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Brasil

Silverbay Pro 2025 pode ter show histórico na Laje da Silveira

Silverbay Pro 2025 reúne os grandes nomes do surfe profissional catarinense neste fim de semana, em Garopaba (SC).

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Nos dias 23 e 24 de agosto, a Praia da Silveira, em Garopaba (SC), recebe a 2ª etapa do Circuito Catarinense Profissional de Surfe. Foto: Basílio Ruy

Praia da Silveira, em Garopaba (SC), recebe o Silverbay Pro 2025, segunda etapa do Circuito Catarinense Profissional de Surfe. Foto: Basílio Ruy

Nos dias 23 e 24 de agosto, a Praia da Silveira, em Garopaba (SC), recebe o Silverbay Pro 2025, segunda etapa do Circuito Catarinense Profissional de Surfe. Tradicional palco de grandes campeonatos, a Silveira guarda um diferencial raro: a Laje da Silveira, uma bancada de pedra no canto sul que proporciona ondas pesadas e tubulares.

Clique aqui para visitar a página do evento

Raramente a Laje funciona durante competições oficiais, mas a previsão para este fim de semana aponta condições favoráveis. Caso se confirme, os atletas terão a chance de competir em um dos picos mais desafiadores e cobiçados do surfe brasileiro.

A escolha do local foi confirmada após o acompanhamento das condições meteorológicas. A previsão indica swell de leste com vento sul fraco no sábado pela manhã, aumentando ao longo do dia, e tendência de enfraquecimento no domingo. O cenário deve proporcionar dois dias de surfe de alto nível na Silveira.

O Silverbay Pro 2025 vai reunir atletas de diferentes estados em busca de R$ 20 mil em premiação e 2.000 pontos no ranking estadual da FECASURF. Mais do que uma disputa esportiva, o evento reforça o compromisso da Silverbay com o fortalecimento do surfe, apoiando atletas, valorizando a cultura da praia e celebrando a paixão pelo esporte.

José Francisco vence o Floripa Pro da FECASURF na Praia da Joaquina. Foto: Divulgação

José Francisco é o líder do ranking masculino. Foto: Divulgação Fecasurf

Ranking após a primeira etapa

O Circuito Catarinense 2025 começou em março, na Praia da Joaquina, em Florianópolis. O bicampeão catarinense José Francisco (Fininho) venceu a primeira etapa no masculino, enquanto a peruana Daniella Rosas, tricampeã sul-americana, conquistou o título feminino.

Ambos chegam a Garopaba na liderança do ranking, mas com a etapa valendo 2.000 pontos, a disputa segue aberta e promete fortes emoções.

O papel da Silverbay no surfe

A Silverbay tem um longo histórico de apoio a atletas e competições, consolidando-se como uma marca que acredita no esporte como ferramenta de inspiração e superação. Seus produtos — capas de prancha, leashes, decks e outros acessórios — estão presentes no dia a dia de surfistas em todo o Brasil, reconhecidos pela qualidade e durabilidade.

Além de sua linha própria, a Silverbay é a loja virtual oficial no Brasil de marcas internacionais de renome, como Tokoro e Dakine, oferecendo equipamentos e acessórios de altíssima performance para o surfe e outros esportes de ação.

A marca também investe continuamente no apoio a atletas. Nomes da elite mundial como Miguel Pupo e Alejo Muniz, representantes do Challenger Series como Michael Rodrigues e Samuel Pupo, ex-Tops como Alex Ribeiro e talentos da nova geração como Ryan Kainalo e Matheus Jones, fazem parte da equipe apoiada pela Silverbay, evidenciando seu papel ativo no fortalecimento do surfe brasileiro.

Dar nome a uma etapa do circuito estadual em Garopaba é mais uma demonstração do compromisso da Silverbay com o crescimento do esporte e com as novas gerações de surfistas.

