Brasil
Ian Gouveia e Arena Rodriguez Vargas vencem QS em Maresias
Ian Gouveia e peruana Arena Rodriguez Vargas fazem a festa na etapa do QS em Maresias (SP).
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Joao Carvalho
Arena Rodriguez Vargas e Ian Gouveia vencem etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia de Maresias, São Sebastião (SP). Foto: WSL / Smorigo
Ian Gouveia e a peruana Arena Rodriguez Vargas venceram os títulos da etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. As finais no domingo de Sol, calor e ótimo público, foram contra o catarinense Heitor Mueller e a argentina Vera Jarisz. Ian é morador da Praia de Maresias e a Arena fez história, como campeã da primeira etapa feminina do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) em São Sebastião e a primeira vitória estrangeira na história do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Já os convites para o Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, ficaram com o paulista Gabriel Klaussner e a catarinense Tainá Hinckel.
“Estou muito feliz em ganhar um evento no Brasil. Foi minha primeira final no país e já consegui a vitória, então estou muito feliz”, disse Arena Rodriguez Vargas. “Estou contente por ter sido aqui em Maresias. As pessoas e as ondas são muito boas e estou feliz por ter feito a final e ganhado, então muito obrigado a todos. Fico feliz em saber que sou a primeira estrangeira a vencer o Circuito Banco do Brasil e também a vencer o primeiro QS aqui nesse lugar incrível”.

Arena Rodriguez Vargas e Vera Jarisz no pódio em Maresias. Foto: WSL / Smorigo
Também muito feliz ficou Ian Gouveia, com um título em casa pela primeira vez, pois mora em Maresias com sua família. Ele já tinha vencido a primeira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe esse ano em Saquarema (RJ), agora lidera o ranking das quatro etapas, completadas neste domingo em São Sebastião. Foi na mesma Praia de Maresias, onde o seu pai, Fábio Gouveia, ganhou um campeonato em 2.000, quando ele só tinha 6 anos de idade. A situação se inverteu e agora foi sua filha vibrando pela vitória do pai, Ian Gouveia.
“Eu acho que eu devia ter exatamente a mesma idade dela (risos)”, disse Ian Gouveia. “Mas é verdade e estou amarradão por estar vencendo aqui no mesmo lugar do meu pai. Acho que é a primeira vez que eu venci um evento com toda minha família junto comigo, então isso é muito gratificante e especial. O campeonato foi incrível, deu altas ondas a semana toda e estou muito feliz pela vitória, porque eu estava precisando disso, para recuperar a confiança no meu surfe”.

Ian Gouveia e Heitor Mueller com seus troféus no pódio. Foto: WSL / Smorigo
VAGA NO CHALLENGER – Ian Gouveia ganhou dois confrontos de gerações no domingo. Ele já tinha brilhado na semifinal de surfistas locais de Maresias, quando acertou um aéreo que arrancou nota 8,00 dos juízes. Se passasse para a final, o jovem Rodrigo Saldanha, de 19 anos, ultrapassaria o seu amigo Gabriel Klaussner, 18 anos, no ranking do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023. Consequentemente, ganharia o convite para a etapa brasileira do Challenger Series, Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil.
“Eu sempre trabalho em silêncio, quieto e está dando resultado”, disse Gabriel Klaussner, que assistiu na arena do evento, essa bateria decisiva. Ele já tinha conquistado essa vaga no ano passado, sendo o campeão no ranking das 3 etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe em 2022. “Estou feliz por ter conseguido essa vaga novamente, para competir no Challenger. E quero representar muito bem o Brasil lá em Saquarema. Eu sou muito amigo do Rodrigo (Saldanha) e meu coração ficou dividido. É uma vaga que nós dois queríamos muito, mas ele tem muita lenha pra queimar e com certeza vai conseguir nas próximas etapas”.

