marcantes do episódio é o impacto do surfe na vida de Marcelinho. O esporte, segundo ele, foi decisivo para transformar hábitos, reduzir o tempo em telas e aproximar o filho da natureza.

Durante o papo, Ader Oliveira relembra o momento em que apresentou Marcelinho ao campeão mundial olímpico Italo Ferreira. Daniel contou ainda uma resenha envolvendo Marcelinho e Gabriel Medina. O nutricionista destacou a importância desses encontros como experiências que marcaram o filho e fortaleceram ainda mais sua conexão com o surfe.

Vivências no mar e experiências internacionais

A relação com o mar vai além do surfe. Daniel Cady relembra viagens marcantes, como a ida com o filho para Pavones, na Costa Rica, conhecida por suas longas direitas.

Além disso, ele comenta experiências em piscina de ondas, como na Praia da Grama, e reforça como essas vivências ajudam a criar repertório e fortalecer laços familiares.

Outro ponto forte é o mergulho, que ele define como uma de suas principais paixões. A atividade aparece como ferramenta de equilíbrio e conexão com o ambiente natural.

Entre a timidez e a exposição

Durante a conversa com Ader Oliveira, Daniel Cady também fala sobre sua relação com a exposição. Ele admite que sempre teve um perfil mais tímido e que precisou se desenvolver ao longo do tempo para se comunicar melhor.

Segundo ele, esse processo foi construído de forma gradual. Hoje, utiliza as redes sociais como extensão do seu trabalho, principalmente na área de saúde e bem-estar, mantendo uma comunicação direta e sem exageros.

Disciplina, corpo e organização mental

Outro tema recorrente é a disciplina. Daniel reforça que o cuidado com o corpo não está ligado apenas à estética, mas principalmente ao equilíbrio mental.

O treino físico, segundo ele, tem papel fundamental na organização interna. A constância, mais do que intensidade, é o que sustenta uma rotina saudável.

Um momento de construção e novos caminhos

Ao longo do episódio, Daniel Cady demonstra estar em uma fase voltada para construção. Ele fala sobre novos projetos, muitos deles ligados à natureza, sustentabilidade e qualidade de vida.

A conversa com Ader Oliveira evidencia um momento de transição mais consciente, onde escolhas passam a ser feitas com base em valores mais sólidos e alinhados com seu estilo de vida.

Conteúdo que foge do superficial

A participação de Daniel Cady no Fala Papah se destaca por fugir de abordagens rasas. O episódio entrega uma conversa consistente, baseada em experiências reais e reflexões sobre família, disciplina e propósito.

Sem depender de polêmicas, o conteúdo se sustenta pela clareza das ideias e pela conexão entre os temas abordados, reforçando um posicionamento mais maduro e alinhado com o momento atual do entrevistado.

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Bahia

O outro lado do Homem Pedra: Arthurzinho revela história no Fala Papah

Arthurzinho, o Homem Pedra, revela sua história, fala da infância, da relação com o pai e bastidores com Gabriel Medina no Fala Papah.

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Ader Oliveira Podcast Arthurzinho HP AOS Midia Fala Papah

Arthurzinho marca presença no podcast Fala Papah!. Foto: Canais da Hora

O influenciador Arthurzinho, conhecido nacionalmente pelo personagem Homem Pedra, mostrou um lado pouco conhecido de sua trajetória em um episódio especial do podcast Fala Papah, apresentado por Ader Oliveira, criador do canal AOS Mídia.

Em um papo sincero e carregado de emoção, Arthurzinho compartilhou detalhes da infância, da relação com o pai e das dificuldades que enfrentou até encontrar seu caminho na criação de conteúdo.

Criado na Vila do Diogo, no litoral norte da Bahia, ele relembrou momentos marcantes da sua formação, incluindo os desafios dentro do ambiente familiar. Durante o episódio, falou sobre a convivência com o pai, que enfrentava problemas com dependência química, e como essa realidade impactou sua vida desde cedo. Apesar das dificuldades, destacou a importância da mãe, que teve papel fundamental na criação e no suporte da família.

O episódio do Fala Papah, que integra o ecossistema de conteúdo do AOS Mídia, também mostra como Arthurzinho encontrou no surf um refúgio e, posteriormente, na produção de vídeos para a internet, uma oportunidade de transformação. A virada aconteceu quando decidiu investir na criação de conteúdo, apostando em ideias criativas que rapidamente ganharam força nas redes sociais.

Um dos momentos mais marcantes do episódio envolve a relação com o surfista Gabriel Medina. Arthurzinho relembrou a experiência de ter sido convidado para a casa do bicampeão mundial em Maresias, onde viveu situações que ajudaram a impulsionar sua visibilidade e fortalecer sua trajetória.

Durante a conversa com Ader Oliveira, também foram discutidas as mudanças no cenário do surfe e da comunicação digital. Arthurzinho destacou a importância da produção de conteúdo para atletas e influenciadores, reforçando que o mercado atual exige presença ativa nas redes sociais e conexão com o público.