Nos dias 23 e 24 de agosto, a Praia da Silveira, em Garopaba (SC), recebe a 2ª etapa do Circuito Catarinense Profissional de Surfe. Foto: Basílio Ruy

Etapa vai distribuir um total de R$ 20 mil em prêmios aos atletas profissionais. Foto: Basílio Ruy

Pró-Ilha Surfboards: referência nacional

Fundada em 1984, a Pró-Ilha Surfboards nasceu da paixão pelo surfe e cresceu até se tornar uma das maiores fábricas de pranchas do Brasil. Com mais de 900 m² dedicados à produção e capacidade de entregar até 500 pranchas por mês, a marca une qualidade, tradição e inovação.

Além da fábrica em São Francisco do Sul (SC), a empresa conta com loja física e e-commerce, oferecendo uma linha completa de pranchas e acessórios para surfistas de todo o país.

O apoio ao Silverbay Pro Garopaba 2025 reforça o compromisso da Pró-Ilha com o desenvolvimento do esporte e a valorização dos atletas catarinenses e brasileiros.

Premiação

O Silverbay Pro Garopaba 2025 vai distribuir um total de R$ 20.000,00 em premiação. Os valores para homens e mulheres são iguais nas finais, com diferença apenas nas fases anteriores, de acordo com o número de inscritos em cada categoria. Clique aqui para se inscrever.

Masculino

1º lugar: R$ 3.000,00

2º lugar: R$ 2.100,00

3º lugar: R$ 1.700,00

4º lugar: R$ 1.350,00

5º lugar (2 atletas): R$ 1.100,00 cada

7º lugar (2 atletas): R$ 800,00 cada
Total Masculino: R$ 10.850,00

Feminino

1º lugar: R$ 3.000,00

2º lugar: R$ 2.100,00

3º lugar: R$ 1.700,00

4º lugar: R$ 1.350,00
Total Feminino: R$ 8.150,00

Premiação Geral: R$ 20.000,00

Transmissão ao vivo

Os fãs do surfe poderão acompanhar todas as baterias do Silverbay Pro Garopaba 2025 através da transmissão oficial no canal Poffo Sports no YouTube (https://www.youtube.com/@poffosports).

Expectativa para Garopaba

Com atletas de alto nível, tradição no surfe e a força de marcas que acreditam no esporte, Garopaba deve receber um seleto público de fãs do surfe. O Silverbay Pro Garopaba 2025 promete ser um marco no calendário catarinense, consolidando o Circuito Estadual Profissional como vitrine de talentos e referência no cenário nacional.

Realização e apoio

O Silverbay Pro Garopaba 2025 é uma realização da Associação de Surf de Garopaba junto à Federação Catarinense de Surfe e Prefeitura Municipal de Garopaba, com apoio da Pró-Ilha Surfboards.

