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CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025 termina com grandes finais

CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025 revela os primeiros campeões brasileiros do ano nas categorias Master, Longboard e SUP Surf.

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Guilherme Herdy e Fabio Silva no pódio do CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025. Foto: @mclopesimagens

No último fim de semana foi encerrado com chave de ouro o CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025, o sexto e último dia de disputas da primeira etapa dos circuitos brasileiros das modalidades Master, Longboard e SUP Surf, organizados pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf).

Realizado na lendária praia de Itaúna, em Saquarema (RJ) — o “Maracanã do Surf” — o dia marcou a consagração dos primeiros campeões do ano nas categorias Master 40+, 50+ e 60+, Longboard Pro Masculino e Feminino, e SUP Surf Pro Masculino e Feminino.

Ao longo do dia, foram realizadas 19 baterias. Além das finais, entraram na água as fases 3 e semifinais das categorias Master 40+ e 50+, culminando em disputas emocionantes e altamente técnicas, celebrando o talento e a tradição do surfe nacional.

Marcio Farney vence a Master 40+

O cearense Marcio Farney confirmou seu bom momento e venceu a categoria Master 40+ com 10,63 pontos em uma final bastante equilibrada. Farney foi o destaque também no dia anterior, registrando a melhor nota e o maior somatório da categoria.

Final – Master 40+
1º Marcio Farney (CE) – 10,63 (3,73 + 6,90)
2º Angelino Santos (RJ) – 10,53 (6,03 + 4,50)
3º Jose Junior (RN) – 9,57 (6,17 + 3,40)
4º Claudio Freitas (RJ) – 6,67 (4,27 + 2,40)

Lenda viva: Fábio Silva vence a Master 50+

A final da categoria Master 50+ foi uma verdadeira celebração do surfe brasileiro, reunindo ídolos como Fábio Gouveia, Guilherme Herdy, Rogério Dantas e Fábio Silva. O cearense Fábio Silva brilhou com uma atuação consistente e venceu com 9,24 pontos.

Final – Master 50+
1º Fábio Silva (CE) – 9,24 (4,87 + 4,37)
2º Guilherme Herdy (RJ) – 7,53 (4,10 + 3,43)
3º Fábio Gouveia (PB) – 5,53 (3,00 + 2,53)
4º Rogério Dantas (CE) – 3,90 (2,23 + 1,67)

Rodolfo Lima domina a Master 60+

Na categoria Master 60+, o carioca Rodolfo Lima foi soberano. Com uma performance sólida durante toda a semana, ele confirmou o favoritismo e conquistou o título com 9,87 pontos.

Final – Master 60+
1º Rodolfo Lima (RJ) – 9,87 (6,50 + 3,37)
2º Marcelo Boscoli (RJ) – 6,10 (3,53 + 2,57)
3º Saulo Lyra (SC) – 4,40 (4,40 + 0,00)
4º Francisco Moura (RN) – 2,13 (1,93 + 0,20)

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Chloé Calmon domina a categoria Longboard Pro Feminino em Saquarema. Foto: @mclopesimagens

Chloé Calmon confirma favoritismo no Longboard Pro Feminino

Reconhecida internacionalmente, Chloé Calmon (RJ) venceu com 13,07 pontos, a maior pontuação entre todas as finais do dia. A jovem Luana Soares (SP) também se destacou com 10,23 pontos.

Final – Longboard Pro Feminino
1º Chloé Calmon (RJ) – 13,07 (7,10 + 5,97)
2º Luana Soares (SP) – 10,23 (6,00 + 4,23)

Alexandre Escobar leva o Longboard Pro Masculino

Alexandre Escobar (ES) mostrou regularidade e venceu a decisão do Longboard Pro Masculino com 12,00 pontos.

Final – Longboard Pro Masculino
1º Alexandre Escobar (ES) – 12,00 (7,00 + 5,00)
2º Leonardo Gimenes (SP) – 8,67 (4,17 + 4,50)

Kate Brandi supera atual campeã no SUP Surf Pro Feminino

Kate Brandi (SP) derrotou a campeã brasileira Aline Adisaka (SC) na decisão do SUP Surf Pro Feminino com 8,83 pontos.

Final – SUP Surf Pro Feminino
1º Kate Brandi (SP) – 8,83 (3,83 + 5,00)
2º Aline Adisaka (SC) – 6,07 (3,67 + 2,40)

Leco Salazar inicia defesa do título com vitória

Atual campeão brasileiro, Leco Salazar (SP) começou a temporada 2025 vencendo no SUP Surf Pro Masculino com 12,23 pontos contra Ian Vaz (RJ).