Gabriel Klausnner ganha o convite pro Challenger pelo segundo ano consecutivo. Foto: WSL / Smorigo
Na outra semifinal, Heitor Mueller de 19 anos e o ubatubense Ryan Kainalo de 17, deram um show de aéreos para o público que encheu a Praia de Maresias no domingo. Ryan largou na frente com notas 6,33 e 5,50, porém não conseguiu aumentar o seu placar e Heitor reagiu no final. O catarinense virou o resultado para 12,13 a 11,83 pontos, com notas 5,73 e 6,40 em duas ondas seguidas. Heitor Mueller também usou os aéreos nas primeiras ondas que surfou na grande final, porém sem completar as manobras.
DECISÃO DO TÍTULO – Quem acertou o primeiro aéreo foi o Ian Gouveia numa esquerda, largando na frente com nota 6,00. Logo, Ian pegou outra esquerda para fazer três manobras de borda que valeram 4,00, enquanto o catarinense só tinha uma nota 3,60 na primeira metade da bateria. Heitor entrou na briga com uma nota 5,00 e também achou uma esquerda boa, para atacar forte de backside, ganhar 5,83 e passar a frente.

Ian Gouveia começa a decisão do título voando nas esquerdas de Maresias. Foto: WSL / Smorigo
Ian Gouveia respondeu com um aéreo, que não completou. Heitor Mueller logo pega uma direita e também voou alto, fez o giro completo no ar e arrancou nota 8,00 dos juízes. Ian passou a precisar de 7,84 para vencer e fez uma série de manobras base-lip de frontside numa direita e recebeu nota 8,00 também, para retomar a ponta. Heitor ficou com a prioridade de escolher a próxima onda nos minutos finais e pegou uma direita, acelerou, voou, mas o aéreo foi baixo e Ian Gouveia venceu a quarta etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe em casa, por uma pequena vantagem de 14,00 a 13,83 pontos.
“Foi irado, estou amarradão por vencer aqui, com toda minha família me esperando na praia para comemorar. Foi demais, emocionante”, disse Ian Gouveia. “Acho que é a primeira vez que eu venci um campeonato com minha família junto, minha esposa, minhas filhas, então estou amarradão de vencer aqui em casa. Mas, quero parabenizar o Heitor Mueller, que fez um excelente campeonato, puxou o nível muito sinistramente na bateria e estou amarradão por ter saído com a vitória”.

Ian Gouveia confirma a vitória com seu ataque de backside nessa direita em Maresias. Foto: WSL / Smorigo
RANKING REGIONAL – Com a segunda vitória em etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, Ian Gouveia reassumiu a liderança no ranking regional da WSL South America, que classifica sete homens e três mulheres para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite do World Surf League Championship Tour (CT). Heitor Mueller também tinha uma vitória esse ano no Peru. O vice-campeonato em São Sebastião, levou o catarinense do sexto para o quarto lugar no ranking regional.
“Foi uma final muito eletrizante, onde rolaram notas muito altas. Foi um jogo mental muito bom e nós estávamos felizes lá dentro, querendo fazer nosso melhor”, contou Heitor Mueller. “Mérito para o Ian (Gouveia) que foi bizarro, pegou uma onda muito boa e destruiu. Eu também conseguir acertar aquele meu aéreo também bizarro, que fiz um 8,00 e é isso aí. Estou felizão de fazer essa final e não acabou não, vamos pra cima nas próximas, porque quero estar lá no Challenger Series ano que vem”.

Heitor Mueller consegue suas maiores notas nos aéreos em Maresias. Foto: WSL / Smorigo
FINAL HISTÓRICA – A outra final fechou o domingo na Praia de Maresias e foi histórica, pois era a primeira etapa feminina do QS em São Sebastião e a primeira que terminaria com vitória estrangeira nas sete etapas da história do Circuito Banco do Brasil de Surfe, incluindo as três do ano passado. A argentina Vera Jarisz estava fazendo a primeira final de QS da sua carreira, enquanto a peruana Arena Rodriguez Vargas chegava em sua terceira decisão esse ano e já tinha vencido a etapa da Argentina, em Mar del Plata.
As duas chegaram para disputar o título, passando por surfistas locais de São Sebastião. Vera abriu o domingo derrotando nas quartas de final a Bruna Carderelli, da Praia de Camburi. Na segunda bateria do dia, Sophia Medina que é de Maresias, perdeu para a peruana Melanie Giunta. Arena primeiro passou pela catarinense Isabelle Nalu, depois por outra surfista de Camburi, Yasmin Neves. Na final histórica, Arena Rodriguez Vargas surfou as melhores ondas que entraram na bateria, para festejar sua primeira vitória no Brasil, por 7,77 a 6,30 pontos da argentina Vera Jarisz.

