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Brasil

Os campeões do Hang Loose Surf Attack 2025

Confira os campeões do Hang Loose Surf Attack 2025, os resultados da etapa final em Maresias e os rankings de cada categoria.

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Bryan Almeida leva duas categorias no Hang Loose Surf Attack 2025. Foto: @laufigaz

Bryan Almeida leva duas categorias no Hang Loose Surf Attack 2025. Foto: @laufigaz

O Hang Loose Surf Attack 2025 foi concluído neste fim de semana, em Maresias, São Sebastião (SP), encerrando mais uma edição de um dos circuitos mais tradicionais das categorias de base do país. A temporada começou no Guarujá, passou por Ubatuba e terminou com chave de ouro em Maresias, onde, apesar das ondas pequenas, a nova geração mostrou personalidade, velocidade e muita disposição para competir, garantindo um show de surfe do início ao fim.

Veja os resultados de todas as baterias e o ranking completo

Destaques da etapa final

A etapa final consagrou os últimos vencedores do ano. No Feminino Sub-12, Joana Costa confirmou sua boa fase e venceu a decisão, superando Maria Clara, Gabriela Rigo e Giovana Maria. No Feminino Sub-14, Alexia Oliveira apresentou um surfe consistente e saiu com a vitória diante de Manu Medeiros, Isabelly Knut e Maria Clara. No Feminino Sub-16, a campeã da etapa foi Giovanna Rocha, que superou Manu Medeiros, Marina Suguimoto e Carol Bastides. No Feminino Sub-18, Carol Bastides fez a melhor apresentação do domingo e venceu a final contra Catarina Baragatti, Manu Medeiros e Luana Reis.

Entre os meninos, Thomaz Monteiro venceu o Masculino Sub-12, seguido por Matheus Jhones, Kaipo Tomazzi e Raoni Rodrigues. No Masculino Sub-14, Izau Signorini garantiu a vitória da etapa, com Theo Baladi, Nicolas Pereira Silva e Thiago Caldeira logo atrás. No Masculino Sub-16, Eduardo Mulford venceu a final contra Bryan Almeida, Calebe Simões e Levi Silva. A etapa terminou com a decisão do Masculino Sub-18, vencida por Bryan Almeida, que superou Eduardo Mulford, Murilo Coura e Caio Okamoto.

Na disputa por associações, a etapa de Maresias serviu para consolidar o domínio de Ubatuba ao longo da temporada. Mesmo com a vitória de São Sebastião competindo em casa na terceira etapa, a equipe ubatubense já vinha na liderança do ranking desde as etapas anteriores e confirmou o título geral do circuito, graças à regularidade dos resultados nas três paradas. São Sebastião fechou o ano na segunda colocação, seguido por Guarujá, que completou o pódio entre as cidades.

Manu Medeiros, Hang Loose Surf Attack 2025, praia de Maresias. Foto: @laufigaz

Manu Medeiros é campeã da Sub-16 e fica com dois vice-campeonatos (Sub-14 e Sub-18). Foto: @laufigaz

Campeões do circuito 2025

Com as três etapas concluídas, o circuito premiou os atletas mais regulares do ano. No Feminino Sub-12, Joana Costa disputou as finais das três etapas, conquistando duas vitórias e um vice-campeonato para levar a melhor diante de Maria Clara. No Feminino Sub-14, Manu Medeiros e Alexia Oliveira empataram na soma dos três melhores resultados da temporada, e o título ficou com Alexia após a aplicação dos critérios oficiais de desempate, já que ela somou dois primeiros lugares entre seus melhores resultados. No Feminino Sub-16, Manu Medeiros garantiu o título graças à consistência e à presença constante nas fases decisivas. No Feminino Sub-18, a campeã foi Luiza Savoi, que se manteve no topo devido à regularidade nas etapas anteriores.

No Masculino Sub-12, o empate entre Rafael Miranda e Matheus Jhones também levou a decisão para os critérios de desempate. Como ambos ficaram iguais nos três primeiros critérios, o título foi decidido pelo desempenho do ano anterior, que favoreceu Matheus, quarto colocado em 2024, contra a 11ª posição de Rafael. No Masculino Sub-14, o campeão foi Vini Palma, que consolidou sua liderança com resultados fortes no início da temporada. No Masculino Sub-16, Bryan Almeida terminou o ano como campeão, repetindo o desempenho no Masculino Sub-18, categoria em que também mostrou domínio e constância.

Vini Palma, Hang Loose Surf Attack 2025, praia de Maresias. Foto: @laufigaz

Vini Palma leva a melhor na briga pelo título da Sub-14. Foto: @laufigaz

Ranking por associações

A disputa entre associações também foi intensa ao longo da temporada. Ubatuba encerrou o circuito como campeã geral, com 2720 pontos. São Sebastião finalizou em segundo lugar, seguida por Guarujá, Praia Grande e Mongaguá, fechando as cinco primeiras posições da classificação final por equipes.

Estrutura da etapa final

A última parada da temporada contou com patrocínio da Hang Loose e apoio da FU-WAX, além da participação de entidades e instituições envolvidas na realização do evento, como ASM, ASSS, Sthill, Pousada Maréatoa, Prefeitura de São Sebastião, Secretaria de Esportes e selos oficiais do município. A AOS Mídia integrou a comunicação oficial do campeonato.

Abaixo, seguem os resultados completos da etapa final e o ranking consolidado do circuito.