Final – SUP Surf Pro Masculino
1º Leco Salazar (SP) – 12,23 (7,50 + 4,73)
2º Ian Vaz (RJ) – 11,70 (5,83 + 5,87)

Leco Salazar CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025, corrohgomes.fotografo_19mar (444), Stand Up Paddle Surf, SUP

Leco Salazar vence a categoria SUP Surf Pro. Foto: @corrohgomes.fotografo

Outros campeões coroados no CBSurf Aloha Spirit Saquarema

  • Longboard Sub-18 Masculino: Daniel Batista (PE)
  • Longboard Sub-18 Feminino: Angelina Robles (RN)
  • Longboard 40+ Masculino: Robson Fraga (SE)
  • Longboard 50+ Masculino: Daniks Fischer (SP)
  • SUP Surf 40+ Masculino: Michel Jonas (SP)
  • SUP Surf Sub-18 Masculino: Pedro Veiga (BA)

Próxima etapa: Sergipe

A segunda etapa do circuito será realizada entre os dias 7 e 13 de abril, na Praia do Abaís, em Estância (SE). As expectativas são altas para mais um show de surfe.

O CBSurf Aloha Spirit Saquarema 2025 contou com patrocínio da Prefeitura Municipal de Saquarema, por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo, copatrocínio da Aiwa e apoio da GOL, Speedo, Mormaii, Surfland, Nabil Esportes, Associação de Surf de Saquarema, FESERJ e Jeferson Silva Surfboards.

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Brasil

Lucas Haag e Maria Autuori são os campeões catarinenses profissionais

Lucas Haag e Maria Autuori são os campeões catarinenses de surfe profissional de 2024. Entenda como o Floripa Pro 2025 definiu os títulos.

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Lucas Haag é o novo campeão catarinense profissional. Foto: Fecasurf / Marcio David

O circuito catarinense profissional de surfe consagrou em 2024 dois novos campeões: Lucas Haag e Maria Autuori. Os títulos foram definidos durante a realização do Floripa Pro 2025, realizado na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Apesar do nome do evento remeter ao ano seguinte, a etapa contou pontos para o encerramento da temporada 2024 da FECASURF (Federação Catarinense de Surf), além de abrir o ranking da temporada 2025.

Lucas Haag, jovem talento da Praia do Matadeiro, ergueu seu primeiro troféu estadual depois de chegar às quartas de final no Floripa Pro. Ele sucede José Francisco, bicampeão em 2022 e 2023. No feminino, a campeã Maria Autuori estava invicta na temporada anterior e mesmo sem competir na etapa da Joaquina, manteve a liderança no ranking e garantiu o título. Ela sucede Tainá Hinckel, tricampeã estadual entre 2021 e 2023.

Como está viajando e não pôde competir no Floripa Pro, Tainá Hinckel recebeu o seu troféu no pódio. Ambas são da Guarda do Embaú, então o título ficou em casa, mesmo com a amiga quebrando uma invencibilidade da Tainá, que vinha sendo campeã desde que a FECASURF incluiu a categoria feminina no Circuito Catarinense Profissional em 2021.

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Tainá Hinckel recebe troféu de campeã catarinense que será destinado à amiga Maria Autuori. Foto: Fecasurf / Marcio David

Além de definir os campeões estaduais, o Floripa Pro 2025 também premiou os vencedores da etapa: o paraibano radicado em Florianópolis, José Francisco, e a peruana Daniella Rosas. José superou na final masculina os catarinenses Mateus Herdy (2º), Matheus Navarro (3º) e Lucas Vicente (4º), somando 13,20 pontos contra 13,00 do vice-campeão. Já Daniella dominou a final feminina com 13,50 pontos, superando Tainá Hinckel (2ª), Isabelle Nalu (3ª) e Kiany Hyakutake (4ª).

Com o encerramento da temporada 2024, a FECASURF reforça sua posição como a organizadora do circuito estadual mais antigo e competitivo do Brasil. Desde 1980, o campeonato revela nomes que se destacam no cenário nacional e internacional.

A nova temporada já começou com grandes disputas e alto nível técnico, prometendo mais um ano de emoções para o surfe catarinense.

