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Xangri-lá (RS) recebe o CBSurf Pro Tour

Penúltima etapa do CBSurf Pro Tour começa nesta segunda-feira com 161 surfistas de 12 estados.

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Krystian Kymerson, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Florianópolis, Santa Catarina, SC. Foto: Pablo Jacinto

Krystian Kymerson é o líder do CBSurf Pro Tour 2022. Foto: Pablo Jacinto

O CBSurf Xangri-lá Pro abre nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul, a penúltima etapa do Circuito Profissional da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Um total de 161 surfistas de 12 estados do país, vai competir nas ondas da Praia de Atlântida, em Xangri-lá, no litoral norte gaúcho. Entre eles, o campeão mundial Adriano de Souza, a vice-campeã mundial Silvana Lima e outras dez estrelas que já fizeram parte da elite do Championship Tour. São 137 competidores na categoria masculina e 24 na feminina. As eliminatórias começam as 9h00 da segunda-feira na Praia de Atlântida, com transmissão ao vivo pelo CBSurf.org.br.

Os outros participantes do CBSurf Xangri-lá Pro, que já representaram o Brasil no seleto grupo dos melhores surfistas do mundo, são os cearenses Michael Rodrigues e Heitor Alves, os catarinenses Willian Cardoso e Tomas Hermes, os pernambucanos Ian Gouveia e Paulo Moura, os paranaenses Peterson Crisanto e Jihad Khodr, o paulista Alex Ribeiro e o carioca Raoni Monteiro. Todos já estão escalados para estrear nas ondas da Praia de Atlântida.

Os 137 inscritos na categoria masculina, de 12 estados do Brasil, foram divididos em duas rodadas de 24 baterias com quatro competidores. Os 48 mais bem colocados no ranking profissional da Confederação Brasileira de Surf, formam a lista dos principais cabeças de chave que só estrearão na segunda fase. Os outros 89 entram na rodada inicial, que vai abrir o CBSurf Xangri-lá Pro na segunda-feira. Na categoria feminina, todas as 24 competidoras estão nas seis baterias da primeira fase.

Silvana Lima, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Prainha, São Francisco do Sul, Santa Catarina, SC. Foto: Marcio David

Silvana Lima, em terceiro no ranking feminino, é uma das trações da prova. Foto: Marcio David

O estado de São Paulo é o que possui o maior número de participantes. Serão 40 paulistas disputando baterias na Praia de Atlântida, 37 na categoria masculina e três na feminina. Depois, vem Santa Catarina com 35 surfistas (30 homens e 5 mulheres), seguido pelo Ceará com 16 (12 homens+4 mulheres), Rio de Janeiro com 15 (10+5), Paraná com 12 (10+2), Rio Grande do Sul com 10 homens, Bahia também com 10 (9+1), Pernambuco com 8 (6+2), Rio Grande do Norte com 7 homens, Paraíba com 4 (2+2) e Espírito Santo e Alagoas com 2 homens cada.

O CBSurf Xangri-lá Pro inaugura a reta final da temporada 2022. Depois da etapa do Rio Grande do Sul, só tem mais uma no Ceará para decidir os títulos brasileiros, com o campeão e a campeã recebendo um prêmio extra de 30.000 Reais da Confederação Brasileira de Surf. Outra disputa é pelas vagas para o milionário Dream Tour de 2023, o novo circuito da divisão principal que vai passar a apontar os campeões brasileiros. Serão classificados os 50 melhores do ranking masculino de 2022 e as 16 primeiras colocadas do feminino.

LÍDERES DOS RANKINGS – O capixaba Krystian Kymerson e a catarinense Tainá Hinckel lideram os rankings das quatro etapas da primeira temporada da CBSurf com a diretoria eleita esse ano, com Teco Padaratz como presidente e Paulo Moura na vice-presidência. O Circuito Profissional começou em Maceió (AL) e já passou por Saquarema (RJ), Matinhos (PR) e Florianópolis (SC). Tainá não vai participar do CBSurf Xangri-lá Pro, mas ela só perde a primeira posição se a cearense Silvana Lima, ou a carioca Julia Duarte, vencerem a etapa gaúcha.

