Acompanhe a transmissão ao vivo da etapa do QS da World Surf League (WSL) na piscina de ondas da Praia da Grama, em Itupeva (SP). Os 48 participantes da categoria masculina e as 24 da feminina foram divididos em duas rodadas de confrontos formados por quatro surfistas.
Todos tiveram a oportunidade de treinar nas ondas da Praia da Grama na segunda-feira e a competição inicia às 8h00 da terça-feira.
Esta é mais uma inovação promovida pela WSL Latin America esse ano, de realizar a quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe numa piscina de ondas produzidas pela máquina com tecnologia da Wave Garden.
É a primeira vez que, para participar de um campeonato no estado de São Paulo, os surfistas pegarão estrada rumo ao interior e não vão descer nenhuma serra para o litoral. Este evento inédito na Praia da Grama, vai definir o campeão e a campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, que foi iniciado em Saquarema (RJ) e já passou por Garopaba (SC), Salvador (BA) e São Sebastião (SP).
FORMATO DA COMPETIÇÃO –Um novo formato de competição foi preparado pela WSL Latin America para o Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia da Grama. Para realizar o evento em apenas dois dias, o número de participantes foi limitado para 48 homens e 24 mulheres. Este será o primeiro evento da história do QS numa piscina de ondas, então foi reservado o primeiro dia, segunda-feira, para todos poderem treinar e conhecer melhor o funcionamento da máquina Wave Garden, instalada na Praia da Grama.
Na terça-feira e na quarta-feira, a competição começa às 8h00 e vai até por volta das 16h00. Os competidores foram divididos em baterias com quatro surfistas e todos terão direito a surfar até 4 ondas, sendo computadas as 2 maiores notas recebidas. Quem ficar na primeira e segunda colocações, avança para a próxima fase. A partir das quartas de final, cada surfista terá direito a pegar 5 ondas, enquanto nas semifinais e nas finais serão 3 ondas de cada lado da piscina.
PRIMEIRA FASE: 4 baterias nas esquerdas – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=21.o lugar (174 pts):
1.a: 1-Alexia Monteiro (BRA), 2-Luara Mandelli (BRA), 3-Potira Castaman (BRA), 4-Julia Duarte (BRA)
2.a: 1-Sol Carrion (BRA), 2-Sophia Gonçalves (BRA), 3-Yanca Costa (BRA), 4-Yasmin Dias (BRA)
3.a: 1-Juliana dos Santos (BRA), 2-Mariana Areno (BRA), 3-Kemily Sampaio (BRA), 4-Yasmin Neves (BRA)
4.a: 1-Kiany Hyakutake (BRA), 2-Brianna Barthelmess (PER), 3-Maya Carpinelli (BRA), 4-Bruna Carderelli (BRA)
SEGUNDA FASE – entrada dos 16 cabeças de chave – 8 baterias nas direitas:
———–3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=25.o lugar (150 pts)
1.a: 1-Miguel Pupo (BRA), 2-Peterson Crisanto (BRA), 3-Cauet Frazão (BRA), 4-Valentin Neves (BRA)
2.a: 1-Alonso Correa (PER), 2-Luel Felipe (BRA), 3-Gabriel Klaussner (BRA), 4-Anderson da Silva (BRA)
3.a: 1-Lukas Camargo (BRA), 2-Lucas Vicente (BRA), 3-Vitor Ferreira (BRA), 4-Cauã Costa (BRA)
4.a: 1-Edgard Groggia (BRA), 2-Nacho Gundesen (ARG), 3-Leo Casal (BRA), 4-Uriel Sposaro (BRA)
5.a: 1-Deivid Silva (BRA), 2-Adriano de Souza (BRA), 3-Lucas Silveira (BRA), 4-Caio Okamoto (BRA)
6.a: 1-Rafael Teixeira (BRA), 2-Wesley Leite (BRA), 3-Marco Giorgi (URU), 4-Rodrigo Saldanha (BRA)
7.a: 1-Alex Ribeiro (BRA), 2-Mateus Sena (BRA), 3-Heitor Mueller (BRA), 4-Gustavo Henrique (BRA)
8.a: 1-Ian Gouveia (BRA), 2-Ryan Kainalo (BRA), 3-Caio Costa (BRA), 4-Daniel Adisaka (BRA)
SEGUNDA FASE – entrada das 8 cabeças de chave – 4 baterias nas direitas:
———–3.a=9.o lugar (350 pts) e 4.a=13.o lugar (295 pts)
1.a: 1-Tainá Hinckel (BRA), 2-Karol Ribeiro (BRA), 3-Alexia Monteiro (BRA), 4-Sophia Gonçalves (BRA)
2.a: 1-Luara Mandelli (BRA), 2-Vera Jarisz (ARG), 3-Sol Carrion (BRA), 4-Isabelle Nalu (BRA)
3.a: 1-Laura Raupp (BRA), 2-Juliana dos Santos (BRA), 3-Kalea Gervasi (PER), 4-Brianna Barthelmess (PER)
PRÓXIMAS BATERIAS DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE:
SEGUNDA FASE FEMININA – 3.a=9.o lugar (350 pts) e 4.a=13.o lugar (295 pts):
——-as 3 primeiras baterias fecharam a terça-feira
4.a: Sophia Medina (BRA), Naire Marquez (BRA), Mariana Areno (BRA), Kiany Hyakutake (BRA)
TERCEIRA FASE – 4 baterias nas esquerdas – 1.o e 2.o=Quartas de Final:
——-3.o=9.o lugar (350 pts) e 4.o=13.o lugar (295 pts)
1.a: Miguel Pupo (BRA), Lucas Vicente (BRA), Alonso Correa (PER), Nacho Gundesen (ARG)
2.a: Edgard Groggia (BRA), Luel Felipe (BRA), Peterson Crisanto (BRA), Lukas Camargo (BRA)
3.a: Deivid Silva (BRA), Rafael Teixeira (BRA), Ryan Kainalo (BRA), Mateus Sena (BRA)
4.a: Ian Gouveia (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Adriano de Souza (BRA), Wesley Leite (BRA)
QUARTAS DE FINAL FEMININAS – baterias já formadas:
——-Derrota=5.o lugar com 500 pontos
1.a: Tainá Hinckel (BRA) x Vera Jarisz (ARG)
2.a: Karol Ribeiro (BRA) x Luara Mandelli (BRA)
3.a: Laura Raupp (BRA) x 2.a da 4.a bateria da 2.a fase
4.a: Juliana dos Santos (BRA) x 1.a da 4.a bateria
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.