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Lucas Haag em ação na Joaquina. Foto: Fecasurf / Marcio David

Campeões catarinenses profissionais da FECASURF (desde 1980)

2024: Lucas Haag (SC) e Maria Autuori (SC)

2023: José Francisco (PB) e Tainá Hinckel (SC)

2022: José Francisco (PB) e Tainá Hinckel (SC)

2021: Mateus Herdy (SC) e Tainá Hinckel (SC)

2020: Ian Gouveia (PE)

2019: Luan Wood (SC)

2018: Uriel Sposaro (SC)

2017: Caetano Vargas (SC)

2016: Caetano Vargas (SC)

2015: André Moi (SC)

2014: Marco Giorgi (URU)

2013: Tomas Hermes (SC)

2012: Yuri Gonçalves (SC)

2011: Tiago Bianchini (SC)

2010: Tomas Hermes (SC)

2009: Tânio Barreto (AL)

2008: Marco Polo (SC)

2007: Marco Polo (SC)

2006: Diego Rosa (SC)

2005: Jean da Silva (SC)

2004: Diego Rosa (SC)

2003: Raphael Becker (SC)

2002: Neco Padaratz (SC)

2001: Fabio Carvalho (SC)

2000: James Santos (SC)

1999: Guga Arruda (SC)

1998: Teco Padaratz (SC)

1997: Luli Pereira (SC)

1996: James Santos (SC)

1995: Guga Arruda (SC)

1994: Junior Maciel (SC)

1993: Fabio Carvalho (SC)

1992: Carlos Santos (SC)

1991: não houve circuito

1990: Saulo Lyra (SC)

1989: Ivan Junkes (SC)

1988: Icaro Cavalheiro (SC)

1987: Ivan Junkes (SC)

1986: Luiz Neguinho (SC)

1985: Waldemar “Bilo” Wetter (SC)

1984: David Husadel (SC)

1983: David Husadel (SC)

1982: Picuruta Salazar (SP)

1981: David Husadel (SC)

1980: Roberto Lima (SC)

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Brasil

Floripa Pro consagra José Francisco e Daniella Rosas na Joaquina

José Francisco e Daniella Rosas vencem o Floripa Pro 2025 na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Veja os resultados e ranking atualizado.

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José Francisco vence o Floripa Pro 2025 na praia da Joaquina. Foto: Fecasurf / Marcio David

O bicampeão catarinense José Francisco e a peruana Daniella Rosas conquistaram os títulos do Floripa Pro 2025 apresentado pela Layback e Prefeitura de Florianópolis na Praia da Joaquina. Na final, o paraibano que há muitos anos mora na Ilha de Santa Catarina, derrotou dois campeões sul-americanos, Mateus Herdy que ficou em segundo lugar e Lucas Vicente em quarto, além do Matheus Navarro em terceiro. Já a Daniella ganhou de três catarinenses e Tainá Hinckel largou na frente na busca pelo tetracampeonato estadual nos últimos segundos, deixando Isabelle Nalu em terceiro lugar e Kiany Hyakutake em quarto. A terça-feira foi mais um dia de boas ondas na Praia da Joaquina, para fechar quase uma semana completa de show de surfe em um dos principais palcos do esporte no Brasil.

A última decisão do Floripa Pro, envolveu três surfistas que vão representar o país no Challenger Series, circuito de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour (CT). A lista dos 7 indicados pela WSL South America foi definida no domingo, com Lucas Vicente festejando o título de campeão sul-americano de 2024/2025, repetindo o feito do outro local da Joaca, Mateus Herdy, na temporada 2023/2024. Lucas e o Fininho, como José Francisco é conhecido, se classificaram pela primeira vez e já se preparam para estrear no Challenger Series, em junho em Newcastle, na Austrália. O paraibano usou os aéreos nas esquerdas da Joaca, para superar Mateus Herdy por 13,20 a 13,00 pontos. Matheus Navarro terminou em terceiro lugar com 12,80 e Lucas Vicente ficou em quarto com 11,73 pontos.

“Com certeza, o aéreo é a manobra que eu sempre treino, ainda mais com o ventinho Sul, ficou bom para voar”, disse o campeão, José Francisco. “E a bateria era animal, alto nível, então tinha que ir pra cima. Fiz o que precisava fazer, sem muito segredo e só deixei na mão de Deus mesmo. Fiz a minha parte e deu tudo certo. O nível desse campeonato foi muito alto, então é máximo respeito aos que já foram lá no Challenger Series e a minha hora chegou também, então vou dar meu máximo. Quero aproveitar esse momento para evoluir mais o meu surfe, estou sempre aberto a aprender, então é só coisas boas que vêm por aí”.

