Segunda etapa do Hang Loose Surf Attack acontece entre os próximos dias 29 e 31 de julho, em Ubatuba (SP). Foto: Divulgação
As baterias da segunda etapa do Hang Loose Surf Attack 2025 já estão disponíveis para consulta. O tradicional circuito de base, com patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu Wax, segue para a Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP), entre os dias 29 e 31 de julho.
Os confrontos já podem ser acessados por atletas, treinadores e familiares, que agora têm mais tempo para estudar os duelos e se preparar para a competição. A expectativa é de mais um grande evento, com disputas de alto nível técnico nas categorias de base mais importantes do surfe nacional.
A divulgação antecipada das baterias é parte do compromisso da organização em oferecer maior transparência e planejamento para todos os envolvidos. Assim como na primeira etapa, realizada no Guarujá, a competição promete reunir talentos de diversas regiões do Brasil, com grande presença de campeões brasileiros e atletas em ascensão.
A direção de prova reforça que qualquer alteração nas baterias, por motivo de força maior, será comunicada com antecedência pelos canais oficiais do evento.
A direção de prova do Hang Loose Surf Attack está monitorando atentamente a forte ondulação prevista para atingir o litoral de Ubatuba na próxima semana. De acordo com os gráficos atualizados de altura, período e energia das ondas, há a possibilidade de condições muito pesadas para a realização da segunda etapa do circuito.
Por esse motivo, a organização estuda a possibilidade de transferir o evento — ou algumas categorias — para a Praia do Perequê-Açú, localizada ao lado de Itamambuca. A mudança seria avaliada com base nas condições reais das ondas e no objetivo de garantir segurança e performance adequada para os jovens atletas, especialmente nas categorias de base.
A Praia do Perequê-Açú é uma opção que oferece condições mais abrigadas em grandes ondulações, sendo tradicionalmente utilizada como alternativa em situações como esta.
A decisão final será tomada com base nas análises mais próximas do início do evento. A organização reforça o compromisso com a segurança dos atletas e com a realização de mais uma grande etapa do circuito de base mais tradicional do surfe brasileiro.
Agradecemos a compreensão de todos e seguiremos com atualizações pelo canal AOS Mídia.
Ranking do Hang Loose Surf Attack 2025 depois de uma etapa
Masculino Sub-18
1 Bryan Almeida (GUA)
2 João Vitor (SSB)
3 João Rafael (SC)
4 Levi Silva (PB)
Feminino Sub-16
1 Manu Medeiros (SSB)
2 Mariana Elias (UBA)
3 Giovanna Rocha (GUA)
4 Marina Suguimoto (UBA)
Feminino Sub-14
1 Julia Stefani (PGD)
2 Manu Medeiros (SSB)
3 Paula Stefani (PGD)
4 Isabel Meyer (BER)
Feminino Sub-12
1 Joana Costa (UBA)
2 Gabriela Rigo (UBA)
3 Hanna Prado (PB)
4 Maria Clara (GUA)
Ranking por associações
1 Guarujá (GUA) – 6.806 pontos
2 Ubatuba (UBA) – 6.565 pontos
3 Praia Grande (PGD) – 5.500 pontos
4 São Sebastião (SSB) – 5.310 pontos
5 Mongaguá (MON) – 3.690 pontos
6 Santos (SAN) – 3.335 pontos
7 Peruíbe (PER) – 2.143 pontos
8 Itanhaém (ITA) – 2.095 pontos
9 São Paulo (GSP) – 2.060 pontos
10 Bertioga (BER) – 970 pontos
11 Caraguatatuba (CAR) – 800 pontos
12 São Vicente (SVI) – 400 pontos
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.