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Brasil

Weslley Dantas é campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe

Weslley Dantas garante o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 em Fortaleza, com domínio cearense no penúltimo dia.

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Weslley Dantas leva o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025. Foto: Marcio David

Weslley Dantas confirmou neste sábado, 13 de dezembro, em Fortaleza (CE), o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 durante o penúltimo dia da Etapa BB Seguros Fortaleza, quinta e última parada da temporada. As disputas na Praia do Futuro definiram os confrontos do Finals Day e reforçaram o domínio dos surfistas cearenses, além de consolidar a conquista antecipada do principal favorito do ano.

As ações começaram às 8h30, com a estreia dos surfistas pré-classificados no Round dos 32 masculino. Na sequência, foram realizadas as quatro baterias das quartas de final femininas, antes do encerramento do dia com as oitavas de final masculinas. O Finals Day acontece neste domingo (14), com chamada prevista para 8h00, abrindo com as quartas de final masculinas, seguidas pelas semifinais femininas e masculinas, antes das grandes finais da etapa.

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Weslley também é o atual líder do ranking sul-americano. Foto: Marcio David

Weslley Dantas confirma o título geral da temporada

Líder do ranking sul-americano do Qualifying Series (QS), Weslley Dantas, de 27 anos, natural de Ubatuba (SP), garantiu matematicamente o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 de forma antecipada. A confirmação veio após sua classificação no Round dos 32, somada à eliminação precoce de Jadson André, vencedor da etapa anterior.

Conectado com as condições da Praia do Futuro, Dantas abriu sua participação no evento com dois aéreos bem executados, garantindo a maior nota da bateria, 7,17, e avançando com tranquilidade. A performance coroou uma temporada marcada por consistência, surfe progressivo e resultados expressivos ao longo das cinco etapas do circuito.

Com o título assegurado, Weslley Dantas se aproxima de confirmar, pela primeira vez, sua vaga no Challenger Series, divisão de acesso à elite mundial da World Surf League (WSL). Mesmo já campeão do circuito, ele segue na disputa pela vitória da etapa em Fortaleza, buscando fechar a temporada também no lugar mais alto do pódio.

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Vitória Carneiro avança às semifinais em Fortaleza após atuação consistente na Praia do Futuro, garantindo presença no Finals Day da etapa decisiva do circuito. Foto: Marcio David

Semifinais femininas terão confronto 100% cearense

A competição feminina ganhou um sabor especial neste sábado. As quatro vagas das semifinais ficaram com surfistas do Ceará, garantindo um Finals Day totalmente local. Silvana Lima enfrenta Vitória Carneiro em uma semifinal que simboliza o encontro entre gerações, enquanto Larissa Santos mede forças com Juliana Santos na outra bateria.

Duas vezes vice-campeã mundial, Silvana Lima confirmou o favoritismo ao virar sobre Monik Santos nas quartas de final, usando estratégia, leitura de mar e tranquilidade nos minutos decisivos. Já Vitória Carneiro manteve controle absoluto de sua bateria, avançando com autoridade para enfrentar sua maior referência no surfe profissional.

Na outra chave, Larissa Santos garantiu vaga com o maior single score da etapa feminina, 8,00, enquanto Juliana Santos venceu sua bateria com o melhor somatório do dia, 12,50, reforçando o excelente momento do surfe feminino cearense.

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Juliana Santos avança às semifinais em Fortaleza com o melhor somatório da etapa feminina, em um dia marcado pelo domínio das surfistas cearenses. Foto: Marcio David

Cauã Costa e Michel Roque seguem vivos no masculino

A torcida local também comemorou os avanços de Cauã Costa e Michel Roque no masculino. Embaixador da etapa, Cauã estreou direto no Round dos 32 e venceu sua bateria, celebrando o retorno à Praia do Futuro, onde iniciou sua trajetória no surfe.