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Daniella Rosas brilha na Joaca e leva a melhor entre as mulheres. Foto: Fecasurf / Marcio David

José Francisco é um dos muitos surfistas de grande potencial, que estão sem um patrocinador principal. O prêmio máximo de 5.000 reais pela vitória no Floripa Pro, certamente foi importante para ajudar no alto custo da viagem para a Austrália: “Nossa, veio na hora certa. Eu não tenho patrocínio de bico (da prancha) e vivo praticamente de premiações dos campeonatos. Então, vencer ainda, é muito especial, vai ajudar muito”. Fininho também pode igualar um feito de mais de 40 anos atrás, do florianopolitano David Husadel, que em 1984 se tornou único surfista a conquistar três títulos de campeão catarinense profissional. José Francisco foi bicampeão em 2022 e 2023 e largou na frente no ranking de 2025.

Peruana campeã

A decisão feminina do Floripa Pro apresentado pela Layback e Prefeitura de Florianópolis também foi vencida por uma surfista que vai disputar o Challenger Series esse ano, a tricampeã sul-americana da WSL, Daniella Rosas. A peruana está fazendo um ano incrível, chegando nas finais dos quatro campeonatos que competiu em 2025. Começou com o bicampeonato em casa no QS 1000 de Señoritas no Peru, depois ganhou o WSL Taíba Pro no Ceará e foi vice-campeã no domingo, na final do WSL Layback Pro com Laura Raupp, recém-coroada campeã sul-americana da temporada 2024/2025.

“Na verdade, as condições ficaram muito difíceis hoje, mas estou muito feliz pela vitória”, disse Daniella Rosas. “No domingo eu perdi para a Laura (Raupp), acho que fiquei um pouco desconcentrada, não me encontrei na final. Mas agora consegui ser melhor, me sinto bem, surfando bem e fazer quatro finais me deixa muito feliz. Mesmo assim, é seguir treinando como sempre, foram quatro finais surfando de backside em esquerdas praticamente, então tenho que treinar bastante o frontside, que está meio feio (risos)”.

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Finalistas da categoria masculina. Foto: Fecasurf / Marcio David

Líder do ranking

A vitória da peruana comprovou o alto nível desta etapa de abertura do Circuito Catarinense Profissional. Surfistas do Peru, Argentina, Chile, Venezuela e Colômbia, competiram no Floripa Pro. Com Daniella Rosas dominando a decisão desde o início, com seu ataque fatal de backside nas esquerdas da Joaquina, a disputa para as outras finalistas, ficou pelo vice-campeonato, que valia a liderança no primeiro ranking estadual da FECASURF em 2025.

Kiany Hyakutake, que fez bons resultados no WSL Taíba Pro, terceiro lugar no QS 1000 e vice-campeã na final Pro Junior com Laura Raupp no Ceará, começou em segundo lugar. Depois, Isabelle Nalu passou a frente, mas nos últimos segundos, a surfista olímpica Tainá Hinckel, achou uma esquerda abrindo a parede para mandar dois ataques potentes de backside, que valeram nota 7,00. Com ela, a tricampeã catarinense de 2021/2022/2023 e campeã sul-americana da WSL na temporada 2023/2024, saltou do último para o segundo lugar e largou na frente na corrida pelo tetracampeonato.

“Estou muito feliz de, pelo menos, ter conseguido pegar aquela onda no final. Confesso que foi bem agoniante, porque não tive muitas oportunidades na bateria”, contou Tainá Hinckel. “Eu fiquei esperando pra ver se achava a onda certa e, realmente, não vinha nada. Pelo menos, fico feliz porque eu fiquei lá tentando, fazendo tudo o que estava ao meu alcance e não fluiu, não veio a vitória. Mas, estou feliz com minha performance, com meu surfe e é isso, bora pra próxima”.

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Lucas Haag é o novo campeão catarinense profissional. Foto: Fecasurf / Marcio David

Novos campeões catarinenses

Como a campeã catarinense do ano passado, Maria Autuori, está viajando e não pôde competir no Floripa Pro, Tainá Hinckel recebeu o seu troféu no pódio. Ambas são da Guarda do Embaú, então o título ficou em casa, mesmo com a amiga quebrando uma invencibilidade da Tainá, que vinha sendo campeã desde que a FECASURF incluiu a categoria feminina no Circuito Catarinense Profissional em 2021. Já o título masculino vem coroando campeões desde 1980, é o circuito estadual mais antigo do país e o jovem surfista da Praia do Matadeiro, Lucas Haag, recebeu o seu primeiro troféu.