Adriano de Souza, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Prainha, São Francisco do Sul, Santa Catarina, SC. Foto: Marcio David

Adriano de Souza também marca presença em Xangri-lá (RS). Foto: Marcio David

Já o bicampeão brasileiro, Krystian Kymerson, vai competir na Praia de Atlântida, pois sua liderança é ameaçada por 13 surfistas. O principal concorrente do capixaba é o vice-líder do ranking, o baiano Yagê Araujo. A briga entre eles é quase a fase a fase. O terceiro colocado, o potiguar Alan Jhones, já precisa chegar nas oitavas de final para superar a pontuação do líder. Os paulistas Marcos Correa, Hizunomê Bettero e o paranaense Peterson Crisanto, só conseguem isso nas semifinais.

O potiguar Mateus Sena, o pernambucano Ian Gouveia e o paraibano Samuel Igo, já têm que chegar na final para ultrapassar Krystian Kymerson no ranking. Outros seis necessitam da vitória no CBSurf Xangri-lá Pro para isso, o cearense Messias Felix, os catarinenses Willian Cardoso e Luiz Mendes e os paulistas Alex Ribeiro e JP Ferreira. Já a briga por vagas no grupo dos top-50 está completamente aberta, com todos os participantes tendo chances de entrar.

O CBSurf Xangri-lá Pro Surf promove a penúltima etapa do Circuito Profissional da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) com realização da Federação Gaúcha de Surf (FGS), junto com a Associação Atlântida Pro Surf (APS) e Associação de Surfe e Esportes de Xangri-lá (ASEMUX) e patrocínio da Prefeitura Municipal de Xangri-lá, Secretaria de Turismo de Xangri-lá, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Restaurante 20 Barra 9, apoio da Monster Energy, Cerveja Amstel, Kinet Telecom, D1 Fitness, Juvesa concessionária Fiat, ASUN Supermercados, Floricultura Gino, APAG Incêndio, Camerite Monitoramento, STV 45 Segurança, Dream Factory, Surfland, Silverbay, Fu-Wax e Açaí do Joca Junior,. A competição será transmitida ao vivo pelo CBSurf.org.br.

Yagê Araújo, CBSurf, Circuito Brasileiro de Surf 2022, Florianópolis, Santa Catarina, SC. Foto: Pablo Jacinto

Yagê Araújo está na corrida pelo título da categoria masculina. Foto: Pablo Jacinto

BATERIAS DO CBSURF XANGRI-LÁ PRO

PRIMEIRA FASE – 3.a=13.o lugar (3.400 pts) e 4.a=19.o lugar (2.000 pts):

1.a: Julia Duarte (RJ), Karol Ribeiro (RJ), Kiany Hyakutake (SC), Yanca Costa (CE)
2.a: Taís Almeida (RJ), Kemily Sampaio (SP), Natalie Plachi (SC), Potira Castaman (BA)
3.a: Mariana Areno (RJ), Alexia Monteiro (SC), Juliana dos Santos (CE), Yasmin Dias (SC)
4.a: Julia Santos (SP), Sol Carrion (SP), Kayane Reis (RJ), Nathalie Martins (PR)
5.a: Larissa dos Santos (CE), Monik Santos (PE), Nalanda Carvalho (PB), Diana Cristina (PB)
6.a: Silvana Lima (CE), Jessica Bianca (PR), Nicole Santos (PE), Maya Carpinelli (SC)

PRIMEIRA FASE – 3.o=97.o lugar (200 pts) e 4.o=121.o lugar (180 pts):