Com equilíbrio entre emoção, histórias de bastidores e momentos de descontração, o episódio mostra que por trás do Homem Pedra existe uma história real de superação, aprendizado e transformação.

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Brasil

Brasil domina e define campeões em Imbituba no QS 6.000

Sophia Medina e Luan Wood vencem o Banco do Brasil de Surfe em Imbituba após finais equilibradas na Praia da Vila.

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Luan Wood (BRA) e Sophia Medina (BRA) são os campeões do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Luan Wood (BRA) e Sophia Medina (BRA) são os campeões do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

O Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba foi concluído neste domingo com praia cheia e clima de celebração, definindo os campeões da etapa válida como QS 6.000 da World Surf League (WSL), que abre a temporada 2026/27 da WSL South America.

Sophia Medina (BRA) e Luan Wood (BRA) conquistaram os títulos e somaram pontos importantes na corrida pelo ranking sul-americano e pela classificação ao Challenger Series 2027/28, além de garantirem 10 mil dólares em premiação.

O evento foi marcado por alto nível técnico ao longo de toda a janela, com 27 notas de critério excelente (acima de 8.00 pontos), algo incomum em etapas do Qualifying Series.

Sophia Medina é campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Sophia Medina é campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Sophia Medina volta ao topo no QS

Após um sábado de boas ondas e alto nível, o domingo amanheceu com séries mais espaçadas, mas manteve a praia cheia e o clima de decisão.

Na final feminina, Sophia Medina enfrentou a peruana Daniella Rosas, atual campeã da etapa. Apostando em uma estratégia de paciência, a brasileira esperou pelas melhores ondas e assumiu a liderança com 6.67 pontos.

Com uma segunda nota melhorada nos minutos finais, consolidou a vitória e garantiu seu terceiro título em etapas do Qualifying Series.

A conquista representa um início de temporada importante e pode marcar uma virada na busca pela vaga no Challenger Series.

Daniella Rosas (PER) é vice-campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Daniella Rosas (PER) é vice-campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Luan Wood vence final equilibrada

Na decisão masculina, o confronto reuniu dois atletas catarinenses: Luan Wood e Lucas Vicente.

A final foi equilibrada desde o início, com notas na casa dos seis pontos para ambos. Luan assumiu a liderança com 7.00 pontos e administrou a vantagem até o fim, fechando com 13.67 contra 13.10 do adversário.

O resultado garante o segundo título de Luan Wood em etapas do Qualifying Series, consolidando seu momento na temporada.

Sophia Medina (BRA) assume a liderança do ranking sul-americano da WSL. Créditos: WSL/ Marcio David

Sophia Medina (BRA) assume a liderança do ranking sul-americano da WSL. Créditos: WSL/ Marcio David

Caminho até a final teve baterias acirradas

Nas semifinais, Sophia Medina avançou após vitória apertada sobre Victoria Muñoz Larreta, enquanto Daniella Rosas garantiu vaga ao superar Sol Aguirre nos instantes finais.

No masculino, Lucas Vicente dominou sua bateria contra Rafael Teixeira, enquanto Luan Wood venceu Jadson André em um duelo de alto nível técnico.

Com os resultados, Jadson André e Rafael Teixeira encerraram suas campanhas na terceira colocação geral.

Luan Wood (BRA) comemora o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Luan Wood (BRA) comemora o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Praia cheia e evento completo em Imbituba

Além das disputas dentro d’água, o domingo manteve a Praia da Vila movimentada com diversas atividades para o público.

O destaque ficou para as apresentações de Bruno Jacob, com manobras de moto aquática, além das ativações esportivas e recreativas promovidas pelo evento.

Após um sábado com shows e grande presença de público, a etapa se encerrou consolidando Imbituba como um dos principais palcos do surfe sul-americano.

 Lucas Vicente (BRA) é vice-campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe - Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Lucas Vicente (BRA) é vice-campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba. Créditos: WSL/ Marcio David

Próxima etapa já tem data definida

A próxima etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe acontece entre os dias 30 de abril e 3 de maio, na Praia de Itamambuca, em São Paulo, com status QS 4.000.

Resultados finais – Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Imbituba

Semifinais feminino

Bateria 1: Sophia Medina (BRA) 8.83 DEF. Victoria Muñoz Larreta (ARG) 8.54
Bateria 2: Daniella Rosas (PER) 10.77 DEF. Sol Aguirre (PER) 10.44

Final feminino

Bateria 1: Sophia Medina (BRA) 11.17 DEF. Daniella Rosas (PER) 9.50

Semifinais masculino

Bateria 1: Lucas Vicente (BRA) 13.33 DEF. Rafael Teixeira (BRA) 3.84
Bateria 2: Luan Wood (BRA) 15.66 DEF. Jadson André (BRA) 14.30

Final masculino

Bateria 1: Luan Wood (BRA) 13.67 DEF. Lucas Vicente (BRA) 13.10

Campeão mundial de moto aquática, Bruno Jacob voa alto na Praia da Vila. Créditos: WSL/ Marcio David

Campeão mundial de moto aquática, Bruno Jacob voa alto na Praia da Vila. Créditos: WSL/ Marcio David

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