O Floripa Pro apresentado pela Layback e pela Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, foi uma realização da Federação Catarinense de Surf e da Associação de Surf da Joaquina (ASJ). O Circuito Catarinense Profissional é o mais rico do Brasil, oferecendo R$ 50.000 para as categorias masculina e feminina e com igualdade na premiação. A vitória valeu os mesmos R$ 5.000 para o campeão José Francisco e para a campeã Daniella Rosas, sendo assim também para as outras colocações que recebem prêmios em dinheiro no campeonato.

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Tainá Hinckel recebe troféu de campeã catarinense que será destinado à amiga Maria Autuori. Foto: Fecasurf / Marcio David

Resultados finais do Floripa Pro 2025

Final masculina:

  1. José Francisco (PB) – 13,20 pts (6,63+6,57)

  2. Mateus Herdy (SC) – 13,00 (7,00+6,00)

  3. Matheus Navarro (SC) – 12,80 (6,50+6,30)

  4. Lucas Vicente (SC) – 11,73 (6,70+5,03)

Final feminina:

  1. Daniella Rosas (PER) – 13,50 pts (7,67+5,83)

  2. Tainá Hinckel (SC) – 11,27 (7,00+4,27)

  3. Isabelle Nalu (SC) – 9,00 (6,17+2,83)

  4. Kiany Hyakutake (SC) – 7,93 (4,30+3,63)


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Pódio feminino na Joaquina. Foto: Fecasurf / Marcio David

Ranking FECASURF após a primeira etapa

Top-10 masculino:

  1. José Francisco (PB) – 5.000 pts

  2. Mateus Herdy (SC) – 4.000

  3. Matheus Navarro (SC) – 3.250

  4. Lucas Vicente (SC) – 3.000

  5. Lucas Silveira (RJ) – 2.550

  6. Luan Wood (SC) – 2.250

  7. Leo Casal (SC) – 2.250

  8. Santiago Muniz (SC) – 1.800

  9. Ramiro Rubim (SC) – 1.800

  10. Lucas Haag (SC) – 1.700

  11. Caetano Vargas (SC) – 1.700

  12. Luiz Mendes (SC) – 1.700

  13. Gustavo Ramos (SC) – 1.700

Top-10 feminino:

  1. Tainá Hinckel (SC) – 4.000 pts

  2. Isabelle Nalu (SC) – 3.250

  3. Kiany Hyakutake (SC) – 3.000

  4. Valentina Zanoni (SC) – 2.550

  5. Potira Castaman (BA) – 2.250

  6. Laura Raupp (SC) – 1.800

  7. Kyara Antunes (SC) – 1.800

  8. Kauanny de Souza (SC) – 1.800

  9. Alma Corgiolu (ARG) – 1.800

  10. Ane Leite (SC) – 1.700

  11. Kaylane Antunes (SC) – 1.700

  12. Luiza Rosa Teixeira (SC) – 1.700

Campeões catarinenses profissionais da FECASURF (desde 1980)

2024: Lucas Haag (SC) e Maria Autuori (SC)

2023: José Francisco (PB) e Tainá Hinckel (SC)

2022: José Francisco (PB) e Tainá Hinckel (SC)

2021: Mateus Herdy (SC) e Tainá Hinckel (SC)

2020: Ian Gouveia (PE)

2019: Luan Wood (SC)

2018: Uriel Sposaro (SC)

2017: Caetano Vargas (SC)

2016: Caetano Vargas (SC)

2015: André Moi (SC)

2014: Marco Giorgi (URU)

2013: Tomas Hermes (SC)

2012: Yuri Gonçalves (SC)

2011: Tiago Bianchini (SC)

2010: Tomas Hermes (SC)

2009: Tânio Barreto (AL)

2008: Marco Polo (SC)

2007: Marco Polo (SC)

2006: Diego Rosa (SC)

2005: Jean da Silva (SC)

2004: Diego Rosa (SC)

2003: Raphael Becker (SC)

2002: Neco Padaratz (SC)

2001: Fabio Carvalho (SC)

2000: James Santos (SC)

1999: Guga Arruda (SC)

1998: Teco Padaratz (SC)

1997: Luli Pereira (SC)

1996: James Santos (SC)

1995: Guga Arruda (SC)

1994: Junior Maciel (SC)

1993: Fabio Carvalho (SC)

1992: Carlos Santos (SC)

1991: não houve circuito

1990: Saulo Lyra (SC)

1989: Ivan Junkes (SC)

1988: Icaro Cavalheiro (SC)

1987: Ivan Junkes (SC)

1986: Luiz Neguinho (SC)

1985: Waldemar “Bilo” Wetter (SC)

1984: David Husadel (SC)

1983: David Husadel (SC)

1982: Picuruta Salazar (SP)

1981: David Husadel (SC)

1980: Roberto Lima (SC)

Sobre o evento

O Floripa Pro foi realizado pela FECASURF e pela Associação de Surf da Joaquina (ASJ), com apoio da Prefeitura de Florianópolis. O evento ofereceu premiação igualitária para homens e mulheres, totalizando R$ 50.000.