1.a: Pericles Dimitri (PR), Bino Lopes (BA), Ramiro Rubim (SC)
2.a: Santiago dos Santos (CE), Kayan Medeiros (RN), Edson de Pra (PR), Luiz Henrique (RS)
3.a: Uriel Sposaro (SC), Luã da Silveira (SC), Bruno Moraes (SC), Stefano Paz (RS)
4.a: Amando Tenorio (AL), Leo Andrade (BA), Douglas Noronha (SP), Eduardo Motta (SP)
5.a: Tomas Hermes (SC), Ricardo Ferreira (SP), Lucas Cainan (PR)
6.a: Fabricio Bulhões (BA), Walley Guimarães (SC), Gabriel Debatim (PR), Saullo Marques (BA)
7.a: Yuri Gonçalves (SC), Diogo Santos (BA), José Muniz (SC), Netto Moura (SC)
8.a: Kim Matheus (SP), Derek Souza (SP), Victor Valentim (PR)
9.a: Luan Ferreyra (PE), Felipe Oliveira (SP), Alan Donato (PE), Anderson Pikachu (RJ)
10: Victor Costa (RN), Luy Gonzales (RS), Tanio Barreto (AL), Artur Silva (CE)
11: Pedro Neves (RJ), Giovani Pontes (SP), Flavio Nakagima (SP), Matheus Gomes (SP)
12: Luan Hanada (SP), Luan Wood (SC), Kayki Araujo (SC)
13: Daniel Adisaka (SP), Diego Rosa (SC), Leonardo Berbet (RN)
14: Luel Felipe (PE), Dodo Veiga (SP), Henrique Liberato (SP), Marcel de Rose (RS)
15: Geovane Ferreira (SP), Fellipe Ximenes (SC), Cauet Frazão (RJ), Leandro Silva (SC)
16: Wallace Vasco (SC), Kaique Timidate (SC), Lucas Vicente (SC), Luigi Wengrover (RS)
17: Rafael Teixeira (ES), Gustavo Costa (SP), André Luiz (SC), Rafael Venuto (CE)
18: Odarci Nonato (SP), Mathias Ramos (CE), Giovani Reis (RS), Kaique Garcia (RS)
19: Hedieferson Junior (SC), Caio Knappi (RJ), Marcus Cintra (CE), Daniel Matos (BA)
20: Luciano Brulher (SP), Igor Moraes (SP), Aminandes Pamplona (PR)
21: Renan Peres (SP), Gustavo Borges (RS), Ricardo Kjellin (RS), Lucas Ribas (RJ)
22: Janninfer de Souza (CE), Derek Adriano (SC), Eric Bahia (SP), Ryan Martins (SC)
23: Niccolas Padaratz (SC), Wesley Leite (SP), Yan Feder (RJ), José Luis Mello (RS)
24: Patrick Plachi (SC), Kainan Meira (PR), Tayrom Silva (SC)

SEGUNDA FASE – entrada dos 48 cabeças de chave:

———3.o=49.o lugar (1.000 pts) e 4.o=73.o lugar (600 pts)
1.a: Alan Jhones (RN), Leonardo Barcelos (SC)
2.a: Daniel Templar (RJ), Robson Santos (SP)
3.a: Israel Junior (RN), Adriano de Souza (SP)
4.a: Messias Felix (CE), Michel Roque (CE)
5.a: Peterson Crisanto (PR), Theo Fresia (RJ)
6.a: Gabriel André (SP), Heitor Alves (CE)
7.a: Michael Rodrigues (CE), Kaue Germano (SP)
8.a: Mateus Sena (RN), Caetano Vargas (SC)
9.a: Willian Cardoso (SC), Tales Araujo (SP)
10: JP Ferreira (SP), Jihad Khodr (PR)
11: Luan Carvalho (SP), Alandreson Martins (BA)
12: Yage Araujo (BA), Pedro Dib (SP)
13: Krystian Kymerson (ES), Rodrigo Saldanha (SP)
14: Paulo Moura (PE), Deyvson Santos (RN)
15: Alex Ribeiro (SP), Diego Aguiar (SP)
16: Luiz Mendes (SC), Glauciano Rodrigues (CE)
17: Ian Gouveia (PE), Leo Casal (SC)
18: Weslley Dantas (SP), Bruno Galini (BA)
19: Gabriel Klaussner (SP), José Francisco (PB)
20: Hizunomê Bettero (SP), Thiago Eduardo (CE)
21: Samuel Igo (PB), Douglas Silva (PE)
22: Raoni Monteiro (RJ), Vitor Ferreira (RJ)
23: Cauã Gonçalves (SP), Lucas Catapam (PR)
24: Marcos Correa (SP), Pedro Nogueira (SC)

