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Heitor Mueller brilha na praia da Vila

Heitor Mueller é destaque no terceiro dia da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe da WSL na praia da Vila, em Imbituba (SC).

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Heitor Mueller foi um dos destaques do dia na etapa do QS na praia da Vila, em Imbituba (SC). Foto: Marcio David / WSL Brasil

Com ondas menores em relação aos dois primeiros dias, a sexta-feira de competição da terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 começou com baterias de 30 minutos do Round dos 32 Masculino ainda em boas condições, com vento terral bem alinhado e ondulação de qualidade na Praia da Vila. Na sequência, no início da tarde, as meninas entraram na água para a estreia no evento, válido como QS 4.000 para o ranking sul-americano da WSL.

A próxima chamada está programada para este sábado (20), às 8h30, para possível início às 9h.

Além da ação dos profissionais, o fim de semana contará com uma programação especial: a BB Surf Celebration, bateria que reúne veteranos em um clima descontraído de confraternização; o Campeonato de Altinha; a Ação especial de limpeza de rios e praias; além do show da banda catarinense Dazaranha, direto das areias da Vila.

Ex-tops da elite, Jadson André segue para as oitavas e Adriano de Souza cai no Round dos 32

Os ex-tops do Circuito Mundial, Jadson André (BRA) e Adriano de Souza (BRA) vestiram a lycra da competição mais uma vez nesta sexta-feira, com resultados opostos ao final de suas baterias.

Jadson abriu o dia trabalhando muito bem de backside para as direitas, usando toda sua experiência para seguir na competição. Na saída d’água, o potiguar comentou suas escolhas de onda e o fato de estar há anos no circuito mundial o beneficiarem nos embates.

“Quando eu vi que ia competir com o Valentin (Neves), o Luan (Wood) e o Vitor (Ferreira), eu falei: ‘cara, provavelmente esses três atletas hoje no Brasil são os que mais estão quebrando’. São surfistas excelentes. Por isso eu sabia que precisava usar minha experiência. Foquei em colocar toda minha energia nas coisas certas. É muito bom quando você mentaliza alguma coisa e dá certo. Com cinco minutos de bateria, eu já tinha duas notas boas somadas e sabia que era só administrar, mesmo sabendo que os outros atletas tinham condição de fazer boas notas também”, explica Jadson, que fez ainda um comparativo entre sua última vitória em Imbituba, há 15 anos, e hoje.

“Aquela etapa que eu venci aqui foi só a minha terceira competição (do Circuito Mundial). E se não me engano, de lá pra cá foram mais de 100 etapas. É uma bagagem muito grande. Estou muito feliz e tenho muito orgulho dessa história. Eu amo competir, amo surfar”, finaliza.

Na contramão de Jadson, na quarta bateria do dia, Mineiro não conseguiu uma segunda onda boa para incluir em seu somatório e, mesmo com um bom 5 pontos, foi parado por Patrick Plachi (BRA) e Heitor Mueller (BRA), dono do maior somatório do evento até o momento, com 14.16 pontos.

“Layback tá bem no pé,eu encaixei numa onda boa… Estou felizão, amarradão por ter ido tão bem em uma bateria de peso como essa. Uma bateria que eu sabia que tinha que fazer meu melhor. Meu primeiro surf com essa prancha foi ontem, e hoje já coloquei ela na água. Deu tudo certo”, celebra Heitor, que possui um retrospecto super positivo em eventos BB: Ele foi campeão da etapa de Salvador, fez final em Maresias e também em Natal, e agora busca mais um resultado expressivo em Santa Catarina.

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Mateus Herdy segue em alto nível. Foto: Marcio David / WSL Brasil

Em excelente fase, Mateus Herdy é um dos destaques da sexta-feira

Ainda no início da manhã, na segunda disputa do dia, Mateus Herdy (BRA) mostrou que vive grande fase. Atual vice-líder do Challenger e com um pé no CT do ano que vem, ele dividiu o line-up com Rickson Falcão (BRA), campeão do Pro Junior e do QS 6.000, Wiggolly Dantas (BRA), ex integrante da elite da WSL, e Matheus Navarro (BRA), que vem mostrando forte evolução no Tour.

Com performances marcadas por aéreos rodando e surfe progressivo, Herdy e Navarro carimbaram seus passaportes para voar para as oitavas de final. Após o confronto, o primeiro falou sobre o ano especial que está vivendo:

“Esse foi um ano que deu certo. Os primeiros eventos foram bem legais. É um ano que está dando certo, na verdade.” E complementa sobre a aposta nos aéreos para avançar na competição: “Eu estava no freesurf, procurando qualquer onda que fechasse, mas não pelo aéreo, e sim porque achei que o mar estivesse muito gordo. Vi o Rickson dando um aéreo também e percebi que tinham ondas boas pra isso. Não estava só pensando no aéreo, mas funcionou”, explica Mateus Herdy.

Jadson André, Caio Costa (BRA), Mateus Herdy e Patrick Plachi formam a primeira bateria do Round dos 16 neste sábado.

Integrantes do CT, irmãos Pupo avançam, mas Chumbinho é eliminado

Com o retorno do Championship Tour (CT) da WSL previsto apenas para abril do próximo ano, o Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 em Imbituba, vem funcionando como uma espécie de final de temporada, e ao mesmo tempo pré-temporada, de luxo para os brasileiros da elite mundial.