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Laura Raupp e Lucas Silveira conquistam o bi do QS em Floripa

Confira os resultados finais do QS 3.000 na Praia Mole de Florianópolis, com Laura Raupp e Lucas Silveira fazendo história.

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Laura Raupp e Lucas Silveira conquistam o inédito bicampeonato no QS 3.000 em Floripa. Foto: WSL / Marcio David

A estreia do WSL Layback Pro na Praia da Joaquina contou com Laura Raupp e Lucas Silveira conquistando o inédito bicampeonato nas cinco edições deste evento da World Surf League na Ilha de Santa Catarina. As outras quatro aconteceram na Praia Mole e agora mudou para a Joaquina, que há 9 anos não recebia uma etapa do Qualifying Series (QS). As finais foram um presente para comemorar o aniversário de 352 anos de Florianópolis, com Laura ganhando o duelo de campeãs sul-americanas com a peruana Daniella Rosas e o Lucas batendo um recorde histórico, para superar a nota 10 do Heitor Mueller na reedição da decisão do ano passado. O QS 3000 terminou no domingo e nesta segunda-feira começa o Floripa Pro, abrindo o Circuito Catarinense Profissional com apresentação da Layback e da Prefeitura de Florianópolis na Joaquina.

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Laura Raupp competiu em casa na Praia da Joaquina e achou as melhores ondas para usar a potência do seu backside. Foto: WSL / Marcio David

Laura Raupp conquista bicampeonato histórico

A catarinense Laura Raupp foi quem conseguiu o primeiro bicampeonato da história do WSL Layback Pro em Florianópolis. Ela tinha vencido a primeira edição na Praia Mole em 2021, quando tinha apenas 15 anos de idade e estreava em etapas do QS. A primeira chance do bi inédito foi no ano passado, mas Laurinha perdeu a final para Tainá Hinckel. Agora competiu em casa na Praia da Joaquina e achou as melhores ondas para usar a potência do seu backside, com batidas explosivas para superar a campeã do Layback Pro 2022, Daniella Rosas, por 13,50 a 10,17 pontos. A peruana estava invicta esse ano, vinha de vitórias no QS 1000 do Peru e do Ceará, é recordista com três títulos sul-americanos da WSL South America e terminou como vice-campeã dessa vez.

“Eu estou muito, muito, muito feliz. Literalmente, só eu sei quais são meus objetivos, o que eu tracei para essa temporada e, nossa, eu consegui cumprir tudo”, contou Laura Raupp. “Quando tocou a buzina de término lá fora, eu comecei a chorar porque, de verdade, era tudo o que eu podia sonhar. Fiquei feliz de ter conseguido o título sul-americano ontem, mas não era só isso que eu queria, então estou muito feliz com a vitória na última etapa da temporada. Eu surfo na Joaca quase todos os dias, ainda mais quando tem altas ondas que nem deu ontem, hoje e todos esses dias do evento. Agora sou bicampeã do Layback Pro aqui em Floripa, então só tenho a agradecer”.

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Lucas Silveira ffaz o maior placar da história do campeonato, 19,37 pontos com notas 9,87 e 9,50. Foto: WSL / Marcio David

Recorde histórico de Lucas Silveira

O carioca Lucas Silveira, que há muitos anos mora em Florianópolis, também pode se dizer local da Joaquina como a Laura Raupp, pois surfa essas ondas quase todos os dias. Ele já tinha garantido classificação para o Challenger Series 2025, ao passar para a sua segunda final consecutiva no WSL Layback Pro. E poderia ser o primeiro bicampeão dessa etapa, que acontece desde 2021. Ele viu o Heitor Mueller já começar com um aéreo fantástico, que valeu a única nota 10 na Praia da Joaquina. Então, Lucas Silveira teve que correr atrás e acabou fazendo o maior placar da história do campeonato, 19,37 pontos com notas 9,87 e 9,50, superando os 19,13 da vitória do Michael Rodrigues na final de 2022 na Praia Mole.