Ranking Circuito Catarinense de Surfe Profissional 2025

Categoria Masculina

  1. José Francisco (SC) – 5.000

  2. Mateus Herdy (SC) – 4.000

  3. Matheus Navarro (SC) – 3.250

  4. Lucas Vicente (SC) – 3.000

  5. Wesley Leite (SP) – 2.550

  6. Lucas Silveira (SC) – 2.550

  7. Leo Casal (SC) – 2.250

  8. Luan Wood (SC) – 2.250

  9. Santiago Muniz (SC) – 1.800

  10. Ramiro Rubim (SC) – 1.800

  11. Francisco Bellori (VNZ) – 1.800

  12. Franco Radziunaz (ARG) – 1.800

  13. Caetano Vargas (SC) – 1.700

  14. Lucas Haag (SC) – 1.700

  15. Gustavo Ramos (SP) – 1.700

  16. Luiz Mendes (SC) – 1.700

  17. Jeff Toco (SC) – 1.300

  18. Derek Adriano (SC) – 1.300

  19. Caio Costa (SP) – 1.300

  20. Gabriel Junior (SC) – 1.300

  21. Wiggoly Dantas (SP) – 1.300

  22. João Godoi (SC) – 1.300

  23. Takeshi Oyama (SC) – 1.300

  24. Yuri Gabriel (SC) – 1.300

  25. Diego Rosa (SC) – 900

  26. Reimundo Berry (CHI) – 900

  27. Fabricio Rocha (SP) – 900

  28. Walley Guimarães (SC) – 900

  29. Glaciano Rodrigues (CE) – 900

  30. Valentin Neves (RJ) – 900

  31. Luy Arman (RS) – 900

  32. Douglas Silva (SP) – 800

  33. Alex Ribeiro (SP) – 800

  34. Wesley Dantas (SP) – 800

  35. Anderson da Silva (SC) – 800

  36. Noah Machado (SC) – 800

  37. Felipe Ximenes (SC) – 800

  38. Kaique Tiemidate (SC) – 800

  39. João Refael (SC) – 800

  40. Derek Souza (SP) – 600

  41. Raphael Becker (SC) – 600

  42. André Luiz (SC) – 600

  43. Daniel Pedreira “Qjão” (SC) – 600

  44. Lucas Cainan (PR) – 600

  45. Dodô Veiga (SC) – 600

  46. André Costa (SC) – 600

  47. Michel Demetrio (SC) – 600

  48. Ryan Martins (SC) – 500

  49. Marco Polo (SC) – 500

  50. Gustavo Borges (RS) – 500

  51. Ricardo Kjellin (RS) – 500

  52. Luan Ferreyra (PE) – 500

  53. Gabriel Ogasahara (SC) – 500

  54. Henrique Venceslau (SC) – 500

  55. Luigi Wengrover (RS) – 500

  56. Kaue Carmona (SC) – 500

  57. Alex Suarez (VNZ) – 500

  58. Wallace Vasco (SC) – 500

  59. Vitor Costa (RJ) – 500

  60. Guilherme Santos (SC) – 500

  61. Nacho Gundesen (ARG) – 500

  62. Marlon Klein (SC) – 500

  63. Ronaldo Silveira (SC) – 500

  64. Enzo Velasques (SC) – 400

  65. Marcel de Rose (RS) – 400

  66. Lucas Catapam (PR) – 400

  67. Gabriel Debatim (PR) – 400

  68. Felipe Alberto (SP) – 400

  69. Emanuel dos Santos (SC) – 400

  70. Daniel Kuerten (SC) – 400

  71. Tyron Gonzalez (CHI) – 400

  72. Ruan Guimarães (SC) – 400

  73. Joas Bruno (SC) – 400

  74. Nicolas Donato (SC) – 400

  75. Kaian Bernardo (SC) – 400

  76. Felipe Alves (RJ) – 400

  77. Lucas Magna (CHI) – 400

  78. Romeo Chavez (EQU) – 400

  79. Santiago Valenzano (SC) – 400


Categoria Feminina

  1. Daniella Rosas (POL/Peru) – 5.000

  2. Tainá Hinckel Santos (SC) – 4.000

  3. Isabele Nalu (SC) – 3.250

  4. Kiany Hyakutaki (SC) – 3.000

  5. Valentina Zanoni (SC) – 2.550

  6. Camila Sanday (PER) – 2.550

  7. Potira Castaman (SC) – 2.250

  8. Yanka Costa (SP) – 2.250

  9. Kyara Antunes (SC) – 1.800

  10. Kauanny de Souza (SC) – 1.800

  11. Laura Raupp (SC) – 1.800

  12. Alma Corgiolu – 1.800

  13. Ane Leite (SC) – 1.700

  14. Kalea Gervasi (POL) – 1.700

  15. Kaylane Antunes (SC) – 1.700

  16. Luiza Rosa Teixeira (SC) – 1.700

  17. Juliana dos Santos (CE) – 1.300

  18. Maria Heinzen (SC) – 1.300

  19. Maya Reis (SC) – 1.300

  20. Summer Sivori (ITA) – 1.300

  21. Maria Weiss (CHI) – 950

  22. Isabela de Lis (PR) – 950

  23. Duda Azamor (RS) – 950

  24. Lulu Vivan (SC) – 950

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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capa aos midia fala papah fabio silva

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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