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Brasil

Douglas Silva quebra recordes no segundo dia em Guarapari

Douglas Silva faz a maior nota, o maior somatório e lidera o segundo dia da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em Guarapari (ES).

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Douglas Silva quebra recordes e domina o segundo dia em Guarapari. Foto: WSL / Pedro Paiva

O segundo dia da Etapa BB Seguros do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025 teve Douglas Silva como grande destaque na Praia D’Ulé, em Guarapari (ES). O pernambucano dominou a sexta-feira com a maior nota e o maior somatório do evento até agora, em uma jornada marcada por boas performances, emoção e disputas decisivas no Qualifying Series sul-americano.

As disputas começaram com o Round dos 64 e seguiram com as seis primeiras baterias do Round dos 32 Masculino. As condições estavam melhores que no dia anterior, favorecendo repertórios mais completos. A etapa vale 4.000 pontos para o ranking sul-americano do Qualifying Series.

A próxima chamada está programada para este sábado, às 6h30, com tentativa de início às 7h, para sequência do Round dos 32 e retorno da competição feminina.

Dodô domina o dia com a melhor performance do evento

A maior atuação da sexta-feira veio na última bateria do dia. Douglas Silva, o Dodô, mostrou alto nível técnico e quebrou todos os recordes do evento até agora. Em uma disputa de 25 minutos, o brasileiro registrou:

  • maior somatório do campeonato: 16.73

  • maiores notas individuais do evento: 8.33 e 8.40

  • quatro notas acima de 7.00

Mesmo com o mar exigente, Dodô encaixou aéreos, transições limpas e manobras poderosas. Sua precisão chamou atenção do público e da transmissão oficial da WSL.

Em entrevista, o surfista destacou foco e estratégia. Segundo ele, a combinação de confiança e leitura de mar fez diferença. “É um passo de cada vez. Bolamos estratégias e deu tudo certo. Agora é virar a página e focar no próximo round.”

Ao ser questionado sobre a possibilidade de avançar rumo ao Challenger Series, Dodô afirmou estar pronto. “Estou preparado para estar em qualquer lugar. É meu sonho e estou trabalhando bastante para isso.”

Jadson Andre Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 07692

Jadson Andre Circuito BB Guarapari Pedro Paiva 07692

Jadson André abre o dia com vitória importante

O potiguar venceu duas baterias e avançou com precisão para as Oitavas de Final. Jadson começou bem o dia ao superar Alex Ribeiro, Lucas Silveira e Rafael Barbosa na abertura do Round dos 32. Ele garantiu a maior nota do confronto logo no início, um 6.50, e administrou bem a liderança.

Depois da bateria, Jadson destacou a importância de preparo mental e estudo. Ele chamou atenção para jovens atletas que deixam os estudos de lado. “Quando você estuda, ganha algo que ninguém tira de você. Isso ajuda muito na vida e nas baterias”, afirmou.

Weslley Dantas segue como favorito ao título

Atual líder do ranking QS South America, Weslley Dantas manteve a regularidade que vem marcando sua temporada. O surfista venceu duas baterias com atuações consistentes, boas escolhas de onda e manobras potentes. Ele segue firme na disputa pelos 4.000 pontos, fundamentais para garantir vaga no Challenger Series.

Weslley explicou como trabalhou os diferentes picos da Praia D’Ulé e destacou sua conexão com o mar durante as disputas. “O mar está pequeno, mas com ondas boas. Consegui soltar meu surfe. Estou feliz com o resultado.”

Rafael Teixeira protagoniza momento emocionante

O capixaba e Embaixador da Etapa surfou sua primeira bateria na competição e virou o confronto no último minuto, garantindo classificação no Round dos 64. Ele precisava de 6.26 pontos e alcançou um 7.50 com um combo de quatro manobras sólidas.

A vibração do público local foi forte. Rafael comemorou a vitória ao lado do amigo Lucas Silveira e não conteve as lágrimas ao vivo na transmissão da WSL e do portal Terra.

O surfista também agradeceu à torcida capixaba pela recepção e reforçou o orgulho de representar um estado com pouca presença nas competições nacionais.

Mesmo com a grande vitória, Rafael e os conterrâneos Luiz Neiva da Silva e Krystian Kymerson foram eliminados no Round dos 32. A representação capixaba segue viva com Isabela Mayara e Alice Pitanga na competição feminina.

O que esperar do terceiro dia em Guarapari

A competição feminina volta à água neste sábado com o Round de 16 e o Round de 32. Além disso, o dia trará a Tag Team Rocket 977 Legend, com veteranos de Vitória e Vila Velha em uma bateria especial de 40 minutos.

Outra atração importante será a presença do bicampeão mundial Filipe Toledo, atleta da família Banco do Brasil. Ele participa às 14h de uma edição especial da Clínica de Surfe BB com crianças da região.

A programação termina com show ao vivo da banda The Cosmic Surfer, que traz repertório inspirado no surf rock e no espírito da cultura do mar.

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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