“Foi a melhor bateria da minha vida, sem dúvidas”, afirmou Lucas Silveira. “Eu nunca somei tão alto assim e ainda do jeito que começou, com aquele aéreo do Heitor (Mueller), que eu vi de camarote. O aéreo foi gigante e quando ele voou, foi animal, ele caiu certinho e na hora eu sabia que ia ser 10, porque foi gigante. Foi bom, porque desde o início, eu já fui buscando high-scores (nota alta) e acabou que eu fiz alguns na bateria. Foi show de surfe e no final, pra fechar com chave de ouro, acertei a manobra que eu tentei acertar o campeonato inteiro. Aí, só na última onda, eu consegui acertar pra fechar esse meu maior somatório da vida”.

A manobra foi um “layback”, que sacramentou o inédito bicampeonato e consecutivo no Layback Pro. Além dos 8.000 dólares oferecidos ao campeão do QS 3000, tinha um prêmio especial de 1.000 reais da Dare Challenge, para quem fizesse o maior somatório do campeonato. Lucas Silveira era o recordista desde sexta-feira, quando venceu uma bateria por 15,94 pontos. Nas semifinais, ele chegou perto disso, totalizando 15,83 na bateria com o paulista Daniel Adisaka, que confirmou sua vaga no Challenger Series 2025. Na segunda semifinal, Heitor Mueller derrotou outro paulista, Alex Ribeiro, por 15,80 e já largou na frente da decisão do título, com o incrível “alley-oop” que mandou numa direita logo no início da bateria.

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Heitor Mueller começa a final com um aéreo fantástico que valeu a única nota 10 na Praia da Joaquina. Foto: WSL / Marcio David

Dare Challenge na decisão

Ele voou muito alto, aterrissou com segurança e os cinco juízes deram nota 10 para o aéreo perfeito do catarinense. Logo, Heitor Mueller pega uma esquerda para mostrar a força do seu backside e aumentar o recorde de pontos para 16,60. Lucas Silveira responde forte com seu ataque de backside nas esquerdas, que arrancaram notas 8,33 e 7,60. Ele ficou precisando de 8,28 e seguiu achando boas esquerdas, para passar à frente somando 8,80 no placar de 17,13 pontos. Mas, Lucas ainda massacrou outra esquerda com três pancadas de backside, que valeram 9,50. E no último minuto, pegou uma direita e mandou um layback animal numa junção cavernosa, para ganhar 9,87 dos juízes e totalizar incríveis 19,37 pontos. Com o layback, faturou o prêmio de 8.000 dólares do bicampeonato no WSL Layback Pro e recuperou os 1.000 reais do Dare Challenge.

“Foi surreal essa bateria, não tem nem o que falar, porque foi emocionante do começo ao fim”, disse Heitor Mueller. “Eu consegui aquele aéreo do 10 no início, o alley-oop, aí me emocionei um pouco. Mas foi muito irado, muita vibe dentro d´água. A gente só queria surfar, só soltar o máximo do surfe e fiquei felizão do Lucas (Silveira) ter ganhado de novo. Óbvio que eu queria vencer, mas ele foi bizarro e só tenho que agradecer a todo mundo que veio aqui na praia hoje e assistiu esse show de surfe”.

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Daniela Rosas disputa a sua terceira final seguida nas três etapas do QS que aconteceram esse ano. Foto: WSL / Marcio David

Duelo de campeãs

A vice-campeã Daniella Rosas também ficou satisfeita com o resultado. Era a sua terceira final seguida nas três etapas do QS que aconteceram esse ano. A peruana foi bicampeã em casa no QS 1000 de Señoritas e venceu também o WSL Taíba Pro em São Gonçalo do Amarante. Este evento do Ceará também teve a categoria Pro Junior Sub-20 e Laura Raupp ganhou a final catarinense com Kiany Hyakutake. Na Praia da Joaquina, o domingo decisivo foi só de duelos das campeãs nas quatro edições do Layback Pro na Praia Mole. No primeiro, a campeã do primeiro Layback em 2021, Laura Raupp, ganhou da campeã de 2023, Silvana Lima. E no segundo, Daniella Rosas vencedora em 2022, derrotou a defensora do título, Tainá Hinckel.