O primeiro integrante do CT a cair na água e garantir vaga nas oitavas de final foi Miguel Pupo (BRA), no terceiro confronto do dia. Apostando na estratégia de construir sua pontuação logo nos primeiros minutos, Pupo foi dominante do início ao fim e saiu da água bem mais tranquilo do que no dia anterior, quando levou uma “bronca” do técnico Adriano de Souza.

“Eu já saí do mar encontrando o Mineiro entrando na bateria dele, e ele mandou um joinha. Ali eu pensei: ‘ufa, hoje não tem bronca’ (risos). Estou muito feliz de ter avançado. O mar mudou bastante, mas a formação ainda está legal. Consegui me encontrar logo no início da bateria, não deixei para o final, e é importante fazer esses ajustes”, comentou Miguel.

Laura Raupp CircuitoBancoDoBrasilDeSurfe ImbitubaDia4 MarcioDavidPhoto00030011

Laura Raupp manda bem na praia da Vila. Foto: Marcio David / WSL Brasil

De olho na próxima temporada do CT, ele também falou sobre o retorno aos treinos:

“Completei um mês e meio de férias agora, mas a partir da semana que vem começa a pré-temporada, com dieta e treinamentos. É hora de preparar a prancha, o corpo e a mente pra chegar em abril pronto, porque vai ser guerra!”, finalizou.

Se Miguel fez tudo certo desde o início, seu irmão Samuel Pupo (BRA), na oitava disputa do dia, chegou a flertar com a eliminação. Faltando pouco mais de dois minutos para o fim, e precisando de 6.91 pontos, ele conseguiu virar ao arrancar 7.07 dos juízes, assumindo a segunda colocação e tirando da briga Lucas Vicente (BRA) e Peterson Crisanto (BRA). O consistente Gabriel Klaussner (BRA), convidado do VIVO Rio Pro, etapa brasileira do CT e campeão do Circuito Banco do Brasil de Surfe em 2022, foi o vencedor do confronto e seguiu para as oitavas.

Ainda dentre os integrantes do CT, quem se despediu da etapa catarinense nesta sexta-feira foi João Chianca (BRA), que tropeçou na força da nova geração sul-americana e terminou o sexto confronto da fase em terceiro, atrás do argentino Franco Radziunas (ARG), segundo colocado, e do brasileiro Ryan Kainalo (BRA), campeão mundial Júnior em 2023, que levou a melhor, garantindo seu posto no round seguinte.

Miguel Pupo, Vitor Ferreira (BRA), Heitor Mueller e Matheus Navarro se enfrentam agora na segunda bateria do Round dos 16.

Daniel Templar se aproxima ainda mais da classificação para o Challenger em 2026

Outro brasileiro que segue firme nas disputas pelo título da terceira etapa do Circuito Banco do Brasil 2025 é Daniel Templar. Terceiro no ranking que classifica sete surfistas para o Challenger no ano que vem, Daniel seguiu para a rodada seguinte após terminar o quinto confronto desta sexta-feira atrás do australiano Ben Zanatta (AUS), com performances sólidas desde o primeiro dia de disputas. Marco Giorgi (URU), que arrancou a maior nota do dia, um 7.83 pontos, não conseguiu trocar a segunda nota e acabou em terceiro, após passar parte da bateria em combination.

Daniel agora enfrenta Lucas Haag (BRA), Ryan Kainalo e Samuel Pupo no terceiro confronto das Oitavas. Na sequência, Ben Zanatta enfrenta Weslley Dantas (BRA), Gabriel Klaussner e Franco Radziunas para definir os atletas que seguem para as quartas de final.

Feminino estreia com dominância de Laura Raupp, que anota segunda maior média no geral

Com ondas bem mais à direita do palanque e o swell mais achatado, as meninas entraram na água para a Rodada das 32 competidoras. Destaque absoluto para a performance de Laura Raupp (BRA) durante a bateria de número 4. Aos 19 anos, a atual campeã sul-americana e vice-líder da atual temporada arrancou média 13.83 pontos dos juízes, a segunda melhor do evento entre homens e mulheres.

Vale destacar que, em paralelo à corrida pelo título do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, Laura briga por uma vaga no CT. Atualmente a surfista ocupa a sétima posição no ranking do Challenger Series. Com o aumento de cinco para sete vagas para o femino em 2026, se o circuito acabasse hoje, Laura estaria garantida na elite da WSL.

“Estou bem satisfeita com minha performance. Me machuquei em El Salvador, tratei lá, mas acabou doendo bastante ontem no final da tarde. Ainda assim, recebi bastante cuidado da minha mãe e da Flor, a fisio aqui do campeonato, e quero muito agradecê-la por isso. A Praia da Vila é um lugar que eu adoro, a galera é super receptiva, e é muito irado estar aqui representando meu país, meu estado e avançando nas baterias”, celebra Laura.

Enquanto a bandeira do Brasil predomina entre os classificados para o sábado no masculino, no feminino a briga sul-americana está um pouco mais acirrada. As peruanas Brianna Barthelmess (PER), Daniella Rosas (PER) e Catalina Zariquiey (PER), além das argentinas Vera Jarisz (ARG) e Victoria Muñoz Larreta (ARG) ainda seguem na corrida pelo título. As oitavas de final do Feminino só contarão com um confronto 100% verde e amarelo.

Para mais informações, visite WorldSurfLeague.com.

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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