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Brasil

Michel Roque e Juliana Santos vencem QS 2.000 em Fortaleza

Michel Roque e Juliana Santos vencem a última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, em Fortaleza, diante da torcida local.

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Michel Roque e Juliana Santos celebram os títulos da Etapa BB Seguros Fortaleza, última parada do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, válida pelo QS. Foto: WSL Brasil / Marcio David

A quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, válida como QS 2.000 da World Surf League (WSL) na América do Sul, terminou neste domingo (14) em clima de festa na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE). Com grande presença de público nas areias, o Finals Day consagrou dois nomes do surfe cearense: Michel Roque, no masculino, e Juliana Santos, no feminino, que conquistaram os títulos da Etapa BB Seguros Fortaleza diante da torcida local.

O domingo decisivo exigiu adaptação e leitura apurada dos atletas. As condições do mar começaram desafiadoras, mas evoluíram ao longo do dia, proporcionando baterias intensas e performances de alto nível, encerrando o calendário do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 com fortes emoções.

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Michel Roque em ação na Praia do Futuro durante o Finals Day, onde conquistou o título da etapa com as maiores performances do dia. Foto: WSL Brasil / Marcio David

Michel Roque vence em casa após final eletrizante

Aos 41 anos, Michel Roque foi o grande destaque da competição masculina. Ídolo local e atleta mais experiente da etapa, ele mostrou que conhecimento do pico e experiência fazem diferença ao conquistar o título na Praia do Futuro. Na final, Roque enfrentou o embaixador da etapa, Cauã Costa, em um duelo marcante entre gerações do surfe cearense.

Roque teve um dia impecável e registrou os dois maiores somatórios do domingo. Nas quartas de final, somou 14,26 pontos e, na grande decisão, superou a própria marca ao alcançar 14,67 pontos. O confronto decisivo foi intenso do início ao fim, com 23 ondas surfadas em 30 minutos de bateria, evidenciando o alto ritmo imposto pelos dois finalistas.

Na semifinal, Michel Roque superou Israel Junior, que vinha embalado após eliminar o campeão geral do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, Weslley Dantas. Na final, Roque ditou o ritmo, garantiu as duas melhores notas da bateria, 7,67 e 7,00, e não deu chances de virada ao adversário, ficando com o título em casa.

“É a minha primeira vitória em uma etapa do Qualifying Series. Ganhar aqui, em casa, na frente da minha família e dos meus amigos, é um sonho realizado”, celebrou o campeão.

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Juliana Santos comemora a conquista do título da etapa em Fortaleza. Foto: WSL Brasil / Marcio David

Juliana Santos conquista título inédito diante da família

Na final feminina, Juliana Santos protagonizou uma das grandes histórias da etapa. Em um duelo 100% cearense, ela superou a favorita Silvana Lima e conquistou seu primeiro título no Circuito Banco do Brasil de Surfe, em uma performance segura e dominante.

Juliana apostou nas ondas de esquerda e construiu sua vitória com estratégia e consistência, somando notas de 6,33 e 5,50. Mesmo com a prioridade a seu favor, Silvana não conseguiu reagir, e a campeã manteve o controle da bateria do início ao fim.

Inicialmente fora da lista principal de inscritas, Juliana entrou na competição por meio da Inscrição Social e aproveitou a oportunidade ao máximo. Emocionada, celebrou a conquista em casa, ao lado da família e da torcida local. Apesar do vice-campeonato, Silvana Lima segue na briga por uma vaga no Challenger Series e terminou a temporada como vice-líder do ranking QS sul-americano.

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Weslley Dantas ergue o troféu de campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 após confirmar o título geral da temporada. Foto: WSL Brasil / Marcio David

Weslley Dantas recebe troféu de campeão do circuito

Mesmo eliminado nas quartas de final em Fortaleza, Weslley Dantas foi outro nome celebrado no Finals Day. O surfista de Ubatuba (SP) garantiu de forma antecipada o título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 no penúltimo dia de competição e recebeu o troféu durante a cerimônia de premiação.

Com resultados consistentes em todas as cinco etapas da temporada, Dantas confirmou sua hegemonia no circuito e se aproximou ainda mais da classificação inédita para o Challenger Series, divisão de acesso à elite mundial da WSL.

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Michel Roque comemora a vitória na Praia do Futuro após conquistar o título da Etapa BB Seguros Fortaleza diante da torcida local. Foto: WSL Brasil / Marcio David

Circuito encerra temporada com números expressivos

O Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 encerrou sua temporada com números que reforçam sua importância no cenário sul-americano. Foram 18 eventos realizados desde a criação do projeto, mais de 630 atletas inscritos, presença em nove estados brasileiros e uma forte participação da nova geração, com 165 competidores menores de 18 anos.

A etapa de Fortaleza marcou o retorno do Ceará ao mapa do surfe competitivo e coroou uma temporada que uniu alto nível técnico, ações sociais e compromisso ambiental, consolidando o circuito como uma das principais plataformas de desenvolvimento do surfe brasileiro.

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Os quatro finalistas da Etapa BB Seguros Fortaleza se reúnem no pódio após o encerramento da última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025. Foto: WSL Brasil / Marcio David

Resultados – Etapa BB Seguros Fortaleza

Quartas de final masculina

Cauã Costa (BRA) 12.83 x Luan Ferreyra (BRA) 12.57
Alonso Correa (PER) 12.17 x Samuel Joca (BRA) 8.30
Israel Junior (BRA) 13.30 x Weslley Dantas (BRA) 11.00
Michel Roque (BRA) 14.26 x Ryan Kainalo (BRA) 11.34

Semifinais feminina

Silvana Lima (BRA) 8.03 x Vitória Carneiro (BRA) 4.70
Juliana Santos (BRA) 12.50 x Larissa Santos (BRA) 9.20

Semifinais masculina

Cauã Costa (BRA) 10.33 x Alonso Correa (PER) 7.50
Michel Roque (BRA) 12.83 x Israel Junior (BRA) 6.24

Final feminina

Juliana Santos (BRA) 11.83 x Silvana Lima (BRA) 5.70

Final masculina

Michel Roque (BRA) 14.67 x Cauã Costa (BRA) 9.73

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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