Peruana Arena Rodriguez Vargas faz história em São Sebastião. Foto: WSL / Smorigo
“Estou muito feliz por ganhar um evento aqui em Maresias. Eu venho para cá há alguns anos, gosto muito dessa praia e vencer o primeiro QS feminino aqui é muito especial”, disse Arena Rodriguez Vargas, que subiu do oitavo para o sexto lugar no ranking regional da WSL Latin America, que classifica três surfistas para o Challenger Series. A vice-campeã, Vera Jarisz, permaneceu na quinta posição e o grupo das top-3 também não mudou, com Tainá Hinckel na liderança, Sophia Medina em segundo e Laura Raupp em terceiro lugar.
VAGA EM SAQUAREMA – A grande surpresa do domingo, foi a derrota da catarinense Laura Raupp, que tinha feito os recordes femininos – nota 7,23 e 14,40 pontos – do Circuito Banco do Brasil de Surfe de São Sebastião, no sábado de altas ondas em Maresias. No domingo, o mar baixou e a bateria dela foi fraca de ondas. A surfista da Praia de Camburi, Yasmin Neves, achou uma esquerda que armou a parede para mandar um batidão forte e conseguir a vitória por 8,17 a 6,77 pontos.
Laura Raupp precisava passar essa bateria, para tirar o primeiro lugar no ranking das quatro etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, da também catarinense Tainá Hinckel. As duas terminaram empatadas com 2.500 pontos, mas Tainá ficou com a vaga para o Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, por ter uma melhor posição no ranking do ano passado, segundo lugar contra sétimo da Laurinha. Yasmin Neves é filha do presidente da Federação de Surf do Estado de São Paulo e ex-surfista profissional, Zé Paulo, que estava comemorando aniversário no domingo.

Yasmin Neves recebida pelo pai, Zé Paulo, aniversariante do dia no domingo. Foto: WSL / Smorigo
“Estou muito feliz e só tenho que agradecer a Deus por essa oportunidade, porque sem Ele, com certeza eu não estaria aqui”, disse Yasmin Neves. “Foram diversas condições de mar nesse campeonato, mas deu altos dias lindos como hoje e estou muito feliz de ter dado a vaga para a Tainá (Hinckel). Eu fui o Alejo Muniz na vida dela. E quero parabenizar o meu pai (Zé Paulo), porque hoje é o aniversário dele e certamente ficou muito feliz com esse presente”.
“Remando Juntos para o Futuro” é o lema do Circuito Banco do Brasil de Surfe, uma realização da WSL Latin America com esta quarta etapa acontecendo com patrocínio do Banco do Brasil e o importante apoio da Prefeitura Municipal de São Sebastião. A competição foi transmitida ao vivo da Praia de Maresias pelo WorldSurfLeague.com e perfil da @WSLBrasil no TikTok. A quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 está marcada para os dias 30 de outubro a 1.o de novembro e o local será anunciado em breve pela WSL Latin America.