Já Michel Roque, aos 41 anos, voltou a impressionar com seu alto nível técnico e condicionamento físico. Conhecido como “Roque Airlines”, ele venceu mais uma bateria com aéreos e manobras consistentes, garantindo vaga nas quartas de final, onde enfrentará Ryan Kainalo no domingo.

Além das disputas na água, o sábado foi marcado por diversas ativações gratuitas, clínicas esportivas, campeonato de altinha e ações sociais do programa WSL Novas Ondas, reforçando o legado esportivo e comunitário do evento em Fortaleza.

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Michel Roque segue em alto nível na Praia do Futuro e garante vaga nas quartas de final, mantendo o Ceará em destaque no penúltimo dia de competição. Foto: Marcio David

Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 – Resultados e próximos confrontos

ROUND DOS 32 MASCULINO

1: Luan Ferreyra (BRA) 12.34, Itim Silva (BRA) 9.66, Jadson Andre (BRA) 8.94, Carlos Ralen (BRA) 7.44
2: Rafael Barbosa (BRA) 8.80, Alonso Correa (PER) 8.63, Ytalo Oliveira (BRA) 6.80, Takeshi Oyama (BRA) 6.60
3: Rodrigo Saldanha (BRA) 10.10, Samuel Joca (BRA) 9.20, Pedro Rian (BRA) 8.70, Caio Costa (BRA) 8.40
4: Cauã Costa (BRA) 12.43, Santiago Santos (BRA) 10.00, Douglas Silva (BRA) 9.00, Artur Silva (BRA) 9.00
5: Mateus Sena (BRA) 12.27, Weslley Dantas (BRA) 11.94, Glauciano Rodrigues (BRA) 10.30, Nicolas Da Silva (BRA) 6.43
6: Ryan Kainalo (BRA) 12.37, Michel Roque (BRA) 12.10, Cauet Frazão (BRA) 9.86, Vitor Ferreira (BRA) 7.33
7: Jonatan Santos (BRA) 10.27, Daniel Templar (BRA) 9.76, Isaias Souza (BRA) 7.94, Heitor Mueller (BRA)
8: Gabriel Klaussner (BRA) 12.27, Israel Junior (BRA) 11.36, Argus Diniz (BRA) 6.77, Emanuel Rodrigues (BRA) 6.60

QUARTAS DE FINAL FEMININA

1: Silvana Lima (BRA) 10.37, Monik Santos (BRA) 9.57
2: Vitoria Carneiro (BRA) 9.67, Ariane Gomes (BRA) 5.57
3: Larissa Santos (BRA) 10.67, Nalanda Carvalho (BRA) 9.17
4: Juliana Santos (BRA) 12.50, Ana Luiza Do Nascimento (BRA) 5.73

ROUND DOS 16 MASCULINO

1: Luan Ferreyra (BRA) 10.67, Samuel Joca (BRA) 10.17, Rafael Barbosa (BRA) 8.87, Santiago Santos (BRA) 6.53
2: Alonso Correa (PER) 12.77, Cauã Costa (BRA) 10.37, Rodrigo Saldanha (BRA) 9.84, Itim Silva (BRA) 8.70
3: Israel Junior (BRA) 11.26, Ryan Kainalo (BRA) 9.17, Daniel Templar (BRA) 7.80, Mateus Sena (BRA) 6.26
4: Michel Roque (BRA) 9.67, Weslley Dantas (BRA) 9.17, Gabriel Klaussner (BRA) 5.87, Jonatan Santos (BRA) 5.70

QUARTAS DE FINAL MASCULINO

1: Luan Ferreyra (BRA) x Cauã Costa (BRA)
2: Samuel Joca (BRA) x Alonso Correa (PER)
3: Israel Junior (BRA) x Weslley Dantas (BRA)
4: Ryan Kainalo (BRA) x Michel Roque (BRA)

SEMIFINAIS FEMININA

1: Silvana Lima (BRA) x Vitoria Carneiro (BRA)
2: Larissa Santos (BRA) x Juliana Santos (BRA)

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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