Matheus Jhones, Hang Loose Surf Attack 2025, praia de Maresias. Foto: @laufigaz

Matheus Jhones é campeão da Sub-12 no critério de desempate. Foto: @laufigaz

Resultados da 3ª etapa do Hang Loose Surf Attack – Maresias

Feminino Sub-12

1 Joana Costa – 8.70
2 Maria Clara – 8.60
3 Gabriela Rigo – 6.75
4 Giovana Maria – 2.05

Feminino Sub-14

1 Alexia Oliveira – 10.60
2 Manu Medeiros – 8.55
3 Isabelly Knut – 4.90
4 Maria Clara – 3.90

Feminino Sub-16

1 Giovanna Rocha – 11.40
2 Manu Medeiros – 9.40
3 Marina Suguimoto – 6.65
4 Carol Bastides – 6.30

Feminino Sub-18

1 Carol Bastides – 11.75
2 Catarina Baragatti – 7.75
3 Manu Medeiros – 7.25
4 Luana Reis – 5.35

Masculino Sub-12

1 Thomaz Monteiro – 9.50
2 Matheus Jhones – 8.25
3 Kaipo Tomazzi – 7.85
4 Raoni Rodrigues – 5.90

Masculino Sub-14

1 Izau Signorini – 12.80
2 Theo Baladi – 10.65
3 Nicolas Pereira Silva – 10.65
4 Thiago Caldeira – 9.35

Masculino Sub-16

1 Eduardo Mulford – 12.25
2 Bryan Almeida – 10.75
3 Calebe Simões – 8.75
4 Levi Silva – 7.00

Masculino Sub-18

1 Bryan Almeida – 14.25
2 Eduardo Mulford – 11.65
3 Murilo Coura – 8.60
4 Caio Okamoto – 7.00

Associações

1 São Sebastião 7833
2 Ubatuba 7520
3 Guarujá 5720
4 Santos 1680
5 Mongaguá 1598
6 Bertioga 1340
7 Praia Grande 1225
8 São Vicente 1000
9 Grande São Paulo 610
10 Peruíbe 450
11 Caraguatatuba 0
12 Ilha Comprida 0

Alexia Oliveira, Hang Loose Surf Attack 2025, praia de Maresias. Foto: @laufigaz

Também no critério de desempate, Alexia Oliveira fica com o título da Sub-14. Foto: @laufigaz

Ranking final do Hang Loose Surf Attack – Top 4 de cada categoria

Feminino Sub-12

1 Joana Costa – 2860
2 Maria Clara – 2530
3 Gabriela Rigo – 2200
4 Allana Medalha – 1830

Feminino Sub-14

1 Alexia Oliveira – 2450*
1 Manu Medeiros – 2450
3 Maria Clara – 1980
4 Clarissa Tasca – 1708

Feminino Sub-16

1 Manu Medeiros – 2590
2 Alexia Oliveira – 1860
3 Marina Suguimoto – 1850
4 Giovanna Rocha – 1730

Feminino Sub-18

1 Luiza Savoi – 2220
2 Manu Medeiros – 2190
3 Carol Bastides – 2000
4 Catarina Baragatti – 1970

Masculino Sub-12

1 Matheus Jhones – 2470*
1 Rafael Miranda – 2470
3 Caue Butori – 2010
4 Thomaz Monteiro – 1900
4 Kaipo Tomazzi – 1900

Masculino Sub-14

1 Vini Palma – 2225
2 Izau Signorini – 2130
3 Matheus Jhones – 1895
4 Theo Baladi – 1860

Masculino Sub-16

1 Bryan Almeida – 2580
2 Eduardo Mulford – 2000
3 João Vitor – 1890
4 Kailani Renno – 1730

Masculino Sub-18

1 Bryan Almeida – 2730
2 Eduardo Mulford – 1920
3 João Vitor – 1903
4 Levi Silva – 1768

Associações

1 Ubatuba – 2720
2 São Sebastião – 2530
3 Guarujá – 2460
4 Praia Grande – 1955
5 Mongaguá – 1830
6 Santos – 1715
7 Peruíbe – 1626
8 Bertioga – 1546
9 Grande São Paulo – 1528
10 São Vicente – 1490
11 Caraguatatuba – 1030
12 Itanhaém – 1016

* O ranking final do Hang Loose Surf Attack é definido pela soma dos três melhores resultados de cada atleta na temporada. Quando há empate nessa soma, aplica-se a sequência oficial de desempate: primeiro, a comparação dos dois melhores resultados do ano; em seguida, o melhor resultado isolado; e, se a igualdade persistir, o desempenho no circuito do ano anterior.

No Masculino Sub-12, Matheus Jhones e Rafael Miranda terminaram empatados com 2470 pontos na soma dos três melhores resultados. Nos dois melhores, os dois também ficaram iguais, com um 1º e um 2º lugar cada, e ainda empatavam no melhor resultado isolado, já que ambos venceram uma etapa. O título acabou decidido pelo último critério, o histórico do ano anterior: em 2024, Matheus foi 4º colocado no ranking, enquanto Rafael terminou em 11º, e por isso Matheus Jhones ficou com o título da categoria.

No Feminino Sub-14, Manu Medeiros e Alexia Oliveira também empataram com 2450 pontos na soma dos três melhores resultados. A diferença apareceu na comparação dos dois melhores: Alexia somou dois primeiros lugares, enquanto Manu tinha dois segundos. Com essa vantagem nos critérios de desempate, Alexia Oliveira foi declarada campeã da categoria.

Veja os resultados de todas as baterias e o ranking completo

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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