RANKINGS DO CIRCUITO BRASILEIRO CBSURF PRO TOUR:

TOP-10 DO RANKING MASCULINO – 4 etapas:

01: Krystian Kymerson (ES) – 18.900 pontos
02: Yage Araujo (BA) – 17.700
03: Alan Jhones (RN) – 16.200
04: Marcos Correa (SP) – 14.100
05: Hizunomê Bettero (SP) – 13.300
06: Peterson Crisanto (PR) – 13.100
07: Mateus Sena (RN) – 12.800
08: Ian Gouveia (PE) – 12.200
09: Samuel Igo (PB) – 12.000
10: Messias Felix (CE) – 11.400

TOP-10 DO RANKING FEMININO – 4 etapas:

01: Tainá Hinckel (SC) – 33.000 pontos
02: Julia Duarte (RJ) – 24.700
03: Silvana Lima (CE) – 23.600
04: Julia Santos (SP) – 18.900
05: Mariana Areno (RJ) – 18.500
06: Yanca Costa (RJ) – 18.400
07: Larissa dos Santos (CE) – 17.200
08: Taís Almeida (RJ) – 15.000
09: Kemily Sampaio (SP) – 14.200
10: Monik Santos (PE) – 14.100

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CBSurf

Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Brasil

Douglas Silva e Laura Raupp se consagram campeões brasileiros

Douglas Silva garante o bicampeonato consecutivo no masculino e Laura Raupp conquista o título brasileiro por antecipação.

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Douglas Silva e Laura Raupp são os campeões brasileiros profissionais de 2025. Foto: Marcio David / Foco Radical

A temporada 2025 do Corona Cero Dream Tour Floripa chegou ao fim com a consagração de dois nomes que deixaram sua marca na história do surfe nacional. Douglas Silva e Laura Raupp encerraram o ano como campeões brasileiros da Confederação Brasileira de Surf, cada um com uma trajetória de destaque e resultados expressivos ao longo do circuito.

No masculino, Douglas Silva viveu um desfecho dramático. Eliminado antes da final, o pernambucano dependia de um tropeço de Renan Pulga para conquistar o bicampeonato consecutivo. Pulga avançou com força até a bateria decisiva, superando Michael Rodrigues nas quartas e Mateus Sena nas semifinais. Para se tornar campeão brasileiro, contudo, precisava vencer Adriano de Souza na final. O campeão mundial de 2015 brilhou novamente e impediu a virada de ranking. Com o vice na etapa, Pulga também terminou como vice-campeão brasileiro, enquanto Douglas vibrou ao confirmar seu segundo título seguido.

Com essa conquista, Douglas Silva se tornou apenas o terceiro atleta da história a atingir o bicampeonato consecutivo no surfe brasileiro, repetindo feitos de Peterson Rosa e Leonardo Neves. Ele descreveu o momento como a realização de um sonho, fruto de muita dedicação, treinos e confiança.

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Renan Pulga (vice), Douglas Silva, Laura Raupp e Juliana dos Santos (vice) são premiados na Praia Mole. Foto: Marcio David / Foco Radical

No feminino, Laura Raupp dominou completamente a temporada. A catarinense venceu as etapas da Praia do Borete, Itamambuca e o primeiro Dream Tour Floripa, mantendo 100 por cento de aproveitamento nas baterias computadas no ranking. A derrota nas semifinais para Tainá Hinckel neste domingo foi sua única queda no ano, mas não afetou a classificação final. Laura já era campeã antecipada com uma das campanhas mais expressivas da história da CBSurf.

Tainá Hinckel, por sua vez, marcou presença decisiva na reta final. Ela havia vencido a etapa da Taça Brasil na Guarda do Embaú, chegou à final da penúltima etapa do Dream Tour e encerrou o ano com uma vitória imponente sobre Juliana dos Santos na Praia Mole. O resultado a colocou junto do recorde de Laura como surfistas com mais vitórias em uma única temporada de Dream Tour.

