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Brasil

Jadson André e Laura Raupp vencem etapa em Guarapari

Jadson André vira na última onda e conquista a etapa em Guarapari; Laura Raupp vence Silvana Lima e assume a liderança do QS.

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Laura Raupp, Jadson André, Silvana Lima e Rodrigo Saldanha no pódio da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Guarapari (ES). Foto: WSL / Pedro Paiva

A etapa inédita do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 terminou em clima de festa neste domingo na Praia d’Ulé, em Guarapari. Com público expressivo e alta expectativa, o Finals Day coroou Jadson André e Laura Raupp como campeões da Etapa BB Seguros, válida pelo QS 4.000 da WSL South America. Ele venceu com uma virada eletrizante; ela garantiu o terceiro título na temporada e assumiu a liderança do ranking.

Com a chegada de uma frente fria, o mar ficou menor em relação aos dias anteriores, exigindo técnica e leitura precisa de cada onda. Mesmo assim, o nível das performances permaneceu elevado durante todo o dia decisivo.

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Jadson André faz a festa na Praia D´Ulé. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Jadson André vence com virada emocionante na última onda

A final masculina reuniu duas gerações do surfe brasileiro: o experiente Jadson André e a jovem promessa Rodrigo Saldanha. A disputa foi tática, intensa e definida apenas depois do cronômetro zerar.

Saldanha começou melhor, abrindo com 6.83 e administrando boa vantagem. Jadson, por outro lado, manteve a estratégia de paciência, escolhendo poucas ondas, mas de maior potencial. Faltando seis minutos, o potiguar assumiu brevemente a liderança ao trocar sua menor nota por 4.77.

A resposta de Saldanha veio em seguida, com um aéreo full-rotation para retomar a dianteira. Com menos de quatro minutos no relógio e precisando de 5.17, Jadson encontrou sua última oportunidade. Ele surfou de frontside e conseguiu uma finalização perfeita na junção, algo que ainda não havia encaixado durante o evento.

A tensão tomou conta da Praia d’Ulé. A virada só foi confirmada após o tempo acabar, quando saiu a nota final: 5.47, suficiente para garantir a vitória por 12.14 a 11.83.

Emocionado, Jadson celebrou com o público e destacou o peso dessa conquista:

“Meu filho está completando um ano e seis meses hoje. Levar esse troféu pra casa é muito especial. A energia da galera daqui fez toda a diferença.”

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Público capixaba comparece em peso às finais da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Laura Raupp domina a final feminina e assume liderança do QS

A final feminina colocou frente a frente duas das principais surfistas da temporada: Laura Raupp e Silvana Lima. Em mais um capítulo de uma rivalidade que marcou o ano, Laura aproveitou o início da bateria para construir vantagem com um 6.33, a maior nota do confronto.

Silvana respondeu com solidez, usando toda sua experiência para executar um combo de rasgadas que valeu 5.17. Mesmo assim, Laura manteve o controle e venceu com o somatório de 11.13 contra 9.17, conquistando o título da etapa capixaba.

Com o resultado, a catarinense chega a 20.130 pontos e assume a liderança do ranking QS South America, ficando cada vez mais próxima de confirmar a vaga para o Challenger Series.

Laura celebrou o momento:

“Não teria jeito melhor de fechar o ano. Venci minha terceira etapa e consegui uma vitória especial contra a Silvana. Sou muito grata pela troca que a gente tem. Ela me puxa para ser melhor.”

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Laura Raupp fica com o título feminino. Foto: WSL / Pedro Paiva.

Daniella Rosas conquista o título geral do Circuito Banco do Brasil 2025

Apesar da eliminação nas Quartas de Final em Guarapari, a peruana Daniella Rosas garantiu matematicamente o título geral do Circuito Banco do Brasil 2025. Com vitórias nas etapas de São Sebastião e Imbituba, ela alcançou pontuação inalcançável e se tornou a primeira estrangeira a conquistar o circuito sul-americano antes do encerramento da temporada.

Etapa inédita marca o surfe capixaba e entra para a história

O evento em Guarapari foi histórico para o Espírito Santo. Além da disputa acirrada dentro d’água, o público participou de ações ambientais, clínicas de surfe e da presença especial do bicampeão mundial Filipe Toledo, que comandou atividades gratuitas para crianças da região.

A Tag Team Rocket 977 Legend encerrou o sábado com surfistas veteranos de Vitória e Vila Velha celebrando a cultura local. Ao todo, foram mais de mil ondas surfadas entre homens e mulheres durante a etapa, evidenciando o alto nível técnico do QS em 2025.

Na cerimônia final, Jadson destacou o impacto da etapa: “Desde o primeiro dia, parecia final de WCT. Praia cheia, energia forte. Foi inesquecível.”

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Finalistas da etapa em Guarapari (ES). Foto: WSL / Pedro Paiva.

Resultados do Finals Day

Semifinais Femininas

  1. Laura Raupp 9.47 derrotou Isabelle Nalu 6.67

  2. Silvana Lima 12.66 derrotou Sophia Medina 9.33

Semifinais Masculinas

  1. Jadson André 9.40 derrotou Gabriel Klaussner 9.20

  2. Rodrigo Saldanha 14.17 derrotou Michael Rodrigues 14.00

Final Feminina
Laura Raupp 11.13 derrotou Silvana Lima 9.17

Final Masculina
Jadson André 12.14 derrotou Rodrigo Saldanha 11.83

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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