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Brasil

Michael Rodrigues domina o sábado em Guarapari

Michael Rodrigues domina o sábado em Guarapari com a maior nota do evento, 9.83, e três vitórias no mesmo dia.

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Michael Rodrigues Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 01092

Michael Rodrigues arranca a maior nota da etapa em Guarapari (ES) até o momento. Foto: WSL / Pedro Paiva.

 

O penúltimo dia da Etapa BB Seguros do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 teve um protagonista: Michael Rodrigues. O cearense radicado em Santa Catarina viveu uma jornada impecável na Praia D’Ulé, em Guarapari, registrando a maior nota do evento até agora (9.83), vencendo três baterias no mesmo dia e garantindo sua vaga no Finals Day com 100% de aproveitamento na competição.

Com ondas maiores, vento mais fraco e praia lotada, o sábado começou com as duas baterias finais do Round dos 32 e seguiu com as Oitavas e Quartas de Final das competições masculina e feminina. O clima de viradas, eliminações surpreendentes e atuações de alto nível marcou o dia inteiro.

A onda do dia: 9.83 e dois aéreos seguidos

A primeira grande performance de Michael no sábado veio no Round dos 16, em uma bateria com forte nível técnico. Precisando reagir, o catarinense aproveitou uma onda crítica e encaixou dois aéreos consecutivos: um reverse e um full rotation limpo, arrancando 9.83, a maior nota da Etapa até o momento.

A partir dali, Michael cresceu ainda mais. Com confiança e leitura de mar afiada, venceu também as Oitavas e as Quartas de Final. Agora, ele encara Rodrigo Saldanha na segunda semifinal masculina.

Gabriel Klaussner Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 01710

Gabriel Klaussner vira nos segundos finais e elimina o líder do ranking do QS. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Gabriel Klaussner vira sobre o líder do ranking QS

O sábado também reservou uma das viradas mais impressionantes do Circuito. Aos 20 anos, Gabriel Klaussner eliminou o líder do ranking QS South America, Weslley Dantas, em um duelo dramático.

Depois de perder a liderança a seis minutos do fim, Klaussner manteve a calma. Faltando cinco segundos, ele precisou de 4.77 para virar e executou um aéreo certeiro na junção, recebendo 6.33 e confirmando sua vaga na semifinal. O jovem enfrentará Jadson André no primeiro confronto do domingo.

Silvana Lima elimina líder do ranking feminino

Entre as mulheres, o destaque foi a cearense Silvana Lima, que derrotou a líder do ranking QS feminino, Tainá Hinckel, e avançou às semifinais com uma atuação dominante.

Silvana abriu vantagem logo no início com 4.50 e 7.00, administrou bem a bateria e mostrou repertório completo, com rasgadas fortes, aéreos e finalizações potentes. “Acreditei em mim mesma. Ainda estou viva e em busca da minha primeira vitória no ano”, celebrou a veterana.

Jadson Andre Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 02752

Jadson André segue a todo vapor e leva a melhor em duelo potiguar com o pupilo Mateus Sena. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Jadson André garante vaga com virada e nota excelente

Outro grande nome do dia foi Jadson André, que apresentou consistência e experiência em todas as suas apresentações. Nas Quartas de Final, o potiguar virou sobre Mateus Sena com uma onda avaliada em 8.00 pontos, segunda maior nota do dia.

Jadson encarará Klaussner na primeira semifinal masculina deste domingo.

Silvana Lima Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 02236

Silvana Lima decola na Praia D´Ulé e comanda as ações entre as mulheres. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Filipe Toledo movimenta a Praia D’Ulé

O sábado também teve brilho especial fora das baterias. O bicampeão mundial Filipe Toledo esteve presente na Praia D’Ulé, prestigiou as disputas e participou da Clínica BB de Surfe, atividade gratuita para crianças da região. A ação foi um dos momentos mais aguardados do público local e reforçou o impacto do evento no Espírito Santo.

Veteranos encerram o dia em bateria simbólica

A programação terminou com a Tag Team Rocket 977 Legend, reunindo nomes históricos do surfe capixaba em uma bateria festiva de 40 minutos. O clima descontraído ressaltou a importância da Etapa para valorizar diferentes gerações da comunidade local.

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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