Os títulos de Douglas e Laura fecham um ciclo vitorioso e abrem caminho para a nova fase do surfe brasileiro. Em 2026, o Dream Tour dará lugar ao SURF BRASIL, com formato ampliado e mais oportunidades para atletas de todo o país.

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Tainá Hinckel e Adriano de Souza vencem a quarta e última etapa do Circuito. Foto: Marcio David / Foco Radical

Resultados da quarta e última etapa do Dream Tour 2025

Masculino

1º Adriano de Souza (SP)
2º Renan Pulga (SP)
3º Mateus Sena (RN)
3º Wesley Leite (SP)

Feminino

1º Tainá Hinckel (SC)
2º Juliana dos Santos (CE)
3º Mariana Areno (RJ)
3º Laura Raupp (SC)

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Brasil

Adriano de Souza vence aos 38 anos e faz história na Praia Mole

Aos 38 anos, Adriano de Souza supera Renan Pulga na final da Praia Mole e conquista sua primeira vitória no Dream Tour.

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Adriano de Souza vence etapa do Dream Tour aos 38 anos. Foto: Marcio David / Foco Radical

Aos 38 anos, Adriano de Souza escreveu um capítulo marcante da história do surfe brasileiro. No domingo, 16 de novembro, o campeão mundial de 2015 conquistou sua primeira vitória no Corona Cero Dream Tour Floripa, ao dominar as ondas pequenas da Praia Mole e superar o paulista Renan Pulga na grande final. A vitória de Mineirinho encerrou com brilho a temporada 2025 da Confederação Brasileira de Surf.

Adriano entrou na etapa como convidado e havia passado longe das fases decisivas nas etapas anteriores. Mas na Praia Mole, tudo mudou. Ele venceu Alex Ribeiro nas quartas de final e superou Wesley Leite nas semifinais. Depois, anotou as maiores marcas do dia, incluindo uma nota 7,33 e o somatório de 13,33 pontos, para conquistar um título inédito no Dream Tour. Esta foi a premiação mais alta da carreira dele no cenário nacional, com 50 mil reais e 10 mil pontos no ranking da etapa.

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Adriano e família. Foto: Marcio David / Foco Radical

A vitória de Mineirinho também teve papel decisivo na definição do título brasileiro. Renan Pulga precisava vencer o evento para superar o pernambucano Douglas Silva na corrida pelo campeonato. O paulista derrotou Michael Rodrigues nas quartas e Mateus Sena nas semifinais, mas parou diante da experiência de Adriano de Souza. Com o vice na etapa e no ranking, viu o título escapar na última bateria da temporada.

Douglas Silva, que acompanhava tudo da área dos atletas, comemorou intensamente ao ver Adriano levantar o troféu. Com o resultado, ele se tornou o primeiro bicampeão brasileiro consecutivo da CBSurf, igualando feitos históricos de Peterson Rosa e Leonardo Neves. O pernambucano celebrou o momento como a realização de um sonho após anos de dedicação e treinamento.

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Finalistas da etapa na Praia Mole (SC). Foto: Marcio David / Foco Radical

No feminino, o domingo também foi de performances marcantes. Tainá Hinckel derrotou a já campeã brasileira Laura Raupp nas semifinais e venceu Juliana dos Santos na decisão, igualando o recorde de quatro vitórias no Dream Tour em uma única temporada.

A vitória de Adriano de Souza, combinada com a disputa intensa pelo título brasileiro, encerrou a temporada 2025 com emoção, história e uma celebração de legado na Praia Mole.

Resultados da quarta e última etapa do Dream Tour 2025

Masculino

1º Adriano de Souza (SP)
2º Renan Pulga (SP)
3º Mateus Sena (RN)
3º Wesley Leite (SP)

Feminino

1º Tainá Hinckel (SC)
2º Juliana dos Santos (CE)
3º Mariana Areno (RJ)
3º Laura Raupp (SC)

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