Arena Rodriguez Vargas, Vera Jarisz, Ian Gouveia e Heitor Mueller. Foto: WSL / Smorigo
RESULTADOS DO DOMINGO EM SÃO SEBASTIÃO:
DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Arena Rodriguez Vargas (PER) por 7,77 pts (4,17+3,60) – 1.000 pontos
2.o lugar: Vera Jarisz (ARG) com 6,30 pts (3,23+3,07) marcando 800 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
1.a: Vera Jarisz (ARG) 8,10 x 7,73 Melanie Giunta (PER)
2.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) 9,06 x 6,43 Yasmin Neves (BRA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 500 pontos:
1.a: Vera Jarisz (ARG) 8,87 x 5,43 Bruna Carderelli (BRA)
2.a: Melanie Giunta (PER) 11,83 x 11,07 Sophia Medina (BRA)
3.a: Yasmin Neves (BRA) 8,17 x 6,77 Laura Raupp (BRA)
4.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) 8,73 x 8,17 Isabelle Nalu (BRA)
DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: Ian Gouveia (BRA) por 14,00 pts (8,00+6,00) com 1.000 pontos
2.o lugar: Heitor Mueller (BRA) com 13,83 pts (8,00+5,83) com 800 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
1.a: Ian Gouveia (BRA) 13,87 x 11,37 Rodrigo Saldanha (BRA)
2.a: Heitor Mueller (BRA) 12,13 x 11,83 Ryan Kainalo (BRA)
RANKINGS DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE:
TOP-5 DA CATEGORIA FEMININA – 4 etapas:
1.a: Tainá Hinckel (SC) – 2.500 pontos
2.a: Laura Raupp (SC) – 2.500
3.a: Vera Jarisz (ARG) – 1.945
4.a: Sophia Medina (SP) – 1.650
5.a: Juliana dos Santos (CE) – 1.550
TOP-5 DA CATEGORIA MASCULINA – 4 etapas:
1.o: Ian Gouveia (PE) – 2.066 pontos
2.o: Gabriel Klaussner (SP) – 1.716
3.o: Cauã Costa (CE) – 1.700
4.o: Rodrigo Saldanha (SP) – 1.661
5.o: Heitor Mueller (SC) – 1.595
RANKINGS SUL-AMERICANOS DA WSL SOUTH AMERICA:
TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA – 8 etapas:
1.o: Ian Gouveia (BRA) – 6.200 pontos
2.o: Mateus Herdy (BRA) – 6.182
3.o: Cauã Costa (BRA) – 5.405
4.o: Heitor Mueller (BRA) – 4.671
5.o: Rafael Teixeira (BRA) – 4.468
6.o: Luel Felipe (BRA) – 4.100
7.0: Gabriel Klaussner (BRA) – 3.775
8.o: Rodrigo Saldanha (BRA) – 3.590
9.o: Mateus Sena (BRA) – 3.412
10.o: Lucas Vicente (BRA) – 3.308
TOP-10 DA CATEGORIA FEMININA – 8 etapas:
1.a: Tainá Hinckel (BRA) – 8.475 pontos
2.a: Sophia Medina (BRA) – 6.645
3.a: Laura Raupp (BRA) – 6.265
4.a: Isabelle Nalu (BRA) – 5.337
5.a: Vera Jarisz (ARG) – 5.172
6.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 4.723
7.a: Melanie Giunta (PER) – 4.140
8.a: Kalea Gervasi (PER) – 3.871
9.a: Naire Marquez (BRA) – 3.728
10.a: Karol Ribeiro (BRA) – 3.480
CAMPEÕES DAS 10 ETAPAS DO WSL QS EM SÃO SEBASTIÃO:
2023: Ian Gouveia (PE) e Arena Vargas (PER) no Circuito Banco do Brasil de Surfe
2018: Yago Dora (SC) no Red Nose São Sebastião Pro
2017: Deivid Silva (SP) no Hang Loose São Sebastião Pro
2015: Miguel Pupo (SP) no Oi HD São Paulo Open of Surfing
2014: Filipe Toledo (SP) no O´Neill SP Prime
2010: Caetano Vargas (SC) no SuperSurf International
2005: Pedro Henrique (RJ) no Reef Classic 2005
2000: Crhistiano Spirro (BA) no Hang Loose Pro Contest
1999: Peterson Rosa (PR) no Hang Loose Pro Contest
1993: Renan Rocha (SP) no Sea Club Final Heat
Competições
Jadson André relata racismo em aeroportos
No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.
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2 semanas atrásem
23/02/2026Por
aos-midia
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Bahia
Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.
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2 semanas atrásem
23/02/2026Por
aos-midia
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Brasil
Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.
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1 mês atrásem
28/01/2026Por
aos-midia
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.
O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.
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