
Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas é sucesso na praia do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca (PE). Foto: Swell Nóbrega
O Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas reuniu cerca de 100 pessoas no último sábado (7), na praia do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca (PE).
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Mulheres de oito estados marcaram presença no evento, que contou com uma programação incrível, com surfe, yoga, capoeira, moda, audiovisual, fotografia, tecnologia, oralidade, ancestralidade, arte e muito amor.
O evento teve ainda uma interação de surfe e capoeira com 40 crianças do projeto TPM Todas para o mar.

Aulão de surfe é ministrado por ícones do esporte como Nuala Costa, Atalanta Batista e Thati Gleise. Foto: Swell Nóbrega
O objetivo do evento foi celebrar a pluralidade da mulher negra e nordestina e proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para a prática do surfe. Foi um encontro de surfe feminino, feito por mulheres que pegam onda, mas não se resumiu à prática do esporte.
Um aulão de surfe foi ministrado por ícones do esporte como Nuala Costa, primeira mulher negra a integrar o circuito brasileiro de surfe e fundadora do TPM Todas para o Mar, Atalanta Batista, hexacampeã brasileira de Longboard, e Thati Gleise, uma das líderes do projeto Mina do Surf. Já a aula de Yoga foi liderada por Cris Queiroz.
Outra atração foi a roda de conversa “Estereótipos e padrões no universo do surfe feminino”, mediada por Érica Prado, com a participação da Mestra e Doutora em Sociologia Alyne Nunes, da campeã brasileira de surfe 2021 Monik Santos, dentre outras.

Monik Santos, Nuala Costa, Érica Prado e outras surfistas celebram o sucesso do evento. Foto: Swell Nóbrega
Ainda no Pontal de Maracaípe, a fotógrafa paulista Swell Nóbrega assinou uma exposição de fotos. E teve música ao vivo por conta da artista local Jéssica Paixão.
O Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas foi uma idealização do Movimento Surfistas Negras, com produção local da TPM Todas para O Mar, co-patrocínio de Corona Brasil e Rip Curl Brasil e apoio da Pousada Un Paso Del Mar, Positiva, Wave Grip e Hideways. O Canal OFF foi a mídia parceira.

O objetivo do evento foi celebrar a pluralidade da mulher negra e nordestina e proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para a prática do surfe. Foto: Swell Nóbrega
Sobre o Movimento Surfistas Negras
O Movimento Surfistas Negras foi criado em 2019 com o intuito de dar visibilidade para mulheres negras e nordestinas na cena do surfe e mostrar que o mar pode ser um lugar afeto e autoconfiança para todas.
Tornar o surfe mais acessível, promover conexões e levantar debates sobre temas que atravessam as mulheres negras e nordestinas estão entre os principais pilares do movimento.
Nos últimos quatro anos, o Movimento promoveu eventos em diferentes estados do Brasil, produziu conteúdos audiovisuais e formou uma equipe de surfistas profissionais (que atualmente integram o Dream Tour).
Para obter mais informações, visite o novo site do Movimento Surfistas Negras.

Criado em 2019, o Movimento tem o intuito de dar visibilidade para mulheres negras e nordestinas. Foto: Swell Nóbrega
Sobre a idealizadora:
Érica Prado é jornalista, produtora audiovisual, modelo e ex-surfista profissional.
Trabalha há 15 anos como jornalista especializada em surfe na TV e em transmissões ao vivo de eventos nacionais e internacionais.
O surfe e o jornalismo a conectaram a projetos audiovisuais. Em 2018, ela fez parte do elenco da série “Juacas”, exibida no Disney Channel; entre 2010 e 2020, Erica dirigiu, produziu e apresentou diversos programas para o canal Woohoo e, em 2021, produziu e dirigiu a série “Janaínas – Deusas do Mar”, exibida no Canal OFF, do Grupo Globo.
Érica é reconhecida pelo movimento Black Girls Surf, de Rhonda Harper, como a principal expoente do movimento surfistas negras na América Latina.