Aí veio a decisão entre a nova campeã sul-americana, Laura Raupp, com a vice-campeã, Daniella Rosas, que ia apontar a primeira bicampeã da história do WSL Layback Pro. Laurinha surfou a primeira onda e já mandou uma pancada explosiva de backside, que ganhou nota 7,17 e Daniella começou com 4,50. Não entraram muitas ondas na bateria, mas Laurinha acha outra esquerda para atacar forte a junção e receber 6,33. Com essa nota, Daniella Rosas ficou precisando de uma nota 9,00 e o máximo que conseguiu foi 5,67. Laura Raupp então festejou o primeiro bicampeonato da história do WSL Layback Pro em Floripa, por 13,50 a 10,17 pontos.

“Muito obrigado a todos que estão aqui hoje, a todos os locais da praia que deixaram a gente surfar e foi tudo incrível”, disse Daniella Rosas, no pódio. “A final dos homens foi alucinante, foi uma das melhores finais que eu já vi, sem dúvidas. A final com a Laura (Raupp) também foi incrível, a gente sempre se enfrenta nos eventos, no Challenger, com a Tainá (Hinckel), Silvana (Lima), todas as meninas estão fortíssimas. Parabéns pra todo mundo, parabéns patrocinadores e obrigado a Joaquina por tudo”.

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Lucas Vicente e Laura Raupp erguem os troféus de campeões sul-americanos da WSL. Foto: WSL / Marcio David

Confirmados no Challenger

O WSL Layback Pro fechou a temporada 2024/2025 da WSL South America e a lista das classificações para o Challenger Series 2025. Os catarinenses Lucas Vicente e Laura Raupp festejaram seus primeiros títulos de campeões sul-americanos da World Surf League no sábado. Os outros que vão disputar vagas para o CT 2026 a partir de junho na Austrália, são os vice-campeões Franco Radziunas da Argentina e Daniella Rosas do Peru, Lucas Silveira e outra peruana, Arena Rodriguez, que ficaram em terceiro no ranking, além do Peterson Crisanto (4.o), José Francisco (5.o), Wesley Leite (6.o) e Igor Moraes (7.o). No domingo, Lucas Silveira tirou Kaue Germano da lista dos 7 classificados pelo ranking da WSL South America.

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Finalistas do QS 3.000 na Joaquina. Foto: WSL / Marcio David

Resultados finais do QS 3.000 na Praia Mole

Categoria masculina

  • Campeão: Lucas Silveira (BRA) – 19,37 pts (9,87+9,50) – US$ 8.000 e 3.000 pts
  • Vice-campeão: Heitor Mueller (BRA) – 16,77 pts (10,0+6,77) – US$ 4.000 e 2.340 pts

Semifinais – 3º lugar com US$ 2.000 e 1.825 pontos:

  • Lucas Silveira (BRA) 15,83 x 14,00 Daniel Adisaka (BRA)
  • Heitor Mueller (BRA) 15,80 x 12,27 Alex Ribeiro (BRA)

Categoria feminina

  • Campeã: Laura Raupp (BRA) – 13,50 pts (7,17+6,33) – US$ 8.000 e 3.000 pts
  • Vice-campeã: Daniella Rosas (PER) – 10,17 pts (5,67+4,50) – US$ 4.000 e 2.340 pts

Semifinais – 3º lugar com US$ 2.000 e 1.825 pontos:

  • Laura Raupp (BRA) 14,83 x 7,83 Silvana Lima (BRA)
  • Daniella Rosas (PER) 12,07 x 9,33 Tainá Hinckel (BRA)

Rankings sul-americanos 2024/2025 da WSL South America

Top 10 Masculino – 9 etapas

  1. Lucas Vicente (BRA) – 6.030 pontos
  2. Franco Radziunas (ARG) – 5.060
  3. Lucas Silveira (BRA) – 5.020
  4. Peterson Crisanto (BRA) – 4.640
  5. José Francisco (BRA) – 4.440
  6. Wesley Leite (BRA) – 4.350
  7. Igor Moraes (BRA) – 4.222
  8. Kaue Germano (BRA) – 3.942
  9. Michael Rodrigues (BRA) – 3.796
  10. Cauã Costa (BRA) – 3.723

Top 10 Feminino – 9 etapas

    1. Laura Raupp (BRA) – 11.340 pontos
    2. Daniella Rosas (PER) – 8.622
    3. Arena Rodriguez (PER) – 7.670
    4. Vera Jarisz (ARG) – 5.765
    5. Julia Duarte (BRA) – 5.465
    6. Silvana Lima (BRA) – 5.403
    7. Juliana dos Santos (BRA) – 5.301
    8. Sol Aguirre (PER) – 4.880
    9. Tainá Hinckel (BRA) – 4.360
    10. Isabelle Nalu (BRA) – 4.158

 

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